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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Papa_Clemente_VI&amp;diff=9259</id>
		<title>Papa Clemente VI</title>
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		<updated>2010-12-22T19:15:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;Papa Clemente VI Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa  Clemente VI, O.S.B. 199º papa    Nome de nascimento Pierre Roger  Nascimento Rosiers-d…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Clemente VI&lt;br /&gt;
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa &lt;br /&gt;
Clemente VI, O.S.B.&lt;br /&gt;
199º papa &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nome de nascimento Pierre Roger &lt;br /&gt;
Nascimento Rosiers-d&#039;Égletons, França,&lt;br /&gt;
1291 &lt;br /&gt;
Eleição 7 de Maio de 1342 &lt;br /&gt;
Fim do pontificado 6 de Dezembro de 1352 &lt;br /&gt;
Antecessor Bento XII &lt;br /&gt;
Sucessor Inocêncio VI &lt;br /&gt;
Listas dos papas: cronológica · alfabética &lt;br /&gt;
ver &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clemente VI nascido Pierre Roger, O.S.B., (1291- 6 de Dezembro de 1352) foi Papa (o quarto do Papado de Avinhão) e teve o seu pontificado de 7 de Maio de 1342 ate a data da sua morte. Era Monge Beneditino&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tal como seus antecessores, eram dedicados às causas francesas. Em 1347 canonizou Santo Ivo (1253 - 1293), patrono dos advogados, procuradores, juízes, juristas, notários, órfãos e abandonados. A 20 de Outubro de 1349 proibiu os flagelantes, uma seita da zona do Reno que emergiu na altura da Peste Negra. Sobreviveu a esta epidemia, primeiro seguindo os conselhos dos seus médicos de se rodear de piras, e depois retirando-se para o campo, perto de Avinhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escreveu a bula &#039;Unigenitus&#039; (27 de Janeiro de 1343), para justificar o poder papal e a venda de indulgências. Este documento foi usado na defesa da venda de indulgências muitos anos depois, quando Martinho Lutero afixou as suas 95 teses em Wittenberg, em 1517.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precedido por&lt;br /&gt;
Bento XII &lt;br /&gt;
Papa&lt;br /&gt;
199.º Sucedido por&lt;br /&gt;
Inocêncio VI&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Papa Benedito XII</title>
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		<updated>2010-12-22T19:14:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;Papa Bento XII  Bento XII, O.Cist. 198º papa   Nome de nascimento Jacques Fournier  Nascimento Saverdun, França,1255  Eleição 20 de Dezembro de 1334  Fim do pontificado 25 de…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Bento XII&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bento XII, O.Cist.&lt;br /&gt;
198º papa &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nome de nascimento Jacques Fournier &lt;br /&gt;
Nascimento Saverdun, França,1255 &lt;br /&gt;
Eleição 20 de Dezembro de 1334 &lt;br /&gt;
Fim do pontificado 25 de Abril de 1342 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Papa Bento XII]], nascido Jacques Fournier OCist - (1280 – 25 de Abril de 1342), foi Papa de 22 de Dezembro de 1334 até à data da sua morte. Era Monge Cistercienses. Foi eleito cardeal devido às suas lutas contra contra as heresias, o nepotismo e a simonia. É autor da bula &amp;quot;Benedictus Deus&amp;quot;, de 1336, considerado um documento &amp;quot;ex-cathedra&amp;quot;, ou seja, infalível. Bento XII é um dos papas de Avinhão, onde está enterrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Brasão==&lt;br /&gt;
Descrição: Escudo eclesiástico: De argente com bordadura de goles. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.&lt;br /&gt;
Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. A bordadura de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves &amp;quot;decussadas&amp;quot;, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: &amp;quot;Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu&amp;quot; (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. Foi este papa que, em 1342, acrescentou à tiara papal sua terceira coroa que representa o Magistério, uma vez que a primeira coroa já representava a Jurisdição (o poder régio ou temporal) e a segunda a Ordem (o poder espiritual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linha==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precedido por [[Papa João XXII]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucedido por [[Papa Clemente VI]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Papa João XXII</title>
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		<updated>2010-12-22T19:11:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* Linha */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Papa João XXII==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João XXII&lt;br /&gt;
197º papa &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nome de nascimento Jacques d&#039;Euse &lt;br /&gt;
Nascimento Cahors, França,&lt;br /&gt;
1249 &lt;br /&gt;
Eleição 7 de setembro de 1316 &lt;br /&gt;
Fim do pontificado 4 de dezembro de 1334 &lt;br /&gt;
Antecessor Clemente V &lt;br /&gt;
Sucessor Bento XII &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Papa João XXII, nascido Jacques d&#039;Euse (Cahors, 1249 — Avinhão, 4 de dezembro de 1334), era o filho de um sapateiro em Cahors. Estudou Medicina em Montpellier e Direito em Paris.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O período de dois anos de sede vacante entre a morte de [[Papa Clemente V]] em 1314 e a eleição de [[Papa João XXII]] em 1316 deveu-se às desavenças extremas entre os cardeais, os quais estavam divididos em duas facções. Depois de dois anos, [[Filipe V]] de França finalmente articulou a realização de um conclave com vinte e três cardeais em Lyon e, através de um engodo, prendeu os cardeais em uma igreja até que a eleição estivesse concluída. Os cardeais então elegeram-no como Papa, sendo coroado em Lyon. Este Papa decidiu que a residência papal seria em Avinhão e não em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Papa João XXII]] envolveu-se em movimentos políticos e religiosos de muitos países europeus, com o objetivo de promover os interesses da Igreja, tornando-se um Papa muito controverso em seu tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da eleição de João XXII, decorreu uma disputa pela coroa imperial entre [[Luís IV]] da Baviera e seu oponente [[Frederico I]] da Áustria. João XXII foi neutro a princípio, mas em 1323, quando [[Luís IV]] venceu a disputa e tornou-se o Santo Imperador Romano, os partidos Guelfo (papal) e Gibelino (imperial) iniciaram uma disputa muito séria. Esta foi parcialmente causada pelas aclamações extremas da autoridade de João XXII sobre o Império e parcialmente pelo apoio por Luís IV aos Franciscanos espirituais, os quais João XXII havia condenado por sua insistência na pobreza evangélica. Luís IV tinha assistência de [[Marsilius de Pádua]], e mais tarde do monge britânico [[William de Ockham]]. Luís IV invadiu a Itália, entrou em Roma e designou [[Pietro Rainalducci]] como o [[Antipapa Nicolau V]], em 1328. O projeto foi um fiasco, e a superioridade dos Gelfos em Roma foi mais tarde restaurada. Ainda assim, Luís IV tinha silenciado as aclamações de autoridade do Papa, e este permaneceu o restante de sua vida em Avinhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi um excelente administrador e fez uma reorganização muito eficiente da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências culturais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Papa João XXII]] é severamente criticado no livro O Nome da Rosa, de Umberto Eco, retratado pela personagem principal [[Guilherme de Baskerville]] e pelos frades menores como um herege sagaz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linha==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precedido por [[Papa Clemente V]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucedido por [[Papa Benedito XII]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Papa João XXII==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João XXII&lt;br /&gt;
197º papa &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nome de nascimento Jacques d&#039;Euse &lt;br /&gt;
Nascimento Cahors, França,&lt;br /&gt;
1249 &lt;br /&gt;
Eleição 7 de setembro de 1316 &lt;br /&gt;
Fim do pontificado 4 de dezembro de 1334 &lt;br /&gt;
Antecessor Clemente V &lt;br /&gt;
Sucessor Bento XII &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Papa João XXII, nascido Jacques d&#039;Euse (Cahors, 1249 — Avinhão, 4 de dezembro de 1334), era o filho de um sapateiro em Cahors. Estudou Medicina em Montpellier e Direito em Paris.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O período de dois anos de sede vacante entre a morte de [[Papa Clemente V]] em 1314 e a eleição de [[Papa João XXII]] em 1316 deveu-se às desavenças extremas entre os cardeais, os quais estavam divididos em duas facções. Depois de dois anos, [[Filipe V]] de França finalmente articulou a realização de um conclave com vinte e três cardeais em Lyon e, através de um engodo, prendeu os cardeais em uma igreja até que a eleição estivesse concluída. Os cardeais então elegeram-no como Papa, sendo coroado em Lyon. Este Papa decidiu que a residência papal seria em Avinhão e não em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Papa João XXII]] envolveu-se em movimentos políticos e religiosos de muitos países europeus, com o objetivo de promover os interesses da Igreja, tornando-se um Papa muito controverso em seu tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da eleição de João XXII, decorreu uma disputa pela coroa imperial entre [[Luís IV]] da Baviera e seu oponente [[Frederico I]] da Áustria. João XXII foi neutro a princípio, mas em 1323, quando [[Luís IV]] venceu a disputa e tornou-se o Santo Imperador Romano, os partidos Guelfo (papal) e Gibelino (imperial) iniciaram uma disputa muito séria. Esta foi parcialmente causada pelas aclamações extremas da autoridade de João XXII sobre o Império e parcialmente pelo apoio por Luís IV aos Franciscanos espirituais, os quais João XXII havia condenado por sua insistência na pobreza evangélica. Luís IV tinha assistência de [[Marsilius de Pádua]], e mais tarde do monge britânico [[William de Ockham]]. Luís IV invadiu a Itália, entrou em Roma e designou [[Pietro Rainalducci]] como o [[Antipapa Nicolau V]], em 1328. O projeto foi um fiasco, e a superioridade dos Gelfos em Roma foi mais tarde restaurada. Ainda assim, Luís IV tinha silenciado as aclamações de autoridade do Papa, e este permaneceu o restante de sua vida em Avinhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi um excelente administrador e fez uma reorganização muito eficiente da Igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências culturais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Papa João XXII]] é severamente criticado no livro O Nome da Rosa, de Umberto Eco, retratado pela personagem principal [[Guilherme de Baskerville]] e pelos frades menores como um herege sagaz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linha==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precedido por [[Papa Clemente V]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucedido por [[Papa Bento XII]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Papa Benedito XI</title>
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		<updated>2010-12-22T19:03:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* Linha */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Papa Benedito XI&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Beato Bento XI, O.P.&lt;br /&gt;
195º papa &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nome de nascimento Nicola Boccasini &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascimento Treviso, Itália,1240&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eleição 22 de Outubro de 1303 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fim do pontificado 7 de Julho de 1304 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Benedito XI OP, nascido Nicola ou Niccolò Boccasini (Treviso, 1240 — Perúsia, 7 de Julho de 1304) foi Papa de 27 de Outubro de 1303 atá a data de sua morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vida religiosa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 14 anos de idade entrou na [[Ordem dos Pregadores]] em 1256 em Treviso, seguindo para Veneza e terminando os seus estudos em Milão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi eleito Provincial da Lombardia (1286-1289), cargo da qual dependia a [[Inquisição]] no norte de Itália. Como a cidade de Parma se havia sublevado contra o rigor de algum frade dominicano anterior, a Ordem tinha abandonado o convento local. Os bons esforços e capacidade diplomática de Fr. [[Nicolau Boccasini]] permitiram pacificar toda a região, regressando os frades a Parma em 1287.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma segunda vez provincial (1293-1296), até ter sido eleito (1296) Mestre Geral da sua Ordem, no Capítulo Geral de Estrasburgo. Em contraste com a dureza do seu antecessor [[Munio de Zamora]], o seu carácter conciliador levou-o a permitir que as igrejas da Ordem fossem ricamente ornamentadas, relaxando as regras originárias de rigorosa pobreza e simplicidade. Estando a [[Ordem dos Pregadores]] sob ataque dos [[Fraticelli]], preparou a defesa, com a nomeação de uma comissão encarregada de dar resposta a todas as críticas que eram apontadas aos dominicanos, quer no domínio religioso e político. Tornou-se um colaborador próximo do [[Papa Bonifácio VIII]], a quem sempre apoiou. Nomeado Cardeal de Santa Sabina, em 1298, foi igualmente investido do arcebispado de Ostia e de Velletri. Ainda que já cardeal, tenta que o seu sucessor na Ordem dos Pregadores seja [[Alberto de Chiavari]]. Solucionou a grave questão com o reino de França que enviou embaixadores a Roma para fazer as pazes com o Papa. Foi enviado em missão diplomática à Hungria. Retornado a Roma, assiste à revolta da família Colona, apoiada pelo rei de França contra o Papa, que foi preso e espancado e que vem a falecer em 11 de Outubro de 1303.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Papa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Niccola Boccasini]] foi eleito Papa, tomando o nome de Bento XI e desde logo procurou fazer a paz: retira a excomunhão à família Colona (o que incluía 2 cardeais), mas a oferta é recusada, originando vários tumultos populares, o que leva o Papa a abandonar Roma e a refugiar-se em Perugia. A sua actividade diplomática foi intensa, tendo aceite a vassalagem da Sérvia, e alcançou-se, por sua intermediação, a paz entre a Dinamarca e Alemanha. Obteve um acordo com Aragão regulando a posse da Córsega, Sicília e Sardenha, bem como alcança a paz entre Pádua e Veneza. Pelo contrário, apesar de ter enviado o Cardeal Nicolas Albertini de Prato a Florência, não conseguiu a pacificação entre as correntes laicas de «brancos» e «negros», e que envolvia directamente a Ordem dos Pregadores e os Franciscanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoeceu repentinamente a 29 de Junho de 1304 e faleceu 9 dias depois, a 7 de Julho. Devido ao clima político da época e à rapidez da sua morte, alegou-se desde cedo a hipótese de ter sido envenenado. O [[Papa Clemente XII]] declarou-o beato em 1736.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Festa litúrgica a 7 de Julho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linha==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precedido por [[Papa Bonifácio VIII]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucedido por [[Papa Clemente V]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Papa_Clemente_V&amp;diff=9254</id>
		<title>Papa Clemente V</title>
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		<updated>2010-12-22T19:02:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:Papa Clemente V.jpg|right|thumb]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clemente V, nascido Bertrand de Gouth (1264 - 20 de Abril de 1314) foi Papa entre Junho de 1305 e 1314. Eleito após um pacto selado com o então rei da França Felipe, o Belo, no qual o rei, com seu poder e influência o ajudaria a alcançar o papado se Bertrand retirasse a excomunhão da familia real, colocada pelo papa anterior e foi eleito após um longo conclave realizado em Perugia, onde se defrontaram os interesses dos cardeais italianos e franceses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu pontificado ficou marcado por duas coisas: pela mudança da Santa Sé de Roma para Avinhão em 1309, justificado pelos tumultos existentes em Itália, e pela destruição trágica da Ordem dos [[Cavaleiros Templários]] (ordem criada pela própria Igreja Católica), que defendiam e protegiam os cristãos pela Terra Santa. Clemente V foi forçado por Felipe à realizar uma investigação post mortem contra a memória do [[Papa Bonifácio VIII]], inimigo de Felipe, que forjou acusações, porém durante o Concílio de Vienne, que se reuniu em 1311, a ortodoxia e moralidade do papa morto foi confirmada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linha==&lt;br /&gt;
* Precedido por [[Papa Benedito XI]]&lt;br /&gt;
* Sucedido por [[Papa João XXII]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:1201-1300]]&lt;br /&gt;
[[category:Papas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Papa_Benedito_XI&amp;diff=9253</id>
		<title>Papa Benedito XI</title>
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		<updated>2010-12-22T18:59:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Papa Benedito XI&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Beato Bento XI, O.P.&lt;br /&gt;
195º papa &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nome de nascimento Nicola Boccasini &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascimento Treviso, Itália,1240&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eleição 22 de Outubro de 1303 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fim do pontificado 7 de Julho de 1304 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Benedito XI OP, nascido Nicola ou Niccolò Boccasini (Treviso, 1240 — Perúsia, 7 de Julho de 1304) foi Papa de 27 de Outubro de 1303 atá a data de sua morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vida religiosa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 14 anos de idade entrou na [[Ordem dos Pregadores]] em 1256 em Treviso, seguindo para Veneza e terminando os seus estudos em Milão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi eleito Provincial da Lombardia (1286-1289), cargo da qual dependia a [[Inquisição]] no norte de Itália. Como a cidade de Parma se havia sublevado contra o rigor de algum frade dominicano anterior, a Ordem tinha abandonado o convento local. Os bons esforços e capacidade diplomática de Fr. [[Nicolau Boccasini]] permitiram pacificar toda a região, regressando os frades a Parma em 1287.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma segunda vez provincial (1293-1296), até ter sido eleito (1296) Mestre Geral da sua Ordem, no Capítulo Geral de Estrasburgo. Em contraste com a dureza do seu antecessor [[Munio de Zamora]], o seu carácter conciliador levou-o a permitir que as igrejas da Ordem fossem ricamente ornamentadas, relaxando as regras originárias de rigorosa pobreza e simplicidade. Estando a [[Ordem dos Pregadores]] sob ataque dos [[Fraticelli]], preparou a defesa, com a nomeação de uma comissão encarregada de dar resposta a todas as críticas que eram apontadas aos dominicanos, quer no domínio religioso e político. Tornou-se um colaborador próximo do [[Papa Bonifácio VIII]], a quem sempre apoiou. Nomeado Cardeal de Santa Sabina, em 1298, foi igualmente investido do arcebispado de Ostia e de Velletri. Ainda que já cardeal, tenta que o seu sucessor na Ordem dos Pregadores seja [[Alberto de Chiavari]]. Solucionou a grave questão com o reino de França que enviou embaixadores a Roma para fazer as pazes com o Papa. Foi enviado em missão diplomática à Hungria. Retornado a Roma, assiste à revolta da família Colona, apoiada pelo rei de França contra o Papa, que foi preso e espancado e que vem a falecer em 11 de Outubro de 1303.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Papa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Niccola Boccasini]] foi eleito Papa, tomando o nome de Bento XI e desde logo procurou fazer a paz: retira a excomunhão à família Colona (o que incluía 2 cardeais), mas a oferta é recusada, originando vários tumultos populares, o que leva o Papa a abandonar Roma e a refugiar-se em Perugia. A sua actividade diplomática foi intensa, tendo aceite a vassalagem da Sérvia, e alcançou-se, por sua intermediação, a paz entre a Dinamarca e Alemanha. Obteve um acordo com Aragão regulando a posse da Córsega, Sicília e Sardenha, bem como alcança a paz entre Pádua e Veneza. Pelo contrário, apesar de ter enviado o Cardeal Nicolas Albertini de Prato a Florência, não conseguiu a pacificação entre as correntes laicas de «brancos» e «negros», e que envolvia directamente a Ordem dos Pregadores e os Franciscanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoeceu repentinamente a 29 de Junho de 1304 e faleceu 9 dias depois, a 7 de Julho. Devido ao clima político da época e à rapidez da sua morte, alegou-se desde cedo a hipótese de ter sido envenenado. O [[Papa Clemente XII]] declarou-o beato em 1736.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Festa litúrgica a 7 de Julho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Linha==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antecedido por [[Papa Bonifácio VIII]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucedido por [[Papa Clemente V]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Papa_Benedito_XI&amp;diff=9252</id>
		<title>Papa Benedito XI</title>
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		<updated>2010-12-22T18:49:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Papa Benedito XI&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Beato Bento XI, O.P.&lt;br /&gt;
195º papa &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nome de nascimento Nicola Boccasini &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascimento Treviso, Itália,1240&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eleição 22 de Outubro de 1303 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fim do pontificado 7 de Julho de 1304 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antecessor [[Papa Bonifácio VIII]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucessor [[Papa Clemente V]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Benedito XI OP, nascido Nicola ou Niccolò Boccasini (Treviso, 1240 — Perúsia, 7 de Julho de 1304) foi Papa de 27 de Outubro de 1303 atá a data de sua morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vida religiosa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 14 anos de idade entrou na [[Ordem dos Pregadores]] em 1256 em Treviso, seguindo para Veneza e terminando os seus estudos em Milão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi eleito Provincial da Lombardia (1286-1289), cargo da qual dependia a [[Inquisição]] no norte de Itália. Como a cidade de Parma se havia sublevado contra o rigor de algum frade dominicano anterior, a Ordem tinha abandonado o convento local. Os bons esforços e capacidade diplomática de Fr. [[Nicolau Boccasini]] permitiram pacificar toda a região, regressando os frades a Parma em 1287.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma segunda vez provincial (1293-1296), até ter sido eleito (1296) Mestre Geral da sua Ordem, no Capítulo Geral de Estrasburgo. Em contraste com a dureza do seu antecessor [[Munio de Zamora]], o seu carácter conciliador levou-o a permitir que as igrejas da Ordem fossem ricamente ornamentadas, relaxando as regras originárias de rigorosa pobreza e simplicidade. Estando a [[Ordem dos Pregadores]] sob ataque dos [[Fraticelli]], preparou a defesa, com a nomeação de uma comissão encarregada de dar resposta a todas as críticas que eram apontadas aos dominicanos, quer no domínio religioso e político. Tornou-se um colaborador próximo do [[Papa Bonifácio VIII]], a quem sempre apoiou. Nomeado Cardeal de Santa Sabina, em 1298, foi igualmente investido do arcebispado de Ostia e de Velletri. Ainda que já cardeal, tenta que o seu sucessor na Ordem dos Pregadores seja [[Alberto de Chiavari]]. Solucionou a grave questão com o reino de França que enviou embaixadores a Roma para fazer as pazes com o Papa. Foi enviado em missão diplomática à Hungria. Retornado a Roma, assiste à revolta da família Colona, apoiada pelo rei de França contra o Papa, que foi preso e espancado e que vem a falecer em 11 de Outubro de 1303.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Papa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Niccola Boccasini]] foi eleito Papa, tomando o nome de Bento XI e desde logo procurou fazer a paz: retira a excomunhão à família Colona (o que incluía 2 cardeais), mas a oferta é recusada, originando vários tumultos populares, o que leva o Papa a abandonar Roma e a refugiar-se em Perugia. A sua actividade diplomática foi intensa, tendo aceite a vassalagem da Sérvia, e alcançou-se, por sua intermediação, a paz entre a Dinamarca e Alemanha. Obteve um acordo com Aragão regulando a posse da Córsega, Sicília e Sardenha, bem como alcança a paz entre Pádua e Veneza. Pelo contrário, apesar de ter enviado o Cardeal Nicolas Albertini de Prato a Florência, não conseguiu a pacificação entre as correntes laicas de «brancos» e «negros», e que envolvia directamente a Ordem dos Pregadores e os Franciscanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoeceu repentinamente a 29 de Junho de 1304 e faleceu 9 dias depois, a 7 de Julho. Devido ao clima político da época e à rapidez da sua morte, alegou-se desde cedo a hipótese de ter sido envenenado. O [[Papa Clemente XII]] declarou-o beato em 1736.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Festa litúrgica a 7 de Julho.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Papa_Benedito_XI&amp;diff=9251</id>
		<title>Papa Benedito XI</title>
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		<updated>2010-12-22T18:49:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;Papa Benedito XI&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Beato Bento XI, O.P.&lt;br /&gt;
