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	<title>Wiki - User contributions [en]</title>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1471</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
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		<updated>2010-06-27T15:49:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, [[maçonaria|maçom]], professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Biografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Antecedentes familiares e juventude&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;A carreira militar&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Da vivência espiritualista à militância espírita&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Obra&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
* 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Bibliografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond, meu pai&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
*Jornal espírita &amp;quot;&#039;&#039;O Trevo&#039;&#039;&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Livros_Ocultistas&amp;diff=1470</id>
		<title>Livros Ocultistas</title>
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		<updated>2010-06-27T15:49:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: /* 1901-2000 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Lista das Principais Obras relacionadas ao Ocultismo e Esoterismo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1201-1300===&lt;br /&gt;
* 1272 - Arbor scientiae, por [[Raymond Lully]]&lt;br /&gt;
* 1277 - Speculum astronomiae, por [[Roger Bacon]]&lt;br /&gt;
===1301-1400===&lt;br /&gt;
===1401-1500===&lt;br /&gt;
* 1497 - Dialogo della verita, por [[Girolamo Savonarola]]&lt;br /&gt;
* 1497 - Triumphus Crucis de fidei veritate, por [[Girolamo Savonarola]]&lt;br /&gt;
* 1495 - Compendium revelationum, por [[Girolamo Savonarola]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1501-1600===&lt;br /&gt;
===1601-1700===&lt;br /&gt;
* 1687 - Philosophiae Naturalis Principia Mathematica (Princípios matemáticos da filosofia natural), por [[Isaac Newton]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1701-1800===&lt;br /&gt;
* 1738 - A Defence of Masonry, por [[James Anderson]]&lt;br /&gt;
===1801-1900===&lt;br /&gt;
* (04/1857) - O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, por [[Allan Kardec]]&lt;br /&gt;
* (??/1885) - Le Spiritisme devant la Science (O Espiritismo perante a Ciência), por [[Gabriel Delanne]]&lt;br /&gt;
* (01/1861) - O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, por [[Allan Kardec]]&lt;br /&gt;
* (04/1864) - O Evangelho segundo o Espiritismo, por [[Allan Kardec]]&lt;br /&gt;
* (08/1865) - O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, por [[Allan Kardec]] &lt;br /&gt;
* (01/1868) - A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, por [[Allan Kardec]]&lt;br /&gt;
* (??/1890) - Après la mort, por [[Leon Denis]] &lt;br /&gt;
* (??/1892) - Simon Magus, por [[George Robert Stowe Mead]]&lt;br /&gt;
* (??/1895) - Orpheus, por [[George Robert Stowe Mead]]&lt;br /&gt;
* (??/1896) - Le Phénomène Spirite (O Fenômeno Espírita), por [[Gabriel Delanne]]&lt;br /&gt;
* (??/1896) - Pistis Sophia, por [[George Robert Stowe Mead]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1901-2000===&lt;br /&gt;
* (1911) - Dans l&#039;invisible - Spiritisme et médiumnité, por [[Leon Denis]]&lt;br /&gt;
* (1913) - The Book of Pleasures, por [[Austin Osman Spare]]&lt;br /&gt;
* (1917) - L&#039;Inconnu et les problèmes psychiques (O Desconhecido e os Fenômenos Psíquicos), por [[Camille Flammarion]] &lt;br /&gt;
* (1917) - La Mort et son mystère (A Morte e o Seu Mistério), por [[Camille Flammarion]] &lt;br /&gt;
* (1923) - Les Maisons Hantées (As Casas Mal Assombradas), por [[Camille Flammarion]]&lt;br /&gt;
* (1942) - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1943) - &amp;quot;Mediunidade de Prova, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1944) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1944) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1949) - &amp;quot;Os Exilados da Capela, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1950) - &amp;quot;Passes e Radiações, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1962) - &amp;quot;Na Cortina do Tempo, por [[Edgard Pereira Armond]]&lt;br /&gt;
* (1970) - Encontros com o insólito, por [[Raymond Bernard]] &lt;br /&gt;
* (1973) - Mensagens do Sanctum Celestial, por [[Raymond Bernard]] &lt;br /&gt;
* (1973) - An ABC of Witchcraft, por [[Doreen Valiente]]&lt;br /&gt;
* (1974) - Novas mensagens do Sanctum Celestial, por [[Raymond Bernard]] &lt;br /&gt;
