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	<title>Wiki - User contributions [en]</title>
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	<updated>2026-10-24T11:49:30Z</updated>
	<subtitle>User contributions</subtitle>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VIII_%E2%80%93_Anjos_e_Dem%C3%B4nios&amp;diff=8076</id>
		<title>VIII – Anjos e Demônios</title>
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		<updated>2010-11-25T16:35:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;==128. Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?==  — Não; são Espíritos puros: estão n…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==128. Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; são Espíritos puros: estão no mais alto grau da escala e reúnem em si todas as perfeições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;A palavra anjo desperta geralmente a idéia da perfeição moral; não obstante é freqüentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que existam fora da Humanidade. Diz-se: o bom e o mau anjo; o anjo da luz e o anjo das trevas; e nesse caso ela é sinônima de Espírito ou de gênio. Tomamo-la aqui na sua significação boa.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==129. Os anjos também percorreram todos os graus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Percorreram todos. Mas, como já dissemos: uns aceitaram a sua missão sem lamentar e chegaram mais depressa; outros empregaram maior ou menor tempo para chegar à perfeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==130. Se a opinião de que há seres criados perfeitos e superiores a todos os outros é errônea, como se explica a sua presença na tradição de quase todos os povos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Aprende que o teu mundo não existe de toda a eternidade e que muito antes de existir já havia Espíritos no grau supremo; os homens por isso, acreditam que eles sempre haviam sido perfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==131. Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente voltados ao mal? Se há demônios, e no teu mundo inferior e em outros semelhantes que eles residem: são esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo, e que pensam lhe ser agradáveis pelas abominações que cometem, em seu nome.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;A palavra demônio não implica a idéia de Espírito mau, a não ser na sua acepção moderna, porque o termo grego dáimon. de que ela deriva, significa gênio, inteligência, e se aplicou aos seres incorpóreos, bons ou maus. sem distinção.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os demônios, segundo a significação vulgar do termo, seriam entidades essencialmente malfazejas: e seriam, como todas as coisas, criação de Deus. Mas Deus, que é eternamente justo e bom, não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua própria natureza, e condenados pela eternidade. Se não fossem obra de Deus, seriam eternos como ele, e nesse caso haveria muitas potências soberanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira condição de toda doutrina é a de ser lógica; ora, a dos demônios, no seu sentido absoluto, falha neste ponto essencial. Que, na crença dos povos atrasados, que não conheciam os atributos de Deus, admitindo divindades malfazejas, também se admitissem os demônios, é concebível; mas para quem quer que faca da bondade de Deus um atributo por excelência, é ilógico e contraditório supor que ele tenha criado seres voltados ao mal e destinados a praticá-lo perpetuamente, porque isso seria negar a sua bondade. Os partidários do demônio se apóiam nas palavras do Cristo e não seremos nós que iremos contestar a autoridade dos seus ensinos, que desejaríamos ver mais no coração do que na boca dos homens; mas estariam bem certos do sentido que ele atribuía à palavra demônio? Não se sabe que a forma alegórica é uma das características da sua linguagem? Tudo o que o Evangelho contém deve ser tomado ao pé da letra? Não queremos outra prova, além desta passagem;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Logo após esses dias de aflição, o sol se obscurecerá e a lua não dará mais a sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências celestes serão abaladas. Em verdade vos digo que esta geração não passará, antes que todas essas coisas se cumpram.” Não vimos a forma do texto bíblico contraditada pela Ciência no que se refere à criação e ao movimento da Terra? Não pode acontecer o mesmo com certas figuras empregadas pelo Cristo, que devia falar de acordo com o tempo e a região em que se achava? O Cristo não poderia ter dito conscientemente uma falsidade. Se, portanto, nessas palavras há coisas que parecem chocar a razão, é que não as compreendemos ou que as interpretamos mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens fizeram com os demônios o mesmo que com os anjos. Da mesma maneira que acreditam na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram também os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. A palavra demônio deve, portanto, ser entendida como referente aos Espíritos impuros, que freqüentemente não são melhores que os designados por esse nome, mas com a diferença de ser o seu estado apenas transitório. São esses os Espíritos imperfeitos que protestam contra as suas provações e por isso as sofrem por mais tempo, mas chegarão por sua vez á perfeição, quando se dispuserem a tanto. Poderíamos aceitar a palavra demônio com esta restrição. Mas, como ela é agora entendida num sentido exclusivo, poderia induzir em erro, dando margem á crença na existência de seres criados especialmente para o mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A propósito de Satanás, é evidente que se trata da personificação do mal sob uma forma alegórica, porque não se poderia admitir um ser maligno lutando de igual para igual com a Divindade, e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Como o homem necessita de imagens e figuras para impressionar a sua imaginação, pintou os seres incorpóreos com formas materiais dotadas de atributos que lembram as suas qualidades ou os seus defeitos Foi assim que os antigos, querendo personificar o Tempo, deram-lhe a figura de um velho com uma foice e uma ampulheta. Uma figura de jovem, nesse caso, seria um contra-senso. O mesmo se deu com as alegorias da Fortuna, da Verdade etc. Os modernos representaram os anjos, os Espíritos puros, numa figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza, e Satanás, com chifres, garras e os atributos da bestialidade, símbolos das paixões. O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses símbolos entidades reais, como outrora tinha visto Saturno na alegoria do Tempo.