195º papa &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nome de nascimento Nicola Boccasini &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascimento Treviso, Itália,1240&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eleição 22 de Outubro de 1303 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fim do pontificado 7 de Julho de 1304 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antecessor [[Bonifácio VIII]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sucessor Clemente V &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Benedito XI OP, nascido Nicola ou Niccolò Boccasini (Treviso, 1240 — Perúsia, 7 de Julho de 1304) foi Papa de 27 de Outubro de 1303 atá a data de sua morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vida religiosa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com 14 anos de idade entrou na [[Ordem dos Pregadores]] em 1256 em Treviso, seguindo para Veneza e terminando os seus estudos em Milão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi eleito Provincial da Lombardia (1286-1289), cargo da qual dependia a [[Inquisição]] no norte de Itália. Como a cidade de Parma se havia sublevado contra o rigor de algum frade dominicano anterior, a Ordem tinha abandonado o convento local. Os bons esforços e capacidade diplomática de Fr. [[Nicolau Boccasini]] permitiram pacificar toda a região, regressando os frades a Parma em 1287.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma segunda vez provincial (1293-1296), até ter sido eleito (1296) Mestre Geral da sua Ordem, no Capítulo Geral de Estrasburgo. Em contraste com a dureza do seu antecessor [[Munio de Zamora]], o seu carácter conciliador levou-o a permitir que as igrejas da Ordem fossem ricamente ornamentadas, relaxando as regras originárias de rigorosa pobreza e simplicidade. Estando a [[Ordem dos Pregadores]] sob ataque dos [[Fraticelli]], preparou a defesa, com a nomeação de uma comissão encarregada de dar resposta a todas as críticas que eram apontadas aos dominicanos, quer no domínio religioso e político. Tornou-se um colaborador próximo do [[Papa Bonifácio VIII]], a quem sempre apoiou. Nomeado Cardeal de Santa Sabina, em 1298, foi igualmente investido do arcebispado de Ostia e de Velletri. Ainda que já cardeal, tenta que o seu sucessor na Ordem dos Pregadores seja [[Alberto de Chiavari]]. Solucionou a grave questão com o reino de França que enviou embaixadores a Roma para fazer as pazes com o Papa. Foi enviado em missão diplomática à Hungria. Retornado a Roma, assiste à revolta da família Colona, apoiada pelo rei de França contra o Papa, que foi preso e espancado e que vem a falecer em 11 de Outubro de 1303.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Papa==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Niccola Boccasini]] foi eleito Papa, tomando o nome de Bento XI e desde logo procurou fazer a paz: retira a excomunhão à família Colona (o que incluía 2 cardeais), mas a oferta é recusada, originando vários tumultos populares, o que leva o Papa a abandonar Roma e a refugiar-se em Perugia. A sua actividade diplomática foi intensa, tendo aceite a vassalagem da Sérvia, e alcançou-se, por sua intermediação, a paz entre a Dinamarca e Alemanha. Obteve um acordo com Aragão regulando a posse da Córsega, Sicília e Sardenha, bem como alcança a paz entre Pádua e Veneza. Pelo contrário, apesar de ter enviado o Cardeal Nicolas Albertini de Prato a Florência, não conseguiu a pacificação entre as correntes laicas de «brancos» e «negros», e que envolvia directamente a Ordem dos Pregadores e os Franciscanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoeceu repentinamente a 29 de Junho de 1304 e faleceu 9 dias depois, a 7 de Julho. Devido ao clima político da época e à rapidez da sua morte, alegou-se desde cedo a hipótese de ter sido envenenado. O [[Papa Clemente XII]] declarou-o beato em 1736.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Festa litúrgica a 7 de Julho.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Papa_Benedito_XI&amp;diff=9250</id>
		<title>Papa Benedito XI</title>
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		<updated>2010-12-22T18:37:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;Papa Bento XI Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa  Beato Bento XI, O.P. 195º papa    Nome de nascimento Nicola Boccasini  Nascimento Treviso…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Papa Bento XI&lt;br /&gt;
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa &lt;br /&gt;
Beato Bento XI, O.P.&lt;br /&gt;
195º papa &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nome de nascimento Nicola Boccasini &lt;br /&gt;
Nascimento Treviso, Itália,&lt;br /&gt;
1240 &lt;br /&gt;
Eleição 22 de Outubro de 1303 &lt;br /&gt;
Fim do pontificado 7 de Julho de 1304 &lt;br /&gt;
Antecessor Bonifácio VIII &lt;br /&gt;
Sucessor Clemente V &lt;br /&gt;
Listas dos papas: cronológica · alfabética &lt;br /&gt;
ver &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bento XI OP, nascido Nicola ou Niccolò Boccasini (Treviso, 1240 — Perúsia, 7 de Julho de 1304) foi Papa de 27 de Outubro de 1303 atá a data de sua morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[editar] Vida religiosa&lt;br /&gt;
Com 14 anos de idade entrou na Ordem dos Pregadores em 1256 em Treviso, seguindo para Veneza e terminando os seus estudos em Milão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi eleito Provincial da Lombardia (1286-1289), cargo da qual dependia a Inquisição no norte de Itália. Como a cidade de Parma se havia sublevado contra o rigor de algum frade dominicano anterior, a Ordem tinha abandonado o convento local. Os bons esforços e capacidade diplomática de Fr. Nicolau Boccasini permitiram pacificar toda a região, regressando os frades a Parma em 1287.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi uma segunda vez provincial (1293-1296), até ter sido eleito (1296) Mestre Geral da sua Ordem, no Capítulo Geral de Estrasburgo. Em contraste com a dureza do seu antecessor Munio de Zamora, o seu carácter conciliador levou-o a permitir que as igrejas da Ordem fossem ricamente ornamentadas, relaxando as regras originárias de rigorosa pobreza e simplicidade. Estando a Ordem dos Pregadores sob ataque dos Fraticelli, preparou a defesa, com a nomeação de uma comissão encarregada de dar resposta a todas as críticas que eram apontadas aos dominicanos, quer no domínio religioso e político. Tornou-se um colaborador próximo do Papa Bonifácio VIII, a quem sempre apoiou. Nomeado Cardeal de Santa Sabina, em 1298, foi igualmente investido do arcebispado de Ostia e e Velletri. Ainda que já cardeal, tenta que o seu sucessor na Ordem dos Pregadores seja Alberto de Chiavari. Solucionou a grave questão com o reino de França que enviou embaixadores a Roma para fazer as pazes com o Papa. Foi enviado em missão diplomática à Hungria. Retornado a Roma, assiste à revolta da família Colona, apoiada pelo rei de França contra o Papa, que foi preso e espancado e que vem a falecer em 11 de Outubro de 1303.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[editar] Papa&lt;br /&gt;
Niccola Boccasini foi eleito Papa, tomando o nome de Bento XI e desde logo procurou fazer a paz: retira a excomunhão à família Colona (o que incluía 2 cardeais), mas a oferta é recusada, originando vários tumultos populares, o que leva o Papa a abandonar Roma e a refugiar-se em Perugia. A sua actividade diplomática foi intensa, tendo aceite a vassalagem da Sérvia, e alcançou-se, por sua intermediação, a paz entre a Dinamarca e Alemanha. Obteve um acordo com Aragão regulando a posse da Córsega, Sicília e Sardenha, bem como alcança a paz entre Pádua e Veneza. Pelo contrário, apesar de ter enviado o Cardeal Nicolas Albertini de Prato a Florência, não conseguiu a pacificação entre as correntes laicas de «brancos» e «negros», e que envolvia directamente a Ordem dos Pregadores e os Franciscanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adoeceu repentinamente a 29 de Junho de 1304 e faleceu 9 dias depois, a 7 de Julho. Devido ao clima político da época e à rapidez da sua morte, alegou-se desde cedo a hipótese de ter sido envenenado. O Papa Clemente XII declarou-o beato em 1736. Festa litúrgica a 7 de Julho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[editar] Fontes&lt;br /&gt;
Catholic Encyclopedia&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Martinismo_e_o_Movimento_Gn%C3%B3stico&amp;diff=8555</id>
		<title>O Martinismo e o Movimento Gnóstico</title>
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		<updated>2010-11-30T23:56:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-14-Okrc.jpg|250px|right|thumb|O Martinismo e o Movimento Gnóstico]]&lt;br /&gt;
[[Jules-Stanislas Doinel]] nasceu em 1842 em Moulins, no Allier. Doinel surge ligado a este assunto por ter sido um personagem essencial de um movimento neocátaro que surgiu no final do século passado em França. A sua carreira de arquivista e paleógrafo iniciou-se nos Archives du Cantal, e posteriormente na Biblioteca de Loiret. Foi nesta última que ele encontrou algo que aparentemente mudou a sua vida: uma carta com a assinatura de um chanceler episcopal, de nome Etienne, que fora queimado em 1022, por heresia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez se inicie aqui a história da Igreja Gnóstica, pois foi através desta carta que Doinel tomou conhecimento do grupo sectário do qual Etienne fazia parte. Tratava-se de uma seita de popelicanos, da qual faziam parte homens e mulheres de forma indistinta, e que se estabeleceu na diocese de Orleães, no século XI, durante o reinado de Roberto II. Os membros desta seita eram dualistas, ou seja, acreditavam na luta eterna entre as forças do Bem e do Mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reuniões da seita tinham lugar em Orleães. Doinel descobriu que uma mulher Eslava tinha vindo da península itálica para participar nos encontros, o que indica se tratar de alguém com importância para os membros da seita. Possivelmente, a mulher seria uma bogomil, o nome pelo qual são conhecidos os cátaros Eslavos. Doinel conseguiu obter várias informações sobre o que se passava nas reuniões dos popelicanos, possivelmente lendo os documentos relativos ao processo do herético Etienne. As reuniões principiavam com todos os participantes entoando litanias com uma vela acesa na mão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel filiou-se a diversas Ordens ocultistas no intuito de obter informações e respostas as suas perguntas e percebeu que as pessoas que tinham uma espiritualidade mais avançada participavam secretamente de sessões do espiritismo kardecista. Começou então a freqüentar o kardecismo e ficou muito surpreso, quando viu figuras conhecidas do ocultismo participando das chamadas “mesas falantes”. Começa então a se dedicar em seu desenvolvimento mediúnico, sempre com o objetivo de obter respostas para o seu intrigante manuscrito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi então que, numa determinada sessão, na presença de vários espíritas conhecidíssimos sete Entidades espirituais manifestaram-se na seção. Um deles incorporou em Jules Doinel e os demais seis se materializaram na presença de todos os presentes. Era a resposta que Doinel procurava! Tratava-se dos mártires cátaros que foram queimados na fogueira da inquisição, e que teriam manifestado naquele dia para consagrar Jules Doinel como Bispo Gnóstico e outorgar-lhe a missão de restaurar a Igreja Gnóstica no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel, sentindo-se extremamente realizado, voltou aos grupos ocultistas que participava, e com o aval dos altos dignitários das Ordens mais respeitadas da França, e que outrora presenciaram secretamente o fenômeno, instituiu a Igreja Gnóstica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo em seguida Doinel fez uma aliança com [[Papus]] – Grão Mestre e um dos membros fundadores da [[Ordem Martinista]], consagrando-o Bispo. Papus em retribuição, e sentindo a força da Iniciação recebida de Doinel, decretou que a Igreja Gnóstica seria a Igreja oficial dos Martinistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não demorou muito para a Igreja crescer. Pessoas de várias partes do mundo vinham ver o que era aquilo que todos chamavam de “a nova revelação”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos se passaram; Doinel, extremamente instável e assustado com o crescimento da Igreja, e que tinha formação católica, viu-se num dilema entre a fé e a razão, e guiado pela fé, arrependeu-se de sua obra, renunciando ao patriarcado da Igreja e nomeando o Bispo Jean Bricaud como novo patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Jean Bricaud]], agora patriarca, transformou a Igreja Gnóstica em uma organização sólida, tão sólida que recebeu a sucessão apostólica original de um Bispo ortodoxo (da Igreja Sirio-Jacobita), que tinha se convertido ao gnosticismo.&lt;br /&gt;
Assim, a [[Igreja Gnóstica]], além de sua sucessão cátara, agora possuía a sucessão apostólica, o que a colocaria numa posição confortável perante Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grandeza da Igreja Gnóstica, agora reconhecida por Roma provocou um enorme arrependimento em Jules Doinel, que se sentiu traidor de sua missão. Pediu um encontro com Jean Bricaud para voltar a Igreja. Nesse encontro, Jean Bricaud fez questão de reunir todo o Sínodo para testemunhar a conversa, onde Doinel, após explicar sua situação para Bricaud, insistiu em ser recebido de volta à Igreja Gnóstica como Patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bricaud, explicou a Doinel as razões legais e espirituais para recusar a oferta. Então, por decisão do Sínodo da Igreja, Doinel voltou, não como patriarca, mas sim como Bispo. Era a primeira vez na história que um patriarca vivo voltava a condição de Bispo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu leito de morte havia um crucifixo e uma medalha de [[Abraxas]] (divindade Gnóstica). Sua vida, cercada de excentricidade, foi marcada pela solidão e pelo arrependimento. Suas últimas palavras foram de agradecimento aos mártires cátaros. Testemunhas documentaram que ao último suspiro de Doinel, uma névoa branca tomou conta do aposento e, na presença de todos, Doinel aparece em pé, em forma etérea acima de seu corpo que estava deitado na cama, com uma coroa e um cetro patriarcal, e ao seu lado, três anciãos o escoltavam em direção aos céus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Originalmente, a Igreja Gnóstica recebeu uma doutrina essencialmente cátara, dando ênfase à pureza e a castidade. Tinha apenas 4 graus: Acólito, Diácono, Sacerdote e Bispo. Este foi o modelo original, criado por Jules Doinel e que ainda existe em algumas organizações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o Patriarca Jean Bricaud acrescenta mais 4 graus: Tonsurado (ou Clérigo), Leitor, Exorcista e sub-Diácono, totalizando 8 graus. Assim iniciava dentro da Igreja Gnóstica um caminho operativo, tornando-a uma Ordem Iniciática, diferente da proposta de Doinel, que seguia a via da contemplação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina pregada por Jean Bricaud tinha por base o catarismo, mas com fortes influências maçônicas e ocultistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa doutrina durou alguns anos, até que Jean Bricaud introduziu elementos do cristianismo ortodoxo na Igreja, chegando até a consagrar alguns Arquimandritas, que caracterizava os cleros branco (sem celibato) e negro (celibatário) da Igreja Ortodoxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina ortodoxa foi logo retirada da Igreja, pois Jean Bricaud sentiu que estava fugindo das origens de Doinel, ficando somente as influências Maçônicas e ocultistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a rápida expansão da Igreja e, devido a autoridade e independência dos Bispos, a Igreja Gnóstica ganha cada vez mais ramificações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, existem várias ramificações da Igreja Gnóstica, que recebem os nomes de seus idealizadores:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Jules Doinel]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Jean Bricaud]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Aleister Crowley]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Krum Heller]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Samael Aum Weor]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Lucien Jean Maine]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes ramos citados são os mais antigos e conhecidos, mas existem dezenas de outras linhagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas destas Escolas praticam uma [[Gnose]] mais pura, baseada nas culturas pré-cristãs, com forte influência oriental.&lt;br /&gt;
Outras Escolas praticam uma Gnose com fortes influências judaico-cristã-islâmica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ainda existe uma terceira manifestação da Gnose, baseada nos ensinamentos de Carl Gustav Yung. Esta Escola baseia sua Gnose na psicologia, dando ênfase na interpretação das reações psicológicas do homem e sua relação com o universo. Nesse ramo não existe clero nem sistema de graus, sendo apenas uma metodologia de trabalho interior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ponto em comum a todas estas Escolas é a Grande Virgem da Gnose, Sofia, que é de fato a grande manifestação egregórica da Gnose. Representa a base da doutrina e mãe de todas as organizações gnósticas, inspirando a Igreja do invisível. Abaixo dela está São Miguel Arcanjo (ou Mikael), que é o guardião da Igreja, agindo de forma disciplinadora. Sua influência estende-se tanto a clérigos quanto a fiéis da Igreja Gnóstica. E completando a Trindade de comando espiritual da Igreja está o Mestre Desconhecido, um Ser Espiritual que comanda a Igreja como um Patriarca invisível, sendo o responsável pela administração e transmissão da Gnose no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do excelente site Hermanubis&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Vedanta&amp;diff=8554</id>
		<title>Vedanta</title>
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		<updated>2010-11-30T23:52:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vedanta é a tradição espiritual explicada nos [[Upanishads]] e que lida com os aspectos da auto-realização, onde procuramos entender a natureza da Realidade Última, chamada [[Brahman]].&lt;br /&gt;
A tradução da palavra Vedanta é “o final de todo conhecimento”. No entanto, uma tradução mais profunda pode ser feita, tornando a palavra “conhecimento interior” (ou do Ser).&lt;br /&gt;
A tradição da Vedanta é baseada em leis espirituais imutáveis, comuns a todas as religiões ou tradições espirituais e tem como objetivo a conquista da Consciência Cósmica. É portanto, uma filosofia de cunho Universal ou universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De forma mais didática podemos dizer que a palavra Vedanta é composta por duas outras, a saber:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
veda = “conhecimento” + anta = “fim, conclusão”: “o ponto culminante do conhecimento”&lt;br /&gt;
veda = “conhecimento” + anta = “essência”, “núcleo”, ou ainda “interior”: “a essência dos Vedas” ou “ o conhecimento interior (esotérico)”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Vedanta também é conhecida como Uttara Mimamsa, ou a “última” ou “investigação elevada”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também a filosofia conhecida como Pūrva Mimamsa, geralmente chamada apenas de Mimamsa e que lida com explicações de sacrifícios e uso dos mantras na parte conhecida como Samhita dos Vedas e dos Brahmanas. Já a Vedanta lida com os ensinamentos esotéricos dos Aranyakas (“escritos da floresta”) e dos Upanishads, compostos aproximadamente entre 9 A.C. e 8 D.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A filosofia Vedanta foi formalizada por volta do 200 A.C. com o surgimento do tratado “Vedanta Sutra”, composto pelo grande Sábio Vyasa, também conhecido como Badarayana.&lt;br /&gt;
O texto é conhecido por vários outros nomes como “Brahma Sutra”, “Vyasa Sutra”, “Badarayana Sutra” e “Vedanta Darshana”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por causa de sua linguagem esotérica, várias interpretações diferentes surgiram com relação ao texto, dando origem a várias sub-escolas de pensamento, cada uma clamando por ser a interpretação correta do texto original. No entanto, todas as sub-escolas concordam em pontos comuns como, por exemplo, o abandono dos rituais secos em favor da prática da meditação, fundamentada no dharma e em um sentimento amoroso, que traz ao praticante a certeza da bem-aventurança vindoura no final do processo discriminativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as sub-escolas derivam seus conhecimentos primariamente dos Upanishads.&lt;br /&gt;
O foco principal da filosofia contida nos Upanishads, de que a Realidade Última, chamada Brahman, é absoluta, imutável e sempre a mesma, é o núcleo da Vedanta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o passar do tempo, muitos sábios interpretaram a sua maneira os Upanishads e o Vedanta Sutra, escrito pelo sábio Vyasa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante salientar que essas interpretações eram pertinentes ao tempo e contexto em que os sábios viviam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessas interpretações, podemos ressaltar seis como sendo as mais importantes e dessas seis, três como sendo as mais proeminetes: Advaita Vedanta, Vishishtadvaita and Dvaita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dizer que a filosofia possui oito subescolas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Advaita Vedanta&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vishishtadvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dvaitādvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shuddhadvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Achintya Bhedābheda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Purnadvaita ou Advaita Integral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vedanta Moderna&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As seis primeiras são tradicionais e as duas últimas são mais recentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Advaita Vedanta==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa interpretação foi proposta pelo sábio Adi Shankara e seu Guru Gaudapada.&lt;br /&gt;
De acordo com essa escola de Vedanta, Brahman é a única realidade e o mundo, como ele nos aparece, é ilusório. Essa linha de pensamento deu origem ao conceito de Ajativada ou não-criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É pela ação de um poder ilusório de Brahman, chamado Maya, que o mundo surge.&lt;br /&gt;
Ela afirma que a causa de todo o sofrimento existente no mundo é o esquecimento, através da ignorância, da Realidade Última, Brahman. Sendo assim, apenas o conhecimento de Brahman pode nos trazer a liberação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa filosofia nos explica que, quando tentamos compreender Brahman através da mente, ele (Brahman) aparece a nós como Ishvara (o Senhor, Deus no sentido de Criador, o Pai), separado da criação e dos indivíduos. No entanto, os proponentes da filosofia nos dizem que, em verdade, não há diferença entre a alma individual (muitas vezes chamada de Atman) e Brahman.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A emancipação ou liberação estaria no conhecimento dessa não-dualidade (advaita). Assim, o caminho final rumo à liberação só poderia ser conquistador através de Jñana ou sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vishishtadvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa subescola foi proposta pelo sábio Ramanuja e tem como principal ensinamento a idéia de que a alma individual, o Atman é uma parte de Brahman, ou a Alma Cósmica. Assim, mesmo sendo similares, ambas não são idênticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto a Advaita Vedanta nega qualquer tipo de atributo à Brahman, essa escola prega a existência de atributos em relação à Brahman, como por exemplo o conceito de almas individuais e o do mundo fenomênico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, para a Vishishtadvaita, Brahman, as almas individuais e a material são coisas distintas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto a Advaita Vedanta prega a Jñana Yoga como caminho para a liberação, essa escola propõe o caminho de Bhakti ou devoção a Deus como forma de liberação. Na maioria das vezes (mas não em todas, importante frisar) a devoção é direcionada ao segundo aspecto da trindade hindu, chamada Vishnu, e a seus avatares ou encarnações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pensamento Dvaita foi proposto por Madhva e relaciona Deus à Brahman e este a Vishnu, mais precisamente na figura de Krishna, que segundo a tradição, é a oitava encarnação de Vishnu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o pensamento Dvaita, Brahman, todas as almas individuais (jivatman) e a matéria são ambos eternos e ao mesmo tempo entidades separadas.&lt;br /&gt;
Um aspecto muito interessante dessa filosofia é a negação da existência de Maya (no sentido de não-existência, ilusão), apesar de o próprio Krishna, no Baghavad Gita, pregar a existência dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa sub-escola também prega o caminho de Bhakti como sendo a senda para a liberação.&lt;br /&gt;
Ao contrário do que vemos na escola Advaita, aqui se sutenta que a diferença está na natureza da substância (composta pelos gunas). Por causa disso, muitos chamam essa escola de Tattvavâda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo essa sub-escola, existem cinco diferenças, a saber:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre Brahman e a alma individual&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre cada alma individual&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre Brahman e a matéria (prakriti)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre a alma individual e a matéria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os fenômenos materiais (matéria x matéria) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro aspecto importante dessa filosofia é a sua visão sobre o sistema de castas exposto nos Vedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o Dvaita, as castas não são determinadas pelo nascimento e sim pela tendência da alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um brâmane pode nascer na casta dos párias e vice-versa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em verdade, o sistema de Varna ou castas é determinado pela natureza da alma, e não pelo nascimento.&lt;br /&gt;
