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	<title>Wiki - User contributions [en]</title>
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	<updated>2026-10-24T10:32:01Z</updated>
	<subtitle>User contributions</subtitle>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Direito_de_Propriedade_%E2%80%93_Roubo&amp;diff=8602</id>
		<title>II – Direito de Propriedade – Roubo</title>
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		<updated>2010-12-03T01:17:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==  880. Qual é o primeiro de todos os direitos naturais do homem? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O de viver. É por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida do semelhante ou fazer qualquer coisa que possa comprometer a sua existência corpórea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 881. O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que  necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas deve fazê-lo em família, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta. Alguns animais lhe dão o  exemplo dessa previdência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  882.0 homem tem o direito de defender aquilo que ajuntou pelo trabalho? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus não disse: “Não roubarás”; e Jesus: “Dai a César o que é de  César”?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;Aquilo que o homem ajunta por um trabalho honesto é uma propriedade legítima, que ele tem o direito de defender. Porque a propriedade que é fruto do trabalho constitui um direito natural, tão sagrado como o de trabalhar e viver.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  883. O desejo de possuir é natural? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas quando o homem só deseja para si e para sua satisfação  pessoal, é egoísmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 883 – a) Entretanto, não será legítimo o desejo de possuir, pois o que tem com o que viver não se torna carga para ninguém? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Há homens insaciáveis que acumulam sem proveito para ninguém ou apenas para satisfazer as suas paixões. Acreditas que isso seja aprovado  por Deus ? Aquele que ajunta pelo seu trabalho, com a intenção de auxiliar o seu semelhante, pratica a lei de «mor e caridade e seu trabalho é abençoado por Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 884. Qual é o caráter da propriedade legítima? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Só há uma propriedade legítima: a que foi adquirida sem prejuízo pura os outros. (Ver item 808.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;A lei de amor e justiça proíbe que se faça a outro o que não queremos que nos seja feito, e condena, por esse mesmo princípio, todo meio de adquirir que o contrarie.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 885. O direito de propriedade é sem limites? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem dúvida, tudo o que é legitimamente adquirido é uma propriedade, mas, como já dissemos, a legislação humana é imperfeita e consagra freqüentemente direitos convencionais que a justiça natural reprova. É por isso que os homens reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e que eles compreendem melhor a justiça. O que num século parece perfeito, no século seguinte se apresenta como bárbaro. (Ver item 795.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Justi%C3%A7a_e_Direito_Natural&amp;diff=8601</id>
		<title>I – Justiça e Direito Natural</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Justi%C3%A7a_e_Direito_Natural&amp;diff=8601"/>
		<updated>2010-12-03T01:17:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== 873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de idéias adquiridas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É de tal modo natural que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve sem duvida esse sentimento, mas não o dá: Deus o pôs no coração do homem. Eis porque encontrais freqüentemente, entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas de justiça do que entre pessoas de muito saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 874. Se a justiça é uma lei natural, como se explica que os homens a entendam de maneiras tão diferentes, que um considere justo o que a outro parece injusto? == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É que em geral se misturam paixões ao julgamento, alterando esse sentimento, como acontece com a maioria dos outros sentimentos naturais e fazendo ver as coisas sob um falso ponto de vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 875. Como se pode definir a justiça? == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 875. a) O que determina esses direitos? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, essas leis estabeleceram direitos que podem variar com o progresso. Vede se as vossas leis de hoje, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Esses direitos superados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito dos homens, portanto, nem sempre é conforme à justiça. Só regula algumas relações sociais, enquanto na vida privada há uma infinidade de atos que. são de competência exclusiva do tribunal da consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 876. Fora do direito consagrado pela lei humana, qual a base da justiça fundada sobre a lei natural? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O Cristo vos disse: “Querer para os outros o que quereis para vós mesmos”. Deus pôs no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo que tem cada um de ver os seus direitos respeitados. Na incerteza do que deve fazer para o semelhante, em dada circunstância, que o homem pergunte a si mesmo como desejaria que agissem com ele. Deus não poderia dar um guia mais seguro que a sua própria consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  &#039;&#039;O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, podemos estar certos de jamais desejar ao próximo senão o bem. Desde todos os tempos e em todas as crenças, o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião crista foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 877. A necessidade de viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. No vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias e vem daí a perturbação e a confusão da vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  878. Podendo o homem iludir-se quanto à extensão do seu direito, o que pode fazer que ele conheça os seus limites? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os limites do direito que reconhece para o seu semelhante em relação a ele, na mesma circunstância e de maneira recíproca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 878 – a) Mas se cada um se atribui a si mesmo os direitos do semelhante, em que se transforma a subordinação aos superiores? Não será isso a anarquia de todos os poderes? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde o menor até o maior. Deus não fez uns de limo mais puro que outros e todos são iguais perante ele. Esses direitos são eternos; os estabelecidos pelos homens perecem com as instituições. De resto, cada qual sente bem a sua força ou a sua fraqueza, e saberá ter sempre uma certa deferência para aquele que o merecer, por sua virtude e seu saber. E importante assinalar isto, para que os que se julgam superiores conheçam os seus deveres e possam merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida, quando a autoridade for conferida à sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus; porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há a verdadeira justiça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Caridade_e_Amor_ao_Pr%C3%B3ximo&amp;diff=8600</id>
		<title>III – Caridade e Amor ao Próximo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Caridade_e_Amor_ao_Pr%C3%B3ximo&amp;diff=8600"/>
		<updated>2010-12-03T01:17:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== 886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica. Se um rico nos procura, atendemo-lo com excesso de consideração e atenção, mas se é um pobre, parece que não nos devemos incomodar com ele. Quanto mais, entretanto, sua posição é lastimável, mais devemos temer aumentar-lhe a desgraça pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 887. Jesus ensinou ainda: “Amai aos vossos inimigos”. Ora, um amor pelos nossos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais, e a inimizade não provém de uma falta de simpatia entre os Espíritos? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem dúvida não se pode ter, para com os inimigos, um amor terno e apaixonado. E não foi isso que ele quis dizer. Amar aos inimigos é perdoá-los e pagar-lhes o mal com o bem. É assim que nos tornamos superiores; pela vingança nos colocamos abaixo deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 888. Que pensar da esmola? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O homem reduzido a pedir esmolas se degrada moral e fisicamente: se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justiça, deve-se prover a vida do fraco, sem humilhação para ele. Deve-se assegurar a existência dos que não podem trabalhar sem deixá-los à mercê do acaso e da boa vontade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 888 – a) Então condenais a esmola? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, pois não é a esmola que é censurável, mas quase sempre a maneira por que ela é dada. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, vai ao encontro do desgraçado sem esperar que ele lhe estenda a mão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdadeira caridade é sempre boa c benevolente; tanto está no ato quanto na maneira de fazê-la. Um serviço prestado com delicadeza tem duplo valor; se o for com altivez, a necessidade pode fazê-lo aceito, mas o coração  mal será tocado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrai-vos ainda de que a ostentação apaga aos olhos de Deus o mérito do benefício. Jesus disse: “Que a vossa mão esquerda ignore o que faz a direita”. Com isso, ele vos ensina a não manchar a caridade pelo orgulho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é o que pede: o temor da humilhação retém o  verdadeiro pobre, que quase sempre sofre sem se queixar. É a esse que o homem verdadeiramente humano sabe assistir sem ostentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amai-vos uns aos outros, eis toda lei, divina lei pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados, e a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não olvideis jamais que o Espírito, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou na erraticidade, esta sempre colocado entre um. superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem deveres iguais a cumprir. Sede, portanto, caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar do bolso o óbolo que friamente atirais ao que ousa pedir-vos, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os erros dos vossos semelhantes. Em lugar de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede afáveis e benevolentes para com todos os que vos suo inferiores; sede-o mesmo para com os mais ínfimos seres da Criação, e tereis obedecido à lei de Deus. (São Vicente de Paulo.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 889. Não há homens reduzidos à mendicidade por sua própria culpa? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem dúvida. Mas se uma boa educação moral lhes tivesse ensinado a lei de Deus, não teriam caído nos excessos que os levaram à perda. E é disso, sobretudo, que depende o melhoramento do vosso globo. (Ver item 707.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=IV_%E2%80%93_Amor_Maternal_e_Filial&amp;diff=8599</id>
		<title>IV – Amor Maternal e Filial</title>
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		<updated>2010-12-03T01:10:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;== 890. O amor maternal é uma virtude ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais? ==  — É uma coisa e outra. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no i…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== 890. O amor maternal é uma virtude ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É uma coisa e outra. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação; mas, no animal, esse amor é limitado às necessidades materiais: cessa quando os cuidados se tornam inúteis. No homem, ele persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vedes que há nele alguma coisa mais do que no animal. (Ver itens 205 e 385.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 891. Se o amor materno ó uma lei natural, por que existem mães que odeiam os filhos e freqüentemente desde o nascimento? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É, às vezes, uma prova escolhida pelo Espírito do filho ou uma expiação, se ele tiver sido um mau pai, mãe ruim ou mau filho em outra existência. (Ver item 392.) Em todos esses casos, a mãe ruim não pode ser animada senão por um mau Espírito, que procura criar dificuldades ao do filho, para que ele fracasse na prova desejada. Mas essa violação das leis naturais não ficará impune e o Espírito do filho será recompensado pelos obstáculos que tiver superado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 892. Quando os pais têm filhos que lhes causam desgostos, não são escusáveis de não terem por eles a ternura que teriam caso contrário? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, porque se trata de um encargo que lhes foi confiado e sua missão é a de fazer todos os esforços para os conduzir ao bem. (Ver itens 582 e 583.) Por outro lado, esses desgostos são quase sempre a conseqüência dos maus costumes que os pais deixaram os filhos seguir desde o berço; eles colhem, portanto, o que semearam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Caridade_e_Amor_ao_Pr%C3%B3ximo&amp;diff=8598</id>
		<title>III – Caridade e Amor ao Próximo</title>
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		<updated>2010-12-03T01:02:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;== 886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? ==  — Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofens…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== 886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nos manda ser indulgentes, porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica. Se um rico nos procura, atendemo-lo com excesso de consideração e atenção, mas se é um pobre, parece que não nos devemos incomodar com ele. Quanto mais, entretanto, sua posição é lastimável, mais devemos temer aumentar-lhe a desgraça pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar o inferior aos seus próprios olhos, diminuindo a distância entre ambos.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 887. Jesus ensinou ainda: “Amai aos vossos inimigos”. Ora, um amor pelos nossos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais, e a inimizade não provém de uma falta de simpatia entre os Espíritos? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem dúvida não se pode ter, para com os inimigos, um amor terno e apaixonado. E não foi isso que ele quis dizer. Amar aos inimigos é perdoá-los e pagar-lhes o mal com o bem. É assim que nos tornamos superiores; pela vingança nos colocamos abaixo deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 888. Que pensar da esmola? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O homem reduzido a pedir esmolas se degrada moral e fisicamente: se embrutece. Numa sociedade baseada na lei de Deus e na justiça, deve-se prover a vida do fraco, sem humilhação para ele. Deve-se assegurar a existência dos que não podem trabalhar sem deixá-los à mercê do acaso e da boa vontade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 888 – a) Então condenais a esmola? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não, pois não é a esmola que é censurável, mas quase sempre a maneira por que ela é dada. O homem de bem, que compreende a caridade segundo Jesus, vai ao encontro do desgraçado sem esperar que ele lhe estenda a mão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdadeira caridade é sempre boa c benevolente; tanto está no ato quanto na maneira de fazê-la. Um serviço prestado com delicadeza tem duplo valor; se o for com altivez, a necessidade pode fazê-lo aceito, mas o coração  mal será tocado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembrai-vos ainda de que a ostentação apaga aos olhos de Deus o mérito do benefício. Jesus disse: “Que a vossa mão esquerda ignore o que faz a direita”. Com isso, ele vos ensina a não manchar a caridade pelo orgulho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é o que pede: o temor da humilhação retém o  verdadeiro pobre, que quase sempre sofre sem se queixar. É a esse que o homem verdadeiramente humano sabe assistir sem ostentação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amai-vos uns aos outros, eis toda lei, divina lei pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados, e a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não olvideis jamais que o Espírito, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou na erraticidade, esta sempre colocado entre um. superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual tem deveres iguais a cumprir. Sede, portanto, caridosos, não somente dessa caridade que vos leva a tirar do bolso o óbolo que friamente atirais ao que ousa pedir-vos, mas ide ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os erros dos vossos semelhantes. Em lugar de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede afáveis e benevolentes para com todos os que vos suo inferiores; sede-o mesmo para com os mais ínfimos seres da Criação, e tereis obedecido à lei de Deus. (São Vicente de Paulo.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 889. Não há homens reduzidos à mendicidade por sua própria culpa? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem dúvida. Mas se uma boa educação moral lhes tivesse ensinado a lei de Deus, não teriam caído nos excessos que os levaram à perda. E é disso, sobretudo, que depende o melhoramento do vosso globo. (Ver item 707.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<title>II – Direito de Propriedade – Roubo</title>
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		<updated>2010-12-03T00:49:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;==  880. Qual é o primeiro de todos os direitos naturais do homem? ==  — O de viver. É por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida do semelhante ou fazer qua…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==  880. Qual é o primeiro de todos os direitos naturais do homem? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O de viver. É por isso que ninguém tem o direito de atentar contra a vida do semelhante ou fazer qualquer coisa que possa comprometer a sua existência corpórea.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 881. O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que  necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas deve fazê-lo em família, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta. Alguns animais lhe dão o  exemplo dessa previdência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  882.0 homem tem o direito de defender aquilo que ajuntou pelo trabalho? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus não disse: “Não roubarás”; e Jesus: “Dai a César o que é de  César”?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;Aquilo que o homem ajunta por um trabalho honesto é uma propriedade legítima, que ele tem o direito de defender. Porque a propriedade que é fruto do trabalho constitui um direito natural, tão sagrado como o de trabalhar e viver.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  883. O desejo de possuir é natural? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas quando o homem só deseja para si e para sua satisfação  pessoal, é egoísmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 883 – a) Entretanto, não será legítimo o desejo de possuir, pois o que tem com o que viver não se torna carga para ninguém? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Há homens insaciáveis que acumulam sem proveito para ninguém ou apenas para satisfazer as suas paixões. Acreditas que isso seja aprovado  por Deus ? Aquele que ajunta pelo seu trabalho, com a intenção de auxiliar o seu semelhante, pratica a lei de «mor e caridade e seu trabalho é abençoado por Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 884. Qual é o caráter da propriedade legítima? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Só há uma propriedade legítima: a que foi adquirida sem prejuízo pura os outros. (Ver item 808.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;A lei de amor e justiça proíbe que se faça a outro o que não queremos que nos seja feito, e condena, por esse mesmo princípio, todo meio de adquirir que o contrarie.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 885. O direito de propriedade é sem limites? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sem dúvida, tudo o que é legitimamente adquirido é uma propriedade, mas, como já dissemos, a legislação humana é imperfeita e consagra freqüentemente direitos convencionais que a justiça natural reprova. É por isso que os homens reformam suas leis à medida que o progresso se realiza e que eles compreendem melhor a justiça. O que num século parece perfeito, no século seguinte se apresenta como bárbaro. (Ver item 795.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Justi%C3%A7a_e_Direito_Natural&amp;diff=8596</id>
		<title>I – Justiça e Direito Natural</title>
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		<updated>2010-12-03T00:19:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;== 873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de idéias adquiridas?==  — É de tal modo natural que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral d…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== 873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de idéias adquiridas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É de tal modo natural que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve sem duvida esse sentimento, mas não o dá: Deus o pôs no coração do homem. Eis porque encontrais freqüentemente, entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas de justiça do que entre pessoas de muito saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 874. Se a justiça é uma lei natural, como se explica que os homens a entendam de maneiras tão diferentes, que um considere justo o que a outro parece injusto? == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É que em geral se misturam paixões ao julgamento, alterando esse sentimento, como acontece com a maioria dos outros sentimentos naturais e fazendo ver as coisas sob um falso ponto de vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 875. Como se pode definir a justiça? == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 875. a) O que determina esses direitos? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, essas leis estabeleceram direitos que podem variar com o progresso. Vede se as vossas leis de hoje, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Esses direitos superados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito dos homens, portanto, nem sempre é conforme à justiça. Só regula algumas relações sociais, enquanto na vida privada há uma infinidade de atos que. são de competência exclusiva do tribunal da consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 876. Fora do direito consagrado pela lei humana, qual a base da justiça fundada sobre a lei natural? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O Cristo vos disse: “Querer para os outros o que quereis para vós mesmos”. Deus pôs no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo que tem cada um de ver os seus direitos respeitados. Na incerteza do que deve fazer para o semelhante, em dada circunstância, que o homem pergunte a si mesmo como desejaria que agissem com ele. Deus não poderia dar um guia mais seguro que a sua própria consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec:&#039;&#039;&#039;  &#039;&#039;O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, podemos estar certos de jamais desejar ao próximo senão o bem. Desde todos os tempos e em todas as crenças, o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião crista foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 877. A necessidade de viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. No vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias e vem daí a perturbação e a confusão da vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  878. Podendo o homem iludir-se quanto à extensão do seu direito, o que pode fazer que ele conheça os seus limites? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os limites do direito que reconhece para o seu semelhante em relação a ele, na mesma circunstância e de maneira recíproca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 878 – a) Mas se cada um se atribui a si mesmo os direitos do semelhante, em que se transforma a subordinação aos superiores? Não será isso a anarquia de todos os poderes? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde o menor até o maior. Deus não fez uns de limo mais puro que outros e todos são iguais perante ele. Esses direitos são eternos; os estabelecidos pelos homens perecem com as instituições. De resto, cada qual sente bem a sua força ou a sua fraqueza, e saberá ter sempre uma certa deferência para aquele que o merecer, por sua virtude e seu saber. E importante assinalar isto, para que os que se julgam superiores conheçam os seus deveres e possam merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida, quando a autoridade for conferida à sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus; porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há a verdadeira justiça.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Grau_da_Marca_na_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=6023</id>
		<title>O Grau da Marca na Maçonaria</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Grau_da_Marca_na_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=6023"/>
		<updated>2010-11-04T00:13:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:05-08-10-Brasao_Marca.jpg|300px|thumb|right|O Grau da Marca]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada um é dado um estojo de ferramentas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma massa disforme e um livro de regras,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E cada um deve fazer seu tempo fluir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma pedra de tropeço, ou uma pedra de degrau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(anônimo, século XVIII)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é apenas um pequeno resumo escrito por Wagner Veneziani Costa, Grão Mestre da [[Grande Loja da Marca no Brasil]], retirado das obras intituladas “O Grau da Marca” de David Mitchell e da obra: Conte-me Mais Sobre o grau da Marca do Rev. Neville Barker Cryer, ambas da Madras Editora, contando um pouco da História do [[Grau da Marca]], agora apresento a Cronologia retirada da mesma fonte…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Senhor, um homem deveria manter a sua amizade em constante reparo”. (Dr. Samuel Johnson, 1755)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau da Marca tornou-se uma Ordem Independente (Regular) na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos afirmar que o Grau da Marca é uma sequência do terceiro grau, contendo profundos significados simbólicos e filosóficos e esta ligado a construção do [[Templo de Salomão]]. Apesar que a escolha da Marca era uma parte importante em acréscimo ao Grau de Companheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na construção do Templo do Rei Salomão foram empregados mais de 110 mil operários e para que eles pudessem ser identificados por seus Oficiais Superiores – para que cada porção de seu trabalho pudesse passar pelo mais cuidadoso exame e para que cada Artífice pudesse receber com pontualidade a recompensa pela sua obra e habilidade – esse grupo imenso de trabalhadores foi dividido em 1.100 Lojas de Companheiros e de Aprendizes, estando estes últimos sob a superintendência dos primeiros, que lhes ensinavam o ofício; e a todos estes presidiam 3.000 Menatschim, Supervisores ou Mestres – Três em cada Loja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada um desses homens (Aprendizes, Companheiros e Mestres) recebia um salário. E para que não recebessem em duplicidade, ou que não recebessem mais do que lhes era devido, criaram uma Marca para cada um dos operários e esses por sua vez, tinham que esculpi-las ou gravá-las numa pedra talhada. Os Mestres da marca eram conhecidos como “Artífices Perfeitos”. Deste seleto grupo eram escolhidos os Supervisores. Adoniran, que era Supervisor, foi selecionado para preencher a vaga decorrente da morte de Hiram Abiff. Adonhiram era, de fato, o Supervisor Chefe dos operários empregados nas florestas do Líbano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tantos os Artífices como os demais, certamente, recebiam seus salários no Templo: Os Aprendizes recebiam seus pagamentos em trigo, vinho e óleo; os Artífices em espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Supervisor conhecia “bem” a Marca de cada um dos seus operários. Era assim, que o exame do trabalho apresentado era comparado com as plantas. Se a pedra estivesse correta e em conformidade às plantas, o Supervisor colocava sua própria Marca sobre a peça examinada e aprovada. Que logo era içada e instalada em seu lugar. Além da Marca do Supervisor indicar a exata localização da pedra, um malho de madeira era tudo o que era necessário para alinhá-la, firme e permanentemente, em sua devida posição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, as Marcas dos Maçons (pedreiros) representavam uma ajuda fundamental no gerenciamento das funções administrativas, financeiras, produtivas e de controle de qualidade. A Marca era portanto a identidade (assinatura) daquele operário específico. Os progressos e a eficiência na construção dependiam então, de uma boa comunicação e de bom relacionamento entre os trabalhadores, do respeito aos administradores, além do entusiasmo e prazer no trabalho. Todas estas qualidades dependiam, por sua vez, da Marca dos Maçons.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história antiga nos dá conta de que a colocação de uma marca em um produto acabado não era uma prática restrita aos pedreiros. Podemos encontrá-las facilmente nas Cerâmicas gregas, egípcias, romanas; em obras de ouro e de prata etc. Na Irlanda, Inglaterra e País de Gales, Marcas de Maçons podem ser encontradas em pedras de Catedrais, Igrejas, Castelos e outras edificações medievais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Douglas Knoop descreveu: “Ponte entre a Maçonaria (da Marca) Operativa e a Especulativa, com uma das pontas – a do lado Operativo – bem apoiada na Escócia, e a outra – a Especulativa – na Inglaterra.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A herança da [[Maçonaria Operativa]] e da Maçonaria da Marca é tão brilhante e empolgante como uma Arte, principalmente devotada a propósitos religiosos e a criação de belas edificações, e sempre tendo em mente a perfeição. O Juramento feito pelos nossos antigos Irmãos nos Colégios ou Guildas em Roma, comprometendo-se a se ajudarem mutuamente e a socorrer qualquer Membro em necessidade ainda consta de nosso Ritual. Essa é a mensagem predominante dirigida a cada novo Mestre Maçom da Marca ao ser felicitado pelo Venerável Mestre por ocasião de seu Avançamento a esse respeitável e honroso Grau na Maçonaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau de Mestre Maçom da Marca continua vivo como um perene monumento aos antigos operários e artífices que iniciaram a Obra do Grande Supervisor com a construção do Templo do Rei Salomão, e àqueles que assim ainda continuam fazendo, não apenas na Pedra, mas na construção e na consolidação nas relações entre homens de bem e nas amizades duradouras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouquíssimos Maçons do Simbolismo conhecem a rica História do Grau da Marca e a sua legendária ligação com Jerusalém; ou por que esse Grau mereceu a reputação de “Grau Amigável”. Como Mestres Maçons da Marca, podemos ajudar na divulgação e na informação das razões que originaram esta merecida reputação, ao dedicarmos uma atenção especial ao nosso trabalho no Templo, tendo um bom conhecimento de sua História e desenvolvimento, e uma amistosa ânsia de oferecer respostas permissíveis àqueles verdadeiramente interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Possivelmente, todos os Maçons que lerem este texto acharão bastante interessante a relação apresentada a seguir, que assinala alguns importantes eventos no Desenvolvimento e Progresso da Maçonaria a partir da construção do Templo do Rei Salomão até a formação da Grande Loja da Marca. Algumas datas são controversas; no entanto, elas se baseiam em confiáveis documentos escritos por ilustres Maçons, tais como: R. F. Gould, L. Vibert, R. C. Davies, D. Knoop e D. P. Jones, bem como no Masonic Year Book (o Anuário Maçônico) e, assim, podem ser aceitas como razoavelmente corretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cronologia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;a.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*957 — Concluída a construção do Templo do Rei Salomão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*714 — Collegia Artificium — o Colégio dos Artífices, Guildas Romanas, ou Corporações de Artífices, instituída em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*587 — Destruição do Templo do Rei Salomão por Nabuzardã sob ordens de Nabucodonossor. Ao todo, os cercos a Jerusalém somam um período de vinte anos. Estima-se que um total entre 500 mil e 1 milhão de israelitas tenham sido deportados para a Babilônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*539 — Ciro liberta os judeus de seu cativeiro. De acordo com Josephus, somente 50 mil retornaram a Jerusalém, sob o comando de Zorobabel, para a reconstrução do Templo; destes, cerca de 30 mil eram homens adultos; os demais eram mulheres e crianças. Muitos teriam optado em ficar na Babilônia. Estima-se que 150 mil se dispersaram por todos os países vizinhos, onde haveriam de se estabelecer, construindo suas casas e Sinagogas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*169 — O Templo de Zorobabel literalmente destruído por Antiochus Epiphanes, irmão do rei da Síria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;d.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*20-26 — Herodes – o Grande, pai de Herodes Antipas (sob quem sofreu Cristo), era um famoso construtor. Ele assumiu o ambicioso desafio de restaurar o Templo à sua antiga glória. O Segundo Templo reconstruído ficou conhecido como o Terceiro Templo e foi, finalmente, destruído pelos romanos, sob o império de Tito, em 70 d.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*45-107 — Ocupação da Bretanha pelos romanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*800-1500 — As Sociedades de Arquitetos Livres e Operativos, conhecidos como Franco-Maçons (não os Artesãos comuns), oriundos dos Collegia Artificium, surgiram como Freemasons na Inglaterra, como Steinmetzen na Alemanha, e como Compagnonnage na França. Essas Sociedades eram secretas e operativas, engajadas nas construções eclesiásticas e em outras construções. A Franco-Maçonaria, tal como hoje é praticada, remonta àquela Fraternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Monges agiam conforme a capacidade dos Arquitetos e dos Mestres na planificação e planejamento dos edifícios, e supervisionavam a sua construção. Dessa forma, tanto os não-operativos, como os operativos, se tornaram “Aceitos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*926 — Assembléia Anual de Maçons Operativos, realizada em York, sob a presidência de Edwin, filho de Athelstan. A Antiga Loja de York alega ter a sua origem nesta Assembléia. (vide 1726)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1292 — Primeira referência conhecida denominando como [[“Loja”]] o local de trabalho dos Maçons Ingleses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1390 — (+/-) Manuscrito Regius (ou Poema Regius), contendo as “Antigas Instruções”. Primeira menção conhecida da palavra “Franco-Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1410 — (+/-) Manuscrito Cooke, contendo as “Antigas Instruções”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1530— Os Estatutos de [[Edward III]] mencionando a palavra “Franco- Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1563 — Aparece, pela primeira vez, a palavra “Franco-Maçom” impressa um livro; livro este intitulado “Dives Pragmaticus”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1598 — Descoberto o mais antigo registro da Franco Maçonaria no Livro de Atas da Loja Escocesa Aichison Haven,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1646 — [[Elias Ashmole]] feito Franco-Maçom uma Loja de Warrington. Ele escreve em seu diário que nas Guildas (Operativas) da Pedra e Franco-Maçons, o Candidato tinha de ser “Iniciado” antes de poder aprender o seu Ofício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1650 — (+/-) O Manuscrito Sloane e o Manuscrito Harleian fazem referência à “Palavra de Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1705 — Os Registros da Grande Loja de York mostram que, já naquela data, existia uma Constituição separada, com um Presidente e um Vice-Presidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1714 — Marca um período de transição, quando os Maçons Especulativos se tornaram tão numerosos e importantes, que chegaram a sobrepujar a Organização dos Operativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1717 — Citada e convocada a Grande Loja, tendo Anthony Sayer como Grão-Mestre. Esta Grande Loja ficou, mais tarde, conhecida como a dos “Modernos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1718 (+/-) — Os Graus de Aprendiz e de Companheiro reunidos em um só Grau, ou ambos os Graus trabalhando em conjunto. Estes dois Graus compondo toda a Maçonaria Simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1723 — Primeiro exemplar da Constituição (modernos), publicado pelo Dr. Anderson, no qual apenas dois Graus são mencionados: Primeiro, o de Aprendiz, e o Segundo, o de Companheiro ou Mestre. As Instruções e Preleções corrigidas, omitindo referências diretas ao Cristianismo e com uma visão mais ampla sobre as qualificações religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1725 (+/-) — Reconhecido o Terceiro Grau como um Rito Aceito, com os seus assuntos separados dos Graus anteriores e das suas lendas. Incorporação da lenda de Hiram Abiff ao Ritual. Criada a Comissão de Caridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1726 — Encontrados registros desse ano mostrando a Grande Loja de York reivindicando a sua origem a partir da Grande Assembléia de York, em 926 d.C.; portanto de maior antiguidade do que a Grande Loja de Londres (de Modernos), de 1717. A Antiga Loja de York precede a própria Grand Lodge of all England.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1738 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos) publicada pelo dr. Anderson, no qual os três Graus são reconhecidos: Primeiro Grau, o de Aprendiz; Segundo Grau, o de Companheiro; Terceiro Grau, o de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1744 — O Arco Real sendo trabalhado, pela primeira vez, como uma cerimônia em separado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1751 — Uma “Grande Loja da Inglaterra” é formada em concordância à antiga Instituição. Os seus Membros se autodenominavam “York”, “Atholl”, ou “Antigos”. “York” porque diziam preservar as verdadeiras tradições, tal como os Maçons da velha Loja de York, das Lojas Operativas e das suas Antigas Instruções; “Atholl” em razão de seu Grão-Mestre, o Duque de Atholl; e “Antigos” por se declararem bem mais antigos do que os “Modernos”. Uma guerra aberta foi declarada pelos “Modernos” (Grande Loja original, de 1717) aos “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1755 — Publicada a Edição Revisada do Livro de Constituições (“Modernos”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1756 — Laurence Dermott publica o primeiro Livro de Leis, ou Constituição dos “Antigos”, sob o título de Ahiman Rezon or a Help to a Brother (mais corretamente: Voluntary Brethren)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1766 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1769 — Primeiro Registro da Maçonaria da Marca em um Corpo de Maçonaria Especulativa; aparece nas Atas de Abertura do Capítulo da Amizade, ora com o nº 257, em Portsmouth; presente o Pró-Grão-Mestre Thomas Dunckerley, que investiu diversos Irmãos como Maçons da Marca, fazendo com que cada um deles fizesse a sua “Escolha da Marca”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1776 — Sagração do ‘Freemasons’ Hall, na Great Queen Street, Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1781 — HRH Henry Frederick – Duque de Cumberland, é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1789 — Os “Modernos” elaboram um detalhado Ritual de ensinamento moral, baseado no LSE e em seu primeiro Livro de Constituições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1790 — HRH George – Príncipe de Gales (posteriormente, Rei George IV), é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1809 — Uma base de acordo encontrada entre “Modernos” e “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1813 — HRH George, príncipe regente (posteriormente, rei George IV) renuncia ao Grão-Mestrado, assumindo o título de Grão- Patrono. O HRH duque de Sussex é eleito Grão-Mestre. Sessão de União de “Modernos” e “Antigos”. Em 25 de novembro, o HRH Grão-Mestre duque de Sussex, e o HRH duque de Kent — Grão-Mestre da Grande Loja Antiga ou Atholl, assinam os Artigos da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1851 — A Loja de Mestres da Marca Bon-Accord realizam a sua primeira Sessão em Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1856 — Formação da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1857 — Lorde Leigh, Primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fraternalmente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wagner Veneziani Costa&lt;br /&gt;
