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	<title>Wiki - User contributions [en]</title>
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	<updated>2026-10-24T14:44:18Z</updated>
	<subtitle>User contributions</subtitle>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Advanced_Sefirat_ha_Omer&amp;diff=11284</id>
		<title>Advanced Sefirat ha Omer</title>
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		<updated>2011-07-12T06:54:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;                          [[File:Velas-pequenas.jpg.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitos leitores escreveram perguntando sobre uma versão mais avançada do Sefirat ha Omer. Antes de falar sobre isso, é importante frisar que ela só é efetiva se você já fez pelo menos uma vez o exercício COMPLETO, senão a pessoa vai acabar se perdendo em detalhes e não vai fazer nem uma coisa nem outra direito.&lt;br /&gt;
Para a versão mais avançada, você vai precisar comprar 50 daquelas velas redondas e pequenas (que vendem em qualquer casa de umbanda/artigos religiosos em sacos de 50). Na noite do primeiro dia, você irá consagrá-las todas, riscando o seu sigilo pessoal em cada uma delas e pedindo que sejam usadas para conectá-lo mais facilmente com a egrégora mundial que tomará conta deste exercício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os dias, antes de fazer a meditação, acenda uma destas velas no seu altar pessoal.&lt;br /&gt;
em seguida, fique diante dele e faça o exercício de relaxamento e Templo Astral. No Templo Astral, você ficará diante do seu altar pessoal, onde enxergará esta mesma vela conectada através de milhares de finos fios de luz à todas as outras velas de todos os outros templos astrais das pessoas que estiverem fazendo este exercício ao redor do Planeta. Faça a meditação de acordo com o dia.&lt;br /&gt;
Deixe a vela queimar até o fim.&lt;br /&gt;
Repita o processo os 49 dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se eu falhar um dia, acabou?&lt;br /&gt;
Sim. Perdeu, playboy. O Sefirat, além de um exercício mental e espiritual, é um processo de desenvolvimento da Thelema (Força de Vontade). Se você não é capaz de manipular o mundo ao seu redor para conseguir 15 minutos seus durante um dia em um intervalo de menos de dois meses, como espera conseguir ser o senhor da sua vida?&lt;br /&gt;
Dominar o Sefirat significa dominar todas as adversidades que a mente objetiva e o mundo profano colocam como obstáculos à sua Vontade e aos seus objetivos.&lt;br /&gt;
Na versão “café-com-leite” do Sedentário, pessoas que perdiam um dia ou começavam atrasadas eram permitidas, só para que sentissem a energia da egrégora, mas se você pretende fazer a sério, não há desculpas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:Velas-pequenas.jpg.jpg&amp;diff=11283</id>
		<title>File:Velas-pequenas.jpg.jpg</title>
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		<updated>2011-07-12T06:50:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Advanced_Sefirat_ha_Omer&amp;diff=11282</id>
		<title>Advanced Sefirat ha Omer</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Muitos leitores escreveram perguntando sobre uma versão mais avançada do Sefirat ha Omer. Antes de falar sobre isso, é importante frisar que ela só é efetiva se você já fez pelo menos uma vez o exercício COMPLETO, senão a pessoa vai acabar se perdendo em detalhes e não vai fazer nem uma coisa nem outra direito.&lt;br /&gt;
Para a versão mais avançada, você vai precisar comprar 50 daquelas velas redondas e pequenas (que vendem em qualquer casa de umbanda/artigos religiosos em sacos de 50). Na noite do primeiro dia, você irá consagrá-las todas, riscando o seu sigilo pessoal em cada uma delas e pedindo que sejam usadas para conectá-lo mais facilmente com a egrégora mundial que tomará conta deste exercício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os dias, antes de fazer a meditação, acenda uma destas velas no seu altar pessoal.&lt;br /&gt;
em seguida, fique diante dele e faça o exercício de relaxamento e Templo Astral. No Templo Astral, você ficará diante do seu altar pessoal, onde enxergará esta mesma vela conectada através de milhares de finos fios de luz à todas as outras velas de todos os outros templos astrais das pessoas que estiverem fazendo este exercício ao redor do Planeta. Faça a meditação de acordo com o dia.&lt;br /&gt;
Deixe a vela queimar até o fim.&lt;br /&gt;
Repita o processo os 49 dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se eu falhar um dia, acabou?&lt;br /&gt;
Sim. Perdeu, playboy. O Sefirat, além de um exercício mental e espiritual, é um processo de desenvolvimento da Thelema (Força de Vontade). Se você não é capaz de manipular o mundo ao seu redor para conseguir 15 minutos seus durante um dia em um intervalo de menos de dois meses, como espera conseguir ser o senhor da sua vida?&lt;br /&gt;
Dominar o Sefirat significa dominar todas as adversidades que a mente objetiva e o mundo profano colocam como obstáculos à sua Vontade e aos seus objetivos.&lt;br /&gt;
Na versão “café-com-leite” do Sedentário, pessoas que perdiam um dia ou começavam atrasadas eram permitidas, só para que sentissem a energia da egrégora, mas se você pretende fazer a sério, não há desculpas.[[File:Example.jpg]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:Moises6.jpg&amp;diff=10679</id>
		<title>File:Moises6.jpg</title>
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		<updated>2011-05-22T22:33:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Sefirat_ha_Omer_2010_%E2%80%93_parte_1&amp;diff=10678</id>
		<title>Sefirat ha Omer 2010 – parte 1</title>
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		<updated>2011-05-22T22:31:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;                      File:moises6.jpg Originalmente, a Páscoa judaica era constituída de dois feriados distintos: Chag ha’Pessach, a Festa do cordeiro Pascal, e [[Ch…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;                      [[File:moises6.jpg]]&lt;br /&gt;
Originalmente, a Páscoa judaica era constituída de dois feriados distintos: [[Chag ha’Pessach]], a Festa do cordeiro Pascal, e [[Chag ha’Matzot]], a Festa dos Pães Ázimos, ambos eram observados muito antes das traumáticas experiências dos judeus no Egito. Nos tempos antigos, quando a maioria dos hebreus vivia no deserto como pastores nômades, as famílias celebravam a chegada da Primavera oferecendo um sacrifício (pessach, o cordeiro pascal). Mais tarde, instituiu-se um outro feriado na Primavera, de caráter agrícola: Chag ha’Matzot, quando os lavradores na Palestina comemoravam o início da colheita de trigo desfazendo-se de toda massa fermentada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, estas duas festas associaram-se a outro evento que ocorreu na Primavera: o êxodo do Egito. Chag ha’Pessach foi identificado com o fato de Deus ter passado por cima (passach, em hebraico) das casas dos judeus, poupando-os da décima praga, a morte dos primogênitos egípcios. Por outro lado, Chag ha’Matzot foi relacionado com o fato de que os judeus, em sua fuga apressada do Egito, não tiveram tempo de esperar a massa crescer e assaram pães ázimos com a massa não-fermentada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Biblia diz que os judeus passaram 49 dias no Deserto entre o Pessach e Shavout, até que Moisés finalmente recebeu a Tábua da Aliança de Deus. Claro que a historinha dos “Dez Mandamentos” é mais uma das conversas para boi dormir. As Dez Leis que Moisés recebe dos céus representam as dez Esferas (Sephiroth) da Árvore da Vida (aquela Árvore que também aparece na Biblia no começo do gênese, que continha os frutos do Bem e do Mal e que Adão e Eva não podiam comer mas comeram e acabaram expulsos do Paraíso…).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrem-se que TODO o Pentateuco (os 5 primeiros livros bíblicos) é ALEGÓRICO, o que significa que NÃO existe barquinho de Noé no monte Ararat; NÃO existe Torre de Babel; Deus NÃO criou o mundo em sete dias; o criacionismo NÃO é sério; Adão, Eva, Cain e Abel NÃO foram os únicos habitantes da terra por um tempo e assim por diante…&lt;br /&gt;
Todas estas passagens são símbolos de conhecimentos ocultistas que acabaram sendo levados ao pé da letra pelo “rebanho” de fiéis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                     [[File:moises6.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que se chama tradicionalmente de “dez mandamentos” são adaptações meia-boca do LIVRO DOS MORTOS egipcio, quando o postulante precisa se declarar diante de Maat, Deusa da Justiça, mais precisamente no capítulo 125. Só que onde se lê “Eu não matei”, “Eu não menti”, “Eu não desrespeitei meus pais”, “eu não adorei falsos deuses” e assim por diante, substitua por “Não matarás”, “Não levantarás falso testemunho” e assim por diante.&lt;br /&gt;
Alguns mandamentos foram modificados, outros foram convenientemente adicionados por Moisés para manter o povo quieto e obediente.&lt;br /&gt;
Claro que a lista egipcia era muito mais completa e trabalhosa. Alguns exemplos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Eu não cometi o mal contra os homens,&lt;br /&gt;
Eu não oprimi os membros de minha família&lt;br /&gt;
Eu não trouxe o mal no lugar do bem e da verdade&lt;br /&gt;
Eu não adquiri conhecimentos inúteis&lt;br /&gt;
Eu não trouxe nenhum mal&lt;br /&gt;
Eu não acordei pela manhã esperando mais do que merecia&lt;br /&gt;
Eu não quis que meu nome fosse louvado&lt;br /&gt;
Eu não oprimi meus servos&lt;br /&gt;
Eu não vilipendiei nenhum deus&lt;br /&gt;
Eu não fraudei os pobres&lt;br /&gt;
Eu não fiz nada que os deuses abominem&lt;br /&gt;
Eu não permiti que um mestre maltratasse um servo&lt;br /&gt;
Eu não fiz ninguém passar fome&lt;br /&gt;
Eu não causei dor a ninguém&lt;br /&gt;
Eu não matei&lt;br /&gt;
Eu não dei ordem para matarem&lt;br /&gt;
Eu não roubei as bebidas dos deuses no Templo&lt;br /&gt;
Eu não roubei a comida dos deuses no Templo&lt;br /&gt;
Eu não forniquei&lt;br /&gt;
Eu não poluí meu corpo&lt;br /&gt;
Eu não menti&lt;br /&gt;
Eu não modifiquei as balanças para roubar de meus clientes…”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim por diante… A lista é enorme e pode ser lida na íntegra AQUI.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                         [[File:sefirat.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas então… o que representam estes 49 dias e os 10 mandamentos?&lt;br /&gt;
Os 49 dias (ou sete semanas) representam o 7×7, ou seja, cada uma das Esferas antes do [[Abismo]] presente dentro de cada uma destas mesmas esferas ([[Chesed]], [[Geburah]], [[Tiferet]], [[Netzach]], [[Hod]], [[Yesod]] e [[Malkuth]]). Cada uma destas esferas representa um grau de consciência dentro da mente humana e uma egrégora que pode ser acessada (que as pessoas costumam chamar de DEUSES). As combinações entre estas sefirot geram os arquétipos universais das virtudes a serem trabalhadas dentro do autoconhecimento (lembram-se? “Conhece a ti mesmo e conhecerás os deuses e os mistérios do Universo“?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para quem acha que esta alegoria é apenas bíblica, devemos lembrar que nos textos babilônicos, [[Ereshkigal]] (“A grande senhora dos reinos interiores”) precisava atravessar 49 portais até se purificar… Dentro destas sete câmaras, ela atravessava sete portais, dominando o demônio protetor de cada portal. A cada câmara, ela perdia um de seus véus, até chegar nua no final dos 49 portões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                      [[File:seteveus.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A título de curiosidade, cada um destes véus representava uma das sephirot e possuía uma cor específica (branco, roxa, laranja, verde, amarelo, vermelho e azul). Estes véus eram despidos durante uma dança ritualística realizada por uma sacerdotisa de Ereshkigal, [[Inanna]], [[Ishtar]], [[Vênus]] e outras deusas sagradas do [[Templo Lunar]], em um ritual que misturava alegoria com meditação, o que deu origem à famosa “Dança dos sete véus” e, muitos séculos depois, graças ao gado, ao strip-tease vulgar. Para saber mais sobre Templos Lunares, [[Templos Solares]] e [[Magia Sexual]], consulte os textos antigos da coluna.&lt;br /&gt;
Sidarta Gautama também medita durante 49 dias à sombra de uma figueira, até atingir a Iluminação. Coincidência? teria o Buda lido a bíblia?&lt;br /&gt;
Jesus passa 49 dias no deserto sendo tentado pelo demônio. Mais tarde esta passagem foi “reduzida” para 40 dias por erros de tradução e adaptação bíblicos.&lt;br /&gt;
O profeta Maomé também retira-se para uma meditação de 49 dias no deserto, antes de escrever o Alcorão.&lt;br /&gt;
Dante Alighieri, um iniciado, em sua obra “Divina Comédia”, narra a descida pelos 7 níveis do Inferno até o castelo de Lúcifer (portador da Luz?), onde se inicia a subida pelos 7 níveis do Purgatório, até chegar aos portais do Céu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O [[Sefirat Ha Omer]] (a contagem do Omer)&lt;br /&gt;
Cada ano a contagem começa em um dia diferente, dependendo de Passach. A contagem em 2010 começa na noite do dia 30/03 (Terça-feira agora). A partir deste dia, estudiosos e estudantes de [[Kabbalah]] e das tradições judaicas do mundo inteiro estarão unidos em uma grande e poderosa egrégora que durará 49 dias, consistindo de 49 meditações e exercícios de autoconhecimento a serem realizados durante o dia.&lt;br /&gt;
O tio Marcelo irá passar a versão light destas meditações para vocês. Estes exercícios podem ser feitos independentemente da sua religião (até mesmo por ateus!). Para entrar em contato com a Egrégora, tudo o que você precisará fazer é separar 5 minutos diários para uma pequena meditação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                        [[File:chesed.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Procure um local onde não será perturbado.&lt;br /&gt;
- Faça uma pequena prece ou algumas respirações profundas para relaxar e afastar-se dos problemas mundanos.&lt;br /&gt;
- Faça a contagem do Omer dizendo (não precisa ser em voz alta, mas é importante verbalizar!) “Hoje é o Primeiro dia do Omer – Chesed em Chesed“. A cada dia, conte o dia correspondente e as sefirot correspondentes. Esta é a chave de conexão com a Egrégora. Mentalize as cores das esferas relacionadas com o dia dentro da Árvore da Vida.&lt;br /&gt;
- Leia o texto referente ao dia da contagem do Omer e medite sobre como aquelas virtudes poderiam ser utilizadas por você durante sua vida profana. Como estes sentimentos se manifestam em você e o que você pode fazer para colocá-los efetivamente em prática. Algumas pessoas podem fazer pequenos textos em seus grimórios, anotações, desenhos ou até mesmo temas para posts em blogs também, se desejarem.&lt;br /&gt;
- o autoconhecimento é um trabalho árduo, porque exige que olhemos para dentro de nós mesmos e de nossos defeitos. Você pode mentir para qualquer pessoa, menos para si mesmo e justamente por isto, o trabalho de lapidação é tão difícil pois exige tratar com coisas que normalmente as pessoas gostam de manter debaixo do tapete. A maioria das pessoas não está preparada nem para admitir os próprios defeitos, que dirá se esforçar para corrigí-los.&lt;br /&gt;
- No dia seguinte, tente realizar o exercício proposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim durante os 49 dias… se você esquecer um dia, PERDEU… comece novamente no ano seguinte. Parece difícil… e SIM, é difícil. Como sempre falamos aqui na coluna, Ocultismo não é para curiosos, esquisotéricos, místicos de orkut, céticos de internet e outros preguiçosos mentais…&lt;br /&gt;
Mas como estou passando a versão light para não-iniciados, se você esquecer algum dia não tem problema. Continue do dia onde parou, mas tente ser mais disciplinado. Vai ajudá-lo em outras partes da sua vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                           [[File:dia01.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Primeiro Dia:&lt;br /&gt;
30/03/2010 – Terça Feira&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje é 1 dia do ômer.”&lt;br /&gt;
Chesed de Chesed&lt;br /&gt;
Bondade na Bondade&lt;br /&gt;
Examine o aspecto amor do amor: a expressão do amor e seu nível de intensidade. Todos têm a capacidade de amar em seu coração. A questão é se e como o tornamos real e o expressamos.&lt;br /&gt;
Pergunte-se:&lt;br /&gt;
Qual é minha capacidade de amar outra pessoa?&lt;br /&gt;
É difícil para mim deixar que outra pessoa entre em minha vida?&lt;br /&gt;
Tenho espaço para mais alguém?&lt;br /&gt;
Concedo lugar para outra pessoa?&lt;br /&gt;
Estou temeroso de minha vulnerabilidade, de abrir-me e de ser magoado?&lt;br /&gt;
Como expresso amor?&lt;br /&gt;
Sou capaz de comunicar meus verdadeiros sentimentos?&lt;br /&gt;
Refreio expressões de amor por temer a reação do outro?&lt;br /&gt;
Ou pelo contrário: expresso demais, cedo demais?&lt;br /&gt;
Os outros entendem mal minhas intenções?&lt;br /&gt;
A quem eu amo?&lt;br /&gt;
Amo apenas aqueles com quem me relaciono e que se relacionam comigo?&lt;br /&gt;
Tenho a capacidade de amar um estranho, de emprestar uma mão amiga a alguém que não conheço?&lt;br /&gt;
Expresso amor apenas quando é cômodo&lt;br /&gt;
Por que tenho problemas com amor e o quê posso fazer sobre isso?&lt;br /&gt;
Meu amor inclui os outros seis aspectos de chesed, sem os quais o amor seria distorcido e incapaz de se realizar verdadeiramente?&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Encontre uma maneira nova de expressar seu amor por um ente querido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                            [[File:dia02.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Dia:&lt;br /&gt;
31/03/2010 – Quarta Feira&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje são 2 dias do ômer.”&lt;br /&gt;
Geburah de Chesed&lt;br /&gt;
Disciplina na Bondade&lt;br /&gt;
Amor saudável deve sempre incluir um elemento de disciplina e discernimento: um grau de distanciamento e respeito pelo outro, uma avaliação da capacidade do outro de conter seu amor. O amor deve ser moderado e conduzido apropriadamente. Pergunte a um pai que, em nome do amor, tenha mimado seu filho; ou alguém que sufoque o cônjuge com amor e não permite que o outro tenha seu próprio espaço. Amor com discrição é necessário para evitar dar àqueles que o usariam para perpetuar um comportamento negativo.&lt;br /&gt;
Meu amor é suficientemente disciplinado?&lt;br /&gt;
Os outros tiram vantagem de minha natureza generosa?&lt;br /&gt;
Estou ferindo os outros, ao tornar-me sua muleta em nome do amor?&lt;br /&gt;
Estou magoando meus filhos ao forçar sobre eles meu sistema de valores porque os amo tanto?&lt;br /&gt;
Respeito aqueles a quem amo ou meu amor é egoísta?&lt;br /&gt;
Sou sensível aos seus sentimentos e atitudes?&lt;br /&gt;
Vejo a pessoa que amo como uma extensão de mim mesmo e minhas necessidades?&lt;br /&gt;
Levo em consideração a capacidade de meu parceiro para receber amor antes que eu o dê?&lt;br /&gt;
Meu amor é dado de forma apropriada?&lt;br /&gt;
A chuva é uma bênção apenas porque cai em gotas que não inundam os campos.&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Ajude os outros nos termos deles… não nos seus. Concentre-se nas necessidades dos outros, mesmo se demandar esforço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                         [[File:dia03.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terceiro Dia:&lt;br /&gt;
01/04/2010 – Quinta Feira&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje são 3 dias do ômer.”&lt;br /&gt;
Tiferet de Chesed&lt;br /&gt;
Compaixão, Harmonia na bondade&lt;br /&gt;
Harmonia no amor é algo que mescla tanto os aspectos Chesed como Guevurá do amor. Amor em harmonia inclui empatia e compaixão. O amor é freqüentemente concedido na expectativa de receber amor em retorno. O amor compassivo é dado livremente; nada espera em troca – mesmo quando o outro não merece amor. Tiferet é dar também àqueles que o magoaram. Reconhece a disciplina da Guevurá e, mesmo assim, clama por amor compassivo para todos.&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Ofereça uma mão amiga a um estranho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                         [[File:dia05.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quarto Dia:&lt;br /&gt;
02/04/2010 – Sexta-Feira&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje são 4 dias do ômer.”&lt;br /&gt;
Netzach de Chesed&lt;br /&gt;
Tolerância na Bondade&lt;br /&gt;
Meu amor é tolerante?&lt;br /&gt;
Meu amor suporta reveses e contratempos?&lt;br /&gt;
Concedo amor e seguro amor dependendo de meus humores ou sou constante, independente dos altos e baixos da vida?&lt;br /&gt;
Tenho boa vontade em trabalhar meus relacionamentos e lutar pelo amor que tenho?&lt;br /&gt;
Meu amor tem espírito e valor?&lt;br /&gt;
Posso ser confiável, tanto nas horas boas como nas más?&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Reassegure alguém da constância de seu amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                         [[File:dia04.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quinto Dia:&lt;br /&gt;
03/04/2010 – Sábado&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje são 5 dias do ômer.”&lt;br /&gt;
Hod de Chesed&lt;br /&gt;
Humildade na Bondade&lt;br /&gt;
Você pode freqüentemente ficar “travado” no amor, incapaz de perdoar o ser amado ou curvar-se e comprometer sua posição. Hod introduz o aspecto da humildade no amor; a habilidade de elevar-se acima de si mesmo e perdoar ou ceder à pessoa que ama, apenas pelo mérito do amor, mesmo se você está convencido que está certo. Amor arrogante não é amor verdadeiro.&lt;br /&gt;
O amor me humilha?&lt;br /&gt;
Sou arrogante, apesar disso – ou às vezes porque – tenho a capacidade de amar?&lt;br /&gt;
Percebo que a habilidade de amar vem de um lugar mais grandioso e elevado, de D’us ?&lt;br /&gt;
Sabendo que o amor vem de D’us, entro no amor com humildade total, reconhecendo o grande privilégio de ser capaz de amar?&lt;br /&gt;
Percebo que através do amor, recebo mais do que dou?&lt;br /&gt;
Aprecio a pessoa que amo por causa disso?&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Engula seu orgulho e reconcilie-se com uma pessoa querida com a qual se desentendeu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                        [[File:dia06.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sexto Dia:&lt;br /&gt;
04/04/2010 – Domingo&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje são 6 dias do ômer.”&lt;br /&gt;
Yesod de Chesed&lt;br /&gt;
Compromisso na Bondade&lt;br /&gt;
Para que o amor seja eterno, é necessário um compromisso; um senso de união que torna o amor verdadeiro pelo esforço conjunto. Amor eterno requer uma conexão íntima, proximidade e apego, de tal forma que beneficie ambas as partes. Este vínculo produz frutos; os frutos nascidos de uma união saudável.&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Comece a erigir algo construtivo junto com alguém que você ama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                          [[File:dia07.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sétimo dia:&lt;br /&gt;
05/04/2010 – Segunda-Feira&lt;br /&gt;
Conte esta noite: “Hoje são 7 dias que perfazem 1 semana, do ômer.”&lt;br /&gt;
Malkuth de Chesed&lt;br /&gt;
Nobreza na Bondade&lt;br /&gt;
Amor maduro vem junto – e traz – dignidade pessoal, um sentimento íntimo de nobreza e realeza. Permite que você conheça seu lugar especial e contribua para este mundo. Qualquer amor que seja desmoralizante e abata o espírito humano não é amor, de forma alguma. Pois o amor, para ser completo, deve ter a dimensão da soberania pessoal, um senso de liberdade e domínio sobre as forças que denigrem o amor total.&lt;br /&gt;
Exercício para o dia:&lt;br /&gt;
Realce um aspecto em seu amor que tenha alentado seu espírito e enriquecido sua vida… e comemore!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Simbolismo_Vegetal_I&amp;diff=10677</id>
		<title>Simbolismo Vegetal I</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Simbolismo_Vegetal_I&amp;diff=10677"/>
		<updated>2011-05-22T00:51:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;A vegetação, na indefinida variedade de suas espécies, formas, cores e fragrâncias, constitui um mundo inesgotável de significações simbólicas conhecidas por todos os pov…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A vegetação, na indefinida variedade de suas espécies, formas, cores e fragrâncias, constitui um mundo inesgotável de significações simbólicas conhecidas por todos os povos desde a mais remota Antigüidade. Recordemos, neste sentido, que o Paraíso terrestre é descrito como um jardim ou um vergel, ao cuidado do qual estavam os primeiros homens. Por este motivo, a agricultura (a “cultura do agro”) é considerada como o primeiro ofício nascido da sedentarização da humanidade, que dá lugar à aldeia e posteriormente à cidade em pedra e à civilização tal qual a conhecemos. Não esqueçamos que a palavra cultura deriva precisamente de “cultivo”, o que está relacionado evidentemente com o vegetal. A isto se deve, sem dúvida, o porquê do homem arcaico e tradicional ter incorporado o vegetal na descrição simbólica de sua cosmogonia e de sua visão sagrada do mundo. Efetivamente, nada há que expresse melhor o desdobramento da vida universal do que uma planta em seu pleno desenvolvimento, como por exemplo a árvore, que é também um dos símbolos naturais mais difundidos do Eixo do Mundo, e o que mais claramente alude à estrutura cósmica e seus diferentes planos ou graus de manifestação. Baste recordar a [[Árvore da Vida]] Sefirótica, semelhante, quanto a sua significação essencial, a outras muitas árvores sagradas pertencentes às mais diversas tradições de todos os tempos e lugares, como a ceiba [N.T.: Ceiba Pentandra Gaertin, árvore existente na América Central] entre os maias, o carvalho (ou encina [N.T.: Quercus ilex]) entre os celtas, a oliveira entre os povos mediterrâneos, a árvore [[Yggddrasil]] entre os escandinavos, a palmeira entre os antigos egípcios e os árabes, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma função simbólica desempenham determinadas flores, como o lótus nas tradições orientais e a rosa ou o lírio nas ocidentais. Todas elas são símbolos do Centro e do Mundo, e o abrir-se de suas pétalas expressa o desenvolvimento da manifestação a partir da Unidade primordial, por isso também que se as relacione com o simbolismo da “roda cósmica”, estando o número de pétalas em correspondência com os radios ou raios que conectam o centro da roda com sua periferia. Não esqueçamos tampouco que as flores em geral estão vinculadas ao simbolismo da copa, e por conseguinte ao aspecto passivo e receptivo da manifestação, à pureza virginal da “quintessência”, por exemplo quando se fala do “cálice” de uma flor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Alfabeto_Hebraico&amp;diff=10676</id>
		<title>O Alfabeto Hebraico</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Alfabeto_Hebraico&amp;diff=10676"/>
		<updated>2011-05-22T00:44:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Oferecemos a seguir as 22 letras do [[Alfabeto Hebraico]] para que o leitor vá se familiarizando com elas. Igualmente é demonstrado o valor numérico correspondente a cada letra. No hebraico antigo, as vogais não eram sinalizadas, nem pontuadas, como se faz no presente. Portanto, as palavras escritas só com consoantes podiam ser lidas de várias maneiras, ou com o auxílio de diferentes vogais, aumentando assim seu poder evocativo e semântico em múltiplas valorações e sentidos. As letras têm vinculações também com outros símbolos, muitos deles animais, e de diferente natureza e índole, o que se associa com o alfabeto, a palavra e a metafísica da linguagem.&lt;br /&gt;
     &lt;br /&gt;
[[File:alefbeth.jpg.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendamos que se copiem esmeradamente as letras do alfabeto hebraico. Desta maneira não só memorizaremos os nomes das letras, os signos alfabéticos, e suas valorações numéricas, senão que trabalharemos com símbolos sagrados carregados de Idéias e energias mágicas e teúrgicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está claro que se conhecemos o valor esotérico das letras, suas conotações numéricas, e as transposições e permutas a que elas podem dar lugar no contexto das palavras e das orações, a leitura de qualquer texto sagrado –em particular A Bíblia– no qual o alfabeto hebraico se encontre presente, passará a ter outro sentido que o comum, literal e exotérico, e adquirirá um relevo e uma profundidade tanto mais rica quanto mais ampla. E é por estas associações e correspondências entre números e letras, e as relações a que dão lugar, que se produzem iluminações surpreendentes na raiz metafísica da linguagem humana, as quais são chamadas pela Cabala “centelhas divinas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O [[Sefer Yetsirah]], ou “Livro das Formações”, é também conhecido pelo nome de “Livro da Criação”, pois ali estão plasmadas as mais antigas concepções cosmogônicas judaicas, que serviram por gerações para fundamentar o pensamento metafísico e esotérico do misticismo hebreu e cristão (especialmente durante a Idade Média e o Renascimento) e da Cabala em particular. Nele se encontram especificamente assinaladas em forma de breve e apertada síntese, determinadas concepções cabalísticas que já fomos oferecendo ao longo desta Introdução, entre elas, a “doutrina” das dez sefiroth, como intermediárias entre o “Santo, bendito seja”, e a [[Shekhinah]] (a imanente presença divina, da qual proximamente falaremos), e também a da Criação Universal através das vinte e duas letras do alfabeto hebraico, o que equivale a considerar ao Cosmo inteiro como escritura divina. Essas letras se subdividem em três grupos: as três mães, similares, como já vimos, a ar, água e fogo; as sete duplas ou redobradas, e as doze simples, identificadas posteriormente com os sete planetas e com os doze signos zodiacais, respectivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três letras mães: [[Alef]], [[Mem]] e [[Shin]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sete letras duplas (ou redobradas): [[Beth]], [[Guimel]], [[Daleth]], [[Kaf]], [[Fé]], [[Resh]] e [[Taw]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze letras simples: [[Hé]], [[Vav]], [[Zayin]], [[Heth]], [[Teth]], [[Yod]], [[Lambei]], [[Nun]], [[Samekh]], [[Ayin]], [[Tsade]] e [[Qof]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma idéia nova é a da união das dez sefiroth, cifras, ou números, às vinte e duas letras do alfabeto hebraico, que conjuntamente constituem os trinta e dois caminhos da sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:Alefbeth.jpg.jpg&amp;diff=10675</id>