* (1974) - Fragmentos da sabedoria Rosacruz, por [[Raymond Bernard]] &lt;br /&gt;
* (1974) - As mansões secretas da Rosacruz, por [[Raymond Bernard]] &lt;br /&gt;
* (1975) - Natural Magic, por [[Doreen Valiente]] &lt;br /&gt;
* (1978) - Witchcraft for Tomorrow, por [[Doreen Valiente]] &lt;br /&gt;
* (1989) - The Rebirth of Witchcraft, por [[Doreen Valiente]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===2001+===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Livros]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1469</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
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		<updated>2010-06-27T15:40:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, [[maçonaria|maçom]], professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Biografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Antecedentes familiares e juventude&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;A carreira militar&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Da vivência espiritualista à militância espírita&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Obra&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
* 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Bibliografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond, meu pai&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
*Jornal espírita &amp;quot;&#039;&#039;O Trevo&#039;&#039;&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1468</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1468"/>
		<updated>2010-06-27T15:40:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, [[maçonaria]], professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Biografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Antecedentes familiares e juventude&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;A carreira militar&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Da vivência espiritualista à militância espírita&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Obra&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
* 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Bibliografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond, meu pai&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
*Jornal espírita &amp;quot;&#039;&#039;O Trevo&#039;&#039;&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
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		<title>Edgard Pereira Armond</title>
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		<updated>2010-06-27T15:34:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Biografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Antecedentes familiares e juventude&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;A carreira militar&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===&#039;&#039;&#039;Da vivência espiritualista à militância espírita&#039;&#039;&#039;===&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Obra&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
* 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
* 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==&#039;&#039;&#039;Bibliografia&#039;&#039;&#039;==&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond, meu pai&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
*ARMOND, Ismael. &#039;&#039;Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita&#039;&#039;. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
*Jornal espírita &amp;quot;&#039;&#039;O Trevo&#039;&#039;&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1466</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1466"/>
		<updated>2010-06-27T15:04:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Índice&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1 Biografia&lt;br /&gt;
          o 1.1 Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
          o 1.2 A carreira militar&lt;br /&gt;
          o 1.3 A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
    * 2 Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
    * 3 Obra&lt;br /&gt;
    * 4 Bibliografia&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Biografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Antecedentes familiares e juventude&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A carreira militar&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Da vivência espiritualista à militância espírita&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Obra&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond, meu pai. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
    * Jornal espírita &amp;quot;O Trevo&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