Grão-Mestre da Grande Loja da Marca&lt;br /&gt;
do [[Grande Oriente do Brasil]] – GOB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>File:31-08-10-Michael-Jackson.jpg</title>
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		<updated>2010-11-04T00:11:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_banda_Therion_e_o_Ocultismo&amp;diff=6013</id>
		<title>A banda Therion e o Ocultismo</title>
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		<updated>2010-11-04T00:11:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:30-08-10-Therion.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grupo Therion não envolve somente música, mas também todo um plano conceitual filosófico e ocultista. A temática do Therion é sobre ocultismo em geral e LHP e Magia Draconiana em particular, especificamente no que diz respeito à Ordem Dragon Rouge, da qual fazem parte Christofer Johnsson, Thomas Karlsson, o escritor Adriano Camargo e o autor deste Blog Conspiratório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto abaixo é de autoria do Adriano Camargo e faz uma análise de algumas das músicas desta banda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos interessados, algumas palavras sobre algumas letras de alguns álbuns do Therion.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As músicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Kings of Edom (álbum Sitra Ahra): refere-se à estrela de 11 pontas que sempre aparece nos discos do Therion, que representa o reino qliphótico, os 11 reis que representam as 11 qliphoth da Árvore da Morte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Kali Yuga I, II &amp;amp; III (álbuns Sirius B/Sitra Ahra): a Idade Negra, a Era do Ferro, em que humanidade vive atualmente;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Shells Are Open (álbum Sitra Ahra): refere-se às qliphoth novamente, à abertura dos reinos qliphóticos, à iniciação qliphótica;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Cú Chulainn (álbum Sitra Ahra): refere-se ao semideus e guerreiro celta/irlandês, sendo um arquétipo da esfera de [[Marte (astrologia)|Marte]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Din (álbum Sitra Ahra): refere-se à esfera de Geburah, à sephira correspondente à Marte, por vezes traduzida como “julgamento”, “justiça”, “força”;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Perennial Sophia (álbum Gothic Kabbalah): refere-se a Sabedoria (Sophia, Skekinah, Shakti) e ao poder feminino manifestados na Terra, em nosso mundo, e disponível aos verdadeiros buscadores/iniciados;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Wand of Abaris (álbum Gothic Kabbalah): refere-se ao Magista e seu Caminho e à gnosis greco-egípcia e escandinava; Abaris (o Mago) era o sacerdote do Templo de Apolo, cujo bastão era uma flecha de ouro;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* TOF –The Trinity (álbum Gothic Kabbalah): refere-se aos três deuses nórdicos: Thor, Odin e Frey;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Blood of Kingu (álbum Sirius B): refere-se ao deus mesopotâmico Kingu cujo sangue foi a matéria-prima para criar a humanidade;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Son of the Sun (álbum Sirius B): refere-se ao faraó Akhenaton e fala sobre o fim do monoteísmo;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Sirius B (álbum Sirius B): refere-se obviamente à estrela Sírius B, chamada de Po Tolo pela tribo dogon de Mali, na África;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Dark Venus Persephone (álbum Sirius B): refere-se ao mito de Perséfone no Hades, o submundo;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Arrow From the Sun (álbum Lemuria): refere-se novamente a Abaris, o sacerdote de Apolo, e sua flecha dourada; está relacionado também a [[Sagitário (astrologia)|Sagitário]] e ao Caminho/Túnel de Samekh/Saksaksalim;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Abraxas (álbum Lemuria): refere-se ao deus gnóstico Abraxas, considerado o Início e o Fim, o Tudo e o Nada, e o ciclo solar de 365 dias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Enter Vril-Ya (álbum Deggial): refere-se aos Vril-Ya, um povo do mundo intraterreno imerso em energia Vril, segundo o escritor Bulwer Lytton;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Deggial (álbum Deggial): refre-se ao “falso” profeta, cego do olho direito, chamado de Deggial, ou Dajjal, associado a Sorath, o espírito solar, que irá estabelecer a morte de Deus e o nascimento do homem-deus;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Emerald Crown (álbum Deggial): refere-se à coroa de Lúcifer;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Wine of Aluqah (álbum Vovin): refere-se ao sangue menstrual e à magia sexual;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Clavicula Nox (álbum Vovin): refere-se ao símbolo atlante de mesmo nome (“Chave da Noite”), usado pela Dragon Rouge;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Black Sun (álbum Vovin): refre-se a Sorath, o espírito do Sol, cujo número é 666; está associado à qlipha Thagiriron;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Raven of Dispersion (álbum Vovin): refere-se à qlipha venusiana Arab Zaraq;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nightside of Eden (álbum Theli): refere-se à Árvore qliphótica e ao livro de Kenneth Grant de mesmo nome;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Riders of Theli (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à Irmandade Draconiana; Theli é o dragão-serpente que circunda o universo, uma ‘versão’ qliphótica da serpente Ouroboros;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Lepaca Kliffoth (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à abertura das qliphoth e ao ingresso na Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Evocation of Vovin (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à evocação do dragão das qliphoth, e ao Dragão individual, o Daemon, a Sombra, de cada um;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O álbum Secret of The Runes trata ele todo sobre os mundos e os deuses da mitologia escandinava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a capa de Sitra Ahra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Árvore que aparece na ilustração é a Árvore qliphótica, de maneira invertida. A esfera da Árvore que está em primeiro plano é a qlipha Thaumiel (na [[Árvore da Vida]] é a sephira [[Kether]]). A “flor” que surge da qlipha Thaumiel é uma flor e é uma concha (o que significa “qlipha”); como flor representa o chacra Sunya, que está além do chacra da coroa (Sahashara);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
como concha representa a própria qlipha Thaumiel. Dessa “concha-flor” o que surge é uma pedra bruta conhecida como Diamante Negro, que é uma outra representação do chacra negro Sunya. Sunya é o Vazio que Tudo contém e é chamado também de Olho do Dragão, Olho de Lúcifer e Olho de Shiva, que quando aberto significa a destruição de toda Ilusão do universo manifestado para a assimilação e experiência do Real, e representa também o Pralaya, a dissolução, a Noite em seu sentido metafísico espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adriano Camargo Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, Draconismo e de simbologia e mitologia comparadas. É membro de diversas Ordens, possui diversos livros publicados pela Madras Editora e escreve também para a Revista Universo Maçônico, para o site Morte Súbita, para blogs pertinentes e é artista colaborador na Zupi, famosa revista trilíngue de arte e design.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site do autor: http://www.geocities.ws/adrianocmonteiro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Arte]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<updated>2010-11-04T00:10:43Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Projeto_Akashi&amp;diff=6009</id>
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		<updated>2010-11-04T00:08:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:25-08-10-projetoakashi.jpg|300px|thumb|right|Projeto Akashi]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Investigando uma série de mortes suspeitas na alta sociedade européia, a jornalista Julie Paget vem à procura de uma testemunha-chave refugiada em um paraíso tropical no Brasil. Quando chega, descobre que sua fonte também sofreu uma morte tão inexplicada e inquietante quanto as que investigava. No desenrolar dos fatos, conhece um grupo de pessoas que irá mudar sua vida e o seu conceito de realidade, apresentando-a a uma verdade muito mais complexa e excitante do que ela poderia imaginar existir. Suas armas: Conhecimento milenar, coragem e ousadia. Seu objetivo: confrontar um mito.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ganhei este livro de Presente do Andrei Puntel e finalmente consegui terminar a leitura. Bem pesquisado e com base no ocultismo real. O pessoal que gosta dos meus livros de RPG com certeza vai curtir bastante.&lt;br /&gt;
Visite o site Oficial do Livro Akashi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Livros]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<updated>2010-11-04T00:06:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<updated>2010-11-04T00:05:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Mapa_de_Inception_(A_Origem)&amp;diff=6004</id>
		<title>O Mapa de Inception (A Origem)</title>
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		<updated>2010-11-04T00:04:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:19-08-10-inception.jpg|480px|thumb|right|O Mapa de Inception]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segue abaixo o Mapa com os diversos níveis de Sonho do filme [[Inception]], um dos melhores e mais complexos filmes já produzidos. O Mapa é um guia para entender melhor quem está na cabeça de quem… Se você não assistiu ao filme ainda, ASSISTA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AVISO: O Mapa contém SPOILERS, e vou liberar Spoilers nos comentários, então se você ainda não assistiu, não continue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Artes]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
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		<updated>2010-11-04T00:03:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Jardim_Filosofal&amp;diff=5995</id>
		<title>O Jardim Filosofal</title>
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		<updated>2010-11-04T00:01:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:16-08-10-jardim.jpg|300px|thumb|right|O Jardim Filosoal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vocês estão convidados para o lançamento do livro O JARDIM FILOSOFAL – Filosofia de Deuses e Demônios, com sessão de autógrafos com o autor, [[Adriano Camargo Monteiro]],na Bienal do Livro de São Paulo, dia 16 de agosto de 2010, às 19 horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste seu quarto livro pela Madras Editora, Adriano Camargo Monteiro discorre de maneira filosófica, porém inteligível, sobre aquilo que é supostamente considerado proibido e perigoso, fazendo um jogo de ideias apológicas e críticas com os conceitos de certo e errado, de mal e bem, de demoníaco e divino, de bestial e humano, etc. Com uma linguagem vivaz e estimulante que funde o metafórico com o literal, o mítico com o real e o metafísico com o material, a obra aborda questões importantes da atual sociedade e alguns dos principais tabus da civilização, procurando mostrar sua causa e sua influência nas principais esferas da vida. Nesta obra, o autor também propõe os meios para que os indivíduos libertem sua mente: pelo discernimento, pelo autodesenvolvimento, pela busca do conhecimento, pelo verdadeiro amor à sabedoria, pela fruição do prazer sadio e gratificante, pela expansão da consciência e pela vivência da filosofia draconiana. Visando ao estímulo psicomental do leitor, esta obra reprova a ignorância e faz também uma exaltada apologia ao conhecimento, aos livros, à cultura e às manifestações de Sofia, ou seja, a sabedoria na ciência, na filosofia, nas artes e na vida para a experiência da consciência individual e para a evolução pessoal.&lt;br /&gt;
Estarei lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Ordens Iniciáticas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:16-08-10-jardim.jpg&amp;diff=5994</id>
		<title>File:16-08-10-jardim.jpg</title>
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		<updated>2010-11-04T00:00:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Grau_da_Marca_na_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=5992</id>
		<title>O Grau da Marca na Maçonaria</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Grau_da_Marca_na_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=5992"/>
		<updated>2010-11-03T23:57:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:05-08-10-Brasao_Marca.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cada um é dado um estojo de ferramentas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma massa disforme e um livro de regras,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E cada um deve fazer seu tempo fluir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma pedra de tropeço, ou uma pedra de degrau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(anônimo, século XVIII)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é apenas um pequeno resumo escrito por Wagner Veneziani Costa, Grão Mestre da [[Grande Loja da Marca no Brasil]], retirado das obras intituladas “O Grau da Marca” de David Mitchell e da obra: Conte-me Mais Sobre o grau da Marca do Rev. Neville Barker Cryer, ambas da Madras Editora, contando um pouco da História do [[Grau da Marca]], agora apresento a Cronologia retirada da mesma fonte…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Senhor, um homem deveria manter a sua amizade em constante reparo”. (Dr. Samuel Johnson, 1755)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau da Marca tornou-se uma Ordem Independente (Regular) na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos afirmar que o Grau da Marca é uma sequência do terceiro grau, contendo profundos significados simbólicos e filosóficos e esta ligado a construção do [[Templo de Salomão]]. Apesar que a escolha da Marca era uma parte importante em acréscimo ao Grau de Companheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na construção do Templo do Rei Salomão foram empregados mais de 110 mil operários e para que eles pudessem ser identificados por seus Oficiais Superiores – para que cada porção de seu trabalho pudesse passar pelo mais cuidadoso exame e para que cada Artífice pudesse receber com pontualidade a recompensa pela sua obra e habilidade – esse grupo imenso de trabalhadores foi dividido em 1.100 Lojas de Companheiros e de Aprendizes, estando estes últimos sob a superintendência dos primeiros, que lhes ensinavam o ofício; e a todos estes presidiam 3.000 Menatschim, Supervisores ou Mestres – Três em cada Loja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada um desses homens (Aprendizes, Companheiros e Mestres) recebia um salário. E para que não recebessem em duplicidade, ou que não recebessem mais do que lhes era devido, criaram uma Marca para cada um dos operários e esses por sua vez, tinham que esculpi-las ou gravá-las numa pedra talhada. Os Mestres da marca eram conhecidos como “Artífices Perfeitos”. Deste seleto grupo eram escolhidos os Supervisores. Adoniran, que era Supervisor, foi selecionado para preencher a vaga decorrente da morte de Hiram Abiff. Adonhiram era, de fato, o Supervisor Chefe dos operários empregados nas florestas do Líbano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tantos os Artífices como os demais, certamente, recebiam seus salários no Templo: Os Aprendizes recebiam seus pagamentos em trigo, vinho e óleo; os Artífices em espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Supervisor conhecia “bem” a Marca de cada um dos seus operários. Era assim, que o exame do trabalho apresentado era comparado com as plantas. Se a pedra estivesse correta e em conformidade às plantas, o Supervisor colocava sua própria Marca sobre a peça examinada e aprovada. Que logo era içada e instalada em seu lugar. Além da Marca do Supervisor indicar a exata localização da pedra, um malho de madeira era tudo o que era necessário para alinhá-la, firme e permanentemente, em sua devida posição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, as Marcas dos Maçons (pedreiros) representavam uma ajuda fundamental no gerenciamento das funções administrativas, financeiras, produtivas e de controle de qualidade. A Marca era portanto a identidade (assinatura) daquele operário específico. Os progressos e a eficiência na construção dependiam então, de uma boa comunicação e de bom relacionamento entre os trabalhadores, do respeito aos administradores, além do entusiasmo e prazer no trabalho. Todas estas qualidades dependiam, por sua vez, da Marca dos Maçons.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história antiga nos dá conta de que a colocação de uma marca em um produto acabado não era uma prática restrita aos pedreiros. Podemos encontrá-las facilmente nas Cerâmicas gregas, egípcias, romanas; em obras de ouro e de prata etc. Na Irlanda, Inglaterra e País de Gales, Marcas de Maçons podem ser encontradas em pedras de Catedrais, Igrejas, Castelos e outras edificações medievais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Douglas Knoop descreveu: “Ponte entre a Maçonaria (da Marca) Operativa e a Especulativa, com uma das pontas – a do lado Operativo – bem apoiada na Escócia, e a outra – a Especulativa – na Inglaterra.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A herança da [[Maçonaria Operativa]] e da Maçonaria da Marca é tão brilhante e empolgante como uma Arte, principalmente devotada a propósitos religiosos e a criação de belas edificações, e sempre tendo em mente a perfeição. O Juramento feito pelos nossos antigos Irmãos nos Colégios ou Guildas em Roma, comprometendo-se a se ajudarem mutuamente e a socorrer qualquer Membro em necessidade ainda consta de nosso Ritual. Essa é a mensagem predominante dirigida a cada novo Mestre Maçom da Marca ao ser felicitado pelo Venerável Mestre por ocasião de seu Avançamento a esse respeitável e honroso Grau na Maçonaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau de Mestre Maçom da Marca continua vivo como um perene monumento aos antigos operários e artífices que iniciaram a Obra do Grande Supervisor com a construção do Templo do Rei Salomão, e àqueles que assim ainda continuam fazendo, não apenas na Pedra, mas na construção e na consolidação nas relações entre homens de bem e nas amizades duradouras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouquíssimos Maçons do Simbolismo conhecem a rica História do Grau da Marca e a sua legendária ligação com Jerusalém; ou por que esse Grau mereceu a reputação de “Grau Amigável”. Como Mestres Maçons da Marca, podemos ajudar na divulgação e na informação das razões que originaram esta merecida reputação, ao dedicarmos uma atenção especial ao nosso trabalho no Templo, tendo um bom conhecimento de sua História e desenvolvimento, e uma amistosa ânsia de oferecer respostas permissíveis àqueles verdadeiramente interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Possivelmente, todos os Maçons que lerem este texto acharão bastante interessante a relação apresentada a seguir, que assinala alguns importantes eventos no Desenvolvimento e Progresso da Maçonaria a partir da construção do Templo do Rei Salomão até a formação da Grande Loja da Marca. Algumas datas são controversas; no entanto, elas se baseiam em confiáveis documentos escritos por ilustres Maçons, tais como: R. F. Gould, L. Vibert, R. C. Davies, D. Knoop e D. P. Jones, bem como no Masonic Year Book (o Anuário Maçônico) e, assim, podem ser aceitas como razoavelmente corretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cronologia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;a.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*957 — Concluída a construção do Templo do Rei Salomão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*714 — Collegia Artificium — o Colégio dos Artífices, Guildas Romanas, ou Corporações de Artífices, instituída em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*587 — Destruição do Templo do Rei Salomão por Nabuzardã sob ordens de Nabucodonossor. Ao todo, os cercos a Jerusalém somam um período de vinte anos. Estima-se que um total entre 500 mil e 1 milhão de israelitas tenham sido deportados para a Babilônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*539 — Ciro liberta os judeus de seu cativeiro. De acordo com Josephus, somente 50 mil retornaram a Jerusalém, sob o comando de Zorobabel, para a reconstrução do Templo; destes, cerca de 30 mil eram homens adultos; os demais eram mulheres e crianças. Muitos teriam optado em ficar na Babilônia. Estima-se que 150 mil se dispersaram por todos os países vizinhos, onde haveriam de se estabelecer, construindo suas casas e Sinagogas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*169 — O Templo de Zorobabel literalmente destruído por Antiochus Epiphanes, irmão do rei da Síria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;d.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*20-26 — Herodes – o Grande, pai de Herodes Antipas (sob quem sofreu Cristo), era um famoso construtor. Ele assumiu o ambicioso desafio de restaurar o Templo à sua antiga glória. O Segundo Templo reconstruído ficou conhecido como o Terceiro Templo e foi, finalmente, destruído pelos romanos, sob o império de Tito, em 70 d.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*45-107 — Ocupação da Bretanha pelos romanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*800-1500 — As Sociedades de Arquitetos Livres e Operativos, conhecidos como Franco-Maçons (não os Artesãos comuns), oriundos dos Collegia Artificium, surgiram como Freemasons na Inglaterra, como Steinmetzen na Alemanha, e como Compagnonnage na França. Essas Sociedades eram secretas e operativas, engajadas nas construções eclesiásticas e em outras construções. A Franco-Maçonaria, tal como hoje é praticada, remonta àquela Fraternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Monges agiam conforme a capacidade dos Arquitetos e dos Mestres na planificação e planejamento dos edifícios, e supervisionavam a sua construção. Dessa forma, tanto os não-operativos, como os operativos, se tornaram “Aceitos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*926 — Assembléia Anual de Maçons Operativos, realizada em York, sob a presidência de Edwin, filho de Athelstan. A Antiga Loja de York alega ter a sua origem nesta Assembléia. (vide 1726)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1292 — Primeira referência conhecida denominando como [[“Loja”]] o local de trabalho dos Maçons Ingleses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1390 — (+/-) Manuscrito Regius (ou Poema Regius), contendo as “Antigas Instruções”. Primeira menção conhecida da palavra “Franco-Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1410 — (+/-) Manuscrito Cooke, contendo as “Antigas Instruções”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1530— Os Estatutos de [[Edward III]] mencionando a palavra “Franco- Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1563 — Aparece, pela primeira vez, a palavra “Franco-Maçom” impressa um livro; livro este intitulado “Dives Pragmaticus”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1598 — Descoberto o mais antigo registro da Franco Maçonaria no Livro de Atas da Loja Escocesa Aichison Haven,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1646 — [[Elias Ashmole]] feito Franco-Maçom uma Loja de Warrington. Ele escreve em seu diário que nas Guildas (Operativas) da Pedra e Franco-Maçons, o Candidato tinha de ser “Iniciado” antes de poder aprender o seu Ofício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1650 — (+/-) O Manuscrito Sloane e o Manuscrito Harleian fazem referência à “Palavra de Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1705 — Os Registros da Grande Loja de York mostram que, já naquela data, existia uma Constituição separada, com um Presidente e um Vice-Presidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1714 — Marca um período de transição, quando os Maçons Especulativos se tornaram tão numerosos e importantes, que chegaram a sobrepujar a Organização dos Operativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1717 — Citada e convocada a Grande Loja, tendo Anthony Sayer como Grão-Mestre. Esta Grande Loja ficou, mais tarde, conhecida como a dos “Modernos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1718 (+/-) — Os Graus de Aprendiz e de Companheiro reunidos em um só Grau, ou ambos os Graus trabalhando em conjunto. Estes dois Graus compondo toda a Maçonaria Simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1723 — Primeiro exemplar da Constituição (modernos), publicado pelo Dr. Anderson, no qual apenas dois Graus são mencionados: Primeiro, o de Aprendiz, e o Segundo, o de Companheiro ou Mestre. As Instruções e Preleções corrigidas, omitindo referências diretas ao Cristianismo e com uma visão mais ampla sobre as qualificações religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1725 (+/-) — Reconhecido o Terceiro Grau como um Rito Aceito, com os seus assuntos separados dos Graus anteriores e das suas lendas. Incorporação da lenda de Hiram Abiff ao Ritual. Criada a Comissão de Caridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1726 — Encontrados registros desse ano mostrando a Grande Loja de York reivindicando a sua origem a partir da Grande Assembléia de York, em 926 d.C.; portanto de maior antiguidade do que a Grande Loja de Londres (de Modernos), de 1717. A Antiga Loja de York precede a própria Grand Lodge of all England.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1738 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos) publicada pelo dr. Anderson, no qual os três Graus são reconhecidos: Primeiro Grau, o de Aprendiz; Segundo Grau, o de Companheiro; Terceiro Grau, o de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1744 — O Arco Real sendo trabalhado, pela primeira vez, como uma cerimônia em separado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1751 — Uma “Grande Loja da Inglaterra” é formada em concordância à antiga Instituição. Os seus Membros se autodenominavam “York”, “Atholl”, ou “Antigos”. “York” porque diziam preservar as verdadeiras tradições, tal como os Maçons da velha Loja de York, das Lojas Operativas e das suas Antigas Instruções; “Atholl” em razão de seu Grão-Mestre, o Duque de Atholl; e “Antigos” por se declararem bem mais antigos do que os “Modernos”. Uma guerra aberta foi declarada pelos “Modernos” (Grande Loja original, de 1717) aos “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1755 — Publicada a Edição Revisada do Livro de Constituições (“Modernos”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1756 — Laurence Dermott publica o primeiro Livro de Leis, ou Constituição dos “Antigos”, sob o título de Ahiman Rezon or a Help to a Brother (mais corretamente: Voluntary Brethren)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1766 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1769 — Primeiro Registro da Maçonaria da Marca em um Corpo de Maçonaria Especulativa; aparece nas Atas de Abertura do Capítulo da Amizade, ora com o nº 257, em Portsmouth; presente o Pró-Grão-Mestre Thomas Dunckerley, que investiu diversos Irmãos como Maçons da Marca, fazendo com que cada um deles fizesse a sua “Escolha da Marca”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1776 — Sagração do ‘Freemasons’ Hall, na Great Queen Street, Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1781 — HRH Henry Frederick – Duque de Cumberland, é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1789 — Os “Modernos” elaboram um detalhado Ritual de ensinamento moral, baseado no LSE e em seu primeiro Livro de Constituições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1790 — HRH George – Príncipe de Gales (posteriormente, Rei George IV), é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1809 — Uma base de acordo encontrada entre “Modernos” e “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1813 — HRH George, príncipe regente (posteriormente, rei George IV) renuncia ao Grão-Mestrado, assumindo o título de Grão- Patrono. O HRH duque de Sussex é eleito Grão-Mestre. Sessão de União de “Modernos” e “Antigos”. Em 25 de novembro, o HRH Grão-Mestre duque de Sussex, e o HRH duque de Kent — Grão-Mestre da Grande Loja Antiga ou Atholl, assinam os Artigos da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1851 — A Loja de Mestres da Marca Bon-Accord realizam a sua primeira Sessão em Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1856 — Formação da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1857 — Lorde Leigh, Primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fraternalmente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wagner Veneziani Costa&lt;br /&gt;
Grão-Mestre da Grande Loja da Marca&lt;br /&gt;
do [[Grande Oriente do Brasil]] – GOB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<updated>2010-11-03T23:51:30Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<updated>2010-11-03T23:50:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Carbon%C3%A1ria_Portuguesa&amp;diff=5473</id>
		<title>A Carbonária Portuguesa</title>
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		<updated>2010-10-30T22:02:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;A partir de 1890, com o Ultimatum, a revolta alia os portugueses sedentos de mudança. Segundo Luz de Almeida, fundador da Carbonária Portuguesa, “Estavam ainda longe as s…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A partir de 1890, com o Ultimatum, a revolta alia os portugueses sedentos de mudança. Segundo Luz de Almeida, fundador da [[Carbonária]] Portuguesa, “Estavam ainda longe as sociedades secretas, e os estudantes, nessa altura, não pensavam em tal assunto”. Esta frase define uma situação do conhecimento que exige ser corrigida, não só por ter havido estudantes maçons desde pelo menos os últimos trinta anos do século XVIII, na Universidade Reformada, como por a nossa investigação sobre a obra e percurso de alguns desses estudantes, os naturalistas, ter detectado a presença de sinais de reconhecimento nos seus textos que pertencem a organizações da Maçonaria Florestal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda estudante, Luz de Almeida ligou-se em 1896 aos grupos de jovens que militavam em favor da República, conhecidos pelo nome profano de Junta Revolucionária Académica. Esta Junta era a Maçonaria Académica, que ele refere como “Maç’.’ Académica”: os três pontos em forma de V, ao contrário dos da Maçonaria da Pedra.’., identificavam os carbonários. Compunham a Maçonaria Académica alunos da Escola Politécnica e dos liceus. Estes jovens agitavam o meio lisboeta em favor da República e estavam ligados a associações secretas de populares, intelectuais e militares. Contando com largo apoio popular, as choças e barracas proliferavam pelo país, mostrando nos nomes a orientação revolucionária que as dinamizava: República, Termidor, Marselhesa, Mocidade Operária, Companheiros da Independência, etc..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da Maçonaria Académica irrompe a Carbonária Portuguesa, cujas principais figuras, ligadas à implantação da República, foram Luz de Almeida, Grão-Mestre, António Maria da Silva, representante da Venda Jovem Portugal (corpo legislativo) e Machado Santos, representante da Alta Venda (poder executivo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adstritas à Carbonária Portuguesa havia outras, entre elas a Loja Obreiros do Futuro, liderada por Heliodoro Salgado. Numerosos activistas encorajavam os grupos clandestinos de iniciação que forçaram o surgimento do movimento revolucionário, anti-clerical e não apenas anti-monárquico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde a criação até ao fim, a Carbonária Portuguesa teve oito altas vendas, sempre com Luz de Almeida como Grão-Mestre. De todas a mais importante foi a Sexta, pois foram os seus elementos que participaram decisivamente no 5 de Outubro de 1910, na ausência de Luz de Almeida, então exilado em França.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: Venda das Raparigas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_banda_Therion_e_o_Ocultismo&amp;diff=5471</id>
		<title>A banda Therion e o Ocultismo</title>