Hoje o sistema se encontra deturpado e mantido apenas por questões discriminatórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dvaitādvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escola propostas pelo sábio Nimbarka, que viveu por volta do século 13 D.C.. Ele usou como base os ensinamentos de uma escola anterior chamada Bhedābheda, que era ensinada pelo sábio Bhāskara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa filosofia prega que a alma individual (jivatman) é, ao mesmo tempo, igual e diferente de Brahman.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa escola também vê em Krishna a personificação de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Dvaitādvaita vê a alma individual como sendo naturalmente Consciência (jñana-svarupa), sendo apta a conhecer sem a ajuda dos sentidos corporais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como métodos para se atingir a liberação, a escola propõe quatro sadhanas ou disciplinas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Karma- ação. – Quando feito conscientemente e com o espírito adequado, de acordo com seu contexto de vida, traz o conhecimento que conduz à salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vidya- conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Upasana ou dhyana – meditação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é de três tipos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira é a meditação na igualdade entre Brahman e a alma individual (dos seres animados).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Segundo tipo é a meditação em Brahman como sendo o controlador interior de todos os objetos não sencientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terceira é a meditação em Brahman como sendo diferente dos seres animados e dos objetos inanimados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gurupasatti – Devoção e auto-entrega ao guru (mestre spiritual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Shuddhadvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shuddhadvaita foi proposta por Vallabha (1479-1531).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um sistema que enfatiza a prática de Bhakti como o único meio para a libertação.&lt;br /&gt;
Vallabha pregava que esse mundo era um “passatempo” (leela) de Krishna e que ele (Krishna) é Sat-Chit-Ananda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Achintya Bhedābheda==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa sub-escola foi proposta por Chaitanya Mahaprabhu (1486-1534).&lt;br /&gt;
Sua doutrina também prega devoção a Krishna e se baseia em uma tradição antiguíssima, que foi transmitida através de uma linhagem de gurus, cujo primeiro teria sido o próprio Krishna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Purnadvaita ou Integral Advaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi proposta por Sri Aurobindo, grande sábio do século XX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele sintetizou todos os ensinamentos das escolas de Vedanta e nos forneceu uma compreensiva integração desses conceitos da filosofia oriental com a ciência moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vedanta moderna ou Neovedanta==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse nome é dado a interpretação dada a Advaita Vedanta pelo renomado yogue Swami Vivekananda, discípulo de Sri Ramakrishna Paramahansa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua interpretação nos diz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por mais que Brahman seja a Realidade Absoluta, o mundo possui uma realidade relativa. Sendo assim, o mundo não deve ser completamente ignorado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Condições limitantes como a pobreza deve ser removida; somente assim as pessoas serão capazes de voltar à mente na busca e compreensão de Brahman. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as religiões buscam o mesmo objetivo: A Realidade Absoluta. Logo, discussões sectárias devem ser abandonadas e a tolerância religiosa deve ser praticada – seja entre hindus de diferentes denominações, seja entre cristãos, muçulmanos, judeus ou budistas (dentre outras religiões). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Swami Vivekananda foi o primeiro yogue a vir para o ocidente. No ano de 1893 ele participou do Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago, EUA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde então se tornou figura de grande influência tanto no oriente como no ocidente.&lt;br /&gt;
Vivekananda nos mostrou que a Vedanta não era algo seco e meramente esotérico, mas sim algo vivo e presente em nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua interpretação da Advaita Vedanta, aceitava o principio de Bhakti (devoção), recomendando primeiro a meditação em Brahman como sendo possuidor de atributos, seja na figura de um guru ou na personificação de sua deidade pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só depois de longa prática e entendimento e que recomendava a meditação em Brahman sem atributos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Swami Vivekananda ainda apresentou ao ocidente os diferentes caminhos, ou yogas (Jnana, Karma, Bhakti, Raja). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto de Dario Djouki&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=%C3%8Dsis&amp;diff=8553</id>
		<title>Ísis</title>
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		<updated>2010-11-30T23:49:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na continuidade, queremos reproduzir uma oração à deusa egípcia [[Ísis]], esposa de [[Osíris]], associada à primeira iniciação, lunar, enquanto seu parceiro se encontra vinculado com a segunda iniciação, solar, e ambos os dois se acham conjugados na terceira e última iniciação, a polar, que faz possível a realização do supracósmico, do não humano. [[Apuleio]] a inclui em sua obra “As Metamorfoses” (ou O Asno de Ouro, século II d.C.) onde nos dá notícias de que este antigo mito egípcio sobrevivia incólume na Roma de seu tempo. Esta invocação é pronunciada uma vez que se efetua o descenso aos infernos, onde se percebe diretamente e de modo potencial tudo o que seguirá, do qual este descenso é só uma prova. Lembremos por último a vinculação da deusa [[Ísis]] com o arcano do [[Tarot]], chamado “[[A Papisa]]” ou “[[A Sacerdotisa]]”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Tu, em verdade santa, perpétua protetora do gênero humano, sempre generosa em favorecer os mortais, Tu tens pelas tribulações dos desafortunados um doce afeto de mãe. Não há um dia, uma noite, nem sequer um pequeno instante que passe, sem que hajas prodigalizado teus benefícios, sem que hajas protegido os homens na terra e no mar, sem ter alongado tua salvadora mão, após afastar os embates da vida. E com essa mão desfazes a inextricável e retorcida urdidura da Fatalidade, aplacas as tempestades da Fortuna e neutralizas a influência funesta dos astros. Veneram-te as divindades do céu, respeitam-te as do inferno; Tu dás o movimento de rotação ao mundo; ao Sol, tua luz; ao mundo, tuas leis, com teus pés pisas o Tártaro. A ti respondem os astros; por ti voltam as estações, alegram-se os deuses, mostram-se dóceis os elementos. A uma indicação tua sopram os ventos, incham-se as nuvens, germinam as sementes, crescem os germes. Temem a tua majestade os pássaros que cruzam os céus, os animais selvagens que vão errantes pelos morros, as serpentes que se ocultam sob terra, os monstros do oceano. Mas eu possuo um pobre talento para cantar teus louvores, e um reduzido patrimônio para oferecer-te dignos sacrifícios; não possuo a facúndia necessária para expressar os sentimentos que me inspira tua majestade; não possuo nem mil bocas, outras tantas línguas, nem um inesgotável manancial de infatigáveis palavras, mas terei sempre diante de minha imaginação, guardando-os no mais recôndito de meu coração, teu rosto divino e teu santíssimo númen.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isis é associada ao princípio feminino (e, portanto, vinculada à Terra e à Lua), presente em todas as coisas, e se manifesta com as roupagens da energia passiva, imanente e potencial. Diz-nos [[Plutarco]] num dos títulos de seu “Ethika”: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Isis é, pois, a natureza considerada como mulher e apta para receber toda geração. Este é o sentido em que [[Platão]] a chama ‘Nodriza’ e ‘Aquela que a tudo contém’. A maior parte a chama ‘Deusa de infinitos nomes’, porque a divina Razão a conduz a receber toda espécie de formas e aparências. Sente amor inato pelo primeiro princípio, pelo princípio que exerce, sobre todo supremo poder, e que é idêntico ao princípio do bem; deseja-o, persegue-o, fugindo e rejeitando toda participação com o princípio do mal. Ainda que seja tanto para um como para o outro matéria e habitáculo, inclina-se sempre voluntariamente para o melhor princípio; a ele se oferece para que a fecunde, para que semeie em seu seio o que dele emana e o semelhante a ele. Regozija-se ao receber estes germes e treme de alegria quando se sente prenhe e cheia de germes produtores. Efetivamente, toda geração é imagem na matéria da substância fecundante, e a criatura se produz a imitação do ser que lhe deu a vida.”&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Cesariana_e_Astrologia&amp;diff=8552</id>
		<title>Cesariana e Astrologia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Cesariana_e_Astrologia&amp;diff=8552"/>
		<updated>2010-11-30T23:45:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Uma das dúvidas mais freqüentes que recebo nos comentários sobre os [[Mapas Astrais]] diz respeito à cesariana. Afinal de contas, quais as implicações de uma cesariana no momento do nascimento?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Cesariana (também denominada cesárea) é uma técnica cirúrgica para retirar um feto de dentro do útero. Constitui-se num corte feito na pele acima da linha dos pêlos púbicos, abrindo-se a parede abdominal e, depois, a parede uterina. Pode ser transversal ou longitudinal. A incisão da pele, como também a uterina,mais utilizada atualmente é a transversal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por diversos motivos (relacionados NESTE e NESTE links) recomendamos às mães que façam o Parto Natural, deixando a cesariana APENAS para casos de problemas graves durante o nascimento, e somente em caráter de emergência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a criança nasce de parto natural, não há dúvidas sobre a confecção de seu [[Mapa Astral]]. Porém, quando ocorre uma cesariana, o que acontece?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Criança é considerada um ser completo e independente quando dá seu primeiro sopro. Até então, é considerada parte sob responsabilidade da mãe. Neste instante, todo o ritual que começou na concepção é finalizado e traça-se a Carta Natal.&lt;br /&gt;
Uma dúvida muito comum que volta e meia é usada como falácia pelos pseudo-céticos é por quê não se faz o Mapa do momento de concepção. O motivo é que a concepção é apenas o início do processo de geração da vida (o início do ritual), mas nada garante que o ritual será finalizado. Só se “consagra” o resultado final do trabalho/ritual quando ele é efetivamente finalizado.&lt;br /&gt;
(traçando um paralelo, não é porque você começou uma corrida que vai ganhar uma medalha; é preciso terminar a corrida para valer alguma coisa).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso de uma Cesariana, a regra do “Tudo o que está em cima é semelhante ao que está embaixo” continua válida. Não importa se a criança acabou vindo ao mundo em alguma situação de emergência ou se a cesariana foi marcada com antecedência.&lt;br /&gt;
O que acontece é que, ao longo da gravidez, os Engenheiros de Karma vão fazendo ajustes dharmicos tanto com a criança que vai nascer quanto no entorno de onde ela viverá. Às vezes está programado alguma data específica, mas no decorrer do percurso decide-se que a alteração de um ou dois dias será mais proveitosa para o Dharma da criança. Todo o processo é fluídico, não digital!&lt;br /&gt;
E esta mudança de datas pode ser causada por “acidentes”, “emergências”, “adiantamentos”, “atrasos” e muitos outros fatores. Até mesmo pode ser uma interferência na intuição da mãe ou do médico, para “sugerir” a data da cesariana, também ajustada de acordo com a agenda do médico , disponibilidade do hospital e outros assuntos.&lt;br /&gt;
Escolher a data do parto baseando-se em previsões do céu funciona de uma forma limitada. Em todos os casos que eu já analisei sempre aconteceram “imprevistos” e a criança nasceu na hora que tinha de nascer, não na hora que os pais desejavam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a pessoa não sabe a hora de seu nascimento, é possível fazer estudos para descobrir a hora certa (Ascendente e Casas), a partir dos 30-35 anos, embora não seja um trabalho fácil.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Manifesta%C3%A7%C3%B5es_Rosa_Cruz&amp;diff=8551</id>
		<title>Manifestações Rosa Cruz</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Manifesta%C3%A7%C3%B5es_Rosa_Cruz&amp;diff=8551"/>
		<updated>2010-11-30T23:42:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Recebi este texto do Frater M+R e estou postanto para conhecimento de vocês. Fiquei muito feliz de saber que 8 leitores do blog foram na aula para postulantes da FRA na segunda feira após minha visita ao RJ. Faço votos de encontrar todos vocês como Fraters/Sororers Iniciados daqui um ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou leitor assíduo da coluna do Marcelo e tenho visto nos comentários perguntas referente às varias manifestações [[Rosa Cruz]] existentes e duvidas sobre elas resolvi então fazer este artigo com o objetivo de esclarecer um pouco aos leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rosa Cruz é antes de, mas nada uma filosofia uma forma de ver o mundo onde a cruz representa o homem e a rosa significa o desabrochar do conhecimento. Daí todas as manifestações existentes atualmente valorizarem enormemente os estudos. Para evoluir dentro das instituições é preciso estudar. Estudo é a palavra chave nas organizações rosa Cruz. A origem da filosofia Rosa Cruz nos remete ao sermão da montanha e aos ensinamentos de Jesus, priorizando o amor ao próximo e o bem comum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala-se que [[Da Vinci]], [[Benjamim Franklin]], [[George Washington]], Sir [[Francis Bacon]], [[Isaac Newton]], [[Thomas Jefferson]], [[Paracelso]] e outros proeminentes pensadores foram membros de organizações Rosa Cruz. Isso provavelmente foi verdade, mas como na ocasião a igreja ainda tinha o poder e o controle sobre corações e mentes, essas organizações eram secretas, diferente de hoje onde são discretas. Uma das características do Rosa Cruz é o livre pensar, diferente dos evangélicos, por exemplo, que passam com o tempo a pensar por meio de seus pastores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A filosofia Rosa Cruz se torna publica a partir da divulgação do manifesto [[Fama Fraternalis]], de 1614. o do livro as bodas alquímicas de [[Christian Rosenkreutz]], um personagem mítico cuja existência nunca foi provada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As manifestações Rosa Cruz na época moderna começam com [[H. Spencer Lewis]], [[Max Heindel]], e o Dr. [[Arnold Krumm-Heller]]. Todos contemporâneos e com forte influencia dos ensinamentos de [[Eliphas Levi]] e [[Papus]], sendo que o Dr. Arnold Krumm-Heller e [[H. Spencer Lewis]] foram efetivamente discípulo de Papus. Juntos estes senhores foram membros de varias ordens iniciaticas da época tendo participado inclusive da O.T.O. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira Instituição criada foi a Fraternidade Rosa Cruz, por [[Max Heindel]] em 1911. Max Heindel escreveu vários livros sendo o mas importante deles o Conceito Rosa Cruz de Cosmos, base de todo conhecimento da Fraternidade Rosa Cruz. Sob o ponto de vista de explicação da doutrina é tão importante quanto o [[Livro dos Espíritos]] de Kardec.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A segunda instituição criada foi a [[AMORC]] por H. Spencer Lewis em 1915. Em seus templos existe forte influencia egípcia, tanto na arquitetura quanto na ritualística, pois segundo eles a base de todo conhecimento Rosa Cruz teria se originado no Egito com o Imperador [[Akenaton]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terceira instituição criada foi a [[FRA]] – Fraternidade Rosa cruz Antiga pelo Dr.Arnold Krumm-Heller, que o Brasil começa a funcionar em 1933.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ultimo em 1945 foi criada a Rosa Cruz Áurea ou [[Lectorium Rosicrucianum]] ou Escola Internacional da Rosacruz Áurea. Ela nasceu em Haarlem, na Holanda, onde tem sua sede central, criada pelos irmãos [[Zwier Willem Leene]] e [[Jan Leene]] que eram antigos membros da divisão holandesa da Fraternidade Rosa Cruz de Max Heindel. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas instituições tem mais semelhanças do que diferenças, não sendo difícil encontrar pessoas que são membros de mais de uma. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muda a nomenclatura usada, muitas vezes por conta de traduções mal feitas, mudam os enfoques mas a essência é a mesma. Max Heindel era engenheiro e seus textos demonstram isso pela forma concisa e direta como escrevia, alem de ser um grande astrólogo. O Dr. Arnoud Krumm-Heller era medico tendo sido um dos primeiros médicos a escrever sobre biorritmo. Seus textos mostram a preocupação com a saúde do rosa cruz. Como o Dr. Arnoud Krumm-Heller, tinha dupla nacionalidade alemã e mexicana, estudou sobre as civilizações pré- colombianas nas Américas tendo se iniciado com o nome de Hiuracocha. H. Spencer Lewis como americano, tinha uma visão mercantilista, o que escandalizava a Max Heindel, mas isso possibilitou o enorme crescimento da AMORC. A Fraternidade Rosa Cruz, de Max Heindel enfatiza em seus cursos o estudo do livro Conceito Rosa Cruz de Cosmo, o que ajuda muito a compreensão do mundo em que vivemos. A FRA é a única com um viés religioso mantendo em funcionamento alem da parte iniciatica a Igreja Gnóstica, com missas todos os domingos as 9:00, fazendo as vezes casamentos e batizados de seus próprios membros de membros da maçonaria e daqueles que os procuram. Mudam também os graus. Na AMORC são 12, na FRA apenas 3 na Fraternidade Rosa Cruz de Max Heindel inexistem, na Rosa Cruz áurea são 7. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que importa é que todas essas instituições propagam a filosofia rosa cruz, se reconhecem se respeitam, e tem idéias muito parecidas Tendo como dito anteriormente pessoas membros de mas de uma delas. Portanto se você quer se iniciar nos caminhos do autoconhecimento procure uma delas, e boa sorte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
M+R&lt;br /&gt;
Membro FRA&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.fra.org.br&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Metempsicose&amp;diff=8550</id>
		<title>III – Metempsicose</title>
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		<updated>2010-11-30T19:18:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das  outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)  “O Livro dos Espíritos” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do [[Espiritismo]] estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto cientifico desenvolver-se em “[[O Livro dos Médiuns]]” e em “[[A Gênese]]”; o aspecto religioso em “[[O Evangelho Segundo o Espiritismo]]” e “[[O Céu e o Inferno]]”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente à “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por [[Flammarion]] e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo”, e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de [[Gabriel Delanne]], obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de [[Léon Denis]], o capítulo XI da parte segunda intitulado “A Pluralidade das Existências”. Nota-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: ” Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Os_Animais_e_o_Homem&amp;diff=8549</id>
		<title>II – Os Animais e o Homem</title>
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		<updated>2010-11-30T19:15:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,  parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha de  demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sobre esses assuntos os vossos filósofos não estão muito de acordo. Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja um  homem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce, às vezes, muito baixo ou que pode elevar-se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode  compreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais; mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? E que têm inteligência, mas ela é limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e proverá sua conservação. Não há entre eles nenhuma criação nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiramos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior segundo formas e proposições constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo sem terem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio,  não tarda a voltar aos  limites traçados pela  Natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594. Os animais têm linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594 – a) Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Compreendem-se por outros meios. Vós, homens, não tendes mais do que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Os animais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e de exprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não se entendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas idéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum. Deve-se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar-se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==595. Os animais têm livre-arbítrio?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não são simples máquinas, como supondes (1)mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entre  os símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a humana?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e que sobrevive ao corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; ela não tem o livre-arbítrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==602. Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suas idéias limitadas lhe faraó ver as coisas de um ponto de vista mesquinho. Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver só como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou outra dessas duas almas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos, que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605 – a) Assim, alem das suas próprias imperfeições, de que o Espírito  deve despojar-se, deve ele lutar contra a influência da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem. duas almas; a  alma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem são distintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo que o rebaixa freqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O Espírito, encarnando-se no corpo do homem, transmite-lhe o principio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem ás suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao se purificar, liberta-se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência, eleva-se ao seu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Do elemento inteligente universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua &lt;br /&gt;
inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190.) Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. a) Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade?                &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do berne do mal e a responsabilidade dos seus atos. Corno depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nada há de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá-los é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas na Natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra a sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607 – b) Esse período de humanidade começa sobre a nossa Terra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==608.O Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vida de Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno. Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==609. O Espírito, tendo entrado no período da humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, ele pode conservar um reflexo mais ou  menos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca(1); há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia do   seres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos se realçam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguem uma progressão mais rápida à medida que o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Não, mas a questão não havia sido desenvolvida e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte porque tem  faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podem  conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) [[Descartes]] ensinava que os animais são máquinas, agindo segundo as leis naturais, por não terem espírito. Essa concepção, que no tempo de Kardec era ainda bastante difundida, prevalece até hoje entre a maioria dos homens. Os Espíritos a contestam, como se vê, e a sua opinião é referenciada pelas Ciências. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) Os Espíritos levantam aqui um problema filosófico, o do “ser do corpo”, que o desenvolvimento da Filosofia Espírita tende a esclarecer. Ver obras especializadas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) A dialética marxista contraria aparentemente este princípio com a afirmação de que a Natureza “dá saltos”. Na realidade esses saltos são qualitativos e decorrem da acumulação de pequenas modificações quantitativas, ou seJa, de uma cadeia de ações e reações. [[Engels]] afirmou:  Embora com toda a graduação, a transição de uma forma de movimento para outra sempre se apresenta como um salto, que resolve  em revolução” . Esta teoria justifica a revolução social. Mas essa mesma revolução, segundo o marxismo, só pode ocorrer em condições especiais, preparadas por uma longa série de acontecimentos. Dessa maneira mesmo diante da concepção materialista revolucionária, permanece válido em sua substância o principio espírita “nada na Natureza se faz por transição brusca” Todo “salto” é o fim uma cadeia de ações e reações. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Os_Animais_e_o_Homem&amp;diff=8548</id>
		<title>II – Os Animais e o Homem</title>