		<title>File:Alefbeth.jpg.jpg</title>
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		<updated>2011-05-22T00:43:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Alfabeto_Hebraico&amp;diff=10674</id>
		<title>O Alfabeto Hebraico</title>
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		<updated>2011-05-22T00:41:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Oferecemos a seguir as 22 letras do [[Alfabeto Hebraico]] para que o leitor vá se familiarizando com elas. Igualmente é demonstrado o valor numérico correspondente a cada letra. No hebraico antigo, as vogais não eram sinalizadas, nem pontuadas, como se faz no presente. Portanto, as palavras escritas só com consoantes podiam ser lidas de várias maneiras, ou com o auxílio de diferentes vogais, aumentando assim seu poder evocativo e semântico em múltiplas valorações e sentidos. As letras têm vinculações também com outros símbolos, muitos deles animais, e de diferente natureza e índole, o que se associa com o alfabeto, a palavra e a metafísica da linguagem.&lt;br /&gt;
     &lt;br /&gt;
[[File:Example.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendamos que se copiem esmeradamente as letras do alfabeto hebraico. Desta maneira não só memorizaremos os nomes das letras, os signos alfabéticos, e suas valorações numéricas, senão que trabalharemos com símbolos sagrados carregados de Idéias e energias mágicas e teúrgicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está claro que se conhecemos o valor esotérico das letras, suas conotações numéricas, e as transposições e permutas a que elas podem dar lugar no contexto das palavras e das orações, a leitura de qualquer texto sagrado –em particular A Bíblia– no qual o alfabeto hebraico se encontre presente, passará a ter outro sentido que o comum, literal e exotérico, e adquirirá um relevo e uma profundidade tanto mais rica quanto mais ampla. E é por estas associações e correspondências entre números e letras, e as relações a que dão lugar, que se produzem iluminações surpreendentes na raiz metafísica da linguagem humana, as quais são chamadas pela Cabala “centelhas divinas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O [[Sefer Yetsirah]], ou “Livro das Formações”, é também conhecido pelo nome de “Livro da Criação”, pois ali estão plasmadas as mais antigas concepções cosmogônicas judaicas, que serviram por gerações para fundamentar o pensamento metafísico e esotérico do misticismo hebreu e cristão (especialmente durante a Idade Média e o Renascimento) e da Cabala em particular. Nele se encontram especificamente assinaladas em forma de breve e apertada síntese, determinadas concepções cabalísticas que já fomos oferecendo ao longo desta Introdução, entre elas, a “doutrina” das dez sefiroth, como intermediárias entre o “Santo, bendito seja”, e a [[Shekhinah]] (a imanente presença divina, da qual proximamente falaremos), e também a da Criação Universal através das vinte e duas letras do alfabeto hebraico, o que equivale a considerar ao Cosmo inteiro como escritura divina. Essas letras se subdividem em três grupos: as três mães, similares, como já vimos, a ar, água e fogo; as sete duplas ou redobradas, e as doze simples, identificadas posteriormente com os sete planetas e com os doze signos zodiacais, respectivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três letras mães: [[Alef]], [[Mem]] e [[Shin]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sete letras duplas (ou redobradas): [[Beth]], [[Guimel]], [[Daleth]], [[Kaf]], [[Fé]], [[Resh]] e [[Taw]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze letras simples: [[Hé]], [[Vav]], [[Zayin]], [[Heth]], [[Teth]], [[Yod]], [[Lambei]], [[Nun]], [[Samekh]], [[Ayin]], [[Tsade]] e [[Qof]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma idéia nova é a da união das dez sefiroth, cifras, ou números, às vinte e duas letras do alfabeto hebraico, que conjuntamente constituem os trinta e dois caminhos da sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Alfabeto_Hebraico&amp;diff=10673</id>
		<title>O Alfabeto Hebraico</title>
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		<updated>2011-05-22T00:41:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Oferecemos a seguir as 22 letras do Alfabeto Hebraico para que o leitor vá se familiarizando com elas. Igualmente é demonstrado o valor numérico correspondente a cada letr…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Oferecemos a seguir as 22 letras do [[Alfabeto Hebraico]] para que o leitor vá se familiarizando com elas. Igualmente é demonstrado o valor numérico correspondente a cada letra. No hebraico antigo, as vogais não eram sinalizadas, nem pontuadas, como se faz no presente. Portanto, as palavras escritas só com consoantes podiam ser lidas de várias maneiras, ou com o auxílio de diferentes vogais, aumentando assim seu poder evocativo e semântico em múltiplas valorações e sentidos. As letras têm vinculações também com outros símbolos, muitos deles animais, e de diferente natureza e índole, o que se associa com o alfabeto, a palavra e a metafísica da linguagem.&lt;br /&gt;
     &lt;br /&gt;
[[File:Example.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendamos que se copiem esmeradamente as letras do alfabeto hebraico. Desta maneira não só memorizaremos os nomes das letras, os signos alfabéticos, e suas valorações numéricas, senão que trabalharemos com símbolos sagrados carregados de Idéias e energias mágicas e teúrgicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está claro que se conhecemos o valor esotérico das letras, suas conotações numéricas, e as transposições e permutas a que elas podem dar lugar no contexto das palavras e das orações, a leitura de qualquer texto sagrado –em particular A Bíblia– no qual o alfabeto hebraico se encontre presente, passará a ter outro sentido que o comum, literal e exotérico, e adquirirá um relevo e uma profundidade tanto mais rica quanto mais ampla. E é por estas associações e correspondências entre números e letras, e as relações a que dão lugar, que se produzem iluminações surpreendentes na raiz metafísica da linguagem humana, as quais são chamadas pela Cabala “centelhas divinas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O [[Sefer Yetsirah]], ou “Livro das Formações”, é também conhecido pelo nome de “Livro da Criação”, pois ali estão plasmadas as mais antigas concepções cosmogônicas judaicas, que serviram por gerações para fundamentar o pensamento metafísico e esotérico do misticismo hebreu e cristão (especialmente durante a Idade Média e o Renascimento) e da Cabala em particular. Nele se encontram especificamente assinaladas em forma de breve e apertada síntese, determinadas concepções cabalísticas que já fomos oferecendo ao longo desta Introdução, entre elas, a “doutrina” das dez sefiroth, como intermediárias entre o “Santo, bendito seja”, e a [[Shekhinah]] (a imanente presença divina, da qual proximamente falaremos), e também a da Criação Universal através das vinte e duas letras do alfabeto hebraico, o que equivale a considerar ao Cosmo inteiro como escritura divina. Essas letras se subdividem em três grupos: as três mães, similares, como já vimos, a ar, água e fogo; as sete duplas ou redobradas, e as doze simples, identificadas posteriormente com os sete planetas e com os doze signos zodiacais, respectivamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três letras mães: [[Alef]], [[Mem]] e [[Shin]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sete letras duplas (ou redobradas): [[Beth]], [[Guimel]], [[Daleth]], [[Kaf]], [[Fé]], [[Resh]] e [[Taw]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doze letras simples: [[Hé]], [[Vav]], [[Zayin]], [[Heth]], [[Teth]], [[Yod]], [[Lambei]], [[Nun]], [[Samekh]], [[Ayin]], [[Tsade]] e [[Qof]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma idéia nova é a da união das dez sefiroth, cifras, ou números, às vinte e duas letras do alfabeto hebraico, que conjuntamente constituem os trinta e dois caminhos da sabedoria.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<updated>2011-05-19T03:13:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
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&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Signo de Áries</title>
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		<updated>2011-05-19T03:09:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;File:001-aries1.jpg&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:001-aries1.jpg]]&lt;/div&gt;</summary>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Tarot&amp;diff=10615</id>
		<title>O Tarot</title>
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		<updated>2011-05-19T02:47:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;O Tarô, origem do jogo de naipes, é um oráculo, um livro sagrado escrito não em palavras senão em setenta e oito páginas ou lâminas desenhadas em cores, cada uma com s…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O [[Tarô]], origem do jogo de naipes, é um oráculo, um livro sagrado escrito não em palavras senão em setenta e oito páginas ou lâminas desenhadas em cores, cada uma com suas múltiplas e precisas correspondências e profundos significados, que ao serem primeiro estudadas e depois “embaralhadas” ou colocadas de diferentes formas simbólicas, atuarão magicamente no interior do aprendiz, servindo como veículo despertador da consciência e computador da inteligência; ou seja, como suporte simbólico do conhecimento metafísico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada carta se lhe denomina “arcano”, já que conecta com um mistério, com uma força sobrenatural, com um arquétipo que se revela nela, tanto quanto em qualquer símbolo sagrado, permitindo assim que esta energia superior tome uma forma capaz de tocar os sentidos humanos e permitir que o homem, partindo dessa base sensível, possa elevar-se para o conhecimento do que está além do mundo material, e inclusive além do mundo psíquico, ou seja, os planos arquetípico e espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As setenta e oito lâminas do Tarô se dividem em três grupos da seguinte maneira: o primeiro grupo está constituído por quarenta cartas denominadas “os arcanos menores”; o segundo está composto de dezesseis lâminas chamadas “cartas da corte”; e o terceiro por vinte e duas ilustrações conhecidas como “os arcanos maiores”. Costuma-se estudar em primeiro lugar estas últimas vinte e duas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Morte_de_Jacques_Demolay&amp;diff=10614</id>
		<title>A Morte de Jacques Demolay</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Morte_de_Jacques_Demolay&amp;diff=10614"/>
		<updated>2011-05-19T02:39:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;“Nekan, Adonai! Chol-begoal!”. É desta forma que Jacques DeMolay, 23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, começou …&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;“Nekan, Adonai! Chol-begoal!”. É desta forma que [[Jacques DeMolay]], 23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, começou sua exortação final, ao ser queimado na fogueira junto com o seu mais fiel Preceptor, Guy d’Auvergnie.&lt;br /&gt;
O processo contra os Templários durou sete longos anos. Na época da prisão, em 13 de outubro de 1307, Jacques DeMolay contava 63 anos. Em uma ação comandada pelo Rei da França, Filipe IV, o Belo, e coordenada pelo seu maior conselheiro e executor, Guilherme de Nogaret, as Comendadorias Templárias foram tomadas de assalto na madrugada do dia 12 para o dia 13 e todas as posses foram confiscadas, assim como os membros da Ordem encontrados foram levados a torres e masmorras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ação tinha a aprovação tácita do Papa Clemente V, nascido Bertrand de Got, antigo Arcebispo de Bordeaux e elevado a Sumo Pontífice com a ajuda decisiva de Filipe, o Belo, em 1305. O papado estava em uma situação delicada, com os dois Papas anteriores mortos com grandes suspeitas de assassinato, e Clemente V não tinha forças políticas para se opor a tão grande rival como o Rei de Ferro, cognome do Rei da França.&lt;br /&gt;
Presos os Templários, Filipe viu-se preso às regras eclesiásticas e à Inquisição. De acordo com a Bula Papal Omne Datum Optimum, emitida pelo Papa Inocêncio III, em 1139, os Cavaleiros do Templo só deviam obediência ao Papa e, portanto, só pela Santa Sé poderiam ser julgados. Desta forma, tiveram início as provações de sete anos de torturas e interrogatórios.&lt;br /&gt;
Após cinco anos de processo, Clemente V, reunido com quatro Cardeais, decidiu que a acusação principal de heresia não havia sido provada e, no palácio de Chinon, redigiu o agora famoso Pergaminho de Chinon, que inocentava os Cavaleiros Templários. Contudo, Filipe, o Belo, sendo informado da decisão, enviou o Guarda-Selos do Reino da França e acusador principal do processo, Guilherme de Nogaret, que levava consigo um pergaminho com conteúdo exatamente oposto. Ameaçando Clemente V da perda da tiara papal, ele conseguiu tempo para que Filipe colocasse seus planos em prática.&lt;br /&gt;
Como Jacques DeMolay e três de seus Preceptores estavam presos em Paris, eles foram conduzidos à Praça Parvis, em frente à fachada ocidental da Catedral de Notre Dame. Aos quatro dignitários da Ordem foi oferecida a chance de confirmarem sua culpa e arrependimento no processo – desta forma, sua possível pena de morte seria comutada para prisão perpétua.&lt;br /&gt;
Contudo, para a surpresa dos presentes, Jacques DeMolay ergueu-se e indicou a tortura inclemente que sofrera durante os sete anos como responsável por sua anterior admissão de culpa e que, naquele momento, renegava tudo o que dissera como produto da dor, preferindo morrer a faltar com a verdade e com o compromisso com seus companheiros. Nisso, foi DeMolay secundado por Guy d’Auvergnie, que lembrou a injustiça da condução dos processos.&lt;br /&gt;
O impasse gerado pro essa declaração inesperada permitiu que Guilherme de Nogaret tomasse a palavra e declarasse a decisão de queimar, ao fim da tarde, tanto Jacques DeMolay quanto Guy d’Auvergnie na chamada Ilha dos Judeus – hoje, conhecida como Ilha dos Templários, no Rio Sena.&lt;br /&gt;
A tranqüilidade e passividade dos Templários contrastavam com o cenário da execução. O padre convocado para confessa-los recebeu como resposta “Guarde suas orações para o Rei”. Às margens do Rio Sena, um palanque havia sido armado e a família real, assim como grandes autoridades do Reino da França, observavam quando fogo for ateado à pira de execução.&lt;br /&gt;
É nesse instante que Jacques DeMolay estendeu seu braço em direção ao palanque e pronunciou sua maldição – “Nekan, Adonai! Chol-begoal!”; palavras hebraicas que significam “Vingança, Senhor! Abominação a todos!” Em seguida, o Grão-Mestre convocou seus três algozes, Papa Clemente V, Rei Filipe, o Belo, e Cavaleiro Guilherme de Nogaret, a comparecem diante do Tribunal dos Céus dentro de um ano para serem julgados. Por fim, amaldiçoou a dinastia de Filipe por 13 gerações. As chamas, então, consumiram seu corpo, mas nem um grito de dor do Grão-Mestre dos Templários foi escutado e o choque de suas palavras era visível no rosto das autoridades presentes.&lt;br /&gt;
As teorias divergem sobre se a maldição tinha natureza mística ou terrena – ou seja, se era um pedido aos céus e às forças superiores ou se era uma ordem aos Templários que não haviam sido capturados pelas forças francesas. Em todo caso, os fatos corroboram sua eficácia.&lt;br /&gt;
O Papa Clemente V foi o primeiro a sucumbir, supostamente morto por causa de uma úlcera gastrointestinal pouco mais de um mês após a execução de DeMolay. Sete meses mais tarde, era Guilherme de Nogaret que passa mal durante um Conselho Real e morre envenenado.&lt;br /&gt;
Uma história famosa relata que o veneno utilizado era sulfucianeto de mercúrio, conhecido como “Serpente do Faraó”, letal quando inalado. Esse composto teria sido misturado com as cinzas da língua de um condenado à morte, elementos de uma forma muito específica de magia. Ambos teriam sido combinados ao pavio de uma vela que, ao queimar, envenenou Nogaret. O promulgador do artefato letal teria sido um Templário em busca de vingança por seu Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
O último a falecer foi o grande Rei Filipe, o Belo. Durante uma caçada, o Rei de Ferro, assim chamado por não demonstrar emoções jamais, teve um mal súbito e caiu de sua montaria. Levado para uma das residências reais, Filipe agonizou durante dias, murmurando em seu tormento o nome de DeMolay e da Ordem dos Templários. Ao morrer, foi sucedido por seu filho mais velho, Luís X, o Teimoso, que não governaria por mais de dois anos. Seus dois outros filhos, Filipe V, o Alto, e Carlos IV, o Belo, tornaram-se reis da França, mas antes que catorze anos se passassem, estavam todos mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Hugo Lima,&lt;br /&gt;
Secretário estadual de Ritualística da Ordem Demolay, RJ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
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		<title>Cuidado com os Videntes</title>
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		<title>Feliz Dia de Saint Patrick</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;                          File:150px-stpatrick.jpg São Patrício (386 — 17 de Março de 493) foi um missionário cristão e santo padroeiro da Irlanda, juntamente com Sant…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
                         [[File:150px-stpatrick.jpg]]&lt;br /&gt;
São Patrício (386 — 17 de Março de 493) foi um missionário cristão e santo padroeiro da Irlanda, juntamente com Santa Brígida de Kildare e São Columba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascido na costa oeste da Grã-Bretanha, a pequena localidade galesa de Banwen é frequentemente referida como seu lugar de nascimento, embora haja muitas hipóteses sobre este facto. Quando tinha dezesseis anos foi capturado e vendido como escravo para a Irlanda, de onde escapou e retornou à casa de sua família seis anos mais tarde. Iniciou então sua vida religiosa e retornou para a ilha de onde tinha fugido para pregar o Evangelho. Converteu centenas de pessoas, muitas delas se tornaram monges. Para explicar como a Santíssima Trindade era três e um ao mesmo tempo utilizava o trevo de três folhas e por isso o mesmo tem papel importante na cultura Irlandesa. Foi incentivador do sacramento da confissão particular, tal como conhecemos hoje, visto que antes o mesmo era realizado de forma comunitária. Um século mais tarde essa prática se propagou para o restante da Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito reverenciado nos Estados Unidos devido ao grande número de imigrantes irlandeses. Em Manhattan, Nova Iorque, há uma catedral com o seu nome, sede da arquidiocese da metrópole. No dia 17 de março há diversas comemorações na Irlanda e nos Estados Unidos, conhecidas como paradas de São Patrício, onde ocorrem festejos e desfiles em memória do santo, sendo essa a principal forma de afirmação do orgulho dos imigrantes e descendentes de irlandeses na América.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
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		<title>O Símbolo da Esvástica</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Entre as representações simbólicas do Centro do Mundo, a da Esvástica tem que ser especialmente destacada, pois além de ser um equivalente do símbolo da cruz e da r…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Entre as representações simbólicas do [[Centro do Mundo]], a da [[Esvástica]] tem que ser especialmente destacada, pois além de ser um equivalente do símbolo da cruz e da roda, e participar, portanto, de suas significações gerais, nela aparecem outras variantes que nos confirmarão na certeza de que os símbolos constituem autênticos veículos do Conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por se encontrar na arte de todos os povos tradicionais desde a mais remota Antigüidade, a esvástica é um dos símbolos que remetem diretamente à Tradição hiperbórea ou primordial. Ela é, efetivamente, uma cruz, só que a essa cruz se lhe adicionam quatro linhas em seus extremos, formando assim outros tantos ângulos retos ou esquadrias, de tal maneira que ditas linhas sugerem ou levam implícito o movimento de giro em torno a seu centro, gerando assim à circunferência. Agora bem, devido a que essa circunferência (que, recordemos, simboliza a manifestação universal) não está figurada de forma expressa na esvástica, esta, mais do que um símbolo do cosmos, aparece como um símbolo da ação vivificante que sobre ele exerce o Princípio, considerado como o autêntico “Motor imóvel”. Efetivamente, o mais importante na esvástica é o ponto fixo, símbolo do Centro, o qual permanece inalterável e imutável, e no entanto é o que transmite sua energia à Roda Cósmica, gerando-a e dando a vida a todas as coisas, seres e mundos contidos nela, os quais depois de cumprir o desenvolvimento completo de todas suas possibilidades retornam novamente a ele. Como se vê, estas significações não têm absolutamente nenhuma relação com o uso político que se fez deste símbolo nos tempos modernos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adicionaremos que, aos quatro ângulos ou esquadrias da esvástica, também podemos observá-los nas quatro posições cardeais que a constelação da [[Ursa Maior]] descreve em seu ciclo diário em torno da estrela polar, a qual, devido à posição central que ocupa no céu –pois todos os corpos estelares rotacionam a seu redor– se considerou efetivamente como a morada simbólica do Princípio, também chamado a [[Grande Unidade]] em outras tradições. Em nosso modelo da [[Árvore Sefirótica]], a estrela polar se corresponde com [[Kether]], como já sabemos (ver capítulo N.º 18), e não deixa de ser interessante recordar a este respeito que no [[Zohar]] a Ursa Maior recebe o nome de Balança (também na antiga tradição Chinesa recebia este nome), adicionando que esta se acha “suspensa num lugar que não existe”, o que equivale a dizer no imanifestado, que é onde reside verdadeiramente o equilíbrio e harmonia de toda a manifestação. Na tradição indiana, ademais, a esvástica aparece como um dos signos distintivos dos brahmanes, e de fato nessa mesma tradição se afirma que as sete estrelas que compõem aquela constelação representam a cada um dos sábios (chamados [[Rishis]]) que transmitem o Conhecimento de um ciclo a outro da humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<title>O Símbolo da Escada</title>
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		<updated>2011-05-07T04:45:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;A escala ou a escada é, junto à árvore, um dos símbolos mais notórios do Eixo do Mundo, e também dos mais difundidos em todas as tradições. Ainda que mais adiante tra…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A escala ou a escada é, junto à árvore, um dos símbolos mais notórios do [[Eixo do Mundo]], e também dos mais difundidos em todas as tradições. Ainda que mais adiante trataremos este importante símbolo com maior desenvolvimento, relacionando-o com o simbolismo de passagem, baste-nos por agora dizer que a escala está unida sobretudo à idéia de movimento de ascensão e descenso ao longo de dito Eixo, conectando a terra (e o infra-mundo) com o céu, e vice-versa, através dos diferentes níveis, mundos ou estados do ser que conformam o conjunto da manifestação universal, níveis representados pelos degraus horizontais que unem as duas traves laterais ou montantes verticais, os quais se correspondem de maneira evidente com as duas colunas laterais da Árvore Sefirótica, que pode ser visualizada desta forma como uma escala. Dessas colunas, uma deve considerar-se como ascendente e a outra como descendente, o que se realiza em torno ao eixo central ou pilar do equilíbrio, que é o autenticamente axial. Este último faz lembrar o símbolo da dupla espiral (presente na escada de “caracol”), exemplificação das duas correntes de energia cósmica que se enrolam ao redor do eixo central, tal e como podemos observar no [[Caduceu]] de [[Hermes]]-[[Mercúrio]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem de se adicionar que o número dos degraus é normalmente de sete, relacionados com os sete céus planetários, e também com as sete virtudes e as artes e ciências liberais, consideradas como os degraus que permitem subir de forma “gradual” (efetiva) pelos graus do Conhecimento. Neste sentido, recordaremos que entre os índios de América do Norte e outros povos arcaicos ainda vivos, a ascensão e descenso pelo eixo cósmico se realiza através da árvore ou poste ritual, ao longo do qual se encontram uma série de cisões que representam os diferentes mundos ou estados que têm de ser atravessados até atingir a cúspide ou sumidade, que por sua vez equivale ao “olho do domo” no simbolismo construtivo, por onde se produz a saída definitiva do Cosmo e a união com a Realidade transcendente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Consagra%C3%A7%C3%A3o_no_Signo_de_Peixes&amp;diff=10594</id>
		<title>Consagração no Signo de Peixes</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Dia 14 de Março, com Sol, Lua, Mercúrio, Júpiter e Urano em Peixes, será o melhor dia de 2010 para fazer a consagração de qualquer objeto ligado ao …&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Dia 14 de Março, com [[Sol]], [[Lua]], [[Mercúrio]], [[Júpiter]] e [[Urano]] em [[Peixes]], será o melhor dia de 2010 para fazer a consagração de qualquer objeto ligado ao [[Plano astral]]. Desde oráculos como tarot ou runas até o caderno dos sonhos e o filtro dos Sonhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<title>Imagens e Símbolos</title>
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		<updated>2011-05-02T20:42:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Existe uma natural e lógica relação entre imagem e símbolo. Quando se tratam de símbolos cujo marco de expressão é o espaço, como por exemplo os geométricos, arquitetôn…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Existe uma natural e lógica relação entre imagem e símbolo. Quando se tratam de símbolos cujo marco de expressão é o espaço, como por exemplo os geométricos, arquitetônicos e iconográficos, sua vinculação com a imagem é óbvia. E quando se desenvolvem no tempo, como a música ritual e sagrada, a poesia e os relatos orais dos mitos, estes geram, simultaneamente a sua audição, imagens e visões simbólicas. E isso é assim porque, como dizia já Aristóteles, o homem conhece por meio de imagens, ou seja que sua natureza anímica e intelectual está especialmente capacitada para compreender através das representações simbólicas. Desta forma a linguagem sintética e universal das imagens simbólicas libera a psique da dualidade de toda dialética existencial, onde o puramente mental e cerebral prima sobre a verdadeira intuição intelectual que reside no coração, o que equivale a uma purificação regeneradora, cujo fim é nos devolver a pureza mental e a inocência virginal das origens; uma transmutação da consciência tal que harmonize perfeitamente com o ser do mundo e das coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O homem tradicional vê também no universo, e em tudo o que lhe rodeia, uma exteriorização de si mesmo, uma imagem do mundo que habita em seu interior. Isto se deve a que ambos, Cosmo e homem, estão feitos de igual substância vivificada pelo mesmo Espírito. Esta certeza conduz a uma identificação com as forças invisíveis e as energias numinosas que animam a matéria, à que imprimem uma forma ou estrutura inteligível, que devirá o símbolo ou o signo dessas potências criadoras. Eis o erro moderno de considerar o mundo como algo plano e homogêneo, quando na verdade encerra dentro de si uma variedade inesgotável de possibilidades de ser que constantemente manifestam a realidade dos atributos divinos. De maneira velada ou evidente, tudo conserva a impressão do sagrado, pois como diz o [[Zohar]]: “o mundo subsiste pelo mistério”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<title>Signo de Peixes</title>
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		<updated>2011-03-27T09:50:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<updated>2011-03-27T09:25:34Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
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&lt;hr /&gt;
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		<title>A Miosótis e a Maçonaria</title>
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		<updated>2011-03-27T09:03:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.&lt;br /&gt;
                      &lt;br /&gt;
                             [[File:Example.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso &amp;amp; Esquadro, seguramente um risco de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Miosótis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra história diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. (2)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 14 de junho de 1954, a [[Grande Loja O Sol]] (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&amp;amp;AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha (3) presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº9035, Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o List of Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Mios%C3%B3tis_e_a_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=9699</id>