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		<updated>2010-10-30T21:52:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;O grupo Therion não envolve somente música, mas também todo um plano conceitual filosófico e ocultista. A temática do Therion é sobre ocultismo em geral e LHP e Magia Draco…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O grupo Therion não envolve somente música, mas também todo um plano conceitual filosófico e ocultista. A temática do Therion é sobre ocultismo em geral e LHP e Magia Draconiana em particular, especificamente no que diz respeito à Ordem Dragon Rouge, da qual fazem parte Christofer Johnsson, Thomas Karlsson, o escritor Adriano Camargo e o autor deste Blog Conspiratório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto abaixo é de autoria do Adriano Camargo e faz uma análise de algumas das músicas desta banda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aos interessados, algumas palavras sobre algumas letras de alguns álbuns do Therion.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As músicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Kings of Edom (álbum Sitra Ahra): refere-se à estrela de 11 pontas que sempre aparece nos discos do Therion, que representa o reino qliphótico, os 11 reis que representam as 11 qliphoth da Árvore da Morte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Kali Yuga I, II &amp;amp; III (álbuns Sirius B/Sitra Ahra): a Idade Negra, a Era do Ferro, em que humanidade vive atualmente;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Shells Are Open (álbum Sitra Ahra): refere-se às qliphoth novamente, à abertura dos reinos qliphóticos, à iniciação qliphótica;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Cú Chulainn (álbum Sitra Ahra): refere-se ao semideus e guerreiro celta/irlandês, sendo um arquétipo da esfera de [[Marte (astrologia)|Marte]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Din (álbum Sitra Ahra): refere-se à esfera de Geburah, à sephira correspondente à Marte, por vezes traduzida como “julgamento”, “justiça”, “força”;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Perennial Sophia (álbum Gothic Kabbalah): refere-se a Sabedoria (Sophia, Skekinah, Shakti) e ao poder feminino manifestados na Terra, em nosso mundo, e disponível aos verdadeiros buscadores/iniciados;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Wand of Abaris (álbum Gothic Kabbalah): refere-se ao Magista e seu Caminho e à gnosis greco-egípcia e escandinava; Abaris (o Mago) era o sacerdote do Templo de Apolo, cujo bastão era uma flecha de ouro;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* TOF –The Trinity (álbum Gothic Kabbalah): refere-se aos três deuses nórdicos: Thor, Odin e Frey;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* The Blood of Kingu (álbum Sirius B): refere-se ao deus mesopotâmico Kingu cujo sangue foi a matéria-prima para criar a humanidade;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Son of the Sun (álbum Sirius B): refere-se ao faraó Akhenaton e fala sobre o fim do monoteísmo;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Sirius B (álbum Sirius B): refere-se obviamente à estrela Sírius B, chamada de Po Tolo pela tribo dogon de Mali, na África;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Dark Venus Persephone (álbum Sirius B): refere-se ao mito de Perséfone no Hades, o submundo;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Arrow From the Sun (álbum Lemuria): refere-se novamente a Abaris, o sacerdote de Apolo, e sua flecha dourada; está relacionado também a [[Sagitário (astrologia)|Sagitário]] e ao Caminho/Túnel de Samekh/Saksaksalim;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Abraxas (álbum Lemuria): refere-se ao deus gnóstico Abraxas, considerado o Início e o Fim, o Tudo e o Nada, e o ciclo solar de 365 dias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Enter Vril-Ya (álbum Deggial): refere-se aos Vril-Ya, um povo do mundo intraterreno imerso em energia Vril, segundo o escritor Bulwer Lytton;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Deggial (álbum Deggial): refre-se ao “falso” profeta, cego do olho direito, chamado de Deggial, ou Dajjal, associado a Sorath, o espírito solar, que irá estabelecer a morte de Deus e o nascimento do homem-deus;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Emerald Crown (álbum Deggial): refere-se à coroa de Lúcifer;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Wine of Aluqah (álbum Vovin): refere-se ao sangue menstrual e à magia sexual;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Clavicula Nox (álbum Vovin): refere-se ao símbolo atlante de mesmo nome (“Chave da Noite”), usado pela Dragon Rouge;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Black Sun (álbum Vovin): refre-se a Sorath, o espírito do Sol, cujo número é 666; está associado à qlipha Thagiriron;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Raven of Dispersion (álbum Vovin): refere-se à qlipha venusiana Arab Zaraq;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nightside of Eden (álbum Theli): refere-se à Árvore qliphótica e ao livro de Kenneth Grant de mesmo nome;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Riders of Theli (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à Irmandade Draconiana; Theli é o dragão-serpente que circunda o universo, uma ‘versão’ qliphótica da serpente Ouroboros;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Lepaca Kliffoth (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à abertura das qliphoth e ao ingresso na Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Evocation of Vovin (álbum Lepaca Kliffoth): refere-se à evocação do dragão das qliphoth, e ao Dragão individual, o Daemon, a Sombra, de cada um;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O álbum Secret of The Runes trata ele todo sobre os mundos e os deuses da mitologia escandinava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a capa de Sitra Ahra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Árvore que aparece na ilustração é a Árvore qliphótica, de maneira invertida. A esfera da Árvore que está em primeiro plano é a qlipha Thaumiel (na [[Árvore da Vida]] é a sephira [[Kether]]). A “flor” que surge da qlipha Thaumiel é uma flor e é uma concha (o que significa “qlipha”); como flor representa o chacra Sunya, que está além do chacra da coroa (Sahashara);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
como concha representa a própria qlipha Thaumiel. Dessa “concha-flor” o que surge é uma pedra bruta conhecida como Diamante Negro, que é uma outra representação do chacra negro Sunya. Sunya é o Vazio que Tudo contém e é chamado também de Olho do Dragão, Olho de Lúcifer e Olho de Shiva, que quando aberto significa a destruição de toda Ilusão do universo manifestado para a assimilação e experiência do Real, e representa também o Pralaya, a dissolução, a Noite em seu sentido metafísico espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adriano Camargo Monteiro é escritor de Filosofia Oculta, Draconismo e de simbologia e mitologia comparadas. É membro de diversas Ordens, possui diversos livros publicados pela Madras Editora e escreve também para a Revista Universo Maçônico, para o site Morte Súbita, para blogs pertinentes e é artista colaborador na Zupi, famosa revista trilíngue de arte e design.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Site do autor: http://www.geocities.ws/adrianocmonteiro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Arte]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Amuletos_aumentam_sua_chance_de_sucesso&amp;diff=5461</id>
		<title>Amuletos aumentam sua chance de sucesso</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Amuletos_aumentam_sua_chance_de_sucesso&amp;diff=5461"/>
		<updated>2010-10-30T20:49:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;“Boa sorte”, “cruze os dedos”, “bate na madeira”, “pedra da sorte”… Os céticos e pseudo-céticos normalmente atribuem um valor nulo a este tipo de ação, cham…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;“Boa sorte”, “cruze os dedos”, “bate na madeira”, “pedra da sorte”… Os céticos e pseudo-céticos normalmente atribuem um valor nulo a este tipo de ação, chamando de “superstição” ou outros nomes pejorativos para parecerem mais inteligentes. Mas aí aparece um Estudo Científico da Universidade de Colônia, na Alemanha, para mostrar que, no fim das contas, não, não é nulo. Pelo contrário: segundo os pesquisadores, se agarrar a amuletos (tipo trevos de quatro folhas) ou dizeres de sorte (o próprio “boa sorte!”) aumenta MESMO as chances de sucesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em quatro experimentos, voluntários com a superstição aguçada tiveram melhor performance em jogos de golfe, anagramas, testes de coordenação motora e de memória. No golfe, por exemplo, os que acreditavam estar jogando com “bolas da sorte” se saíram 35% melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E isso feito com amuletos “leigos”. Seria bacana que testassem também com amuletos consagrados em datas propícias e seguindo rituais apropriados. Claro que, segundo os testes, “só funcionam se você acreditar”. Os testados que declararam não acreditar no sobrenatural (aliás, péssimo isso… dá a impressão que magia é algo “fora da natureza”) não conseguiam usufruir dos amuletos da sorte, tendo resultados semelhantes aos que obtiveram com bolas de golfe normais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A explicação ortodoxa foi: “A superstição impulsiona a confiança no próprio sucesso em dada tarefa, o que melhora a dedicação e, por consequência, a performance”… Então tá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois dessa, comecem a prestar mais atenção nas datas de consagração que eu passo aqui na coluna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Consagrações]], [[category:Ciência]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Proje%C3%A7%C3%A3o_Consciente_e_Inconsciente&amp;diff=5460</id>
		<title>Projeção Consciente e Inconsciente</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Proje%C3%A7%C3%A3o_Consciente_e_Inconsciente&amp;diff=5460"/>
		<updated>2010-10-30T20:43:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;Texto de Lázaro Freire, da lista Voadores.  Todos nos projetamos, mas nem sempre temos a consciência do processo. É comum nosso corpo espiritual sair, mas nossa lucidez se man…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Texto de Lázaro Freire, da lista Voadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos nos projetamos, mas nem sempre temos a consciência do processo. É comum nosso corpo espiritual sair, mas nossa lucidez se manter baixa, o que faz que, ao voltarmos ao corpo, a saída do corpo seja às vezes lembrada como imagens simbólicas, confundíveis com sonhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais frequente ainda é nos projetarmos, até com boa lucidez, mas depois da saída (em geral na fase delta do sono) entrarmos em outras fases, sonharmos, e a partir daí encobrirmos a experiência. Ainda assim, a informação fica absorvida de forma inconsciente, podendo, dependendo do caso, gerar “intuições” ou rememorações ao longo do dia, ainda que nem sempre associemos a uma experiência projetiva anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Boa parte do esforço dos projetores mais experientes concentra-se não na saída em si, mas nas técnicas de rememoração, altamente eficientes, e na melhora do metabolismo visando uma atividade mais consciente. Dentre elas, é recomendado:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Anotar todos os sonhos e projeções em um caderno&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Evitar alimentos pesados, especialmente à noite&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Evitar dormir com timer e/ou TV ligada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Não ingerir aceleradores do metabolismo à noite (guaraná em pó, bebidas com cafeina, etc)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Não cobrir a cabeça, evitando inalação de gás carbônico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Procurar dormir de lado ou de barriga para cima&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Ler sobre o assunto, especialmente à noite, para que a mente considere normal e não mascare a experiência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Fazer práticas que ativem os [[Chakras]] laríngeo e frontal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Dormir de forma confortável&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Preservar o quarto como local para dormir, estudar ou amar, zelando pela egrégora do local&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==SINTOMAS PROJETIVOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada pessoa pode ou não apresentar sinais característicos de uma facilidade projetiva. Note que há projetores que não tem um ou vários dos sintomas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Catalepsia Projetiva]]: sensação de imobilidade noturna, acordando abruptamente a seguir&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Balonement: sensação de expansão da aura, como se o corpo inchasse&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Ruidos intracranianos: estalos no interior do cérebro, provavelmente relativos ao desenvolvimento da pineal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Estado Vibracional: choques que parecem percorrer o corpo espiritual, ligeiramente desconfortáveis, acompanhados de intensa vibração&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Flutuações e quedas abruptas: sensação de estar flutuando, em relaxamentos ou sono, em geral com uma ligeira queda no reencaixe no corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Deslocamento na reentrada : sensação de acordar com referência equivocada da posição das janelas e portas do quarto, como se reencaixado inadequadamente no corpo ao “acordar” – corrigindo a “posição” relativa aseguir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dessas evidências relativas ao corpo espiritual, há sinais menores que ocorrem em períodos projetivos, ainda que não rememorados. Dentre eles, maior incidência de sincronicidades, fortes sensações de deja vu, pequenos “estados vibracionais” ocorrendo durante o dia, maior contato com amparadores (e/ou intuições inspiradas por eles) na vigília, ativação mais frequente do chakra frontal e maior incidência de fenômenos mediúnicos. Note que nenhum destes caracteriza, por si, a existência de projeções não relembradas, mas são quase todos presentes quando estas estão ocorrendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==MECANISMOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em linhas gerais, a projeção astral se dá sempre que a consciência torna-se mais ativa que o estado de ondas cerebrais. Ou seja, é como se consciência e atividade cerebral andassem juntas na maior parte do tempo. Adormecemos e “apagamos” ao mesmo tempo que nossas ondas cerebrais caem. Ao começarmos a sonhar, o cérebro também acompaha: entramos numa fase chamada REM (Rapid Eyes Movement) ou “Sono Paradoxal”, na qual nosso estado onírico de quase lucidez é acompanhada por uma atividade cerebral mais intensa, porém ainda inferior à da vígilia. E agora, acordados, estamos tanto com consciência quanto com o cérebro desperto. Esta espécie de “sintonia vibracional” constante mantém os corpos físico e espiritual (psicossoma, corpo psíquico, corpo astral) unidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o corpo físico tem morte cerebral, porém, o espírito evidentemente se despreende. Mas existem estados intermediários ou alterados de consciência onde o cérebro diminui sua atividade, mas a consciência se mantém um pouco mais ativa. A consequência será uma saída natural, porém temporária. Após um tempo relativamente curto, o espírito volta ao corpo rapidamente, assim que as ondas cerebrais aumentam – por “alarmes” externos, metabolismo ou fases do sono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine, assim, um exercício de relaxamento – ou uma palestra enfadonha. Em seu esforço para manter a atenção, a consciência se mantém parcialmente desperta, enquanto o metabolismo cai, o cérebro entra em estado de ondas “alfa”, no estado alterado de hipnagogia (cochilo). A consequência dessa pequena diferença entre atividade cerebral e consciencial, tentando se encontrar para se manter desperto, será uma ligeira desconcidência entre corpos físico e espiritual. Daí não raro a sensação de pequena “queda”, como se flutuassemos a alguns centímetros da cadeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(c) Lázaro Freire – http://www.voadores.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Exercícios]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_2&amp;diff=5459</id>
		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_2&amp;diff=5459"/>
		<updated>2010-10-30T20:07:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário, meus caríssimos irmão no Senhor, dar-vos uma idéia pura da Igreja interior, desta “Comunidade Luminosa de Deus”, que está dispersada através do mundo; mas que é governada pela verdade e unida pelo espírito.&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz existe desde o primeiro dia da criação do mundo, e sua existência permanecerá até o último dia dos tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é a sociedade dos eleitos que distinguem a luz nas trevas, separando-a em sua essência.&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz possui uma escola na qual o próprio Espírito de Sabedoria instrui àqueles que têm sede de luz; e todos os mistérios de Deus e da natureza são conservados nesta escola pelos filhos da luz. O conhecimento perfeito de Deus, da natureza e da humanidade, são os objetos do ensinamento desta escola. É dela que todas as verdades vêm ao mundo; ela foi a escola dos profetas e de todos aqueles que procuram a sabedoria; e é somente nesta comunidade que se encontra a verdade e a explicação de todos os mistérios. Ela é a comunidade mais íntima e possui membros de todo o universo, eis as idéias que se podem ter dela. Em todos os tempos, o exterior tinha por base um interior do qual não era mais do que a expressão e o plano.&lt;br /&gt;
Assim é que, em todas as eras, existiu uma assembléia íntima, a sociedade dos eleitos, a sociedade daqueles mais capazes para a luz e que a procuravam; esta sociedade íntima era chamada o Santuário interior ou a Igreja interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os símbolos, cerimônias e ritos que possui a Igreja exterior, correspondem à letra da qual o espírito e a verdade se acham na Igreja interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a Igreja interior é uma sociedade cujos membros estão espalhados por todo o mundo, mas ligados intimamente pelo espírito do amor e da verdade, ocupada sempre na construção do grande templo para a regeneração da humanidade, pela qual o reino de Deus há de se manifestar. Esta sociedade reside na comunhão daqueles que estão mais aptos para receber a luz, ou dos eleitos.&lt;br /&gt;
Estes eleitos estão unidos pelo espírito e a verdade e o seu chefe é a própria Luz do Mundo, Jesus Cristo, o eleito da luz, o mediador único da espécie humana, o Caminho, a Verdade e a Vida; a luz primitiva, a sabedoria, o único “meio” pelo qual os homens podem retornar a Deus.&lt;br /&gt;
A Igreja interior nasceu logo após a queda do homem e recebeu de Deus, imediatamente, a revelação dos meios pelos quais a espécie humana caída seria reintegrada na sua dignidade, e libertada de sua miséria. Ela recebeu o depósito primitivo de todas as revelações e mistérios; ela recebeu a chave da verdadeira ciência, tanto divina como natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas quando os homens se multiplicaram, a fragilidade e fraqueza inerentes a espécie impuseram um culto exterior para ocultar a sociedade interior e encobrir pela letra o espírito e a verdade. Porque a coletividade, a multidão, o povo, não eram capazes de compreender os grandes mistérios interiores e constituiria um perigo demasiado grande confiar o mais santo aos incapazes, encobriram as verdades interiores nas cerimônias exteriores e sensíveis, para que o homem, pelo sensível e o exterior que é o símbolo do interior, se tornasse gradativamente capaz de aproximar-se mais das verdades internas do espírito.&lt;br /&gt;
Mas a essência sempre foi confiada àquele que, no seu tempo, tinha mais aptidões para receber a luz; e somente esse era o possuidor do depósito primitivo como Sumo sacerdote do Santuário.&lt;br /&gt;
Quando se tornou necessário que as verdades interiores fossem simbolizadas nas cerimônias exteriores, por causa da fraqueza dos homens que não eram capazes de suportar a vista da luz, o culto, exterior nasceu, mas ele foi sempre o tipo e o símbolo do interior, quer dizer, o símbolo da verdadeira homenagem feita a Deus “em espírito e verdade”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença entre o homem espiritual e o homem animal, ou entre o homem racional e o homem dos sentidos, obrigou as formas exterior e interior.&lt;br /&gt;
As verdades internas ou espirituais manifestaram-se envoltas em símbolos e cerimônias, para que o, homem animal ou dos sentidos pudesse despertar e ser conduzido pouco a pouco, às verdades interiores.&lt;br /&gt;
Portanto, o culto exterior é uma representação simbólica das verdades interiores, das verdadeiras relações do homem com Deus antes e após a queda, no estado de sua dignidade, de sua reconciliação e de sua mais perfeita união. Todos os símbolos do culto exterior estão construídos sobre estas três relações fundamentais.&lt;br /&gt;
O cuidado do exterior era a ocupação dos sacerdotes, e cada pai de família estava, nos tempos primitivos, encarregado deste ofício. As primícias dos frutos e as primeiras crias dos animais eram oferecidas a Deus; os primeiros simbolizando que tudo o que nos alimenta e nos conserva vem Dele; e os segundos simbolizando que o homem animal deve morrer para dar lugar ao homem espiritual e racional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A adoração exterior de Deus não deveria jamais separar-se da adoração interior; mas como a fraqueza do homem leva-o facilmente a esquecer o espírito para agarrar-se à letra, o Espírito de Deus despertou sempre, entre todas as nações, naqueles que tinham as aptidões necessárias para a luz, e serviu-se deles, como seus agentes, para espalhar por todo o mundo a verdade e a luz, segundo a capacidade dos homens a fim de vivificar a letra morta pelo espírito e a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por estes instrumentos divinos, as verdades interiores do santuário eram levadas às nações mais longínquas, e modificadas simbolicamente, segundo os hábitos, capacidade de cultura, clima e receptividade.&lt;br /&gt;
De maneira que os tipos exteriores de todas as religiões, seus cultos, suas cerimônias e seus livros santos, em geral, têm quase claramente por objeto as verdades interiores do santuário, pelas quais a humanidade será conduzida somente no devido tempo, à universalidade do conhecimento da verdade única.&lt;br /&gt;
Quanto mais o culto exterior de um povo permaneceu unido ao espírito das verdades interiores, mais a sua religião foi pura; quanto mais a letra simbólica se separou do espírito interior, mais a religião se tornou imperfeita, até a ponto de degenerar entre alguns, em politeísmo, quando a letra exterior perdeu completamente seu espírito interior e não restou mais de que o cerimonial exterior sem alma e sem vida.&lt;br /&gt;
Quando os germens das verdades mais importantes puderam ser levados aos povos pelos agentes de Deus, Ele escolheu um povo determinado para erigir um símbolo vivo, destinado a mostrar como Ele queria governar toda a espécie humana em seu estado atual, e conduzi-la à sua mais alta purificação e perfeição.&lt;br /&gt;
Deus próprio deu a seu povo a sua legislação exterior religiosa; e, como signo de sua verdade, entregou-lhe todos os símbolos e todas as cerimônias que continham a essência das verdades interiores e grandiosas do santuário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus consagrou essa igreja exterior em Abraão, deu-lhe os mandamentos por Moisés, e assegurou-lhe sua mais alta perfeição pela dupla missão de Jesus Cristo, no princípio, vivendo pessoalmente na pobreza e no sofrimento, e depois pela comunhão de seu espírito na glória do ressuscitado.&lt;br /&gt;
Mas, como o próprio Deus deu os fundamentos da Igreja exterior, a totalidade dos símbolos do culto exterior formou a ciência do templo, ou dos sacerdotes daqueles tempos, e, todos os mistérios das verdades mais santas e interiores tornaram-se exteriores pela revelação.&lt;br /&gt;
O conhecimento científico deste simbolismo santo, era a ciência de religar Deus ao homem caído, e daí a religião recebeu seu nome como sendo a doutrina que liga o homem, separado e afastado de Deus, a Deus que é sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vê-se facilmente por esta idéia pura do nome religião em geral, que a unidade da religião está no santuário íntimo, e que a multiplicidade das religiões exteriores não pode jamais alterar nem enfraquecer esta unidade que é a base de todo exterior.&lt;br /&gt;
A sabedoria do templo da antiga aliança era governada pelos sacerdotes e pelos profetas.&lt;br /&gt;
O exterior, a letra do símbolo, o hieróglifo; eram confiados aos sacerdotes.&lt;br /&gt;
Os profetas tinham a seu cuidado o interior, o espírito e a verdade, e sua função era a de conduzir sempre os sacerdotes da letra ao espírito, quando lhes acontecia esquecer o espírito e agarrar-se à letra.&lt;br /&gt;
A ciência dos sacerdotes era a do conhecimento dos símbolos exteriores.&lt;br /&gt;
A ciência dos profetas era a posse prática do espírito e da verdade destes símbolos. No exterior a letra; no interior o espírito vivificante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existia também, na antiga aliança, uma escola de sacerdotes e uma escola de profetas.&lt;br /&gt;
A dos sacerdotes ocupava-se dos emblemas e a dos profetas das verdades que estavam encerradas sob os emblemas. Os sacerdotes estavam de posse exterior da Arca, dos pães da proposição, do candelabro, do maná, da vara de Aarão, e os profetas estavam de posse das verdades interiores e espirituais que eram representadas exteriormente pelos símbolos dos quais vimos falar.&lt;br /&gt;
A Igreja exterior da antiga aliança era visível; a Igreja interior era sempre invisível, devia ser invisível, e entretanto governar tudo, porque somente a ela estavam confiados o poder e a força.&lt;br /&gt;
Quando o culto exterior abandonava o interior, caia, e Deus provava por uma continuidade das mais notáveis ocorrências, que a letra não pode subsistir sem o espírito; que ela somente é dada para conduzir ao espírito, tornando-se inútil e mesmo rejeitada de Deus, se abandona sua finalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como o espírito da natureza se espalha nas profundezas mais estéreis para vivificar, para conservar e para dar desenvolvimento a tudo que lhe é susceptível, assim também o espírito da luz se espalha no interior de todas as nações, para animar completamente a letra morta pelo espírito vivo.&lt;br /&gt;
É assim que encontramos um Jó entre os idólatras, um Melquisedeck entre as nações estrangeiras, um José entre os sacerdotes egípcios, e Moisés no país de Madian, como prova palpável de que a comunidade interior daqueles que são capazes de receber a luz, estava unida pelo espírito e pela verdade em todos os tempos e entre todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A todos esses agentes de luz da comunidade interior e única, uniu-se o mais importante de todos os agentes, o próprio Jesus Cristo, no meio do tempo como um rei-sacerdote; segundo a ordem de Melquisedeck,&lt;br /&gt;
Os agentes divinos da antiga aliança não representaram senão as perfeições particulares de Deus; no decorrer dos tempos uma ação poderosa devia produzir-se que mostrasse de uma só vez o todo em Um. Um tipo universal apareceu acentuando a completa unidade, abrindo uma nova porta e destruindo a numerosa servidão humana. A lei do amor começou quando a imagem emanada da própria Sabedoria mostrou ao homem toda grandeza de seu ser, revigorou-o de todas as forças, assegurou-lhe sua imortalidade e elevou seu ser intelectual para tornar-se o verdadeiro templo do Espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este agente maior de todos, este Salvador do mundo, este regenerador universal fixou toda a sua atenção sobre esta verdade primitiva, pela qual o homem pôde conservar sua existência e recobrar a dignidade que possuía.&lt;br /&gt;
Em suas humilhações implantou a base da redenção dos homens e prometeu cumpri-la completamente por seu espírito. Ele mostrou também num perfeito esboço aos seus apóstolos tudo o que devia se passar um dia com seus eleitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele continuou a cadeia da comunidade interior da luz, entre seus eleitos, aos quais enviou o Espírito da Verdade, e confiou-lhes o depósito primitivo mais elevado de todas, as verdades divinas e naturais, em sinal de que eles não abandonariam jamais sua comunidade interior.&lt;br /&gt;
Quando a letra e o culto simbólico da Igreja exterior da antiga aliança, passaram em verdade pela encarnação do Salvador, e foram atestados em sua pessoa, novos símbolos se tornaram necessários para o exterior, que mostrassem segundo a letra, a realização futura ou integral da redenção.&lt;br /&gt;
Os símbolos e os ritos da igreja exterior Cristã foram dispostos segundo estas verdades invariáveis e fundamentais, e anunciaram coisas de uma força e importância que não se podem descrever, nem foram reveladas àqueles que conheciam o santuário intimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este santuário interior permaneceu sempre invariável, ainda que o exterior da religião, ou seja, a letra recebesse no decorrer do tempo e circunstâncias, diferentes modificações, e se afastasse das verdades interiores, que são as que podem conservar o exterior ou a letra.&lt;br /&gt;
O pensamento profano de querer atualizar tudo o que é cristão, e de querer cristianizar tudo o que é político, modificou o edifício exterior, e cobriu com as trevas e a morte o que estava no interior, a luz e a vida. Daí nasceram as divisões e as heresias: o espírito sofístico queria explicar a letra embora já tivesse perdido o espírito da verdade.&lt;br /&gt;
A incredulidade levou a corrupção ao mais elevado grau; até se procurou atacar o edifício do cristianismo em suas primitivas bases, confundindo o interior santo, com o exterior que estava sujeito às fraquezas e à ignorância dos homens frágeis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim nasceu o deísmo, que engendrou o materialismo e viu como uma fantasia toda união do homem com as forças superiores; e por fim nasceu, parte pelo entendimento e parte pelo coração, o ateísmo, último grau de decadência do homem.&lt;br /&gt;
No meio de tudo isto, a verdade permaneceu sempre inquebrantável no interior do santuário.&lt;br /&gt;
Fiéis ao Espírito da verdade que prometeu jamais abandonar a sua comunidade; os membros da Igreja interior viveram em silêncio e em atividade real e uniram a ciência do templo da primitiva aliança ao espírito do Grande Salvador dos homens, a espírito da aliança interior, esperando humildemente o grande momento no qual o Senhor os chamará, e reunirá sua comunidade para dar a toda letra morta a força exterior e a vida.&lt;br /&gt;
Esta comunidade interior da luz é o conjunto de todos aqueles que estão capacitados para receber a luz dos eleitos, e é conhecida sob o nome de “Comunhão dos santos”. O depósito primitivo de todas as forças e de todas as verdades foi confiado em todos os tempos a esta comunidade da luz; que só ela, como disse São Paulo, estava de posse da ciência dos Santos. Por ela os agentes de Deus foram formados em cada época, passaram cio interior, ao exterior, e comunicaram o espírito e a vida à letra morta, como já dissemos anteriormente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz foi em todos os tempos a verdadeira escola do Espírito de Deus; e, considerada como escola, tem sua Cátedra, seu Doutor; possui um livro no qual seus discípulos estudam as formas e os objetos dos ensinamentos, e finalmente um método de estudo.&lt;br /&gt;
Ela tem, também, seus graus pelos quais o espírito pode desenvolver-se sucessivamente e elevar-se sempre cada vez mais.&lt;br /&gt;
O primeiro grau, o menor, consiste no bem moral pelo qual a vontade simples, subordinada a Deus, é conduzida ao bem pelo móbil puro da vontade, quer dizer, Jesus Cristo, que ela recebeu pela fé. Os meios dos quais o espírito desta escola se serve são chamados inspirações.&lt;br /&gt;
O segundo grau consiste no assentimento intelectual, pelo qual a compreensão do homem de bem que está unido a Deus, é coroada com a sabedoria e a luz do conhecimento; e os meios pelos quais o espírito se serve para este grau são chamados iluminações interiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O terceiro grau enfim, e o mais elevado, é o completo despertar do nosso sensorium interno, pelo qual o homem interior alcança a visão objetiva das verdades metafísicas e reais. Este é o grau mais elevado onde a fé se transforma em visões claras e os meios pelos quais o espírito se serve para isso são as visões reais.&lt;br /&gt;
Eis os três graus da verdadeira escola de sabedoria interior, da comunidade interior da luz. O mesmo espírito que aperfeiçoa os homens para esta comunidade, distribui também os graus, pela coação do próprio candidato, devidamente preparado.&lt;br /&gt;
Esta escola da sabedoria foi em todos os tempos, a mais secreta e a mais oculta do mundo, porque ela estava invisível e submissa unicamente à direção divina.&lt;br /&gt;
Ela não esteve jamais exposta aos acidentes do tempo nem às fraquezas dos homens. Porque nela não houve em todos os tempos senão os mais capazes que foram escolhidos pelas suas qualidades, e o Espírito que os escolheu não podia errar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa escola se desenvolveram os germens de todas as ciências sublimes que foram primeiramente recebidas pelas escolas exteriores, e, aí revestiram-se de outras formas verdadeiras algumas vezes tornadas disformes.&lt;br /&gt;
Esta sociedade interior de sábios comunicou, segundo o tempo e as circunstâncias, às sociedades exteriores, seus hieróglifos simbólicos para tornar o homem exterior atento às grandes verdades do interior.&lt;br /&gt;
Porém todas as sociedades exteriores só subsistem enquanto esta sociedade interior lhes comunica seu espírito. No momento em que as sociedades exteriores queriam emancipar-se da sociedade interior e transformar o templo de sabedoria em um edifício político, a sociedade interior retirava-se e nelas ficava somente a letra sem o espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que todas as escolas exteriores secretas da sabedoria foram somente véus hieroglíficos, a verdade mesma permaneceu sempre no santuário para que não pudesse ser jamais profanada.&lt;br /&gt;
Nesta sociedade interior o homem encontra a sabedoria, e com ela tudo; não a sabedoria do mundo que não é senão um conhecimento científico rodeando o invólucro exterior, sem jamais tocar o centro onde residem todas as forças; mas a verdadeira sabedoria, assim como os homens que a ela obedecem.&lt;br /&gt;
Todas as disputas, todas as controvérsias, todos os objetos da falsa prudência do mundo, todos os idiomas estrangeiros, as vãs dissertações, os germens inúteis das opiniões que propagam a semente da desunião, todos os erros, os cismas e os sistemas, dela estão banidos. Não se encontra ali nem calúnias nem maledicências; todo homem é honrado. A sátira, o espírito que gosta de se divertir a custa do próximo, são ali desconhecidos, e somente se conhece o amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A calúnia, este monstro não levanta jamais entre os amigos da sabedoria, sua cabeça de serpente, o respeito mútuo é ali observado rigorosamente; ali não se nota as faltas do próximo nem se lhe fazem criticas sobre defeitos. Caridosamente, conduz-se o viajante ao caminho da verdade, procura-se persuadir, tocar o coração que está em erro, deixando a punição do pecado a clarividência do Mestre da Luz. Alivia-se a necessidade, protege-se a fraqueza, rejubila-se da elevação e da dignidade que o homem adquire.&lt;br /&gt;
A felicidade que é o dom do destino não eleva ninguém sobre o próximo; somente se considera feliz aquele ao qual se apresenta a ocasião de fazer o bem a seu próximo, e todos estes homens, que um espírito de verdade une, formam a Igreja invisível, a sociedade do Reino interior sob um chefe único que é Deus.&lt;br /&gt;
Não se deve imaginar que esta comunidade representa qualquer sociedade secreta que se reúne em certos tempos, escolhendo seus chefes e membros e propondo-se a determinados fins. Todas as sociedades, quaisquer que sejam não vêm senão depois desta comunidade interior da sabedoria; ela não conhece quaisquer formalidades que são a obra dos homens. No reino das forças todas as formas exteriores desaparecem.&lt;br /&gt;
O Próprio Deus é o chefe sempre presente. O homem mais perfeito de seu tempo, o primeiro chefe, não conhece por si mesmo todos os membros; mas no instante em que para a finalidade de Deus se torna necessário esse conhecimento, ele os encontra certamente no mundo para agir em direção a essa finalidade.&lt;br /&gt;
Esta comunidade não tem absolutamente véus exteriores. Aquele que é escolhido para agir perante Deus é o primeiro, apresenta-se aos outros sem presunção, e é recebido por eles sem inveja.&lt;br /&gt;
Se é necessário que verdadeiros membros se unam, eles se encontram e se reconhecem sem dúvida alguma. Não pode existir nenhum disfarce, e nenhum gérmen de hipocrisia ou dissimulação sobre os traços característicos desta comunidade, porque são fora do comum. São arrancadas a máscara e a ilusão, e tudo aparece em sua verdadeira forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nenhum membro pode escolher um outro; o consentimento de todos é requerido. Todos os homens são chamados; os chamados podem ser escolhidos, se eles se tornarem aptos para a entrada.&lt;br /&gt;
Cada qual pode procurar a entrada, e todo homem que está no interior pode ensinar ao outro a procurar a entrada. Mas enquanto não se estiver preparado não se alcança o interior.&lt;br /&gt;
Homens não preparados ocasionariam desordens na comunidade, e a desordem não é compatível com o interior. Este interior expulsa tudo aquilo que não é homogêneo.&lt;br /&gt;
A Prudência do mundo espreita em vão este Santuário interior; em vão a malícia procura penetrar os grandes mistérios que aí estão ocultos; tudo é hieróglifo indecifrável para aquele que não está prepara do; nada pode ver nem ler no interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele que já está preparado junta-se à corrente, muitas vezes lá onde menos pensava e a um elo do qual nem supunha a existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procurar alcançar a maturidade deve ser o esforço daquele que ama a sabedoria.&lt;br /&gt;
Nesta comunidade santa está o depósito original das ciências mais antigas do gênero humano com os mistérios primordiais de todas as ciências e técnicas conduzindo à maturidade.&lt;br /&gt;
Ela é a única e verdadeira comunidade da Luz em possessão da chave de todos os mistérios e conhecendo o íntimo da natureza e da criação. Ela une as suas forças às forças superiores e compõem-se de membros de mais de um mundo. Estes formam uma república que será um dia a mãe regente do universo inteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]], [[category:Martinismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_1&amp;diff=5458</id>
		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 1</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_1&amp;diff=5458"/>
		<updated>2010-10-30T20:06:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nosso século é de preferência a qualquer outro o mais notável para o observador imparcial e sereno. Por toda parte existe fermentação tanto na alma como no coração do homem; encontra-se a cada passo o combate da luz e das trevas, de idéias mortas e idéias vivas, da vontade morta e inerte com a força viva e ativa; se vê por todo lado enfim, a guerra entre o homem animal e o homem espiritual que desperta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Homem natural renuncia às tuas últimas forças; até teu próprio combate revela a tua natureza superior que repousa em teu seio. Presentes a tua dignidade, tu a sentes mesmo; porém tudo é ainda obscuro ao teu redor e a lâmpada da tua pálida razão não é suficiente para iluminar os objetos aos quais deverias aspirar.&lt;br /&gt;