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		<updated>2010-11-30T19:14:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,  parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha de  demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sobre esses assuntos os vossos filósofos não estão muito de acordo. Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja um  homem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce, às vezes, muito baixo ou que pode elevar-se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode  compreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais; mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? E que têm inteligência, mas ela é limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e proverá sua conservação. Não há entre eles nenhuma criação nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiramos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior segundo formas e proposições constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo sem terem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio,  não tarda a voltar aos  limites traçados pela  Natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594. Os animais têm linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594 – a) Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Compreendem-se por outros meios. Vós, homens, não tendes mais do que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Os animais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e de exprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não se entendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas idéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum. Deve-se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar-se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==595. Os animais têm livre-arbítrio?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não são simples máquinas, como supondes (1)mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entre  os símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a humana?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e que sobrevive ao corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; ela não tem o livre-arbítrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==602. Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suas idéias limitadas lhe faraó ver as coisas de um ponto de vista mesquinho. Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver só como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou outra dessas duas almas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos, que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605 – a) Assim, alem das suas próprias imperfeições, de que o Espírito  deve despojar-se, deve ele lutar contra a influência da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem. duas almas; a  alma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem são distintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo que o rebaixa freqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O Espírito, encarnando-se no corpo do homem, transmite-lhe o principio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem ás suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao se purificar, liberta-se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência, eleva-se ao seu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Do elemento inteligente universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua &lt;br /&gt;
inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190.) Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. a) Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade?                &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do berne do mal e a responsabilidade dos seus atos. Corno depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nada há de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá-los é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas na Natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra a sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607 – b) Esse período de humanidade começa sobre a nossa Terra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==608.O Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vida de Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno. Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==609. O Espírito, tendo entrado no período da humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, ele pode conservar um reflexo mais ou  menos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca(1); há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia do   seres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos se realçam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguem uma progressão mais rápida à medida que o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Não, mas a questão não havia sido desenvolvida e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte porque tem  faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podem  conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Descartes ensinava que os animais são máquinas, agindo segundo as leis naturais, por não terem espírito. Essa concepção, que no tempo de Kardec era ainda bastante difundida, prevalece até hoje entre a maioria dos homens. Os Espíritos a contestam, como se vê, e a sua opinião é referenciada pelas Ciências. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) Os Espíritos levantam aqui um problema filosófico, o do “ser do corpo”, que o desenvolvimento da Filosofia Espírita tende a esclarecer. Ver obras especializadas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) A dialética marxista contraria aparentemente este princípio com a afirmação de que a Natureza “dá saltos”. Na realidade esses saltos são qualitativos e decorrem da acumulação de pequenas modificações quantitativas, ou seJa, de uma cadeia de ações e reações. Engels afirmou:  Embora com toda a graduação, a transição de uma forma de movimento para outra sempre se apresenta como um salto, que resolve  em revolução” . Esta teoria justifica a revolução social. Mas essa mesma revolução, segundo o marxismo, só pode ocorrer em condições especiais, preparadas por uma longa série de acontecimentos. Dessa maneira mesmo diante da concepção materialista revolucionária, permanece válido em sua substância o principio espírita “nada na Natureza se faz por transição brusca” Todo “salto” é o fim uma cadeia de ações e reações. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Livro_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8547</id>
		<title>Livro dos Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-30T19:13:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* Cap. 11 – OS TRÊS REINOS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo. Sua primeira edição foi lançada a 18 de abril de 1857, em Paris, pelo editor E. Dentu, estabelecido no Falais Royal, Galérie d’0rléans, 13. Três novidades, à maneira das tríades druídicas, apareciam com este livro: a Doutrina Espírita, a palavra Espiritismo, que a designava; e o nome Allan Kardec, que provinha do passado celta das Gálias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira novidade era apresentada como antiga, em virtude de representar a eterna realidade espiritual, servindo de fundamento a todas as religiões de todos os tempos: a Doutrina Espírita. Era, entretanto, a primeira vez que aparecia na sua inteireza, graças à revelação do Espírito de Verdade prometida pelo Cristo. A segunda, a palavra Espiritismo, era um neologismo criado por Kardec e desde aquele momento integrado na língua francesa e nos demais idiomas do mundo. A terceira representava a ressurreição do nome de um sacerdote druida desconhecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A maneira por que o livro fora escrito era também inteiramente nova. O Prof. Denizard Hippolyte Léon Rivail fizera as perguntas que eram respondidas pelos Espíritos, sob a direção do Espírito de Verdade, através das cestinhas-de-bico. Psicografia indireta. Os médiuns, duas meninas, Caroline Baudin, de 16 anos, e Julie Baudin, de 14, colocavam as mãos nas bordas da cesta e o lápis (o bico) escrevia numa lousa. Pelo mesmo processo, o livro foi revisado pelo Espírito de Verdade, através de outra menina, a Srtª Japhet. Outros médiuns foram posteriormente consultados e Kardec informa, em Obras Póstumas: “Foi dessa maneira que mais de dez médiuns prestaram concurso a esse trabalho”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este livro é, portanto, o resultado de um trabalho coletivo e conjugado entre o Céu e a Terra. O Prof. Denizard não o publicou com o seu nome ilustre de pedagogo e cientista, mas com o nome obscuro de [[Allan Kardec]], que havia tido entre os druidas, na encarnação em que se preparava ativamente para a missão espírita. O nome obscuro suplantou o nome ilustre, pois representava, na Terra, a Falange do Consolador. Esta falange se constituía dos Espíritos Reveladores, sob a orientação do Espírito de Verdade e dos pioneiros encarnados, com Allan Kardec à frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A 16 de março de 1860, foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec, sob orientação do Espírito de Verdade, que, desde a elaboração da primeira edição, já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela. Assim, a primeira edição foi o primeiro impacto da Doutrina Espírita no mundo, preparando ambiente para a segunda que a completaria. Toda a Doutrina está contida neste livro, de forma sintética, e foi posteriormente desenvolvida nos demais volumes da Codificação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo cm novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética, e estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual. Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Conteúdo==&lt;br /&gt;
* [[Explicação sobre o livro, por José Herculano Pires]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA===&lt;br /&gt;
* [[I – Espiritismo e Espiritualismo]] &lt;br /&gt;
* [[II – Alma, Princípio Vital e Fluido Vital]]&lt;br /&gt;
* [[III – A Doutrina E Seus Contraditores]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Manifestações Inteligentes]] &lt;br /&gt;
* [[V – Desenvolvimento da Psicografia]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Resumo da Doutrina dos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[VII – A Ciência e o Espiritismo]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Perseverança e Seriedade]] &lt;br /&gt;
* [[IX – Monopolizadores do Bom Senso]] &lt;br /&gt;
* [[X – A Linguagem dos Espíritos e o Poder Diabólico]] &lt;br /&gt;
* [[XI – Grandes e Pequenos]] &lt;br /&gt;
* [[XII – Da Identificação dos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[XIII – As Divergências de Linguagem]] &lt;br /&gt;
* [[XIV – As Questões de Ortografia]] &lt;br /&gt;
* [[XV – A Loucura E Suas Causas]] &lt;br /&gt;
* [[XVI – A Teoria Magnética E Do Meio Ambiente]]&lt;br /&gt;
* [[XVII – Preenchendo Os Espaços Vazios]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 1 – DEUS===&lt;br /&gt;
* [[I – Deus e O Infinito]] &lt;br /&gt;
* [[II – Provas da Existência de Deus]] &lt;br /&gt;
* [[III – Atributos da Divindade]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Panteísmo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 2 – ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO===&lt;br /&gt;
* [[I – Conhecimento do Princípio das Coisas]] &lt;br /&gt;
* [[II – Espírito e Matéria]] &lt;br /&gt;
* [[III – Propriedades da Matéria]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Espaço Universal]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 3 – CRIAÇÃO===&lt;br /&gt;
* [[I – Formação dos Mundos]] &lt;br /&gt;
* [[II – Formação dos Seres Vivos]] &lt;br /&gt;
* [[III – Povoamento da Terra – Adão]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Diversidade das Raças Humanas]] &lt;br /&gt;
* [[V – Pluralidade dos Mundos]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Considerações e Concordâncias Bíblicas Referentes à Criação]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 4 – PRINCÍPIO VITAL===&lt;br /&gt;
* [[I Seres Orgânicos e Inorgânicos]] &lt;br /&gt;
* [[II – A Vida e a Morte]] &lt;br /&gt;
* [[III – Inteligência e Instinto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==LIVRO SEGUNDO – MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS==&lt;br /&gt;
===Cap. 1 – DOS ESPÍRITOS===&lt;br /&gt;
* [[I – Origem e Natureza dos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[II – Mundo Normal Primitivo]] &lt;br /&gt;
* [[III – Forma e Ubiquidade dos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Perispírito]] &lt;br /&gt;
* [[V – Diferentes Ordens de Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Escala Espírita]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Progressão dos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Anjos e Demônios]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 2 – ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS===&lt;br /&gt;
* [[I – Finalidade da Encarnação]] &lt;br /&gt;
* [[II – Da Alma]] &lt;br /&gt;
* [[III – Materialismo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 3 – RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL===&lt;br /&gt;
* [[I – A Alma Após A Morte]] &lt;br /&gt;
* [[II – Separação da Alma e do Corpo]] &lt;br /&gt;
* [[III – Perturbação Espírita]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 4 – PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS===&lt;br /&gt;
* [[I – Da Reencarnação]] &lt;br /&gt;
* [[II – Justiça da Reencarnação]] &lt;br /&gt;
* [[III – Encarnação nos Diferentes Mundos]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Transmigração Progressiva]] &lt;br /&gt;
* [[V – Sorte das Crianças Após a Morte]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Sexo nos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Parentesco e Filiação]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Semelhanças Físicas e Morais]] &lt;br /&gt;
* [[IX – Idéias Inatas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 5 – CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS===&lt;br /&gt;
* [[I – Considerações sobre a Pluralidade das Existências]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 6 – VIDA ESPÍRITA===&lt;br /&gt;
* [[I – Espíritos Errantes]] &lt;br /&gt;
* [[II – Mundos Transitórios]] &lt;br /&gt;
* [[III – Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Ensaio Teórico Sobre A Sensação Nos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[V – Escolha ds Provas]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Relações de Além-Túmulo]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Relações Simpáticas e Antipáticas dos Espíritos – Metades Eternas]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Lembranças da Existência Corpórea]] &lt;br /&gt;
* [[IX – Comemorações dos Mortos – Funerais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 7 – RETORNO À VIDA CORPORAL===&lt;br /&gt;
* [[I – Prelúdio do Retorno]] &lt;br /&gt;
* [[II – União da Alma com o Corpo]] &lt;br /&gt;
* [[III – Faculdades Morais e Intelectuais]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Influência do Organismo]] &lt;br /&gt;
* [[V – Idiotismo e Loucura]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Da Infância]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Simpatias e Antipatias Terrenas]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Esquecimento do Passado]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 8 – EMANCIPAÇÃO DA ALMA===&lt;br /&gt;
* [[I – O Sono E Os Sonhos]] &lt;br /&gt;
* [[II – Visitas Espíritas Entre Vivos]] &lt;br /&gt;
* [[III – Transmissão Oculta do Pensamento]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Letargia, Catalepsia, Morte Aparente]] &lt;br /&gt;
* [[V – Sonambulismo]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Êxtase]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Dupla Vista]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Resumo Teórico do Sonambulismo, do Êxtase e da Dupla Vista]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 9 – INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO===&lt;br /&gt;
* [[I – Penetração No Nosso Pensamento Pelos Espíritos]] &lt;br /&gt;
* [[II – Influência Oculta dos Espíritos Sobre os Nossos Pensamentos e as Nossas Ações]] &lt;br /&gt;
* [[III – Possessos]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Convulsionários]] &lt;br /&gt;
* [[V – Afeição dos Espíritos por Certas Pessoas]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Anjos da Guarda, Espíritos Protetores, Familiares ou Simpáticos]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Pressentimentos]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Influência dos Espíritos sobre os Acontecimentos da Vida]] &lt;br /&gt;
* [[IX – Ação dos Espíritos sobre os Fenômenos d Natureza]] &lt;br /&gt;
* [[X – Os Espíritos Durante os Combates]] &lt;br /&gt;
* [[XI – Dos Pactos]] &lt;br /&gt;
* [[XII – Poder Oculto, Talismãs, Feiticeiros]]&lt;br /&gt;
* [[XIII – Benção e Maldição]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 10 – OCUPAÇÕES E MISSÕES DOS ESPÍRITOS===&lt;br /&gt;
* [[I – Ocupações e Missões dos Espíritos]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 11 – OS TRÊS REINOS===&lt;br /&gt;
* [[I – Os Minerais e as Plantas]] &lt;br /&gt;
* [[II – Os Animais e o Homem]] &lt;br /&gt;
* [[III – Metempsicose]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS==&lt;br /&gt;
===Cap. 1 – A LEI DIVINA OU NATURAL===&lt;br /&gt;
* [[I – Caracteres da Lei Natural]] &lt;br /&gt;
* [[II – Conhecimento da Lei Natural]] &lt;br /&gt;
* [[III – O Bem e o Mal]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Divisão da Lei Natural]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 2 – LEI DE ADORAÇÃO===&lt;br /&gt;
* [[I – Finalidade da Adoração]] &lt;br /&gt;
* [[II – Adoração Exterior]] &lt;br /&gt;
* [[III – Vida Contemplativa]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Da Prece]] &lt;br /&gt;
* [[V – Politeísmo]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Sacrifícios]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 3 – LEI DO TRABALHO===&lt;br /&gt;
* [[I – Necessidade do Trabalho]] &lt;br /&gt;
* [[II – Limite do Trabalho – Repouso]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 4 – LEI DA REPRODUÇÃO===&lt;br /&gt;
* [[I – População do Globo]] &lt;br /&gt;
* [[II – Sucessão e Aperfeiçoamento ds Raças]] &lt;br /&gt;
* [[III – Obstáculos à Reprodução]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Casamento e Celibato]] &lt;br /&gt;
* [[V – Poligamia]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 5 – LEI DE CONSERVAÇÃO===&lt;br /&gt;
* [[I – Instinto de Conservação]] &lt;br /&gt;
* [[II – Meios de Conservação]] &lt;br /&gt;
* [[III – Gozo dos Bens da Terra]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Necessário e Supérfluo]] &lt;br /&gt;
* [[V – Privações Voluntárias – Mortificações]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 6 – LEI DE DESTRUIÇÃO===&lt;br /&gt;
* [[I – Destruição Necessária e Destruição Abusiva]] &lt;br /&gt;
* [[II – Flagelos Destruidores]] &lt;br /&gt;
* [[III – Guerras]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Assassínio]] &lt;br /&gt;
* [[V – Crueldade]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Duelo]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Pena de Morte]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 7 – LEI DE SOCIEDADE===&lt;br /&gt;
* [[I – Necessidade da Vida Social]] &lt;br /&gt;
* [[II – Vida de Isolamento – Voto de Silêncio]] &lt;br /&gt;
* [[III – Laços de Família]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 8 – LEI DO PROGRESSO===&lt;br /&gt;
* [[I – Estado Natural]] &lt;br /&gt;
* [[II – Marcha do Progresso]] &lt;br /&gt;
* [[III – Povos Degenerados]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Civilização]] &lt;br /&gt;
* [[V – Progresso da Legislação Humana]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Influência do Espiritismo no Progresso]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 9 – LEI DE IGUALDADE===&lt;br /&gt;
* [[I – Igualdade Natural]] &lt;br /&gt;
* [[II – Desigualdade de Aptidões]] &lt;br /&gt;
* [[III – Desigualdades Sociais]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Desigualdades das Riquezas]] &lt;br /&gt;
* [[V – Provas da Riqueza e da Miséria]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Igualdade de Direitos do Homem e da Mulher]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Igualdade Perante o Túmulo]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 10 – LEI DE LIBERDADE===&lt;br /&gt;
* [[I – Liberdade Natural]] &lt;br /&gt;
* [[II – Escravidão]] &lt;br /&gt;
* [[III – Liberdade de Pensamento]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Liberdade de Consciência]] &lt;br /&gt;
* [[V – Livre Arbítrio]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Fatalidade]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Conhecimento do Futuro]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 11 – LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE===&lt;br /&gt;
* [[I – Justiça e Direito Natural]] &lt;br /&gt;
* [[II – Direito de Propriedade – Roubo]] &lt;br /&gt;
* [[III – Caridade e Amor ao Próximo]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Amor Maternal e Filial]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 12 – PERFEIÇÃO MORAL===&lt;br /&gt;
* [[I – As Virtudes e os Vícios]] &lt;br /&gt;
* [[II – Das Paixões]] &lt;br /&gt;
* [[III – Do Egoísmo]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Caracteres do Homem de Bem]] &lt;br /&gt;
* [[V – Conhecimento de Si Mesmo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==LIVRO QUARTO – ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES==&lt;br /&gt;
===Cap. 1 – PENAS E GOZOS TERRENOS===&lt;br /&gt;
* [[I – Felicidade e Infelicidade Relativas]] &lt;br /&gt;
* [[II – Perda de Entes Queridos]] &lt;br /&gt;
* [[III – Decepções, Ingratidão, Quebra de Afeições]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Uniões Antipáticas]] &lt;br /&gt;
* [[V – Preocupação com a Morte]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Desgosto Pela Vida – Suicídio]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Cap. 2 – PENAS E GOZOS FUTUROS===&lt;br /&gt;
* [[I – O Nada – A Vida Futura]] &lt;br /&gt;
* [[II – Intuição das Penas e dos Gozos Futuros]] &lt;br /&gt;
* [[III – Intervenção de Deus nas Penas e Recompensas]] &lt;br /&gt;
* [[IV – Natureza das Penas e Gozos Futuros]]&lt;br /&gt;
* [[V – Penas Temporais]] &lt;br /&gt;
* [[VI – Expiação e Arrependimento]] &lt;br /&gt;
* [[VII – Duração das Penas Futuras]] &lt;br /&gt;
* [[VIII – Ressurreição da Carne]] &lt;br /&gt;
* [[IX – Paraíso, Inferno, Purgatório, Paraíso Perdido]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==CONCLUSÃO==&lt;br /&gt;
* [[Conclusão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Links Externos==&lt;br /&gt;
*[http://www.febnet.org.br/ba/file/Obras%20B%C3%A1sicas/le.pdf O Livro dos Espíritos em pdf]&lt;br /&gt;
*[http://livrodosespiritos.wordpress.com/] O Livro dos Espíritos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Os_Animais_e_o_Homem&amp;diff=8546</id>
		<title>II – Os Animais e o Homem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Os_Animais_e_o_Homem&amp;diff=8546"/>
		<updated>2010-11-30T19:11:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 608.0 Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,  parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha de  demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sobre esses assuntos os vossos filósofos não estão muito de acordo. Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja um  homem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce, às vezes, muito baixo ou que pode elevar-se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode  compreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais; mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? E que têm inteligência, mas ela é limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e proverá sua conservação. Não há entre eles nenhuma criação nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiramos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior segundo formas e proposições constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo sem terem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio,  não tarda a voltar aos  limites traçados pela  Natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594. Os animais têm linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594 – a) Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Compreendem-se por outros meios. Vós, homens, não tendes mais do que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Os animais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e de exprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não se entendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas idéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum. Deve-se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar-se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==595. Os animais têm livre-arbítrio?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não são simples máquinas, como supondes (1)mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entre  os símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a humana?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e que sobrevive ao corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; ela não tem o livre-arbítrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==602. Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suas idéias limitadas lhe faraó ver as coisas de um ponto de vista mesquinho. Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver só como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou outra dessas duas almas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos, que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605 – a) Assim, alem das suas próprias imperfeições, de que o Espírito  deve despojar-se, deve ele lutar contra a influência da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem. duas almas; a  alma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem são distintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo que o rebaixa freqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O Espírito, encarnando-se no corpo do homem, transmite-lhe o principio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem ás suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao se purificar, liberta-se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência, eleva-se ao seu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Do elemento inteligente universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua &lt;br /&gt;
inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190.) Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. a) Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade?                &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do berne do mal e a responsabilidade dos seus atos. Corno depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nada há de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá-los é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas na Natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra a sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607 – b) Esse período de humanidade começa sobre a nossa Terra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==608.O Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vida de Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno. Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==609. O Espírito, tendo entrado no período da humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, ele pode conservar um reflexo mais ou  menos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca(1); há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia do   seres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos se realçam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguem uma progressão mais rápida à medida que o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Não, mas a questão não havia sido desenvolvida e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte porque tem  faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podem  conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Descartes ensinava que os animais são máquinas, agindo segundo as leis naturais, por não terem espírito. Essa concepção, que no tempo de Kardec era ainda bastante difundida, prevalece até hoje entre a maioria dos homens. Os Espíritos a contestam, como se vê, e a sua opinião é referenciada pelas Ciências. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) Os Espíritos levantam aqui um problema filosófico, o do “ser do corpo”, que o desenvolvimento da Filosofia Espírita tende a esclarecer. Ver obras especializadas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) A dialética marxista contraria aparentemente este princípio com a afirmação de que a Natureza “dá saltos”. Na realidade esses saltos são qualitativos e decorrem da acumulação de pequenas modificações quantitativas, ou seJa, de uma cadeia de ações e reações. Engels afirmou:  Embora com toda a graduação, a transição de uma forma de movimento para outra sempre se apresenta como um salto, que resolve  em revolução” . Esta teoria justifica a revolução social. Mas essa mesma revolução, segundo o marxismo, só pode ocorrer em condições especiais, preparadas por uma longa série de acontecimentos. Dessa maneira mesmo diante da concepção materialista revolucionária, permanece válido em sua substância o principio espírita “nada na Natureza se faz por transição brusca” Todo “salto” é o fim uma cadeia de ações e reações. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Os_Animais_e_o_Homem&amp;diff=8545</id>
		<title>II – Os Animais e o Homem</title>
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		<updated>2010-11-30T19:08:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,  parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha de  demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sobre esses assuntos os vossos filósofos não estão muito de acordo. Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja um  homem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce, às vezes, muito baixo ou que pode elevar-se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode  compreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais; mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? E que têm inteligência, mas ela é limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e proverá sua conservação. Não há entre eles nenhuma criação nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiramos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior segundo formas e proposições constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo sem terem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio,  não tarda a voltar aos  limites traçados pela  Natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594. Os animais têm linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594 – a) Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Compreendem-se por outros meios. Vós, homens, não tendes mais do que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Os animais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e de exprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não se entendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas idéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum. Deve-se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar-se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==595. Os animais têm livre-arbítrio?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não são simples máquinas, como supondes (1)mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entre  os símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a humana?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e que sobrevive ao corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; ela não tem o livre-arbítrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==602. Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suas idéias limitadas lhe faraó ver as coisas de um ponto de vista mesquinho. Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver só como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou outra dessas duas almas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos, que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605 – a) Assim, alem das suas próprias imperfeições, de que o Espírito  deve despojar-se, deve ele lutar contra a influência da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem. duas almas; a  alma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem são distintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo que o rebaixa freqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O Espírito, encarnando-se no corpo do homem, transmite-lhe o principio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem ás suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao se purificar, liberta-se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência, eleva-se ao seu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Do elemento inteligente universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua &lt;br /&gt;
inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190.) Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. a) Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade?                &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do berne do mal e a responsabilidade dos seus atos. Corno depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nada há de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá-los é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas na Natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra a sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607 – b) Esse período de humanidade começa sobre a nossa Terra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==608.0 Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vida de Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno. Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==609. O Espírito, tendo entrado no período da humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, ele pode conservar um reflexo mais ou  menos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca(1); há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia do   seres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos se realçam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguem uma progressão mais rápida à medida que o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Não, mas a questão não havia sido desenvolvida e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte porque tem  faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podem  conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Descartes ensinava que os animais são máquinas, agindo segundo as leis naturais, por não terem espírito. Essa concepção, que no tempo de Kardec era ainda bastante difundida, prevalece até hoje entre a maioria dos homens. Os Espíritos a contestam, como se vê, e a sua opinião é referenciada pelas Ciências. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) Os Espíritos levantam aqui um problema filosófico, o do “ser do corpo”, que o desenvolvimento da Filosofia Espírita tende a esclarecer. Ver obras especializadas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) A dialética marxista contraria aparentemente este princípio com a afirmação de que a Natureza “dá saltos”. Na realidade esses saltos são qualitativos e decorrem da acumulação de pequenas modificações quantitativas, ou seJa, de uma cadeia de ações e reações. Engels afirmou:  Embora com toda a graduação, a transição de uma forma de movimento para outra sempre se apresenta como um salto, que resolve  em revolução” . Esta teoria justifica a revolução social. Mas essa mesma revolução, segundo o marxismo, só pode ocorrer em condições especiais, preparadas por uma longa série de acontecimentos. Dessa maneira mesmo diante da concepção materialista revolucionária, permanece válido em sua substância o principio espírita “nada na Natureza se faz por transição brusca” Todo “salto” é o fim uma cadeia de ações e reações. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Metempsicose&amp;diff=8523</id>
		<title>III – Metempsicose</title>
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		<updated>2010-11-29T23:23:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das  outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)  “O Livro dos Espírito!;” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto cientifico desenvolver-se em “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente à “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo”, e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A Pluralidade das Existências”. Nota-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: ” Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>III – Metempsicose</title>
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		<updated>2010-11-29T23:23:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* 613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das  outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)  “O Livro dos Espírito!;” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto cientifico desenvolver-se em “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente à “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo”, e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A Pluralidade das Existências”. Nota-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: ” Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>III – Metempsicose</title>
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		<updated>2010-11-29T23:22:17Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das  outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)  “O Livro dos Espírito!;” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto cientifico desenvolver-se em “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente à “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo”, e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A Pluralidade das Existências”. Nota-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: ” Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<updated>2010-11-29T23:21:10Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?==&lt;br /&gt;
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- Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
       É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.&lt;br /&gt;
       As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das  outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
       Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
       O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)  “O Livro dos Espírito!;” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto cientifico desenvolver-se em “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente à “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo”, e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A Pluralidade das Existências”. Nota-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: ” Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;div&gt;==611. A comunhão de origem dos seres vivos no princípio inteligente não e a consagração da doutrina da metempsicose?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Duas coisas podem ter a mesma origem e não se assemelharem em nada mais tarde. Quem reconheceria a árvore, suas folhas, suas flores e seus frutos no germe informe que se contém na semente de onde saíram? No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões que nascem da influencia do corpo e os instintos de conservação inerente à matéria Não se pode dizer, portanto, que tal homem, é a encarnação do Espírito de tal animal, e. por conseguinte a metempsicose, tal como a entendem, não é exata.&lt;br /&gt;
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==612. O Espírito que animou o corpo de um homem poderia encarnar-se num animal?==&lt;br /&gt;
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- Isso seria retrogradar, e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à nascente. (Ver item 118.)&lt;br /&gt;
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==613. Por mais errônea que seja a idéia ligada à metempsicose, não seria ela o resultado do sentimento intuitivo das diferentes existências do homem?==&lt;br /&gt;
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—Reconhecemos esse sentimento intuitivo nessa crença como em muitas outras; mas, como a maior parte dessas idéias intuitivas, o homem a desnaturou.&lt;br /&gt;
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&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; A metempsicose seria verdadeira se por ela se entendesse a progressão da alma de um estado inferior para um superior, realizando os desenvolvimentos que  transformariam a sua natureza; mas é falsa, no sentido de transmigração direta do animal para o homem e vice-versa, o que implicaria a idéia de uma retrogradação ou de fusão Ora  não podendo realizar-se essa fusão entre seres corporais de duas espécies temos nisso um indicio de que se encontram em graus não assimiláveis e que o mesmo deve acontecer com os espíritos que os animam. Se o mesmo Espírito pudesse animá-los alternativamente, disso resultaria uma identidade de natureza que se traduziria na possibilidade de reprodução material. A reencarnação ensinada pelos Espíritos se funda, pelo contrário, sobre a marcha ascendente da Natureza e sobre a proqressão do homem na sua própria espécie, o que não diminui em nada a sua dignidade O que o rebaixa é o mau uso que faz das faculdades que Deus lhe deu para o seu adiantamento. Como quer que seja. a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose e o número de homens eminentes que a professaram provai que o principio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são portanto argumentos antes a seu favor do que contrários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
      O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao principio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-los de maneira absoluta e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer e sobre o que não conhecem podem ter também opiniões pessoais mais ou menos sensatas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
       É assim que nem todos pensam da mesma maneira a respeito das relações existentes entre o homem e os animais. Segundo alguns, o Espírito não chega ao período humano senão depois de ter sido elaborado e individualizado nos diferentes graus dos seres inferiores da criação. Segundo outros, o Espírito do homem teria sempre pertencido à raça humana, sem passar pela fieira animal. O primeiro desses sistemas tem a vantagem de dar uma finalidade ao futuro dos animais que constituiriam assim, os primeiros anéis da cadeia dos seres pensantes; o segundo é mais conforme á dignidade do homem e pode resumir-se da maneira que segue.&lt;br /&gt;
       As diferentes espécies de animais não procedem intelectualmente umas das  outras, por via de progressão; assim, o Espírito da ostra não se torna sucessivamente do peixe, da ave, do quadrúpede e do quadrúmano; cada espécie é um tipo absoluto, física e moralmente, e cada um dos seus indivíduos tira da fonte universal a quantidade de princípio inteligente que lhe é necessária, segundo a perfeição dos seus órgãos e a tarefa que deve desempenhar nos fenômenos da Natureza, devolvendo-a à massa após a morte. Aqueles dos mundos mais adiantados que o nosso (ver item 188) são igualmente constituídos de raças distintas, apropriadas ás necessidades desses mundos e ao grau de adiantamento dos homens de que são auxiliares, mas não procedem absolutamente dos terrestres, espiritualmente falando. Com o homem já não se dá o mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
       Do ponto de vista físico, o homem constitui evidentemente um anel da cadeia dos seres vivos; mas do ponto de vista moral há solução de continuidade entre o homem e o animal. O homem possui, como sua particularidade, a alma ou Espírito, centelha divina que lhe dá o senso moral e um alcance intelectual que os animais não possuem; é o seu ser principal, preexistente e sobrevivente ao corpo, conservando a sua individualidade. Qual é a origem do Espírito? Onde está o seu ponto de partida? Forma-se ele do principio inteligente individualizado? Isso é um mistério que seria inútil procurar e penetrar e sobre o qual, como dissemos, só podemos construir sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
       O que é constante e ressalta ao mesmo tempo do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após a morte, sua faculdade de progredir, seu estado feliz ou infeliz, proporcional ao seu adiantamento na senda do bem, e todas as verdades morais que são a conseqüência desse principio. Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento e sobre as quais seria inútil nos determos(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)  “O Livro dos Espírito!;” contém em si toda a doutrina, mas nem todos os princípios do Espiritismo estão nele suficientemente desenvolvidos. A codificação é progressiva. Vemos o aspecto cientifico desenvolver-se em “O Livro dos Médiuns” e em “A Gênese”; o aspecto religioso em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Céu e o Inferno”. Para esclarecimento dessa questão da origem do homem, o leitor deve consultar o capítulo VI de “A Gênese”, parte referente à “Criação Universal” (comunicação de Galileu, recebida por Flammarion e integrada por Kardec na codificação), o capítulo X, “Gênese Orgânica”, especialmente no número 26 e seguintes, referentes ao “Homem Corpóreo”, e o capítulo XI, “Gênese Espiritual”. Aconselhável também a leitura de “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, obra subsidiária da codificação. Em “Depois da Morte”, de Léon Denis, o capítulo XI da parte segunda intitulado “A Pluralidade das Existências”. Nota-se ainda a concordância dos ensinos acima, sobre o problema da metempsicose, com a constante afirmação dos Espíritos, neste livro, de que: ” Tudo se encadeia na Natureza”. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>II – Os Animais e o Homem</title>
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		<updated>2010-11-29T23:16:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;==592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,  parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==592. Se comparamos o homem e os animais em relação à inteligência,  parece difícil estabelecer a linha de demarcação, porque certos animais têm, nesse terreno, notória superioridade sobre certos homens. Essa linha de  demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sobre esses assuntos os vossos filósofos não estão muito de acordo. Uns querem que o homem seja um animal, e outros que o animal seja um  homem. Estão todos errados. O homem é um ser à parte, que desce, às vezes, muito baixo ou que pode elevar-se muito alto. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles; a Natureza lhes deu tudo aquilo que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência para prover às suas necessidades e à sua conservação. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode  compreender, porque só ele é completamente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==593. Podemos dizer que os animais só agem por instinto?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Ainda nisso há um sistema. É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais; mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? E que têm inteligência, mas ela é limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  Além do instinto, não se poderia negar a certos animais a prática de atos combinados que denotam a vontade de agir num sentido determinado e de acordo com as circunstâncias. Há neles, portanto, uma espécie de inteligência mas cujo exercício é mais precisamente concentrado sobre os meios de satisfazer às suas necessidades físicas e proverá sua conservação. Não há entre eles nenhuma criação nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte que admiramos em seus trabalhos, aquilo que faziam antigamente é o mesmo que fazem hoje, nem melhor nem pior segundo formas e proposições constantes e invariáveis. Os filhotes separados de sua espécie não deixam de construir o seu ninho de acordo com o mesmo modelo sem terem sido ensinados. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, esse desenvolvimento intelectual, sempre fechado em estreitos limites, é devido à ação do homem sobre uma natureza flexível, pois não fazem nenhum progresso por si mesmos, e esse progresso é efêmero, puramente individual, porque o animal, abandonado a si próprio,  não tarda a voltar aos  limites traçados pela  Natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594. Os animais têm linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==594 – a) Há animais que não possuem voz; esses não parecem destituídos de linguagem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Compreendem-se por outros meios. Vós, homens, não tendes mais do que a palavra para vos comunicardes? E dos mudos, que dizeis? Os animais, sendo dotados da vida de relação, têm meios de se prevenir e de exprimir as sensações que experimentam. Pensas que os peixes não se entendem? O homem não tem o privilégio da linguagem, mas a dos animais é instintiva e limitada pelo círculo exclusivo das suas necessidades e das suas idéias, enquanto a do homem é perfectível e se presta a todas as concepções da sua inteligência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Realmente, os peixes que emigram em massa, bem como as andorinhas, que obedecem ao guia, devem ter meios de se advertir de se entender e de se combinar. Talvez o façam entre si, ou talvez a água seja um veículo que lhes transmita certas vibrações. Seja o que for, é incontestável que eles dispõem de meios para se entenderem, da mesma maneira que todos os animais privados de voz e que realizam trabalhos em comum. Deve-se admirar, diante disso, que os Espíritos possam comunicar-se entre eles sem o recurso da palavra articulada? (Ver item 282.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==595. Os animais têm livre-arbítrio?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não são simples máquinas, como supondes (1)mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==596. De onde vem a aptidão de certos animais para imitar a linguagem do homem, e por que essa aptidão se encontra mais entre as aves do que entre  os símios, por exemplo, cuja conformação tem mais analogia com a humana?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Conformação particular dos órgãos vocais, secundada pelo instinto da imitação. O símio imita os gestos; certos pássaros imitam a voz.      &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e que sobrevive ao corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==598. A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==599. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; ela não tem o livre-arbítrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante como a do homem após a morte?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente; não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==601. Os animais seguem uma lei progressiva como os homens?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e é por isso que nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios de comunicação mais desenvolvidos. São, porém, sempre inferiores e submetidos aos homens, sendo, para estes, servidores inteligentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