		<title>A Miosótis e a Maçonaria</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Mios%C3%B3tis_e_a_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=9699"/>
		<updated>2011-02-18T18:40:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.&lt;br /&gt;
                      &lt;br /&gt;
                      [[File:Example.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer. ]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso &amp;amp; Esquadro, seguramente um risco de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Miosótis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra história diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. (2)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&amp;amp;AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha (3) presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº9035, Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o List of Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Mios%C3%B3tis_e_a_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=9698</id>
		<title>A Miosótis e a Maçonaria</title>
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		<updated>2011-02-18T18:38:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:[[File:Example.jpg]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso &amp;amp; Esquadro, seguramente um risco de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Miosótis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra história diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. (2)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&amp;amp;AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha (3) presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº9035, Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o List of Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:Example.jpg&amp;diff=9697</id>
		<title>File:Example.jpg</title>
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		<updated>2011-02-18T18:35:41Z</updated>

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		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Mios%C3%B3tis_e_a_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=9696</id>
		<title>A Miosótis e a Maçonaria</title>
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		<updated>2011-02-18T18:33:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.  No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desapar…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto do meu querido ir.’. Ruy Luiz Ramires.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E breve, a maçonaria alemã, que conhecera dias gloriosos e que tivera, em suas colunas, os mais ilustres filhos da pátria alemã, com Goethe, Schiller e Lessingn, veria esmagado o espírito da liberdade sob o pretexto de impor a ordem e uma supremacia racial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto retrocesso desde que Friedrich Wilhelm III, Rei da Prússia, em 1822, impediu que os esbirros reacionários da Santa Aliança de Metternich fechassem as Lojas Maçônicas, declarando peremptoriamente que poderia descrever os Franco-Maçons prussianos, com toda a honestidade, como sendo os melhores dentre os seus súditos… (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Lojas alemãs, na terceira década do século XX, estavam jurisdicionadas a onze Grande Lojas, divididas em duas tendências.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro grupo, de tendência humanista, seguindo os antigos costumes ingleses, tinha como base a tolerância, valorizando o candidato por seus méritos e não levando em consideração sua crença religiosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Constava de sete Grandes Lojas, a saber: Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja Nacional da Saxônia, em Dresden: Grande Loja do Sol, de Bayreuth; Grande Loja-Mãe da União Eclética dos Franco-Maçons, em Frankfurt; Grande Loja Concórdia, em Darmstadt; Grande Loja Corrente Fraternal Alemã, em Leipzig; e, finalmente, a Grande Loja Simbólica da Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo grupo consistia das três antigas Lojas prussianas, que faziam a exigência de que os candidatos fossem cristãos. Havia ainda a Grande Loja União Maçônica do Sol Nascente, não considerada regular, mas que também tinha tendências humanistas e pacifistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando a 1934, a Grande Loja Alemã do Sol se deu conta do grave perigo que iria enfrentar. Inevitavelmente, os maçons alemães estavam partindo para a clandestinidade, devido à radicalização política e ao nacionalismo exacerbado. Muitos adormeceram e alguns romperam com a tradição, formando uma espúria Franco-Maçonaria Nacional Alemã Cristã, sem qualquer conexão com o restante da Franco-Maçonaria. Declaravam eles abandonarem a idéia da universalidade maçônica e rejeitar a ideologia pacifista, que consideravam como demonstração de fraqueza e como uma degeneração fisiológica contrária aos interesses do estado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os maçons que persistiram em seus ideais precisaram encontrar um novo meio de identificação que não o óbvio Compasso &amp;amp; Esquadro, seguramente um risco de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Entenderam, nossos irmãos alemães, que esse novo emblema não atrairia a atenção dos nazistas, então a ponto de fechar-lhes as Lojas e confiscar-lhes as propriedades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Miosótis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vergissmeinnicht, em alemão; forget-me-not, em inglês; forglemmigef em dinamarquês; ne m’oubliez pás, em francês; non-ti-scordar-di-me, em italiano; não-te-esqueças-de-mim, em português. Diz a lenda que Deus assim chamou a florzinha porque ela não conseguia recorda-se do próprio nome. O nome miosótis (Myosotis palustris) significa orelha de camundongo, por causa do formato das pétalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O folclore europeu atribui poderes mágicos ao miosótis, como o de abrir as portas invisíveis dos tesouros do mundo. O tamanho reduzido das flores parece sugerir que a humildade e a união estão acima dos interesses materiais, porque é notada principalmente quando, em conjunto, forma buquês no jardim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com uma velha tradição romântica alemã, o nome da flor está relacionado às últimas palavras de um cavaleiro errante que, ao tentar alcançar a flor para sua dama, caíra no rio, com sua pesada armadura e afogara-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra história diz que Adão, ao dar nomes às plantas do Jardim do Éden, não viu a pequena flor azul. Mais tarde, percorrendo o jardim para saber se os nomes tinham sido aceitos, chamou-as pelo nome. Elas curvaram-se cortesmente e sussurravam sua aprovação. Mas uma voz delicada a seus pés perguntou: “- E eu, Adão, qual o meu nome?” Impressionada com a beleza singela da flor e para compensar seu esquecimento, Adão falou: “ – Como eu me esqueci de você antes, digo que vou chamá-la de modo a nunca mais esquecê-la. Seu nome será não-te-esqueças-de-mim.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de todo o período negro do nazismo, a pequenina flor azul identificava um Irmão. Nas cidades e até mesmo nos campos de concentração, o miosótis adornava a lapela daqueles que se recusavam a permitir que a Luz se extinguisse. (2)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis como símbolo foi objeto de um interessante estudo do irmão David G. Boyd, no Philaletes de abril de 1987. Ele conta, também, que muitos maçons recolheram e guardaram zelosamente jóias, paramentos e registros das Lojas, na esperança de dias melhores. O irmão Rudolf Martin Kaiser, VM da Loja Leopold zur Treue, de Karlsruhe, quebrou a jóia do Venerável Mestre em pequenos pedaços de tal modo que não pudesse ser reconhecida pela infame Gestapo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1945, o nazismo, com seu credo de ódio, preconceito e opressão, que exterminara, entre outros, também muitos maçons, era atirado no lixo da História. Nas fileiras vitoriosas que ajudaram a derrotá-lo, estavam muitos maçons – ingleses, americanos, franceses, dinamarqueses, tchecos, poloneses, australianos, canadenses, neozelandeses e brasileiros. De monarcas, presidentes e comandantes aos mais humildes pracinhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, entre os alemães, alguns velhos maçons também sobreviveram, seu sofrimento ajudando a redimir, de alguma forma, a memória da histeria coletiva nazista. Eles eram o penhor da consciência alemã, a demonstração de que a velha chama da civilização alemã continuara, embora com luz tênue, a brilhar durante a barbárie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja O Sol (Zur Sonne) foi reaberta, em Bayreuth, sob um ilustre irmão o Dr. Theo Vogel, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha (VGLvD, AF&amp;amp;AM). Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos anos amargos do obscurantismo. Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes Irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certamente, na platéia, estava o Venerável Mestre da Loja Leopold ZurTreue, agora nº 151, ostentando orgulhoso sua jóia recuperada e reconstituída, suas emendas de solda constituindo-se num testemunho mudo e comovente da história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, para coroar, quando Grão-Mestres de todo o mundo encontraram-se nos Estados Unidos, o Grão-Mestre da recém formada Grande Loja Unida da Alemanha (3) presenteou a todos os representantes das Grandes Jurisdições ali presente com um pequeno miosótis para colocar na lapela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O miosótis também é associado com as forças britânicas que serviram na Alemanha, em especial na região do Rio Reno, logo após a guerra. Há uma Loja, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Inglaterra, a Forget-me-not Lodge nº9035, Ludgershall, Wiltshire, que adotou a flor como emblema. Foi formada especialmente para receber os militares ingleses que retornavam do serviço na Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi assim que essa mimosa florzinha azul, tão despretensiosa, transformou-se num significativo emblema da Fraternidade – talvez hoje o mais usado pelos maçons alemães.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda hoje, na maioria das Lojas germânicas, o alfinete de lapela com o miosótis é dado aos novos Mestres, ocasião em que se explica o seu significado para que se perpetue uma história de honra e amor frente à adversidade, um exemplo para as futuras gerações Maçônicas de todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Eugen Lennhoff, Die Freimaurer – The Freemasons, Lewis Masonic, edição em inglês, revisada, 1994.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. O uso do miosótis como identificação secreta pelos Maçons alemães foi contestado no Square Magazine de setembro de 1988 pelo irmão Cyril Batham, Past Master da Loja Quatuor Coronati nº 2076, mas, em que pese toda a autoridade do irmão Batham, ele apenas negou a autenticidade da história, sem, entretanto, apresentar os motivos da negativa. Além disso, há anos que a casa Ian Alan Regalia, especializada em paramentos maçônicos, exibe o miosótis em gravatas, alfinetes de lapela e pendentes, em prata, ouro e bijuteria. Por que o fariam, se o miosótis não fosse importante?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Na formação da Grande Loja unida da Alemanha aparecem 3 das Grandes Lojas existentes antes da II Guerra Mundial: Grande Loja do Sol, em Bayreuth; Grande Loja de Hamburgo; Grande Loja de Hesse, em Frankfurt (antiga União Eclética); Grande Loja de Bremen; Grande Loja Unidade, em Baden-Baden; Grande Loja Nacional de Niedercachse, em Hanover; Grande Loja Nacional de Nordrhein-Westfalen, em Dusseldorf; Grande Loja Nacional de Schleswing-Holstein, em Luberck; e Grande Loja de Wurttemberg-Baden, em Stuttgart. De acordo com o List of Lodges, em 2001 contava com 14.000 irmãos distribuídos em 490 Lojas.[[File:[[File:Example.jpg]]]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_N%C3%ADvel_e_o_Prumo&amp;diff=9589</id>
		<title>O Nível e o Prumo</title>
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		<updated>2011-02-05T23:19:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O nível e o prumo ocupam um lugar eminente no momento de se pôr “mãos à obra” e de levantar os alicerces do labor construtivo. Com o nível se comprova que a base do edifício está completamente plana, evitando assim que possam existir desníveis e deformidades no terreno. Trata-se de que a obra se erga com sua base perfeitamente horizontal, e todas suas partes niveladas entre si, já que qualquer descuido neste sentido acabaria, tarde ou cedo, com o desabamento de toda a edificação. Por sua vez, o prumo desempenha um papel fundamental, pois graças a ele o edifício se eleva vertical e perpendicularmente. Desta forma, nível e prumo se relacionam com a horizontal (energia passiva) e com a vertical (energia ativa), e tudo o que já se disse de ambos os símbolos pode ser aplicado aos ensinos que derivam destes dois instrumentos. (ver Módulo I, N.º 34). A união do nível e do prumo configura por isso o símbolo da cruz, que resulta do cruzamento de um eixo vertical e de outro horizontal, os quais durante a construção do edifício vão criando sua estrutura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No templo universal, que é o Cosmo visível, o extremo superior do eixo do prumo “cósmico” está situado na estrela polar (o zênite do Mundo), desde a qual, efetivamente, desce um eixo imaginário –mas não menos real– ao redor do qual gira todo o universo. No templo propriamente dito, esse prumo é o eixo perpendicular (representado, ou não, visivelmente) que cai da extremidade da “chave de abóbada” até o centro do retângulo da nave onde está situado o Altar ou [[Ara]], a “pedra fundamental”. É, pois, o prumo um símbolo do “Eixo do Mundo”, aquele que, sustentado pela mão do Arquiteto construtor, atravessa os três mundos, o Céu, a Terra e o Inferno, ou Infra-mundo. No microcosmo sutil do homem também existe um eixo vertical (chamado sushumnâ na tradição indiana) que atravessa os diversos estados de consciência (simbolizados pelos chakras ou “rodas”), desde o inferior, situado simbolicamente na base da coluna vertebral, até o superior, localizado no topo da cabeça ou chave de abóbada craniana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto está estreitamente relacionado com o próprio processo do Conhecimento e da Iniciação, pois esta trata, como já sabemos, de um recordar paulatino desses estados de consciência, análogos aos do Ser Universal. O prumo representa aqui o símbolo da busca da Verdade que penetra até as profundidades mais recônditas de nosso ser, com a ajuda naturalmente desse nível interno que nos obriga a uma total submissão à Vontade Superior que aflora em nós, e sem a qual toda tentativa de busca espiritual é uma quimera. “Se o Eterno não edifica a casa, em vão trabalham aqueles que a constroem”. Ou bem, recordando a fórmula hermético-alquímica [[V.I.T.R.I.O.L.]], “Visita o Interior da Terra (de ti mesmo) e Retificando Encontrarás a Pedra Oculta”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_N%C3%ADvel_e_o_Prumo&amp;diff=9588</id>
		<title>O Nível e o Prumo</title>
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		<updated>2011-02-05T23:14:02Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O nível e o prumo ocupam um lugar eminente no momento de se pôr “mãos à obra” e de levantar os alicerces do labor construtivo. Com o nível se comprova que a base do edifício está completamente plana, evitando assim que possam existir desníveis e deformidades no terreno. Trata-se de que a obra se erga com sua base perfeitamente horizontal, e todas suas partes niveladas entre si, já que qualquer descuido neste sentido acabaria, tarde ou cedo, com o desabamento de toda a edificação. Por sua vez, o prumo desempenha um papel fundamental, pois graças a ele o edifício se eleva vertical e perpendicularmente. Desta forma, nível e prumo se relacionam com a horizontal (energia passiva) e com a vertical (energia ativa), e tudo o que já se disse de ambos os símbolos pode ser aplicado aos ensinos que derivam destes dois instrumentos. (ver Módulo I, N.º 34). A união do nível e do prumo configura por isso o símbolo da cruz, que resulta do cruzamento de um eixo vertical e de outro horizontal, os quais durante a construção do edifício vão criando sua estrutura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No templo universal, que é o Cosmo visível, o extremo superior do eixo do prumo “cósmico” está situado na estrela polar (o zênite do Mundo), desde a qual, efetivamente, desce um eixo imaginário –mas não menos real– ao redor do qual gira todo o universo. No templo propriamente dito, esse prumo é o eixo perpendicular (representado, ou não, visivelmente) que cai da extremidade da “chave de abóbada” até o centro do retângulo da nave onde está situado o Altar ou Ara, a “pedra fundamental”. É, pois, o prumo um símbolo do “Eixo do Mundo”, aquele que, sustentado pela mão do Arquiteto construtor, atravessa os três mundos, o Céu, a Terra e o Inferno, ou Infra-mundo. No microcosmo sutil do homem também existe um eixo vertical (chamado sushumnâ na tradição indiana) que atravessa os diversos estados de consciência (simbolizados pelos chakras ou “rodas”), desde o inferior, situado simbolicamente na base da coluna vertebral, até o superior, localizado no topo da cabeça ou chave de abóbada craniana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto está estreitamente relacionado com o próprio processo do Conhecimento e da Iniciação, pois esta trata, como já sabemos, de um recordar paulatino desses estados de consciência, análogos aos do Ser Universal. O prumo representa aqui o símbolo da busca da Verdade que penetra até as profundidades mais recônditas de nosso ser, com a ajuda naturalmente desse nível interno que nos obriga a uma total submissão à Vontade Superior que aflora em nós, e sem a qual toda tentativa de busca espiritual é uma quimera. “Se o Eterno não edifica a casa, em vão trabalham aqueles que a constroem”. Ou bem, recordando a fórmula hermético-alquímica V.I.T.R.I.O.L., “Visita o Interior da Terra (de ti mesmo) e Retificando Encontrarás a Pedra Oculta”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Mito_do_Vampiro_e_a_Rosacruz&amp;diff=9445</id>
		<title>O Mito do Vampiro e a Rosacruz</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Mito_do_Vampiro_e_a_Rosacruz&amp;diff=9445"/>
		<updated>2011-01-24T15:46:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto da minha querida amiga Shirley Massapust, uma das maiores estudiosas do mito do Vampiro e suas origens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra O Vampirismo, Robert Amberlain alega que os membros da [[Rosa-Cruz do Grande Rosário]] iniciaram-se na pneumatologia que “não é senão a ciência dos Espíritos, aquilo a que chamamos agora metafísica, ciência que engloba o conhecimento da Alma”.[1] Ele descreve a ação e conversão dos vampiros alegando que “é muito possível que seja a isto que o marquês de Chefdebien faz alusão na sua carta publicada na página 52 da obra de B. Fabre, Um Initié des Sociétés Secrètes Supérieures (Paris, 1913), quando ele evoca a existência dos ‘irmãos do Grande Rosário’, cujo berço era em Praga ainda nesta época, ou seja, nos finais do século XVIII”.[2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, a metafísica rosa-cruz fundia recursos da metafísica tradicional, teologia, alquimia e cabala. Por exemplo, num manuscrito escrito entre 1700 e 1750, Phisica, Metaphisica et Hyperphisica. D.O.M.A., estas matérias correspondem às “três partes do homem” (espírito, alma e corpo) e representam os três elementos da [[Pedra Filosofal]] (sal, enxofre e mercúrio).[3] Contudo, o simples fato de estudarem variantes da metafísica tradicional não basta para provar que praticavam o vampirismo. A única justificativa para tal associação, seria a descoberta de uma interpretação especial da matéria e uso objetivo a fim de atingir tais ideais; fato que nos leva a um novo problema: Onde procurar? Existe uma quantidade infindável de escritos ‘metafísicos’ inspirados no movimento, de forma que até mesmo Descartes dedicou uma obra de juventude “aos eruditos do mundo inteiro e, especialmente, aos Irmãos Rosa-Cruzes, tão célebres na Germânia” (Preâmbulos), além de haver escrito trabalhos onde “transparecem suas preocupações científicas aliadas à influência dos temas da sociedade Rosa-Cruz”.[4]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecemos, pois, pelo começo. Não irei discutir sobre a antiguidade da ordem. Cabe a cada um optar pela posição de certos historiadores que afirmam sua invenção no século XVI ou pela doutrina da atual [[Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis]] (A.M.O.R.C.), que se proclama receptora da tradição de uma ordem hermética egípcia fundada por [[Thutmose]] numa ‘Reunião do Conselho’ ocorrida de 28 de março a 4 de abril de 1489 a.C. Para nosso tópico basta dizer que o interesse do público leigo pela ordem formou-se após a publicação da Fama Fraternitatis, 1614, e Confessio Fraternitatis R. C., 1615, dois escritos anônimos que ganharam importância em associação ao Chymische Hochzeit Christian Rosencreutz, Anno 1459 (1616). Este último trazia a alegoria de um casamento no qual alguns convidados são assassinados e trazidos novamente à vida através da alquimia; sua autoria acabou sendo reivindicada por um certo Johann Valentin Andrea (1586-1654), respeitado e ortodoxo membro do clero luterano, conhecido como opositor dos rosa-cruzes. Andréa esforçou-se ao máximo para distanciar-se da obra, chamando-a de sátira ideada em sua juventude tresloucada.[5] Contudo, independente da intenção do(s) autor(es), tais obras exerceram grande influência na concepção do rosacrucianismo. A descrição da exumação do corpo de Christian Rosencreutz – herói protagonista da Fama Fraternitatis – foi especialmente discutida devido a sua condição imputrescível:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como até o momento não tivéssemos visto o corpo do nosso falecido pai, prudente e sábio, afastamos o olhar para um lado e ao erguermos a chapa de bronze, encontramos um corpo formoso e digno, em perfeito estado de conservação, tal qual uma contrafação viva do que aqui se encontra com todas as suas vestimentas e atavios.[6]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre outros livros e objetos, os descobridores do túmulo encontraram o Vocabular de [[Teophrastus Paracelsus ab Hohenheim]] (1493-1541).[7] Isso prova que os dois panfletos não se sincronizavam ou simplesmente pretendiam narrar uma ficção, pois de acordo com a Confessio o Irmão C. R. nasceu em 1378 e morreu aos 106 anos, em 1484, sendo o túmulo fechado e selado nove anos antes do nascimento de Paracelso. Em todo caso, o autor da Fama Fraternitatis devia ter em alta estima as teorias deste médico; cuja comparação dos “corpos embalsamados” com um filtro grego “preparado com sangue” levou a conclusão de que “o que cura verdadeiramente as feridas é a múmia: a própria essência do homem”.[8] Tal é a função do cadáver de R. C. na narrativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo raciocínio semelhante, W. Wynn Westcott apresentou como fato verídico à história de que Rosenkreutz “foi sepultado, conforme ele e os membros de seu círculo mais íntimo planejaram, numa cripta especial dentro do domus ou moradia secreta”.[9] Então, o teriam embalsamado com “esmero no cuidado carinhoso e no trabalho hábil de preservar os restos mortais do Mestre” do que resultou o ‘belo e notável corpo, integro e intacto’ descrito na tradução de Eugenius Philalethes (Londres, 1652).[10]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noutro extremo, no livro Perguntas e Respostas Rosacruzes, H. Spenser Lewis anuncia de forma pitoresca que “o verdadeiro autor dos panfletos que trouxeram o renascimento na Alemanha foi, nada mais, nada menos, que Sir Francis Bacon,[11] então Imperator da Ordem para a Inglaterra e várias partes da Europa”.[12] Ele teria velado a autoria da Fama Fraternitatis sob um nome simbólico, “como é natural em toda a literatura Rosacruz antiga”, cujo significado seria meramente “Cristãos da Rosa-Cruz”. Por isso “é muito duvidoso” que em seu tempo “qualquer indivíduo culto… que lesse esses panfletos, acreditasse que Christian Rosenkreutz fosse o nome verdadeiro de alguma pessoa”.[13] De qualquer forma, independente do autor ou da pretensão de ser ficcional, doutrinário ou verídico, o manifesto contém a descrição de um cadáver bem conservado semelhante aos de certos santos católicos ou dos relatos de vampiros primordiais que também são interpretados ora como ficção alegórica, ora como fruto de embalsamamento natural (ou milagre, ou produto de magia, etc.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interações culturais entre o pensamento maçônico e rosa-cruz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A antiguidade histórica da afinidade entre a Rosa-Cruz e a Maçonaria inglesa é tal que ultrapassa a existência institucionalizada de ambas as ordens. Por exemplo, o poema A Trinódia das Musas, de Henry Adamson de Perth, 1638, contém a passagem ‘For we are the brethren of the Roise Cross. We have the mason word and second sight’. Ou seja, para que os irmãos da Rosa Cruz pudessem possuir a ‘palavra Maçônica’ seria necessário que já naquela época houvesse um intercâmbio entre as duas correntes de pensamento. Talvez por isso a fraternidade Rosa-Cruz “foi confundida muitas vezes com a maçonaria e, de certo modo, a maçonaria moderna assimilou muitos princípios esotéricos do grande movimento”, conforme atesta Rizzardo da Camino, autor de O Príncipe Rosa-Cruz e Seus Mistérios.[14]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Orthodoxie maçonique, Ragon alega que Elias Ashmole “e os demais Irmãos da Rosa-Cruz” se reuniram em 1646 na sala de sessões dos franco-maçons, em Londres, onde livremente “decidiram substituir as tradições orais adotadas nas recepções de adeptos nas lojas por um processo escrito de Iniciação”. Após a aprovação do grau de Aprendiz pelos membros da loja, “o grau de Companheiro foi redigido em 1648, e o de Mestre, pouco tempo depois. Mas a decapitação de Carlos I em 1649 e o partido tomado por Ashmole a favor dos Stuarts, trouxeram grandes modificações a este terceiro e último grau, tornado bíblico, tomando-se totalmente por base esse hieróglifo da natureza simbolizado pelo fim de dezembro”.[15] Dessa forma, [[Papus]] aponta Ashmole como “autor principal” da lenda de Hiram, cujo assassinato simbólico revela que “é necessário saber morrer para reviver imortal”,[16] ou, conforme a versão vigente do Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3), “ensina a lei terrível que faz com que aquele que auxiliastes e instruístes se revolte contra vós e procure matar-vos, segundo a fórmula da BESTA HUMANA: ‘O INICIADO MATARÁ O INIADOR’”.[17]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento da preocupação com os estudos teóricos em detrimento das práticas da construção levou ao nascimento da Maçonaria Moderna em 1717, quando quatro lojas londrinas se reuniram para a formação da Grande Loja de Londres. É sobre esta que recai a crítica do Daily Journal de 5 de setembro de 1730:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem-se de reconhecer que há uma associação estrangeira, da qual os maçons ingleses, envergonhados de sua verdadeira origem, copiaram certas cerimônias, tendo bastante dificuldade de persuadir a todos de que eles são os descendentes, embora só tenham uns poucos signos de prova ou de iniciação. Os membros dessa sociedade levavam o nome de Rosa-Cruzes e seus membros, chamados de grandes mestres, vigilantes etc., seguravam durante suas cerimônias uma cruz vermelha como signo de reconhecimento.[18]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se isto for verdade, ironicamente o ‘iniciado’ terminou mesmo matando por acidente seu ‘iniciador’ de forma simbólica, abolindo-o da memória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o grau 12º do rito Adoniramita foi chamado de ‘Rosa Cruz’,[19] assim como o grau 18.º do rito escocês antigo e aceito, surgido na França em 1754, recebeu o título de Soberano Príncipe da Rosa-Cruz de Heredom (ou simplesmente Cavalheiro Rosa Cruz). Segundo Leadbeater, neste grau revela-se o nome do [[Grande Arquiteto do Universo]], que descobri tratar-se do epíteto INRI.[20] Sobre isto, o autor maçom informa que “em Sua encarnação como Christian Rosenkreutz, o C.D.T.O.V.M. traduziu a Palavra para o latim, conservando muitíssimo engenhosamente seu notável caráter mnemônico, todas as suas complicadas acepções e ainda uma íntima aproximação com o seu som original”.[21]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O capítulo Rosa-Cruz possui dois estandartes quase idênticos; vermelhos, com franjas douradas, levam o titulo do Supremo Conselho acima e o do capítulo, local de funcionamento e data de fundação abaixo. Como figura central o primeiro mostra a cruz latina “com a rosa na interseção de seus braços” e o segundo traz o pelicano rasgando o peito com o bico para alimentar sete filhotes com seu sangue.[22] Autores maçons dão diversas interpretações para seus símbolos. O pelicano representa a “disposição ao sacrifício”.[23] Ragon diz que a rosa seguida pela cruz seria o modo mais simples de escrever “o segredo da imortalidade”.[24] Já para José Ebram, o homem de pé com os braços abertos pode dizer: “Eu sou a representação da cruz, e a alma que se encontra dentro de mim é a rosa mística”.[25]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fanatismo, ataques psíquicos e ‘guerra dos magos’:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa manhã de agosto de 1623 diversos cartazes apareceram nas ruas de Paris informando que a fraternidade Rosa-Cruz acabava de fixar-se na cidade. Prontamente, a igreja francesa emitiu vários manifestos acusando os recém chegados de haverem emigrado da província de Lyons, onde teriam feito “pactos horríveis” com Satã. Outro comentário, intitulado o Mercure de France, tentava liquidar o problema pelo ridículo ao observar que a chegada dos rosa-cruzes à cidade criara pânico generalizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns hoteleiros locais diziam ter registrado hóspedes estranhos que desapareciam em uma nuvem de fumaça quando chegava a hora de acertar as contas… Vários cidadãos inocentes acordaram no meio da noite e depararam com aparições pairando sobre eles; quando gritavam para pedir socorro, as figuras de sombras desapareciam.