(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(1) Esta teoria espírita sobre os demônios vai hoje se impondo aos próprios meios religiosos que mais acirradamente a combateram. EM “O Diabo”m o escritor italiano Giovanni Papini a endossou, apoiado nos Pais da Igreja. O padre Pierre Theilhard de Chardin, cuja doutrina aproxima a teologia católica da concepção espírita, considera o Inferno como “pólo negativo do mundo”, integrado ao Pleroma (o mundo divino unido ao corpo místico de Cristo) e assim se refere aos demônios: O condenado não e excluído do Pleroma, mas apenas da sua face luminosa e de sua beatitude. Perde-o, mas na está perdido para ele”. (Lê |Millieu Divin – Oeuvres – Seuil, 1957 – Paris, pág. 191) – N. do T.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VII_%E2%80%93_Progress%C3%A3o_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8075</id>
		<title>VII – Progressão dos Espíritos</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VII_%E2%80%93_Progress%C3%A3o_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8075"/>
		<updated>2010-11-25T16:33:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
115. a) Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; todos se tomarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==118. Os Espíritos podem degenerar?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não. À medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito concluiu uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
==120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros, o do mal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria Uberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não esta nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros a resistiram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
122. a) De onde vêm as influências que se exercem sobre ele?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Dos Espíritos imperfeitos que procuram envolvê-lo e dominá-lo, e que ficam felizes de afazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
122. b) Esta influência só se exerce sobre o Espírito na sua origem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Segue-o na vida de Espírito, até que ele tenha de tal maneira adquirido o domínio de si mesmo que os maus desistam de obsediá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==123. Por que Deus permitiu que os Espíritos pudessem seguir o caminho do mal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Como ousais pedir a Deus conta dos seus atos? Pensais poder penetraras seus desígnios? Entretanto, podeis dizer: A sabedoria de Deus se encontra na Uberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==124. Havendo Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto, e outros, o do mal absoluto, haverá gradações, sem dúvida, entre esses dois extremos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, por certo, e constituem a grande maioria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==125. Os Espíritos que seguiram o caminho do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade que os outros?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas as eternidades serão mais longas para eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Por essa expressão, as eternidades, devemos entender a idéia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver. Essa idéia se renova em todas as provas nas quais sucumbem.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
==126. Os Espíritos que chegam ao supremo grau, depois de passarem pelo mal, têm menos mérito que os outros aos olhos de Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus contempla os extraviados com o mesmo olhar, e os ama a todos do mesmo modo. Eles são chamados maus porque sucumbiram; antes, não eram mais que simples Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==127. Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o livre-arbítrio se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem nem por isso são Espíritos perfeitos; se não têm más tendências, não estão menos obrigados a adquirir a experiência e os conhecimentos necessários à perfeição. Podemos compará-los a crianças que, qualquer que seja a bondade dos seus instintos naturais têm necessidade de desenvolver-se, de esclarecer-se e não chegam sem transição da infância à maturidade. Assim como temos homens que são bons e outros que são maus desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus desde o princípio com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio.&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VII_%E2%80%93_Progress%C3%A3o_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8074</id>
		<title>VII – Progressão dos Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-25T16:32:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;==114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?==  — Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inf…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
115. a) Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; todos se tomarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==118. Os Espíritos podem degenerar?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Não. À medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito concluiu uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
==120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==121. Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros, o do mal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência qualquer que os leve mais para um lado que para outro?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria Uberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não esta nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros a resistiram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