      Nada há nisso de extraordinário. Suponhamos os nossos animais de maior inteligência, como o cão, o elefante, o cavalo, dotados de uma conformação apropriada aos trabalhos manuais. O que não poderiam fazer sob a direção do homem?                  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==602. Os animais progridem, como o homem, por sua própria vontade, ou pela força das coisas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. O homem é um deus para eles, como antigamente os Espíritos foram deuses para os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604. Os animais, mesmo aperfeiçoados nos mundos superiores, sendo sempre interiores aos homens, disso resultaria que Deus tivesse criado seres intelectuais perpetuamente votados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se assinalam em todas as suas obras?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo se encadeia na Natureza por liames que não podeis ainda perceber, e as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem jamais chegará a compreender no seu estado atual. Pode entrevê-los por um esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver atingido todo o seu desenvolvimento e se libertado dos prejuízos do orgulho e da ignorância poderá ver claramente na obra de Deus. Até lá suas idéias limitadas lhe faraó ver as coisas de um ponto de vista mesquinho. Sabei que Deus não pode contradizer-se e que tudo, na Natureza, se harmoniza através de leis gerais que jamais se afastam da sublime sabedoria do Criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605. Se considerarmos todos os pontos de contato existentes entre o homem e os animais, não poderíamos pensar que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se ele não tivesse esta última, poderia viver só como os animais? Dizendo de outra maneira: o animal é um ser semelhante ao homem, menos a alma espírita? Disso resultaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma ou outra dessas duas almas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, o homem não tem duas almas, mas o corpo tem os seus instintos, que resultam da sensação dos órgãos. Não há no homem senão uma dupla natureza: a natureza animal e a espiritual. Pelo seu corpo, ele participa da natureza dos animais e dos seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==605 – a) Assim, alem das suas próprias imperfeições, de que o Espírito  deve despojar-se, deve ele lutar contra a influência da matéria?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, quanto mais inferior é ele, mais apertados são os laços entre o Espírito e a matéria. Não o vedes? Não, o homem não tem. duas almas; a  alma é sempre única, um ser único. A alma do animal e a do homem são distintas entre si, de tal maneira que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo que o rebaixa freqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O Espírito, encarnando-se no corpo do homem, transmite-lhe o principio intelectual e moral que o torna superior aos animais. As duas naturezas existentes no homem oferecem ás suas paixões duas fontes diversas: umas provêm dos instintos da natureza, outras das impurezas do Espírito encarnado, que simpatiza em maior ou menor proporção com a grosseria dos apetites animais. O Espírito, ao se purificar, liberta-se pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, ele se aproxima dos brutos; liberto dessa influência, eleva-se ao seu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Do elemento inteligente universal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==606 – a) A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem nenhuma dúvida; mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. Ficou dito que a alma do homem, em sua origem, assemelha-se ao estado de infância da vida corpórea, que a sua &lt;br /&gt;
inteligência apenas desponta e que ela ensaia para a vida. (Ver item 190.) Onde cumpre o Espírito essa primeira fase?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Numa série de existências que precedem o período que chamais de Humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607. a) Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende à unidade?                &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida, como dissemos. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o de germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do berne do mal e a responsabilidade dos seus atos. Corno depois do período da infância vem o da adolescência, depois a juventude, e por fim a idade madura. Nada há de resto, nessa origem, que deva humilhar o homem. Os grandes gênios sentem-se humilhados por terem sido fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhá-los é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundeza de seus desígnios e a sabedoria das leis que regulam a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia que faz a solidariedade de todas as coisas na Natureza. Crer que Deus pudesse ter feito qualquer coisa sem objetivo e criar seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra a sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==607 – b) Esse período de humanidade começa sobre a nossa Terra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==608.0 Espírito do homem, após a morte, tem consciência das existências que precederam, para ele, o período de humanidade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, porque não é senão desse período que começa para ele a vida de Espírito, e é mesmo difícil que se lembre de suas primeiras existências como homem, exatamente como o homem não se lembra mais dos primeiros tempos de sua infância, e ainda menos do tempo que passou no ventre materno. Eis porque os Espíritos vos dizem que não sabem como começaram. (Ver item 78.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==609. O Espírito, tendo entrado no período da humanidade, conserva os traços do que havia sido precedentemente, ou seja, do estado em que se encontrava no período que se poderia chamar anti-humano?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Isso depende da distância que separa os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, ele pode conservar um reflexo mais ou  menos pronunciado do estado primitivo, porque nada na Natureza se faz por transição brusca(1); há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia do   seres e dos acontecimentos. Mas esses traços desaparecem com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos se realçam lentamente, porque não são ainda secundados pela vontade, mas seguem uma progressão mais rápida à medida que o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da criação enganaram-se, então?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Não, mas a questão não havia sido desenvolvida e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte porque tem  faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que o podem  conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Descartes ensinava que os animais são máquinas, agindo segundo as leis naturais, por não terem espírito. Essa concepção, que no tempo de Kardec era ainda bastante difundida, prevalece até hoje entre a maioria dos homens. Os Espíritos a contestam, como se vê, e a sua opinião é referenciada pelas Ciências. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) Os Espíritos levantam aqui um problema filosófico, o do “ser do corpo”, que o desenvolvimento da Filosofia Espírita tende a esclarecer. Ver obras especializadas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) A dialética marxista contraria aparentemente este princípio com a afirmação de que a Natureza “dá saltos”. Na realidade esses saltos são qualitativos e decorrem da acumulação de pequenas modificações quantitativas, ou seJa, de uma cadeia de ações e reações. Engels afirmou:  Embora com toda a graduação, a transição de uma forma de movimento para outra sempre se apresenta como um salto, que resolve  em revolução” . Esta teoria justifica a revolução social. Mas essa mesma revolução, segundo o marxismo, só pode ocorrer em condições especiais, preparadas por uma longa série de acontecimentos. Dessa maneira mesmo diante da concepção materialista revolucionária, permanece válido em sua substância o principio espírita “nada na Natureza se faz por transição brusca” Todo “salto” é o fim uma cadeia de ações e reações. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Os_Minerais_e_as_Plantas&amp;diff=8517</id>
		<title>I – Os Minerais e as Plantas</title>
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		<updated>2010-11-29T23:03:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: /* =590. Não há nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação que o leva a procurar aquilo que lhes pode ser útil e a fugir ao que lhes pode prejudicar? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==585. Que pensais da divisão da Natureza em três reinos, ou ainda em duas classes: os seres orgânicos e os seres inorgânicos? Alguns fazem da espécie humana um quarto reino. Qual dessas divisões é a preferível?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Todas são boas: isso depende do ponto de vista. Encarados sob o aspecto material, não há senão seres orgânicos e seres inorgânicos; do ponto de vista moral, há, evidentemente, quatro graus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Esses quatro graus têm, com efeito, caracteres bem definidos; embora pareçam confundir-se os seus limites. A matéria inerte, que constitui o reino mineral, não possui mais do que uma força mecânica; as plantas, compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade; os animais, compostos de matéria inerte e dotados de vitalidade, têm também uma espécie de inteligência instintiva, limitada, com a consciência de sua existência e de sua individualidade; o homem, tendo tudo o que existe nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial ilimitada(l) que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extra-materiais e o conhecimento de Deus.&lt;br /&gt;
==586. As plantas têm consciência de sua existência?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. Elas não pensam; não têm mais do que a vida orgânica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==587. As plantas têm sensações; sofrem, quando mutiladas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— As plantas recebem as impressões físicas da ação sobre a matéria, mas não têm percepções, por conseguinte, não têm a sensação de dor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==588. A força que atrai as plantas, umas para as outras, é independente da sua vontade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, pois elas não pensam. É uma força mecânica da matéria que age na matéria: elas não poderiam opor-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==589. Certas plantas, como a sensitiva e a dionéia, por exemplo, têm movimentos que acusam uma grande sensibilidade e em alguns casos uma espécie de vontade, como a última, cujos lóbulos apanham a mosca que vem pousar sobre ela para sugar-lhe o suco, e à qual ela parece haver preparado uma armadilha para matar. Essas plantas são dotadas da faculdade de pensar? Têm uma vontade e formam uma classe intermediária entre a natureza vegetal e a animal? Constituem uma transição de uma para a outra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo é transição na Natureza, pelo fato mesmo de que nada é semelhante, e no entanto tudo se liga. As plantas não pensam e por conseguinte não têm vontade. A ostra que se abre e todos os zoófitos não têm pensamento: nada mais possuem que um instinto natural e cego.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O organismo humano nos fornece exemplos de movimentos analógicos, sem a participação da vontade, como as funções digestivas e circulatórias. O piloro se fecha ao contato de certos corpos para negar-lhes passagem. O mesmo deve acontecer com a sensitiva, nu qual os movimentos não implicam absolutamente a necessidade de uma percepção, e menos ainda de uma vontade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==590. Não há nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação que o leva a procurar aquilo que lhes pode ser útil e a fugir ao que lhes pode prejudicar?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Há, se o quiserdes, uma espécie de instinto; isso depende da extensão que se atribua a essa palavra; mas é puramente mecânico. Quando, nas reações químicas, vedes dois corpos se unirem, é que eles se afinam, quer dizer que há afinidades entre eles; mas não chamais a isso de instinto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==591. Nos mundos superiores as plantas são, com os outros seres, de natureza mais perfeita?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo é mais perfeito; mas as plantas são sempre plantas, como os animais são sempre animais e os homens sempre homens(1).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(l) A inteligência do homem é ilimitada em face da inteligência limitada do animal. O texto francês diz “indefinie”, geralmente traduzido por indefinida. Embora a palavra indefinido tenha, também em português, o sentido de sem limites, parece-nos que a tradução mais clara é a que fizemos. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Algumas pessoas fazem desta resposta uma negação da continuidade evolutiva das coisas e dos seres. O leitor deve considerar que a resposta se refere à condição dos mundos superiores, onde há plantas, animais e homens, como nos inferiores, mas em escala avançada. A palavra sempre não é empregada aí no sentido de eternidade, o que seria contrariar os princípios espíritas. Quer dizer apenas que os três reinos existem sempre em todos os mundos aqui referidos. Ver os itens 604, 607 e 607-A. (N. do T)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Os_Minerais_e_as_Plantas&amp;diff=8516</id>
		<title>I – Os Minerais e as Plantas</title>
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		<updated>2010-11-29T23:03:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;==585. Que pensais da divisão da Natureza em três reinos, ou ainda em duas classes: os seres orgânicos e os seres inorgânicos? Alguns fazem da espécie humana um quarto reino…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==585. Que pensais da divisão da Natureza em três reinos, ou ainda em duas classes: os seres orgânicos e os seres inorgânicos? Alguns fazem da espécie humana um quarto reino. Qual dessas divisões é a preferível?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Todas são boas: isso depende do ponto de vista. Encarados sob o aspecto material, não há senão seres orgânicos e seres inorgânicos; do ponto de vista moral, há, evidentemente, quatro graus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; Esses quatro graus têm, com efeito, caracteres bem definidos; embora pareçam confundir-se os seus limites. A matéria inerte, que constitui o reino mineral, não possui mais do que uma força mecânica; as plantas, compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade; os animais, compostos de matéria inerte e dotados de vitalidade, têm também uma espécie de inteligência instintiva, limitada, com a consciência de sua existência e de sua individualidade; o homem, tendo tudo o que existe nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial ilimitada(l) que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extra-materiais e o conhecimento de Deus.&lt;br /&gt;
==586. As plantas têm consciência de sua existência?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. Elas não pensam; não têm mais do que a vida orgânica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==587. As plantas têm sensações; sofrem, quando mutiladas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— As plantas recebem as impressões físicas da ação sobre a matéria, mas não têm percepções, por conseguinte, não têm a sensação de dor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==588. A força que atrai as plantas, umas para as outras, é independente da sua vontade?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, pois elas não pensam. É uma força mecânica da matéria que age na matéria: elas não poderiam opor-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==589. Certas plantas, como a sensitiva e a dionéia, por exemplo, têm movimentos que acusam uma grande sensibilidade e em alguns casos uma espécie de vontade, como a última, cujos lóbulos apanham a mosca que vem pousar sobre ela para sugar-lhe o suco, e à qual ela parece haver preparado uma armadilha para matar. Essas plantas são dotadas da faculdade de pensar? Têm uma vontade e formam uma classe intermediária entre a natureza vegetal e a animal? Constituem uma transição de uma para a outra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo é transição na Natureza, pelo fato mesmo de que nada é semelhante, e no entanto tudo se liga. As plantas não pensam e por conseguinte não têm vontade. A ostra que se abre e todos os zoófitos não têm pensamento: nada mais possuem que um instinto natural e cego.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; O organismo humano nos fornece exemplos de movimentos analógicos, sem a participação da vontade, como as funções digestivas e circulatórias. O piloro se fecha ao contato de certos corpos para negar-lhes passagem. O mesmo deve acontecer com a sensitiva, nu qual os movimentos não implicam absolutamente a necessidade de uma percepção, e menos ainda de uma vontade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===590. Não há nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação que o leva a procurar aquilo que lhes pode ser útil e a fugir ao que lhes pode prejudicar?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Há, se o quiserdes, uma espécie de instinto; isso depende da extensão que se atribua a essa palavra; mas é puramente mecânico. Quando, nas reações químicas, vedes dois corpos se unirem, é que eles se afinam, quer dizer que há afinidades entre eles; mas não chamais a isso de instinto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==591. Nos mundos superiores as plantas são, com os outros seres, de natureza mais perfeita?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Tudo é mais perfeito; mas as plantas são sempre plantas, como os animais são sempre animais e os homens sempre homens(1).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(l) A inteligência do homem é ilimitada em face da inteligência limitada do animal. O texto francês diz “indefinie”, geralmente traduzido por indefinida. Embora a palavra indefinido tenha, também em português, o sentido de sem limites, parece-nos que a tradução mais clara é a que fizemos. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Algumas pessoas fazem desta resposta uma negação da continuidade evolutiva das coisas e dos seres. O leitor deve considerar que a resposta se refere à condição dos mundos superiores, onde há plantas, animais e homens, como nos inferiores, mas em escala avançada. A palavra sempre não é empregada aí no sentido de eternidade, o que seria contrariar os princípios espíritas. Quer dizer apenas que os três reinos existem sempre em todos os mundos aqui referidos. Ver os itens 604, 607 e 607-A. (N. do T)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Walt_Disney_Demolay&amp;diff=5987</id>
		<title>Walt Disney Demolay</title>
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		<updated>2010-11-03T22:43:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:Walt Disney DeMolay 1.jpg|300px|right|thumb|Walt Disney DeMolay]]&lt;br /&gt;
“Eu sinto um grande senso de obrigação e gratidão para a [[Ordem DeMolay]] devido o papel importante que teve em minha vida. Seus preceitos foram inestimáveis tomando decisões, enfrentando dilemas e crises, sujeitando a face e ideais e conhecendo esses testes que são carregados quando compartilhados com outros em um laço de confiança. DeMolay representa tudo aquilo que é bom para a família e para nosso País. Eu me sinto privilegiado de ter participado da sociedade DeMolay.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas foram as palavras de nosso querido irmão [[Walt Disney]] sobre a [[Ordem DeMolay]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Walt Disney Demolay</title>
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		<updated>2010-11-03T22:39:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;“Eu sinto um grande senso de obrigação e gratidão para a [[Ordem DeMolay]] devido o papel importante que teve em minha vida. Seus preceitos foram inestimáveis tomando decisões, enfrentando dilemas e crises, sujeitando a face e ideais e conhecendo esses testes que são carregados quando compartilhados com outros em um laço de confiança. DeMolay representa tudo aquilo que é bom para a família e para nosso País. Eu me sinto privilegiado de ter participado da sociedade DeMolay.” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas foram as palavras de nosso querido irmão [[Walt Disney]] sobre a [[Ordem DeMolay]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Walt Disney Demolay</title>
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		<updated>2010-11-03T22:37:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;“Eu sinto um grande senso de obrigação e gratidão para a [[Ordem DeMolay]] devido o papel importante que teve em minha vida. Seus preceitos foram inestimáveis tomando decisões, enfrentando dilemas e crises, sujeitando a face e ideais e conhecendo esses testes que são carregados quando compartilhados com outros em um laço de confiança. [[DeMolay]] representa tudo aquilo que é bom para a família e para nosso País. Eu me sinto privilegiado de ter participado da sociedade [[DeMolay]].” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas foram as palavras de nosso querido irmão [[Walt Disney]] sobre a [[Ordem Demolay]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Vedanta</title>
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		<updated>2010-11-03T22:35:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vedanta é a tradição espiritual explicada nos Upanishads e que lida com os aspectos da auto-realização, onde procuramos entender a natureza da Realidade Última, chamada Brahman.&lt;br /&gt;
A tradução da palavra Vedanta é “o final de todo conhecimento”. No entanto, uma tradução mais profunda pode ser feita, tornando a palavra “conhecimento interior” (ou do Ser).&lt;br /&gt;
A tradição da Vedanta é baseada em leis espirituais imutáveis, comuns a todas as religiões ou tradições espirituais e tem como objetivo a conquista da Consciência Cósmica. É portanto, uma filosofia de cunho Universal ou universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De forma mais didática podemos dizer que a palavra Vedanta é composta por duas outras, a saber:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
veda = “conhecimento” + anta = “fim, conclusão”: “o ponto culminante do conhecimento”&lt;br /&gt;
veda = “conhecimento” + anta = “essência”, “núcleo”, ou ainda “interior”: “a essência dos Vedas” ou “ o conhecimento interior (esotérico)”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Vedanta também é conhecida como Uttara Mimamsa, ou a “última” ou “investigação elevada”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também a filosofia conhecida como Pūrva Mimamsa, geralmente chamada apenas de Mimamsa e que lida com explicações de sacrifícios e uso dos mantras na parte conhecida como Samhita dos Vedas e dos Brahmanas. Já a Vedanta lida com os ensinamentos esotéricos dos Aranyakas (“escritos da floresta”) e dos Upanishads, compostos aproximadamente entre 9 A.C. e 8 D.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A filosofia Vedanta foi formalizada por volta do 200 A.C. com o surgimento do tratado “Vedanta Sutra”, composto pelo grande Sábio Vyasa, também conhecido como Badarayana.&lt;br /&gt;
O texto é conhecido por vários outros nomes como “Brahma Sutra”, “Vyasa Sutra”, “Badarayana Sutra” e “Vedanta Darshana”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por causa de sua linguagem esotérica, várias interpretações diferentes surgiram com relação ao texto, dando origem a várias sub-escolas de pensamento, cada uma clamando por ser a interpretação correta do texto original. No entanto, todas as sub-escolas concordam em pontos comuns como, por exemplo, o abandono dos rituais secos em favor da prática da meditação, fundamentada no dharma e em um sentimento amoroso, que traz ao praticante a certeza da bem-aventurança vindoura no final do processo discriminativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as sub-escolas derivam seus conhecimentos primariamente dos Upanishads.&lt;br /&gt;
O foco principal da filosofia contida nos Upanishads, de que a Realidade Última, chamada Brahman, é absoluta, imutável e sempre a mesma, é o núcleo da Vedanta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o passar do tempo, muitos sábios interpretaram a sua maneira os Upanishads e o Vedanta Sutra, escrito pelo sábio Vyasa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante salientar que essas interpretações eram pertinentes ao tempo e contexto em que os sábios viviam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessas interpretações, podemos ressaltar seis como sendo as mais importantes e dessas seis, três como sendo as mais proeminetes: Advaita Vedanta, Vishishtadvaita and Dvaita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dizer que a filosofia possui oito subescolas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Advaita Vedanta&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vishishtadvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dvaitādvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shuddhadvaita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Achintya Bhedābheda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Purnadvaita ou Advaita Integral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vedanta Moderna&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As seis primeiras são tradicionais e as duas últimas são mais recentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Advaita Vedanta==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa interpretação foi proposta pelo sábio Adi Shankara e seu Guru Gaudapada.&lt;br /&gt;
De acordo com essa escola de Vedanta, Brahman é a única realidade e o mundo, como ele nos aparece, é ilusório. Essa linha de pensamento deu origem ao conceito de Ajativada ou não-criação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É pela ação de um poder ilusório de Brahman, chamado Maya, que o mundo surge.&lt;br /&gt;
Ela afirma que a causa de todo o sofrimento existente no mundo é o esquecimento, através da ignorância, da Realidade Última, Brahman. Sendo assim, apenas o conhecimento de Brahman pode nos trazer a liberação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa filosofia nos explica que, quando tentamos compreender Brahman através da mente, ele (Brahman) aparece a nós como Ishvara (o Senhor, Deus no sentido de Criador, o Pai), separado da criação e dos indivíduos. No entanto, os proponentes da filosofia nos dizem que, em verdade, não há diferença entre a alma individual (muitas vezes chamada de Atman) e Brahman.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A emancipação ou liberação estaria no conhecimento dessa não-dualidade (advaita). Assim, o caminho final rumo à liberação só poderia ser conquistador através de Jñana ou sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vishishtadvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa subescola foi proposta pelo sábio Ramanuja e tem como principal ensinamento a idéia de que a alma individual, o Atman é uma parte de Brahman, ou a Alma Cósmica. Assim, mesmo sendo similares, ambas não são idênticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto a Advaita Vedanta nega qualquer tipo de atributo à Brahman, essa escola prega a existência de atributos em relação à Brahman, como por exemplo o conceito de almas individuais e o do mundo fenomênico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, para a Vishishtadvaita, Brahman, as almas individuais e a material são coisas distintas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto a Advaita Vedanta prega a Jñana Yoga como caminho para a liberação, essa escola propõe o caminho de Bhakti ou devoção a Deus como forma de liberação. Na maioria das vezes (mas não em todas, importante frisar) a devoção é direcionada ao segundo aspecto da trindade hindu, chamada Vishnu, e a seus avatares ou encarnações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pensamento Dvaita foi proposto por Madhva e relaciona Deus à Brahman e este a Vishnu, mais precisamente na figura de Krishna, que segundo a tradição, é a oitava encarnação de Vishnu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o pensamento Dvaita, Brahman, todas as almas individuais (jivatman) e a matéria são ambos eternos e ao mesmo tempo entidades separadas.&lt;br /&gt;