[26]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mercure concluía, jocosamente, que não era surpreendente encontrar parisienses prudentes dormindo com mosquetes carregados ao lado da cama e apedrejando os estranhos que se aventurassem em seus bairros. Por isso, não é de se admirar que o movimento rosa-cruz tenha esperado até o século XIX para se instituir de forma ordenada naquele país. Antes, o embrião desenvolveu-se na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época em que exercia a função de Grande Secretário do Edifício da Maçonaria, sede nacional da Fraternidade Maçônica Inglesa, Robert Wentworth Little encontrou documentos na biblioteca da Grande Loja com informações sobre ritos rosa-cruz que não faziam parte das atividades maçônicas. A partir daí idealizou a Societas Rosicrocian in Anglia, também chamada pelas iniciais S. R. I. A. ou Soc. Ross., cujo ingresso era estrito a maçons. Esta organização fora fundada em 1867 e teve como Magus Supremo o Dr. W. Wynn Westcott, que posteriormente integrou a Ordem Hermética da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também Alphonse Louis Constand (vulgo [[Eliphas Levi]]) esteve na S. R. I. A. por alguns anos, mas “os registros da S. R. I. A. declaram que Levi caiu em seu desagrado devido à publicação de seus vários livros sobre magia e ritual”.[27] De fato ele escreveu coisas como, por exemplo, que a mais antiga sociedade secreta do iluminismo a tomar consistência na Alemanha fora os “Rosa-Cruzes cujos símbolos remontam aos tempos dos Guelfos e dos Gibelinos, como o vemos pelas alegorias do poema de Dante e pelas figuras do Romance da rosa” e que “a conquista da rosa era o problema dado para a iniciação à ciência enquanto a religião trabalhava em preparar e em estabelecer o triunfo universal, exclusivo e definitivo da cruz”.[28] No mesmo livro, História da Magia, o ator trata de uma miríade de temas, incluindo uma longa explanação sobre os casos, causas e técnicas do vampirismo; assunto tratado de forma mais abreviada em A Ciência dos Espíritos e outras obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a década posterior à morte do ocultista Eliphas Lévi, existiram poucas pessoas que estudaram os seus escritos, porém uma delas foi o novelista e poeta Catulle Mendès, que tinha conhecido Lévi e lhe havia apresentado a [[Victor Hugo]]. Em meados da década de oitenta, Mendès fez amizade com o marquês Stanislas de Guaita (1861-1897), jovem poeta e esteta a quem recomendou que lesse as obras deste autor. O marquês seguiu o conselho e encontrou nos escritos de Lévi uma revelação espiritual que descreveu como “o raio oculto”. Desde 1885 até o seu prematuro falecimento em 1897, dedicou sua vida ao ocultismo, chegando a ingerir cocaína, narcóticos e morfina para “afrouxar as ataduras da alma” e conseguir que seu espírito abandonasse seu corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1888, Guaita fundou a Ordre Kabbalistique de la Rosae Croix, na França, juntamente com Gérard Encause (1865-1916) e Joséphin Peladam (1858-1918), que abandonou a fraternidade em 1890 para fundar sua própria Ordem Católica Rosa-Cruz do Templo e do Graal.[29] Depois, Guaita entrou numa disputa contra a Igreja do Carmo[30], dirigida por Boullam (1824-1893), e – com a colaboração do ex-membro Oswald Wirth – escreveu o ensaio, Le Temple du Satan, no qual denunciavam Boullam como “pontífice da infâmia, desprezível ídolo da Sodoma mística, mago da pior espécie, retorcido criminoso, maligno feiticeiro”.[31] A novidade é que este livro inclui um estudo sobre as causas dos casos de vampirismo bastante concordante as teorias do Satanismo &amp;amp; Magia de Jules Bois, que se inspirou no ‘testemunho’ de J. K. Huysmans; ou seja, há uma possível acusação mútua implícita, mas expressa, de vampirismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que após a denúncia, os dirigentes da Rosa-Cruz enviaram a Boullam uma carta solene na qual lhe comunicavam que era “um homem condenado”, frase que entendeu como uma ameaça de morte por meios mágicos. Assim, iniciou-se uma guerra entre magos. Cada bando amaldiçoou o outro e estava convencido de que os seus inimigos se propunham a destruí-lo. No meio de tudo, o novelista J. K. Huysmans tomou o partido da igreja do Carmo, apresentou Boullam como sendo o santo “Dr. Johannes” de Là-bas e chegou a acreditar que, devido à sua amizade com Boullam, Guaita e os seus se propunham a lhe matar. Passou a queixar-se de que à noite ele e o seu gato sofriam “agressões fluídicas”, golpes propiciados por demônios invisíveis. Estes ataques não tiveram conseqüências mais graves, conforme Huysmans, graças às medidas protetoras idealizadas por Boullam, que incluíam o emprego da hóstia consagrada e a queima de um incenso composto por cravo, cânfora e mirra. No entanto, em 3 de janeiro de 1893, Boullam escreveu a Huysmans para lhe comunicar um novo ataque da Rosa-Cruz: “Durante a noite sucedeu algo terrível. Às três da manhã acordei sufocado… caí inconsciente. Das três às três e meia, estive entre a vida e a morte… Madame Thibault sonhou com Guaita e de manhã ouvimos o canto de um pássaro da morte”. Na noite daquele mesmo dia Boullam morreu, dando fim à contenda.[32]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este caso, impulsionado pelo fanatismo, guarda semelhanças fundamentais com outro mais recente. No livro Lightbearers of Darkness, Miss Stoddart introduz o conceito de ‘Black Rosicrucians’. Segundo a Encyclopedia of Black Magic, antes de 1914, Miss Stoddart foi iniciada numa sociedade secreta britânica, The Red Rose and the Golden Cross, que dizia derivar do corpo germânico da ordem. “Miss Stoddart ocupava uma posição proeminente nesta alegada sociedade rosa-cruz, mas eles começaram a ter séries de experiências extraordinárias subjetivas que sugerem que ela também sofria séries de desilusões esquizofrênicas ou, como ela e alguns de seus associados próximos acreditavam, estava sofrendo ataque psíquico”. Os surtos começaram a partir de 17 de abril de 1919, dentro de templos da Igreja Anglicana, apresentando sintomas que incluíam a percepção de odores desagradáveis, alucinações visuais e experiência de ‘black-out’ ou ‘transes espontâneos’. No cume desses ataques ela via 12 figuras vestindo mantos negros, sentia dor no coração e tinha desmaios. Estava convicta de que seus sintomas provinham de “trabalhos de magia negra feitos contra ela por membros da sociedade rosa-cruz” e gastou boa parte do resto de sua vida denunciando a ordem.[33]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Menções e acusações de vampirismo na Ordem Hermética da Aurora Dourada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada como um subproduto da S. R. I. A., a [[Ordem Hermética da Aurora Dourada]] (G.D.) foi fundada em 1 de março de 1888 por [[William Wynn Westcott]], [[William Robert Woodman]] e [[Samuel Liddell MacGregor Mathers]]. Mina Bérgson ([[Moina Mathers]]), uma talentosa artista da Escola de Slade, foi a primeira iniciada; tornando-se também esposa de Mathers após um breve compromisso. Em 1891 o casal mudou-se para Paris onde, dois anos depois, estabeleceu um Templo operativo chamado [[Ahathor]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A GD foi muitas vezes envolta em histórias fantásticas. Por exemplo, o primeiro documento produzido pela ordem, conhecido como Cipher Manuscript, teve caráter anônimo. Ele contém uma alegoria hermética trabalhada sobre um pingente rosa-cruz chamado Adept’s Jewel (jóia do adepto), mas pelo fato de estar codificado numa adaptação do alfabeto alquímico de Johannes Tritheminus (The Polygraphiae; Paris, 1561) decifra-lo é no mínimo aborrecido… Se tal artifício fosse mantido em todo material produzido teria livrado a ordem de muitos problemas, visto que, por volta de 1891, Mathers baseou-se na Fama Fraternitatis para criar o rito 5=6, Adeptus Minor, que incluía o momento dramático da descoberta do “corpo” de [[Christian Rosenkreuz]], no caixão, representado por Mathers ou Westcott.[34] Imagino que tenha sido um documento com a descrição deste rito para iniciação na Segunda Ordem[35] que o Dr. Winn Westcott teve a infelicidade de esquecer dentro de um táxi em 1897. Seus papéis acabaram na polícia que não achou recomendável um coroner[36] se ocupar de tais atividades, pois poderia “ficar tentado a utilizar os cadáveres que são postos à sua disposição, para operações de necromancia”.[37] Westcott demitiu-se da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resta-nos, contudo, a dúvida sobre a impressão dos iniciados a respeito da natureza do prodígio. Sabemos que em Oil and Blood (1929) o poeta William Butler Yeats denuncia o paradoxo da afirmação do ‘milagre’ da incorruptibilidade dos corpos de certos santos, exaltado pela mesma igreja católica que escarnecia de fenômeno idêntico atribuído a vampiros pelos ortodoxos gregos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tumbas de ouro e lapis lazuli&lt;br /&gt;
Corpos de homens e mulheres santos se aparecem.&lt;br /&gt;
Óleo milagroso, odor de violeta.&lt;br /&gt;
Mas debaixo de cargas pesadas de barro pisoteado&lt;br /&gt;
Corpos de mentira dos vampiros cheios de sangue;&lt;br /&gt;
Suas mortalhas são sangrentas e seus lábios estão molhados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A influência de Yeats na G.D. era tal que quando lhe pareceu conveniente pode expulsar Mathers da ordem e substituí-lo como Imperator do templo Isis-Urania em Londres. Se quisesse, ele poderia muito bem impor sua visão de que a incorruptibilidade dos santos e vampiros deriva do mesmo princípio (podendo-se deduzir que seria plausível que a sentença se aplicasse igualmente bem ao corpo de Christian Rosencreutz).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1956, um individuo publicou o artigo L’orde hermétique de la Golden Dawn, sob o nome de Pierre Victor, nos números 2 e 3 da revista La Tour Saint-Jacques, contendo “uma série de revelações sobre a existência, na Inglaterra, no final do século XIX e princípio do XX, de uma sociedade iniciática inspirada na Rosa-Cruz”.[38] Antes, contudo, ele havia colaborado como informante no best-seller [[O Despertar dos Magos]], onde tornou conhecida a teoria de que “Stoker, o autor de Drácula” encontrava-se entre os escritores filiados a G.D. (informação que deve ter sido colhida da tortuosa tradição oral).[39] Tal filiação não consta em obras especializadas confiáveis, como o The Magicians of the GD de Ellic Howe, e o máximo que Sotker registrou foram menções vagas de seus encontros em Londres com “sugadores de sangue” ou “vampires personalites” (o que descreve tão bem seus contemporâneos da G.D. quanto qualquer outro alvo do adjetivo depreciativo).[40]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio que o primeiro impresso que usou o termo vampirism para nomear técnicas utilizadas por membros da G.D. foi o [[De Arte Magica]] (1914), de [[Aleister Crowley]]. Segundo ele, havia “um método de vampirismo comumente praticado” pelo fundador McGregor Mathers, sua esposa Moina, pelo adepto E.W. Berridge, por Mr. e Mrs Horos – que tiveram contato com os ritos egípcios de Mathers – e por Oscar Wilde “em seus anos finais”, que apesar de não ter nenhuma relação com a ordem, pelo menos na ficção de O Retrato de Doriam Grey, sintetizou a fórmula da juventude eterna numa filosofia a seu gosto: “Para se voltar à mocidade, basta repetir as suas loucuras”.[41]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que o próprio Crowley filiou-se a G.D., sendo expulso junto a Mathers em 1900. Insatisfeito, usou os ritos da ordem para fundar uma dissidência chamada [[Argentium Astrum]] (AA) em 1907 e aderiu a [[Ordo Templi Orientis]] (O.T.O.) em 1911. Dentre as inúmeras curiosidades escabrosas que envolveram sua vida de Crowley, podemos destacar que chegou a limar os dentes caninos, deixando-os bem pontiagudos, e quando encontrava mulheres costumava dar-lhes o “beijo da serpente”, mordendo-lhe o pulso ou às vezes a garganta com suas presas.[42] Para perpetuar a tradição, Crowley criou uma elaborada ritualística. Segundo seu sucessor, Kenneth Grant, dois de seus ritos escritos para a O.T.O. envolvem o uso de sangue: “Eles são a Missa da Fênix e um certo rito secreto da Gnose, ensinado no Soberano Santuário da O.T.O.” Neste último o magista “consome a hóstia embebida em sangue”, enquanto na Missa da Fênix – publicada como Liber XLIV, tanto no Livro das Mentiras quanto no Magick – ele “corta seu peito e absorve seu sangue oralmente”. Por isso “a Missa da Fênix é, com efeito, a Missa do Vampiro”.[43]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Primeira Guerra Mundial chegou e Mathers viveu o suficiente para ver a vitória dos aliados no outono de 1918. Desde então, as coisas se voltaram obscuras. Dizem que Mathers morreu em seu apartamento na Rue Rivera em 20 de novembro de 1918, sucumbindo às poderosas correntes mágicas que emanavam de Crowley, segundo a primeira edição da autobiografia de Yeats.[44] Por sua vez, Dion Fortune relata que Moina lhe informou que seu marido falecera de uma epidemia de gripe nesse ano, mas não se encontrou nenhuma Certidão de Óbito de Mathers, nem sua tumba – e ainda que Moina possuísse uma Certidão de Óbito, não há registros cartorários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No livro Ritual Magic in England (1970), Francis King relata a história subseqüente da Ordem da Aurora Dourada. A Sra. Mathers assumiu a liderança de uma das ramificações, mas não conseguiu mantê-la unida. A ocultista [[Dion Fortune]], psicóloga freudiana cujo nome verdadeiro era Violet Firth, provocou uma divisão e formou seu próprio Templo; posteriormente, afirmou que a Sra. Mathers lhe dirigia “ataques espirituais” criminosos, tendo mesmo conseguido matar um membro itinerante.[45]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1920, Crowley instalou-se em uma quinta decadente de Calefu, na Sicília, e batizou esse santuário da AA como Abadia de Thelema. Um incidente deplorável aconteceu na abadia de Crowley. Um poeta oxfordiano chamado Raoul Loveday bebeu o sangue de um gato durante uma cerimônia e morreu instantaneamente, o que não estava previsto.[46] Sua viúva, Betty May, fez um escândalo e, entre boatos de que além de gatos também bebês haviam sido mortos, o governo italiano tomou medidas para expulsar Crowley da Sicília. Da mesma forma, a morte de Raoul Loveday na abadia causou furor na Inglaterra depois que Betty May forneceu a um jornal popular de Londres detalhes de “drogas, magias e práticas vis”.[47] A partir daí prosseguiria meio que morto em vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dr. R. W. Felkin, chefe de outra facção da G.D. chamada Stella Matutina, dizia aos membros que “nosso pai Christian Rosenkreuz parece ter chegado a um estado quase divino”.[48] Ele acreditava na existência da tumba-cofre descrita na Fama Fraternitatis, em alguma parte do Sul da Alemanha, e estava a caminho pra procura-la quando estourou a guerra 1914-18. Os ritos herdados da G.D. foram publicados numa obra de quatro volumes por Frances Israel Regardie, um discípulo de Crowley que ingressou na ordem em 1934.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————————————–&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] AMBERLAIN, Robert. O Vampirismo. Trd. Ana Silva e Brito. Lisboa, Livraria Bertrand, 1978, p. 163.&lt;br /&gt;
[2] AMBERLAIN, Robert. Op. Cit, p. 213.&lt;br /&gt;
[3] HALL, Manly P. (introduction and commentary). Codex Rosæ Crucis D.O.M.A. A Rare &amp;amp; Curious Manuscript of Rosicrucian Interest. Los Angeles, Philosophical Reserarch Societh, 1938, p 5 (do manuscrito).&lt;br /&gt;
[4] PESSANHA, José Américo Motta. Descartes – Vida e Obra. Os Pensadores: Descartes. São Paulo, Nova Cultural, 1996, p 12.&lt;br /&gt;
[5] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 54-55.&lt;br /&gt;
[6] YATES, Francês A. O Iluminismo Rosa-Crux. Trd. Syomara Cajado. São Paulo, Pensamento, 1983, p 306.&lt;br /&gt;
[7] YATES, Francês A. Op Cit., p 305-306.&lt;br /&gt;
[8] PARACELSO. A Chave da Alquimia. Trd. Antonio Carlos Braga. São Paulo, Três, 1973, p 220-222.&lt;br /&gt;
[9] GILBERT, R. A. (org). Maçonaria e Magia, Antologia de Escritos Rosa-cruzes, Cabalísticos e Maçônicos de W. Wynn Westcott, Fundador da Ordem Hermética “Golden Dawn”. São Paulo, Pensamento, 1996, p. 15.&lt;br /&gt;
[10] GILBERT, R. A. (org). Op. Cit, p. 23.&lt;br /&gt;
[11] É preciso ter cuidado ao fazer tal identificação. Encontrar fraudes de trabalhos de Francis Bacon é tão fácil quanto desmascarar as mesmas. Por exemplo, a página do Calvin College, Christian Classics Ethereal Library, disponibilizou por longo período a cópia de uma pretensa obra póstuma; The Fearful Estate of Francis Spira by Nathaniel Bacon (Londres, 06/01/1638). Nesta ficção curiosa Spira – o protagonista melancólico – nega crer que os pecados são redimidos com o sangue de Cristo e pede aos religiosos que lhe assediam: “Left miserable mortals should be swallowed up with the greatness of their willfully with my hands pulled down this vampire”… Ora, o que o termo ‘vampire’ esta fazendo numa publicação de 1638 se o vernáculo vampyr só tomou esta forma em inglês e francês no ano de 1732?&lt;br /&gt;
[12] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 85.&lt;br /&gt;
[13] LEWIS, H. Spenser. Op. Cit., p 78-79.&lt;br /&gt;
[14] CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico. São Paulo. Madras, 1995, p. 345.&lt;br /&gt;
[15] PAPUS (Dr. Gerard Encause). O Que Deve Saber um Mestre Maçom. Trd. J. Gervásio de Figueiredo 33º. São Paulo, Pensamento, p 85-86.&lt;br /&gt;
[16] PAPUS (Dr. Gerard Encause). Op. Cit, p 90.&lt;br /&gt;
[17] GRANDE LOJA DE MINAS GERAIS. Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3). Belo Horizonte, Littera Maciel, 1976, p. 9.&lt;br /&gt;
[18] CARLES, Jacques e GRANGER, Michael. Alquimia: Superciência Extraterrestre? Trd. Hélio Pinheiro Carneiro. Rio de Janeiro, Eldorado, 1973, p 166.&lt;br /&gt;
[19] Marques, A. H. de Oliveira. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. Vol. II. J-Z. Lisboa, Editorial Delta, 1986, coluna 1263.&lt;br /&gt;
[20] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. A Cruz e a Rosa. São Paulo, Madras, 1994, p 43.&lt;br /&gt;
[21] LEADBEATER, C. W. A Vida Oculta na Maçonaria. Trd. Gervásio de Figueiredo 30º. São Paulo, Pensamento, 1964, p 229.&lt;br /&gt;
[22] CASTELLANI, José e FERREIRA, Cláudio R. Buono. Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito do 19º a 33º. São Paulo, Madras, 1997, p 13.&lt;br /&gt;
[23] LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Trd. Mario Krauss e Vera Barkow. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 534.&lt;br /&gt;
[24] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. Op. Cit, p 41.&lt;br /&gt;
[25] EBRAM, José. A Águia Bicéfala Sobre o Altar. São Paulo, Madras, 1996, p 58.&lt;br /&gt;
[26] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 47.&lt;br /&gt;
[27] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 92.&lt;br /&gt;
[28] LEVI, Eliphas. História da Magia. Trd. Rosabis Camaysar. São Paulo, Pensamento, 1995, p 277.&lt;br /&gt;
[29] A Rosa-Cruz cabalística sobreviveu às mortes, não só do seu fundador, mas da de muitos dos seus dirigentes, como por exemplo o poeta Edouard Dubus, viciado em morfina que morreu em um urinário público enquanto estava se drogando. Durante muitos anos a ordem esteve dirigida por Papus, que estabeleceu um ramo na Rússia e foi um dos ocultistas que influiriam no último czar. Papus faleceu em 1916 e com sua morte a ordem se separou em várias facções rivais, algumas das quais ainda mantém uma existência precária.&lt;br /&gt;
[30] Esta igreja teve sua origem na Obra da Misericórdia, fundada em 1840 por Vintras, que tinha instituído em Tilly um oratório onde celebrava a Missa Provitimal de Maria; rito de sua própria invenção onde ocorriam numerosos prodígios. Os discípulos de Vintras viam, ou pelo menos pensavam ver, cálices vazios que se enchiam de sangue até transbordar e símbolos sangrentos que apareciam na Hóstia. A Obra de Misericórdia, que começava já a ser conhecida como igreja do Carmo, foi condenada oficialmente pelo papa em 1848.&lt;br /&gt;
[31] KING, Francis. Magia. Trd. Traduções e Serviços, S.L. Madrid, Ediciones Del Prado, agosto 1996, p 22.&lt;br /&gt;
[32] KING, Francis. Op. Cit, p 22.&lt;br /&gt;
[33] ‘CASSIEL’. Encyclopedia of Black Magic. New York, Mailland Press, 1990, p 39.&lt;br /&gt;
[34] VÁRIOS. Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. Vol 2. São Paulo, Editora Três, 1973, p 315-320.&lt;br /&gt;
[35] Espécie de degrau evolutivo interno da G.D. também chamado Order of the Rose of Ruby and the Cross of Gold (R.R. et A.C.).&lt;br /&gt;
[36] Coroner: Posto jurídico que acumula as funções de médico legista e juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo eventualmente haver intervenção da justiça e da polícia. (Um desses veredictos foi célebre no século XIX; o júri concluíra que um desconhecido encontrado morto num parque londrino havia sido assassinado “por pessoas ou coisas desconhecidas”).&lt;br /&gt;
[37] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 91-92.&lt;br /&gt;
[38] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Trd. Gina de Freitas. São Paulo, Difel, 1974, p. 241-242.&lt;br /&gt;
[39] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. Op Cit., p. 241.&lt;br /&gt;
[40] STOKER, Bram. O Monstro Branco. Trd. João Evangelista Franco. São Paulo, Global, p 7-12.&lt;br /&gt;
[41] WIDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Trd. Ed. Nova Aguiar. São Paulo, Abril, 1980, p 54.&lt;br /&gt;
[42] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 44.&lt;br /&gt;
[43] GRANT, Kenneth. Renascer da Magia. São Paulo, 1999. Madras, pp 153-166.&lt;br /&gt;
[44] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[45] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[46] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 96-97.&lt;br /&gt;
[47] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 117.&lt;br /&gt;
[48] Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. São Paulo, Três, 1973, p. 320.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
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		<title>O Mito do Vampiro e a Rosacruz</title>
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		<updated>2011-01-24T14:16:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto da minha querida amiga [[Shirley Massapust]], uma das maiores estudiosas do mito do Vampiro e suas origens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra O Vampirismo, Robert Amberlain alega que os membros da Rosa-Cruz do Grande Rosário iniciaram-se na pneumatologia que “não é senão a ciência dos Espíritos, aquilo a que chamamos agora metafísica, ciência que engloba o conhecimento da Alma”.[1] Ele descreve a ação e conversão dos vampiros alegando que “é muito possível que seja a isto que o marquês de Chefdebien faz alusão na sua carta publicada na página 52 da obra de B. Fabre, Um Initié des Sociétés Secrètes Supérieures (Paris, 1913), quando ele evoca a existência dos ‘irmãos do Grande Rosário’, cujo berço era em Praga ainda nesta época, ou seja, nos finais do século XVIII”.[2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, a metafísica rosa-cruz fundia recursos da metafísica tradicional, teologia, alquimia e cabala. Por exemplo, num manuscrito escrito entre 1700 e 1750, Phisica, Metaphisica et Hyperphisica. D.O.M.A., estas matérias correspondem às “três partes do homem” (espírito, alma e corpo) e representam os três elementos da pedra filosofal (sal, enxofre e mercúrio).[3] Contudo, o simples fato de estudarem variantes da metafísica tradicional não basta para provar que praticavam o vampirismo. A única justificativa para tal associação, seria a descoberta de uma interpretação especial da matéria e uso objetivo a fim de atingir tais ideais; fato que nos leva a um novo problema: Onde procurar? Existe uma quantidade infindável de escritos ‘metafísicos’ inspirados no movimento, de forma que até mesmo Descartes dedicou uma obra de juventude “aos eruditos do mundo inteiro e, especialmente, aos Irmãos Rosa-Cruzes, tão célebres na Germânia” (Preâmbulos), além de haver escrito trabalhos onde “transparecem suas preocupações científicas aliadas à influência dos temas da sociedade Rosa-Cruz”.[4]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecemos, pois, pelo começo. Não irei discutir sobre a antiguidade da ordem. Cabe a cada um optar pela posição de certos historiadores que afirmam sua invenção no século XVI ou pela doutrina da atual Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis (A.M.O.R.C.), que se proclama receptora da tradição de uma ordem hermética egípcia fundada por Thutmose numa ‘Reunião do Conselho’ ocorrida de 28 de março a 4 de abril de 1489 a.C. Para nosso tópico basta dizer que o interesse do público leigo pela ordem formou-se após a publicação da Fama Fraternitatis, 1614, e Confessio Fraternitatis R. C., 1615, dois escritos anônimos que ganharam importância em associação ao Chymische Hochzeit Christian Rosencreutz, Anno 1459 (1616). Este último trazia a alegoria de um casamento no qual alguns convidados são assassinados e trazidos novamente à vida através da alquimia; sua autoria acabou sendo reivindicada por um certo Johann Valentin Andrea (1586-1654), respeitado e ortodoxo membro do clero luterano, conhecido como opositor dos rosa-cruzes. Andréa esforçou-se ao máximo para distanciar-se da obra, chamando-a de sátira ideada em sua juventude tresloucada.[5] Contudo, independente da intenção do(s) autor(es), tais obras exerceram grande influência na concepção do rosacrucianismo. A descrição da exumação do corpo de Christian Rosencreutz – herói protagonista da Fama Fraternitatis – foi especialmente discutida devido a sua condição imputrescível:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como até o momento não tivéssemos visto o corpo do nosso falecido pai, prudente e sábio, afastamos o olhar para um lado e ao erguermos a chapa de bronze, encontramos um corpo formoso e digno, em perfeito estado de conservação, tal qual uma contrafação viva do que aqui se encontra com todas as suas vestimentas e atavios.[6]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre outros livros e objetos, os descobridores do túmulo encontraram o Vocabular de Teophrastus Paracelsus ab Hohenheim (1493-1541).[7] Isso prova que os dois panfletos não se sincronizavam ou simplesmente pretendiam narrar uma ficção, pois de acordo com a Confessio o Irmão C. R. nasceu em 1378 e morreu aos 106 anos, em 1484, sendo o túmulo fechado e selado nove anos antes do nascimento de Paracelso. Em todo caso, o autor da Fama Fraternitatis devia ter em alta estima as teorias deste médico; cuja comparação dos “corpos embalsamados” com um filtro grego “preparado com sangue” levou a conclusão de que “o que cura verdadeiramente as feridas é a múmia: a própria essência do homem”.[8] Tal é a função do cadáver de R. C. na narrativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo raciocínio semelhante, W. Wynn Westcott apresentou como fato verídico à história de que Rosenkreutz “foi sepultado, conforme ele e os membros de seu círculo mais íntimo planejaram, numa cripta especial dentro do domus ou moradia secreta”.[9] Então, o teriam embalsamado com “esmero no cuidado carinhoso e no trabalho hábil de preservar os restos mortais do Mestre” do que resultou o ‘belo e notável corpo, integro e intacto’ descrito na tradução de Eugenius Philalethes (Londres, 1652).[10]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noutro extremo, no livro Perguntas e Respostas Rosacruzes, H. Spenser Lewis anuncia de forma pitoresca que “o verdadeiro autor dos panfletos que trouxeram o renascimento na Alemanha foi, nada mais, nada menos, que Sir Francis Bacon,[11] então Imperator da Ordem para a Inglaterra e várias partes da Europa”.[12] Ele teria velado a autoria da Fama Fraternitatis sob um nome simbólico, “como é natural em toda a literatura Rosacruz antiga”, cujo significado seria meramente “Cristãos da Rosa-Cruz”. Por isso “é muito duvidoso” que em seu tempo “qualquer indivíduo culto… que lesse esses panfletos, acreditasse que Christian Rosenkreutz fosse o nome verdadeiro de alguma pessoa”.[13] De qualquer forma, independente do autor ou da pretensão de ser ficcional, doutrinário ou verídico, o manifesto contém a descrição de um cadáver bem conservado semelhante aos de certos santos católicos ou dos relatos de vampiros primordiais que também são interpretados ora como ficção alegórica, ora como fruto de embalsamamento natural (ou milagre, ou produto de magia, etc.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interações culturais entre o pensamento maçônico e rosa-cruz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A antiguidade histórica da afinidade entre a Rosa-Cruz e a Maçonaria inglesa é tal que ultrapassa a existência institucionalizada de ambas as ordens. Por exemplo, o poema A Trinódia das Musas, de Henry Adamson de Perth, 1638, contém a passagem ‘For we are the brethren of the Roise Cross. We have the mason word and second sight’. Ou seja, para que os irmãos da Rosa Cruz pudessem possuir a ‘palavra Maçônica’ seria necessário que já naquela época houvesse um intercâmbio entre as duas correntes de pensamento. Talvez por isso a fraternidade Rosa-Cruz “foi confundida muitas vezes com a maçonaria e, de certo modo, a maçonaria moderna assimilou muitos princípios esotéricos do grande movimento”, conforme atesta Rizzardo da Camino, autor de O Príncipe Rosa-Cruz e Seus Mistérios.