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		<title>Edgard Pereira Armond</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1465"/>
		<updated>2010-06-27T14:54:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Índice&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1 Biografia&lt;br /&gt;
          o 1.1 Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
          o 1.2 A carreira militar&lt;br /&gt;
          o 1.3 A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
    * 2 Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
    * 3 Obra&lt;br /&gt;
    * 4 Bibliografia&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Biografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Antecedentes familiares e juventude&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
[editar] A carreira militar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Da vivência espiritualista à militância espírita&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Obra&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond, meu pai. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
    * Jornal espírita &amp;quot;O Trevo&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1464</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
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		<updated>2010-06-27T14:51:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Índice&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1 Biografia&lt;br /&gt;
          o 1.1 Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
          o 1.2 A carreira militar&lt;br /&gt;
          o 1.3 A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
    * 2 Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
    * 3 Obra&lt;br /&gt;
    * 4 Bibliografia&lt;br /&gt;
Biografia&lt;br /&gt;
Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
[editar] A carreira militar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
Obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bibliografia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond, meu pai. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
    * Jornal espírita &amp;quot;O Trevo&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Ma%C3%A7om&amp;diff=1463</id>
		<title>Maçom</title>
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		<updated>2010-06-27T14:50:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: Created page with &amp;#039;http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Ma%C3%A7onaria&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Ma%C3%A7onaria&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1462</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1462"/>
		<updated>2010-06-27T14:49:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar,[maçom], professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Índice&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1 Biografia&lt;br /&gt;
          o 1.1 Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
          o 1.2 A carreira militar&lt;br /&gt;
          o 1.3 A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
    * 2 Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
    * 3 Obra&lt;br /&gt;
    * 4 Bibliografia&lt;br /&gt;
Biografia&lt;br /&gt;
Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
[editar] A carreira militar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
Obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bibliografia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond, meu pai. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
    * Jornal espírita &amp;quot;O Trevo&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Edgard_Pereira_Armond&amp;diff=1461</id>
		<title>Edgard Pereira Armond</title>
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		<updated>2010-06-27T14:47:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: Created page with &amp;#039;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.  Responsável pela i…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894  — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Responsável pela implantação da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) onde colaborou por mais de três décadas, sistematizou o estudo da Doutrina em termos evangélicos e estabeleceu cursos para auxiliar o desenvolvimento de médiuns. Em 1973, a Aliança Espírita Evangélica nasceu sob sua inspiração. Foi, também, pioneiro do movimento de unificação, tendo lançado a idéia de criação da União das Sociedades Espíritas (USE).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Índice&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1 Biografia&lt;br /&gt;
          o 1.1 Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