122. a) De onde vêm as influências que se exercem sobre ele?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Dos Espíritos imperfeitos que procuram envolvê-lo e dominá-lo, e que ficam felizes de afazer sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satanás.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
122. b) Esta influência só se exerce sobre o Espírito na sua origem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Segue-o na vida de Espírito, até que ele tenha de tal maneira adquirido o domínio de si mesmo que os maus desistam de obsediá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==123. Por que Deus permitiu que os Espíritos pudessem seguir o caminho do mal?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Como ousais pedir a Deus conta dos seus atos? Pensais poder penetraras seus desígnios? Entretanto, podeis dizer: A sabedoria de Deus se encontra na Uberdade de escolha que concede a cada um, porque assim cada um tem o mérito de suas obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==124. Havendo Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto, e outros, o do mal absoluto, haverá gradações, sem dúvida, entre esses dois extremos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, por certo, e constituem a grande maioria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==125. Os Espíritos que seguiram o caminho do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade que os outros?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, mas as eternidades serão mais longas para eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Por essa expressão, as eternidades, devemos entender a idéia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver. Essa idéia se renova em todas as provas nas quais sucumbem.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
==126. Os Espíritos que chegam ao supremo grau, depois de passarem pelo mal, têm menos mérito que os outros aos olhos de Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus contempla os extraviados com o mesmo olhar, e os ama a todos do mesmo modo. Eles são chamados maus porque sucumbiram; antes, não eram mais que simples Espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==127. Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São criados iguais, mas não sabendo de onde vêm, é necessário que o livre-arbítrio se desenvolva. Progridem mais ou menos rapidamente, tanto em inteligência como em moralidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Os Espíritos que seguem desde o princípio o caminho do bem nem por isso são Espíritos perfeitos; se não têm más tendências, não estão menos obrigados a adquirir a experiência e os conhecimentos necessários à perfeição. Podemos compará-los a crianças que, qualquer que seja a bondade dos seus instintos naturais têm necessidade de desenvolver-se, de esclarecer-se e não chegam sem transição da infância à maturidade. Assim como temos homens que são bons e outros que são maus desde a infância, há Espíritos que são bons ou maus desde o princípio com a diferença capital de que a criança traz os seus instintos formados, enquanto o Espírito na sua formação, não possui mais maldade que bondade. Ele tem todas as tendências, e toma uma direção ou outra em virtude do seu livre-arbítrio.&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VI_%E2%80%93_Escala_Esp%C3%ADrita&amp;diff=8073</id>
		<title>VI – Escala Espírita</title>
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		<updated>2010-11-25T16:28:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==100. Observações preliminares.==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta: nenhuma categoria apresenta caráter bem definido, a não ser no conjunto: de um grau a outro, a transição é insensível, pois, nos limites, as diferenças se apagam, como nos reinos da Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo com a maneira por que se considerar o assunto. Acontece nisto como em todos os sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência; mas, seja como for, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das categorias, sem maiores conseqüências. Houve quem se apegasse a esta contradição aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo: deixam-nos os problemas da forma, da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ajuntemos ainda esta consideração que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos. Toda classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que têm conhecimentos limitados são, como os ignorantes deste mundo, incapazes de apreender um conjunto e formular um sistema; eles não conhecem ou não compreendem senão imperfeitamente qualquer classificação; para eles, todos os Espíritos que lhes sejam superiores são da primeira ordem, pois não podem apreciar as suas diferenças de saber, de capacidade e de moralidade, como entre nós faria um homem rude, em relação aos homens ilustrados. E aqueles mesmos que sejam incapazes, podem variar nos detalhes, segundo os seus pontos de vista, sobretudo quando uma divisão nada tem de absoluto. Lineu, Jussieu Tournefort tiveram cada qual o seu método, e a botânica não se alterou por isso. É que eles não inventaram nem as plantas nem os seus caracteres, mas apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos e as classes. Foi assim que procedemos. Nós também não inventamos os Espíritos nem os seus caracteres. Vimos e observamos; julgamos pelas suas palavras e os seus atos, e depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos nos dados que eles forneceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a ajuda deste quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem. Esta é de alguma maneira, a chave da Ciência espírita, pois só ela pode explicar-nos as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as irregularidades intelectuais e morais dos Espíritos. Observaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem para sempre e exclusivamente a esta ou aquela classe; o seu progresso se realiza gradualmente, e, como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro, eles podem reunir as características de varias categorias, o que é fácil apreciar por sua linguagem e seus atos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==101. Caracteres gerais.==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo, e todas as más paixões que lhes seguem. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados, e o pouco que sabem a respeito se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem dar-nos mais do que noções falsas e incompletas daquele mundo; mas o observador atento encontra freqüentemente, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caráter desses Espíritos se revela na sua linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um pensamento mau, pode ser colocado na terceira ordem; por conseguinte, todo mau pensamento que nos for sugerido provém de um Espírito dessa ordem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vêem a felicidade dos bons, e essa visão é para eles um tormento incessante, porque lhes faz provar as angústias da inveja e do ciúme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, e essa impressão é freqüentemente mais penosa que a realidade. Sofrem, portanto, verdadeiramente, pelos males que suportaram e pêlos que acarretaram aos outros; e como sofrem por muito tempo, julgam sofrer para sempre. Deus, para os punir, quer que eles assim pensem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em cinco classes principais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==102. Décima classe. Espíritos Impuros== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, talando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas- outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vitimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==103. Nona classe. Espíritos Levianos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- São ignorantes, malignos inconseqüentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos, tragos Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que deles se servem multas vezes, como fazemos com os criados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, muitas vezes espirituosa e alegre, mas quase sempre sem profundidade; apanham as esquisitices e os ridículos humanos, que interpretam de maneira mordaz e satírica. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==104. Oitava classe. Espíritos Pseudo-Sábios==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem Tendo realizado alguns progressos em diversos sentidos, sua linguagem tem um caráter sério, que pode iludir quanto à sua capacidade e às suas luzes Mas isso freqüentemente, não é mais do que um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas que tiveram na vida terrena. Sua linguagem é uma mistura de algumas verdades com os erros mais absurdos, entre os quais repontam a presunção, o orgulho, a inveja e a teimosia, de que não puderam despir-se&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==105. Sétima classe. Espíritos Neutros==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
– Nem são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal; tendem tanto para um como para outro, e não se elevam sobre a condição vulgar da humanidade, quer pela moral ou pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, saudosos de suas grosseiras alegrias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==106. Sexta classe. Espíritos Batedores e Perturbadores==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Estes Espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta quanto às suas qualidades pessoais, e podem pertencer a todas as classes da terceira ordem. Manifestam freqüentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc. Parece que estão mais apegados à matéria do que os outros, sendo os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer pela sua ação sobre o ar, a água, o fogo, os corpos sólidos ou nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, a cargo dos Espíritos subalternos, mais aptos para as coisas materiais que para as inteligentes. Quando julgam que as manifestações desse gênero são úteis, servem-se desses espíritos como auxiliares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==SEGUNDA ORDEM: BONS ESPÍRITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==107. Caracteres Gerais.==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim, seriam Espíritos perfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pêlos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta ordem pertencem os espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em quatro grupos principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==108. Quinta classe. Espíritos Benévolos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sua qualidade dominante é a bondade; gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==109. Quarta classe. Espíritos Sábios==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O que especialmente os distingue é a amplitude dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão; mas só encaram a Ciência pela sua utilidade, livres das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==110. Terceira classe. Espíritos Prudentes==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Caracterizam-se pelas qualidades morais da ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==111. Segunda classe. Espíritos Superiores==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada, e freqüentemente sublime. Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer. Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa fé a verdade e cujas almas estejam bastante libertas dos liames terrenos, para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade ou que, pela influência da matéria, se desviam da prática do bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==112. Caracteres Gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==113. Primeira classe. Classe Única==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pêlos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VI_%E2%80%93_Escala_Esp%C3%ADrita&amp;diff=8072</id>
		<title>VI – Escala Espírita</title>