[14]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Orthodoxie maçonique, Ragon alega que Elias Ashmole “e os demais Irmãos da Rosa-Cruz” se reuniram em 1646 na sala de sessões dos franco-maçons, em Londres, onde livremente “decidiram substituir as tradições orais adotadas nas recepções de adeptos nas lojas por um processo escrito de Iniciação”. Após a aprovação do grau de Aprendiz pelos membros da loja, “o grau de Companheiro foi redigido em 1648, e o de Mestre, pouco tempo depois. Mas a decapitação de Carlos I em 1649 e o partido tomado por Ashmole a favor dos Stuarts, trouxeram grandes modificações a este terceiro e último grau, tornado bíblico, tomando-se totalmente por base esse hieróglifo da natureza simbolizado pelo fim de dezembro”.[15] Dessa forma, Papus aponta Ashmole como “autor principal” da lenda de Hiram, cujo assassinato simbólico revela que “é necessário saber morrer para reviver imortal”,[16] ou, conforme a versão vigente do Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3), “ensina a lei terrível que faz com que aquele que auxiliastes e instruístes se revolte contra vós e procure matar-vos, segundo a fórmula da BESTA HUMANA: ‘O INICIADO MATARÁ O INIADOR’”.[17]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento da preocupação com os estudos teóricos em detrimento das práticas da construção levou ao nascimento da Maçonaria Moderna em 1717, quando quatro lojas londrinas se reuniram para a formação da Grande Loja de Londres. É sobre esta que recai a crítica do Daily Journal de 5 de setembro de 1730:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem-se de reconhecer que há uma associação estrangeira, da qual os maçons ingleses, envergonhados de sua verdadeira origem, copiaram certas cerimônias, tendo bastante dificuldade de persuadir a todos de que eles são os descendentes, embora só tenham uns poucos signos de prova ou de iniciação. Os membros dessa sociedade levavam o nome de Rosa-Cruzes e seus membros, chamados de grandes mestres, vigilantes etc., seguravam durante suas cerimônias uma cruz vermelha como signo de reconhecimento.[18]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se isto for verdade, ironicamente o ‘iniciado’ terminou mesmo matando por acidente seu ‘iniciador’ de forma simbólica, abolindo-o da memória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o grau 12º do rito Adoniramita foi chamado de ‘Rosa Cruz’,[19] assim como o grau 18.º do rito escocês antigo e aceito, surgido na França em 1754, recebeu o título de Soberano Príncipe da Rosa-Cruz de Heredom (ou simplesmente Cavalheiro Rosa Cruz). Segundo Leadbeater, neste grau revela-se o nome do Grande Arquiteto do Universo, que descobri tratar-se do epíteto INRI.[20] Sobre isto, o autor maçom informa que “em Sua encarnação como Christian Rosenkreutz, o C.D.T.O.V.M. traduziu a Palavra para o latim, conservando muitíssimo engenhosamente seu notável caráter mnemônico, todas as suas complicadas acepções e ainda uma íntima aproximação com o seu som original”.[21]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O capítulo Rosa-Cruz possui dois estandartes quase idênticos; vermelhos, com franjas douradas, levam o titulo do Supremo Conselho acima e o do capítulo, local de funcionamento e data de fundação abaixo. Como figura central o primeiro mostra a cruz latina “com a rosa na interseção de seus braços” e o segundo traz o pelicano rasgando o peito com o bico para alimentar sete filhotes com seu sangue.[22] Autores maçons dão diversas interpretações para seus símbolos. O pelicano representa a “disposição ao sacrifício”.[23] Ragon diz que a rosa seguida pela cruz seria o modo mais simples de escrever “o segredo da imortalidade”.[24] Já para José Ebram, o homem de pé com os braços abertos pode dizer: “Eu sou a representação da cruz, e a alma que se encontra dentro de mim é a rosa mística”.[25]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fanatismo, ataques psíquicos e ‘guerra dos magos’:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa manhã de agosto de 1623 diversos cartazes apareceram nas ruas de Paris informando que a fraternidade Rosa-Cruz acabava de fixar-se na cidade. Prontamente, a igreja francesa emitiu vários manifestos acusando os recém chegados de haverem emigrado da província de Lyons, onde teriam feito “pactos horríveis” com Satã. Outro comentário, intitulado o Mercure de France, tentava liquidar o problema pelo ridículo ao observar que a chegada dos rosa-cruzes à cidade criara pânico generalizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns hoteleiros locais diziam ter registrado hóspedes estranhos que desapareciam em uma nuvem de fumaça quando chegava a hora de acertar as contas… Vários cidadãos inocentes acordaram no meio da noite e depararam com aparições pairando sobre eles; quando gritavam para pedir socorro, as figuras de sombras desapareciam.[26]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mercure concluía, jocosamente, que não era surpreendente encontrar parisienses prudentes dormindo com mosquetes carregados ao lado da cama e apedrejando os estranhos que se aventurassem em seus bairros. Por isso, não é de se admirar que o movimento rosa-cruz tenha esperado até o século XIX para se instituir de forma ordenada naquele país. Antes, o embrião desenvolveu-se na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época em que exercia a função de Grande Secretário do Edifício da Maçonaria, sede nacional da Fraternidade Maçônica Inglesa, Robert Wentworth Little encontrou documentos na biblioteca da Grande Loja com informações sobre ritos rosa-cruz que não faziam parte das atividades maçônicas. A partir daí idealizou a Societas Rosicrocian in Anglia, também chamada pelas iniciais S. R. I. A. ou Soc. Ross., cujo ingresso era estrito a maçons. Esta organização fora fundada em 1867 e teve como Magus Supremo o Dr. W. Wynn Westcott, que posteriormente integrou a Ordem Hermética da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também Alphonse Louis Constand (vulgo Eliphas Levi) esteve na S. R. I. A. por alguns anos, mas “os registros da S. R. I. A. declaram que Levi caiu em seu desagrado devido à publicação de seus vários livros sobre magia e ritual”.[27] De fato ele escreveu coisas como, por exemplo, que a mais antiga sociedade secreta do iluminismo a tomar consistência na Alemanha fora os “Rosa-Cruzes cujos símbolos remontam aos tempos dos Guelfos e dos Gibelinos, como o vemos pelas alegorias do poema de Dante e pelas figuras do Romance da rosa” e que “a conquista da rosa era o problema dado para a iniciação à ciência enquanto a religião trabalhava em preparar e em estabelecer o triunfo universal, exclusivo e definitivo da cruz”.[28] No mesmo livro, História da Magia, o ator trata de uma miríade de temas, incluindo uma longa explanação sobre os casos, causas e técnicas do vampirismo; assunto tratado de forma mais abreviada em A Ciência dos Espíritos e outras obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a década posterior à morte do ocultista Eliphas Lévi, existiram poucas pessoas que estudaram os seus escritos, porém uma delas foi o novelista e poeta Catulle Mendès, que tinha conhecido Lévi e lhe havia apresentado a Victor Hugo. Em meados da década de oitenta, Mendès fez amizade com o marquês Stanislas de Guaita (1861-1897), jovem poeta e esteta a quem recomendou que lesse as obras deste autor. O marquês seguiu o conselho e encontrou nos escritos de Lévi uma revelação espiritual que descreveu como “o raio oculto”. Desde 1885 até o seu prematuro falecimento em 1897, dedicou sua vida ao ocultismo, chegando a ingerir cocaína, narcóticos e morfina para “afrouxar as ataduras da alma” e conseguir que seu espírito abandonasse seu corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1888, Guaita fundou a Ordre Kabbalistique de la Rosae Croix, na França, juntamente com Gérard Encause (1865-1916) e Joséphin Peladam (1858-1918), que abandonou a fraternidade em 1890 para fundar sua própria Ordem Católica Rosa-Cruz do Templo e do Graal.[29] Depois, Guaita entrou numa disputa contra a Igreja do Carmo[30], dirigida por Boullam (1824-1893), e – com a colaboração do ex-membro Oswald Wirth – escreveu o ensaio, Le Temple du Satan, no qual denunciavam Boullam como “pontífice da infâmia, desprezível ídolo da Sodoma mística, mago da pior espécie, retorcido criminoso, maligno feiticeiro”.[31] A novidade é que este livro inclui um estudo sobre as causas dos casos de vampirismo bastante concordante as teorias do Satanismo &amp;amp; Magia de Jules Bois, que se inspirou no ‘testemunho’ de J. K. Huysmans; ou seja, há uma possível acusação mútua implícita, mas expressa, de vampirismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que após a denúncia, os dirigentes da Rosa-Cruz enviaram a Boullam uma carta solene na qual lhe comunicavam que era “um homem condenado”, frase que entendeu como uma ameaça de morte por meios mágicos. Assim, iniciou-se uma guerra entre magos. Cada bando amaldiçoou o outro e estava convencido de que os seus inimigos se propunham a destruí-lo. No meio de tudo, o novelista J. K. Huysmans tomou o partido da igreja do Carmo, apresentou Boullam como sendo o santo “Dr. Johannes” de Là-bas e chegou a acreditar que, devido à sua amizade com Boullam, Guaita e os seus se propunham a lhe matar. Passou a queixar-se de que à noite ele e o seu gato sofriam “agressões fluídicas”, golpes propiciados por demônios invisíveis. Estes ataques não tiveram conseqüências mais graves, conforme Huysmans, graças às medidas protetoras idealizadas por Boullam, que incluíam o emprego da hóstia consagrada e a queima de um incenso composto por cravo, cânfora e mirra. No entanto, em 3 de janeiro de 1893, Boullam escreveu a Huysmans para lhe comunicar um novo ataque da Rosa-Cruz: “Durante a noite sucedeu algo terrível. Às três da manhã acordei sufocado… caí inconsciente. Das três às três e meia, estive entre a vida e a morte… Madame Thibault sonhou com Guaita e de manhã ouvimos o canto de um pássaro da morte”. Na noite daquele mesmo dia Boullam morreu, dando fim à contenda.[32]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este caso, impulsionado pelo fanatismo, guarda semelhanças fundamentais com outro mais recente. No livro Lightbearers of Darkness, Miss Stoddart introduz o conceito de ‘Black Rosicrucians’. Segundo a Encyclopedia of Black Magic, antes de 1914, Miss Stoddart foi iniciada numa sociedade secreta britânica, The Red Rose and the Golden Cross, que dizia derivar do corpo germânico da ordem. “Miss Stoddart ocupava uma posição proeminente nesta alegada sociedade rosa-cruz, mas eles começaram a ter séries de experiências extraordinárias subjetivas que sugerem que ela também sofria séries de desilusões esquizofrênicas ou, como ela e alguns de seus associados próximos acreditavam, estava sofrendo ataque psíquico”. Os surtos começaram a partir de 17 de abril de 1919, dentro de templos da Igreja Anglicana, apresentando sintomas que incluíam a percepção de odores desagradáveis, alucinações visuais e experiência de ‘black-out’ ou ‘transes espontâneos’. No cume desses ataques ela via 12 figuras vestindo mantos negros, sentia dor no coração e tinha desmaios. Estava convicta de que seus sintomas provinham de “trabalhos de magia negra feitos contra ela por membros da sociedade rosa-cruz” e gastou boa parte do resto de sua vida denunciando a ordem.[33]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Menções e acusações de vampirismo na Ordem Hermética da Aurora Dourada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada como um subproduto da S. R. I. A., a Ordem Hermética da Aurora Dourada (G.D.) foi fundada em 1 de março de 1888 por William Wynn Westcott, William Robert Woodman e Samuel Liddell MacGregor Mathers. Mina Bérgson (Moina Mathers), uma talentosa artista da Escola de Slade, foi a primeira iniciada; tornando-se também esposa de Mathers após um breve compromisso. Em 1891 o casal mudou-se para Paris onde, dois anos depois, estabeleceu um Templo operativo chamado Ahathor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A GD foi muitas vezes envolta em histórias fantásticas. Por exemplo, o primeiro documento produzido pela ordem, conhecido como Cipher Manuscript, teve caráter anônimo. Ele contém uma alegoria hermética trabalhada sobre um pingente rosa-cruz chamado Adept’s Jewel (jóia do adepto), mas pelo fato de estar codificado numa adaptação do alfabeto alquímico de Johannes Tritheminus (The Polygraphiae; Paris, 1561) decifra-lo é no mínimo aborrecido… Se tal artifício fosse mantido em todo material produzido teria livrado a ordem de muitos problemas, visto que, por volta de 1891, Mathers baseou-se na Fama Fraternitatis para criar o rito 5=6, Adeptus Minor, que incluía o momento dramático da descoberta do “corpo” de Christian Rosenkreuz, no caixão, representado por Mathers ou Westcott.[34] Imagino que tenha sido um documento com a descrição deste rito para iniciação na Segunda Ordem[35] que o Dr. Winn Westcott teve a infelicidade de esquecer dentro de um táxi em 1897. Seus papéis acabaram na polícia que não achou recomendável um coroner[36] se ocupar de tais atividades, pois poderia “ficar tentado a utilizar os cadáveres que são postos à sua disposição, para operações de necromancia”.[37] Westcott demitiu-se da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resta-nos, contudo, a dúvida sobre a impressão dos iniciados a respeito da natureza do prodígio. Sabemos que em Oil and Blood (1929) o poeta William Butler Yeats denuncia o paradoxo da afirmação do ‘milagre’ da incorruptibilidade dos corpos de certos santos, exaltado pela mesma igreja católica que escarnecia de fenômeno idêntico atribuído a vampiros pelos ortodoxos gregos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tumbas de ouro e lapis lazuli&lt;br /&gt;
Corpos de homens e mulheres santos se aparecem.&lt;br /&gt;
Óleo milagroso, odor de violeta.&lt;br /&gt;
Mas debaixo de cargas pesadas de barro pisoteado&lt;br /&gt;
Corpos de mentira dos vampiros cheios de sangue;&lt;br /&gt;
Suas mortalhas são sangrentas e seus lábios estão molhados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A influência de Yeats na G.D. era tal que quando lhe pareceu conveniente pode expulsar Mathers da ordem e substituí-lo como Imperator do templo Isis-Urania em Londres. Se quisesse, ele poderia muito bem impor sua visão de que a incorruptibilidade dos santos e vampiros deriva do mesmo princípio (podendo-se deduzir que seria plausível que a sentença se aplicasse igualmente bem ao corpo de Christian Rosencreutz).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1956, um individuo publicou o artigo L’orde hermétique de la Golden Dawn, sob o nome de Pierre Victor, nos números 2 e 3 da revista La Tour Saint-Jacques, contendo “uma série de revelações sobre a existência, na Inglaterra, no final do século XIX e princípio do XX, de uma sociedade iniciática inspirada na Rosa-Cruz”.[38] Antes, contudo, ele havia colaborado como informante no best-seller O Despertar dos Magos, onde tornou conhecida a teoria de que “Stoker, o autor de Drácula” encontrava-se entre os escritores filiados a G.D. (informação que deve ter sido colhida da tortuosa tradição oral).[39] Tal filiação não consta em obras especializadas confiáveis, como o The Magicians of the GD de Ellic Howe, e o máximo que Sotker registrou foram menções vagas de seus encontros em Londres com “sugadores de sangue” ou “vampires personalites” (o que descreve tão bem seus contemporâneos da G.D. quanto qualquer outro alvo do adjetivo depreciativo).[40]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio que o primeiro impresso que usou o termo vampirism para nomear técnicas utilizadas por membros da G.D. foi o De Arte Magica (1914), de Aleister Crowley. Segundo ele, havia “um método de vampirismo comumente praticado” pelo fundador McGregor Mathers, sua esposa Moina, pelo adepto E.W. Berridge, por Mr. e Mrs Horos – que tiveram contato com os ritos egípcios de Mathers – e por Oscar Wilde “em seus anos finais”, que apesar de não ter nenhuma relação com a ordem, pelo menos na ficção de O Retrato de Doriam Grey, sintetizou a fórmula da juventude eterna numa filosofia a seu gosto: “Para se voltar à mocidade, basta repetir as suas loucuras”.[41]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que o próprio Crowley filiou-se a G.D., sendo expulso junto a Mathers em 1900. Insatisfeito, usou os ritos da ordem para fundar uma dissidência chamada Argentium Astrum (AA) em 1907 e aderiu a Ordo Templi Orientes (O.T.O.) em 1911. Dentre as inúmeras curiosidades escabrosas que envolveram sua vida de Crowley, podemos destacar que chegou a limar os dentes caninos, deixando-os bem pontiagudos, e quando encontrava mulheres costumava dar-lhes o “beijo da serpente”, mordendo-lhe o pulso ou às vezes a garganta com suas presas.[42] Para perpetuar a tradição, Crowley criou uma elaborada ritualística. Segundo seu sucessor, Kenneth Grant, dois de seus ritos escritos para a O.T.O. envolvem o uso de sangue: “Eles são a Missa da Fênix e um certo rito secreto da Gnose, ensinado no Soberano Santuário da O.T.O.” Neste último o magista “consome a hóstia embebida em sangue”, enquanto na Missa da Fênix – publicada como Liber XLIV, tanto no Livro das Mentiras quanto no Magick – ele “corta seu peito e absorve seu sangue oralmente”. Por isso “a Missa da Fênix é, com efeito, a Missa do Vampiro”.[43]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Primeira Guerra Mundial chegou e Mathers viveu o suficiente para ver a vitória dos aliados no outono de 1918. Desde então, as coisas se voltaram obscuras. Dizem que Mathers morreu em seu apartamento na Rue Rivera em 20 de novembro de 1918, sucumbindo às poderosas correntes mágicas que emanavam de Crowley, segundo a primeira edição da autobiografia de Yeats.[44] Por sua vez, Dion Fortune relata que Moina lhe informou que seu marido falecera de uma epidemia de gripe nesse ano, mas não se encontrou nenhuma Certidão de Óbito de Mathers, nem sua tumba – e ainda que Moina possuísse uma Certidão de Óbito, não há registros cartorários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No livro Ritual Magic in England (1970), Francis King relata a história subseqüente da Ordem da Aurora Dourada. A Sra. Mathers assumiu a liderança de uma das ramificações, mas não conseguiu mantê-la unida. A ocultista Dion Fortune, psicóloga freudiana cujo nome verdadeiro era Violet Firth, provocou uma divisão e formou seu próprio Templo; posteriormente, afirmou que a Sra. Mathers lhe dirigia “ataques espirituais” criminosos, tendo mesmo conseguido matar um membro itinerante.[45]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1920, Crowley instalou-se em uma quinta decadente de Calefu, na Sicília, e batizou esse santuário da AA como Abadia de Thelema. Um incidente deplorável aconteceu na abadia de Crowley. Um poeta oxfordiano chamado Raoul Loveday bebeu o sangue de um gato durante uma cerimônia e morreu instantaneamente, o que não estava previsto.[46] Sua viúva, Betty May, fez um escândalo e, entre boatos de que além de gatos também bebês haviam sido mortos, o governo italiano tomou medidas para expulsar Crowley da Sicília. Da mesma forma, a morte de Raoul Loveday na abadia causou furor na Inglaterra depois que Betty May forneceu a um jornal popular de Londres detalhes de “drogas, magias e práticas vis”.[47] A partir daí prosseguiria meio que morto em vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dr. R. W. Felkin, chefe de outra facção da G.D. chamada Stella Matutina, dizia aos membros que “nosso pai Christian Rosenkreuz parece ter chegado a um estado quase divino”.[48] Ele acreditava na existência da tumba-cofre descrita na Fama Fraternitatis, em alguma parte do Sul da Alemanha, e estava a caminho pra procura-la quando estourou a guerra 1914-18. Os ritos herdados da G.D. foram publicados numa obra de quatro volumes por Frances Israel Regardie, um discípulo de Crowley que ingressou na ordem em 1934.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
[1] AMBERLAIN, Robert. O Vampirismo. Trd. Ana Silva e Brito. Lisboa, Livraria Bertrand, 1978, p. 163.&lt;br /&gt;
[2] AMBERLAIN, Robert. Op. Cit, p. 213.&lt;br /&gt;
[3] HALL, Manly P. (introduction and commentary). Codex Rosæ Crucis D.O.M.A. A Rare &amp;amp; Curious Manuscript of Rosicrucian Interest. Los Angeles, Philosophical Reserarch Societh, 1938, p 5 (do manuscrito).&lt;br /&gt;
[4] PESSANHA, José Américo Motta. Descartes – Vida e Obra. Os Pensadores: Descartes. São Paulo, Nova Cultural, 1996, p 12.&lt;br /&gt;
[5] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 54-55.&lt;br /&gt;
[6] YATES, Francês A. O Iluminismo Rosa-Crux. Trd. Syomara Cajado. São Paulo, Pensamento, 1983, p 306.&lt;br /&gt;
[7] YATES, Francês A. Op Cit., p 305-306.&lt;br /&gt;
[8] PARACELSO. A Chave da Alquimia. Trd. Antonio Carlos Braga. São Paulo, Três, 1973, p 220-222.&lt;br /&gt;
[9] GILBERT, R. A. (org). Maçonaria e Magia, Antologia de Escritos Rosa-cruzes, Cabalísticos e Maçônicos de W. Wynn Westcott, Fundador da Ordem Hermética “Golden Dawn”. São Paulo, Pensamento, 1996, p. 15.&lt;br /&gt;
[10] GILBERT, R. A. (org). Op. Cit, p. 23.&lt;br /&gt;
[11] É preciso ter cuidado ao fazer tal identificação. Encontrar fraudes de trabalhos de Francis Bacon é tão fácil quanto desmascarar as mesmas. Por exemplo, a página do Calvin College, Christian Classics Ethereal Library, disponibilizou por longo período a cópia de uma pretensa obra póstuma; The Fearful Estate of Francis Spira by Nathaniel Bacon (Londres, 06/01/1638). Nesta ficção curiosa Spira – o protagonista melancólico – nega crer que os pecados são redimidos com o sangue de Cristo e pede aos religiosos que lhe assediam: “Left miserable mortals should be swallowed up with the greatness of their willfully with my hands pulled down this vampire”… Ora, o que o termo ‘vampire’ esta fazendo numa publicação de 1638 se o vernáculo vampyr só tomou esta forma em inglês e francês no ano de 1732?&lt;br /&gt;
[12] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 85.&lt;br /&gt;
[13] LEWIS, H. Spenser. Op. Cit., p 78-79.&lt;br /&gt;
[14] CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico. São Paulo. Madras, 1995, p. 345.&lt;br /&gt;
[15] PAPUS (Dr. Gerard Encause). O Que Deve Saber um Mestre Maçom. Trd. J. Gervásio de Figueiredo 33º. São Paulo, Pensamento, p 85-86.&lt;br /&gt;
[16] PAPUS (Dr. Gerard Encause). Op. Cit, p 90.&lt;br /&gt;
[17] GRANDE LOJA DE MINAS GERAIS. Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3). Belo Horizonte, Littera Maciel, 1976, p. 9.&lt;br /&gt;
[18] CARLES, Jacques e GRANGER, Michael. Alquimia: Superciência Extraterrestre? Trd. Hélio Pinheiro Carneiro. Rio de Janeiro, Eldorado, 1973, p 166.&lt;br /&gt;
[19] Marques, A. H. de Oliveira. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. Vol. II. J-Z. Lisboa, Editorial Delta, 1986, coluna 1263.&lt;br /&gt;
[20] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. A Cruz e a Rosa. São Paulo, Madras, 1994, p 43.&lt;br /&gt;
[21] LEADBEATER, C. W. A Vida Oculta na Maçonaria. Trd. Gervásio de Figueiredo 30º. São Paulo, Pensamento, 1964, p 229.&lt;br /&gt;
[22] CASTELLANI, José e FERREIRA, Cláudio R. Buono. Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito do 19º a 33º. São Paulo, Madras, 1997, p 13.&lt;br /&gt;
[23] LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Trd. Mario Krauss e Vera Barkow. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 534.&lt;br /&gt;
[24] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. Op. Cit, p 41.&lt;br /&gt;
[25] EBRAM, José. A Águia Bicéfala Sobre o Altar. São Paulo, Madras, 1996, p 58.&lt;br /&gt;
[26] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 47.&lt;br /&gt;
[27] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 92.&lt;br /&gt;
[28] LEVI, Eliphas. História da Magia. Trd. Rosabis Camaysar. São Paulo, Pensamento, 1995, p 277.&lt;br /&gt;
[29] A Rosa-Cruz cabalística sobreviveu às mortes, não só do seu fundador, mas da de muitos dos seus dirigentes, como por exemplo o poeta Edouard Dubus, viciado em morfina que morreu em um urinário público enquanto estava se drogando. Durante muitos anos a ordem esteve dirigida por Papus, que estabeleceu um ramo na Rússia e foi um dos ocultistas que influiriam no último czar. Papus faleceu em 1916 e com sua morte a ordem se separou em várias facções rivais, algumas das quais ainda mantém uma existência precária.&lt;br /&gt;
[30] Esta igreja teve sua origem na Obra da Misericórdia, fundada em 1840 por Vintras, que tinha instituído em Tilly um oratório onde celebrava a Missa Provitimal de Maria; rito de sua própria invenção onde ocorriam numerosos prodígios. Os discípulos de Vintras viam, ou pelo menos pensavam ver, cálices vazios que se enchiam de sangue até transbordar e símbolos sangrentos que apareciam na Hóstia. A Obra de Misericórdia, que começava já a ser conhecida como igreja do Carmo, foi condenada oficialmente pelo papa em 1848.&lt;br /&gt;
[31] KING, Francis. Magia. Trd. Traduções e Serviços, S.L. Madrid, Ediciones Del Prado, agosto 1996, p 22.&lt;br /&gt;
[32] KING, Francis. Op. Cit, p 22.&lt;br /&gt;
[33] ‘CASSIEL’. Encyclopedia of Black Magic. New York, Mailland Press, 1990, p 39.&lt;br /&gt;
[34] VÁRIOS. Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. Vol 2. São Paulo, Editora Três, 1973, p 315-320.&lt;br /&gt;
[35] Espécie de degrau evolutivo interno da G.D. também chamado Order of the Rose of Ruby and the Cross of Gold (R.R. et A.C.).&lt;br /&gt;
[36] Coroner: Posto jurídico que acumula as funções de médico legista e juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo eventualmente haver intervenção da justiça e da polícia. (Um desses veredictos foi célebre no século XIX; o júri concluíra que um desconhecido encontrado morto num parque londrino havia sido assassinado “por pessoas ou coisas desconhecidas”).&lt;br /&gt;
[37] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 91-92.&lt;br /&gt;
[38] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Trd. Gina de Freitas. São Paulo, Difel, 1974, p. 241-242.&lt;br /&gt;
[39] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. Op Cit., p. 241.&lt;br /&gt;
[40] STOKER, Bram. O Monstro Branco. Trd. João Evangelista Franco. São Paulo, Global, p 7-12.&lt;br /&gt;
[41] WIDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Trd. Ed. Nova Aguiar. São Paulo, Abril, 1980, p 54.&lt;br /&gt;
[42] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 44.&lt;br /&gt;
[43] GRANT, Kenneth. Renascer da Magia. São Paulo, 1999. Madras, pp 153-166.&lt;br /&gt;
[44] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[45] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[46] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 96-97.&lt;br /&gt;
[47] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 117.&lt;br /&gt;
[48] Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. São Paulo, Três, 1973, p. 320.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Mito_do_Vampiro_e_a_Rosacruz&amp;diff=9443</id>
		<title>O Mito do Vampiro e a Rosacruz</title>