Diz-se que vivemos no século das luzes e seria mais justo dizer que vivemos no século do crepúsculo: aqui e ali, o raio luminoso penetra através da nuvem das trevas, mas ele não ilumina ainda com toda a sua pureza nossa razão e nosso coração. Os homens não estão de acordo sobre as suas concepções: sábios disputam; e onde há disputa, não existe a luz nem se conhece a verdade.&lt;br /&gt;
Os objetos mais importantes para a humanidade são ainda indeterminados. Não se está de acordo nem sobre o princípio da razão, nem sobre o princípio da moralidade ou do móbil da vontade. Isto prova que mau grado estejamos na grande época das luzes, ainda não sabemos bem o que ela representa em nosso cérebro e em nosso coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria possível que nós soubéssemos tudo isto mais cedo, se não imaginássemos que temos já a flama do conhecimento em nossas mãos, ou se pudéssemos lançar um olhar sobre a nossa fraqueza e reconhecer que ainda nos falta uma luz mais elevada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nós vivemos nos tempos da idolatria da razão, depositamos uma tocha sobre o altar, proclamamos em altas vozes que a aurora está despontando e que por toda parte o dia aparece realmente, e deste modo o mundo se eleva cada vez mais da obscuridade à luz e a perfeição, pelas artes, as ciências, gosto refinado ou mesmo por uma perfeita compreensão da religião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pobres homens! até onde haveis exaltado a felicidade dos homens?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existiu jamais um século que tivesse custado tantas vítimas como o presente? Existiu jamais um século no qual a imoralidade e o egoísmo tenham predominado mais do que neste? Conhece-se a árvore pelos seus frutos.&lt;br /&gt;
Insensatos!… Com o vosso falso raciocínio… onde obtivesses a luz com a qual quereis esclarecer os outros? Será que todas as vossas idéias não são tiradas dos sentidos, que não vos dão qualquer verdade mas somente os fenômenos externos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo aquilo que dá o conhecimento no tempo e no espaço não é relativo? Tudo aquilo que nós podemos chamar verdadeiro, não é apenas uma verdade relativa?… Não se pode achar a verdade absoluta na esfera dos fenômenos externos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim sendo, vosso raciocínio não possui a “Essencialidade” mas somente a aparência da verdade e da Luz; assim é que, quanto mais esta aparência aumenta e se expande, mais a “Essência da luz” decresce no interior, e o homem se perde na aparência e tateia para atingir as fantásticas imagens despidas de realidade.&lt;br /&gt;
A filosofia do nosso século eleva a fraca razão natural a objetividade independente; atribuindo-lhe mesmo um poder legislativo, isentando-a de uma autoridade superior. Torna-a autônoma e a diviniza, suprimindo entre Deus e ela toda relação, toda comunicação, e esta razão deificada, que não tem outra lei que a sua própria, deve governar os homens e torná-los felizes!… As trevas devem expandir a luz!… A pobreza deve dar a riqueza!… E a morte deve dar a vida!…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade conduz os homens à felicidade… Podeis vós dá-la?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que, vós chamais verdade é uma forma de concepção vazia de substância cujo conhecimento foi adquirido externamente, pelos sentidos; o entendimento coordena-os por uma síntese das relações observadas em ciência ou em opiniões. Vós não tendes absolutamente verdade material, o princípio espiritual e material é para vós um Número.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirais das Escrituras e da tradição a verdade moral, teórica e prática; mas como a individualidade é o princípio de vossa razão, e o egoísmo é o móbil da vossa vontade, não vedes a vossa luz interior, a lei moral que governa todas as coisas, ou a rechaçais com a vossa vontade. É até lá que as luzes atuais foram conduzidas. A individualidade sob o manto da hipocrisia filosófica, é a filha da corrupção.&lt;br /&gt;
Quem pode afirmar que o sol está em pleno meio dia, se nenhum raio luminoso alegra a terra e nenhum calor vivifica as plantas? Se a sabedoria não melhora os homens e o amor não os torna mais felizes, bem pouca coisa se fez ainda para o todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh! se somente o homem natural ou o homem dos sentidos pudesse perceber que o principio de sua razão e o móbil de sua vontade, são somente a individualidade, e que por isto mesmo, ele devia ser extremamente miserável, procuraria um princípio mais elevado no seu interior, e aproximar-se-ia da única fonte que pode saciar a todos, porque ela é a “Sabedoria na sua própria essência”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
J.C. é a Sabedoria, a Verdade e o Amor. Como Sabedoria Ele é o princípio da razão, a fonte do conhecimento, a mais pura. Como Amor Ele é o princípio da moralidade, o móbil essencial e puro da vontade.&lt;br /&gt;
O Amor e a Sabedoria engendram o Espírito da Verdade, a luz interior, esta luz ilumina em nós os objetos sobrenaturais e os torna objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É inconcebível observar até que ponto o homem cai no erro quando ele abandona as verdades simples da fé, e a elas opõe a sua própria opinião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso século procura definir cerebralmente o princípio da razão e da moralidade, ou do móbil da vontade; se os senhores sábios estivessem atentos, veriam que estas coisas encontrariam melhor resposta no coração do homem, mais simples, que em todos os seus brilhantes raciocínios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cristão prático encontra este móbil da vontade, princípio de toda imoralidade, objetiva e realmente no seu coração e este móbil se exprime na seguinte fórmula:&lt;br /&gt;
“Ama a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”.&lt;br /&gt;
O amor de Deus e do próximo é, o móbil da vontade do cristão; e a essência do próprio amor é Jesus Cristo em nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que o princípio da razão é a sabedoria em nós; e, a essência da sabedoria, a sabedoria em sua substância é ainda J.C. – a Luz do Mundo. Assim encontramos nele o principio da razão e da moralidade.&lt;br /&gt;
Tudo o que eu digo aqui não é, uma extravagância hiperfísica, é a realidade, a verdade absoluta que cada um pode comprovar experimentalmente desde que recebe em si o princípio da razão e da moralidade, J.C. como sendo a Sabedoria e o Amor essenciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a visão do homem dos sentidos é profundamente inapta para captar a base absoluta de tudo aquilo que é verdadeiro o transcendental. Mesmo a razão que nós queremos elevar hoje sobre o trono como legisladora, é tão somente a razão dos sentidos, cuja luz difere da luz transcendental, como a fosforescência do fogo-fátuo difere do esplendor do sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade absoluta não existe para o homem dos sentidos mas somente para o homem interior e espiritual que possui um sensorium próprio; ou, para dizer mais precisamente, que possui sentido interior para perceber a verdade absoluta do mundo transcendental; um sentido espiritual que percebe os objetos espirituais tão naturalmente em objetividade, como o sentido exterior percebe os objetos exteriores.&lt;br /&gt;
Este sentido interior do homem espiritual, este sensorium de um mundo metafísico não é, infelizmente ainda conhecido de todos, é um mistério do reino de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A incredulidade atual para todas as coisas onde a razão dos nossos sentidos não encontra ponto de objetividade sensível, é a causa que nos faz desconhecer as verdades, as mais importantes para o homem.&lt;br /&gt;
Mas, como poderia ser de outra forma? Para ver é necessário ter olhos; para ouvir, ouvidos. Todo objeto sensível requer seu sentido. Assim é que o objeto transcendental requer também seu sensorium, – e este mesmo sensorium está fechado para a maioria dos homens. Desta forma o homem dos sentidos julga o mundo metafísico como o cego julga as cores, e como o surdo julga o som.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe um princípio objetivo e substancial da razão e um móbil objetivo e substancial da vontade. Estes dois conjuntos formam o novo princípio da vida cuja imoralidade, é essencialmente inerente. Esta substância pura da razão e da vontade reunidas é o divino e o humano em nós; J.-C. a Luz do mundo que deve entrar em relação direta conosco para ser realmente conhecida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este conhecimento real é a fé viva onde tudo se passa em espírito e em verdade.&lt;br /&gt;
Assim, deve existir necessariamente para essa comunicação um sensorium organizado e espiritual, um órgão espiritual e interior, susceptível de receber essa luz, mas que está fechado na maioria dos homens pela espessura dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse órgão interior é o sentido intuitivo do mundo transcendental, e antes que esse sentido de intuição seja aberto em nós, não podemos ter nenhuma certeza objetiva da verdade mais elevada. Este órgão foi fechado por conseqüência da queda, que atirou o homem no mundo dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A matéria grosseira que envolve esse sensorium interior é uma catarata, ou véu que cobre a visão interior, tornando a visão exterior inapta à visão do mundo espiritual. Esta mesma natureza ensurdece nosso ouvido interior, de maneira que não ouvimos mais os sons do mundo metafísico; ela paralisa nossa língua interior, de maneira que nós não podemos mais nem mesmo balbuciar as palavras de força do espírito que pronunciávamos outrora pelas quais nós governávamos a natureza exterior e os elementos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abertura desse sensorium espiritual é o mistério do Novo Homem, o mistério da Regeneração e da união a mais íntimo do homem com Deus; é a meta mais elevada da religião aqui em baixo, desta religião cuja finalidade mais sublime é de unir os homens a Deus em Espírito e Verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos facilmente perceber por meio disto, porque a religião tende sempre à sujeição do homem material. Ela age assim porque quer tornar o homem espiritual dominante, afim de que o homem espiritual ou verdadeiramente racional governe o homem dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filósofo sente também esta verdade; seu erro somente consiste em não conhecer o Verdadeiro princípio da razão e querer colocar em seu lugar a sua individualidade, sua razão dos sentidos.&lt;br /&gt;
Como o homem possui em seu interior um órgão espiritual e um sensorium para receber o principio real da razão ou a Sabedoria divina, e o móbil real da vontade, ou o Amor divino, ele possui também no seu exterior, um sensorium físico e material para receber “a aparência” da, luz e da verdade. Como a natureza exterior não possui a verdade absoluta, mas somente a verdade relativa do mundo fenomenal, assim também a razão humana não pode mais adquirir verdades inteligíveis, mas somente a aparência do fenômeno que apenas excita nela, para móbil de sua vontade, a concupiscência, no que consiste a corrupção do homem sensorial e a degradação da natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sensorium externo do homem é composto de matéria corruptível, enquanto que o sensorium interior tem por substrato fundamental, substância incorruptível, transcendental e metafísica.&lt;br /&gt;
O primeiro é causa de nossa depravação e nossa mortalidade; o segundo é o princípio de nossa incorruptibilidade e imortalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos domínios da natureza material e corruptível, a mortalidade esconde a imortalidade e a causa de nosso estado miserável é a matéria corruptível e perecível. Para que o homem seja libertado desta angústia, é necessário que o princípio imortal e incorruptível que está em seu íntimo se exteriorize e absorva o princípio corruptível, a fim de que o invólucro dos sentidos seja destruído e que o homem possa aparecer na sua pureza original.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este invólucro da natureza sensível é uma substância essencialmente corruptível, que se encontra em nosso sangue, forma as ligações da carne e escraviza nosso espírito imortal a essa carne mortal.&lt;br /&gt;
É possível romper mais ou menos esse envoltório em cada homem e em conseqüência conceder a seu espírito, uma liberdade mais ampla, para que ele chegue a um conhecimento mais preciso do mundo transcendental.&lt;br /&gt;
Há três graus sucessivos de abertura em nosso sensorium espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro apenas nos eleva ao plano moral e o mundo transcendental, aí age em nós por impulsos interiores, chamados inspirações.&lt;br /&gt;
O segundo grau, mais elevado, abre nosso sensorium para a recepção do espiritual e do intelectual, e o mundo metafísico age em nós por iluminações interiores.&lt;br /&gt;
O terceiro é mais alto grau – o mais raramente alcançado – desperta o homem interior por completo. Ele nos revela o Reino do Espírito e nos torna susceptíveis de experimentar objetivamente as realidades metafísicas e transcendentais; daí todas as visões são explicadas fundamentalmente. Assim sendo, nós temos no interior, o sentido e a objetividade, como no exterior. Somente os objetos e os sentidos são diferentes. No exterior, existe o móbil animal e sensual que age sobre nós, e a matéria corruptível dos sentidos sofre a ação. No interior, é a substância indivisível e metafísica que se introduz em nós, e o ser incorruptível e imortal do nosso espírito recebe suas influências. Mas, em geral, no interior, as coisas se passam tão naturalmente como no exterior; a lei é por toda parte a mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, como o espírito, ou nosso homem interior tem um senso completamente diferente e uma outra objetividade do homem natural, não devemos de maneira alguma surpreender-nos que ele fique um enigma para os sábios do nosso século, que não conhecem estes sentidos, e não tiveram jamais a percepção objetiva do mundo transcendental e espiritual. Eis aí porque eles medem o sobrenatural com a medida dos sentidos, confundem a matéria corruptível com a substância incorruptível, e seus julgamentos são necessariamente falsos sobre um assunto para a percepção do qual eles não possuem nem sentidos nem objetividade, e, por conseguinte, nem verdade relativa nem verdade absoluta. No que concerne as verdades que anunciamos aqui, temos que agradecer infinitamente à filosofia de Kant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kant incontestavelmente provou que a razão em seu estado natural, não sabe absolutamente nada do sobrenatural, do espiritual e do transcendental, e que ela nada pode conhecer, nem analiticamente, nem sinteticamente, e que assim sendo, ela não pode provar nem a possibilidade nem a realidade dos espíritas, das almas e de Deus.&lt;br /&gt;
Isto é uma grande verdade, elevada e benéfica para os nossos tempos; é verdade que São Paulo já a havia estabelecido (primeira epístola aos Coríntios Cap. I, V. 2-24); mas a filosofia pagã dos sábios cristãos soube ignorá-la até Kant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O benefício desta, verdade é duplo. Primeiramente ela põe limites intransponíveis ao sentimento, ao fanatismo e à extravagância da razão carnal.&lt;br /&gt;
Em seguida põe na mais resplandecente luz a necessidade e a divindade da Revelação. O que prova que a nossa razão humana, em seu estado obtuso não tem nenhuma fonte objetiva para o sobrenatural sem a revelação; nenhuma fonte para instruir-se de Deus, do mundo espiritual, da alma e da sua imortalidade; de onde se segue que seria absolutamente impossível sem revelação, saber ou conjeturar nada sobre essas coisas.&lt;br /&gt;
Por isto nós somos devedores a Kant por ter provado nos nossos dias aos filósofos, corno já o havia sido desde muito tempo em escola mais elevada da comunidade da Luz, que “SEM REVELAÇÃO, NENHUM CONHECIMENTO DE DEUS E NENHUMA DOUTRINA SOBRE A ALMA SERIAM POSSÍVEIS”.&lt;br /&gt;
Por onde, é claro que uma revelação universal deve servir de base fundamental a todas as religiões de mundo.&lt;br /&gt;
Assim, segundo Kant está provado que o mundo inteligível é inteiramente inacessível à razão natural, e que Deus habita uma luz na qual nenhuma especulação da razão limitada pode penetrar.&lt;br /&gt;
Desta forma o homem dos sentidos ou homem natural não tem nenhuma objetividade do transcendental; daí, à revelação de verdades mais elevadas lhe é necessária e por isto também a fé na revelação, porque a fé lhe dá os meios de abrir seu sensorium interior, pelo qual as verdades inacessíveis ao homem natural lhe podem ser perceptíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É perfeitamente plausível que com os novos sentidos possamos adquirir novas realidades. Estas realidades existem já, mas nós não as distinguimos porque nos falta o órgão da receptividade.&lt;br /&gt;
É assim que, embora as cores existam, o cego não as vê; o som também existe, mas o surdo não o escuta. Não devemos procurar a falta no objeto perceptível mas no órgão receptor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o desenvolvimento de um novo órgão nós temos uma nova percepção, novas objetividades.&lt;br /&gt;
O mundo espiritual não existe para nós porque o órgão que o torna objetivo em nós não está desenvolvido. Com o desenvolvimento deste novo órgão, a cortina levanta-se imediatamente, o véu impenetrável até o momento, é rasgado, a nuvem à frente do santuário é dissipada, um novo mundo surge num relance para nós; as vendas tombam dos olhos e nós somos, no mesmo instante, transportados da legião dos fenômenos para a da verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só Deus é Substância, Verdade absoluta, Ele só é aquele que É, e nós somos aquilo que Ele nos fez.&lt;br /&gt;
Para Ele, tudo existe na unidade; para nós, tudo existe na multiplicidade.&lt;br /&gt;
Muitos homens não têm a menor idéia deste despertar do sensorium interior como também não a têm para o “objeto” verdadeiro e interior da “Vida do Espírito”, que não conhecem; nem sequer pressentem de nenhuma maneira.&lt;br /&gt;
Daí, ser-lhes impossível saber que se pode perceber o espiritual e o transcendental e que se pode ser levado ao sobrenatural até à visão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdadeira edificação do templo consiste unicamente em destruir a miserável cabana adâmica e construir a templo da divindade; isto é, em outros termos, desenvolver em nós o sensorium interior ou órgão que recebe Deus; depois deste desenvolvimento, o principio metafísico e incorruptível reina sobre o princípio terrestre e o homem começa a viver, não mais no princípio do amor próprio, mas no Espírito e na Verdade de que ele é o templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei moral passa então a ser amor ao próximo e, o mais puro, enquanto que, ela não é para o homem natural exterior dos sentidos, senão uma simples forma de pensamento; e o homem espiritual regenerado no espírito, vê tudo no ser, do qual o homem natural tem somente formas vazias do pensamento, o som vazio, os símbolos e a letra, que são todos imagens mortas, sem o espírito interior.&lt;br /&gt;
O fim mais elevado da religião é a união a mais íntima do homem com Deus, e esta união já é possível mesmo aqui em baixo, mas ela não o é senão pela abertura de nosso sensorium interior e espiritual que torna nosso coração susceptível de receber Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí estão os grandes mistérios dos quais a nossa filosofia não duvida, e cuja chave não pode ser encontrada entre os sábios de escola.&lt;br /&gt;
Contudo sempre existiu uma escola mais elevada, à qual este depósito de toda ciência foi confiado, e esta escola era a comunidade interior e luminosa do Senhor, a sociedade dos Eleitos que se propagou, sem interrupção, desde o primeiro dia da criação até aos tempos presentes; seus membros, é verdade, estão dispersas pelo mundo, mas eles estiveram sempre unidos por um espírito e por urna verdade, e não tiveram jamais senão um só conhecimento, uma única fonte de verdade, um senhor, um doutor e um mestre, em que reside substancialmente a plenitude Universal de Deus, e que os iniciou, Ele só, nos mistérios elevados da natureza e do Mundo Espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz foi denominada em todos os tempos a Igreja invisível e interior, ou a comunidade, a mais antiga, da qual nós vos falaremos mais detalhadamente na próxima carta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]], [[category:Martinismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
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		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 3</title>
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		<updated>2010-10-30T20:06:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: Created page with &amp;#039;Por Karl von Eckartshausen.  A verdade que se encontra no mais íntimo dos mistérios, é semelhante ao Sol; só é permitido ao olhar da águia (a alma do homem capaz de rec…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade que se encontra no mais íntimo dos mistérios, é semelhante ao Sol; só é permitido ao olhar da águia (a alma do homem capaz de receber a luz), fixá-lo. A visão de outro qualquer mortal é ofuscada e a penumbra o envolve na própria luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jamais a sublime “qualquer coisa” que está no mais íntimo dos santas mistérios se ocultou ao olhar da águia, daquele que é capaz de receber a luz.&lt;br /&gt;
Deus e a natureza não têm mistérios para seus filhos. O mistério existe somente na fraqueza do nosso ser, incapaz de suportar a luz, e ainda sem preparo para vislumbrar em toda sua pureza a verdade nua.&lt;br /&gt;
Esta fraqueza é a nuvem que cobre o santuário; o véu que oculta o Santo dos Santos.&lt;br /&gt;
Mas para que o homem pudesse recuperar a luz, a força e dignidade perdidas, a divindade amante abaixou-se à fraqueza de suas criaturas e escreveu as verdades e os mistérios interiores e eternos, no exterior das coisas, a fim de que o homem pudesse elevar-se por elas até o espírito.&lt;br /&gt;
Estes textos são as cerimônias ou o exterior da religião, que conduz ao espírito interior de união com Deus, ativo e cheio de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os hieróglifos dos mistérios são também partes destes textos; eles são os esquemas e os desenhos das verdades interiores e santas, que cobre o véu estendido sobre o Santuário.&lt;br /&gt;
A religião e os mistérios se unem para conduzir todos os nossos irmãos a uma verdade, ambos têm por finalidade uma transposição, uma renovação de nosso ser. Os dois têm por fim a reedificação de um templo no qual a sabedoria habite com o amor, Deus com o homem. Mas a religião e os mistérios seriam fenômenos inteiramente inúteis, se a Divindade não lhes houvesse dado os meios efetivos para alcançar seus grandes fins.&lt;br /&gt;
Ora, estes meios sempre têm estado no Santuário o mais interno; os Mistérios estão destinados a construir um templo à Religião, e a Religião está destinada a reunir nele os homens com Deus.&lt;br /&gt;
Tal é a grandeza da religião e esta tem sido a alta dignidade dos mistérios de todos os tempos.&lt;br /&gt;
Seria ultrajante para vós, irmãos intimamente amados, se pudéssemos pensar que não tivésseis “jamais” contemplado os santos mistérios em seu verdadeiro ponto de vista, que os representa como o único meio de conservar na sua pureza e sua integridade, a doutrina das verdades importantes sobre Deus, a natureza e o homem; esta doutrina estava encerrada na santa linguagem dos símbolos e as verdades que ela continha, tendo sido traduzidas pouco a pouco entre os profanos na sua linguagem comum, tornaram-se cada vez mais obscuras e mais ininteligíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os mistérios, como sabeis, irmãos caríssimos, prometem coisas que serão sempre a herança de um pequeno número de homens; mistérios que não podem ser vendidos nem ensinados publicamente, são segredos que só podem ser recebidos por um coração que se esforça para adquirir a sabedoria e o amor e aonde a sabedoria e o amor já tenham sido despertados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele no qual esta chama santa foi despertada, vive completamente feliz, contente com tudo e sente-se livre até na escravidão. Ele vê a causa da corrupção humana e sabe que ela é inevitável. Não odeia nenhum criminoso, deplora e procura levantar aquele que cai, chamando para si ao que se extraviou; não extingue o pavio que bruxuleia e de maneira alguma acaba de quebrar o caniço envergado, porque ele sente que apesar de toda corrupção, nada existe corrompido em sua totalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele penetra num olhar firme a verdade de todos os sistemas religiosos em seus alicerces; ele conhece as origens da superstição e da incredulidade como sendo as modificações da verdade, que ainda não atingiram seu equilíbrio.&lt;br /&gt;
Estamos certos, dignos irmãos, que considerais o homem místico deste ponto de vista e que não atribuis de modo algum, à sua “arte real”, aquilo que a atividade desregrada de alguns indivíduos isolados tenha feito dele.&lt;br /&gt;
É com estes princípios, que são inteiramente os nossos, que vós considerais a religião e os mistérios das santas escolas da sabedoria como irmãos que, dando-se às mãos, têm velado pelo bem de todos os homens desde o seu nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A religião se divide em uma religião exterior e uma interior. A religião exterior tem por objeto o culto e as cerimônias, e a religião interior, a adoração em espírito e em verdade.&lt;br /&gt;
As escolas de sabedoria dividem-se também em escolas exteriores e interiores. As escolas exteriores possuem a letra dos hieróglifos, e as escolas interiores, o espírito e o sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A religião exterior está ligada à religião interior pelas cerimônias.&lt;br /&gt;
As escolas exteriores dos mistérios ligam-se, pelos hieróglifos com o interior.&lt;br /&gt;
Mas aproximamo-nos agora dos tempos em que o espírito deve tornar a letra viva, a nuvem que cobre o Santuário desaparecerá, os hieróglifos passarão à visão real, as palavras ao entendimento.&lt;br /&gt;
Aproximamo-nos dos tempos em que será rasgado o grande véu que cobre o Santo dos Santos. Aquele que venera os santos mistérios não se fará mais compreender por palavras e sinais exteriores, mas pelo espírito das palavras e a verdade dos símbolos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que a religião não será mais um cerimonial exterior, mas os mistérios interiores e santos transfigurarão o culto exterior a fim de preparar os homens à adoração de Deus em espírito e em verdade.&lt;br /&gt;
Não tardará que a noite escura da linguagem das imagens desapareça, a luz engendrará o dia e a santa obscuridade dos mistérios se manifestará no esplendor, da mais alta verdade.&lt;br /&gt;
Os caminhos da luz estão preparados para os eleitos e para aqueles que são capazes de por ele marcharem. A luz da natureza, a luz da razão e a luz da revelação se unirão.&lt;br /&gt;
O átrio da natureza, o templo da razão, e o santuário da revelação formarão um só Templo. É assim que o grande edifício será completamente concluído, edifício que consiste na reunião do homem com a natureza e com Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conhecimento perfeito de Deus, do homem e da natureza, serão as luzes que iluminarão os condutores da humanidade para reconduzir de todos os lados os homens seus irmãos, das verdades obscuras dos preconceitos, à razão pura, e dos recônditos das paixões tumultuosas aos caminhos da paz e da virtude.&lt;br /&gt;
A coroa daqueles que governam o mundo será a razão pura, seu cetro, o amor ativo, e o Santuário lhes dará a unção e a força para libertar o entendimento dos povos dos preconceitos e das trevas, seus corações das paixões, do amor próprio é do egoísmo, e sua existência física da pobreza e da doença.&lt;br /&gt;
Aproximamo-nos do reino da luz, do reino da sabedoria e do amor, de reino de Deus que é a origem da luz; irmãos da luz, existe somente uma religião cuja verdade simples encontra-se dividida em todas as religiões como ramos, para retornar da multiplicidade a uma religião única.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filhos da verdade, não há senão uma ordem, uma fraternidade, uma associação de homens unidos para adquirir a luz. Deste centro, o mal-entendido fez surgir ordens inumeráveis; todas voltarão da multiplicidade de opiniões à verdade única e a verdadeira associação daqueles que são capazes de receber a luz ou a Comunidade dos Eleitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com esta medida deve-se medir todas as religiões e todas as associações dos homens.&lt;br /&gt;
A multiplicidade está no cerimonial exterior, no interior a verdade é uma só.&lt;br /&gt;
A causa da multiplicidade das confrarias está na multiplicidade de explicação dos símbolos segundo o tempo, as necessidades e as circunstâncias. A verdadeira comunidade da Luz não pode ser senão uma.&lt;br /&gt;
Todo exterior é um envoltório que cobre o interior, assim é que todo exterior é também uma letra que se multiplica sempre, mas que não muda nem enfraquece jamais a simplicidade do espírito no interior.&lt;br /&gt;
A letra era necessária, devíamos encontrá-la, compô-lo e aprender a decifrá-la para recobrar o sentido interior, o espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os erros, todas as divisões, todos os mal-entendidos, tudo o que nas religiões e nas associações secretas, dá lugar a tantos erros, somente diz respeito à letra; tudo isso se relaciona somente com o véu exterior sobre o qual os hieróglifos, as cerimônias e os ritos são escritos; nada toca o interior, o espírito permanece intacto e santo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Presentemente os tempos de realização para os que procuram a luz se aproximam.&lt;br /&gt;
Aproxima-se o tempo em que o velho deve ser ligado ao novo, o exterior ao interior, o alto ao baixo, o coração à razão, o homem a Deus, e esta época está reservada à presente idade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não me pergunteis, irmãos bem amados… por que na presente idade?&lt;br /&gt;
Tudo tem seu tempo para os seres que vivem no tempo e no espaço; assim é que, são as leis invariáveis da Sabedoria de Deus que coordenam tudo de acordo com a harmonia e a perfeição.&lt;br /&gt;
Os eleitos deviam primeiramente trabalhar para adquirir a sabedoria e o amor até que fossem capazes de merecer o poder que a invariável Divindade só poderá dar àqueles que conhecem e àqueles que amam.&lt;br /&gt;
Durante as trevas da noite espera-se a alvorada; depois o sol se levanta e atinge o meio dia onde toda sombra desaparece ante sua luz direta. No princípio a letra da verdade devia existir, em seguida veio a explicação prática, depois a própria verdade e não foi senão após ela que o Espírito de Verdade pode vir, o qual confirma a verdade e imprime o selo que autentica a luz.&lt;br /&gt;
Aquele que está ao alcance da verdade nos entenderá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É a vós, irmãos intimamente amados, que vos esforçais para adquirir a verdade, que haveis conservado fielmente os hieróglifos dos santos mistérios no vosso templo, é para vos que se dirige o primeiro raio de luz, este raio penetra através das nuvens dos mistérios para anunciar o meio-dia e os tesouros que traz.&lt;br /&gt;
Não pergunteis “quem” são aqueles que vos escrevem; olhai o espírito e não a letra, a coisa e não as pessoas.&lt;br /&gt;
Nenhum egoísmo, nenhum orgulho ou móbil de baixos sentimentos reina em nosso incógnito. Conhecemos a finalidade do destino dos homens e a luz que nos ilumina guia todas nossas ações.&lt;br /&gt;
Somos especialmente chamados para vos escrever, irmãos bem amados na luz; e o que dá vida a nossa incumbência, são as verdades que possuímos e que vos comunicaremos ao menor indício de acordo com a medida de capacidade de cada um.&lt;br /&gt;
A comunicação é própria à luz, onde há receptividade e capacidade para ela, mas não obriga ninguém, e aguarda que queiram recebê-la espontaneamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso desejo, nossa finalidade, nosso encargo é vivificar por toda parte a letra morta e fazer retornar aos hieróglifos o espírito vivo; e transformar o inativo em ativo, a morte em vida; não podemos realizar tudo isto por nós mesmos, mas pelo Espírito de Luz Daquele que é a Sabedoria, o Amor e a Luz do mundo, e deseja tornar-se também vosso espírito e vossa luz.&lt;br /&gt;
Até o presente, o Santuário, o mais interno, foi separado do Templo, e o Templo assediado por aqueles que estavam no exterior; aproxima-se o tempo em que o Santuário interior deve reunir-se ao Templo, para que, aqueles que nele se encontram, possam agir sobre os que estão nos átrios, até que tudo se converta em um só templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No nosso santuário, todos os mistérios do espírito e da verdade são conservados puramente; ele não pode ser jamais violado pelos profanos, nem maculado pelos impuros.&lt;br /&gt;
Este santuário é invisível como o é uma força que se conhece apenas pela própria ação.&lt;br /&gt;
Por esta curta descrição, caros irmãos, podeis julgar quem somos e seria supérfluo assegurar-vos que não fazemos parte dessas cabeças inquietas que, no mundo profano, querem erigir um ideal de suas próprias fantasias. Também não pertencemos àqueles que desejam representar grandes papéis no mundo e prometem prodígios que eles próprios não compreendem. Tão pouco pertencemos a essa classe de descontentes que desejariam vingar-se de sua categoria inferior, ou que têm por finalidade a sede de dominar, o gosto das aventuras e das coisas extravagantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos assegurar-vos que não pertencemos a nenhuma outra seita e nenhuma outra associação, que a grande e verdadeira associação de todos aqueles que são capazes de receber a luz, e, nenhuma parcialidade, qualquer que seja ela, terminando por “us” ou por “er” não tem a menor influência sobre nós.&lt;br /&gt;
Também não pertencemos àqueles que se julgam no direito de subjugar tudo segundo seus planos e têm a arrogância de querer reformar todas as sociedades; podemos assegurar-vos com fidelidade que conhecemos exatamente o mais íntimo da Religião e dos Santos Mistérios; e que também possuímos realmente aquilo que sempre conjeturou-se estar na profundidade interna do ser, e que esta mesma posse nos dá a força de legitimarmos nosso encargo, e de comunicar por toda parte, ao hieróglifo, à letra morta, o espírito e a vida.&lt;br /&gt;
Os tesouros de, nosso santuário são grandes; nós possuímos o sentido e o espírito de todos os hieróglifos e de todas as cerimônias que existiram desde o dia da Criação até os nossos tempos; e as verdades, as mais internas, de todos os Livros Sagrados, com as razões dos ritos dos mais antigos povos.&lt;br /&gt;
Possuímos uma luz que nos unge e pela qual percebemos o mais oculto e o mais interior da natureza.&lt;br /&gt;
Possuímos um fogo que nos alimenta e nos dá a força para agir sobre tudo aquilo que está na natureza. Possuímos uma “Chave para abrir” as portas dos mistérios, e uma “chave para fechar” o laboratório da natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Possuímos o conhecimento de um elo para nos ligar aos mundos superiores e transmitir-nos suas linguagens.&lt;br /&gt;
Todo o maravilhoso da natureza está subordinado ao poder de nossa vontade em união com a Divindade.&lt;br /&gt;
Possuímos a ciência que interroga a própria natureza, onde não existe o erro, mas somente a verdade e a luz.&lt;br /&gt;
Na nossa escola, tudo pode ser ensinado; pois nosso mestre é a própria Luz e o seu Espírito. A plenitude de nosso saber é o conhecimento da correspondência do mundo divino cora o mundo espiritual, deste com a mundo elemental, e, do inundo elemental com o mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por estes conhecimentos estamos em condições de coordenar os espíritos da natureza e o coração do homem.&lt;br /&gt;
Nossas ciências são a herança prometida aos Eleitos ou àqueles que são capazes de receber a luz e a prática de nossa ciência é a plenitude da Divina Aliança com os filhos dos homens.&lt;br /&gt;
Poderíamos vos contar, queridos irmãos, coisas maravilhosas que estão ocultas no tesouro do Santuário, coisas tais que vos deixariam admirados e fora de vós mesmos; poderíamos vos falar de coisas de cuja concepção, o filósofo, pensando o mais profundamente possível, está tão afastado como a terra do sol, e das quais estamos tão próximos, como o está o ser mais interior de todos da luz mais profunda.&lt;br /&gt;
Mas a nossa intenção não é de excitar vossa curiosidade; a única persuasão interior e a sede do bem dos nossos irmãos deve impelir aquele que é capaz de receber a luz na fonte, onde sua sede de sabedoria pode ser aplacada e a fome de amor saciada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sabedoria e o amor habitam no nosso íntimo, lá não reina nenhum constrangimento; a verdade de suas incitações é o nosso poder mágico.&lt;br /&gt;
Podemos assegurar que tesouros de um valor infinito estão nos mistérios mais íntimos; asseguramos, também que tal simplicidade os envolve, que permanecerão sempre inacessíveis ao sábio orgulhoso, e ainda que tais tesouros, cuja procura traz a muitos profanos inquietação e loucura, são e permanecerão para nós a verdadeira sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bênçãos para vós meus irmãos, se sentis estas grandes verdades. A recuperação do “Tríplice Verbo” e de sua força será vossa recompensa. Vossa felicidade será a de ter a força de contribuir a reconciliar os homens com os homens, a natureza e Deus; aquele que é o verdadeiro trabalho de todo obreiro que não rejeitou a “Pedra Angular”.&lt;br /&gt;