Um aspecto muito interessante dessa filosofia é a negação da existência de Maya (no sentido de não-existência, ilusão), apesar de o próprio Krishna, no Baghavad Gita, pregar a existência dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa sub-escola também prega o caminho de Bhakti como sendo a senda para a liberação.&lt;br /&gt;
Ao contrário do que vemos na escola Advaita, aqui se sutenta que a diferença está na natureza da substância (composta pelos gunas). Por causa disso, muitos chamam essa escola de Tattvavâda. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo essa sub-escola, existem cinco diferenças, a saber:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre Brahman e a alma individual&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre cada alma individual&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre Brahman e a matéria (prakriti)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre a alma individual e a matéria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre os fenômenos materiais (matéria x matéria) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro aspecto importante dessa filosofia é a sua visão sobre o sistema de castas exposto nos Vedas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o Dvaita, as castas não são determinadas pelo nascimento e sim pela tendência da alma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um brâmane pode nascer na casta dos párias e vice-versa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em verdade, o sistema de Varna ou castas é determinado pela natureza da alma, e não pelo nascimento.&lt;br /&gt;
Hoje o sistema se encontra deturpado e mantido apenas por questões discriminatórias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Dvaitādvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escola propostas pelo sábio Nimbarka, que viveu por volta do século 13 D.C.. Ele usou como base os ensinamentos de uma escola anterior chamada Bhedābheda, que era ensinada pelo sábio Bhāskara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa filosofia prega que a alma individual (jivatman) é, ao mesmo tempo, igual e diferente de Brahman.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa escola também vê em Krishna a personificação de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Dvaitādvaita vê a alma individual como sendo naturalmente Consciência (jñana-svarupa), sendo apta a conhecer sem a ajuda dos sentidos corporais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como métodos para se atingir a liberação, a escola propõe quatro sadhanas ou disciplinas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Karma- ação. – Quando feito conscientemente e com o espírito adequado, de acordo com seu contexto de vida, traz o conhecimento que conduz à salvação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vidya- conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Upasana ou dhyana – meditação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é de três tipos: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira é a meditação na igualdade entre Brahman e a alma individual (dos seres animados).&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Segundo tipo é a meditação em Brahman como sendo o controlador interior de todos os objetos não sencientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A terceira é a meditação em Brahman como sendo diferente dos seres animados e dos objetos inanimados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gurupasatti – Devoção e auto-entrega ao guru (mestre spiritual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Shuddhadvaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Shuddhadvaita foi proposta por Vallabha (1479-1531).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um sistema que enfatiza a prática de Bhakti como o único meio para a libertação.&lt;br /&gt;
Vallabha pregava que esse mundo era um “passatempo” (leela) de Krishna e que ele (Krishna) é Sat-Chit-Ananda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Achintya Bhedābheda==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa sub-escola foi proposta por Chaitanya Mahaprabhu (1486-1534).&lt;br /&gt;
Sua doutrina também prega devoção a Krishna e se baseia em uma tradição antiguíssima, que foi transmitida através de uma linhagem de gurus, cujo primeiro teria sido o próprio Krishna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Purnadvaita ou Integral Advaita==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi proposta por Sri Aurobindo, grande sábio do século XX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele sintetizou todos os ensinamentos das escolas de Vedanta e nos forneceu uma compreensiva integração desses conceitos da filosofia oriental com a ciência moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Vedanta moderna ou Neovedanta==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse nome é dado a interpretação dada a Advaita Vedanta pelo renomado yogue Swami Vivekananda, discípulo de Sri Ramakrishna Paramahansa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua interpretação nos diz:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por mais que Brahman seja a Realidade Absoluta, o mundo possui uma realidade relativa. Sendo assim, o mundo não deve ser completamente ignorado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Condições limitantes como a pobreza deve ser removida; somente assim as pessoas serão capazes de voltar à mente na busca e compreensão de Brahman. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as religiões buscam o mesmo objetivo: A Realidade Absoluta. Logo, discussões sectárias devem ser abandonadas e a tolerância religiosa deve ser praticada – seja entre hindus de diferentes denominações, seja entre cristãos, muçulmanos, judeus ou budistas (dentre outras religiões). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Swami Vivekananda foi o primeiro yogue a vir para o ocidente. No ano de 1893 ele participou do Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago, EUA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde então se tornou figura de grande influência tanto no oriente como no ocidente.&lt;br /&gt;
Vivekananda nos mostrou que a Vedanta não era algo seco e meramente esotérico, mas sim algo vivo e presente em nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua interpretação da Advaita Vedanta, aceitava o principio de Bhakti (devoção), recomendando primeiro a meditação em Brahman como sendo possuidor de atributos, seja na figura de um guru ou na personificação de sua deidade pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só depois de longa prática e entendimento e que recomendava a meditação em Brahman sem atributos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Swami Vivekananda ainda apresentou ao ocidente os diferentes caminhos, ou yogas (Jnana, Karma, Bhakti, Raja). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto de Dario Djouki&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Martinismo_e_o_Movimento_Gn%C3%B3stico&amp;diff=5974</id>
		<title>O Martinismo e o Movimento Gnóstico</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Martinismo_e_o_Movimento_Gn%C3%B3stico&amp;diff=5974"/>
		<updated>2010-11-03T22:31:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-14-Okrc.jpg|250px|right|thumb|O Martinismo e o Movimento Gnóstico]]&lt;br /&gt;
Jules-Stanislas Doinel nasceu em 1842 em Moulins, no Allier. Doinel surge ligado a este assunto por ter sido um personagem essencial de um movimento neocátaro que surgiu no final do século passado em França. A sua carreira de arquivista e paleógrafo iniciou-se nos Archives du Cantal, e posteriormente na Biblioteca de Loiret. Foi nesta última que ele encontrou algo que aparentemente mudou a sua vida: uma carta com a assinatura de um chanceler episcopal, de nome Etienne, que fora queimado em 1022, por heresia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez se inicie aqui a história da Igreja Gnóstica, pois foi através desta carta que Doinel tomou conhecimento do grupo sectário do qual Etienne fazia parte. Tratava-se de uma seita de popelicanos, da qual faziam parte homens e mulheres de forma indistinta, e que se estabeleceu na diocese de Orleães, no século XI, durante o reinado de Roberto II. Os membros desta seita eram dualistas, ou seja, acreditavam na luta eterna entre as forças do Bem e do Mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reuniões da seita tinham lugar em Orleães. Doinel descobriu que uma mulher Eslava tinha vindo da península itálica para participar nos encontros, o que indica se tratar de alguém com importância para os membros da seita. Possivelmente, a mulher seria uma bogomil, o nome pelo qual são conhecidos os cátaros Eslavos. Doinel conseguiu obter várias informações sobre o que se passava nas reuniões dos popelicanos, possivelmente lendo os documentos relativos ao processo do herético Etienne. As reuniões principiavam com todos os participantes entoando litanias com uma vela acesa na mão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel filiou-se a diversas Ordens ocultistas no intuito de obter informações e respostas as suas perguntas e percebeu que as pessoas que tinham uma espiritualidade mais avançada participavam secretamente de sessões do espiritismo kardecista. Começou então a freqüentar o kardecismo e ficou muito surpreso, quando viu figuras conhecidas do ocultismo participando das chamadas “mesas falantes”. Começa então a se dedicar em seu desenvolvimento mediúnico, sempre com o objetivo de obter respostas para o seu intrigante manuscrito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi então que, numa determinada sessão, na presença de vários espíritas conhecidíssimos sete Entidades espirituais manifestaram-se na seção. Um deles incorporou em Jules Doinel e os demais seis se materializaram na presença de todos os presentes. Era a resposta que Doinel procurava! Tratava-se dos mártires cátaros que foram queimados na fogueira da inquisição, e que teriam manifestado naquele dia para consagrar Jules Doinel como Bispo Gnóstico e outorgar-lhe a missão de restaurar a Igreja Gnóstica no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel, sentindo-se extremamente realizado, voltou aos grupos ocultistas que participava, e com o aval dos altos dignitários das Ordens mais respeitadas da França, e que outrora presenciaram secretamente o fenômeno, instituiu a Igreja Gnóstica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo em seguida Doinel fez uma aliança com Papus – Grão Mestre e um dos membros fundadores da ordem Martinista, consagrando-o Bispo. Papus em retribuição, e sentindo a força da Iniciação recebida de Doinel, decretou que a Igreja Gnóstica seria a Igreja oficial dos Martinistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não demorou muito para a Igreja crescer. Pessoas de várias partes do mundo vinham ver o que era aquilo que todos chamavam de “a nova revelação”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos se passaram; Doinel, extremamente instável e assustado com o crescimento da Igreja, e que tinha formação católica, viu-se num dilema entre a fé e a razão, e guiado pela fé, arrependeu-se de sua obra, renunciando ao patriarcado da Igreja e nomeando o Bispo Jean Bricaud como novo patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jean Bricaud, agora patriarca, transformou a Igreja Gnóstica em uma organização sólida, tão sólida que recebeu a sucessão apostólica original de um Bispo ortodoxo (da Igreja Sirio-Jacobita), que tinha se convertido ao gnosticismo.&lt;br /&gt;
Assim, a Igreja Gnóstica, além de sua sucessão cátara, agora possuía a sucessão apostólica, o que a colocaria numa posição confortável perante Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grandeza da Igreja Gnóstica, agora reconhecida por Roma provocou um enorme arrependimento em Jules Doinel, que se sentiu traidor de sua missão. Pediu um encontro com Jean Bricaud para voltar a Igreja. Nesse encontro, Jean Bricaud fez questão de reunir todo o Sínodo para testemunhar a conversa, onde Doinel, após explicar sua situação para Bricaud, insistiu em ser recebido de volta à Igreja Gnóstica como Patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bricaud, explicou a Doinel as razões legais e espirituais para recusar a oferta. Então, por decisão do Sínodo da Igreja, Doinel voltou, não como patriarca, mas sim como Bispo. Era a primeira vez na história que um patriarca vivo voltava a condição de Bispo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu leito de morte havia um crucifixo e uma medalha de Abraxas (divindade Gnóstica). Sua vida, cercada de excentricidade, foi marcada pela solidão e pelo arrependimento. Suas últimas palavras foram de agradecimento aos mártires cátaros. Testemunhas documentaram que ao último suspiro de Doinel, uma névoa branca tomou conta do aposento e, na presença de todos, Doinel aparece em pé, em forma etérea acima de seu corpo que estava deitado na cama, com uma coroa e um cetro patriarcal, e ao seu lado, três anciãos o escoltavam em direção aos céus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Originalmente, a Igreja Gnóstica recebeu uma doutrina essencialmente cátara, dando ênfase à pureza e a castidade. Tinha apenas 4 graus: Acólito, Diácono, Sacerdote e Bispo. Este foi o modelo original, criado por Jules Doinel e que ainda existe em algumas organizações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o Patriarca Jean Bricaud acrescenta mais 4 graus: Tonsurado (ou Clérigo), Leitor, Exorcista e sub-Diácono, totalizando 8 graus. Assim iniciava dentro da Igreja Gnóstica um caminho operativo, tornando-a uma Ordem Iniciática, diferente da proposta de Doinel, que seguia a via da contemplação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina pregada por Jean Bricaud tinha por base o catarismo, mas com fortes influências maçônicas e ocultistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa doutrina durou alguns anos, até que Jean Bricaud introduziu elementos do cristianismo ortodoxo na Igreja, chegando até a consagrar alguns Arquimandritas, que caracterizava os cleros branco (sem celibato) e negro (celibatário) da Igreja Ortodoxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina ortodoxa foi logo retirada da Igreja, pois Jean Bricaud sentiu que estava fugindo das origens de Doinel, ficando somente as influências Maçônicas e ocultistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a rápida expansão da Igreja e, devido a autoridade e independência dos Bispos, a Igreja Gnóstica ganha cada vez mais ramificações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, existem várias ramificações da Igreja Gnóstica, que recebem os nomes de seus idealizadores:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Jules Doinel]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Jean Bricaud]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Aleister Crowley]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Krum Heller]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Samael Aum Weor]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Lucien Jean Maine]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes ramos citados são os mais antigos e conhecidos, mas existem dezenas de outras linhagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas destas Escolas praticam uma [[Gnose]] mais pura, baseada nas culturas pré-cristãs, com forte influência oriental.&lt;br /&gt;
Outras Escolas praticam uma Gnose com fortes influências judaico-cristã-islâmica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ainda existe uma terceira manifestação da Gnose, baseada nos ensinamentos de Carl Gustav Yung. Esta Escola baseia sua Gnose na psicologia, dando ênfase na interpretação das reações psicológicas do homem e sua relação com o universo. Nesse ramo não existe clero nem sistema de graus, sendo apenas uma metodologia de trabalho interior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ponto em comum a todas estas Escolas é a Grande Virgem da Gnose, Sofia, que é de fato a grande manifestação egregórica da Gnose. Representa a base da doutrina e mãe de todas as organizações gnósticas, inspirando a Igreja do invisível. Abaixo dela está São Miguel Arcanjo (ou Mikael), que é o guardião da Igreja, agindo de forma disciplinadora. Sua influência estende-se tanto a clérigos quanto a fiéis da Igreja Gnóstica. E completando a Trindade de comando espiritual da Igreja está o Mestre Desconhecido, um Ser Espiritual que comanda a Igreja como um Patriarca invisível, sendo o responsável pela administração e transmissão da Gnose no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do excelente site Hermanubis&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Martinismo_e_o_Movimento_Gn%C3%B3stico&amp;diff=5972</id>
		<title>O Martinismo e o Movimento Gnóstico</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Martinismo_e_o_Movimento_Gn%C3%B3stico&amp;diff=5972"/>
		<updated>2010-11-03T22:27:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-14-Okrc.jpg|250px|right|thumb|O Martinismo e o Movimento Gnóstico]]&lt;br /&gt;
Jules-Stanislas Doinel nasceu em 1842 em Moulins, no Allier. Doinel surge ligado a este assunto por ter sido um personagem essencial de um movimento neocátaro que surgiu no final do século passado em França. A sua carreira de arquivista e paleógrafo iniciou-se nos Archives du Cantal, e posteriormente na Biblioteca de Loiret. Foi nesta última que ele encontrou algo que aparentemente mudou a sua vida: uma carta com a assinatura de um chanceler episcopal, de nome Etienne, que fora queimado em 1022, por heresia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez se inicie aqui a história da Igreja Gnóstica, pois foi através desta carta que Doinel tomou conhecimento do grupo sectário do qual Etienne fazia parte. Tratava-se de uma seita de popelicanos, da qual faziam parte homens e mulheres de forma indistinta, e que se estabeleceu na diocese de Orleães, no século XI, durante o reinado de Roberto II. Os membros desta seita eram dualistas, ou seja, acreditavam na luta eterna entre as forças do Bem e do Mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reuniões da seita tinham lugar em Orleães. Doinel descobriu que uma mulher Eslava tinha vindo da península itálica para participar nos encontros, o que indica se tratar de alguém com importância para os membros da seita. Possivelmente, a mulher seria uma bogomil, o nome pelo qual são conhecidos os cátaros Eslavos. Doinel conseguiu obter várias informações sobre o que se passava nas reuniões dos popelicanos, possivelmente lendo os documentos relativos ao processo do herético Etienne. As reuniões principiavam com todos os participantes entoando litanias com uma vela acesa na mão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel filiou-se a diversas Ordens ocultistas no intuito de obter informações e respostas as suas perguntas e percebeu que as pessoas que tinham uma espiritualidade mais avançada participavam secretamente de sessões do espiritismo kardecista. Começou então a freqüentar o kardecismo e ficou muito surpreso, quando viu figuras conhecidas do ocultismo participando das chamadas “mesas falantes”. Começa então a se dedicar em seu desenvolvimento mediúnico, sempre com o objetivo de obter respostas para o seu intrigante manuscrito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi então que, numa determinada sessão, na presença de vários espíritas conhecidíssimos sete Entidades espirituais manifestaram-se na seção. Um deles incorporou em Jules Doinel e os demais seis se materializaram na presença de todos os presentes. Era a resposta que Doinel procurava! Tratava-se dos mártires cátaros que foram queimados na fogueira da inquisição, e que teriam manifestado naquele dia para consagrar Jules Doinel como Bispo Gnóstico e outorgar-lhe a missão de restaurar a Igreja Gnóstica no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel, sentindo-se extremamente realizado, voltou aos grupos ocultistas que participava, e com o aval dos altos dignitários das Ordens mais respeitadas da França, e que outrora presenciaram secretamente o fenômeno, instituiu a Igreja Gnóstica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo em seguida Doinel fez uma aliança com Papus – Grão Mestre e um dos membros fundadores da ordem Martinista, consagrando-o Bispo. Papus em retribuição, e sentindo a força da Iniciação recebida de Doinel, decretou que a Igreja Gnóstica seria a Igreja oficial dos Martinistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não demorou muito para a Igreja crescer. Pessoas de várias partes do mundo vinham ver o que era aquilo que todos chamavam de “a nova revelação”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos se passaram; Doinel, extremamente instável e assustado com o crescimento da Igreja, e que tinha formação católica, viu-se num dilema entre a fé e a razão, e guiado pela fé, arrependeu-se de sua obra, renunciando ao patriarcado da Igreja e nomeando o Bispo Jean Bricaud como novo patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jean Bricaud, agora patriarca, transformou a Igreja Gnóstica em uma organização sólida, tão sólida que recebeu a sucessão apostólica original de um Bispo ortodoxo (da Igreja Sirio-Jacobita), que tinha se convertido ao gnosticismo.&lt;br /&gt;
Assim, a Igreja Gnóstica, além de sua sucessão cátara, agora possuía a sucessão apostólica, o que a colocaria numa posição confortável perante Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grandeza da Igreja Gnóstica, agora reconhecida por Roma provocou um enorme arrependimento em Jules Doinel, que se sentiu traidor de sua missão. Pediu um encontro com Jean Bricaud para voltar a Igreja. Nesse encontro, Jean Bricaud fez questão de reunir todo o Sínodo para testemunhar a conversa, onde Doinel, após explicar sua situação para Bricaud, insistiu em ser recebido de volta à Igreja Gnóstica como Patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bricaud, explicou a Doinel as razões legais e espirituais para recusar a oferta. Então, por decisão do Sínodo da Igreja, Doinel voltou, não como patriarca, mas sim como Bispo. Era a primeira vez na história que um patriarca vivo voltava a condição de Bispo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu leito de morte havia um crucifixo e uma medalha de Abraxas (divindade Gnóstica). Sua vida, cercada de excentricidade, foi marcada pela solidão e pelo arrependimento. Suas últimas palavras foram de agradecimento aos mártires cátaros. Testemunhas documentaram que ao último suspiro de Doinel, uma névoa branca tomou conta do aposento e, na presença de todos, Doinel aparece em pé, em forma etérea acima de seu corpo que estava deitado na cama, com uma coroa e um cetro patriarcal, e ao seu lado, três anciãos o escoltavam em direção aos céus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Originalmente, a Igreja Gnóstica recebeu uma doutrina essencialmente cátara, dando ênfase à pureza e a castidade. Tinha apenas 4 graus: Acólito, Diácono, Sacerdote e Bispo. Este foi o modelo original, criado por Jules Doinel e que ainda existe em algumas organizações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o Patriarca Jean Bricaud acrescenta mais 4 graus: Tonsurado (ou Clérigo), Leitor, Exorcista e sub-Diácono, totalizando 8 graus. Assim iniciava dentro da Igreja Gnóstica um caminho operativo, tornando-a uma Ordem Iniciática, diferente da proposta de Doinel, que seguia a via da contemplação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina pregada por Jean Bricaud tinha por base o catarismo, mas com fortes influências maçônicas e ocultistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa doutrina durou alguns anos, até que Jean Bricaud introduziu elementos do cristianismo ortodoxo na Igreja, chegando até a consagrar alguns Arquimandritas, que caracterizava os cleros branco (sem celibato) e negro (celibatário) da Igreja Ortodoxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina ortodoxa foi logo retirada da Igreja, pois Jean Bricaud sentiu que estava fugindo das origens de Doinel, ficando somente as influências Maçônicas e ocultistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a rápida expansão da Igreja e, devido a autoridade e independência dos Bispos, a Igreja Gnóstica ganha cada vez mais ramificações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, existem várias ramificações da Igreja Gnóstica, que recebem os nomes de seus idealizadores:&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Jules Doinel]]&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Jean Bricaud]]&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Aleister Crowley]]&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Krum Heller]]&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Samael Aum Weor]]&lt;br /&gt;
-O ramo de [[Lucien Jean Maine]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes ramos citados são os mais antigos e conhecidos, mas existem dezenas de outras linhagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas destas Escolas praticam uma [[Gnose]] mais pura, baseada nas culturas pré-cristãs, com forte influência oriental.&lt;br /&gt;
Outras Escolas praticam uma Gnose com fortes influências judaico-cristã-islâmica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ainda existe uma terceira manifestação da Gnose, baseada nos ensinamentos de Carl Gustav Yung. Esta Escola baseia sua Gnose na psicologia, dando ênfase na interpretação das reações psicológicas do homem e sua relação com o universo. Nesse ramo não existe clero nem sistema de graus, sendo apenas uma metodologia de trabalho interior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ponto em comum a todas estas Escolas é a Grande Virgem da Gnose, Sofia, que é de fato a grande manifestação egregórica da Gnose. Representa a base da doutrina e mãe de todas as organizações gnósticas, inspirando a Igreja do invisível. Abaixo dela está São Miguel Arcanjo (ou Mikael), que é o guardião da Igreja, agindo de forma disciplinadora. Sua influência estende-se tanto a clérigos quanto a fiéis da Igreja Gnóstica. E completando a Trindade de comando espiritual da Igreja está o Mestre Desconhecido, um Ser Espiritual que comanda a Igreja como um Patriarca invisível, sendo o responsável pela administração e transmissão da Gnose no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do excelente site Hermanubis&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Martinismo_e_o_Movimento_Gn%C3%B3stico&amp;diff=5970</id>