          o 1.2 A carreira militar&lt;br /&gt;
          o 1.3 A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
    * 2 Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
    * 3 Obra&lt;br /&gt;
    * 4 Bibliografia&lt;br /&gt;
Biografia&lt;br /&gt;
Antecedentes familiares e juventude&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Henrique Ferreira Armond e de Leonor Pereira de Souza Armond, ambos de Minas Gerais, os antepassados da família remontam a fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas motivadas por Catarina de Médicis a partir da Noite de São Bartolomeu (Paris, 1519), e que se estenderam por todo país até 1582. Nesse período, os Armond refugiaram-se em Amsterdã, nos Países Baixos, dedicando se ao comércio, transferindo-se depois para a ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados do século XVIII, fixando-se em uma sesmaria recebida da Coroa Portuguesa, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde estabeleceram a primitiva Fazenda dos Moinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Guaratinguetá fez os cursos primário e secundário, transferindo-se para São Paulo em 1912 e, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, ingressando no comércio e, ao mesmo tempo, prosseguindo os seus estudos.&lt;br /&gt;
[editar] A carreira militar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1914, ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, retornou para São Paulo, alistando-se na Força Pública do Estado de São Paulo, como Praça de Pré. Segundo registro no Almanaque da Biblioteca da Polícia Militar do Estado de São Paulo, antiga Força Pública, Armond alistou-se no dia 10 de maio de 1915. Em 1916, ingressou na Escola de Oficiais, como 1° Sargento, saindo aspirante em 1918, casando-se no ano seguinte com Nancy de Menezes, filha do Marechal de Exército Manoel Félix de Menezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comandou destacamentos em Santos, São João da Boa Vista e Amparo, vindo a fixar-se na Capital. Como 2° Tenente, organizou e foi nomeado diretor da Biblioteca da Força Pública, sendo, no mesmo período, nomeado professor de História, Geografia e Geometria na Escola de Oficiais da antiga Força Pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participou de vários movimentos militares, atuando nos movimentos tenentistas de 1922 e de 1924 onde integrou a tropa de ocupação nas fronteiras com a Argentina e o Paraguai até 1925.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Revolução de 1930, como Capitão, serviu no Estado Maior, voltando a exercer o magistério militar na Escola de Oficiais e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, lecionando Administração e Legislação Militar.&lt;br /&gt;
A abertura da estrada de Paraibuna a São Sebastião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No início de 1931, após ter realizado estudos, apresentou um projeto para a abertura de uma estrada de rodagem entre Paraibuna e São Sebastião, ligando o Planalto Central e o Sul de Minas Gerais ao litoral Norte paulista, então escassamente povoado. Como não se tratava de tarefa de atribuição da Corporação, o projeto conheceu grandes embaraços até à sua aprovação final, quando lhe coube a direção do empreendimento. Entretanto, sem que houvesse recursos disponíveis, utilizou praças da própria Força, prestes a serem desincorporados. Os trabalhos iniciaram-se em abril desse mesmo ano, no alto da serra de Caraguatatuba, com 15 soldados, tendo se estendido até à eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante esse conflito, Armond assumiu o comando da defesa do litoral entre a divisa com o Estado do Rio de Janeiro até Santos, com a missão adicional de monitorar os movimentos da Armada, que mantinha diversos navios de guerra nas águas da ilha de São Sebastião. Organizou e comandou tropas inicialmente em Paraibuna e Caraguatatuba e, logo depois, no Sul do Estado, nas cidades de Itaí, Taquari e Avaré. Com o fim do conflito, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado de São Paulo, vindo a compor a Casa Militar do Governador Militar do Estado, General Waldomiro Lima. Sessenta dias após nomeado, pediu demissão dessa função, para prosseguir os trabalhos de construção da rodovia que iniciara. Foi assim nomeado comandante de um Batalhão de Sapadores criado especialmente para esse fim. Esta nova etapa de trabalho estendeu-se até agosto de 1934, quando foi interrompida por ordem superior, entregando a rodovia em estado adiantado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com trânsito a veículos carroçáveis no trecho entre Paraibuna e Caraguatatuba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta à cidade de São Paulo, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais (1934). Organizou em seguida a Inspetoria Administrativa da Força e, por conveniência da organização, fez o concurso para o quadro de Administração da Força Pública, vindo a ser classificado como Tenente Coronel, na chefia do Serviço de Intendência e Transporte, cargo que exerceu até 1938, quando sofreu um acidente grave. Permaneceu nessa chefia até 1939, quando foi transferido para o Quartel General. Tendo solicitado a sua reforma, foi julgado inválido para o serviço militar, dando baixa no início de 1940. Nesta fase redigiu o &amp;quot;Tratado de Topografia Ligeira (2 v.)