Agora nós cumprimos nosso encargo e anunciamos a aproximação do grande meio-dia, e a reunião do Santuário o mais interior com o Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deixamos o resto à vossa livre vontade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos bem, para nosso amargo desgosto, que assim como o Salvador foi pessoalmente desconhecido, ridicularizado e perseguido quando veio na Sua humildade, assim Seu Espírito que aparecerá na glória, será rejeitado e ridicularizado por muitos. Apesar disto o advento do Seu Espírito deve ser anunciado nos templos, para que aquilo que está escrito se realize.&lt;br /&gt;
“Bati às vossas portas e vós não as abristes; Chamei e vós não escutastes Minha voz; convidei-vos para as bodas e estáveis ocupados com outras coisas”.&lt;br /&gt;
A Paz e a Luz do Espírito estejam convosco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]], [[category:Martinismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Projeto_Akashi&amp;diff=5456</id>
		<title>Projeto Akashi</title>
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		<updated>2010-10-30T20:03:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Artes&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;“Investigando uma série de mortes suspeitas na alta sociedade européia, a jornalista Julie Paget vem à procura de uma testemunha-chave refugiada em um paraíso tropical no Brasil. Quando chega, descobre que sua fonte também sofreu uma morte tão inexplicada e inquietante quanto as que investigava. No desenrolar dos fatos, conhece um grupo de pessoas que irá mudar sua vida e o seu conceito de realidade, apresentando-a a uma verdade muito mais complexa e excitante do que ela poderia imaginar existir. Suas armas: Conhecimento milenar, coragem e ousadia. Seu objetivo: confrontar um mito.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ganhei este livro de Presente do Andrei Puntel e finalmente consegui terminar a leitura. Bem pesquisado e com base no ocultismo real. O pessoal que gosta dos meus livros de RPG com certeza vai curtir bastante.&lt;br /&gt;
Visite o site Oficial do Livro Akashi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Livros]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Grau_da_Marca_na_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=5454</id>
		<title>O Grau da Marca na Maçonaria</title>
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		<updated>2010-10-30T20:00:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A cada um é dado um estojo de ferramentas&lt;br /&gt;
Uma massa disforme e um livro de regras,&lt;br /&gt;
E cada um deve fazer seu tempo fluir.&lt;br /&gt;
Uma pedra de tropeço, ou uma pedra de degrau.&lt;br /&gt;
(anônimo, século XVIII)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é apenas um pequeno resumo escrito por Wagner Veneziani Costa, Grão Mestre da [[Grande Loja da Marca no Brasil]], retirado das obras intituladas “O Grau da Marca” de David Mitchell e da obra: Conte-me Mais Sobre o grau da Marca do Rev. Neville Barker Cryer, ambas da Madras Editora, contando um pouco da História do [[Grau da Marca]], agora apresento a Cronologia retirada da mesma fonte…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Senhor, um homem deveria manter a sua amizade em constante reparo”. (Dr. Samuel Johnson, 1755)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau da Marca tornou-se uma Ordem Independente (Regular) na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos afirmar que o Grau da Marca é uma sequência do terceiro grau, contendo profundos significados simbólicos e filosóficos e esta ligado a construção do [[Templo de Salomão]]. Apesar que a escolha da Marca era uma parte importante em acréscimo ao Grau de Companheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na construção do Templo do Rei Salomão foram empregados mais de 110 mil operários e para que eles pudessem ser identificados por seus Oficiais Superiores – para que cada porção de seu trabalho pudesse passar pelo mais cuidadoso exame e para que cada Artífice pudesse receber com pontualidade a recompensa pela sua obra e habilidade – esse grupo imenso de trabalhadores foi dividido em 1.100 Lojas de Companheiros e de Aprendizes, estando estes últimos sob a superintendência dos primeiros, que lhes ensinavam o ofício; e a todos estes presidiam 3.000 Menatschim, Supervisores ou Mestres – Três em cada Loja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada um desses homens (Aprendizes, Companheiros e Mestres) recebia um salário. E para que não recebessem em duplicidade, ou que não recebessem mais do que lhes era devido, criaram uma Marca para cada um dos operários e esses por sua vez, tinham que esculpi-las ou gravá-las numa pedra talhada. Os Mestres da marca eram conhecidos como “Artífices Perfeitos”. Deste seleto grupo eram escolhidos os Supervisores. Adoniran, que era Supervisor, foi selecionado para preencher a vaga decorrente da morte de Hiram Abiff. Adonhiram era, de fato, o Supervisor Chefe dos operários empregados nas florestas do Líbano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tantos os Artífices como os demais, certamente, recebiam seus salários no Templo: Os Aprendizes recebiam seus pagamentos em trigo, vinho e óleo; os Artífices em espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Supervisor conhecia “bem” a Marca de cada um dos seus operários. Era assim, que o exame do trabalho apresentado era comparado com as plantas. Se a pedra estivesse correta e em conformidade às plantas, o Supervisor colocava sua própria Marca sobre a peça examinada e aprovada. Que logo era içada e instalada em seu lugar. Além da Marca do Supervisor indicar a exata localização da pedra, um malho de madeira era tudo o que era necessário para alinhá-la, firme e permanentemente, em sua devida posição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, as Marcas dos Maçons (pedreiros) representavam uma ajuda fundamental no gerenciamento das funções administrativas, financeiras, produtivas e de controle de qualidade. A Marca era portanto a identidade (assinatura) daquele operário específico. Os progressos e a eficiência na construção dependiam então, de uma boa comunicação e de bom relacionamento entre os trabalhadores, do respeito aos administradores, além do entusiasmo e prazer no trabalho. Todas estas qualidades dependiam, por sua vez, da Marca dos Maçons.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história antiga nos dá conta de que a colocação de uma marca em um produto acabado não era uma prática restrita aos pedreiros. Podemos encontrá-las facilmente nas Cerâmicas gregas, egípcias, romanas; em obras de ouro e de prata etc. Na Irlanda, Inglaterra e País de Gales, Marcas de Maçons podem ser encontradas em pedras de Catedrais, Igrejas, Castelos e outras edificações medievais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Douglas Knoop descreveu: “Ponte entre a Maçonaria (da Marca) Operativa e a Especulativa, com uma das pontas – a do lado Operativo – bem apoiada na Escócia, e a outra – a Especulativa – na Inglaterra.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A herança da [[Maçonaria Operativa]] e da Maçonaria da Marca é tão brilhante e empolgante como uma Arte, principalmente devotada a propósitos religiosos e a criação de belas edificações, e sempre tendo em mente a perfeição. O Juramento feito pelos nossos antigos Irmãos nos Colégios ou Guildas em Roma, comprometendo-se a se ajudarem mutuamente e a socorrer qualquer Membro em necessidade ainda consta de nosso Ritual. Essa é a mensagem predominante dirigida a cada novo Mestre Maçom da Marca ao ser felicitado pelo Venerável Mestre por ocasião de seu Avançamento a esse respeitável e honroso Grau na Maçonaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau de Mestre Maçom da Marca continua vivo como um perene monumento aos antigos operários e artífices que iniciaram a Obra do Grande Supervisor com a construção do Templo do Rei Salomão, e àqueles que assim ainda continuam fazendo, não apenas na Pedra, mas na construção e na consolidação nas relações entre homens de bem e nas amizades duradouras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouquíssimos Maçons do Simbolismo conhecem a rica História do Grau da Marca e a sua legendária ligação com Jerusalém; ou por que esse Grau mereceu a reputação de “Grau Amigável”. Como Mestres Maçons da Marca, podemos ajudar na divulgação e na informação das razões que originaram esta merecida reputação, ao dedicarmos uma atenção especial ao nosso trabalho no Templo, tendo um bom conhecimento de sua História e desenvolvimento, e uma amistosa ânsia de oferecer respostas permissíveis àqueles verdadeiramente interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Possivelmente, todos os Maçons que lerem este texto acharão bastante interessante a relação apresentada a seguir, que assinala alguns importantes eventos no Desenvolvimento e Progresso da Maçonaria a partir da construção do Templo do Rei Salomão até a formação da Grande Loja da Marca. Algumas datas são controversas; no entanto, elas se baseiam em confiáveis documentos escritos por ilustres Maçons, tais como: R. F. Gould, L. Vibert, R. C. Davies, D. Knoop e D. P. Jones, bem como no Masonic Year Book (o Anuário Maçônico) e, assim, podem ser aceitas como razoavelmente corretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cronologia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;a.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*957 — Concluída a construção do Templo do Rei Salomão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*714 — Collegia Artificium — o Colégio dos Artífices, Guildas Romanas, ou Corporações de Artífices, instituída em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*587 — Destruição do Templo do Rei Salomão por Nabuzardã sob ordens de Nabucodonossor. Ao todo, os cercos a Jerusalém somam um período de vinte anos. Estima-se que um total entre 500 mil e 1 milhão de israelitas tenham sido deportados para a Babilônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*539 — Ciro liberta os judeus de seu cativeiro. De acordo com Josephus, somente 50 mil retornaram a Jerusalém, sob o comando de Zorobabel, para a reconstrução do Templo; destes, cerca de 30 mil eram homens adultos; os demais eram mulheres e crianças. Muitos teriam optado em ficar na Babilônia. Estima-se que 150 mil se dispersaram por todos os países vizinhos, onde haveriam de se estabelecer, construindo suas casas e Sinagogas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*169 — O Templo de Zorobabel literalmente destruído por Antiochus Epiphanes, irmão do rei da Síria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;d.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*20-26 — Herodes – o Grande, pai de Herodes Antipas (sob quem sofreu Cristo), era um famoso construtor. Ele assumiu o ambicioso desafio de restaurar o Templo à sua antiga glória. O Segundo Templo reconstruído ficou conhecido como o Terceiro Templo e foi, finalmente, destruído pelos romanos, sob o império de Tito, em 70 d.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*45-107 — Ocupação da Bretanha pelos romanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*800-1500 — As Sociedades de Arquitetos Livres e Operativos, conhecidos como Franco-Maçons (não os Artesãos comuns), oriundos dos Collegia Artificium, surgiram como Freemasons na Inglaterra, como Steinmetzen na Alemanha, e como Compagnonnage na França. Essas Sociedades eram secretas e operativas, engajadas nas construções eclesiásticas e em outras construções. A Franco-Maçonaria, tal como hoje é praticada, remonta àquela Fraternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Monges agiam conforme a capacidade dos Arquitetos e dos Mestres na planificação e planejamento dos edifícios, e supervisionavam a sua construção. Dessa forma, tanto os não-operativos, como os operativos, se tornaram “Aceitos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*926 — Assembléia Anual de Maçons Operativos, realizada em York, sob a presidência de Edwin, filho de Athelstan. A Antiga Loja de York alega ter a sua origem nesta Assembléia. (vide 1726)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1292 — Primeira referência conhecida denominando como [[“Loja”]] o local de trabalho dos Maçons Ingleses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1390 — (+/-) Manuscrito Regius (ou Poema Regius), contendo as “Antigas Instruções”. Primeira menção conhecida da palavra “Franco-Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1410 — (+/-) Manuscrito Cooke, contendo as “Antigas Instruções”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1530— Os Estatutos de [[Edward III]] mencionando a palavra “Franco- Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1563 — Aparece, pela primeira vez, a palavra “Franco-Maçom” impressa um livro; livro este intitulado “Dives Pragmaticus”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1598 — Descoberto o mais antigo registro da Franco Maçonaria no Livro de Atas da Loja Escocesa Aichison Haven,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1646 — [[Elias Ashmole]] feito Franco-Maçom uma Loja de Warrington. Ele escreve em seu diário que nas Guildas (Operativas) da Pedra e Franco-Maçons, o Candidato tinha de ser “Iniciado” antes de poder aprender o seu Ofício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1650 — (+/-) O Manuscrito Sloane e o Manuscrito Harleian fazem referência à “Palavra de Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1705 — Os Registros da Grande Loja de York mostram que, já naquela data, existia uma Constituição separada, com um Presidente e um Vice-Presidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1714 — Marca um período de transição, quando os Maçons Especulativos se tornaram tão numerosos e importantes, que chegaram a sobrepujar a Organização dos Operativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1717 — Citada e convocada a Grande Loja, tendo Anthony Sayer como Grão-Mestre. Esta Grande Loja ficou, mais tarde, conhecida como a dos “Modernos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1718 (+/-) — Os Graus de Aprendiz e de Companheiro reunidos em um só Grau, ou ambos os Graus trabalhando em conjunto. Estes dois Graus compondo toda a Maçonaria Simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1723 — Primeiro exemplar da Constituição (modernos), publicado pelo Dr. Anderson, no qual apenas dois Graus são mencionados: Primeiro, o de Aprendiz, e o Segundo, o de Companheiro ou Mestre. As Instruções e Preleções corrigidas, omitindo referências diretas ao Cristianismo e com uma visão mais ampla sobre as qualificações religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1725 (+/-) — Reconhecido o Terceiro Grau como um Rito Aceito, com os seus assuntos separados dos Graus anteriores e das suas lendas. Incorporação da lenda de Hiram Abiff ao Ritual. Criada a Comissão de Caridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1726 — Encontrados registros desse ano mostrando a Grande Loja de York reivindicando a sua origem a partir da Grande Assembléia de York, em 926 d.C.; portanto de maior antiguidade do que a Grande Loja de Londres (de Modernos), de 1717. A Antiga Loja de York precede a própria Grand Lodge of all England.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1738 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos) publicada pelo dr. Anderson, no qual os três Graus são reconhecidos: Primeiro Grau, o de Aprendiz; Segundo Grau, o de Companheiro; Terceiro Grau, o de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1744 — O Arco Real sendo trabalhado, pela primeira vez, como uma cerimônia em separado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1751 — Uma “Grande Loja da Inglaterra” é formada em concordância à antiga Instituição. Os seus Membros se autodenominavam “York”, “Atholl”, ou “Antigos”. “York” porque diziam preservar as verdadeiras tradições, tal como os Maçons da velha Loja de York, das Lojas Operativas e das suas Antigas Instruções; “Atholl” em razão de seu Grão-Mestre, o Duque de Atholl; e “Antigos” por se declararem bem mais antigos do que os “Modernos”. Uma guerra aberta foi declarada pelos “Modernos” (Grande Loja original, de 1717) aos “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1755 — Publicada a Edição Revisada do Livro de Constituições (“Modernos”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1756 — Laurence Dermott publica o primeiro Livro de Leis, ou Constituição dos “Antigos”, sob o título de Ahiman Rezon or a Help to a Brother (mais corretamente: Voluntary Brethren)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1766 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1769 — Primeiro Registro da Maçonaria da Marca em um Corpo de Maçonaria Especulativa; aparece nas Atas de Abertura do Capítulo da Amizade, ora com o nº 257, em Portsmouth; presente o Pró-Grão-Mestre Thomas Dunckerley, que investiu diversos Irmãos como Maçons da Marca, fazendo com que cada um deles fizesse a sua “Escolha da Marca”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1776 — Sagração do ‘Freemasons’ Hall, na Great Queen Street, Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1781 — HRH Henry Frederick – Duque de Cumberland, é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1789 — Os “Modernos” elaboram um detalhado Ritual de ensinamento moral, baseado no LSE e em seu primeiro Livro de Constituições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1790 — HRH George – Príncipe de Gales (posteriormente, Rei George IV), é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1809 — Uma base de acordo encontrada entre “Modernos” e “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1813 — HRH George, príncipe regente (posteriormente, rei George IV) renuncia ao Grão-Mestrado, assumindo o título de Grão- Patrono. O HRH duque de Sussex é eleito Grão-Mestre. Sessão de União de “Modernos” e “Antigos”. Em 25 de novembro, o HRH Grão-Mestre duque de Sussex, e o HRH duque de Kent — Grão-Mestre da Grande Loja Antiga ou Atholl, assinam os Artigos da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1851 — A Loja de Mestres da Marca Bon-Accord realizam a sua primeira Sessão em Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1856 — Formação da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1857 — Lorde Leigh, Primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fraternalmente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wagner Veneziani Costa&lt;br /&gt;
Grão-Mestre da Grande Loja da Marca&lt;br /&gt;
do [[Grande Oriente do Brasil]] – GOB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=3_Anos_do_Teoria_da_Conspira%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=5453</id>
		<title>3 Anos do Teoria da Conspiração</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=3_Anos_do_Teoria_da_Conspira%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=5453"/>
		<updated>2010-10-30T19:59:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Dia 1 de Agosto completamos 3 anos de existência do Teoria da Conspiração.&lt;br /&gt;
Seguem algumas curiosidades estatísticas para vocês:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Blogs&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* No Sedentário: 172 Posts, 17.154 Comentários, 4,644,720 conspiradores.&lt;br /&gt;
* No Wordpress: 152 Posts, 1.838 comentários, 443,220 conspiradores.&lt;br /&gt;
* No deldebbio.com.br: 721 Posts, 14.718 comentários, 2,620,457 conspiradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Sedentário, apesar do TdC ser responsável por 2,6% dos posts do site, temos 12,63% dos comentários e quase 9% do total de pageviews. Tirando a imbatível categoria de “delicinhas”, somos a coluna mais lida e comentada do blog (e uma das mais movimentadas de toda a blogosfera).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Formspring&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 1.002 perguntas sobre ocultismo respondidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Wikipedia de Ocultismo&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 1.250 verbetes (com 612 fotos), com 114.307 pageviews.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Twitter, Orkut…&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 2.400 followers, 2.593 pessoas na comunidade do TdC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Textos em PDF no Scribd&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* No www.scribd.com/deldebbio – 124 uploads, 107.482 reads, 13.866 downloads&lt;br /&gt;
* No www.scribd.com/teoriadaconspiracao – 47 uploads, 28.107 reads, 3.908 downloads&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Projeto Mayhem&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 1.231 membros, 2.365 tópicos espalhados em 147 comunidades; 260 postagens de blogs dos participantes, com mais de 2.662 fotos e 470 vídeos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Hospitalaria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 465 mapas e 331 sigilos pessoais, totalizando o equivalente a 1.261 cestas básicas, entregues a mais de 60 instituições de caridade diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pensar que todo esse povo poderia agora estar indo pra Igreja… quantos Carros Zeros arrancamos das mãos dos pastores…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Jardim_Filosofal&amp;diff=5451</id>
		<title>O Jardim Filosofal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Jardim_Filosofal&amp;diff=5451"/>
		<updated>2010-10-30T19:45:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vocês estão convidados para o lançamento do livro O JARDIM FILOSOFAL – Filosofia de Deuses e Demônios, com sessão de autógrafos com o autor, [[Adriano Camargo Monteiro]],na Bienal do Livro de São Paulo, dia 16 de agosto de 2010, às 19 horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste seu quarto livro pela Madras Editora, Adriano Camargo Monteiro discorre de maneira filosófica, porém inteligível, sobre aquilo que é supostamente considerado proibido e perigoso, fazendo um jogo de ideias apológicas e críticas com os conceitos de certo e errado, de mal e bem, de demoníaco e divino, de bestial e humano, etc. Com uma linguagem vivaz e estimulante que funde o metafórico com o literal, o mítico com o real e o metafísico com o material, a obra aborda questões importantes da atual sociedade e alguns dos principais tabus da civilização, procurando mostrar sua causa e sua influência nas principais esferas da vida. Nesta obra, o autor também propõe os meios para que os indivíduos libertem sua mente: pelo discernimento, pelo autodesenvolvimento, pela busca do conhecimento, pelo verdadeiro amor à sabedoria, pela fruição do prazer sadio e gratificante, pela expansão da consciência e pela vivência da filosofia draconiana. Visando ao estímulo psicomental do leitor, esta obra reprova a ignorância e faz também uma exaltada apologia ao conhecimento, aos livros, à cultura e às manifestações de Sofia, ou seja, a sabedoria na ciência, na filosofia, nas artes e na vida para a experiência da consciência individual e para a evolução pessoal.&lt;br /&gt;
Estarei lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Ordens Iniciáticas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_1&amp;diff=5450</id>
		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 1</title>
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		<updated>2010-10-30T19:44:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nosso século é de preferência a qualquer outro o mais notável para o observador imparcial e sereno. Por toda parte existe fermentação tanto na alma como no coração do homem; encontra-se a cada passo o combate da luz e das trevas, de idéias mortas e idéias vivas, da vontade morta e inerte com a força viva e ativa; se vê por todo lado enfim, a guerra entre o homem animal e o homem espiritual que desperta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Homem natural renuncia às tuas últimas forças; até teu próprio combate revela a tua natureza superior que repousa em teu seio. Presentes a tua dignidade, tu a sentes mesmo; porém tudo é ainda obscuro ao teu redor e a lâmpada da tua pálida razão não é suficiente para iluminar os objetos aos quais deverias aspirar.&lt;br /&gt;
Diz-se que vivemos no século das luzes e seria mais justo dizer que vivemos no século do crepúsculo: aqui e ali, o raio luminoso penetra através da nuvem das trevas, mas ele não ilumina ainda com toda a sua pureza nossa razão e nosso coração. Os homens não estão de acordo sobre as suas concepções: sábios disputam; e onde há disputa, não existe a luz nem se conhece a verdade.&lt;br /&gt;
Os objetos mais importantes para a humanidade são ainda indeterminados. Não se está de acordo nem sobre o princípio da razão, nem sobre o princípio da moralidade ou do móbil da vontade. Isto prova que mau grado estejamos na grande época das luzes, ainda não sabemos bem o que ela representa em nosso cérebro e em nosso coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria possível que nós soubéssemos tudo isto mais cedo, se não imaginássemos que temos já a flama do conhecimento em nossas mãos, ou se pudéssemos lançar um olhar sobre a nossa fraqueza e reconhecer que ainda nos falta uma luz mais elevada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nós vivemos nos tempos da idolatria da razão, depositamos uma tocha sobre o altar, proclamamos em altas vozes que a aurora está despontando e que por toda parte o dia aparece realmente, e deste modo o mundo se eleva cada vez mais da obscuridade à luz e a perfeição, pelas artes, as ciências, gosto refinado ou mesmo por uma perfeita compreensão da religião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pobres homens! até onde haveis exaltado a felicidade dos homens?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existiu jamais um século que tivesse custado tantas vítimas como o presente? Existiu jamais um século no qual a imoralidade e o egoísmo tenham predominado mais do que neste? Conhece-se a árvore pelos seus frutos.&lt;br /&gt;
Insensatos!… Com o vosso falso raciocínio… onde obtivesses a luz com a qual quereis esclarecer os outros? Será que todas as vossas idéias não são tiradas dos sentidos, que não vos dão qualquer verdade mas somente os fenômenos externos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo aquilo que dá o conhecimento no tempo e no espaço não é relativo? Tudo aquilo que nós podemos chamar verdadeiro, não é apenas uma verdade relativa?… Não se pode achar a verdade absoluta na esfera dos fenômenos externos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim sendo, vosso raciocínio não possui a “Essencialidade” mas somente a aparência da verdade e da Luz; assim é que, quanto mais esta aparência aumenta e se expande, mais a “Essência da luz” decresce no interior, e o homem se perde na aparência e tateia para atingir as fantásticas imagens despidas de realidade.&lt;br /&gt;
A filosofia do nosso século eleva a fraca razão natural a objetividade independente; atribuindo-lhe mesmo um poder legislativo, isentando-a de uma autoridade superior. Torna-a autônoma e a diviniza, suprimindo entre Deus e ela toda relação, toda comunicação, e esta razão deificada, que não tem outra lei que a sua própria, deve governar os homens e torná-los felizes!… As trevas devem expandir a luz!… A pobreza deve dar a riqueza!… E a morte deve dar a vida!…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade conduz os homens à felicidade… Podeis vós dá-la?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que, vós chamais verdade é uma forma de concepção vazia de substância cujo conhecimento foi adquirido externamente, pelos sentidos; o entendimento coordena-os por uma síntese das relações observadas em ciência ou em opiniões. Vós não tendes absolutamente verdade material, o princípio espiritual e material é para vós um Número.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirais das Escrituras e da tradição a verdade moral, teórica e prática; mas como a individualidade é o princípio de vossa razão, e o egoísmo é o móbil da vossa vontade, não vedes a vossa luz interior, a lei moral que governa todas as coisas, ou a rechaçais com a vossa vontade. É até lá que as luzes atuais foram conduzidas. A individualidade sob o manto da hipocrisia filosófica, é a filha da corrupção.&lt;br /&gt;
Quem pode afirmar que o sol está em pleno meio dia, se nenhum raio luminoso alegra a terra e nenhum calor vivifica as plantas? Se a sabedoria não melhora os homens e o amor não os torna mais felizes, bem pouca coisa se fez ainda para o todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh! se somente o homem natural ou o homem dos sentidos pudesse perceber que o principio de sua razão e o móbil de sua vontade, são somente a individualidade, e que por isto mesmo, ele devia ser extremamente miserável, procuraria um princípio mais elevado no seu interior, e aproximar-se-ia da única fonte que pode saciar a todos, porque ela é a “Sabedoria na sua própria essência”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
J.C. é a Sabedoria, a Verdade e o Amor. Como Sabedoria Ele é o princípio da razão, a fonte do conhecimento, a mais pura. Como Amor Ele é o princípio da moralidade, o móbil essencial e puro da vontade.&lt;br /&gt;
O Amor e a Sabedoria engendram o Espírito da Verdade, a luz interior, esta luz ilumina em nós os objetos sobrenaturais e os torna objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É inconcebível observar até que ponto o homem cai no erro quando ele abandona as verdades simples da fé, e a elas opõe a sua própria opinião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso século procura definir cerebralmente o princípio da razão e da moralidade, ou do móbil da vontade; se os senhores sábios estivessem atentos, veriam que estas coisas encontrariam melhor resposta no coração do homem, mais simples, que em todos os seus brilhantes raciocínios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cristão prático encontra este móbil da vontade, princípio de toda imoralidade, objetiva e realmente no seu coração e este móbil se exprime na seguinte fórmula:&lt;br /&gt;
“Ama a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”.&lt;br /&gt;
O amor de Deus e do próximo é, o móbil da vontade do cristão; e a essência do próprio amor é Jesus Cristo em nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que o princípio da razão é a sabedoria em nós; e, a essência da sabedoria, a sabedoria em sua substância é ainda J.C. – a Luz do Mundo. Assim encontramos nele o principio da razão e da moralidade.&lt;br /&gt;
Tudo o que eu digo aqui não é, uma extravagância hiperfísica, é a realidade, a verdade absoluta que cada um pode comprovar experimentalmente desde que recebe em si o princípio da razão e da moralidade, J.C. como sendo a Sabedoria e o Amor essenciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a visão do homem dos sentidos é profundamente inapta para captar a base absoluta de tudo aquilo que é verdadeiro o transcendental. Mesmo a razão que nós queremos elevar hoje sobre o trono como legisladora, é tão somente a razão dos sentidos, cuja luz difere da luz transcendental, como a fosforescência do fogo-fátuo difere do esplendor do sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade absoluta não existe para o homem dos sentidos mas somente para o homem interior e espiritual que possui um sensorium próprio; ou, para dizer mais precisamente, que possui sentido interior para perceber a verdade absoluta do mundo transcendental; um sentido espiritual que percebe os objetos espirituais tão naturalmente em objetividade, como o sentido exterior percebe os objetos exteriores.&lt;br /&gt;
Este sentido interior do homem espiritual, este sensorium de um mundo metafísico não é, infelizmente ainda conhecido de todos, é um mistério do reino de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A incredulidade atual para todas as coisas onde a razão dos nossos sentidos não encontra ponto de objetividade sensível, é a causa que nos faz desconhecer as verdades, as mais importantes para o homem.&lt;br /&gt;
Mas, como poderia ser de outra forma? Para ver é necessário ter olhos; para ouvir, ouvidos. Todo objeto sensível requer seu sentido. Assim é que o objeto transcendental requer também seu sensorium, – e este mesmo sensorium está fechado para a maioria dos homens. Desta forma o homem dos sentidos julga o mundo metafísico como o cego julga as cores, e como o surdo julga o som.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe um princípio objetivo e substancial da razão e um móbil objetivo e substancial da vontade. Estes dois conjuntos formam o novo princípio da vida cuja imoralidade, é essencialmente inerente. Esta substância pura da razão e da vontade reunidas é o divino e o humano em nós; J.-C. a Luz do mundo que deve entrar em relação direta conosco para ser realmente conhecida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este conhecimento real é a fé viva onde tudo se passa em espírito e em verdade.&lt;br /&gt;
Assim, deve existir necessariamente para essa comunicação um sensorium organizado e espiritual, um órgão espiritual e interior, susceptível de receber essa luz, mas que está fechado na maioria dos homens pela espessura dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse órgão interior é o sentido intuitivo do mundo transcendental, e antes que esse sentido de intuição seja aberto em nós, não podemos ter nenhuma certeza objetiva da verdade mais elevada. Este órgão foi fechado por conseqüência da queda, que atirou o homem no mundo dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A matéria grosseira que envolve esse sensorium interior é uma catarata, ou véu que cobre a visão interior, tornando a visão exterior inapta à visão do mundo espiritual. Esta mesma natureza ensurdece nosso ouvido interior, de maneira que não ouvimos mais os sons do mundo metafísico; ela paralisa nossa língua interior, de maneira que nós não podemos mais nem mesmo balbuciar as palavras de força do espírito que pronunciávamos outrora pelas quais nós governávamos a natureza exterior e os elementos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abertura desse sensorium espiritual é o mistério do Novo Homem, o mistério da Regeneração e da união a mais íntimo do homem com Deus; é a meta mais elevada da religião aqui em baixo, desta religião cuja finalidade mais sublime é de unir os homens a Deus em Espírito e Verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos facilmente perceber por meio disto, porque a religião tende sempre à sujeição do homem material. Ela age assim porque quer tornar o homem espiritual dominante, afim de que o homem espiritual ou verdadeiramente racional governe o homem dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filósofo sente também esta verdade; seu erro somente consiste em não conhecer o Verdadeiro princípio da razão e querer colocar em seu lugar a sua individualidade, sua razão dos sentidos.&lt;br /&gt;
Como o homem possui em seu interior um órgão espiritual e um sensorium para receber o principio real da razão ou a Sabedoria divina, e o móbil real da vontade, ou o Amor divino, ele possui também no seu exterior, um sensorium físico e material para receber “a aparência” da, luz e da verdade. Como a natureza exterior não possui a verdade absoluta, mas somente a verdade relativa do mundo fenomenal, assim também a razão humana não pode mais adquirir verdades inteligíveis, mas somente a aparência do fenômeno que apenas excita nela, para móbil de sua vontade, a concupiscência, no que consiste a corrupção do homem sensorial e a degradação da natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sensorium externo do homem é composto de matéria corruptível, enquanto que o sensorium interior tem por substrato fundamental, substância incorruptível, transcendental e metafísica.&lt;br /&gt;
O primeiro é causa de nossa depravação e nossa mortalidade; o segundo é o princípio de nossa incorruptibilidade e imortalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos domínios da natureza material e corruptível, a mortalidade esconde a imortalidade e a causa de nosso estado miserável é a matéria corruptível e perecível. Para que o homem seja libertado desta angústia, é necessário que o princípio imortal e incorruptível que está em seu íntimo se exteriorize e absorva o princípio corruptível, a fim de que o invólucro dos sentidos seja destruído e que o homem possa aparecer na sua pureza original.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este invólucro da natureza sensível é uma substância essencialmente corruptível, que se encontra em nosso sangue, forma as ligações da carne e escraviza nosso espírito imortal a essa carne mortal.&lt;br /&gt;
É possível romper mais ou menos esse envoltório em cada homem e em conseqüência conceder a seu espírito, uma liberdade mais ampla, para que ele chegue a um conhecimento mais preciso do mundo transcendental.&lt;br /&gt;
Há três graus sucessivos de abertura em nosso sensorium espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro apenas nos eleva ao plano moral e o mundo transcendental, aí age em nós por impulsos interiores, chamados inspirações.&lt;br /&gt;
O segundo grau, mais elevado, abre nosso sensorium para a recepção do espiritual e do intelectual, e o mundo metafísico age em nós por iluminações interiores.&lt;br /&gt;
O terceiro é mais alto grau – o mais raramente alcançado – desperta o homem interior por completo. Ele nos revela o Reino do Espírito e nos torna susceptíveis de experimentar objetivamente as realidades metafísicas e transcendentais; daí todas as visões são explicadas fundamentalmente. Assim sendo, nós temos no interior, o sentido e a objetividade, como no exterior. Somente os objetos e os sentidos são diferentes. No exterior, existe o móbil animal e sensual que age sobre nós, e a matéria corruptível dos sentidos sofre a ação. No interior, é a substância indivisível e metafísica que se introduz em nós, e o ser incorruptível e imortal do nosso espírito recebe suas influências. Mas, em geral, no interior, as coisas se passam tão naturalmente como no exterior; a lei é por toda parte a mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, como o espírito, ou nosso homem interior tem um senso completamente diferente e uma outra objetividade do homem natural, não devemos de maneira alguma surpreender-nos que ele fique um enigma para os sábios do nosso século, que não conhecem estes sentidos, e não tiveram jamais a percepção objetiva do mundo transcendental e espiritual. Eis aí porque eles medem o sobrenatural com a medida dos sentidos, confundem a matéria corruptível com a substância incorruptível, e seus julgamentos são necessariamente falsos sobre um assunto para a percepção do qual eles não possuem nem sentidos nem objetividade, e, por conseguinte, nem verdade relativa nem verdade absoluta. No que concerne as verdades que anunciamos aqui, temos que agradecer infinitamente à filosofia de Kant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kant incontestavelmente provou que a razão em seu estado natural, não sabe absolutamente nada do sobrenatural, do espiritual e do transcendental, e que ela nada pode conhecer, nem analiticamente, nem sinteticamente, e que assim sendo, ela não pode provar nem a possibilidade nem a realidade dos espíritas, das almas e de Deus.&lt;br /&gt;