		<title>O Martinismo e o Movimento Gnóstico</title>
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		<updated>2010-11-03T22:25:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;09-09-14-Okrc.jpg[[image:09-09-14-Okrc.jpg|250px|right|thumb|O Martinismo e o Movimento Gnóstico]]&lt;br /&gt;
Jules-Stanislas Doinel nasceu em 1842 em Moulins, no Allier. Doinel surge ligado a este assunto por ter sido um personagem essencial de um movimento neocátaro que surgiu no final do século passado em França. A sua carreira de arquivista e paleógrafo iniciou-se nos Archives du Cantal, e posteriormente na Biblioteca de Loiret. Foi nesta última que ele encontrou algo que aparentemente mudou a sua vida: uma carta com a assinatura de um chanceler episcopal, de nome Etienne, que fora queimado em 1022, por heresia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez se inicie aqui a história da Igreja Gnóstica, pois foi através desta carta que Doinel tomou conhecimento do grupo sectário do qual Etienne fazia parte. Tratava-se de uma seita de popelicanos, da qual faziam parte homens e mulheres de forma indistinta, e que se estabeleceu na diocese de Orleães, no século XI, durante o reinado de Roberto II. Os membros desta seita eram dualistas, ou seja, acreditavam na luta eterna entre as forças do Bem e do Mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As reuniões da seita tinham lugar em Orleães. Doinel descobriu que uma mulher Eslava tinha vindo da península itálica para participar nos encontros, o que indica se tratar de alguém com importância para os membros da seita. Possivelmente, a mulher seria uma bogomil, o nome pelo qual são conhecidos os cátaros Eslavos. Doinel conseguiu obter várias informações sobre o que se passava nas reuniões dos popelicanos, possivelmente lendo os documentos relativos ao processo do herético Etienne. As reuniões principiavam com todos os participantes entoando litanias com uma vela acesa na mão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel filiou-se a diversas Ordens ocultistas no intuito de obter informações e respostas as suas perguntas e percebeu que as pessoas que tinham uma espiritualidade mais avançada participavam secretamente de sessões do espiritismo kardecista. Começou então a freqüentar o kardecismo e ficou muito surpreso, quando viu figuras conhecidas do ocultismo participando das chamadas “mesas falantes”. Começa então a se dedicar em seu desenvolvimento mediúnico, sempre com o objetivo de obter respostas para o seu intrigante manuscrito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi então que, numa determinada sessão, na presença de vários espíritas conhecidíssimos sete Entidades espirituais manifestaram-se na seção. Um deles incorporou em Jules Doinel e os demais seis se materializaram na presença de todos os presentes. Era a resposta que Doinel procurava! Tratava-se dos mártires cátaros que foram queimados na fogueira da inquisição, e que teriam manifestado naquele dia para consagrar Jules Doinel como Bispo Gnóstico e outorgar-lhe a missão de restaurar a Igreja Gnóstica no mundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Doinel, sentindo-se extremamente realizado, voltou aos grupos ocultistas que participava, e com o aval dos altos dignitários das Ordens mais respeitadas da França, e que outrora presenciaram secretamente o fenômeno, instituiu a Igreja Gnóstica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo em seguida Doinel fez uma aliança com Papus – Grão Mestre e um dos membros fundadores da ordem Martinista, consagrando-o Bispo. Papus em retribuição, e sentindo a força da Iniciação recebida de Doinel, decretou que a Igreja Gnóstica seria a Igreja oficial dos Martinistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não demorou muito para a Igreja crescer. Pessoas de várias partes do mundo vinham ver o que era aquilo que todos chamavam de “a nova revelação”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos se passaram; Doinel, extremamente instável e assustado com o crescimento da Igreja, e que tinha formação católica, viu-se num dilema entre a fé e a razão, e guiado pela fé, arrependeu-se de sua obra, renunciando ao patriarcado da Igreja e nomeando o Bispo Jean Bricaud como novo patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jean Bricaud, agora patriarca, transformou a Igreja Gnóstica em uma organização sólida, tão sólida que recebeu a sucessão apostólica original de um Bispo ortodoxo (da Igreja Sirio-Jacobita), que tinha se convertido ao gnosticismo.&lt;br /&gt;
Assim, a Igreja Gnóstica, além de sua sucessão cátara, agora possuía a sucessão apostólica, o que a colocaria numa posição confortável perante Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A grandeza da Igreja Gnóstica, agora reconhecida por Roma provocou um enorme arrependimento em Jules Doinel, que se sentiu traidor de sua missão. Pediu um encontro com Jean Bricaud para voltar a Igreja. Nesse encontro, Jean Bricaud fez questão de reunir todo o Sínodo para testemunhar a conversa, onde Doinel, após explicar sua situação para Bricaud, insistiu em ser recebido de volta à Igreja Gnóstica como Patriarca. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bricaud, explicou a Doinel as razões legais e espirituais para recusar a oferta. Então, por decisão do Sínodo da Igreja, Doinel voltou, não como patriarca, mas sim como Bispo. Era a primeira vez na história que um patriarca vivo voltava a condição de Bispo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seu leito de morte havia um crucifixo e uma medalha de Abraxas (divindade Gnóstica). Sua vida, cercada de excentricidade, foi marcada pela solidão e pelo arrependimento. Suas últimas palavras foram de agradecimento aos mártires cátaros. Testemunhas documentaram que ao último suspiro de Doinel, uma névoa branca tomou conta do aposento e, na presença de todos, Doinel aparece em pé, em forma etérea acima de seu corpo que estava deitado na cama, com uma coroa e um cetro patriarcal, e ao seu lado, três anciãos o escoltavam em direção aos céus. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Originalmente, a Igreja Gnóstica recebeu uma doutrina essencialmente cátara, dando ênfase à pureza e a castidade. Tinha apenas 4 graus: Acólito, Diácono, Sacerdote e Bispo. Este foi o modelo original, criado por Jules Doinel e que ainda existe em algumas organizações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Posteriormente, o Patriarca Jean Bricaud acrescenta mais 4 graus: Tonsurado (ou Clérigo), Leitor, Exorcista e sub-Diácono, totalizando 8 graus. Assim iniciava dentro da Igreja Gnóstica um caminho operativo, tornando-a uma Ordem Iniciática, diferente da proposta de Doinel, que seguia a via da contemplação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina pregada por Jean Bricaud tinha por base o catarismo, mas com fortes influências maçônicas e ocultistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa doutrina durou alguns anos, até que Jean Bricaud introduziu elementos do cristianismo ortodoxo na Igreja, chegando até a consagrar alguns Arquimandritas, que caracterizava os cleros branco (sem celibato) e negro (celibatário) da Igreja Ortodoxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A doutrina ortodoxa foi logo retirada da Igreja, pois Jean Bricaud sentiu que estava fugindo das origens de Doinel, ficando somente as influências Maçônicas e ocultistas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a rápida expansão da Igreja e, devido a autoridade e independência dos Bispos, a Igreja Gnóstica ganha cada vez mais ramificações. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, existem várias ramificações da Igreja Gnóstica, que recebem os nomes de seus idealizadores:&lt;br /&gt;
-O ramo de Jules Doinel&lt;br /&gt;
-O ramo de Jean Bricaud;&lt;br /&gt;
-O ramo de Aleister Crowley&lt;br /&gt;
-O ramo de Krum Heller&lt;br /&gt;
-O ramo de Samael Aum Weor&lt;br /&gt;
-O ramo Lucien Jean Maine &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes ramos citados são os mais antigos e conhecidos, mas existem dezenas de outras linhagens. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas destas Escolas praticam uma Gnose mais pura, baseada nas culturas pré-cristãs, com forte influência oriental.&lt;br /&gt;
Outras Escolas praticam uma Gnose com fortes influências judaico-cristã-islâmica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ainda existe uma terceira manifestação da Gnose, baseada nos ensinamentos de Carl Gustav Yung. Esta Escola baseia sua Gnose na psicologia, dando ênfase na interpretação das reações psicológicas do homem e sua relação com o universo. Nesse ramo não existe clero nem sistema de graus, sendo apenas uma metodologia de trabalho interior. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ponto em comum a todas estas Escolas é a Grande Virgem da Gnose, Sofia, que é de fato a grande manifestação egregórica da Gnose. Representa a base da doutrina e mãe de todas as organizações gnósticas, inspirando a Igreja do invisível. Abaixo dela está São Miguel Arcanjo (ou Mikael), que é o guardião da Igreja, agindo de forma disciplinadora. Sua influência estende-se tanto a clérigos quanto a fiéis da Igreja Gnóstica. E completando a Trindade de comando espiritual da Igreja está o Mestre Desconhecido, um Ser Espiritual que comanda a Igreja como um Patriarca invisível, sendo o responsável pela administração e transmissão da Gnose no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do excelente site Hermanubis&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>A Mão dos Mistérios (Hand of Mysteries)</title>
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		<updated>2010-11-03T22:22:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-17-Hand-of-mysteries011.jpg|300px|right|thumb|Hand of Mysteries]]&lt;br /&gt;
O desenho original desta gravura Alquímica é a alegoria da mão do filósofo que é estendida para todos aqueles que desejam estudar os Mistérios. a primeira vez que o buscador vislumbra esta mão ela está fechada, e ele precisa descobrir uma maneira de abrir os dedos antes que os segredos contidos nela possam ser revelados. Na Alquimia, a mão representa a fórmula de preparação da tintura-mãe. O peixe representa o Mercúrio, as águas flamejantes o Enxofre, e cada dedo carrega o emblema de um agente divino que, através das combinações corretas, fará com que a Grande Obra seja finalizada.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Pant%C3%A1culo_com_o_Sigilo&amp;diff=5967</id>
		<title>Pantáculo com o Sigilo</title>
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		<updated>2010-11-03T22:21:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-15-Sigilos.jpg|250px|right|thumb|Sigilo]]&lt;br /&gt;
Uma das nossas leitoras, Sandra Wakswaser, possui uma loja de design de jóias e eu consegui convencê-la a fazer os Pantáculos em prata com os Sigilos pessoais de quem desejar.&lt;br /&gt;
As jóias ficaram lindíssimas; o único problema é que, como cada sigilo é único, cada pantáculo utiliza um molde só para ele e precisa ser fabricado individualmente , o que faz com que seja mais caro do que pantáculos similares, que podem ser feitos em série. Por outro lado, é um presente fantástico justamente porque é único. O Valor é de R$ 360,00, sendo que R$ 60,00 são doados para a Hospitalaria. Caso você já tenha o seu Sigilo, o valor é R$300,00.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.sandrarosamadalena.com.br/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>Pantáculo com o Sigilo</title>
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		<updated>2010-11-03T22:21:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-15-Sigilos.jpg|250px|right|thumb|Sigilo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das nossas leitoras, Sandra Wakswaser, possui uma loja de design de jóias e eu consegui convencê-la a fazer os Pantáculos em prata com os Sigilos pessoais de quem desejar.&lt;br /&gt;
As jóias ficaram lindíssimas; o único problema é que, como cada sigilo é único, cada pantáculo utiliza um molde só para ele e precisa ser fabricado individualmente , o que faz com que seja mais caro do que pantáculos similares, que podem ser feitos em série. Por outro lado, é um presente fantástico justamente porque é único. O Valor é de R$ 360,00, sendo que R$ 60,00 são doados para a Hospitalaria. Caso você já tenha o seu Sigilo, o valor é R$300,00.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.sandrarosamadalena.com.br/&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Pantáculo com o Sigilo</title>
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		<updated>2010-11-03T22:20:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-15-Sigilo.jpg|250px|right|thumb|Sigilo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das nossas leitoras, Sandra Wakswaser, possui uma loja de design de jóias e eu consegui convencê-la a fazer os Pantáculos em prata com os Sigilos pessoais de quem desejar.&lt;br /&gt;
As jóias ficaram lindíssimas; o único problema é que, como cada sigilo é único, cada pantáculo utiliza um molde só para ele e precisa ser fabricado individualmente , o que faz com que seja mais caro do que pantáculos similares, que podem ser feitos em série. Por outro lado, é um presente fantástico justamente porque é único. O Valor é de R$ 360,00, sendo que R$ 60,00 são doados para a Hospitalaria. Caso você já tenha o seu Sigilo, o valor é R$300,00.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.sandrarosamadalena.com.br/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<title>File:09-09-15-Sigilos.jpg</title>
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		<updated>2010-11-03T22:19:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Novos_Posts_no_Scribd&amp;diff=5963</id>
		<title>Novos Posts no Scribd</title>
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		<updated>2010-11-03T22:15:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;Comecei o Décimo terceiro trabalho de Hércules que é passar os aproximadamente 500 posts deste Blog para PDF e botar no Scribd pra vocês baixarem. Os primeiros 50 já estão …&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Comecei o Décimo terceiro trabalho de Hércules que é passar os aproximadamente 500 posts deste Blog para PDF e botar no Scribd pra vocês baixarem.&lt;br /&gt;
Os primeiros 50 já estão lá:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.scribd.com/teoriadaconspiracao&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadastrei outro Perfil para não misturar com os posts do Sedentário. Os textos estão organizados por ordem de publicação (081005 = 05 de Outubro de 2008). Assim é só copiar tudo para o seu computador e você já terá os arquivos na ordem certa para ler…&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>O Real Sentido da Meditação</title>
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		<updated>2010-11-03T22:12:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;Texto do meu irmão e amigo Dario Djouki, sobre meditação:  A meditação, como conhecemos no ocidente, tem um significado completamente diferente de sua real origem, no orient…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto do meu irmão e amigo Dario Djouki, sobre meditação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A meditação, como conhecemos no ocidente, tem um significado completamente diferente de sua real origem, no oriente, mais especificamente na Índia. Várias práticas espirituais, ao chegaram até o ocidente, foram deturpadas ou mesmo adequadas ao estilo de vida das pessoas, mais voltado ao plano material do que o espiritual, ao dinheiro do que a elevação do ser e a busca de Deus dentro de cada um de nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As religiões ocidentais fizeram isto com as pessoas. Através de seus dogmas, sistemas verticalizados de comando, imposições sociais, introduziram na sociedade os conceitos de bem e mal, certo e errado, mantendo-as dentro de seus domínios, pois obviamente é muito mais fácil de se controlar alguém!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o próprio advento da espiritualidade “fast-food” com suas soluções práticas de vida e consumismo desenfreado, todos os conceitos orientais foram banalizados, e o resgate dos mesmos como caminhos de evolução do ser humano é muito importante para as pessoas que realmente querem ter uma vida melhor, tanto física como espiritual. Isto tudo pode e deve ser agregado às práticas espirituais ocidentais, sem o menor problema, pois todas as fontes levam à Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Meditação==&lt;br /&gt;
Por Swami Ritajananda &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra meditação não tem na Índia o mesmo significado que no Ocidente. Os hindus usam uma palavra equivalente, pois não existe outra que se aproxime mais dessa idéia. A palavra mais usada por eles é Dhyana, ou Nidihyasana, ou ainda Upasana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente, durante a meditação, objetivamos pensar apenas em um Ideal espiritual ou uma idéia próxima deste ideal. Na Dhyana, o pensamento não se ocupa de modo algum com um tema, mas dirige-se intensamente para o Ideal espiritual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Índia, o objetivo buscado é o de se obter uma experiência espiritual que transcenda a mente. Se não se admitisse a possibilidade de atingir um estado mais elevado que o nível da mente, a meditação hindu não teria nenhum significado. Para os hindus, a meditação é suscetível de levar um contato direto com o Supremo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por que é necessário meditar? Para buscar o Supremo. Aqueles que meditam desejam encontrar o Supremo. Sabem que a melhor coisa que existe em suas vidas é alcança-lo. É a meta suprema da existência. Na Índia é a salvação. Precisamos dizer também que a meditação deve tornar-se uma concentração intensa, tão fina e aguda quanto possível. Trata-se, portanto de uma intuição penetrante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há, por um lado, a intensidade da concentração e , por outro, uma compreensão bem aguçada, bem afinada, dentro da meditação profunda. Ficamos então completamente separados da vida comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente esta prática é difícil, pelo menos no início, porque nossa mente está habituada a afundar-se numa imensa variedade de pensamentos e sentimentos. A isto se acrescenta a lembrança de nossas impressões passadas, ou então aquilo que está próximo, o imediato, tornando a concentração muito difícil. Poucas pessoas consentem em desprender-se de todas as suas atividades mentais para se tornarem capazes de absorver-se em seu Ideal Espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe um meio eficaz para se conseguir purificar a mente de todos os diferentes tipos de pensamentos. Este meio é a introspecção e a análise de si mesmo. Praticando bastante a introspecção, analisando-se a si próprio em seu interior, consegue eliminar todas as más tendências da atividade mental. Mas isto é difícil no começo, porque não somos capazes de julgar-nos imparcialmente e dificilmente aceitamos reconhecer nossos defeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muitas vezes as pessoas não se dão conta da dificuldade que há em descobrir seus defeitos, porque sua própria mente, em geral, mascara as más tendências. Então, sem compreender que elas próprias estão velando a visão das coisas, não sabem que estão vendo incorretamente e agindo mal. Não sabem que sua apreciação de sua própria atitude mental não é nem clara, nem exata. Por esta mesma razão, tais pessoas não compreendem a crítica de seus defeitos, se lhes acontece ouvi-la, pois julgam-se feridas em seu amor-próprio. Portanto, é muito difícil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(…) O objetivo supremo da meditação é atingir a Consciência Pura,absolutamente pura, a Luz sem nenhuma nuvem. Mas, antes disto, há diferentes níveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(…) A consciência pura é o estado de Samadhi. Se pudermos chegar a este estado, seremos realmente mestres. A mente ficará completamente controlada, descobriremos muitas coisas muito mais nitidamente do que antes. A compreensão habitual é a do mundo, daquilo que vemos. Não é o real. Não é a verdade. O que tomamos por verdadeiro é o produto de nosso pensamento, a criação da mente. Com a mudança da mente, o mundo muda, tudo muda. Nesse momento, pode-se dizer que vocês captaram a meta suprema de suas vidas. Compreendem quem são, compreendem onde estão. Vocês se transformam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como verificamos nas palavras do Swami Ritajananda, meditação não é apenas fechar os olhos, ficar em silêncio, praticando respiração. Meditação é algo muito mais profundo, é a busca da consciência suprema, da conexão com Deus, através de práticas, seja entoando mantras, observando imagens, ou outra forma que seja melhor adequada ao praticante. Quando você medita, você se conecta, descobre seu verdadeiro ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meditar não é manter a mente vazia, mas sim preenchida de silêncio. É o equilíbrio absoluto, é a paz interior definitiva, criando uma mente centrada, em paz consigo mesma.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Prece_de_C%C3%A1ritas&amp;diff=5961</id>
		<title>Prece de Cáritas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Prece_de_C%C3%A1ritas&amp;diff=5961"/>
		<updated>2010-11-03T22:11:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e constantemente orada por várias gerações de espíritas, umbandistas e espiritualistas. quando recitada com a entonação co…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e constantemente orada por várias gerações de espíritas, umbandistas e espiritualistas. quando recitada com a entonação correta, é uma das mais eficazes proteções, mesmo para iniciantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época – Mme. W. Krell – em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: “Como servir a religião espiritual”e “A esmola espiritual”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até nós, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim Seja.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Consagra%C3%A7%C3%A3o_no_Signo_de_Virgem&amp;diff=5958</id>
		<title>Consagração no Signo de Virgem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Consagra%C3%A7%C3%A3o_no_Signo_de_Virgem&amp;diff=5958"/>
		<updated>2010-11-03T22:07:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;A Melhor janela do ano será hoje (18/9), das 18h30 às 19h30. Temos Sol, Lua, Mercúrio e Saturno em Virgem na casa 6 (do Trabalho). Desculpem avisar em cima da hora; não estou…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Melhor janela do ano será hoje (18/9), das 18h30 às 19h30. Temos Sol, Lua, Mercúrio e Saturno em Virgem na casa 6 (do Trabalho). Desculpem avisar em cima da hora; não estou em São Paulo e o acesso à net é complicado.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_M%C3%A3o_dos_Mist%C3%A9rios_(Hand_of_Mysteries)&amp;diff=5957</id>
		<title>A Mão dos Mistérios (Hand of Mysteries)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_M%C3%A3o_dos_Mist%C3%A9rios_(Hand_of_Mysteries)&amp;diff=5957"/>
		<updated>2010-11-03T22:05:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-17-Hand-of-mysteries011.jpg|300px|right|thumb|Hand of Mysteries]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desenho original desta gravura Alquímica é a alegoria da mão do filósofo que é estendida para todos aqueles que desejam estudar os Mistérios. a primeira vez que o buscador vislumbra esta mão ela está fechada, e ele precisa descobrir uma maneira de abrir os dedos antes que os segredos contidos nela possam ser revelados. Na Alquimia, a mão representa a fórmula de preparação da tintura-mãe. O peixe representa o Mercúrio, as águas flamejantes o Enxofre, e cada dedo carrega o emblema de um agente divino que, através das combinações corretas, fará com que a Grande Obra seja finalizada.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_M%C3%A3o_dos_Mist%C3%A9rios_(Hand_of_Mysteries)&amp;diff=5956</id>
		<title>A Mão dos Mistérios (Hand of Mysteries)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_M%C3%A3o_dos_Mist%C3%A9rios_(Hand_of_Mysteries)&amp;diff=5956"/>
		<updated>2010-11-03T22:05:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:09-09-17-Hand-of-mysteries011.jpg|400px|right|thumb|Hand of Mysteries]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desenho original desta gravura Alquímica é a alegoria da mão do filósofo que é estendida para todos aqueles que desejam estudar os Mistérios. a primeira vez que o buscador vislumbra esta mão ela está fechada, e ele precisa descobrir uma maneira de abrir os dedos antes que os segredos contidos nela possam ser revelados. Na Alquimia, a mão representa a fórmula de preparação da tintura-mãe. O peixe representa o Mercúrio, as águas flamejantes o Enxofre, e cada dedo carrega o emblema de um agente divino que, através das combinações corretas, fará com que a Grande Obra seja finalizada.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:09-09-17-Hand-of-mysteries011.jpg&amp;diff=5954</id>
		<title>File:09-09-17-Hand-of-mysteries011.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:09-09-17-Hand-of-mysteries011.jpg&amp;diff=5954"/>
		<updated>2010-11-03T22:04:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_M%C3%A3o_dos_Mist%C3%A9rios_(Hand_of_Mysteries)&amp;diff=5952</id>
		<title>A Mão dos Mistérios (Hand of Mysteries)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_M%C3%A3o_dos_Mist%C3%A9rios_(Hand_of_Mysteries)&amp;diff=5952"/>
		<updated>2010-11-03T22:03:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Franciscog: Created page with &amp;#039;Marósia, gente que faz!    O desenho original desta gravura Alquímica é a alegoria da mão do filósofo que é estendida para …&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:10-08-20-Marosia.jpg|300px|right|thumb|Marósia, gente que faz!]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O desenho original desta gravura Alquímica é a alegoria da mão do filósofo que é estendida para todos aqueles que desejam estudar os Mistérios. a primeira vez que o buscador vislumbra esta mão ela está fechada, e ele precisa descobrir uma maneira de abrir os dedos antes que os segredos contidos nela possam ser revelados. Na Alquimia, a mão representa a fórmula de preparação da tintura-mãe. O peixe representa o Mercúrio, as águas flamejantes o Enxofre, e cada dedo carrega o emblema de um agente divino que, através das combinações corretas, fará com que a Grande Obra seja finalizada.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Franciscog</name></author>
	</entry>
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