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		<updated>2011-01-14T01:09:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto da minha querida amiga Shirley Massapust, uma das maiores estudiosas do mito do Vampiro e suas origens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra O Vampirismo, Robert Amberlain alega que os membros da Rosa-Cruz do Grande Rosário iniciaram-se na pneumatologia que “não é senão a ciência dos Espíritos, aquilo a que chamamos agora metafísica, ciência que engloba o conhecimento da Alma”.[1] Ele descreve a ação e conversão dos vampiros alegando que “é muito possível que seja a isto que o marquês de Chefdebien faz alusão na sua carta publicada na página 52 da obra de B. Fabre, Um Initié des Sociétés Secrètes Supérieures (Paris, 1913), quando ele evoca a existência dos ‘irmãos do Grande Rosário’, cujo berço era em Praga ainda nesta época, ou seja, nos finais do século XVIII”.[2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, a metafísica rosa-cruz fundia recursos da metafísica tradicional, teologia, alquimia e cabala. Por exemplo, num manuscrito escrito entre 1700 e 1750, Phisica, Metaphisica et Hyperphisica. D.O.M.A., estas matérias correspondem às “três partes do homem” (espírito, alma e corpo) e representam os três elementos da pedra filosofal (sal, enxofre e mercúrio).[3] Contudo, o simples fato de estudarem variantes da metafísica tradicional não basta para provar que praticavam o vampirismo. A única justificativa para tal associação, seria a descoberta de uma interpretação especial da matéria e uso objetivo a fim de atingir tais ideais; fato que nos leva a um novo problema: Onde procurar? Existe uma quantidade infindável de escritos ‘metafísicos’ inspirados no movimento, de forma que até mesmo Descartes dedicou uma obra de juventude “aos eruditos do mundo inteiro e, especialmente, aos Irmãos Rosa-Cruzes, tão célebres na Germânia” (Preâmbulos), além de haver escrito trabalhos onde “transparecem suas preocupações científicas aliadas à influência dos temas da sociedade Rosa-Cruz”.[4]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecemos, pois, pelo começo. Não irei discutir sobre a antiguidade da ordem. Cabe a cada um optar pela posição de certos historiadores que afirmam sua invenção no século XVI ou pela doutrina da atual Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis (A.M.O.R.C.), que se proclama receptora da tradição de uma ordem hermética egípcia fundada por Thutmose numa ‘Reunião do Conselho’ ocorrida de 28 de março a 4 de abril de 1489 a.C. Para nosso tópico basta dizer que o interesse do público leigo pela ordem formou-se após a publicação da Fama Fraternitatis, 1614, e Confessio Fraternitatis R. C., 1615, dois escritos anônimos que ganharam importância em associação ao Chymische Hochzeit Christian Rosencreutz, Anno 1459 (1616). Este último trazia a alegoria de um casamento no qual alguns convidados são assassinados e trazidos novamente à vida através da alquimia; sua autoria acabou sendo reivindicada por um certo Johann Valentin Andrea (1586-1654), respeitado e ortodoxo membro do clero luterano, conhecido como opositor dos rosa-cruzes. Andréa esforçou-se ao máximo para distanciar-se da obra, chamando-a de sátira ideada em sua juventude tresloucada.[5] Contudo, independente da intenção do(s) autor(es), tais obras exerceram grande influência na concepção do rosacrucianismo. A descrição da exumação do corpo de Christian Rosencreutz – herói protagonista da Fama Fraternitatis – foi especialmente discutida devido a sua condição imputrescível:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como até o momento não tivéssemos visto o corpo do nosso falecido pai, prudente e sábio, afastamos o olhar para um lado e ao erguermos a chapa de bronze, encontramos um corpo formoso e digno, em perfeito estado de conservação, tal qual uma contrafação viva do que aqui se encontra com todas as suas vestimentas e atavios.[6]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre outros livros e objetos, os descobridores do túmulo encontraram o Vocabular de Teophrastus Paracelsus ab Hohenheim (1493-1541).[7] Isso prova que os dois panfletos não se sincronizavam ou simplesmente pretendiam narrar uma ficção, pois de acordo com a Confessio o Irmão C. R. nasceu em 1378 e morreu aos 106 anos, em 1484, sendo o túmulo fechado e selado nove anos antes do nascimento de Paracelso. Em todo caso, o autor da Fama Fraternitatis devia ter em alta estima as teorias deste médico; cuja comparação dos “corpos embalsamados” com um filtro grego “preparado com sangue” levou a conclusão de que “o que cura verdadeiramente as feridas é a múmia: a própria essência do homem”.[8] Tal é a função do cadáver de R. C. na narrativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo raciocínio semelhante, W. Wynn Westcott apresentou como fato verídico à história de que Rosenkreutz “foi sepultado, conforme ele e os membros de seu círculo mais íntimo planejaram, numa cripta especial dentro do domus ou moradia secreta”.[9] Então, o teriam embalsamado com “esmero no cuidado carinhoso e no trabalho hábil de preservar os restos mortais do Mestre” do que resultou o ‘belo e notável corpo, integro e intacto’ descrito na tradução de Eugenius Philalethes (Londres, 1652).[10]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noutro extremo, no livro Perguntas e Respostas Rosacruzes, H. Spenser Lewis anuncia de forma pitoresca que “o verdadeiro autor dos panfletos que trouxeram o renascimento na Alemanha foi, nada mais, nada menos, que Sir Francis Bacon,[11] então Imperator da Ordem para a Inglaterra e várias partes da Europa”.[12] Ele teria velado a autoria da Fama Fraternitatis sob um nome simbólico, “como é natural em toda a literatura Rosacruz antiga”, cujo significado seria meramente “Cristãos da Rosa-Cruz”. Por isso “é muito duvidoso” que em seu tempo “qualquer indivíduo culto… que lesse esses panfletos, acreditasse que Christian Rosenkreutz fosse o nome verdadeiro de alguma pessoa”.[13] De qualquer forma, independente do autor ou da pretensão de ser ficcional, doutrinário ou verídico, o manifesto contém a descrição de um cadáver bem conservado semelhante aos de certos santos católicos ou dos relatos de vampiros primordiais que também são interpretados ora como ficção alegórica, ora como fruto de embalsamamento natural (ou milagre, ou produto de magia, etc.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interações culturais entre o pensamento maçônico e rosa-cruz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A antiguidade histórica da afinidade entre a Rosa-Cruz e a Maçonaria inglesa é tal que ultrapassa a existência institucionalizada de ambas as ordens. Por exemplo, o poema A Trinódia das Musas, de Henry Adamson de Perth, 1638, contém a passagem ‘For we are the brethren of the Roise Cross. We have the mason word and second sight’. Ou seja, para que os irmãos da Rosa Cruz pudessem possuir a ‘palavra Maçônica’ seria necessário que já naquela época houvesse um intercâmbio entre as duas correntes de pensamento. Talvez por isso a fraternidade Rosa-Cruz “foi confundida muitas vezes com a maçonaria e, de certo modo, a maçonaria moderna assimilou muitos princípios esotéricos do grande movimento”, conforme atesta Rizzardo da Camino, autor de O Príncipe Rosa-Cruz e Seus Mistérios.[14]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Orthodoxie maçonique, Ragon alega que Elias Ashmole “e os demais Irmãos da Rosa-Cruz” se reuniram em 1646 na sala de sessões dos franco-maçons, em Londres, onde livremente “decidiram substituir as tradições orais adotadas nas recepções de adeptos nas lojas por um processo escrito de Iniciação”. Após a aprovação do grau de Aprendiz pelos membros da loja, “o grau de Companheiro foi redigido em 1648, e o de Mestre, pouco tempo depois. Mas a decapitação de Carlos I em 1649 e o partido tomado por Ashmole a favor dos Stuarts, trouxeram grandes modificações a este terceiro e último grau, tornado bíblico, tomando-se totalmente por base esse hieróglifo da natureza simbolizado pelo fim de dezembro”.[15] Dessa forma, Papus aponta Ashmole como “autor principal” da lenda de Hiram, cujo assassinato simbólico revela que “é necessário saber morrer para reviver imortal”,[16] ou, conforme a versão vigente do Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3), “ensina a lei terrível que faz com que aquele que auxiliastes e instruístes se revolte contra vós e procure matar-vos, segundo a fórmula da BESTA HUMANA: ‘O INICIADO MATARÁ O INIADOR’”.[17]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento da preocupação com os estudos teóricos em detrimento das práticas da construção levou ao nascimento da Maçonaria Moderna em 1717, quando quatro lojas londrinas se reuniram para a formação da Grande Loja de Londres. É sobre esta que recai a crítica do Daily Journal de 5 de setembro de 1730:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem-se de reconhecer que há uma associação estrangeira, da qual os maçons ingleses, envergonhados de sua verdadeira origem, copiaram certas cerimônias, tendo bastante dificuldade de persuadir a todos de que eles são os descendentes, embora só tenham uns poucos signos de prova ou de iniciação. Os membros dessa sociedade levavam o nome de Rosa-Cruzes e seus membros, chamados de grandes mestres, vigilantes etc., seguravam durante suas cerimônias uma cruz vermelha como signo de reconhecimento.[18]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se isto for verdade, ironicamente o ‘iniciado’ terminou mesmo matando por acidente seu ‘iniciador’ de forma simbólica, abolindo-o da memória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o grau 12º do rito Adoniramita foi chamado de ‘Rosa Cruz’,[19] assim como o grau 18.º do rito escocês antigo e aceito, surgido na França em 1754, recebeu o título de Soberano Príncipe da Rosa-Cruz de Heredom (ou simplesmente Cavalheiro Rosa Cruz). Segundo Leadbeater, neste grau revela-se o nome do Grande Arquiteto do Universo, que descobri tratar-se do epíteto INRI.[20] Sobre isto, o autor maçom informa que “em Sua encarnação como Christian Rosenkreutz, o C.D.T.O.V.M. traduziu a Palavra para o latim, conservando muitíssimo engenhosamente seu notável caráter mnemônico, todas as suas complicadas acepções e ainda uma íntima aproximação com o seu som original”.[21]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O capítulo Rosa-Cruz possui dois estandartes quase idênticos; vermelhos, com franjas douradas, levam o titulo do Supremo Conselho acima e o do capítulo, local de funcionamento e data de fundação abaixo. Como figura central o primeiro mostra a cruz latina “com a rosa na interseção de seus braços” e o segundo traz o pelicano rasgando o peito com o bico para alimentar sete filhotes com seu sangue.[22] Autores maçons dão diversas interpretações para seus símbolos. O pelicano representa a “disposição ao sacrifício”.[23] Ragon diz que a rosa seguida pela cruz seria o modo mais simples de escrever “o segredo da imortalidade”.[24] Já para José Ebram, o homem de pé com os braços abertos pode dizer: “Eu sou a representação da cruz, e a alma que se encontra dentro de mim é a rosa mística”.[25]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fanatismo, ataques psíquicos e ‘guerra dos magos’:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa manhã de agosto de 1623 diversos cartazes apareceram nas ruas de Paris informando que a fraternidade Rosa-Cruz acabava de fixar-se na cidade. Prontamente, a igreja francesa emitiu vários manifestos acusando os recém chegados de haverem emigrado da província de Lyons, onde teriam feito “pactos horríveis” com Satã. Outro comentário, intitulado o Mercure de France, tentava liquidar o problema pelo ridículo ao observar que a chegada dos rosa-cruzes à cidade criara pânico generalizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns hoteleiros locais diziam ter registrado hóspedes estranhos que desapareciam em uma nuvem de fumaça quando chegava a hora de acertar as contas… Vários cidadãos inocentes acordaram no meio da noite e depararam com aparições pairando sobre eles; quando gritavam para pedir socorro, as figuras de sombras desapareciam.[26]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mercure concluía, jocosamente, que não era surpreendente encontrar parisienses prudentes dormindo com mosquetes carregados ao lado da cama e apedrejando os estranhos que se aventurassem em seus bairros. Por isso, não é de se admirar que o movimento rosa-cruz tenha esperado até o século XIX para se instituir de forma ordenada naquele país. Antes, o embrião desenvolveu-se na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época em que exercia a função de Grande Secretário do Edifício da Maçonaria, sede nacional da Fraternidade Maçônica Inglesa, Robert Wentworth Little encontrou documentos na biblioteca da Grande Loja com informações sobre ritos rosa-cruz que não faziam parte das atividades maçônicas. A partir daí idealizou a Societas Rosicrocian in Anglia, também chamada pelas iniciais S. R. I. A. ou Soc. Ross., cujo ingresso era estrito a maçons. Esta organização fora fundada em 1867 e teve como Magus Supremo o Dr. W. Wynn Westcott, que posteriormente integrou a Ordem Hermética da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também Alphonse Louis Constand (vulgo Eliphas Levi) esteve na S. R. I. A. por alguns anos, mas “os registros da S. R. I. A. declaram que Levi caiu em seu desagrado devido à publicação de seus vários livros sobre magia e ritual”.[27] De fato ele escreveu coisas como, por exemplo, que a mais antiga sociedade secreta do iluminismo a tomar consistência na Alemanha fora os “Rosa-Cruzes cujos símbolos remontam aos tempos dos Guelfos e dos Gibelinos, como o vemos pelas alegorias do poema de Dante e pelas figuras do Romance da rosa” e que “a conquista da rosa era o problema dado para a iniciação à ciência enquanto a religião trabalhava em preparar e em estabelecer o triunfo universal, exclusivo e definitivo da cruz”.[28] No mesmo livro, História da Magia, o ator trata de uma miríade de temas, incluindo uma longa explanação sobre os casos, causas e técnicas do vampirismo; assunto tratado de forma mais abreviada em A Ciência dos Espíritos e outras obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a década posterior à morte do ocultista Eliphas Lévi, existiram poucas pessoas que estudaram os seus escritos, porém uma delas foi o novelista e poeta Catulle Mendès, que tinha conhecido Lévi e lhe havia apresentado a Victor Hugo. Em meados da década de oitenta, Mendès fez amizade com o marquês Stanislas de Guaita (1861-1897), jovem poeta e esteta a quem recomendou que lesse as obras deste autor. O marquês seguiu o conselho e encontrou nos escritos de Lévi uma revelação espiritual que descreveu como “o raio oculto”. Desde 1885 até o seu prematuro falecimento em 1897, dedicou sua vida ao ocultismo, chegando a ingerir cocaína, narcóticos e morfina para “afrouxar as ataduras da alma” e conseguir que seu espírito abandonasse seu corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1888, Guaita fundou a Ordre Kabbalistique de la Rosae Croix, na França, juntamente com Gérard Encause (1865-1916) e Joséphin Peladam (1858-1918), que abandonou a fraternidade em 1890 para fundar sua própria Ordem Católica Rosa-Cruz do Templo e do Graal.[29] Depois, Guaita entrou numa disputa contra a Igreja do Carmo[30], dirigida por Boullam (1824-1893), e – com a colaboração do ex-membro Oswald Wirth – escreveu o ensaio, Le Temple du Satan, no qual denunciavam Boullam como “pontífice da infâmia, desprezível ídolo da Sodoma mística, mago da pior espécie, retorcido criminoso, maligno feiticeiro”.[31] A novidade é que este livro inclui um estudo sobre as causas dos casos de vampirismo bastante concordante as teorias do Satanismo &amp;amp; Magia de Jules Bois, que se inspirou no ‘testemunho’ de J. K. Huysmans; ou seja, há uma possível acusação mútua implícita, mas expressa, de vampirismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que após a denúncia, os dirigentes da Rosa-Cruz enviaram a Boullam uma carta solene na qual lhe comunicavam que era “um homem condenado”, frase que entendeu como uma ameaça de morte por meios mágicos. Assim, iniciou-se uma guerra entre magos. Cada bando amaldiçoou o outro e estava convencido de que os seus inimigos se propunham a destruí-lo. No meio de tudo, o novelista J. K. Huysmans tomou o partido da igreja do Carmo, apresentou Boullam como sendo o santo “Dr. Johannes” de Là-bas e chegou a acreditar que, devido à sua amizade com Boullam, Guaita e os seus se propunham a lhe matar. Passou a queixar-se de que à noite ele e o seu gato sofriam “agressões fluídicas”, golpes propiciados por demônios invisíveis. Estes ataques não tiveram conseqüências mais graves, conforme Huysmans, graças às medidas protetoras idealizadas por Boullam, que incluíam o emprego da hóstia consagrada e a queima de um incenso composto por cravo, cânfora e mirra. No entanto, em 3 de janeiro de 1893, Boullam escreveu a Huysmans para lhe comunicar um novo ataque da Rosa-Cruz: “Durante a noite sucedeu algo terrível. Às três da manhã acordei sufocado… caí inconsciente. Das três às três e meia, estive entre a vida e a morte… Madame Thibault sonhou com Guaita e de manhã ouvimos o canto de um pássaro da morte”. Na noite daquele mesmo dia Boullam morreu, dando fim à contenda.[32]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este caso, impulsionado pelo fanatismo, guarda semelhanças fundamentais com outro mais recente. No livro Lightbearers of Darkness, Miss Stoddart introduz o conceito de ‘Black Rosicrucians’. Segundo a Encyclopedia of Black Magic, antes de 1914, Miss Stoddart foi iniciada numa sociedade secreta britânica, The Red Rose and the Golden Cross, que dizia derivar do corpo germânico da ordem. “Miss Stoddart ocupava uma posição proeminente nesta alegada sociedade rosa-cruz, mas eles começaram a ter séries de experiências extraordinárias subjetivas que sugerem que ela também sofria séries de desilusões esquizofrênicas ou, como ela e alguns de seus associados próximos acreditavam, estava sofrendo ataque psíquico”. Os surtos começaram a partir de 17 de abril de 1919, dentro de templos da Igreja Anglicana, apresentando sintomas que incluíam a percepção de odores desagradáveis, alucinações visuais e experiência de ‘black-out’ ou ‘transes espontâneos’. No cume desses ataques ela via 12 figuras vestindo mantos negros, sentia dor no coração e tinha desmaios. Estava convicta de que seus sintomas provinham de “trabalhos de magia negra feitos contra ela por membros da sociedade rosa-cruz” e gastou boa parte do resto de sua vida denunciando a ordem.[33]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Menções e acusações de vampirismo na Ordem Hermética da Aurora Dourada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada como um subproduto da S. R. I. A., a Ordem Hermética da Aurora Dourada (G.D.) foi fundada em 1 de março de 1888 por William Wynn Westcott, William Robert Woodman e Samuel Liddell MacGregor Mathers. Mina Bérgson (Moina Mathers), uma talentosa artista da Escola de Slade, foi a primeira iniciada; tornando-se também esposa de Mathers após um breve compromisso. Em 1891 o casal mudou-se para Paris onde, dois anos depois, estabeleceu um Templo operativo chamado Ahathor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A GD foi muitas vezes envolta em histórias fantásticas. Por exemplo, o primeiro documento produzido pela ordem, conhecido como Cipher Manuscript, teve caráter anônimo. Ele contém uma alegoria hermética trabalhada sobre um pingente rosa-cruz chamado Adept’s Jewel (jóia do adepto), mas pelo fato de estar codificado numa adaptação do alfabeto alquímico de Johannes Tritheminus (The Polygraphiae; Paris, 1561) decifra-lo é no mínimo aborrecido… Se tal artifício fosse mantido em todo material produzido teria livrado a ordem de muitos problemas, visto que, por volta de 1891, Mathers baseou-se na Fama Fraternitatis para criar o rito 5=6, Adeptus Minor, que incluía o momento dramático da descoberta do “corpo” de Christian Rosenkreuz, no caixão, representado por Mathers ou Westcott.[34] Imagino que tenha sido um documento com a descrição deste rito para iniciação na Segunda Ordem[35] que o Dr. Winn Westcott teve a infelicidade de esquecer dentro de um táxi em 1897. Seus papéis acabaram na polícia que não achou recomendável um coroner[36] se ocupar de tais atividades, pois poderia “ficar tentado a utilizar os cadáveres que são postos à sua disposição, para operações de necromancia”.[37] Westcott demitiu-se da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resta-nos, contudo, a dúvida sobre a impressão dos iniciados a respeito da natureza do prodígio. Sabemos que em Oil and Blood (1929) o poeta William Butler Yeats denuncia o paradoxo da afirmação do ‘milagre’ da incorruptibilidade dos corpos de certos santos, exaltado pela mesma igreja católica que escarnecia de fenômeno idêntico atribuído a vampiros pelos ortodoxos gregos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tumbas de ouro e lapis lazuli&lt;br /&gt;
Corpos de homens e mulheres santos se aparecem.&lt;br /&gt;
Óleo milagroso, odor de violeta.&lt;br /&gt;
Mas debaixo de cargas pesadas de barro pisoteado&lt;br /&gt;
Corpos de mentira dos vampiros cheios de sangue;&lt;br /&gt;
Suas mortalhas são sangrentas e seus lábios estão molhados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A influência de Yeats na G.D. era tal que quando lhe pareceu conveniente pode expulsar Mathers da ordem e substituí-lo como Imperator do templo Isis-Urania em Londres. Se quisesse, ele poderia muito bem impor sua visão de que a incorruptibilidade dos santos e vampiros deriva do mesmo princípio (podendo-se deduzir que seria plausível que a sentença se aplicasse igualmente bem ao corpo de Christian Rosencreutz).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1956, um individuo publicou o artigo L’orde hermétique de la Golden Dawn, sob o nome de Pierre Victor, nos números 2 e 3 da revista La Tour Saint-Jacques, contendo “uma série de revelações sobre a existência, na Inglaterra, no final do século XIX e princípio do XX, de uma sociedade iniciática inspirada na Rosa-Cruz”.[38] Antes, contudo, ele havia colaborado como informante no best-seller O Despertar dos Magos, onde tornou conhecida a teoria de que “Stoker, o autor de Drácula” encontrava-se entre os escritores filiados a G.D. (informação que deve ter sido colhida da tortuosa tradição oral).[39] Tal filiação não consta em obras especializadas confiáveis, como o The Magicians of the GD de Ellic Howe, e o máximo que Sotker registrou foram menções vagas de seus encontros em Londres com “sugadores de sangue” ou “vampires personalites” (o que descreve tão bem seus contemporâneos da G.D. quanto qualquer outro alvo do adjetivo depreciativo).[40]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio que o primeiro impresso que usou o termo vampirism para nomear técnicas utilizadas por membros da G.D. foi o De Arte Magica (1914), de Aleister Crowley. Segundo ele, havia “um método de vampirismo comumente praticado” pelo fundador McGregor Mathers, sua esposa Moina, pelo adepto E.W. Berridge, por Mr. e Mrs Horos – que tiveram contato com os ritos egípcios de Mathers – e por Oscar Wilde “em seus anos finais”, que apesar de não ter nenhuma relação com a ordem, pelo menos na ficção de O Retrato de Doriam Grey, sintetizou a fórmula da juventude eterna numa filosofia a seu gosto: “Para se voltar à mocidade, basta repetir as suas loucuras”.[41]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que o próprio Crowley filiou-se a G.D., sendo expulso junto a Mathers em 1900. Insatisfeito, usou os ritos da ordem para fundar uma dissidência chamada Argentium Astrum (AA) em 1907 e aderiu a Ordo Templi Orientes (O.T.O.) em 1911. Dentre as inúmeras curiosidades escabrosas que envolveram sua vida de Crowley, podemos destacar que chegou a limar os dentes caninos, deixando-os bem pontiagudos, e quando encontrava mulheres costumava dar-lhes o “beijo da serpente”, mordendo-lhe o pulso ou às vezes a garganta com suas presas.[42] Para perpetuar a tradição, Crowley criou uma elaborada ritualística. Segundo seu sucessor, Kenneth Grant, dois de seus ritos escritos para a O.T.O. envolvem o uso de sangue: “Eles são a Missa da Fênix e um certo rito secreto da Gnose, ensinado no Soberano Santuário da O.T.O.” Neste último o magista “consome a hóstia embebida em sangue”, enquanto na Missa da Fênix – publicada como Liber XLIV, tanto no Livro das Mentiras quanto no Magick – ele “corta seu peito e absorve seu sangue oralmente”. Por isso “a Missa da Fênix é, com efeito, a Missa do Vampiro”.[43]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Primeira Guerra Mundial chegou e Mathers viveu o suficiente para ver a vitória dos aliados no outono de 1918. Desde então, as coisas se voltaram obscuras. Dizem que Mathers morreu em seu apartamento na Rue Rivera em 20 de novembro de 1918, sucumbindo às poderosas correntes mágicas que emanavam de Crowley, segundo a primeira edição da autobiografia de Yeats.[44] Por sua vez, Dion Fortune relata que Moina lhe informou que seu marido falecera de uma epidemia de gripe nesse ano, mas não se encontrou nenhuma Certidão de Óbito de Mathers, nem sua tumba – e ainda que Moina possuísse uma Certidão de Óbito, não há registros cartorários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No livro Ritual Magic in England (1970), Francis King relata a história subseqüente da Ordem da Aurora Dourada. A Sra. Mathers assumiu a liderança de uma das ramificações, mas não conseguiu mantê-la unida. A ocultista Dion Fortune, psicóloga freudiana cujo nome verdadeiro era Violet Firth, provocou uma divisão e formou seu próprio Templo; posteriormente, afirmou que a Sra. Mathers lhe dirigia “ataques espirituais” criminosos, tendo mesmo conseguido matar um membro itinerante.[45]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1920, Crowley instalou-se em uma quinta decadente de Calefu, na Sicília, e batizou esse santuário da AA como Abadia de Thelema. Um incidente deplorável aconteceu na abadia de Crowley. Um poeta oxfordiano chamado Raoul Loveday bebeu o sangue de um gato durante uma cerimônia e morreu instantaneamente, o que não estava previsto.[46] Sua viúva, Betty May, fez um escândalo e, entre boatos de que além de gatos também bebês haviam sido mortos, o governo italiano tomou medidas para expulsar Crowley da Sicília. Da mesma forma, a morte de Raoul Loveday na abadia causou furor na Inglaterra depois que Betty May forneceu a um jornal popular de Londres detalhes de “drogas, magias e práticas vis”.[47] A partir daí prosseguiria meio que morto em vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dr. R. W. Felkin, chefe de outra facção da G.D. chamada Stella Matutina, dizia aos membros que “nosso pai Christian Rosenkreuz parece ter chegado a um estado quase divino”.[48] Ele acreditava na existência da tumba-cofre descrita na Fama Fraternitatis, em alguma parte do Sul da Alemanha, e estava a caminho pra procura-la quando estourou a guerra 1914-18. Os ritos herdados da G.D. foram publicados numa obra de quatro volumes por Frances Israel Regardie, um discípulo de Crowley que ingressou na ordem em 1934.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————————————–&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] AMBERLAIN, Robert. O Vampirismo. Trd. Ana Silva e Brito. Lisboa, Livraria Bertrand, 1978, p. 163.&lt;br /&gt;
[2] AMBERLAIN, Robert. Op. Cit, p. 213.&lt;br /&gt;
[3] HALL, Manly P. (introduction and commentary). Codex Rosæ Crucis D.O.M.A. A Rare &amp;amp; Curious Manuscript of Rosicrucian Interest. Los Angeles, Philosophical Reserarch Societh, 1938, p 5 (do manuscrito).&lt;br /&gt;
[4] PESSANHA, José Américo Motta. Descartes – Vida e Obra. Os Pensadores: Descartes. São Paulo, Nova Cultural, 1996, p 12.&lt;br /&gt;
[5] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 54-55.&lt;br /&gt;
[6] YATES, Francês A. O Iluminismo Rosa-Crux. Trd. Syomara Cajado. São Paulo, Pensamento, 1983, p 306.&lt;br /&gt;
[7] YATES, Francês A. Op Cit., p 305-306.&lt;br /&gt;
[8] PARACELSO. A Chave da Alquimia. Trd. Antonio Carlos Braga. São Paulo, Três, 1973, p 220-222.&lt;br /&gt;
[9] GILBERT, R. A. (org). Maçonaria e Magia, Antologia de Escritos Rosa-cruzes, Cabalísticos e Maçônicos de W. Wynn Westcott, Fundador da Ordem Hermética “Golden Dawn”. São Paulo, Pensamento, 1996, p. 15.&lt;br /&gt;
[10] GILBERT, R. A. (org). Op. Cit, p. 23.&lt;br /&gt;
[11] É preciso ter cuidado ao fazer tal identificação. Encontrar fraudes de trabalhos de Francis Bacon é tão fácil quanto desmascarar as mesmas. Por exemplo, a página do Calvin College, Christian Classics Ethereal Library, disponibilizou por longo período a cópia de uma pretensa obra póstuma; The Fearful Estate of Francis Spira by Nathaniel Bacon (Londres, 06/01/1638). Nesta ficção curiosa Spira – o protagonista melancólico – nega crer que os pecados são redimidos com o sangue de Cristo e pede aos religiosos que lhe assediam: “Left miserable mortals should be swallowed up with the greatness of their willfully with my hands pulled down this vampire”… Ora, o que o termo ‘vampire’ esta fazendo numa publicação de 1638 se o vernáculo vampyr só tomou esta forma em inglês e francês no ano de 1732?&lt;br /&gt;
[12] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 85.&lt;br /&gt;
[13] LEWIS, H. Spenser. Op. Cit., p 78-79.&lt;br /&gt;
[14] CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico. São Paulo. Madras, 1995, p. 345.&lt;br /&gt;
[15] PAPUS (Dr. Gerard Encause). O Que Deve Saber um Mestre Maçom. Trd. J. Gervásio de Figueiredo 33º. São Paulo, Pensamento, p 85-86.&lt;br /&gt;
[16] PAPUS (Dr. Gerard Encause). Op. Cit, p 90.&lt;br /&gt;
[17] GRANDE LOJA DE MINAS GERAIS. Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3). Belo Horizonte, Littera Maciel, 1976, p. 9.&lt;br /&gt;
[18] CARLES, Jacques e GRANGER, Michael. Alquimia: Superciência Extraterrestre? Trd. Hélio Pinheiro Carneiro. Rio de Janeiro, Eldorado, 1973, p 166.&lt;br /&gt;
[19] Marques, A. H. de Oliveira. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. Vol. II. J-Z. Lisboa, Editorial Delta, 1986, coluna 1263.&lt;br /&gt;
[20] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. A Cruz e a Rosa. São Paulo, Madras, 1994, p 43.&lt;br /&gt;
[21] LEADBEATER, C. W. A Vida Oculta na Maçonaria. Trd. Gervásio de Figueiredo 30º. São Paulo, Pensamento, 1964, p 229.&lt;br /&gt;
[22] CASTELLANI, José e FERREIRA, Cláudio R. Buono. Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito do 19º a 33º. São Paulo, Madras, 1997, p 13.&lt;br /&gt;
[23] LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Trd. Mario Krauss e Vera Barkow. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 534.&lt;br /&gt;
[24] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. Op. Cit, p 41.&lt;br /&gt;
[25] EBRAM, José. A Águia Bicéfala Sobre o Altar. São Paulo, Madras, 1996, p 58.&lt;br /&gt;
[26] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 47.&lt;br /&gt;
[27] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 92.&lt;br /&gt;
[28] LEVI, Eliphas. História da Magia. Trd. Rosabis Camaysar. São Paulo, Pensamento, 1995, p 277.&lt;br /&gt;
[29] A Rosa-Cruz cabalística sobreviveu às mortes, não só do seu fundador, mas da de muitos dos seus dirigentes, como por exemplo o poeta Edouard Dubus, viciado em morfina que morreu em um urinário público enquanto estava se drogando. Durante muitos anos a ordem esteve dirigida por Papus, que estabeleceu um ramo na Rússia e foi um dos ocultistas que influiriam no último czar. Papus faleceu em 1916 e com sua morte a ordem se separou em várias facções rivais, algumas das quais ainda mantém uma existência precária.&lt;br /&gt;
[30] Esta igreja teve sua origem na Obra da Misericórdia, fundada em 1840 por Vintras, que tinha instituído em Tilly um oratório onde celebrava a Missa Provitimal de Maria; rito de sua própria invenção onde ocorriam numerosos prodígios. Os discípulos de Vintras viam, ou pelo menos pensavam ver, cálices vazios que se enchiam de sangue até transbordar e símbolos sangrentos que apareciam na Hóstia. A Obra de Misericórdia, que começava já a ser conhecida como igreja do Carmo, foi condenada oficialmente pelo papa em 1848.&lt;br /&gt;
[31] KING, Francis. Magia. Trd. Traduções e Serviços, S.L. Madrid, Ediciones Del Prado, agosto 1996, p 22.&lt;br /&gt;
[32] KING, Francis. Op. Cit, p 22.&lt;br /&gt;
[33] ‘CASSIEL’. Encyclopedia of Black Magic. New York, Mailland Press, 1990, p 39.&lt;br /&gt;
[34] VÁRIOS. Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. Vol 2. São Paulo, Editora Três, 1973, p 315-320.&lt;br /&gt;
[35] Espécie de degrau evolutivo interno da G.D. também chamado Order of the Rose of Ruby and the Cross of Gold (R.R. et A.C.).&lt;br /&gt;
[36] Coroner: Posto jurídico que acumula as funções de médico legista e juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo eventualmente haver intervenção da justiça e da polícia. (Um desses veredictos foi célebre no século XIX; o júri concluíra que um desconhecido encontrado morto num parque londrino havia sido assassinado “por pessoas ou coisas desconhecidas”).&lt;br /&gt;
[37] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 91-92.&lt;br /&gt;
[38] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Trd. Gina de Freitas. São Paulo, Difel, 1974, p. 241-242.&lt;br /&gt;
[39] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. Op Cit., p. 241.&lt;br /&gt;
[40] STOKER, Bram. O Monstro Branco. Trd. João Evangelista Franco. São Paulo, Global, p 7-12.&lt;br /&gt;
[41] WIDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Trd. Ed. Nova Aguiar. São Paulo, Abril, 1980, p 54.&lt;br /&gt;