Isto é uma grande verdade, elevada e benéfica para os nossos tempos; é verdade que São Paulo já a havia estabelecido (primeira epístola aos Coríntios Cap. I, V. 2-24); mas a filosofia pagã dos sábios cristãos soube ignorá-la até Kant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O benefício desta, verdade é duplo. Primeiramente ela põe limites intransponíveis ao sentimento, ao fanatismo e à extravagância da razão carnal.&lt;br /&gt;
Em seguida põe na mais resplandecente luz a necessidade e a divindade da Revelação. O que prova que a nossa razão humana, em seu estado obtuso não tem nenhuma fonte objetiva para o sobrenatural sem a revelação; nenhuma fonte para instruir-se de Deus, do mundo espiritual, da alma e da sua imortalidade; de onde se segue que seria absolutamente impossível sem revelação, saber ou conjeturar nada sobre essas coisas.&lt;br /&gt;
Por isto nós somos devedores a Kant por ter provado nos nossos dias aos filósofos, corno já o havia sido desde muito tempo em escola mais elevada da comunidade da Luz, que “SEM REVELAÇÃO, NENHUM CONHECIMENTO DE DEUS E NENHUMA DOUTRINA SOBRE A ALMA SERIAM POSSÍVEIS”.&lt;br /&gt;
Por onde, é claro que uma revelação universal deve servir de base fundamental a todas as religiões de mundo.&lt;br /&gt;
Assim, segundo Kant está provado que o mundo inteligível é inteiramente inacessível à razão natural, e que Deus habita uma luz na qual nenhuma especulação da razão limitada pode penetrar.&lt;br /&gt;
Desta forma o homem dos sentidos ou homem natural não tem nenhuma objetividade do transcendental; daí, à revelação de verdades mais elevadas lhe é necessária e por isto também a fé na revelação, porque a fé lhe dá os meios de abrir seu sensorium interior, pelo qual as verdades inacessíveis ao homem natural lhe podem ser perceptíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É perfeitamente plausível que com os novos sentidos possamos adquirir novas realidades. Estas realidades existem já, mas nós não as distinguimos porque nos falta o órgão da receptividade.&lt;br /&gt;
É assim que, embora as cores existam, o cego não as vê; o som também existe, mas o surdo não o escuta. Não devemos procurar a falta no objeto perceptível mas no órgão receptor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o desenvolvimento de um novo órgão nós temos uma nova percepção, novas objetividades.&lt;br /&gt;
O mundo espiritual não existe para nós porque o órgão que o torna objetivo em nós não está desenvolvido. Com o desenvolvimento deste novo órgão, a cortina levanta-se imediatamente, o véu impenetrável até o momento, é rasgado, a nuvem à frente do santuário é dissipada, um novo mundo surge num relance para nós; as vendas tombam dos olhos e nós somos, no mesmo instante, transportados da legião dos fenômenos para a da verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só Deus é Substância, Verdade absoluta, Ele só é aquele que É, e nós somos aquilo que Ele nos fez.&lt;br /&gt;
Para Ele, tudo existe na unidade; para nós, tudo existe na multiplicidade.&lt;br /&gt;
Muitos homens não têm a menor idéia deste despertar do sensorium interior como também não a têm para o “objeto” verdadeiro e interior da “Vida do Espírito”, que não conhecem; nem sequer pressentem de nenhuma maneira.&lt;br /&gt;
Daí, ser-lhes impossível saber que se pode perceber o espiritual e o transcendental e que se pode ser levado ao sobrenatural até à visão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdadeira edificação do templo consiste unicamente em destruir a miserável cabana adâmica e construir a templo da divindade; isto é, em outros termos, desenvolver em nós o sensorium interior ou órgão que recebe Deus; depois deste desenvolvimento, o principio metafísico e incorruptível reina sobre o princípio terrestre e o homem começa a viver, não mais no princípio do amor próprio, mas no Espírito e na Verdade de que ele é o templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei moral passa então a ser amor ao próximo e, o mais puro, enquanto que, ela não é para o homem natural exterior dos sentidos, senão uma simples forma de pensamento; e o homem espiritual regenerado no espírito, vê tudo no ser, do qual o homem natural tem somente formas vazias do pensamento, o som vazio, os símbolos e a letra, que são todos imagens mortas, sem o espírito interior.&lt;br /&gt;
O fim mais elevado da religião é a união a mais íntima do homem com Deus, e esta união já é possível mesmo aqui em baixo, mas ela não o é senão pela abertura de nosso sensorium interior e espiritual que torna nosso coração susceptível de receber Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí estão os grandes mistérios dos quais a nossa filosofia não duvida, e cuja chave não pode ser encontrada entre os sábios de escola.&lt;br /&gt;
Contudo sempre existiu uma escola mais elevada, à qual este depósito de toda ciência foi confiado, e esta escola era a comunidade interior e luminosa do Senhor, a sociedade dos Eleitos que se propagou, sem interrupção, desde o primeiro dia da criação até aos tempos presentes; seus membros, é verdade, estão dispersas pelo mundo, mas eles estiveram sempre unidos por um espírito e por urna verdade, e não tiveram jamais senão um só conhecimento, uma única fonte de verdade, um senhor, um doutor e um mestre, em que reside substancialmente a plenitude Universal de Deus, e que os iniciou, Ele só, nos mistérios elevados da natureza e do Mundo Espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz foi denominada em todos os tempos a Igreja invisível e interior, ou a comunidade, a mais antiga, da qual nós vos falaremos mais detalhadamente na próxima carta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Jardim_Filosofal&amp;diff=5449</id>
		<title>O Jardim Filosofal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Jardim_Filosofal&amp;diff=5449"/>
		<updated>2010-10-30T19:43:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Ordens Iniciáticas&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vocês estão convidados para o lançamento do livro O JARDIM FILOSOFAL – Filosofia de Deuses e Demônios, com sessão de autógrafos com o autor, [[Adriano Camargo Monteiro]],na Bienal do Livro de São Paulo, dia 16 de agosto de 2010, às 19 horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste seu quarto livro pela Madras Editora, Adriano Camargo Monteiro discorre de maneira filosófica, porém inteligível, sobre aquilo que é supostamente considerado proibido e perigoso, fazendo um jogo de ideias apológicas e críticas com os conceitos de certo e errado, de mal e bem, de demoníaco e divino, de bestial e humano, etc. Com uma linguagem vivaz e estimulante que funde o metafórico com o literal, o mítico com o real e o metafísico com o material, a obra aborda questões importantes da atual sociedade e alguns dos principais tabus da civilização, procurando mostrar sua causa e sua influência nas principais esferas da vida. Nesta obra, o autor também propõe os meios para que os indivíduos libertem sua mente: pelo discernimento, pelo autodesenvolvimento, pela busca do conhecimento, pelo verdadeiro amor à sabedoria, pela fruição do prazer sadio e gratificante, pela expansão da consciência e pela vivência da filosofia draconiana. Visando ao estímulo psicomental do leitor, esta obra reprova a ignorância e faz também uma exaltada apologia ao conhecimento, aos livros, à cultura e às manifestações de Sofia, ou seja, a sabedoria na ciência, na filosofia, nas artes e na vida para a experiência da consciência individual e para a evolução pessoal.&lt;br /&gt;
Estarei lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Ordens Iniciáticas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_2&amp;diff=5447</id>
		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_2&amp;diff=5447"/>
		<updated>2010-10-30T19:41:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário, meus caríssimos irmão no Senhor, dar-vos uma idéia pura da Igreja interior, desta “Comunidade Luminosa de Deus”, que está dispersada através do mundo; mas que é governada pela verdade e unida pelo espírito.&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz existe desde o primeiro dia da criação do mundo, e sua existência permanecerá até o último dia dos tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é a sociedade dos eleitos que distinguem a luz nas trevas, separando-a em sua essência.&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz possui uma escola na qual o próprio Espírito de Sabedoria instrui àqueles que têm sede de luz; e todos os mistérios de Deus e da natureza são conservados nesta escola pelos filhos da luz. O conhecimento perfeito de Deus, da natureza e da humanidade, são os objetos do ensinamento desta escola. É dela que todas as verdades vêm ao mundo; ela foi a escola dos profetas e de todos aqueles que procuram a sabedoria; e é somente nesta comunidade que se encontra a verdade e a explicação de todos os mistérios. Ela é a comunidade mais íntima e possui membros de todo o universo, eis as idéias que se podem ter dela. Em todos os tempos, o exterior tinha por base um interior do qual não era mais do que a expressão e o plano.&lt;br /&gt;
Assim é que, em todas as eras, existiu uma assembléia íntima, a sociedade dos eleitos, a sociedade daqueles mais capazes para a luz e que a procuravam; esta sociedade íntima era chamada o Santuário interior ou a Igreja interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os símbolos, cerimônias e ritos que possui a Igreja exterior, correspondem à letra da qual o espírito e a verdade se acham na Igreja interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a Igreja interior é uma sociedade cujos membros estão espalhados por todo o mundo, mas ligados intimamente pelo espírito do amor e da verdade, ocupada sempre na construção do grande templo para a regeneração da humanidade, pela qual o reino de Deus há de se manifestar. Esta sociedade reside na comunhão daqueles que estão mais aptos para receber a luz, ou dos eleitos.&lt;br /&gt;
Estes eleitos estão unidos pelo espírito e a verdade e o seu chefe é a própria Luz do Mundo, Jesus Cristo, o eleito da luz, o mediador único da espécie humana, o Caminho, a Verdade e a Vida; a luz primitiva, a sabedoria, o único “meio” pelo qual os homens podem retornar a Deus.&lt;br /&gt;
A Igreja interior nasceu logo após a queda do homem e recebeu de Deus, imediatamente, a revelação dos meios pelos quais a espécie humana caída seria reintegrada na sua dignidade, e libertada de sua miséria. Ela recebeu o depósito primitivo de todas as revelações e mistérios; ela recebeu a chave da verdadeira ciência, tanto divina como natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas quando os homens se multiplicaram, a fragilidade e fraqueza inerentes a espécie impuseram um culto exterior para ocultar a sociedade interior e encobrir pela letra o espírito e a verdade. Porque a coletividade, a multidão, o povo, não eram capazes de compreender os grandes mistérios interiores e constituiria um perigo demasiado grande confiar o mais santo aos incapazes, encobriram as verdades interiores nas cerimônias exteriores e sensíveis, para que o homem, pelo sensível e o exterior que é o símbolo do interior, se tornasse gradativamente capaz de aproximar-se mais das verdades internas do espírito.&lt;br /&gt;
Mas a essência sempre foi confiada àquele que, no seu tempo, tinha mais aptidões para receber a luz; e somente esse era o possuidor do depósito primitivo como Sumo sacerdote do Santuário.&lt;br /&gt;
Quando se tornou necessário que as verdades interiores fossem simbolizadas nas cerimônias exteriores, por causa da fraqueza dos homens que não eram capazes de suportar a vista da luz, o culto, exterior nasceu, mas ele foi sempre o tipo e o símbolo do interior, quer dizer, o símbolo da verdadeira homenagem feita a Deus “em espírito e verdade”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença entre o homem espiritual e o homem animal, ou entre o homem racional e o homem dos sentidos, obrigou as formas exterior e interior.&lt;br /&gt;
As verdades internas ou espirituais manifestaram-se envoltas em símbolos e cerimônias, para que o, homem animal ou dos sentidos pudesse despertar e ser conduzido pouco a pouco, às verdades interiores.&lt;br /&gt;
Portanto, o culto exterior é uma representação simbólica das verdades interiores, das verdadeiras relações do homem com Deus antes e após a queda, no estado de sua dignidade, de sua reconciliação e de sua mais perfeita união. Todos os símbolos do culto exterior estão construídos sobre estas três relações fundamentais.&lt;br /&gt;
O cuidado do exterior era a ocupação dos sacerdotes, e cada pai de família estava, nos tempos primitivos, encarregado deste ofício. As primícias dos frutos e as primeiras crias dos animais eram oferecidas a Deus; os primeiros simbolizando que tudo o que nos alimenta e nos conserva vem Dele; e os segundos simbolizando que o homem animal deve morrer para dar lugar ao homem espiritual e racional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A adoração exterior de Deus não deveria jamais separar-se da adoração interior; mas como a fraqueza do homem leva-o facilmente a esquecer o espírito para agarrar-se à letra, o Espírito de Deus despertou sempre, entre todas as nações, naqueles que tinham as aptidões necessárias para a luz, e serviu-se deles, como seus agentes, para espalhar por todo o mundo a verdade e a luz, segundo a capacidade dos homens a fim de vivificar a letra morta pelo espírito e a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por estes instrumentos divinos, as verdades interiores do santuário eram levadas às nações mais longínquas, e modificadas simbolicamente, segundo os hábitos, capacidade de cultura, clima e receptividade.&lt;br /&gt;
De maneira que os tipos exteriores de todas as religiões, seus cultos, suas cerimônias e seus livros santos, em geral, têm quase claramente por objeto as verdades interiores do santuário, pelas quais a humanidade será conduzida somente no devido tempo, à universalidade do conhecimento da verdade única.&lt;br /&gt;
Quanto mais o culto exterior de um povo permaneceu unido ao espírito das verdades interiores, mais a sua religião foi pura; quanto mais a letra simbólica se separou do espírito interior, mais a religião se tornou imperfeita, até a ponto de degenerar entre alguns, em politeísmo, quando a letra exterior perdeu completamente seu espírito interior e não restou mais de que o cerimonial exterior sem alma e sem vida.&lt;br /&gt;
Quando os germens das verdades mais importantes puderam ser levados aos povos pelos agentes de Deus, Ele escolheu um povo determinado para erigir um símbolo vivo, destinado a mostrar como Ele queria governar toda a espécie humana em seu estado atual, e conduzi-la à sua mais alta purificação e perfeição.&lt;br /&gt;
Deus próprio deu a seu povo a sua legislação exterior religiosa; e, como signo de sua verdade, entregou-lhe todos os símbolos e todas as cerimônias que continham a essência das verdades interiores e grandiosas do santuário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus consagrou essa igreja exterior em Abraão, deu-lhe os mandamentos por Moisés, e assegurou-lhe sua mais alta perfeição pela dupla missão de Jesus Cristo, no princípio, vivendo pessoalmente na pobreza e no sofrimento, e depois pela comunhão de seu espírito na glória do ressuscitado.&lt;br /&gt;
Mas, como o próprio Deus deu os fundamentos da Igreja exterior, a totalidade dos símbolos do culto exterior formou a ciência do templo, ou dos sacerdotes daqueles tempos, e, todos os mistérios das verdades mais santas e interiores tornaram-se exteriores pela revelação.&lt;br /&gt;
O conhecimento científico deste simbolismo santo, era a ciência de religar Deus ao homem caído, e daí a religião recebeu seu nome como sendo a doutrina que liga o homem, separado e afastado de Deus, a Deus que é sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vê-se facilmente por esta idéia pura do nome religião em geral, que a unidade da religião está no santuário íntimo, e que a multiplicidade das religiões exteriores não pode jamais alterar nem enfraquecer esta unidade que é a base de todo exterior.&lt;br /&gt;
A sabedoria do templo da antiga aliança era governada pelos sacerdotes e pelos profetas.&lt;br /&gt;
O exterior, a letra do símbolo, o hieróglifo; eram confiados aos sacerdotes.&lt;br /&gt;
Os profetas tinham a seu cuidado o interior, o espírito e a verdade, e sua função era a de conduzir sempre os sacerdotes da letra ao espírito, quando lhes acontecia esquecer o espírito e agarrar-se à letra.&lt;br /&gt;
A ciência dos sacerdotes era a do conhecimento dos símbolos exteriores.&lt;br /&gt;
A ciência dos profetas era a posse prática do espírito e da verdade destes símbolos. No exterior a letra; no interior o espírito vivificante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existia também, na antiga aliança, uma escola de sacerdotes e uma escola de profetas.&lt;br /&gt;
A dos sacerdotes ocupava-se dos emblemas e a dos profetas das verdades que estavam encerradas sob os emblemas. Os sacerdotes estavam de posse exterior da Arca, dos pães da proposição, do candelabro, do maná, da vara de Aarão, e os profetas estavam de posse das verdades interiores e espirituais que eram representadas exteriormente pelos símbolos dos quais vimos falar.&lt;br /&gt;
A Igreja exterior da antiga aliança era visível; a Igreja interior era sempre invisível, devia ser invisível, e entretanto governar tudo, porque somente a ela estavam confiados o poder e a força.&lt;br /&gt;
Quando o culto exterior abandonava o interior, caia, e Deus provava por uma continuidade das mais notáveis ocorrências, que a letra não pode subsistir sem o espírito; que ela somente é dada para conduzir ao espírito, tornando-se inútil e mesmo rejeitada de Deus, se abandona sua finalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como o espírito da natureza se espalha nas profundezas mais estéreis para vivificar, para conservar e para dar desenvolvimento a tudo que lhe é susceptível, assim também o espírito da luz se espalha no interior de todas as nações, para animar completamente a letra morta pelo espírito vivo.&lt;br /&gt;
É assim que encontramos um Jó entre os idólatras, um Melquisedeck entre as nações estrangeiras, um José entre os sacerdotes egípcios, e Moisés no país de Madian, como prova palpável de que a comunidade interior daqueles que são capazes de receber a luz, estava unida pelo espírito e pela verdade em todos os tempos e entre todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A todos esses agentes de luz da comunidade interior e única, uniu-se o mais importante de todos os agentes, o próprio Jesus Cristo, no meio do tempo como um rei-sacerdote; segundo a ordem de Melquisedeck,&lt;br /&gt;
Os agentes divinos da antiga aliança não representaram senão as perfeições particulares de Deus; no decorrer dos tempos uma ação poderosa devia produzir-se que mostrasse de uma só vez o todo em Um. Um tipo universal apareceu acentuando a completa unidade, abrindo uma nova porta e destruindo a numerosa servidão humana. A lei do amor começou quando a imagem emanada da própria Sabedoria mostrou ao homem toda grandeza de seu ser, revigorou-o de todas as forças, assegurou-lhe sua imortalidade e elevou seu ser intelectual para tornar-se o verdadeiro templo do Espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este agente maior de todos, este Salvador do mundo, este regenerador universal fixou toda a sua atenção sobre esta verdade primitiva, pela qual o homem pôde conservar sua existência e recobrar a dignidade que possuía.&lt;br /&gt;
Em suas humilhações implantou a base da redenção dos homens e prometeu cumpri-la completamente por seu espírito. Ele mostrou também num perfeito esboço aos seus apóstolos tudo o que devia se passar um dia com seus eleitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele continuou a cadeia da comunidade interior da luz, entre seus eleitos, aos quais enviou o Espírito da Verdade, e confiou-lhes o depósito primitivo mais elevado de todas, as verdades divinas e naturais, em sinal de que eles não abandonariam jamais sua comunidade interior.&lt;br /&gt;
Quando a letra e o culto simbólico da Igreja exterior da antiga aliança, passaram em verdade pela encarnação do Salvador, e foram atestados em sua pessoa, novos símbolos se tornaram necessários para o exterior, que mostrassem segundo a letra, a realização futura ou integral da redenção.&lt;br /&gt;
Os símbolos e os ritos da igreja exterior Cristã foram dispostos segundo estas verdades invariáveis e fundamentais, e anunciaram coisas de uma força e importância que não se podem descrever, nem foram reveladas àqueles que conheciam o santuário intimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este santuário interior permaneceu sempre invariável, ainda que o exterior da religião, ou seja, a letra recebesse no decorrer do tempo e circunstâncias, diferentes modificações, e se afastasse das verdades interiores, que são as que podem conservar o exterior ou a letra.&lt;br /&gt;
O pensamento profano de querer atualizar tudo o que é cristão, e de querer cristianizar tudo o que é político, modificou o edifício exterior, e cobriu com as trevas e a morte o que estava no interior, a luz e a vida. Daí nasceram as divisões e as heresias: o espírito sofístico queria explicar a letra embora já tivesse perdido o espírito da verdade.&lt;br /&gt;
A incredulidade levou a corrupção ao mais elevado grau; até se procurou atacar o edifício do cristianismo em suas primitivas bases, confundindo o interior santo, com o exterior que estava sujeito às fraquezas e à ignorância dos homens frágeis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim nasceu o deísmo, que engendrou o materialismo e viu como uma fantasia toda união do homem com as forças superiores; e por fim nasceu, parte pelo entendimento e parte pelo coração, o ateísmo, último grau de decadência do homem.&lt;br /&gt;
No meio de tudo isto, a verdade permaneceu sempre inquebrantável no interior do santuário.&lt;br /&gt;
Fiéis ao Espírito da verdade que prometeu jamais abandonar a sua comunidade; os membros da Igreja interior viveram em silêncio e em atividade real e uniram a ciência do templo da primitiva aliança ao espírito do Grande Salvador dos homens, a espírito da aliança interior, esperando humildemente o grande momento no qual o Senhor os chamará, e reunirá sua comunidade para dar a toda letra morta a força exterior e a vida.&lt;br /&gt;
Esta comunidade interior da luz é o conjunto de todos aqueles que estão capacitados para receber a luz dos eleitos, e é conhecida sob o nome de “Comunhão dos santos”. O depósito primitivo de todas as forças e de todas as verdades foi confiado em todos os tempos a esta comunidade da luz; que só ela, como disse São Paulo, estava de posse da ciência dos Santos. Por ela os agentes de Deus foram formados em cada época, passaram cio interior, ao exterior, e comunicaram o espírito e a vida à letra morta, como já dissemos anteriormente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz foi em todos os tempos a verdadeira escola do Espírito de Deus; e, considerada como escola, tem sua Cátedra, seu Doutor; possui um livro no qual seus discípulos estudam as formas e os objetos dos ensinamentos, e finalmente um método de estudo.&lt;br /&gt;
Ela tem, também, seus graus pelos quais o espírito pode desenvolver-se sucessivamente e elevar-se sempre cada vez mais.&lt;br /&gt;
O primeiro grau, o menor, consiste no bem moral pelo qual a vontade simples, subordinada a Deus, é conduzida ao bem pelo móbil puro da vontade, quer dizer, Jesus Cristo, que ela recebeu pela fé. Os meios dos quais o espírito desta escola se serve são chamados inspirações.&lt;br /&gt;
O segundo grau consiste no assentimento intelectual, pelo qual a compreensão do homem de bem que está unido a Deus, é coroada com a sabedoria e a luz do conhecimento; e os meios pelos quais o espírito se serve para este grau são chamados iluminações interiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O terceiro grau enfim, e o mais elevado, é o completo despertar do nosso sensorium interno, pelo qual o homem interior alcança a visão objetiva das verdades metafísicas e reais. Este é o grau mais elevado onde a fé se transforma em visões claras e os meios pelos quais o espírito se serve para isso são as visões reais.&lt;br /&gt;
Eis os três graus da verdadeira escola de sabedoria interior, da comunidade interior da luz. O mesmo espírito que aperfeiçoa os homens para esta comunidade, distribui também os graus, pela coação do próprio candidato, devidamente preparado.&lt;br /&gt;
Esta escola da sabedoria foi em todos os tempos, a mais secreta e a mais oculta do mundo, porque ela estava invisível e submissa unicamente à direção divina.&lt;br /&gt;
Ela não esteve jamais exposta aos acidentes do tempo nem às fraquezas dos homens. Porque nela não houve em todos os tempos senão os mais capazes que foram escolhidos pelas suas qualidades, e o Espírito que os escolheu não podia errar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa escola se desenvolveram os germens de todas as ciências sublimes que foram primeiramente recebidas pelas escolas exteriores, e, aí revestiram-se de outras formas verdadeiras algumas vezes tornadas disformes.&lt;br /&gt;
Esta sociedade interior de sábios comunicou, segundo o tempo e as circunstâncias, às sociedades exteriores, seus hieróglifos simbólicos para tornar o homem exterior atento às grandes verdades do interior.&lt;br /&gt;
Porém todas as sociedades exteriores só subsistem enquanto esta sociedade interior lhes comunica seu espírito. No momento em que as sociedades exteriores queriam emancipar-se da sociedade interior e transformar o templo de sabedoria em um edifício político, a sociedade interior retirava-se e nelas ficava somente a letra sem o espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que todas as escolas exteriores secretas da sabedoria foram somente véus hieroglíficos, a verdade mesma permaneceu sempre no santuário para que não pudesse ser jamais profanada.&lt;br /&gt;
Nesta sociedade interior o homem encontra a sabedoria, e com ela tudo; não a sabedoria do mundo que não é senão um conhecimento científico rodeando o invólucro exterior, sem jamais tocar o centro onde residem todas as forças; mas a verdadeira sabedoria, assim como os homens que a ela obedecem.&lt;br /&gt;
Todas as disputas, todas as controvérsias, todos os objetos da falsa prudência do mundo, todos os idiomas estrangeiros, as vãs dissertações, os germens inúteis das opiniões que propagam a semente da desunião, todos os erros, os cismas e os sistemas, dela estão banidos. Não se encontra ali nem calúnias nem maledicências; todo homem é honrado. A sátira, o espírito que gosta de se divertir a custa do próximo, são ali desconhecidos, e somente se conhece o amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A calúnia, este monstro não levanta jamais entre os amigos da sabedoria, sua cabeça de serpente, o respeito mútuo é ali observado rigorosamente; ali não se nota as faltas do próximo nem se lhe fazem criticas sobre defeitos. Caridosamente, conduz-se o viajante ao caminho da verdade, procura-se persuadir, tocar o coração que está em erro, deixando a punição do pecado a clarividência do Mestre da Luz. Alivia-se a necessidade, protege-se a fraqueza, rejubila-se da elevação e da dignidade que o homem adquire.&lt;br /&gt;
A felicidade que é o dom do destino não eleva ninguém sobre o próximo; somente se considera feliz aquele ao qual se apresenta a ocasião de fazer o bem a seu próximo, e todos estes homens, que um espírito de verdade une, formam a Igreja invisível, a sociedade do Reino interior sob um chefe único que é Deus.&lt;br /&gt;
Não se deve imaginar que esta comunidade representa qualquer sociedade secreta que se reúne em certos tempos, escolhendo seus chefes e membros e propondo-se a determinados fins. Todas as sociedades, quaisquer que sejam não vêm senão depois desta comunidade interior da sabedoria; ela não conhece quaisquer formalidades que são a obra dos homens. No reino das forças todas as formas exteriores desaparecem.&lt;br /&gt;
O Próprio Deus é o chefe sempre presente. O homem mais perfeito de seu tempo, o primeiro chefe, não conhece por si mesmo todos os membros; mas no instante em que para a finalidade de Deus se torna necessário esse conhecimento, ele os encontra certamente no mundo para agir em direção a essa finalidade.&lt;br /&gt;
Esta comunidade não tem absolutamente véus exteriores. Aquele que é escolhido para agir perante Deus é o primeiro, apresenta-se aos outros sem presunção, e é recebido por eles sem inveja.&lt;br /&gt;
Se é necessário que verdadeiros membros se unam, eles se encontram e se reconhecem sem dúvida alguma. Não pode existir nenhum disfarce, e nenhum gérmen de hipocrisia ou dissimulação sobre os traços característicos desta comunidade, porque são fora do comum. São arrancadas a máscara e a ilusão, e tudo aparece em sua verdadeira forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nenhum membro pode escolher um outro; o consentimento de todos é requerido. Todos os homens são chamados; os chamados podem ser escolhidos, se eles se tornarem aptos para a entrada.&lt;br /&gt;
Cada qual pode procurar a entrada, e todo homem que está no interior pode ensinar ao outro a procurar a entrada. Mas enquanto não se estiver preparado não se alcança o interior.&lt;br /&gt;
Homens não preparados ocasionariam desordens na comunidade, e a desordem não é compatível com o interior. Este interior expulsa tudo aquilo que não é homogêneo.&lt;br /&gt;
A Prudência do mundo espreita em vão este Santuário interior; em vão a malícia procura penetrar os grandes mistérios que aí estão ocultos; tudo é hieróglifo indecifrável para aquele que não está prepara do; nada pode ver nem ler no interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele que já está preparado junta-se à corrente, muitas vezes lá onde menos pensava e a um elo do qual nem supunha a existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procurar alcançar a maturidade deve ser o esforço daquele que ama a sabedoria.&lt;br /&gt;
Nesta comunidade santa está o depósito original das ciências mais antigas do gênero humano com os mistérios primordiais de todas as ciências e técnicas conduzindo à maturidade.&lt;br /&gt;
Ela é a única e verdadeira comunidade da Luz em possessão da chave de todos os mistérios e conhecendo o íntimo da natureza e da criação. Ela une as suas forças às forças superiores e compõem-se de membros de mais de um mundo. Estes formam uma república que será um dia a mãe regente do universo inteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Mapa_de_Inception_(A_Origem)&amp;diff=5446</id>
		<title>O Mapa de Inception (A Origem)</title>
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		<updated>2010-10-30T19:40:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Artes&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Segue abaixo o Mapa com os diversos níveis de Sonho do filme [[Inception]], um dos melhores e mais complexos filmes já produzidos. O Mapa é um guia para entender melhor quem está na cabeça de quem… Se você não assistiu ao filme ainda, ASSISTA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AVISO: O Mapa contém SPOILERS, e vou liberar Spoilers nos comentários, então se você ainda não assistiu, não continue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Artes]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<title>O Mapa de Inception (A Origem)</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Artes&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Segue abaixo o Mapa com os diversos níveis de Sonho do filme [[Inception]], um dos melhores e mais complexos filmes já produzidos. O Mapa é um guia para entender melhor quem está na cabeça de quem… Se você não assistiu ao filme ainda, ASSISTA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AVISO: O Mapa contém SPOILERS, e vou liberar Spoilers nos comentários, então se você ainda não assistiu, não continue.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_2&amp;diff=5443</id>
		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 2</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_2&amp;diff=5443"/>
		<updated>2010-10-30T19:29:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário, meus caríssimos irmão no Senhor, dar-vos uma idéia pura da Igreja interior, desta “Comunidade Luminosa de Deus”, que está dispersada através do mundo; mas que é governada pela verdade e unida pelo espírito.&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz existe desde o primeiro dia da criação do mundo, e sua existência permanecerá até o último dia dos tempos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é a sociedade dos eleitos que distinguem a luz nas trevas, separando-a em sua essência.&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz possui uma escola na qual o próprio Espírito de Sabedoria instrui àqueles que têm sede de luz; e todos os mistérios de Deus e da natureza são conservados nesta escola pelos filhos da luz. O conhecimento perfeito de Deus, da natureza e da humanidade, são os objetos do ensinamento desta escola. É dela que todas as verdades vêm ao mundo; ela foi a escola dos profetas e de todos aqueles que procuram a sabedoria; e é somente nesta comunidade que se encontra a verdade e a explicação de todos os mistérios. Ela é a comunidade mais íntima e possui membros de todo o universo, eis as idéias que se podem ter dela. Em todos os tempos, o exterior tinha por base um interior do qual não era mais do que a expressão e o plano.&lt;br /&gt;
Assim é que, em todas as eras, existiu uma assembléia íntima, a sociedade dos eleitos, a sociedade daqueles mais capazes para a luz e que a procuravam; esta sociedade íntima era chamada o Santuário interior ou a Igreja interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os símbolos, cerimônias e ritos que possui a Igreja exterior, correspondem à letra da qual o espírito e a verdade se acham na Igreja interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a Igreja interior é uma sociedade cujos membros estão espalhados por todo o mundo, mas ligados intimamente pelo espírito do amor e da verdade, ocupada sempre na construção do grande templo para a regeneração da humanidade, pela qual o reino de Deus há de se manifestar. Esta sociedade reside na comunhão daqueles que estão mais aptos para receber a luz, ou dos eleitos.&lt;br /&gt;
Estes eleitos estão unidos pelo espírito e a verdade e o seu chefe é a própria Luz do Mundo, Jesus Cristo, o eleito da luz, o mediador único da espécie humana, o Caminho, a Verdade e a Vida; a luz primitiva, a sabedoria, o único “meio” pelo qual os homens podem retornar a Deus.&lt;br /&gt;
A Igreja interior nasceu logo após a queda do homem e recebeu de Deus, imediatamente, a revelação dos meios pelos quais a espécie humana caída seria reintegrada na sua dignidade, e libertada de sua miséria. Ela recebeu o depósito primitivo de todas as revelações e mistérios; ela recebeu a chave da verdadeira ciência, tanto divina como natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas quando os homens se multiplicaram, a fragilidade e fraqueza inerentes a espécie impuseram um culto exterior para ocultar a sociedade interior e encobrir pela letra o espírito e a verdade. Porque a coletividade, a multidão, o povo, não eram capazes de compreender os grandes mistérios interiores e constituiria um perigo demasiado grande confiar o mais santo aos incapazes, encobriram as verdades interiores nas cerimônias exteriores e sensíveis, para que o homem, pelo sensível e o exterior que é o símbolo do interior, se tornasse gradativamente capaz de aproximar-se mais das verdades internas do espírito.&lt;br /&gt;
Mas a essência sempre foi confiada àquele que, no seu tempo, tinha mais aptidões para receber a luz; e somente esse era o possuidor do depósito primitivo como Sumo sacerdote do Santuário.&lt;br /&gt;
Quando se tornou necessário que as verdades interiores fossem simbolizadas nas cerimônias exteriores, por causa da fraqueza dos homens que não eram capazes de suportar a vista da luz, o culto, exterior nasceu, mas ele foi sempre o tipo e o símbolo do interior, quer dizer, o símbolo da verdadeira homenagem feita a Deus “em espírito e verdade”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença entre o homem espiritual e o homem animal, ou entre o homem racional e o homem dos sentidos, obrigou as formas exterior e interior.&lt;br /&gt;
As verdades internas ou espirituais manifestaram-se envoltas em símbolos e cerimônias, para que o, homem animal ou dos sentidos pudesse despertar e ser conduzido pouco a pouco, às verdades interiores.&lt;br /&gt;
Portanto, o culto exterior é uma representação simbólica das verdades interiores, das verdadeiras relações do homem com Deus antes e após a queda, no estado de sua dignidade, de sua reconciliação e de sua mais perfeita união. Todos os símbolos do culto exterior estão construídos sobre estas três relações fundamentais.&lt;br /&gt;
O cuidado do exterior era a ocupação dos sacerdotes, e cada pai de família estava, nos tempos primitivos, encarregado deste ofício. As primícias dos frutos e as primeiras crias dos animais eram oferecidas a Deus; os primeiros simbolizando que tudo o que nos alimenta e nos conserva vem Dele; e os segundos simbolizando que o homem animal deve morrer para dar lugar ao homem espiritual e racional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A adoração exterior de Deus não deveria jamais separar-se da adoração interior; mas como a fraqueza do homem leva-o facilmente a esquecer o espírito para agarrar-se à letra, o Espírito de Deus despertou sempre, entre todas as nações, naqueles que tinham as aptidões necessárias para a luz, e serviu-se deles, como seus agentes, para espalhar por todo o mundo a verdade e a luz, segundo a capacidade dos homens a fim de vivificar a letra morta pelo espírito e a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por estes instrumentos divinos, as verdades interiores do santuário eram levadas às nações mais longínquas, e modificadas simbolicamente, segundo os hábitos, capacidade de cultura, clima e receptividade.&lt;br /&gt;