&amp;quot; e &amp;quot;Guerra Cisplatina&amp;quot; (Discursos).&lt;br /&gt;
Da vivência espiritualista à militância espírita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado &amp;quot;Palavras do Infinito&amp;quot;, pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição &amp;quot;Casa dos Espíritas do Brasil&amp;quot;, entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo &amp;quot;Vinícius&amp;quot; e Marta Cajado de Oliveira, o periódico &amp;quot;O Semeador&amp;quot;, para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado &amp;quot;Hora Espírita&amp;quot;, que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em &amp;quot;Obras Póstumas&amp;quot;, tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faleceu no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, tendo sido sepultado no Cemitério de Vila Mariana, na mesma cidade.&lt;br /&gt;
Obra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * 1942 - &amp;quot;Contribuições ao Estudo da Mediunidade&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1943 - &amp;quot;Mediunidade de Prova&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Maio) - &amp;quot;Desenvolvimento Mediúnico&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1944 (Junho) - &amp;quot;Missão Social dos Médiuns&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1949 - &amp;quot;Os Exilados da Capela&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1950 - &amp;quot;Passes e Radiações&amp;quot;&lt;br /&gt;
    * 1962 - &amp;quot;Na Cortina do Tempo&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bibliografia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond, meu pai. São Paulo: Editora Aliança, 2001. 208p. ISBN 8570080514&lt;br /&gt;
    * ARMOND, Ismael. Edgard Armond: um Trabalhador da Seara Espírita. São Paulo: Editora Aliança, 2002. 108p. ISBN 8570080646&lt;br /&gt;
    * Jornal espírita &amp;quot;O Trevo&amp;quot;. São Paulo: Editora e Distribuidora Aliança, nºs. 106 (Dezembro de 1982), 305 a 312, 344 e 356.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
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		<title>Ocultistas</title>
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		<updated>2010-06-27T14:44:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rdfreitas: /* 1891-1900 */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Lista de Ocultistas famosos=&lt;br /&gt;
Ordenados por Data de Nascimento.&lt;br /&gt;
==1101-1200==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1201-1300==&lt;br /&gt;
* [[Alberto Magno]] (1206-1280)&lt;br /&gt;
* [[Roger Bacon]] (1214-1294)&lt;br /&gt;
* [[Tomás de Aquino]] (1225-1274)&lt;br /&gt;
* [[Raymond Lully]] (1232-1315)&lt;br /&gt;
* [[Arnaldus de Villa Nova]] (1240-1313)&lt;br /&gt;
* [[Dante Alighieri]] (1265-1321)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1301-1400==&lt;br /&gt;
* [[John Wycliffe]] (1320-1384)&lt;br /&gt;
* [[John Ball]] (?-1381)&lt;br /&gt;
* [[Jan Hus]] (1369-1415)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1401-1500==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Leonardo da Vinci]] (1452-1519)&lt;br /&gt;
* [[Girolamo Savonarola]] (1452-1498)&lt;br /&gt;
* [[Nicolau Copérnico]] (1473-1543)&lt;br /&gt;
* [[François Rabelais]] (1483-1553)&lt;br /&gt;
* [[Cornelius Agrippa]] (1486-1535)&lt;br /&gt;
* [[Paracelso]] (1493-1541)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1501-1600==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Andreas Vesalius]] (1514-1564)&lt;br /&gt;
* [[John Dee]] (1527-1608)&lt;br /&gt;
* [[Tycho Brahe]] (1546-1601)&lt;br /&gt;
* [[Giordano Bruno]] (1548-1600)&lt;br /&gt;
* [[Simon Forman]] (1552-1611)&lt;br /&gt;
* [[Heinrich Khunrath]] (1560 – 1605)&lt;br /&gt;
* [[Francis Bacon]] (1561-1626)&lt;br /&gt;
* [[Galileu Galilei]] (1564-1642)&lt;br /&gt;
* [[Johannes Kepler]] (1571-1630)&lt;br /&gt;
* [[Robert Fludd]] (1574-1637)&lt;br /&gt;
* [[Jacob Boehme]] (1575-1624)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1601-1700==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Athanasius Kircher]] (1601-1680)&lt;br /&gt;