[42] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 44.&lt;br /&gt;
[43] GRANT, Kenneth. Renascer da Magia. São Paulo, 1999. Madras, pp 153-166.&lt;br /&gt;
[44] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[45] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[46] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 96-97.&lt;br /&gt;
[47] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 117.&lt;br /&gt;
[48] Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. São Paulo, Três, 1973, p. 320.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Mito_do_Vampiro_e_a_Rosacruz&amp;diff=9414</id>
		<title>O Mito do Vampiro e a Rosacruz</title>
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		<updated>2011-01-04T04:54:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Texto da minha querida amiga Shirley Massapust, uma das maiores estudiosas do mito do Vampiro e suas origens.  Na obra O Vampirismo, Robert Amberlain alega que os membros da Rosa…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto da minha querida amiga Shirley Massapust, uma das maiores estudiosas do mito do Vampiro e suas origens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra O Vampirismo, Robert Amberlain alega que os membros da Rosa-Cruz do Grande Rosário iniciaram-se na pneumatologia que “não é senão a ciência dos Espíritos, aquilo a que chamamos agora metafísica, ciência que engloba o conhecimento da Alma”.[1] Ele descreve a ação e conversão dos vampiros alegando que “é muito possível que seja a isto que o marquês de Chefdebien faz alusão na sua carta publicada na página 52 da obra de B. Fabre, Um Initié des Sociétés Secrètes Supérieures (Paris, 1913), quando ele evoca a existência dos ‘irmãos do Grande Rosário’, cujo berço era em Praga ainda nesta época, ou seja, nos finais do século XVIII”.[2]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, a metafísica rosa-cruz fundia recursos da metafísica tradicional, teologia, alquimia e cabala. Por exemplo, num manuscrito escrito entre 1700 e 1750, Phisica, Metaphisica et Hyperphisica. D.O.M.A., estas matérias correspondem às “três partes do homem” (espírito, alma e corpo) e representam os três elementos da pedra filosofal (sal, enxofre e mercúrio).[3] Contudo, o simples fato de estudarem variantes da metafísica tradicional não basta para provar que praticavam o vampirismo. A única justificativa para tal associação, seria a descoberta de uma interpretação especial da matéria e uso objetivo a fim de atingir tais ideais; fato que nos leva a um novo problema: Onde procurar? Existe uma quantidade infindável de escritos ‘metafísicos’ inspirados no movimento, de forma que até mesmo Descartes dedicou uma obra de juventude “aos eruditos do mundo inteiro e, especialmente, aos Irmãos Rosa-Cruzes, tão célebres na Germânia” (Preâmbulos), além de haver escrito trabalhos onde “transparecem suas preocupações científicas aliadas à influência dos temas da sociedade Rosa-Cruz”.[4]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecemos, pois, pelo começo. Não irei discutir sobre a antiguidade da ordem. Cabe a cada um optar pela posição de certos historiadores que afirmam sua invenção no século XVI ou pela doutrina da atual Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis (A.M.O.R.C.), que se proclama receptora da tradição de uma ordem hermética egípcia fundada por Thutmose numa ‘Reunião do Conselho’ ocorrida de 28 de março a 4 de abril de 1489 a.C. Para nosso tópico basta dizer que o interesse do público leigo pela ordem formou-se após a publicação da Fama Fraternitatis, 1614, e Confessio Fraternitatis R. C., 1615, dois escritos anônimos que ganharam importância em associação ao Chymische Hochzeit Christian Rosencreutz, Anno 1459 (1616). Este último trazia a alegoria de um casamento no qual alguns convidados são assassinados e trazidos novamente à vida através da alquimia; sua autoria acabou sendo reivindicada por um certo Johann Valentin Andrea (1586-1654), respeitado e ortodoxo membro do clero luterano, conhecido como opositor dos rosa-cruzes. Andréa esforçou-se ao máximo para distanciar-se da obra, chamando-a de sátira ideada em sua juventude tresloucada.[5] Contudo, independente da intenção do(s) autor(es), tais obras exerceram grande influência na concepção do rosacrucianismo. A descrição da exumação do corpo de Christian Rosencreutz – herói protagonista da Fama Fraternitatis – foi especialmente discutida devido a sua condição imputrescível:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como até o momento não tivéssemos visto o corpo do nosso falecido pai, prudente e sábio, afastamos o olhar para um lado e ao erguermos a chapa de bronze, encontramos um corpo formoso e digno, em perfeito estado de conservação, tal qual uma contrafação viva do que aqui se encontra com todas as suas vestimentas e atavios.[6]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre outros livros e objetos, os descobridores do túmulo encontraram o Vocabular de Teophrastus Paracelsus ab Hohenheim (1493-1541).[7] Isso prova que os dois panfletos não se sincronizavam ou simplesmente pretendiam narrar uma ficção, pois de acordo com a Confessio o Irmão C. R. nasceu em 1378 e morreu aos 106 anos, em 1484, sendo o túmulo fechado e selado nove anos antes do nascimento de Paracelso. Em todo caso, o autor da Fama Fraternitatis devia ter em alta estima as teorias deste médico; cuja comparação dos “corpos embalsamados” com um filtro grego “preparado com sangue” levou a conclusão de que “o que cura verdadeiramente as feridas é a múmia: a própria essência do homem”.[8] Tal é a função do cadáver de R. C. na narrativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo raciocínio semelhante, W. Wynn Westcott apresentou como fato verídico à história de que Rosenkreutz “foi sepultado, conforme ele e os membros de seu círculo mais íntimo planejaram, numa cripta especial dentro do domus ou moradia secreta”.[9] Então, o teriam embalsamado com “esmero no cuidado carinhoso e no trabalho hábil de preservar os restos mortais do Mestre” do que resultou o ‘belo e notável corpo, integro e intacto’ descrito na tradução de Eugenius Philalethes (Londres, 1652).[10]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noutro extremo, no livro Perguntas e Respostas Rosacruzes, H. Spenser Lewis anuncia de forma pitoresca que “o verdadeiro autor dos panfletos que trouxeram o renascimento na Alemanha foi, nada mais, nada menos, que Sir Francis Bacon,[11] então Imperator da Ordem para a Inglaterra e várias partes da Europa”.[12] Ele teria velado a autoria da Fama Fraternitatis sob um nome simbólico, “como é natural em toda a literatura Rosacruz antiga”, cujo significado seria meramente “Cristãos da Rosa-Cruz”. Por isso “é muito duvidoso” que em seu tempo “qualquer indivíduo culto… que lesse esses panfletos, acreditasse que Christian Rosenkreutz fosse o nome verdadeiro de alguma pessoa”.[13] De qualquer forma, independente do autor ou da pretensão de ser ficcional, doutrinário ou verídico, o manifesto contém a descrição de um cadáver bem conservado semelhante aos de certos santos católicos ou dos relatos de vampiros primordiais que também são interpretados ora como ficção alegórica, ora como fruto de embalsamamento natural (ou milagre, ou produto de magia, etc.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interações culturais entre o pensamento maçônico e rosa-cruz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A antiguidade histórica da afinidade entre a Rosa-Cruz e a Maçonaria inglesa é tal que ultrapassa a existência institucionalizada de ambas as ordens. Por exemplo, o poema A Trinódia das Musas, de Henry Adamson de Perth, 1638, contém a passagem ‘For we are the brethren of the Roise Cross. We have the mason word and second sight’. Ou seja, para que os irmãos da Rosa Cruz pudessem possuir a ‘palavra Maçônica’ seria necessário que já naquela época houvesse um intercâmbio entre as duas correntes de pensamento. Talvez por isso a fraternidade Rosa-Cruz “foi confundida muitas vezes com a maçonaria e, de certo modo, a maçonaria moderna assimilou muitos princípios esotéricos do grande movimento”, conforme atesta Rizzardo da Camino, autor de O Príncipe Rosa-Cruz e Seus Mistérios.[14]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Orthodoxie maçonique, Ragon alega que Elias Ashmole “e os demais Irmãos da Rosa-Cruz” se reuniram em 1646 na sala de sessões dos franco-maçons, em Londres, onde livremente “decidiram substituir as tradições orais adotadas nas recepções de adeptos nas lojas por um processo escrito de Iniciação”. Após a aprovação do grau de Aprendiz pelos membros da loja, “o grau de Companheiro foi redigido em 1648, e o de Mestre, pouco tempo depois. Mas a decapitação de Carlos I em 1649 e o partido tomado por Ashmole a favor dos Stuarts, trouxeram grandes modificações a este terceiro e último grau, tornado bíblico, tomando-se totalmente por base esse hieróglifo da natureza simbolizado pelo fim de dezembro”.[15] Dessa forma, Papus aponta Ashmole como “autor principal” da lenda de Hiram, cujo assassinato simbólico revela que “é necessário saber morrer para reviver imortal”,[16] ou, conforme a versão vigente do Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3), “ensina a lei terrível que faz com que aquele que auxiliastes e instruístes se revolte contra vós e procure matar-vos, segundo a fórmula da BESTA HUMANA: ‘O INICIADO MATARÁ O INIADOR’”.[17]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O aumento da preocupação com os estudos teóricos em detrimento das práticas da construção levou ao nascimento da Maçonaria Moderna em 1717, quando quatro lojas londrinas se reuniram para a formação da Grande Loja de Londres. É sobre esta que recai a crítica do Daily Journal de 5 de setembro de 1730:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem-se de reconhecer que há uma associação estrangeira, da qual os maçons ingleses, envergonhados de sua verdadeira origem, copiaram certas cerimônias, tendo bastante dificuldade de persuadir a todos de que eles são os descendentes, embora só tenham uns poucos signos de prova ou de iniciação. Os membros dessa sociedade levavam o nome de Rosa-Cruzes e seus membros, chamados de grandes mestres, vigilantes etc., seguravam durante suas cerimônias uma cruz vermelha como signo de reconhecimento.[18]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se isto for verdade, ironicamente o ‘iniciado’ terminou mesmo matando por acidente seu ‘iniciador’ de forma simbólica, abolindo-o da memória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o grau 12º do rito Adoniramita foi chamado de ‘Rosa Cruz’,[19] assim como o grau 18.º do rito escocês antigo e aceito, surgido na França em 1754, recebeu o título de Soberano Príncipe da Rosa-Cruz de Heredom (ou simplesmente Cavalheiro Rosa Cruz). Segundo Leadbeater, neste grau revela-se o nome do Grande Arquiteto do Universo, que descobri tratar-se do epíteto INRI.[20] Sobre isto, o autor maçom informa que “em Sua encarnação como Christian Rosenkreutz, o C.D.T.O.V.M. traduziu a Palavra para o latim, conservando muitíssimo engenhosamente seu notável caráter mnemônico, todas as suas complicadas acepções e ainda uma íntima aproximação com o seu som original”.[21]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O capítulo Rosa-Cruz possui dois estandartes quase idênticos; vermelhos, com franjas douradas, levam o titulo do Supremo Conselho acima e o do capítulo, local de funcionamento e data de fundação abaixo. Como figura central o primeiro mostra a cruz latina “com a rosa na interseção de seus braços” e o segundo traz o pelicano rasgando o peito com o bico para alimentar sete filhotes com seu sangue.[22] Autores maçons dão diversas interpretações para seus símbolos. O pelicano representa a “disposição ao sacrifício”.[23] Ragon diz que a rosa seguida pela cruz seria o modo mais simples de escrever “o segredo da imortalidade”.[24] Já para José Ebram, o homem de pé com os braços abertos pode dizer: “Eu sou a representação da cruz, e a alma que se encontra dentro de mim é a rosa mística”.[25]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fanatismo, ataques psíquicos e ‘guerra dos magos’:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa manhã de agosto de 1623 diversos cartazes apareceram nas ruas de Paris informando que a fraternidade Rosa-Cruz acabava de fixar-se na cidade. Prontamente, a igreja francesa emitiu vários manifestos acusando os recém chegados de haverem emigrado da província de Lyons, onde teriam feito “pactos horríveis” com Satã. Outro comentário, intitulado o Mercure de France, tentava liquidar o problema pelo ridículo ao observar que a chegada dos rosa-cruzes à cidade criara pânico generalizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns hoteleiros locais diziam ter registrado hóspedes estranhos que desapareciam em uma nuvem de fumaça quando chegava a hora de acertar as contas… Vários cidadãos inocentes acordaram no meio da noite e depararam com aparições pairando sobre eles; quando gritavam para pedir socorro, as figuras de sombras desapareciam.[26]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mercure concluía, jocosamente, que não era surpreendente encontrar parisienses prudentes dormindo com mosquetes carregados ao lado da cama e apedrejando os estranhos que se aventurassem em seus bairros. Por isso, não é de se admirar que o movimento rosa-cruz tenha esperado até o século XIX para se instituir de forma ordenada naquele país. Antes, o embrião desenvolveu-se na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na época em que exercia a função de Grande Secretário do Edifício da Maçonaria, sede nacional da Fraternidade Maçônica Inglesa, Robert Wentworth Little encontrou documentos na biblioteca da Grande Loja com informações sobre ritos rosa-cruz que não faziam parte das atividades maçônicas. A partir daí idealizou a Societas Rosicrocian in Anglia, também chamada pelas iniciais S. R. I. A. ou Soc. Ross., cujo ingresso era estrito a maçons. Esta organização fora fundada em 1867 e teve como Magus Supremo o Dr. W. Wynn Westcott, que posteriormente integrou a Ordem Hermética da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também Alphonse Louis Constand (vulgo Eliphas Levi) esteve na S. R. I. A. por alguns anos, mas “os registros da S. R. I. A. declaram que Levi caiu em seu desagrado devido à publicação de seus vários livros sobre magia e ritual”.[27] De fato ele escreveu coisas como, por exemplo, que a mais antiga sociedade secreta do iluminismo a tomar consistência na Alemanha fora os “Rosa-Cruzes cujos símbolos remontam aos tempos dos Guelfos e dos Gibelinos, como o vemos pelas alegorias do poema de Dante e pelas figuras do Romance da rosa” e que “a conquista da rosa era o problema dado para a iniciação à ciência enquanto a religião trabalhava em preparar e em estabelecer o triunfo universal, exclusivo e definitivo da cruz”.[28] No mesmo livro, História da Magia, o ator trata de uma miríade de temas, incluindo uma longa explanação sobre os casos, causas e técnicas do vampirismo; assunto tratado de forma mais abreviada em A Ciência dos Espíritos e outras obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a década posterior à morte do ocultista Eliphas Lévi, existiram poucas pessoas que estudaram os seus escritos, porém uma delas foi o novelista e poeta Catulle Mendès, que tinha conhecido Lévi e lhe havia apresentado a Victor Hugo. Em meados da década de oitenta, Mendès fez amizade com o marquês Stanislas de Guaita (1861-1897), jovem poeta e esteta a quem recomendou que lesse as obras deste autor. O marquês seguiu o conselho e encontrou nos escritos de Lévi uma revelação espiritual que descreveu como “o raio oculto”. Desde 1885 até o seu prematuro falecimento em 1897, dedicou sua vida ao ocultismo, chegando a ingerir cocaína, narcóticos e morfina para “afrouxar as ataduras da alma” e conseguir que seu espírito abandonasse seu corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1888, Guaita fundou a Ordre Kabbalistique de la Rosae Croix, na França, juntamente com Gérard Encause (1865-1916) e Joséphin Peladam (1858-1918), que abandonou a fraternidade em 1890 para fundar sua própria Ordem Católica Rosa-Cruz do Templo e do Graal.[29] Depois, Guaita entrou numa disputa contra a Igreja do Carmo[30], dirigida por Boullam (1824-1893), e – com a colaboração do ex-membro Oswald Wirth – escreveu o ensaio, Le Temple du Satan, no qual denunciavam Boullam como “pontífice da infâmia, desprezível ídolo da Sodoma mística, mago da pior espécie, retorcido criminoso, maligno feiticeiro”.[31] A novidade é que este livro inclui um estudo sobre as causas dos casos de vampirismo bastante concordante as teorias do Satanismo &amp;amp; Magia de Jules Bois, que se inspirou no ‘testemunho’ de J. K. Huysmans; ou seja, há uma possível acusação mútua implícita, mas expressa, de vampirismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que após a denúncia, os dirigentes da Rosa-Cruz enviaram a Boullam uma carta solene na qual lhe comunicavam que era “um homem condenado”, frase que entendeu como uma ameaça de morte por meios mágicos. Assim, iniciou-se uma guerra entre magos. Cada bando amaldiçoou o outro e estava convencido de que os seus inimigos se propunham a destruí-lo. No meio de tudo, o novelista J. K. Huysmans tomou o partido da igreja do Carmo, apresentou Boullam como sendo o santo “Dr. Johannes” de Là-bas e chegou a acreditar que, devido à sua amizade com Boullam, Guaita e os seus se propunham a lhe matar. Passou a queixar-se de que à noite ele e o seu gato sofriam “agressões fluídicas”, golpes propiciados por demônios invisíveis. Estes ataques não tiveram conseqüências mais graves, conforme Huysmans, graças às medidas protetoras idealizadas por Boullam, que incluíam o emprego da hóstia consagrada e a queima de um incenso composto por cravo, cânfora e mirra. No entanto, em 3 de janeiro de 1893, Boullam escreveu a Huysmans para lhe comunicar um novo ataque da Rosa-Cruz: “Durante a noite sucedeu algo terrível. Às três da manhã acordei sufocado… caí inconsciente. Das três às três e meia, estive entre a vida e a morte… Madame Thibault sonhou com Guaita e de manhã ouvimos o canto de um pássaro da morte”. Na noite daquele mesmo dia Boullam morreu, dando fim à contenda.[32]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este caso, impulsionado pelo fanatismo, guarda semelhanças fundamentais com outro mais recente. No livro Lightbearers of Darkness, Miss Stoddart introduz o conceito de ‘Black Rosicrucians’. Segundo a Encyclopedia of Black Magic, antes de 1914, Miss Stoddart foi iniciada numa sociedade secreta britânica, The Red Rose and the Golden Cross, que dizia derivar do corpo germânico da ordem. “Miss Stoddart ocupava uma posição proeminente nesta alegada sociedade rosa-cruz, mas eles começaram a ter séries de experiências extraordinárias subjetivas que sugerem que ela também sofria séries de desilusões esquizofrênicas ou, como ela e alguns de seus associados próximos acreditavam, estava sofrendo ataque psíquico”. Os surtos começaram a partir de 17 de abril de 1919, dentro de templos da Igreja Anglicana, apresentando sintomas que incluíam a percepção de odores desagradáveis, alucinações visuais e experiência de ‘black-out’ ou ‘transes espontâneos’. No cume desses ataques ela via 12 figuras vestindo mantos negros, sentia dor no coração e tinha desmaios. Estava convicta de que seus sintomas provinham de “trabalhos de magia negra feitos contra ela por membros da sociedade rosa-cruz” e gastou boa parte do resto de sua vida denunciando a ordem.[33]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Menções e acusações de vampirismo na Ordem Hermética da Aurora Dourada:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criada como um subproduto da S. R. I. A., a Ordem Hermética da Aurora Dourada (G.D.) foi fundada em 1 de março de 1888 por William Wynn Westcott, William Robert Woodman e Samuel Liddell MacGregor Mathers. Mina Bérgson (Moina Mathers), uma talentosa artista da Escola de Slade, foi a primeira iniciada; tornando-se também esposa de Mathers após um breve compromisso. Em 1891 o casal mudou-se para Paris onde, dois anos depois, estabeleceu um Templo operativo chamado Ahathor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A GD foi muitas vezes envolta em histórias fantásticas. Por exemplo, o primeiro documento produzido pela ordem, conhecido como Cipher Manuscript, teve caráter anônimo. Ele contém uma alegoria hermética trabalhada sobre um pingente rosa-cruz chamado Adept’s Jewel (jóia do adepto), mas pelo fato de estar codificado numa adaptação do alfabeto alquímico de Johannes Tritheminus (The Polygraphiae; Paris, 1561) decifra-lo é no mínimo aborrecido… Se tal artifício fosse mantido em todo material produzido teria livrado a ordem de muitos problemas, visto que, por volta de 1891, Mathers baseou-se na Fama Fraternitatis para criar o rito 5=6, Adeptus Minor, que incluía o momento dramático da descoberta do “corpo” de Christian Rosenkreuz, no caixão, representado por Mathers ou Westcott.[34] Imagino que tenha sido um documento com a descrição deste rito para iniciação na Segunda Ordem[35] que o Dr. Winn Westcott teve a infelicidade de esquecer dentro de um táxi em 1897. Seus papéis acabaram na polícia que não achou recomendável um coroner[36] se ocupar de tais atividades, pois poderia “ficar tentado a utilizar os cadáveres que são postos à sua disposição, para operações de necromancia”.[37] Westcott demitiu-se da Aurora Dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resta-nos, contudo, a dúvida sobre a impressão dos iniciados a respeito da natureza do prodígio. Sabemos que em Oil and Blood (1929) o poeta William Butler Yeats denuncia o paradoxo da afirmação do ‘milagre’ da incorruptibilidade dos corpos de certos santos, exaltado pela mesma igreja católica que escarnecia de fenômeno idêntico atribuído a vampiros pelos ortodoxos gregos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em tumbas de ouro e lapis lazuli&lt;br /&gt;
Corpos de homens e mulheres santos se aparecem.&lt;br /&gt;
Óleo milagroso, odor de violeta.&lt;br /&gt;
Mas debaixo de cargas pesadas de barro pisoteado&lt;br /&gt;
Corpos de mentira dos vampiros cheios de sangue;&lt;br /&gt;
Suas mortalhas são sangrentas e seus lábios estão molhados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A influência de Yeats na G.D. era tal que quando lhe pareceu conveniente pode expulsar Mathers da ordem e substituí-lo como Imperator do templo Isis-Urania em Londres. Se quisesse, ele poderia muito bem impor sua visão de que a incorruptibilidade dos santos e vampiros deriva do mesmo princípio (podendo-se deduzir que seria plausível que a sentença se aplicasse igualmente bem ao corpo de Christian Rosencreutz).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1956, um individuo publicou o artigo L’orde hermétique de la Golden Dawn, sob o nome de Pierre Victor, nos números 2 e 3 da revista La Tour Saint-Jacques, contendo “uma série de revelações sobre a existência, na Inglaterra, no final do século XIX e princípio do XX, de uma sociedade iniciática inspirada na Rosa-Cruz”.[38] Antes, contudo, ele havia colaborado como informante no best-seller O Despertar dos Magos, onde tornou conhecida a teoria de que “Stoker, o autor de Drácula” encontrava-se entre os escritores filiados a G.D. (informação que deve ter sido colhida da tortuosa tradição oral).[39] Tal filiação não consta em obras especializadas confiáveis, como o The Magicians of the GD de Ellic Howe, e o máximo que Sotker registrou foram menções vagas de seus encontros em Londres com “sugadores de sangue” ou “vampires personalites” (o que descreve tão bem seus contemporâneos da G.D. quanto qualquer outro alvo do adjetivo depreciativo).[40]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Creio que o primeiro impresso que usou o termo vampirism para nomear técnicas utilizadas por membros da G.D. foi o De Arte Magica (1914), de Aleister Crowley. Segundo ele, havia “um método de vampirismo comumente praticado” pelo fundador McGregor Mathers, sua esposa Moina, pelo adepto E.W. Berridge, por Mr. e Mrs Horos – que tiveram contato com os ritos egípcios de Mathers – e por Oscar Wilde “em seus anos finais”, que apesar de não ter nenhuma relação com a ordem, pelo menos na ficção de O Retrato de Doriam Grey, sintetizou a fórmula da juventude eterna numa filosofia a seu gosto: “Para se voltar à mocidade, basta repetir as suas loucuras”.[41]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que o próprio Crowley filiou-se a G.D., sendo expulso junto a Mathers em 1900. Insatisfeito, usou os ritos da ordem para fundar uma dissidência chamada Argentium Astrum (AA) em 1907 e aderiu a Ordo Templi Orientes (O.T.O.) em 1911. Dentre as inúmeras curiosidades escabrosas que envolveram sua vida de Crowley, podemos destacar que chegou a limar os dentes caninos, deixando-os bem pontiagudos, e quando encontrava mulheres costumava dar-lhes o “beijo da serpente”, mordendo-lhe o pulso ou às vezes a garganta com suas presas.[42] Para perpetuar a tradição, Crowley criou uma elaborada ritualística. Segundo seu sucessor, Kenneth Grant, dois de seus ritos escritos para a O.T.O. envolvem o uso de sangue: “Eles são a Missa da Fênix e um certo rito secreto da Gnose, ensinado no Soberano Santuário da O.T.O.” Neste último o magista “consome a hóstia embebida em sangue”, enquanto na Missa da Fênix – publicada como Liber XLIV, tanto no Livro das Mentiras quanto no Magick – ele “corta seu peito e absorve seu sangue oralmente”. Por isso “a Missa da Fênix é, com efeito, a Missa do Vampiro”.[43]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Primeira Guerra Mundial chegou e Mathers viveu o suficiente para ver a vitória dos aliados no outono de 1918. Desde então, as coisas se voltaram obscuras. Dizem que Mathers morreu em seu apartamento na Rue Rivera em 20 de novembro de 1918, sucumbindo às poderosas correntes mágicas que emanavam de Crowley, segundo a primeira edição da autobiografia de Yeats.[44] Por sua vez, Dion Fortune relata que Moina lhe informou que seu marido falecera de uma epidemia de gripe nesse ano, mas não se encontrou nenhuma Certidão de Óbito de Mathers, nem sua tumba – e ainda que Moina possuísse uma Certidão de Óbito, não há registros cartorários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No livro Ritual Magic in England (1970), Francis King relata a história subseqüente da Ordem da Aurora Dourada. A Sra. Mathers assumiu a liderança de uma das ramificações, mas não conseguiu mantê-la unida. A ocultista Dion Fortune, psicóloga freudiana cujo nome verdadeiro era Violet Firth, provocou uma divisão e formou seu próprio Templo; posteriormente, afirmou que a Sra. Mathers lhe dirigia “ataques espirituais” criminosos, tendo mesmo conseguido matar um membro itinerante.[45]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1920, Crowley instalou-se em uma quinta decadente de Calefu, na Sicília, e batizou esse santuário da AA como Abadia de Thelema. Um incidente deplorável aconteceu na abadia de Crowley. Um poeta oxfordiano chamado Raoul Loveday bebeu o sangue de um gato durante uma cerimônia e morreu instantaneamente, o que não estava previsto.[46] Sua viúva, Betty May, fez um escândalo e, entre boatos de que além de gatos também bebês haviam sido mortos, o governo italiano tomou medidas para expulsar Crowley da Sicília. Da mesma forma, a morte de Raoul Loveday na abadia causou furor na Inglaterra depois que Betty May forneceu a um jornal popular de Londres detalhes de “drogas, magias e práticas vis”.[47] A partir daí prosseguiria meio que morto em vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dr. R. W. Felkin, chefe de outra facção da G.D. chamada Stella Matutina, dizia aos membros que “nosso pai Christian Rosenkreuz parece ter chegado a um estado quase divino”.[48] Ele acreditava na existência da tumba-cofre descrita na Fama Fraternitatis, em alguma parte do Sul da Alemanha, e estava a caminho pra procura-la quando estourou a guerra 1914-18. Os ritos herdados da G.D. foram publicados numa obra de quatro volumes por Frances Israel Regardie, um discípulo de Crowley que ingressou na ordem em 1934.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————————————–&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] AMBERLAIN, Robert. O Vampirismo. Trd. Ana Silva e Brito. Lisboa, Livraria Bertrand, 1978, p. 163.&lt;br /&gt;
[2] AMBERLAIN, Robert. Op. Cit, p. 213.&lt;br /&gt;
[3] HALL, Manly P. (introduction and commentary). Codex Rosæ Crucis D.O.M.A. A Rare &amp;amp; Curious Manuscript of Rosicrucian Interest. Los Angeles, Philosophical Reserarch Societh, 1938, p 5 (do manuscrito).&lt;br /&gt;
[4] PESSANHA, José Américo Motta. Descartes – Vida e Obra. Os Pensadores: Descartes. São Paulo, Nova Cultural, 1996, p 12.&lt;br /&gt;
[5] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 54-55.&lt;br /&gt;
[6] YATES, Francês A. O Iluminismo Rosa-Crux. Trd. Syomara Cajado. São Paulo, Pensamento, 1983, p 306.&lt;br /&gt;
[7] YATES, Francês A. Op Cit., p 305-306.&lt;br /&gt;
[8] PARACELSO. A Chave da Alquimia. Trd. Antonio Carlos Braga. São Paulo, Três, 1973, p 220-222.&lt;br /&gt;
[9] GILBERT, R. A. (org). Maçonaria e Magia, Antologia de Escritos Rosa-cruzes, Cabalísticos e Maçônicos de W. Wynn Westcott, Fundador da Ordem Hermética “Golden Dawn”. São Paulo, Pensamento, 1996, p. 15.&lt;br /&gt;
[10] GILBERT, R. A. (org). Op. Cit, p. 23.&lt;br /&gt;
[11] É preciso ter cuidado ao fazer tal identificação. Encontrar fraudes de trabalhos de Francis Bacon é tão fácil quanto desmascarar as mesmas. Por exemplo, a página do Calvin College, Christian Classics Ethereal Library, disponibilizou por longo período a cópia de uma pretensa obra póstuma; The Fearful Estate of Francis Spira by Nathaniel Bacon (Londres, 06/01/1638). Nesta ficção curiosa Spira – o protagonista melancólico – nega crer que os pecados são redimidos com o sangue de Cristo e pede aos religiosos que lhe assediam: “Left miserable mortals should be swallowed up with the greatness of their willfully with my hands pulled down this vampire”… Ora, o que o termo ‘vampire’ esta fazendo numa publicação de 1638 se o vernáculo vampyr só tomou esta forma em inglês e francês no ano de 1732?&lt;br /&gt;
[12] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 85.&lt;br /&gt;