De maneira que os tipos exteriores de todas as religiões, seus cultos, suas cerimônias e seus livros santos, em geral, têm quase claramente por objeto as verdades interiores do santuário, pelas quais a humanidade será conduzida somente no devido tempo, à universalidade do conhecimento da verdade única.&lt;br /&gt;
Quanto mais o culto exterior de um povo permaneceu unido ao espírito das verdades interiores, mais a sua religião foi pura; quanto mais a letra simbólica se separou do espírito interior, mais a religião se tornou imperfeita, até a ponto de degenerar entre alguns, em politeísmo, quando a letra exterior perdeu completamente seu espírito interior e não restou mais de que o cerimonial exterior sem alma e sem vida.&lt;br /&gt;
Quando os germens das verdades mais importantes puderam ser levados aos povos pelos agentes de Deus, Ele escolheu um povo determinado para erigir um símbolo vivo, destinado a mostrar como Ele queria governar toda a espécie humana em seu estado atual, e conduzi-la à sua mais alta purificação e perfeição.&lt;br /&gt;
Deus próprio deu a seu povo a sua legislação exterior religiosa; e, como signo de sua verdade, entregou-lhe todos os símbolos e todas as cerimônias que continham a essência das verdades interiores e grandiosas do santuário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus consagrou essa igreja exterior em Abraão, deu-lhe os mandamentos por Moisés, e assegurou-lhe sua mais alta perfeição pela dupla missão de Jesus Cristo, no princípio, vivendo pessoalmente na pobreza e no sofrimento, e depois pela comunhão de seu espírito na glória do ressuscitado.&lt;br /&gt;
Mas, como o próprio Deus deu os fundamentos da Igreja exterior, a totalidade dos símbolos do culto exterior formou a ciência do templo, ou dos sacerdotes daqueles tempos, e, todos os mistérios das verdades mais santas e interiores tornaram-se exteriores pela revelação.&lt;br /&gt;
O conhecimento científico deste simbolismo santo, era a ciência de religar Deus ao homem caído, e daí a religião recebeu seu nome como sendo a doutrina que liga o homem, separado e afastado de Deus, a Deus que é sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vê-se facilmente por esta idéia pura do nome religião em geral, que a unidade da religião está no santuário íntimo, e que a multiplicidade das religiões exteriores não pode jamais alterar nem enfraquecer esta unidade que é a base de todo exterior.&lt;br /&gt;
A sabedoria do templo da antiga aliança era governada pelos sacerdotes e pelos profetas.&lt;br /&gt;
O exterior, a letra do símbolo, o hieróglifo; eram confiados aos sacerdotes.&lt;br /&gt;
Os profetas tinham a seu cuidado o interior, o espírito e a verdade, e sua função era a de conduzir sempre os sacerdotes da letra ao espírito, quando lhes acontecia esquecer o espírito e agarrar-se à letra.&lt;br /&gt;
A ciência dos sacerdotes era a do conhecimento dos símbolos exteriores.&lt;br /&gt;
A ciência dos profetas era a posse prática do espírito e da verdade destes símbolos. No exterior a letra; no interior o espírito vivificante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existia também, na antiga aliança, uma escola de sacerdotes e uma escola de profetas.&lt;br /&gt;
A dos sacerdotes ocupava-se dos emblemas e a dos profetas das verdades que estavam encerradas sob os emblemas. Os sacerdotes estavam de posse exterior da Arca, dos pães da proposição, do candelabro, do maná, da vara de Aarão, e os profetas estavam de posse das verdades interiores e espirituais que eram representadas exteriormente pelos símbolos dos quais vimos falar.&lt;br /&gt;
A Igreja exterior da antiga aliança era visível; a Igreja interior era sempre invisível, devia ser invisível, e entretanto governar tudo, porque somente a ela estavam confiados o poder e a força.&lt;br /&gt;
Quando o culto exterior abandonava o interior, caia, e Deus provava por uma continuidade das mais notáveis ocorrências, que a letra não pode subsistir sem o espírito; que ela somente é dada para conduzir ao espírito, tornando-se inútil e mesmo rejeitada de Deus, se abandona sua finalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como o espírito da natureza se espalha nas profundezas mais estéreis para vivificar, para conservar e para dar desenvolvimento a tudo que lhe é susceptível, assim também o espírito da luz se espalha no interior de todas as nações, para animar completamente a letra morta pelo espírito vivo.&lt;br /&gt;
É assim que encontramos um Jó entre os idólatras, um Melquisedeck entre as nações estrangeiras, um José entre os sacerdotes egípcios, e Moisés no país de Madian, como prova palpável de que a comunidade interior daqueles que são capazes de receber a luz, estava unida pelo espírito e pela verdade em todos os tempos e entre todas as nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A todos esses agentes de luz da comunidade interior e única, uniu-se o mais importante de todos os agentes, o próprio Jesus Cristo, no meio do tempo como um rei-sacerdote; segundo a ordem de Melquisedeck,&lt;br /&gt;
Os agentes divinos da antiga aliança não representaram senão as perfeições particulares de Deus; no decorrer dos tempos uma ação poderosa devia produzir-se que mostrasse de uma só vez o todo em Um. Um tipo universal apareceu acentuando a completa unidade, abrindo uma nova porta e destruindo a numerosa servidão humana. A lei do amor começou quando a imagem emanada da própria Sabedoria mostrou ao homem toda grandeza de seu ser, revigorou-o de todas as forças, assegurou-lhe sua imortalidade e elevou seu ser intelectual para tornar-se o verdadeiro templo do Espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este agente maior de todos, este Salvador do mundo, este regenerador universal fixou toda a sua atenção sobre esta verdade primitiva, pela qual o homem pôde conservar sua existência e recobrar a dignidade que possuía.&lt;br /&gt;
Em suas humilhações implantou a base da redenção dos homens e prometeu cumpri-la completamente por seu espírito. Ele mostrou também num perfeito esboço aos seus apóstolos tudo o que devia se passar um dia com seus eleitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele continuou a cadeia da comunidade interior da luz, entre seus eleitos, aos quais enviou o Espírito da Verdade, e confiou-lhes o depósito primitivo mais elevado de todas, as verdades divinas e naturais, em sinal de que eles não abandonariam jamais sua comunidade interior.&lt;br /&gt;
Quando a letra e o culto simbólico da Igreja exterior da antiga aliança, passaram em verdade pela encarnação do Salvador, e foram atestados em sua pessoa, novos símbolos se tornaram necessários para o exterior, que mostrassem segundo a letra, a realização futura ou integral da redenção.&lt;br /&gt;
Os símbolos e os ritos da igreja exterior Cristã foram dispostos segundo estas verdades invariáveis e fundamentais, e anunciaram coisas de uma força e importância que não se podem descrever, nem foram reveladas àqueles que conheciam o santuário intimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este santuário interior permaneceu sempre invariável, ainda que o exterior da religião, ou seja, a letra recebesse no decorrer do tempo e circunstâncias, diferentes modificações, e se afastasse das verdades interiores, que são as que podem conservar o exterior ou a letra.&lt;br /&gt;
O pensamento profano de querer atualizar tudo o que é cristão, e de querer cristianizar tudo o que é político, modificou o edifício exterior, e cobriu com as trevas e a morte o que estava no interior, a luz e a vida. Daí nasceram as divisões e as heresias: o espírito sofístico queria explicar a letra embora já tivesse perdido o espírito da verdade.&lt;br /&gt;
A incredulidade levou a corrupção ao mais elevado grau; até se procurou atacar o edifício do cristianismo em suas primitivas bases, confundindo o interior santo, com o exterior que estava sujeito às fraquezas e à ignorância dos homens frágeis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim nasceu o deísmo, que engendrou o materialismo e viu como uma fantasia toda união do homem com as forças superiores; e por fim nasceu, parte pelo entendimento e parte pelo coração, o ateísmo, último grau de decadência do homem.&lt;br /&gt;
No meio de tudo isto, a verdade permaneceu sempre inquebrantável no interior do santuário.&lt;br /&gt;
Fiéis ao Espírito da verdade que prometeu jamais abandonar a sua comunidade; os membros da Igreja interior viveram em silêncio e em atividade real e uniram a ciência do templo da primitiva aliança ao espírito do Grande Salvador dos homens, a espírito da aliança interior, esperando humildemente o grande momento no qual o Senhor os chamará, e reunirá sua comunidade para dar a toda letra morta a força exterior e a vida.&lt;br /&gt;
Esta comunidade interior da luz é o conjunto de todos aqueles que estão capacitados para receber a luz dos eleitos, e é conhecida sob o nome de “Comunhão dos santos”. O depósito primitivo de todas as forças e de todas as verdades foi confiado em todos os tempos a esta comunidade da luz; que só ela, como disse São Paulo, estava de posse da ciência dos Santos. Por ela os agentes de Deus foram formados em cada época, passaram cio interior, ao exterior, e comunicaram o espírito e a vida à letra morta, como já dissemos anteriormente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz foi em todos os tempos a verdadeira escola do Espírito de Deus; e, considerada como escola, tem sua Cátedra, seu Doutor; possui um livro no qual seus discípulos estudam as formas e os objetos dos ensinamentos, e finalmente um método de estudo.&lt;br /&gt;
Ela tem, também, seus graus pelos quais o espírito pode desenvolver-se sucessivamente e elevar-se sempre cada vez mais.&lt;br /&gt;
O primeiro grau, o menor, consiste no bem moral pelo qual a vontade simples, subordinada a Deus, é conduzida ao bem pelo móbil puro da vontade, quer dizer, Jesus Cristo, que ela recebeu pela fé. Os meios dos quais o espírito desta escola se serve são chamados inspirações.&lt;br /&gt;
O segundo grau consiste no assentimento intelectual, pelo qual a compreensão do homem de bem que está unido a Deus, é coroada com a sabedoria e a luz do conhecimento; e os meios pelos quais o espírito se serve para este grau são chamados iluminações interiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O terceiro grau enfim, e o mais elevado, é o completo despertar do nosso sensorium interno, pelo qual o homem interior alcança a visão objetiva das verdades metafísicas e reais. Este é o grau mais elevado onde a fé se transforma em visões claras e os meios pelos quais o espírito se serve para isso são as visões reais.&lt;br /&gt;
Eis os três graus da verdadeira escola de sabedoria interior, da comunidade interior da luz. O mesmo espírito que aperfeiçoa os homens para esta comunidade, distribui também os graus, pela coação do próprio candidato, devidamente preparado.&lt;br /&gt;
Esta escola da sabedoria foi em todos os tempos, a mais secreta e a mais oculta do mundo, porque ela estava invisível e submissa unicamente à direção divina.&lt;br /&gt;
Ela não esteve jamais exposta aos acidentes do tempo nem às fraquezas dos homens. Porque nela não houve em todos os tempos senão os mais capazes que foram escolhidos pelas suas qualidades, e o Espírito que os escolheu não podia errar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa escola se desenvolveram os germens de todas as ciências sublimes que foram primeiramente recebidas pelas escolas exteriores, e, aí revestiram-se de outras formas verdadeiras algumas vezes tornadas disformes.&lt;br /&gt;
Esta sociedade interior de sábios comunicou, segundo o tempo e as circunstâncias, às sociedades exteriores, seus hieróglifos simbólicos para tornar o homem exterior atento às grandes verdades do interior.&lt;br /&gt;
Porém todas as sociedades exteriores só subsistem enquanto esta sociedade interior lhes comunica seu espírito. No momento em que as sociedades exteriores queriam emancipar-se da sociedade interior e transformar o templo de sabedoria em um edifício político, a sociedade interior retirava-se e nelas ficava somente a letra sem o espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que todas as escolas exteriores secretas da sabedoria foram somente véus hieroglíficos, a verdade mesma permaneceu sempre no santuário para que não pudesse ser jamais profanada.&lt;br /&gt;
Nesta sociedade interior o homem encontra a sabedoria, e com ela tudo; não a sabedoria do mundo que não é senão um conhecimento científico rodeando o invólucro exterior, sem jamais tocar o centro onde residem todas as forças; mas a verdadeira sabedoria, assim como os homens que a ela obedecem.&lt;br /&gt;
Todas as disputas, todas as controvérsias, todos os objetos da falsa prudência do mundo, todos os idiomas estrangeiros, as vãs dissertações, os germens inúteis das opiniões que propagam a semente da desunião, todos os erros, os cismas e os sistemas, dela estão banidos. Não se encontra ali nem calúnias nem maledicências; todo homem é honrado. A sátira, o espírito que gosta de se divertir a custa do próximo, são ali desconhecidos, e somente se conhece o amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A calúnia, este monstro não levanta jamais entre os amigos da sabedoria, sua cabeça de serpente, o respeito mútuo é ali observado rigorosamente; ali não se nota as faltas do próximo nem se lhe fazem criticas sobre defeitos. Caridosamente, conduz-se o viajante ao caminho da verdade, procura-se persuadir, tocar o coração que está em erro, deixando a punição do pecado a clarividência do Mestre da Luz. Alivia-se a necessidade, protege-se a fraqueza, rejubila-se da elevação e da dignidade que o homem adquire.&lt;br /&gt;
A felicidade que é o dom do destino não eleva ninguém sobre o próximo; somente se considera feliz aquele ao qual se apresenta a ocasião de fazer o bem a seu próximo, e todos estes homens, que um espírito de verdade une, formam a Igreja invisível, a sociedade do Reino interior sob um chefe único que é Deus.&lt;br /&gt;
Não se deve imaginar que esta comunidade representa qualquer sociedade secreta que se reúne em certos tempos, escolhendo seus chefes e membros e propondo-se a determinados fins. Todas as sociedades, quaisquer que sejam não vêm senão depois desta comunidade interior da sabedoria; ela não conhece quaisquer formalidades que são a obra dos homens. No reino das forças todas as formas exteriores desaparecem.&lt;br /&gt;
O Próprio Deus é o chefe sempre presente. O homem mais perfeito de seu tempo, o primeiro chefe, não conhece por si mesmo todos os membros; mas no instante em que para a finalidade de Deus se torna necessário esse conhecimento, ele os encontra certamente no mundo para agir em direção a essa finalidade.&lt;br /&gt;
Esta comunidade não tem absolutamente véus exteriores. Aquele que é escolhido para agir perante Deus é o primeiro, apresenta-se aos outros sem presunção, e é recebido por eles sem inveja.&lt;br /&gt;
Se é necessário que verdadeiros membros se unam, eles se encontram e se reconhecem sem dúvida alguma. Não pode existir nenhum disfarce, e nenhum gérmen de hipocrisia ou dissimulação sobre os traços característicos desta comunidade, porque são fora do comum. São arrancadas a máscara e a ilusão, e tudo aparece em sua verdadeira forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nenhum membro pode escolher um outro; o consentimento de todos é requerido. Todos os homens são chamados; os chamados podem ser escolhidos, se eles se tornarem aptos para a entrada.&lt;br /&gt;
Cada qual pode procurar a entrada, e todo homem que está no interior pode ensinar ao outro a procurar a entrada. Mas enquanto não se estiver preparado não se alcança o interior.&lt;br /&gt;
Homens não preparados ocasionariam desordens na comunidade, e a desordem não é compatível com o interior. Este interior expulsa tudo aquilo que não é homogêneo.&lt;br /&gt;
A Prudência do mundo espreita em vão este Santuário interior; em vão a malícia procura penetrar os grandes mistérios que aí estão ocultos; tudo é hieróglifo indecifrável para aquele que não está prepara do; nada pode ver nem ler no interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquele que já está preparado junta-se à corrente, muitas vezes lá onde menos pensava e a um elo do qual nem supunha a existência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procurar alcançar a maturidade deve ser o esforço daquele que ama a sabedoria.&lt;br /&gt;
Nesta comunidade santa está o depósito original das ciências mais antigas do gênero humano com os mistérios primordiais de todas as ciências e técnicas conduzindo à maturidade.&lt;br /&gt;
Ela é a única e verdadeira comunidade da Luz em possessão da chave de todos os mistérios e conhecendo o íntimo da natureza e da criação. Ela une as suas forças às forças superiores e compõem-se de membros de mais de um mundo. Estes formam uma república que será um dia a mãe regente do universo inteiro.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Jardim_Filosofal&amp;diff=5442</id>
		<title>O Jardim Filosofal</title>
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		<updated>2010-10-30T19:24:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Ordens Iniciáticas&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vocês estão convidados para o lançamento do livro O JARDIM FILOSOFAL – Filosofia de Deuses e Demônios, com sessão de autógrafos com o autor, [[Adriano Camargo Monteiro]],na Bienal do Livro de São Paulo, dia 16 de agosto de 2010, às 19 horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste seu quarto livro pela Madras Editora, Adriano Camargo Monteiro discorre de maneira filosófica, porém inteligível, sobre aquilo que é supostamente considerado proibido e perigoso, fazendo um jogo de ideias apológicas e críticas com os conceitos de certo e errado, de mal e bem, de demoníaco e divino, de bestial e humano, etc. Com uma linguagem vivaz e estimulante que funde o metafórico com o literal, o mítico com o real e o metafísico com o material, a obra aborda questões importantes da atual sociedade e alguns dos principais tabus da civilização, procurando mostrar sua causa e sua influência nas principais esferas da vida. Nesta obra, o autor também propõe os meios para que os indivíduos libertem sua mente: pelo discernimento, pelo autodesenvolvimento, pela busca do conhecimento, pelo verdadeiro amor à sabedoria, pela fruição do prazer sadio e gratificante, pela expansão da consciência e pela vivência da filosofia draconiana. Visando ao estímulo psicomental do leitor, esta obra reprova a ignorância e faz também uma exaltada apologia ao conhecimento, aos livros, à cultura e às manifestações de Sofia, ou seja, a sabedoria na ciência, na filosofia, nas artes e na vida para a experiência da consciência individual e para a evolução pessoal.&lt;br /&gt;
Estarei lá.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Os_Orix%C3%A1s_e_a_Kabbalah&amp;diff=5441</id>
		<title>Os Orixás e a Kabbalah</title>
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		<updated>2010-10-30T19:19:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Kabbalah, category:Religiões, category:Umbanda, category:Candomblé&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Eu postei no sedentário, mas acho que aqui as discussões serão mais proveitosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Os Orixás e a Kabbalah – parte 1]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Os Orixás e a Kabbalah – parte 2]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Os Orixás e a Kabbalah – parte 3]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale a pena abrir as três janelas ao mesmo tempo para comparar.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Os_Orix%C3%A1s_e_a_Kabbalah&amp;diff=5440</id>
		<title>Os Orixás e a Kabbalah</title>
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		<updated>2010-10-30T19:17:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Kabbalah, category:Religiões, category:Umbanda, category:Candomblé&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Eu postei no sedentário, mas acho que aqui as discussões serão mais proveitosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Os Orixás e a Kabbalah – Parte 1]]&lt;br /&gt;
- [[Os Orixás e a Kabbalah – Parte 2]]&lt;br /&gt;
- [[Os Orixás e a Kabbalah – Parte 3]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale a pena abrir as três janelas ao mesmo tempo para comparar.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_1&amp;diff=5437</id>
		<title>A Nuvem sobre o Santuário – Carta 1</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Nuvem_sobre_o_Santu%C3%A1rio_%E2%80%93_Carta_1&amp;diff=5437"/>
		<updated>2010-10-30T19:13:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Por [[Karl von Eckartshausen]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nosso século é de preferência a qualquer outro o mais notável para o observador imparcial e sereno. Por toda parte existe fermentação tanto na alma como no coração do homem; encontra-se a cada passo o combate da luz e das trevas, de idéias mortas e idéias vivas, da vontade morta e inerte com a força viva e ativa; se vê por todo lado enfim, a guerra entre o homem animal e o homem espiritual que desperta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Homem natural renuncia às tuas últimas forças; até teu próprio combate revela a tua natureza superior que repousa em teu seio. Presentes a tua dignidade, tu a sentes mesmo; porém tudo é ainda obscuro ao teu redor e a lâmpada da tua pálida razão não é suficiente para iluminar os objetos aos quais deverias aspirar.&lt;br /&gt;
Diz-se que vivemos no século das luzes e seria mais justo dizer que vivemos no século do crepúsculo: aqui e ali, o raio luminoso penetra através da nuvem das trevas, mas ele não ilumina ainda com toda a sua pureza nossa razão e nosso coração. Os homens não estão de acordo sobre as suas concepções: sábios disputam; e onde há disputa, não existe a luz nem se conhece a verdade.&lt;br /&gt;
Os objetos mais importantes para a humanidade são ainda indeterminados. Não se está de acordo nem sobre o princípio da razão, nem sobre o princípio da moralidade ou do móbil da vontade. Isto prova que mau grado estejamos na grande época das luzes, ainda não sabemos bem o que ela representa em nosso cérebro e em nosso coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria possível que nós soubéssemos tudo isto mais cedo, se não imaginássemos que temos já a flama do conhecimento em nossas mãos, ou se pudéssemos lançar um olhar sobre a nossa fraqueza e reconhecer que ainda nos falta uma luz mais elevada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nós vivemos nos tempos da idolatria da razão, depositamos uma tocha sobre o altar, proclamamos em altas vozes que a aurora está despontando e que por toda parte o dia aparece realmente, e deste modo o mundo se eleva cada vez mais da obscuridade à luz e a perfeição, pelas artes, as ciências, gosto refinado ou mesmo por uma perfeita compreensão da religião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pobres homens! até onde haveis exaltado a felicidade dos homens?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existiu jamais um século que tivesse custado tantas vítimas como o presente? Existiu jamais um século no qual a imoralidade e o egoísmo tenham predominado mais do que neste? Conhece-se a árvore pelos seus frutos.&lt;br /&gt;
Insensatos!… Com o vosso falso raciocínio… onde obtivesses a luz com a qual quereis esclarecer os outros? Será que todas as vossas idéias não são tiradas dos sentidos, que não vos dão qualquer verdade mas somente os fenômenos externos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo aquilo que dá o conhecimento no tempo e no espaço não é relativo? Tudo aquilo que nós podemos chamar verdadeiro, não é apenas uma verdade relativa?… Não se pode achar a verdade absoluta na esfera dos fenômenos externos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim sendo, vosso raciocínio não possui a “Essencialidade” mas somente a aparência da verdade e da Luz; assim é que, quanto mais esta aparência aumenta e se expande, mais a “Essência da luz” decresce no interior, e o homem se perde na aparência e tateia para atingir as fantásticas imagens despidas de realidade.&lt;br /&gt;
A filosofia do nosso século eleva a fraca razão natural a objetividade independente; atribuindo-lhe mesmo um poder legislativo, isentando-a de uma autoridade superior. Torna-a autônoma e a diviniza, suprimindo entre Deus e ela toda relação, toda comunicação, e esta razão deificada, que não tem outra lei que a sua própria, deve governar os homens e torná-los felizes!… As trevas devem expandir a luz!… A pobreza deve dar a riqueza!… E a morte deve dar a vida!…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade conduz os homens à felicidade… Podeis vós dá-la?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que, vós chamais verdade é uma forma de concepção vazia de substância cujo conhecimento foi adquirido externamente, pelos sentidos; o entendimento coordena-os por uma síntese das relações observadas em ciência ou em opiniões. Vós não tendes absolutamente verdade material, o princípio espiritual e material é para vós um Número.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirais das Escrituras e da tradição a verdade moral, teórica e prática; mas como a individualidade é o princípio de vossa razão, e o egoísmo é o móbil da vossa vontade, não vedes a vossa luz interior, a lei moral que governa todas as coisas, ou a rechaçais com a vossa vontade. É até lá que as luzes atuais foram conduzidas. A individualidade sob o manto da hipocrisia filosófica, é a filha da corrupção.&lt;br /&gt;
Quem pode afirmar que o sol está em pleno meio dia, se nenhum raio luminoso alegra a terra e nenhum calor vivifica as plantas? Se a sabedoria não melhora os homens e o amor não os torna mais felizes, bem pouca coisa se fez ainda para o todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh! se somente o homem natural ou o homem dos sentidos pudesse perceber que o principio de sua razão e o móbil de sua vontade, são somente a individualidade, e que por isto mesmo, ele devia ser extremamente miserável, procuraria um princípio mais elevado no seu interior, e aproximar-se-ia da única fonte que pode saciar a todos, porque ela é a “Sabedoria na sua própria essência”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
J.C. é a Sabedoria, a Verdade e o Amor. Como Sabedoria Ele é o princípio da razão, a fonte do conhecimento, a mais pura. Como Amor Ele é o princípio da moralidade, o móbil essencial e puro da vontade.&lt;br /&gt;
O Amor e a Sabedoria engendram o Espírito da Verdade, a luz interior, esta luz ilumina em nós os objetos sobrenaturais e os torna objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É inconcebível observar até que ponto o homem cai no erro quando ele abandona as verdades simples da fé, e a elas opõe a sua própria opinião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso século procura definir cerebralmente o princípio da razão e da moralidade, ou do móbil da vontade; se os senhores sábios estivessem atentos, veriam que estas coisas encontrariam melhor resposta no coração do homem, mais simples, que em todos os seus brilhantes raciocínios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cristão prático encontra este móbil da vontade, princípio de toda imoralidade, objetiva e realmente no seu coração e este móbil se exprime na seguinte fórmula:&lt;br /&gt;
“Ama a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”.&lt;br /&gt;
O amor de Deus e do próximo é, o móbil da vontade do cristão; e a essência do próprio amor é Jesus Cristo em nós.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim é que o princípio da razão é a sabedoria em nós; e, a essência da sabedoria, a sabedoria em sua substância é ainda J.C. – a Luz do Mundo. Assim encontramos nele o principio da razão e da moralidade.&lt;br /&gt;
Tudo o que eu digo aqui não é, uma extravagância hiperfísica, é a realidade, a verdade absoluta que cada um pode comprovar experimentalmente desde que recebe em si o princípio da razão e da moralidade, J.C. como sendo a Sabedoria e o Amor essenciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a visão do homem dos sentidos é profundamente inapta para captar a base absoluta de tudo aquilo que é verdadeiro o transcendental. Mesmo a razão que nós queremos elevar hoje sobre o trono como legisladora, é tão somente a razão dos sentidos, cuja luz difere da luz transcendental, como a fosforescência do fogo-fátuo difere do esplendor do sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdade absoluta não existe para o homem dos sentidos mas somente para o homem interior e espiritual que possui um sensorium próprio; ou, para dizer mais precisamente, que possui sentido interior para perceber a verdade absoluta do mundo transcendental; um sentido espiritual que percebe os objetos espirituais tão naturalmente em objetividade, como o sentido exterior percebe os objetos exteriores.&lt;br /&gt;
Este sentido interior do homem espiritual, este sensorium de um mundo metafísico não é, infelizmente ainda conhecido de todos, é um mistério do reino de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A incredulidade atual para todas as coisas onde a razão dos nossos sentidos não encontra ponto de objetividade sensível, é a causa que nos faz desconhecer as verdades, as mais importantes para o homem.&lt;br /&gt;
Mas, como poderia ser de outra forma? Para ver é necessário ter olhos; para ouvir, ouvidos. Todo objeto sensível requer seu sentido. Assim é que o objeto transcendental requer também seu sensorium, – e este mesmo sensorium está fechado para a maioria dos homens. Desta forma o homem dos sentidos julga o mundo metafísico como o cego julga as cores, e como o surdo julga o som.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe um princípio objetivo e substancial da razão e um móbil objetivo e substancial da vontade. Estes dois conjuntos formam o novo princípio da vida cuja imoralidade, é essencialmente inerente. Esta substância pura da razão e da vontade reunidas é o divino e o humano em nós; J.-C. a Luz do mundo que deve entrar em relação direta conosco para ser realmente conhecida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este conhecimento real é a fé viva onde tudo se passa em espírito e em verdade.&lt;br /&gt;
Assim, deve existir necessariamente para essa comunicação um sensorium organizado e espiritual, um órgão espiritual e interior, susceptível de receber essa luz, mas que está fechado na maioria dos homens pela espessura dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse órgão interior é o sentido intuitivo do mundo transcendental, e antes que esse sentido de intuição seja aberto em nós, não podemos ter nenhuma certeza objetiva da verdade mais elevada. Este órgão foi fechado por conseqüência da queda, que atirou o homem no mundo dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A matéria grosseira que envolve esse sensorium interior é uma catarata, ou véu que cobre a visão interior, tornando a visão exterior inapta à visão do mundo espiritual. Esta mesma natureza ensurdece nosso ouvido interior, de maneira que não ouvimos mais os sons do mundo metafísico; ela paralisa nossa língua interior, de maneira que nós não podemos mais nem mesmo balbuciar as palavras de força do espírito que pronunciávamos outrora pelas quais nós governávamos a natureza exterior e os elementos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abertura desse sensorium espiritual é o mistério do Novo Homem, o mistério da Regeneração e da união a mais íntimo do homem com Deus; é a meta mais elevada da religião aqui em baixo, desta religião cuja finalidade mais sublime é de unir os homens a Deus em Espírito e Verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos facilmente perceber por meio disto, porque a religião tende sempre à sujeição do homem material. Ela age assim porque quer tornar o homem espiritual dominante, afim de que o homem espiritual ou verdadeiramente racional governe o homem dos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O filósofo sente também esta verdade; seu erro somente consiste em não conhecer o Verdadeiro princípio da razão e querer colocar em seu lugar a sua individualidade, sua razão dos sentidos.&lt;br /&gt;
Como o homem possui em seu interior um órgão espiritual e um sensorium para receber o principio real da razão ou a Sabedoria divina, e o móbil real da vontade, ou o Amor divino, ele possui também no seu exterior, um sensorium físico e material para receber “a aparência” da, luz e da verdade. Como a natureza exterior não possui a verdade absoluta, mas somente a verdade relativa do mundo fenomenal, assim também a razão humana não pode mais adquirir verdades inteligíveis, mas somente a aparência do fenômeno que apenas excita nela, para móbil de sua vontade, a concupiscência, no que consiste a corrupção do homem sensorial e a degradação da natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sensorium externo do homem é composto de matéria corruptível, enquanto que o sensorium interior tem por substrato fundamental, substância incorruptível, transcendental e metafísica.&lt;br /&gt;
O primeiro é causa de nossa depravação e nossa mortalidade; o segundo é o princípio de nossa incorruptibilidade e imortalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos domínios da natureza material e corruptível, a mortalidade esconde a imortalidade e a causa de nosso estado miserável é a matéria corruptível e perecível. Para que o homem seja libertado desta angústia, é necessário que o princípio imortal e incorruptível que está em seu íntimo se exteriorize e absorva o princípio corruptível, a fim de que o invólucro dos sentidos seja destruído e que o homem possa aparecer na sua pureza original.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este invólucro da natureza sensível é uma substância essencialmente corruptível, que se encontra em nosso sangue, forma as ligações da carne e escraviza nosso espírito imortal a essa carne mortal.&lt;br /&gt;
É possível romper mais ou menos esse envoltório em cada homem e em conseqüência conceder a seu espírito, uma liberdade mais ampla, para que ele chegue a um conhecimento mais preciso do mundo transcendental.&lt;br /&gt;
Há três graus sucessivos de abertura em nosso sensorium espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro apenas nos eleva ao plano moral e o mundo transcendental, aí age em nós por impulsos interiores, chamados inspirações.&lt;br /&gt;
O segundo grau, mais elevado, abre nosso sensorium para a recepção do espiritual e do intelectual, e o mundo metafísico age em nós por iluminações interiores.&lt;br /&gt;
O terceiro é mais alto grau – o mais raramente alcançado – desperta o homem interior por completo. Ele nos revela o Reino do Espírito e nos torna susceptíveis de experimentar objetivamente as realidades metafísicas e transcendentais; daí todas as visões são explicadas fundamentalmente. Assim sendo, nós temos no interior, o sentido e a objetividade, como no exterior. Somente os objetos e os sentidos são diferentes. No exterior, existe o móbil animal e sensual que age sobre nós, e a matéria corruptível dos sentidos sofre a ação. No interior, é a substância indivisível e metafísica que se introduz em nós, e o ser incorruptível e imortal do nosso espírito recebe suas influências. Mas, em geral, no interior, as coisas se passam tão naturalmente como no exterior; a lei é por toda parte a mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, como o espírito, ou nosso homem interior tem um senso completamente diferente e uma outra objetividade do homem natural, não devemos de maneira alguma surpreender-nos que ele fique um enigma para os sábios do nosso século, que não conhecem estes sentidos, e não tiveram jamais a percepção objetiva do mundo transcendental e espiritual. Eis aí porque eles medem o sobrenatural com a medida dos sentidos, confundem a matéria corruptível com a substância incorruptível, e seus julgamentos são necessariamente falsos sobre um assunto para a percepção do qual eles não possuem nem sentidos nem objetividade, e, por conseguinte, nem verdade relativa nem verdade absoluta. No que concerne as verdades que anunciamos aqui, temos que agradecer infinitamente à filosofia de Kant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kant incontestavelmente provou que a razão em seu estado natural, não sabe absolutamente nada do sobrenatural, do espiritual e do transcendental, e que ela nada pode conhecer, nem analiticamente, nem sinteticamente, e que assim sendo, ela não pode provar nem a possibilidade nem a realidade dos espíritas, das almas e de Deus.&lt;br /&gt;
Isto é uma grande verdade, elevada e benéfica para os nossos tempos; é verdade que São Paulo já a havia estabelecido (primeira epístola aos Coríntios Cap. I, V. 2-24); mas a filosofia pagã dos sábios cristãos soube ignorá-la até Kant.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O benefício desta, verdade é duplo. Primeiramente ela põe limites intransponíveis ao sentimento, ao fanatismo e à extravagância da razão carnal.&lt;br /&gt;
Em seguida põe na mais resplandecente luz a necessidade e a divindade da Revelação. O que prova que a nossa razão humana, em seu estado obtuso não tem nenhuma fonte objetiva para o sobrenatural sem a revelação; nenhuma fonte para instruir-se de Deus, do mundo espiritual, da alma e da sua imortalidade; de onde se segue que seria absolutamente impossível sem revelação, saber ou conjeturar nada sobre essas coisas.&lt;br /&gt;
Por isto nós somos devedores a Kant por ter provado nos nossos dias aos filósofos, corno já o havia sido desde muito tempo em escola mais elevada da comunidade da Luz, que “SEM REVELAÇÃO, NENHUM CONHECIMENTO DE DEUS E NENHUMA DOUTRINA SOBRE A ALMA SERIAM POSSÍVEIS”.&lt;br /&gt;
Por onde, é claro que uma revelação universal deve servir de base fundamental a todas as religiões de mundo.&lt;br /&gt;
Assim, segundo Kant está provado que o mundo inteligível é inteiramente inacessível à razão natural, e que Deus habita uma luz na qual nenhuma especulação da razão limitada pode penetrar.&lt;br /&gt;
Desta forma o homem dos sentidos ou homem natural não tem nenhuma objetividade do transcendental; daí, à revelação de verdades mais elevadas lhe é necessária e por isto também a fé na revelação, porque a fé lhe dá os meios de abrir seu sensorium interior, pelo qual as verdades inacessíveis ao homem natural lhe podem ser perceptíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É perfeitamente plausível que com os novos sentidos possamos adquirir novas realidades. Estas realidades existem já, mas nós não as distinguimos porque nos falta o órgão da receptividade.&lt;br /&gt;