* [[Elias Ashmole]] (1617-1692)&lt;br /&gt;
* [[Baruch de Spinoza]] (1632-1677)&lt;br /&gt;
* [[Isaac Newton]] (1643-1727)&lt;br /&gt;
* [[Gottfried Leibniz]] (1646-1716)&lt;br /&gt;
* [[James Anderson]] (1679-1739)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1701-1800==&lt;br /&gt;
* [[Antoine Court de Gebelin]] (1719-1784)&lt;br /&gt;
* [[Martinez de Pasqually]] (1727-1779)&lt;br /&gt;
* [[Jean Baptiste Willermoz]] (1730-1824)&lt;br /&gt;
* [[Franz Anton Mesmer]] (1734-1815)&lt;br /&gt;
* [[Alliette|Jean-Baptiste Alliette]] (1738 - 1791) &lt;br /&gt;
* [[Louis Claude de Saint-Martin]] (1743-1803)&lt;br /&gt;
* [[Samuel Hahnemann]] (1755-1843)&lt;br /&gt;
* [[William Blake]] (1757-1827)&lt;br /&gt;
* [[Francis Barret]] (1765-1825)&lt;br /&gt;
* [[John Dalton]] (1766-1844)&lt;br /&gt;
* [[Marie Laveau]] (1794-1881)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1801-1900==&lt;br /&gt;
===1801-1810===&lt;br /&gt;
* [[Bulwer-Lytton|Lorde Bulwer-Lytton]] (1803-1873)&lt;br /&gt;
* [[Allan Kardec]] (1804-1869)&lt;br /&gt;
* [[Eliphas Levi]] (1810-1875)&lt;br /&gt;
===1811-1820===&lt;br /&gt;
===1821-1830===&lt;br /&gt;
===1831-1840===&lt;br /&gt;
* [[Helena Blavatsky]] (1831-1891)&lt;br /&gt;
* [[Henry Steel Olcott]] (1832-1907)&lt;br /&gt;
* [[Franz Hartmann]] (1838-1912)&lt;br /&gt;
* [[Fulcanelli]] (1839 - 1923)&lt;br /&gt;
===1841-1850===&lt;br /&gt;
* [[Camille Flammarion]] (1842-1925)&lt;br /&gt;
* [[Saint Yves D&#039;alveydre]] (1842-1909)&lt;br /&gt;
* [[Leon Denis]] (1846-1927)&lt;br /&gt;
* [[Annie Wood Besant]] (1847-1933)&lt;br /&gt;
* [[Charles Webster Leadbeater]] (1847-1934)&lt;br /&gt;
* [[Guido von List]] (1848-1919)&lt;br /&gt;
* [[Max Theon]] (1848-1927)&lt;br /&gt;
* [[William Wynn Westcott]] (1848-1925)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1851-1860===&lt;br /&gt;
* [[William Quan Judge]] (1851-1896)&lt;br /&gt;
* [[Samuel Liddell MacGregor Mathers|MacGregor Mathers]] (1854-1918)&lt;br /&gt;
* [[Oscar Wilde]] (1854-1900)&lt;br /&gt;
* [[Arthur Edward Waite]] (1857-1942)&lt;br /&gt;
* [[Gabriel Delanne]] (1857-1926)&lt;br /&gt;
* [[Josephin Peladan]] (1858-1918)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1861-1870===&lt;br /&gt;
* [[Stanislas de Guaita]] (1861-1897)&lt;br /&gt;
* [[Rudolf Steiner]] (1861-1925)&lt;br /&gt;
* [[George Robert Stowe Mead]] (1863-1933)&lt;br /&gt;
* [[Grigori Rasputin]] (1864-1916)&lt;br /&gt;
* [[Rudyard Kipling]] (1865-1936)&lt;br /&gt;
* [[William Butler Yeats]] (1865-1939)&lt;br /&gt;
* [[Papus|Gérard Anaclet Vincent Encausse - Papus]] (1865-1916)&lt;br /&gt;
* [[Max Heindel]] (1865-1919)&lt;br /&gt;
* [[Frank Marshall]] (1865-1931)&lt;br /&gt;
* [[George Cecil Ives]] (1867-1950)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1871-1880===&lt;br /&gt;
* [[Rose Edith Kelly]] (1874 - 1932)&lt;br /&gt;
* [[Aleister Crowley]] (1875-1947)&lt;br /&gt;
* [[Carl Gustav Jung]] (1875-1961)&lt;br /&gt;
* [[Arnold Krumm-Heller]] (1876-1949)&lt;br /&gt;
* [[Pamela Colman Smith]] (1878-1951)&lt;br /&gt;
* [[Leila Waddell]] (1880-1932)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1881-1890===&lt;br /&gt;
* [[Harvey Spencer Lewis]] (1883-1939)&lt;br /&gt;
* [[Gerald Gardner]] (1884-1964)&lt;br /&gt;
* [[Karl Johannes Germer]] (1885-1962)&lt;br /&gt;
* [[Austin Osman Spare]] (1886-1956)&lt;br /&gt;
* [[Geoffrey Hodson]] (1886-1983)&lt;br /&gt;
* [[Fernando Pessoa]] (1888-1935)&lt;br /&gt;
* [[Dion Fortune]] (1890-1946)&lt;br /&gt;
* [[George Alexander Sullivan]] (1890-1942)&lt;br /&gt;
* [[Frank Sherman Land]] (1890-1959)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===1891-1900===&lt;br /&gt;
* [[James Ingall Wedgwood]] (1893-1951)&lt;br /&gt;
* [[Jan van Rijckenborgh]] (1896-1968)&lt;br /&gt;
* [[Walter Ernest Butler]] (1898 — 1978)&lt;br /&gt;
* [[Eugene Leon Canseliet]] (1899 - 1982)&lt;br /&gt;
* [[Edgard Pereira Armond]] (1894 - 1982)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1901-2000==&lt;br /&gt;
* [[Walt Disney]] (1901-1966)&lt;br /&gt;
* [[Franz Bardon]] (1909-1958)&lt;br /&gt;
* [[Chico Xavier]] (1910-2002)&lt;br /&gt;
* [[Jack Parsons]] (1914-1952)&lt;br /&gt;
* [[Peter Caddy]] (1917-1994)&lt;br /&gt;
* [[W. W. da Matta e Silva]] (1917-1988)&lt;br /&gt;
* [[Doreen Valiente]] (1922-1999)&lt;br /&gt;
* [[Raymond Bernard]] (1923-2006)&lt;br /&gt;
* [[Anton Szandor LaVey]] (1930-1997)&lt;br /&gt;
* [[Marcelo Motta|Marcelo Ramos Motta]] (1931-1987)&lt;br /&gt;
* [[Gunther Sashs]] (1932- )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Ocultistas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rdfreitas</name></author>
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