[13] LEWIS, H. Spenser. Op. Cit., p 78-79.&lt;br /&gt;
[14] CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico. São Paulo. Madras, 1995, p. 345.&lt;br /&gt;
[15] PAPUS (Dr. Gerard Encause). O Que Deve Saber um Mestre Maçom. Trd. J. Gervásio de Figueiredo 33º. São Paulo, Pensamento, p 85-86.&lt;br /&gt;
[16] PAPUS (Dr. Gerard Encause). Op. Cit, p 90.&lt;br /&gt;
[17] GRANDE LOJA DE MINAS GERAIS. Ritual do Grau de Mestre-Maçon (GR .’. 3). Belo Horizonte, Littera Maciel, 1976, p. 9.&lt;br /&gt;
[18] CARLES, Jacques e GRANGER, Michael. Alquimia: Superciência Extraterrestre? Trd. Hélio Pinheiro Carneiro. Rio de Janeiro, Eldorado, 1973, p 166.&lt;br /&gt;
[19] Marques, A. H. de Oliveira. Dicionário de Maçonaria Portuguesa. Vol. II. J-Z. Lisboa, Editorial Delta, 1986, coluna 1263.&lt;br /&gt;
[20] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. A Cruz e a Rosa. São Paulo, Madras, 1994, p 43.&lt;br /&gt;
[21] LEADBEATER, C. W. A Vida Oculta na Maçonaria. Trd. Gervásio de Figueiredo 30º. São Paulo, Pensamento, 1964, p 229.&lt;br /&gt;
[22] CASTELLANI, José e FERREIRA, Cláudio R. Buono. Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito do 19º a 33º. São Paulo, Madras, 1997, p 13.&lt;br /&gt;
[23] LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Trd. Mario Krauss e Vera Barkow. São Paulo, Martins Fontes, 1997, p 534.&lt;br /&gt;
[24] GODOY, A. C. &amp;amp; DELLAMONICA, J. Op. Cit, p 41.&lt;br /&gt;
[25] EBRAM, José. A Águia Bicéfala Sobre o Altar. São Paulo, Madras, 1996, p 58.&lt;br /&gt;
[26] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 47.&lt;br /&gt;
[27] LEWIS, H. Spenser. Perguntas e Respostas Rosacruzes. Curituba, Ordem Rosacruz AMORC – Grande loja do Brasil, Maio de 1983, p 92.&lt;br /&gt;
[28] LEVI, Eliphas. História da Magia. Trd. Rosabis Camaysar. São Paulo, Pensamento, 1995, p 277.&lt;br /&gt;
[29] A Rosa-Cruz cabalística sobreviveu às mortes, não só do seu fundador, mas da de muitos dos seus dirigentes, como por exemplo o poeta Edouard Dubus, viciado em morfina que morreu em um urinário público enquanto estava se drogando. Durante muitos anos a ordem esteve dirigida por Papus, que estabeleceu um ramo na Rússia e foi um dos ocultistas que influiriam no último czar. Papus faleceu em 1916 e com sua morte a ordem se separou em várias facções rivais, algumas das quais ainda mantém uma existência precária.&lt;br /&gt;
[30] Esta igreja teve sua origem na Obra da Misericórdia, fundada em 1840 por Vintras, que tinha instituído em Tilly um oratório onde celebrava a Missa Provitimal de Maria; rito de sua própria invenção onde ocorriam numerosos prodígios. Os discípulos de Vintras viam, ou pelo menos pensavam ver, cálices vazios que se enchiam de sangue até transbordar e símbolos sangrentos que apareciam na Hóstia. A Obra de Misericórdia, que começava já a ser conhecida como igreja do Carmo, foi condenada oficialmente pelo papa em 1848.&lt;br /&gt;
[31] KING, Francis. Magia. Trd. Traduções e Serviços, S.L. Madrid, Ediciones Del Prado, agosto 1996, p 22.&lt;br /&gt;
[32] KING, Francis. Op. Cit, p 22.&lt;br /&gt;
[33] ‘CASSIEL’. Encyclopedia of Black Magic. New York, Mailland Press, 1990, p 39.&lt;br /&gt;
[34] VÁRIOS. Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. Vol 2. São Paulo, Editora Três, 1973, p 315-320.&lt;br /&gt;
[35] Espécie de degrau evolutivo interno da G.D. também chamado Order of the Rose of Ruby and the Cross of Gold (R.R. et A.C.).&lt;br /&gt;
[36] Coroner: Posto jurídico que acumula as funções de médico legista e juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo eventualmente haver intervenção da justiça e da polícia. (Um desses veredictos foi célebre no século XIX; o júri concluíra que um desconhecido encontrado morto num parque londrino havia sido assassinado “por pessoas ou coisas desconhecidas”).&lt;br /&gt;
[37] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 91-92.&lt;br /&gt;
[38] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. O Despertar dos Mágicos. Trd. Gina de Freitas. São Paulo, Difel, 1974, p. 241-242.&lt;br /&gt;
[39] PAUWELS, Louis e BERGIER, Jacques. Op Cit., p. 241.&lt;br /&gt;
[40] STOKER, Bram. O Monstro Branco. Trd. João Evangelista Franco. São Paulo, Global, p 7-12.&lt;br /&gt;
[41] WIDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Trd. Ed. Nova Aguiar. São Paulo, Abril, 1980, p 54.&lt;br /&gt;
[42] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 44.&lt;br /&gt;
[43] GRANT, Kenneth. Renascer da Magia. São Paulo, 1999. Madras, pp 153-166.&lt;br /&gt;
[44] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[45] WILSON, Colin. O Oculto. Vol 2. Trd. Aldo Bocchini Netto. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1991, p 30.&lt;br /&gt;
[46] BERGIER, Jacques. Os Livros Malditos. Trd. Rachel de Andrade. São Paulo, Hemus, p 96-97.&lt;br /&gt;
[47] TIME-LIFE BOOKS. Seitas Secretas. Rio de Janeiro, Abril Livros, 1992, p 117.&lt;br /&gt;
[48] Os Rosa-Cruzes. Homem Mito e Magia, fascículo 16. São Paulo, Três, 1973, p. 320.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=En_Sof&amp;diff=9413</id>
		<title>En Sof</title>
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		<updated>2011-01-04T04:45:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Não falamos ainda em nosso Programa de [[En Sof]], (ainda que o tenhamos citado de passagem) pois nos interessava apresentar primeiro o modelo da [[Árvore da Vida]] e trabalhar com ele, para que o estudante se familiarizasse com sua estrutura e ao mesmo tempo jogasse com as diferentes relações a que dá lugar, o mesmo que com as letras e com outras imagens propriamente cabalísticas. Queremos recordar que este modelo da Árvore corresponde exatamente a [[Adam Kadmon]], o homem total, e nos referimos primeiro a ele para tratar de entender certas proporções que nos levarão à idéia do que é En Sof para os cabalistas. Estamos falando de suas medidas, chamadas em hebraico [[Shiur Koma]], pois a [[Cabala]] identifica a Adam Kadmon com o cosmos. A “altura dos calcanhares deste ser é de trinta milhões de parasangas”, afirma-se laconicamente. Mas depois se explica que “uma parasangae do Criador tem três milhas, uma milha tem dez mil metros e um metro três empans, e um empan contém o mundo inteiro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem dúvida estas medidas abarcam todas as possibilidades do Universo, quaisquer que estas sejam. No entanto a idéia de En Sof supera, se assim pode se dizer, todas estas possibilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se verá, sua posição é supra-cósmica, chama-se-lhe o [[Antigo dos Antigos]] (Deus Ignotu). Não pode ser nem sequer imaginado pelo homem. Expressa-se através do cosmos, do homem celestial, do criador, que mal é um ponto residual de seu nada infinito. A palavra [[Ayin]] (Nada), utilizada às vezes pelos cabalistas e pelo [[Zohar]] como idêntica a En Sof, entranha uma idéia de vazio absoluto. Mas este nada e este vazio não são “algo” no sentido da expressão moderna, a saber: algo que possa ser percebido ou se expresse como uma negação de outra coisa. Na verdade, En Sof não é nada do que pudesse ser algo, tal a Majestade Imensurável desta doutrina cabalística. Pelo que as três primeiras sefiroth correspondem à [[Triunidade dos Princípios do Ser Universal]], e portanto também as do ser individual. Correspondem-se com os princípios celestes que, por sua vez, geram os terrestres, tal qual no simbolismo construtivo a cúpula e a base do templo. Trata-se da natureza de Deus, se convém utilizar esta forma de dizer, que se sintetiza na Unidade, à qual Deus se assemelha. Estes estados são supra-individuais e estão assinalados no diagrama da [[Árvore da Vida]] como supra-cósmicos, já que estão por cima das sefiroth de “construção” (cósmica). No entanto, ainda se encontram determinados pela numeração que se lhes atribui, começando pela Unidade. Efetivamente, a Unidade é a síntese onde se pode encontrar a essência e o sentido da totalidade da Criação; mas ao mesmo tempo esta assunção do Si (chamado também Bem e Só) é, por sua vez, o único meio de passagem a outros “espaços”, estes sim, autênticos e verdadeiramente supra-individuais e supra-cósmicos (metafísicos), claramente assinalados na Cabala com o nome de En Sof, equivalentes ao Não-Ser, dos quais não se fala, já que por definição são inefáveis. Também esta simbolização de uma sucessão de graus de Conhecimento se acha implícita na própria planta do edifício do Templo, por meio da porta, do labirinto, do altar e do sancta-sanctorum, que delimitam zonas simbólicas específicas que se articulam, do menor ao maior, no percurso iniciático que a construção propõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=En_Sof&amp;diff=8703</id>
		<title>En Sof</title>
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		<updated>2010-12-09T20:18:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Não falamos ainda em nosso Programa de En Sof, (ainda que o tenhamos citado de passagem) pois nos interessava apresentar primeiro o modelo da Árvore da Vida e trabalhar…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Não falamos ainda em nosso Programa de [[En Sof]], (ainda que o tenhamos citado de passagem) pois nos interessava apresentar primeiro o modelo da [[Árvore da Vida]] e trabalhar com ele, para que o estudante se familiarizasse com sua estrutura e ao mesmo tempo jogasse com as diferentes relações a que dá lugar, o mesmo que com as letras e com outras imagens propriamente cabalísticas. Queremos recordar que este modelo da Árvore corresponde exatamente a Adam Kadmon, o homem total, e nos referimos primeiro a ele para tratar de entender certas proporções que nos levarão à idéia do que é En Sof para os cabalistas. Estamos falando de suas medidas, chamadas em hebraico Shiur Koma, pois a Cabala identifica a Adam Kadmon com o cosmos. A “altura dos calcanhares deste ser é de trinta milhões de parasangas”, afirma-se laconicamente. Mas depois se explica que “uma parasangae do Criador tem três milhas, uma milha tem dez mil metros e um metro três empans, e um empan contém o mundo inteiro”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem dúvida estas medidas abarcam todas as possibilidades do Universo, quaisquer que estas sejam. No entanto a idéia de En Sof supera, se assim pode se dizer, todas estas possibilidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se verá, sua posição é supra-cósmica, chama-se-lhe o Antigo dos Antigos (Deus Ignotu). Não pode ser nem sequer imaginado pelo homem. Expressa-se através do cosmos, do homem celestial, do criador, que mal é um ponto residual de seu nada infinito. A palavra Ayin (Nada), utilizada às vezes pelos cabalistas e pelo Zohar como idêntica a En Sof, entranha uma idéia de vazio absoluto. Mas este nada e este vazio não são “algo” no sentido da expressão moderna, a saber: algo que possa ser percebido ou se expresse como uma negação de outra coisa. Na verdade, En Sof não é nada do que pudesse ser algo, tal a Majestade Imensurável desta doutrina cabalística. Pelo que as três primeiras sefiroth correspondem à Triunidade dos Princípios do Ser Universal, e portanto também as do ser individual. Correspondem-se com os princípios celestes que, por sua vez, geram os terrestres, tal qual no simbolismo construtivo a cúpula e a base do templo. Trata-se da natureza de Deus, se convém utilizar esta forma de dizer, que se sintetiza na Unidade, à qual Deus se assemelha. Estes estados são supra-individuais e estão assinalados no diagrama da Árvore da Vida como supra-cósmicos, já que estão por cima das sefiroth de “construção” (cósmica). No entanto, ainda se encontram determinados pela numeração que se lhes atribui, começando pela Unidade. Efetivamente, a Unidade é a síntese onde se pode encontrar a essência e o sentido da totalidade da Criação; mas ao mesmo tempo esta assunção do Si (chamado também Bem e Só) é, por sua vez, o único meio de passagem a outros “espaços”, estes sim, autênticos e verdadeiramente supra-individuais e supra-cósmicos (metafísicos), claramente assinalados na Cabala com o nome de En Sof, equivalentes ao Não-Ser, dos quais não se fala, já que por definição são inefáveis. Também esta simbolização de uma sucessão de graus de Conhecimento se acha implícita na própria planta do edifício do Templo, por meio da porta, do labirinto, do altar e do sancta-sanctorum, que delimitam zonas simbólicas específicas que se articulam, do menor ao maior, no percurso iniciático que a construção propõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Rito&amp;diff=8617</id>
		<title>O Rito</title>
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		<updated>2010-12-06T13:18:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;Em diversas ocasiões falamos do rito como um componente básico do conhecimento simbólico e, portanto, da própria vida, que na indefinida variedade de suas formas sempre passa…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Em diversas ocasiões falamos do rito como um componente básico do conhecimento simbólico e, portanto, da própria vida, que na indefinida variedade de suas formas sempre passageiras é a permanente reiteração de uma ordem arquetípica invariável e eterna. Precisamente a palavra rito, que procede do latim ritus, o que por sua vez deriva do sânscrito rita (raiz rt), não significa outra coisa do que “ordem”. Em verdade o rito é o próprio símbolo em ação, pelo que sua reiteração constante em todos os atos de nossa vida vai permitindo que o gradual entendimento das idéias -veiculadas pelos símbolos–, acabem finalmente por incorporar-se em todo nosso ser, balizando assim o processo que nos conduz ao Conhecimento. Por isso quando falamos de ritos, não nos estamos referindo a cerimônias “mágicas”, civis ou religiosas. Os ritos iniciáticos de determinadas tradições ainda estão vivos, ainda que seja difícil o acesso a eles. Algumas religiões ou instituições tradicionais conservam os símbolos –e mesmo os ritos–, mas estes carecem de todo conteúdo verdadeiro e estão como vazios, sendo desconhecidos sua essência e esoterismo, ou seja, sua realidade e significação. Para a [[Tradição Hermética]] são ritos os estudos efetuados a partir de modelos Herméticos, a concentração que isso implica, a meditação que promove, as práticas que efetivam a visão e o imaginário, a oração incessante do coração como invocação permanente, a contemplação que produzem a beleza e a harmonia da natureza e do Cosmo, e os trabalhos auxiliares encaminhados à conquista do Conhecimento. Neste particular, queremos trazer à memória que há uma identidade entre o ser e o conhecimento. O homem é o que conhece. Que outra coisa poderia ser senão a soma de si mesmo? Ser é conhecer. A saber: que sendo o que conhecemos, a reiteração constante do rito, que sustenta o conhecimento de outras realidades, mundos ou planos do Ser Universal, é uma garantia quanto à identificação com esse Ser e seu conhecimento, através de um caminho hierarquizado, povoado de espíritos, deuses, cores e energias mediadoras. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Aspecta%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=7282</id>
		<title>Aspectações</title>
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		<updated>2010-11-21T21:21:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Blanked the page&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Aspecta%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=7281</id>
		<title>Aspectações</title>
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		<updated>2010-11-21T21:10:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECT [[Aspectos Astrológicos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para realizar os cálculos astrológicos, além de observar as influências que exercem os planetas nos distintos signos zodiacais, é importante também tomar em conta as relações que eles têm entre si, segundo as distâncias em que se encontrem uns dos outros. Isto determina o que se chamam os “aspectos”, entre os quais se destacam os seguintes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– [[Conjunção]]: dois planetas estão em “conjunção”, quando se encontram juntos, no mesmo grau de longitude na eclíptica. Em geral se considera uma influência construtiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– [[Oposição]]: quando estão separados 180º, dividindo o círculo pela metade, o aspecto é inverso ao da “conjunção” e se chama “oposição”, aspecto que em geral se considera “maléfico”, produtivo de fricção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– [[Trígono]]: este aspecto é o que produzem dois planetas separados entre si por 120º, (dividindo ao círculo em três partes, os dois planetas ocupam duas destas partes). Considera-se como o mais favorável de todos e junta dois planetas em signos que correspondem ao mesmo elemento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– [[Quadratura]]: se a separação entre ambos os planetas é de 90º, diz-se que estão fazendo quadratura, aspecto que se julga como o mais desfavorável, ainda que muitas vezes se trata nada mais que de uma prova severa cuja superação se faz necessária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– [[Sextil]]: é o aspecto que se produz quando estão separados 60º, considerado “benéfico”, gerador de atividade e mudanças. Os planetas, neste caso, se encontram em signos harmônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– [[Quincúncio]]: a 150º de separação se produz este aspecto, considerado em geral inconexo e contraditório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também outros aspectos de menor importância, que evitamos mencionar no momento. As distâncias que se dão aqui indicam o aspecto em seu ponto exato e ideal. A influência pode produzir-se ainda que as distâncias difiram um pouco da indicada (às vezes até 5 e 10 graus de diferença). Deve-se entender que as qualificações que se outorgam aos distintos aspectos, de “benéfico” ou “maléfico”, são-no de maneira geral, e que para determiná-los precisamente é necessário observar o mapa zodiacal em conjunto Um aspecto “maléfico” pode redundar em “benefícios” e vice-versa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Astrologia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Aspecta%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=7280</id>
		<title>Aspectações</title>
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		<updated>2010-11-21T21:06:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECT [[Aspectos Astrológicos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para realizar os cálculos astrológicos, além de observar as influências que exercem os planetas nos distintos signos zodiacais, é importante também tomar em conta as relações que eles têm entre si, segundo as distâncias em que se encontrem uns dos outros. Isto determina o que se chamam os “aspectos”, entre os quais se destacam os seguintes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Conjunção: dois planetas estão em “conjunção”, quando se encontram juntos, no mesmo grau de longitude na eclíptica. Em geral se considera uma influência construtiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Oposição: quando estão separados 180º, dividindo o círculo pela metade, o aspecto é inverso ao da “conjunção” e se chama “oposição”, aspecto que em geral se considera “maléfico”, produtivo de fricção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Trígono: este aspecto é o que produzem dois planetas separados entre si por 120º, (dividindo ao círculo em três partes, os dois planetas ocupam duas destas partes). Considera-se como o mais favorável de todos e junta dois planetas em signos que correspondem ao mesmo elemento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Quadratura: se a separação entre ambos os planetas é de 90º, diz-se que estão fazendo quadratura, aspecto que se julga como o mais desfavorável, ainda que muitas vezes se trata nada mais que de uma prova severa cuja superação se faz necessária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Sextil: é o aspecto que se produz quando estão separados 60º, considerado “benéfico”, gerador de atividade e mudanças. Os planetas, neste caso, se encontram em signos harmônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Quincúncio: a 150º de separação se produz este aspecto, considerado em geral inconexo e contraditório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também outros aspectos de menor importância, que evitamos mencionar no momento. As distâncias que se dão aqui indicam o aspecto em seu ponto exato e ideal. A influência pode produzir-se ainda que as distâncias difiram um pouco da indicada (às vezes até 5 e 10 graus de diferença). Deve-se entender que as qualificações que se outorgam aos distintos aspectos, de “benéfico” ou “maléfico”, são-no de maneira geral, e que para determiná-los precisamente é necessário observar o mapa zodiacal em conjunto Um aspecto “maléfico” pode redundar em “benefícios” e vice-versa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Astrologia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=As_Peregrina%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=7279</id>
		<title>As Peregrinações</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=As_Peregrina%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=7279"/>
		<updated>2010-11-21T20:32:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A aventura do Conhecimento se descreve muitas vezes como uma viagem ou peregrinação. “Uma viagem de mil milhas começa ante teus pés”. Essencialmente, a peregrinação se relaciona com a busca do [[Centro do Mundo]], onde se estabelece a comunicação interna com os estados superiores do próprio ser. Trata-se de atingir a [[Pátria Celeste]], que é a verdadeira morada do homem, pois, como mencionam diversas tradições, o homem é um estrangeiro nesta terra. A palavra “peregrino” não quer dizer senão isso: estrangeiro. “Vós não sois deste mundo”. Assim, desde que intuímos que não somos “daqui”, a própria vida, com seus avatares, suas lutas, suas paixões, luzes e sombras, converte-se num símbolo exemplar dessa busca interior. A partir desse momento qualquer acontecimento revelará sempre algo, tornar-se-á significativo e simbólico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais concretamente, as denominadas peregrinações aos lugares santos ou sagrados, consideram-se como as etapas do processo iniciático, vinculado à idéia de labirinto e de “perder-se para se encontrar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também as provas simbólicas da [[Iniciação]] se denominam “viagens” em que, além da influência espiritual que transmitem, são psico-dramatizadas ritualmente as inibições e tendências negativas do ego, esgotando-as ao emergir para o exterior. Apesar de suas múltiplas dificuldades, o peregrino, em sua viagem interna e externa, percorre um caminho arquetípico, aonde o símbolo é vivido (ritualizado) e se lhe revela com toda a potência de sua energia ordenadora, permitindo-lhe conhecer simultaneamente a realidade de um tempo mítico, no que o prodigioso se faz coetâneo com a realidade horizontal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo se dá na “roda da vida”, espelho e receptáculo das energias do Cosmo, que o peregrino, efetivamente, tem que reconhecer em si mesmo para chegar ao centro ou coração imóvel da roda, ali onde se produz a identificação com o Universal e o retorno a sua verdadeira origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Ateus_lucram_em_cima_da_cren%C3%A7a_alheia_nos_EUA&amp;diff=7278</id>
		<title>Ateus lucram em cima da crença alheia nos EUA</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Ateus_lucram_em_cima_da_cren%C3%A7a_alheia_nos_EUA&amp;diff=7278"/>
		<updated>2010-11-21T20:17:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Lá se vai aquele falso verniz de “honestidade intelectual” que os ateus tanto pregam…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um grupo de ateus nos Estados Unidos criou um serviço ideal para religiosos que acreditam no arrebatamento: eles se oferecem para cuidar dos bichos de estimação dos religiosos em troca de uma pequena taxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os ateus registrados no site Eternal Earth-Bound Pets são pecadores e blasfemos confessos, garantindo que serão deixados para trás quando os escolhidos forem selecionados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O modelo de negócio é uma tentativa de lucrar às custas da crença — espalhada entre os cristãos americanos — de que os pios serão carregados ao paraíso por Deus em um arrebatamento repentino, deixando descrentes para sobreviver a sete anos no reino do anti-Cristo na Terra,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Você dedicou sua vida a [[Jesus]]. Você sabe que será salvo. Mas quando o arrebatamento vier, o que acontecerá com seus amados bichos de estimação que serão deixados para trás?”, pergunta o site do grupo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Eternal Earth-Bound Pets tira esse peso da sua consciência.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por 110 dólares, a firma promete cuidar pela vida toda de quase todos os bichos de estimação domésticos se seus donos forem transportados para o paraíso dentro dos próximos dez anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A oferta pode soar forçada ou até mesmo provocativa, mas o grupo insiste que não é brincadeira. Ele alega que possui uma rede de ateus amantes de animais espalhados por 20 estados para garantir velocidade e cuidado animal no local quando o arrebatamento ocorrer, e estabeleceu uma conta no Paypal para receber assinaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os fundadores também garantem aos crentes que seus animais irão desfrutar de uma excelente qualidade de vida: “Todos os animais viverão em casas amáveis, não em um canil ou oficina de animais.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E enquanto a companhia promete que todos os ateus cuidadores sejam pessoas morais com ficha criminal limpa, afirma que eles não são tão santos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Cada um de nossos representantes afirmou para nós por escrito que eles são ateus, não acreditam em Deus nem em Jesus, e que eles blasfemaram de acordo com Marcos 3:29, negando qualquer chance de salvação”, afirma o website.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas os consumidores em potencial são advertidos a lerem os termos e condições antes de abrir mão de US$ 110,00; se o assunante perder sua fé ou não for arrebatado em 10 anos, eles não poderão receber um reembolso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tradução de Telegraph.co.uk&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=As_Peregrina%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=7277</id>
		<title>As Peregrinações</title>
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		<updated>2010-11-21T20:11:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;A aventura do Conhecimento se descreve muitas vezes como uma viagem ou peregrinação. “Uma viagem de mil milhas começa ante teus pés”. Essencialmente, a peregrinação se …&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A aventura do Conhecimento se descreve muitas vezes como uma viagem ou peregrinação. “Uma viagem de mil milhas começa ante teus pés”. Essencialmente, a peregrinação se relaciona com a busca do [[Centro do Mundo]], onde se estabelece a comunicação interna com os estados superiores do próprio ser. Trata-se de atingir a [[Pátria Celeste]], que é a verdadeira morada do homem, pois, como mencionam diversas tradições, o homem é um estrangeiro nesta terra. A palavra “peregrino” não quer dizer senão isso: estrangeiro. “Vós não sois deste mundo”. Assim, desde que intuímos que não somos “daqui”, a própria vida, com seus avatares, suas lutas, suas paixões, luzes e sombras, converte-se num símbolo exemplar dessa busca interior. A partir desse momento qualquer acontecimento revelará sempre algo, tornar-se-á significativo e simbólico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais concretamente, as denominadas peregrinações aos lugares santos ou sagrados, consideram-se como as etapas do processo iniciático, vinculado à idéia de labirinto e de “perder-se para se encontrar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também as provas simbólicas da [[Iniciação]] se denominam “viagens” em que, além da influência espiritual que transmitem, são psico-dramatizadas ritualmente as inibições e tendências negativas do ego, esgotando-as ao emergir para o exterior. Apesar de suas múltiplas dificuldades, o peregrino, em sua viagem interna e externa, percorre um caminho arquetípico, aonde o símbolo é vivido (ritualizado) e se lhe revela com toda a potência de sua energia ordenadora, permitindo-lhe conhecer simultaneamente a realidade de um tempo mítico, no que o prodigioso se faz coetâneo com a realidade horizontal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo se dá na “roda da vida”, espelho e receptáculo das energias do Cosmo, que o peregrino, efetivamente, tem que reconhecer em si mesmo para chegar ao centro ou coração imóvel da roda, ali onde se produz a identificação com o Universal e o retorno a sua verdadeira origem.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
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		<title>File:012-peixes.jpg</title>
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		<updated>2010-11-21T18:22:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Signo de Peixes</title>
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		<updated>2010-11-21T18:21:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:012-peixes.jpeg]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
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		<title>Signo de Peixes</title>
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		<updated>2010-11-21T18:17:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Birimbeto: Created page with &amp;#039;File:http://twitpic.com/38xmnn&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:http://twitpic.com/38xmnn]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Birimbeto</name></author>
	</entry>
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