É assim que, embora as cores existam, o cego não as vê; o som também existe, mas o surdo não o escuta. Não devemos procurar a falta no objeto perceptível mas no órgão receptor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o desenvolvimento de um novo órgão nós temos uma nova percepção, novas objetividades.&lt;br /&gt;
O mundo espiritual não existe para nós porque o órgão que o torna objetivo em nós não está desenvolvido. Com o desenvolvimento deste novo órgão, a cortina levanta-se imediatamente, o véu impenetrável até o momento, é rasgado, a nuvem à frente do santuário é dissipada, um novo mundo surge num relance para nós; as vendas tombam dos olhos e nós somos, no mesmo instante, transportados da legião dos fenômenos para a da verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só Deus é Substância, Verdade absoluta, Ele só é aquele que É, e nós somos aquilo que Ele nos fez.&lt;br /&gt;
Para Ele, tudo existe na unidade; para nós, tudo existe na multiplicidade.&lt;br /&gt;
Muitos homens não têm a menor idéia deste despertar do sensorium interior como também não a têm para o “objeto” verdadeiro e interior da “Vida do Espírito”, que não conhecem; nem sequer pressentem de nenhuma maneira.&lt;br /&gt;
Daí, ser-lhes impossível saber que se pode perceber o espiritual e o transcendental e que se pode ser levado ao sobrenatural até à visão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A verdadeira edificação do templo consiste unicamente em destruir a miserável cabana adâmica e construir a templo da divindade; isto é, em outros termos, desenvolver em nós o sensorium interior ou órgão que recebe Deus; depois deste desenvolvimento, o principio metafísico e incorruptível reina sobre o princípio terrestre e o homem começa a viver, não mais no princípio do amor próprio, mas no Espírito e na Verdade de que ele é o templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lei moral passa então a ser amor ao próximo e, o mais puro, enquanto que, ela não é para o homem natural exterior dos sentidos, senão uma simples forma de pensamento; e o homem espiritual regenerado no espírito, vê tudo no ser, do qual o homem natural tem somente formas vazias do pensamento, o som vazio, os símbolos e a letra, que são todos imagens mortas, sem o espírito interior.&lt;br /&gt;
O fim mais elevado da religião é a união a mais íntima do homem com Deus, e esta união já é possível mesmo aqui em baixo, mas ela não o é senão pela abertura de nosso sensorium interior e espiritual que torna nosso coração susceptível de receber Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí estão os grandes mistérios dos quais a nossa filosofia não duvida, e cuja chave não pode ser encontrada entre os sábios de escola.&lt;br /&gt;
Contudo sempre existiu uma escola mais elevada, à qual este depósito de toda ciência foi confiado, e esta escola era a comunidade interior e luminosa do Senhor, a sociedade dos Eleitos que se propagou, sem interrupção, desde o primeiro dia da criação até aos tempos presentes; seus membros, é verdade, estão dispersas pelo mundo, mas eles estiveram sempre unidos por um espírito e por urna verdade, e não tiveram jamais senão um só conhecimento, uma única fonte de verdade, um senhor, um doutor e um mestre, em que reside substancialmente a plenitude Universal de Deus, e que os iniciou, Ele só, nos mistérios elevados da natureza e do Mundo Espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta comunidade da luz foi denominada em todos os tempos a Igreja invisível e interior, ou a comunidade, a mais antiga, da qual nós vos falaremos mais detalhadamente na próxima carta.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=O_Grau_da_Marca_na_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=5339</id>
		<title>O Grau da Marca na Maçonaria</title>
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		<updated>2010-10-29T01:49:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Maçonaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A cada um é dado um estojo de ferramentas&lt;br /&gt;
Uma massa disforme e um livro de regras,&lt;br /&gt;
E cada um deve fazer seu tempo fluir.&lt;br /&gt;
Uma pedra de tropeço, ou uma pedra de degrau.&lt;br /&gt;
(anônimo, século XVIII)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é apenas um pequeno resumo escrito por Wagner Veneziani Costa, Grão Mestre da [[Grande Loja da Marca no Brasil]], retirado das obras intituladas “O Grau da Marca” de David Mitchell e da obra: Conte-me Mais Sobre o grau da Marca do Rev. Neville Barker Cryer, ambas da Madras Editora, contando um pouco da História do [[Grau da Marca]], agora apresento a Cronologia retirada da mesma fonte…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Senhor, um homem deveria manter a sua amizade em constante reparo”. (Dr. Samuel Johnson, 1755)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau da Marca tornou-se uma Ordem Independente (Regular) na Inglaterra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos afirmar que o Grau da Marca é uma sequência do terceiro grau, contendo profundos significados simbólicos e filosóficos e esta ligado a construção do [[Templo de Salomão]]. Apesar que a escolha da Marca era uma parte importante em acréscimo ao Grau de Companheiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na construção do Templo do Rei Salomão foram empregados mais de 110 mil operários e para que eles pudessem ser identificados por seus Oficiais Superiores – para que cada porção de seu trabalho pudesse passar pelo mais cuidadoso exame e para que cada Artífice pudesse receber com pontualidade a recompensa pela sua obra e habilidade – esse grupo imenso de trabalhadores foi dividido em 1.100 Lojas de Companheiros e de Aprendizes, estando estes últimos sob a superintendência dos primeiros, que lhes ensinavam o ofício; e a todos estes presidiam 3.000 Menatschim, Supervisores ou Mestres – Três em cada Loja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada um desses homens (Aprendizes, Companheiros e Mestres) recebia um salário. E para que não recebessem em duplicidade, ou que não recebessem mais do que lhes era devido, criaram uma Marca para cada um dos operários e esses por sua vez, tinham que esculpi-las ou gravá-las numa pedra talhada. Os Mestres da marca eram conhecidos como “Artífices Perfeitos”. Deste seleto grupo eram escolhidos os Supervisores. Adoniran, que era Supervisor, foi selecionado para preencher a vaga decorrente da morte de Hiram Abiff. Adonhiram era, de fato, o Supervisor Chefe dos operários empregados nas florestas do Líbano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tantos os Artífices como os demais, certamente, recebiam seus salários no Templo: Os Aprendizes recebiam seus pagamentos em trigo, vinho e óleo; os Artífices em espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Supervisor conhecia “bem” a Marca de cada um dos seus operários. Era assim, que o exame do trabalho apresentado era comparado com as plantas. Se a pedra estivesse correta e em conformidade às plantas, o Supervisor colocava sua própria Marca sobre a peça examinada e aprovada. Que logo era içada e instalada em seu lugar. Além da Marca do Supervisor indicar a exata localização da pedra, um malho de madeira era tudo o que era necessário para alinhá-la, firme e permanentemente, em sua devida posição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, as Marcas dos Maçons (pedreiros) representavam uma ajuda fundamental no gerenciamento das funções administrativas, financeiras, produtivas e de controle de qualidade. A Marca era portanto a identidade (assinatura) daquele operário específico. Os progressos e a eficiência na construção dependiam então, de uma boa comunicação e de bom relacionamento entre os trabalhadores, do respeito aos administradores, além do entusiasmo e prazer no trabalho. Todas estas qualidades dependiam, por sua vez, da Marca dos Maçons.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história antiga nos dá conta de que a colocação de uma marca em um produto acabado não era uma prática restrita aos pedreiros. Podemos encontrá-las facilmente nas Cerâmicas gregas, egípcias, romanas; em obras de ouro e de prata etc. Na Irlanda, Inglaterra e País de Gales, Marcas de Maçons podem ser encontradas em pedras de Catedrais, Igrejas, Castelos e outras edificações medievais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Douglas Knoop descreveu: “Ponte entre a Maçonaria (da Marca) Operativa e a Especulativa, com uma das pontas – a do lado Operativo – bem apoiada na Escócia, e a outra – a Especulativa – na Inglaterra.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A herança da [[Maçonaria Operativa]] e da Maçonaria da Marca é tão brilhante e empolgante como uma Arte, principalmente devotada a propósitos religiosos e a criação de belas edificações, e sempre tendo em mente a perfeição. O Juramento feito pelos nossos antigos Irmãos nos Colégios ou Guildas em Roma, comprometendo-se a se ajudarem mutuamente e a socorrer qualquer Membro em necessidade ainda consta de nosso Ritual. Essa é a mensagem predominante dirigida a cada novo Mestre Maçom da Marca ao ser felicitado pelo Venerável Mestre por ocasião de seu Avançamento a esse respeitável e honroso Grau na Maçonaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Grau de Mestre Maçom da Marca continua vivo como um perene monumento aos antigos operários e artífices que iniciaram a Obra do Grande Supervisor com a construção do Templo do Rei Salomão, e àqueles que assim ainda continuam fazendo, não apenas na Pedra, mas na construção e na consolidação nas relações entre homens de bem e nas amizades duradouras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pouquíssimos Maçons do Simbolismo conhecem a rica História do Grau da Marca e a sua legendária ligação com Jerusalém; ou por que esse Grau mereceu a reputação de “Grau Amigável”. Como Mestres Maçons da Marca, podemos ajudar na divulgação e na informação das razões que originaram esta merecida reputação, ao dedicarmos uma atenção especial ao nosso trabalho no Templo, tendo um bom conhecimento de sua História e desenvolvimento, e uma amistosa ânsia de oferecer respostas permissíveis àqueles verdadeiramente interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Possivelmente, todos os Maçons que lerem este texto acharão bastante interessante a relação apresentada a seguir, que assinala alguns importantes eventos no Desenvolvimento e Progresso da Maçonaria a partir da construção do Templo do Rei Salomão até a formação da Grande Loja da Marca. Algumas datas são controversas; no entanto, elas se baseiam em confiáveis documentos escritos por ilustres Maçons, tais como: R. F. Gould, L. Vibert, R. C. Davies, D. Knoop e D. P. Jones, bem como no Masonic Year Book (o Anuário Maçônico) e, assim, podem ser aceitas como razoavelmente corretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Cronologia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;a.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*957 — Concluída a construção do Templo do Rei Salomão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*714 — Collegia Artificium — o Colégio dos Artífices, Guildas Romanas, ou Corporações de Artífices, instituída em Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*587 — Destruição do Templo do Rei Salomão por Nabuzardã sob ordens de Nabucodonossor. Ao todo, os cercos a Jerusalém somam um período de vinte anos. Estima-se que um total entre 500 mil e 1 milhão de israelitas tenham sido deportados para a Babilônia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*539 — Ciro liberta os judeus de seu cativeiro. De acordo com Josephus, somente 50 mil retornaram a Jerusalém, sob o comando de Zorobabel, para a reconstrução do Templo; destes, cerca de 30 mil eram homens adultos; os demais eram mulheres e crianças. Muitos teriam optado em ficar na Babilônia. Estima-se que 150 mil se dispersaram por todos os países vizinhos, onde haveriam de se estabelecer, construindo suas casas e Sinagogas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*169 — O Templo de Zorobabel literalmente destruído por Antiochus Epiphanes, irmão do rei da Síria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;d.C.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*20-26 — Herodes – o Grande, pai de Herodes Antipas (sob quem sofreu Cristo), era um famoso construtor. Ele assumiu o ambicioso desafio de restaurar o Templo à sua antiga glória. O Segundo Templo reconstruído ficou conhecido como o Terceiro Templo e foi, finalmente, destruído pelos romanos, sob o império de Tito, em 70 d.C.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*45-107 — Ocupação da Bretanha pelos romanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*800-1500 — As Sociedades de Arquitetos Livres e Operativos, conhecidos como Franco-Maçons (não os Artesãos comuns), oriundos dos Collegia Artificium, surgiram como Freemasons na Inglaterra, como Steinmetzen na Alemanha, e como Compagnonnage na França. Essas Sociedades eram secretas e operativas, engajadas nas construções eclesiásticas e em outras construções. A Franco-Maçonaria, tal como hoje é praticada, remonta àquela Fraternidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Monges agiam conforme a capacidade dos Arquitetos e dos Mestres na planificação e planejamento dos edifícios, e supervisionavam a sua construção. Dessa forma, tanto os não-operativos, como os operativos, se tornaram “Aceitos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*926 — Assembléia Anual de Maçons Operativos, realizada em York, sob a presidência de Edwin, filho de Athelstan. A Antiga Loja de York alega ter a sua origem nesta Assembléia. (vide 1726)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1292 — Primeira referência conhecida denominando como [[“Loja”]] o local de trabalho dos Maçons Ingleses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1390 — (+/-) Manuscrito Regius (ou Poema Regius), contendo as “Antigas Instruções”. Primeira menção conhecida da palavra “Franco-Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1410 — (+/-) Manuscrito Cooke, contendo as “Antigas Instruções”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1530— Os Estatutos de [[Edward III]] mencionando a palavra “Franco- Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1563 — Aparece, pela primeira vez, a palavra “Franco-Maçom” impressa um livro; livro este intitulado “Dives Pragmaticus”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1598 — Descoberto o mais antigo registro da Franco Maçonaria no Livro de Atas da Loja Escocesa Aichison Haven,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1646 — [[Elias Ashmole]] feito Franco-Maçom uma Loja de Warrington. Ele escreve em seu diário que nas Guildas (Operativas) da Pedra e Franco-Maçons, o Candidato tinha de ser “Iniciado” antes de poder aprender o seu Ofício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1650 — (+/-) O Manuscrito Sloane e o Manuscrito Harleian fazem referência à “Palavra de Maçom”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1705 — Os Registros da Grande Loja de York mostram que, já naquela data, existia uma Constituição separada, com um Presidente e um Vice-Presidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1714 — Marca um período de transição, quando os Maçons Especulativos se tornaram tão numerosos e importantes, que chegaram a sobrepujar a Organização dos Operativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1717 — Citada e convocada a Grande Loja, tendo Anthony Sayer como Grão-Mestre. Esta Grande Loja ficou, mais tarde, conhecida como a dos “Modernos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1718 (+/-) — Os Graus de Aprendiz e de Companheiro reunidos em um só Grau, ou ambos os Graus trabalhando em conjunto. Estes dois Graus compondo toda a Maçonaria Simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1723 — Primeiro exemplar da Constituição (modernos), publicado pelo Dr. Anderson, no qual apenas dois Graus são mencionados: Primeiro, o de Aprendiz, e o Segundo, o de Companheiro ou Mestre. As Instruções e Preleções corrigidas, omitindo referências diretas ao Cristianismo e com uma visão mais ampla sobre as qualificações religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1725 (+/-) — Reconhecido o Terceiro Grau como um Rito Aceito, com os seus assuntos separados dos Graus anteriores e das suas lendas. Incorporação da lenda de Hiram Abiff ao Ritual. Criada a Comissão de Caridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1726 — Encontrados registros desse ano mostrando a Grande Loja de York reivindicando a sua origem a partir da Grande Assembléia de York, em 926 d.C.; portanto de maior antiguidade do que a Grande Loja de Londres (de Modernos), de 1717. A Antiga Loja de York precede a própria Grand Lodge of all England.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1738 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos) publicada pelo dr. Anderson, no qual os três Graus são reconhecidos: Primeiro Grau, o de Aprendiz; Segundo Grau, o de Companheiro; Terceiro Grau, o de Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1744 — O Arco Real sendo trabalhado, pela primeira vez, como uma cerimônia em separado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1751 — Uma “Grande Loja da Inglaterra” é formada em concordância à antiga Instituição. Os seus Membros se autodenominavam “York”, “Atholl”, ou “Antigos”. “York” porque diziam preservar as verdadeiras tradições, tal como os Maçons da velha Loja de York, das Lojas Operativas e das suas Antigas Instruções; “Atholl” em razão de seu Grão-Mestre, o Duque de Atholl; e “Antigos” por se declararem bem mais antigos do que os “Modernos”. Uma guerra aberta foi declarada pelos “Modernos” (Grande Loja original, de 1717) aos “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1755 — Publicada a Edição Revisada do Livro de Constituições (“Modernos”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1756 — Laurence Dermott publica o primeiro Livro de Leis, ou Constituição dos “Antigos”, sob o título de Ahiman Rezon or a Help to a Brother (mais corretamente: Voluntary Brethren)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1766 — Edição revisada do Livro de Constituições (Modernos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1769 — Primeiro Registro da Maçonaria da Marca em um Corpo de Maçonaria Especulativa; aparece nas Atas de Abertura do Capítulo da Amizade, ora com o nº 257, em Portsmouth; presente o Pró-Grão-Mestre Thomas Dunckerley, que investiu diversos Irmãos como Maçons da Marca, fazendo com que cada um deles fizesse a sua “Escolha da Marca”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1776 — Sagração do ‘Freemasons’ Hall, na Great Queen Street, Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1781 — HRH Henry Frederick – Duque de Cumberland, é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1789 — Os “Modernos” elaboram um detalhado Ritual de ensinamento moral, baseado no LSE e em seu primeiro Livro de Constituições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1790 — HRH George – Príncipe de Gales (posteriormente, Rei George IV), é eleito Grão-Mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1809 — Uma base de acordo encontrada entre “Modernos” e “Antigos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1813 — HRH George, príncipe regente (posteriormente, rei George IV) renuncia ao Grão-Mestrado, assumindo o título de Grão- Patrono. O HRH duque de Sussex é eleito Grão-Mestre. Sessão de União de “Modernos” e “Antigos”. Em 25 de novembro, o HRH Grão-Mestre duque de Sussex, e o HRH duque de Kent — Grão-Mestre da Grande Loja Antiga ou Atholl, assinam os Artigos da União.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1851 — A Loja de Mestres da Marca Bon-Accord realizam a sua primeira Sessão em Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1856 — Formação da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*1857 — Lorde Leigh, Primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da Marca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fraternalmente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wagner Veneziani Costa&lt;br /&gt;
Grão-Mestre da Grande Loja da Marca&lt;br /&gt;
do [[Grande Oriente do Brasil]] – GOB&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=3_Anos_do_Teoria_da_Conspira%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=5323</id>
		<title>3 Anos do Teoria da Conspiração</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=3_Anos_do_Teoria_da_Conspira%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=5323"/>
		<updated>2010-10-29T00:30:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Dia 1 de Agosto completamos 3 anos de existência do Teoria da Conspiração.&lt;br /&gt;
Seguem algumas curiosidades estatísticas para vocês:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Blogs&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* No Sedentário: 172 Posts, 17.154 Comentários, 4,644,720 conspiradores.&lt;br /&gt;
* No Wordpress: 152 Posts, 1.838 comentários, 443,220 conspiradores.&lt;br /&gt;
* No deldebbio.com.br: 721 Posts, 14.718 comentários, 2,620,457 conspiradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Sedentário, apesar do TdC ser responsável por 2,6% dos posts do site, temos 12,63% dos comentários e quase 9% do total de pageviews. Tirando a imbatível categoria de “delicinhas”, somos a coluna mais lida e comentada do blog (e uma das mais movimentadas de toda a blogosfera).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Formspring&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 1.002 perguntas sobre ocultismo respondidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Wikipedia de Ocultismo&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 1.250 verbetes (com 612 fotos), com 114.307 pageviews.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Twitter, Orkut…&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 2.400 followers, 2.593 pessoas na comunidade do TdC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Textos em PDF no Scribd&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* No www.scribd.com/deldebbio – 124 uploads, 107.482 reads, 13.866 downloads&lt;br /&gt;
* No www.scribd.com/teoriadaconspiracao – 47 uploads, 28.107 reads, 3.908 downloads&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Projeto Mayhem&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 1.231 membros, 2.365 tópicos espalhados em 147 comunidades; 260 postagens de blogs dos participantes, com mais de 2.662 fotos e 470 vídeos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Hospitalaria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* 465 mapas e 331 sigilos pessoais, totalizando o equivalente a 1.261 cestas básicas, entregues a mais de 60 instituições de caridade diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pensar que todo esse povo poderia agora estar indo pra Igreja… quantos Carros Zeros arrancamos das mãos dos pastores…&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=3_Anos_do_Teoria_da_Conspira%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=5322</id>
		<title>3 Anos do Teoria da Conspiração</title>
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		<updated>2010-10-29T00:26:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Dia 1 de Agosto completamos 3 anos de existência do Teoria da Conspiração.&lt;br /&gt;
Seguem algumas curiosidades estatísticas para vocês:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Blogs&lt;br /&gt;
* No Sedentário: 172 Posts, 17.154 Comentários, 4,644,720 conspiradores.&lt;br /&gt;
* No Wordpress: 152 Posts, 1.838 comentários, 443,220 conspiradores.&lt;br /&gt;
* No deldebbio.com.br: 721 Posts, 14.718 comentários, 2,620,457 conspiradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Sedentário, apesar do TdC ser responsável por 2,6% dos posts do site, temos 12,63% dos comentários e quase 9% do total de pageviews. Tirando a imbatível categoria de “delicinhas”, somos a coluna mais lida e comentada do blog (e uma das mais movimentadas de toda a blogosfera).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Formspring&lt;br /&gt;
* 1.002 perguntas sobre ocultismo respondidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wikipedia de Ocultismo&lt;br /&gt;
* 1.250 verbetes (com 612 fotos), com 114.307 pageviews.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Twitter, Orkut…&lt;br /&gt;
* 2.400 followers, 2.593 pessoas na comunidade do TdC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Textos em PDF no Scribd&lt;br /&gt;
* No www.scribd.com/deldebbio – 124 uploads, 107.482 reads, 13.866 downloads&lt;br /&gt;
* No www.scribd.com/teoriadaconspiracao – 47 uploads, 28.107 reads, 3.908 downloads&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Projeto Mayhem&lt;br /&gt;
* 1.231 membros, 2.365 tópicos espalhados em 147 comunidades; 260 postagens de blogs dos participantes, com mais de 2.662 fotos e 470 vídeos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hospitalaria&lt;br /&gt;
* 465 mapas e 331 sigilos pessoais, totalizando o equivalente a 1.261 cestas básicas, entregues a mais de 60 instituições de caridade diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pensar que todo esse povo poderia agora estar indo pra Igreja… quantos Carros Zeros arrancamos das mãos dos pastores…&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Resultados_da_Hospitalaria_%E2%80%93_Julho_2010&amp;diff=5319</id>
		<title>Resultados da Hospitalaria – Julho 2010</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Resultados_da_Hospitalaria_%E2%80%93_Julho_2010&amp;diff=5319"/>
		<updated>2010-10-29T00:23:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Em Julho, tivemos 27 mapas e 17 sigilos.&lt;br /&gt;
Somados aos valores do mês anterior, doamos R$ 666,00 à campanha em prol das vítimas das enchentes do Nordeste.&lt;br /&gt;
Entidades auxiliadas este mês:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Cenáculo Protetor dos Cegos&lt;br /&gt;
Avenida Dom Hélder Câmara, 8617. Piedade&lt;br /&gt;
* Lar da Velhice Ernani Luiz Schneider (Giruá/RS)&lt;br /&gt;
* Asilo Legião do Bem (RJ)&lt;br /&gt;
* Sociedade São Vicente de Paulo (MG)&lt;br /&gt;
Rua Genebra, 678 – Bairro Nova Suiça. Belo Horizonte/ MG.&lt;br /&gt;
* Lar Torres de Melo (Assist~encia ao Idoso)&lt;br /&gt;
Rua Júlio Pinto, 1832 – Jacarecanga&lt;br /&gt;
* Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz&lt;br /&gt;
http://www.andreluiz.org.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* e 8 doações de Sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu [[Mapa Astral]] ou [[Sigilo Pessoal]] via o TdC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Hospitalaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Resultados_da_Hospitalaria_%E2%80%93_Julho_2010&amp;diff=5316</id>
		<title>Resultados da Hospitalaria – Julho 2010</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Resultados_da_Hospitalaria_%E2%80%93_Julho_2010&amp;diff=5316"/>
		<updated>2010-10-29T00:22:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: category:Blogs, category:Hospitalaria&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Em Julho, tivemos 27 mapas e 17 sigilos.&lt;br /&gt;
Somados aos valores do mês anterior, doamos R$ 666,00 à campanha em prol das vítimas das enchentes do Nordeste.&lt;br /&gt;
Entidades auxiliadas este mês:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Cenáculo Protetor dos Cegos&lt;br /&gt;
Avenida Dom Hélder Câmara, 8617. Piedade&lt;br /&gt;
* Lar da Velhice Ernani Luiz Schneider (Giruá/RS)&lt;br /&gt;
* Asilo Legião do Bem (RJ)&lt;br /&gt;
* Sociedade São Vicente de Paulo (MG)&lt;br /&gt;
Rua Genebra, 678 – Bairro Nova Suiça. Belo Horizonte/ MG.&lt;br /&gt;
* Lar Torres de Melo (Assist~encia ao Idoso)&lt;br /&gt;
Rua Júlio Pinto, 1832 – Jacarecanga&lt;br /&gt;
* Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz&lt;br /&gt;
http://www.andreluiz.org.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* e 8 doações de Sangue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu [[Mapa Astral]] ou [[Sigilo Pessoal]] via o TdC.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=TdC-2010&amp;diff=5313</id>
		<title>TdC-2010</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=TdC-2010&amp;diff=5313"/>
		<updated>2010-10-29T00:16:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Victorgodoi: /* Agosto */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Dezembro==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Novembro==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Outubro==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Setembro==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Agosto==&lt;br /&gt;
*01-08-2010 - [[Harry Potter e as Núpcias Alquímicas]]&lt;br /&gt;
*02-08-2010 - [[Resultados da Hospitalaria – Julho 2010]]&lt;br /&gt;
*04-0802010 - [[3 Anos do Teoria da Conspiração]]&lt;br /&gt;
*05-08-2010 - [[O Grau da Marca na Maçonaria]]&lt;br /&gt;
*06-08-2010 - [[Branca de Neve e os sete pecados capitais]]&lt;br /&gt;
*07-08-2010 - [[Mapa Astral de James Randi]]&lt;br /&gt;
*11-08-2010 - [[A Nuvem sobre o Santuário – Carta 1]]&lt;br /&gt;
*13-08-2010 - [[Os Orixás e a Kabbalah]]&lt;br /&gt;
*16-08-2010 - [[O Jardim Filosofal]]&lt;br /&gt;
*18-08-2010 - [[A Nuvem sobre o Santuário – Carta 2]]&lt;br /&gt;
*19-08-2010 - [[O Mapa de Inception (A Origem)]]&lt;br /&gt;
*23-08-2010 - [[Mapa Astral de H.P. Lovecraft]]&lt;br /&gt;
*24-08-2010 - [[Signo de Virgem]]&lt;br /&gt;
*25-08-2010 - [[Projeto Akashi]]&lt;br /&gt;
*25-08-2010 - [[A Nuvem sobre o Santuário – Carta 3]]&lt;br /&gt;
*26-08-2020 - [[Projeção Consciente e Inconsciente]]&lt;br /&gt;
*26-08-2010 - [[Amuletos aumentam sua chance de sucesso]]&lt;br /&gt;
*28-08-2010 - [[Mapa Astral de Goethe]]&lt;br /&gt;
*30-08-2010 - [[A banda Therion e o Ocultismo]]&lt;br /&gt;
*31-08-2010 - [[A Carbonária Portuguesa]]&lt;br /&gt;
*31-08-2010 - [[Mapa Astral de Michael Jackson]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Julho==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* 06-07-2010 - [[Consagração no Signo de Câncer]]&lt;br /&gt;
* 06-07-2010 - [[Mapa Astral de Raul Seixas]]&lt;br /&gt;
* 07-07-2010 - [[Morpheus – Dream a little dream of me]]&lt;br /&gt;
* 12-07-2010 - [[Por quê eu odeio jornalistas]]&lt;br /&gt;
* 13-07-2010 - [[Iniciação de Dom Pedro]]&lt;br /&gt;
* 17-07-2010 - [[Caronte – Auto da Barca do Inferno]]&lt;br /&gt;
* 19-07-2010 - [[Homenagem a Gilberto Fernandes]]&lt;br /&gt;
* 20-07-2010 - [[Lua fora de Curso 2010]]&lt;br /&gt;
* 21-07-2010 - [[Casas Astrológicas]]&lt;br /&gt;
* 24-07-2010 - [[Signo de Leão]]&lt;br /&gt;
* 28-07-2010 - [[Candlemas]]&lt;br /&gt;
* 30-07-2010 - [[Referências do Teoria da Conspiração]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Junho==&lt;br /&gt;
* 30-06-2010 - [[Assim Florescerão tuas Rosas]]&lt;br /&gt;
* 29-06-2010 - [[Lilith, a Lua Negra – NOT]]&lt;br /&gt;
* 24-06-2010 - [[Feliz Aniversário, Maçonaria!]]&lt;br /&gt;
* 22-06-2010 - [[Os Posts Antigos e a nova Wiki]]&lt;br /&gt;
* 21-06-2010 - [[Signo de Câncer]]&lt;br /&gt;
* 18-06-2010 - [[Yule]]&lt;br /&gt;
* 17-06-2010 - [[Ordálias]]&lt;br /&gt;
* 16-06-2010 - [[A Maçonaria do país da Copa]]&lt;br /&gt;
* 15-06-2010 - [[O Simbolismo no Labirinto do Fauno]]&lt;br /&gt;
* 15-06-2010 - [[Astrologia e Ciência]]&lt;br /&gt;
* 14-06-2010 - [[IURD abre Drive-Thru de Dízimo]]&lt;br /&gt;
* 13-06-2010 - [[Mapa Astral de Fernando Pessoa]]&lt;br /&gt;
* 11-06-2010 - [[Resposta dos Astrólogos à Veja]]&lt;br /&gt;
* 10-06-2010 - [[Charlatões do amor]]&lt;br /&gt;
* 08-06-2010 - [[Consagração no Signo de Gêmeos]]&lt;br /&gt;
* 08-06-2010 - [[História Do Regime Escocês Retificado]]&lt;br /&gt;
* 06-06-2010 - [[São Teobaldo de Provins]]&lt;br /&gt;
* 04-06-2010 - [[Resultados da Hospitalaria – Maio 2010]]&lt;br /&gt;
* 02-06-2010 - [[O Verdadeiro Segredo Maçônico]]&lt;br /&gt;
* 01-06-2010 - [[Referências Ocultistas em Supernatural]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Maio==&lt;br /&gt;
* 31-05-2010 - [[666, the Number of the Beast]]&lt;br /&gt;
* 28-05-2010 - [[Lista de Ocultistas Famosos]]&lt;br /&gt;
* 28-05-2010 - [[Mapa Astral de Patch Adams]]&lt;br /&gt;
* 26-05-2010 - [[I-Ching e os Aminoácidos]]&lt;br /&gt;
* 25-05-2010 - [[Mapa Astral de Lord Bulwer-Lytton]]&lt;br /&gt;
* 24-05-2010 - [[Nossa própria Wikipedia]]&lt;br /&gt;
* 24-05-2010 - [[O Filho de Lúcifer me escreve!]]&lt;br /&gt;
* 24-05-2010 - [[Zaratustra, Mithra e Baphomet – parte III]]&lt;br /&gt;
* 22-05-2010 - [[Signo de Gêmeos]]&lt;br /&gt;
* 20-05-2010 - [[Dados, Dominós e Tarot]]&lt;br /&gt;
* 20-05-2010 - [[O Tarot e o Machismo]]&lt;br /&gt;
* 18-05-2010 - [[Shavuot]]&lt;br /&gt;
* 17-05-2010 - [[Malkuth shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 17-05-2010 - [[Dinheiro e Magia]]&lt;br /&gt;
* 17-05-2010 - [[Belzebu, Satanás e Lúcifer – parte II]]&lt;br /&gt;
* 16-05-2010 - [[Yesod shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 15-05-2010 - [[Hod shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 14-05-2010 - [[Netzach shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 13-05-2010 - [[Tiferet shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 12-05-2010 - [[Geburah shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 11-05-2010 - [[Chesed shebe Malkuth]]&lt;br /&gt;
* 11-05-2010 - [[Por dentro do Pró-Vida]]&lt;br /&gt;
* 10-05-2010 - [[Malkuth shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 10-05-2010 - [[O Diabo não é tão feio quanto se pinta – I]]&lt;br /&gt;
* 09-05-2010 - [[Yesod shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 08-05-2010 - [[Hod shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 07-05-2010 - [[Defendendo a igreja católica?]]&lt;br /&gt;
* 07-05-2010 - [[Netzach shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 06-05-2010 - [[Resultados da Hospitalaria – Abril 2010]]&lt;br /&gt;
* 06-05-2010 - [[Tiferet shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 06-05-2010 - [http://www.on.br/site_edu_dist_2009/site/index_ss.html Prova do Módulo IV – Astrofísica]&lt;br /&gt;
* 05-05-2010 - [[Geburah shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 04-05-2010 - [[Chesed shebe Yesod]]&lt;br /&gt;
* 03-05-2010 - [[O que é I-Ching?]]&lt;br /&gt;
* 03-05-2010 - [[Malkuth shebe Hod]]&lt;br /&gt;
* 03-05-2010 - [[Vênus-Afrodite: All you need is love!]]&lt;br /&gt;
* 02-05-2010 - [[Yesod shebe Hod]]&lt;br /&gt;
* 01-05-2010 - [[Hod shebe Hod]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Abril==&lt;br /&gt;
* 01-04-2010 - [[Em 1818, falecia William Preston]]&lt;br /&gt;
* 01-04-2010 - [[Tiferet shebe Chesed]]&lt;br /&gt;
* 01-04-2010 - [[Imagem de Jacques deMolay]]&lt;br /&gt;
* 02-04-2010 - [[Mapa Astral do Chico Xavier]]&lt;br /&gt;
* 02-04-2010 - [[Simbolismo Animal II]]&lt;br /&gt;
* 02-04-2010 - [[Netzach shebe Chesed]]&lt;br /&gt;
* 03-04-2010 - [[Hod shebe Chesed]]&lt;br /&gt;
* 04-04-2010 - [[Yesod shebe Chesed]]&lt;br /&gt;
* 05-04-2010 - [[A Coroa]]&lt;br /&gt;
* 05-04-2010 - [[Malkuth shebe Chesed]]&lt;br /&gt;
* 05-04-2010 - [[Dois Milhões de Conspiradores!]]&lt;br /&gt;
* 06-04-2010 - [[Chesed shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 07-04-2010 - [[O Menor é o Mais Poderoso]]&lt;br /&gt;
* 07-04-2010 - [[.’.]]&lt;br /&gt;
* 07-04-2010 - [[Geburah shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 08-04-2010 - [[Tiferet shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 08-04-2010 - [[Resposta de Richard Simonetti à Superinteressante]]&lt;br /&gt;
* 09-04-2010 - [[A Cidade Celeste]]&lt;br /&gt;
* 09-04-2010 - [[Netzach shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 10-04-2010 - [[Nosso primeiro ataque Hacker]]&lt;br /&gt;
* 10-04-2010 - [[Hod shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 11-04-2010 - [[A Cidade Celeste II]]&lt;br /&gt;
* 11-04-2010 - [[Yesod shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 11-04-2010 - [[De volta à Programação Normal]]&lt;br /&gt;
* 12-04-2010 - [[Resultados da Hospitalaria – Março 2010]]&lt;br /&gt;
* 12-04-2010 - [[Malkuth shebe Geburah]]&lt;br /&gt;
* 13-04-2010 - [[O Compasso e o Esquadro]]&lt;br /&gt;
* 13-04-2010 - [[Chesed shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 14-04-2010 - [[Homem perde R$ 70 mil para falsa cigana]]&lt;br /&gt;
* 14-04-2010 - [[Geburah shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 15-04-2010 - [[O Incenso de Ketoret]]&lt;br /&gt;
* 15-04-2010 - [[Tiferet shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 16-04-2010 - [[Mapa Astral do Papa]]&lt;br /&gt;
* 16-04-2010 - [[Netzach shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 17-04-2010 - [[Hod shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 18-04-2010 - [[Yesod shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 19-04-2010 - [[Malkuth shebe Tiferet]]&lt;br /&gt;
* 20-04-2010 - [[Chesed shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 21-04-2010 - [[Signo de Touro]]&lt;br /&gt;
* 21-04-2010 - [[Geburah shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 21-04-2010 - [[Mapa Astral de Adolf Hitler]]&lt;br /&gt;
* 22-04-2010 - [[Tiferet shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 22-04-2010 - [[Melkisedek ou Preste João]]&lt;br /&gt;
* 22-04-2010 - [[Revista Sannyasin – Volume 1]]&lt;br /&gt;
* 23-04-2010 - [[Religiões dogmáticas e Moral]]&lt;br /&gt;
* 23-04-2010 - [[Netzach shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 24-04-2010 - [[Ritual da Igreja Luciferiana comentado]]&lt;br /&gt;
* 24-04-2010 - [[Hod shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 25-04-2010 - [[Yesod shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 25-04-2010 - [[Referências de Arcanos da Corte e Astrologia]]&lt;br /&gt;
* 26-04-2010 - [[Trago a mulher amada em 7 dias!!!]]&lt;br /&gt;
* 26-04-2010 - [[Malkuth shebe Netzach]]&lt;br /&gt;
* 27-04-2010 - [[Tradição da Pomba e Tradição da Serpente]]&lt;br /&gt;
* 27-04-2010 - [[Chesed shebe Hod]]&lt;br /&gt;
* 28-04-2010 - [[Geburah shebe Hod]]&lt;br /&gt;
* 29-04-2010 - [[Mapa Astral de Henri Poincaré]]&lt;br /&gt;
* 29-04-2010 - [[Samhaim]]&lt;br /&gt;
* 29-04-2010 - [[Holy Man Claims to Have Lived Without Food, Water for 70 Years]]&lt;br /&gt;
* 29-04-2010 - [[Tiferet shebe Hod]]&lt;br /&gt;
* 30-04-2010 - [[Netzach shebe Hod]]&lt;br /&gt;
* 30-04-2010 - [[Bula “In Eminenti apostolatus Specula”]]&lt;br /&gt;
* 30-04-2010 - [[Hermes Trismegistus]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Março==&lt;br /&gt;
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==Fevereiro==&lt;br /&gt;
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==Janeiro==&lt;br /&gt;
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[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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