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		<updated>2010-11-25T16:25:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: /* TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;100. Observações preliminares. A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta: nenhuma categoria apresenta caráter bem definido, a não ser no conjunto: de um grau a outro, a transição é insensível, pois, nos limites, as diferenças se apagam, como nos reinos da Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo com a maneira por que se considerar o assunto. Acontece nisto como em todos os sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência; mas, seja como for, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das categorias, sem maiores conseqüências. Houve quem se apegasse a esta contradição aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo: deixam-nos os problemas da forma, da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ajuntemos ainda esta consideração que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos. Toda classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que têm conhecimentos limitados são, como os ignorantes deste mundo, incapazes de apreender um conjunto e formular um sistema; eles não conhecem ou não compreendem senão imperfeitamente qualquer classificação; para eles, todos os Espíritos que lhes sejam superiores são da primeira ordem, pois não podem apreciar as suas diferenças de saber, de capacidade e de moralidade, como entre nós faria um homem rude, em relação aos homens ilustrados. E aqueles mesmos que sejam incapazes, podem variar nos detalhes, segundo os seus pontos de vista, sobretudo quando uma divisão nada tem de absoluto. Lineu, Jussieu Tournefort tiveram cada qual o seu método, e a botânica não se alterou por isso. É que eles não inventaram nem as plantas nem os seus caracteres, mas apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos e as classes. Foi assim que procedemos. Nós também não inventamos os Espíritos nem os seus caracteres. Vimos e observamos; julgamos pelas suas palavras e os seus atos, e depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos nos dados que eles forneceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a ajuda deste quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem. Esta é de alguma maneira, a chave da Ciência espírita, pois só ela pode explicar-nos as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as irregularidades intelectuais e morais dos Espíritos. Observaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem para sempre e exclusivamente a esta ou aquela classe; o seu progresso se realiza gradualmente, e, como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro, eles podem reunir as características de varias categorias, o que é fácil apreciar por sua linguagem e seus atos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==101. Caracteres gerais.==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo, e todas as más paixões que lhes seguem. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados, e o pouco que sabem a respeito se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem dar-nos mais do que noções falsas e incompletas daquele mundo; mas o observador atento encontra freqüentemente, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caráter desses Espíritos se revela na sua linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um pensamento mau, pode ser colocado na terceira ordem; por conseguinte, todo mau pensamento que nos for sugerido provém de um Espírito dessa ordem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vêem a felicidade dos bons, e essa visão é para eles um tormento incessante, porque lhes faz provar as angústias da inveja e do ciúme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, e essa impressão é freqüentemente mais penosa que a realidade. Sofrem, portanto, verdadeiramente, pelos males que suportaram e pêlos que acarretaram aos outros; e como sofrem por muito tempo, julgam sofrer para sempre. Deus, para os punir, quer que eles assim pensem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em cinco classes principais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==102. Décima classe. Espíritos Impuros== — São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, talando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas- outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vitimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
103. Nona classe. Espíritos Levianos - São ignorantes, malignos inconseqüentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos, tragos Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que deles se servem multas vezes, como fazemos com os criados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, muitas vezes espirituosa e alegre, mas quase sempre sem profundidade; apanham as esquisitices e os ridículos humanos, que interpretam de maneira mordaz e satírica. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
104. Oitava classe. Espíritos Pseudo-Sábios - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem Tendo realizado alguns progressos em diversos sentidos, sua linguagem tem um caráter sério, que pode iludir quanto à sua capacidade e às suas luzes Mas isso freqüentemente, não é mais do que um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas que tiveram na vida terrena. Sua linguagem é uma mistura de algumas verdades com os erros mais absurdos, entre os quais repontam a presunção, o orgulho, a inveja e a teimosia, de que não puderam despir-se&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
105. Sétima classe. Espíritos Neutros – Nem são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal; tendem tanto para um como para outro, e não se elevam sobre a condição vulgar da humanidade, quer pela moral ou pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, saudosos de suas grosseiras alegrias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
106. Sexta classe. Espíritos Batedores e Perturbadores —Estes Espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta quanto às suas qualidades pessoais, e podem pertencer a todas as classes da terceira ordem. Manifestam freqüentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc. Parece que estão mais apegados à matéria do que os outros, sendo os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer pela sua ação sobre o ar, a água, o fogo, os corpos sólidos ou nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, a cargo dos Espíritos subalternos, mais aptos para as coisas materiais que para as inteligentes. Quando julgam que as manifestações desse gênero são úteis, servem-se desses espíritos como auxiliares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==SEGUNDA ORDEM: BONS ESPÍRITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
107. Caracteres Gerais. Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim, seriam Espíritos perfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pêlos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta ordem pertencem os espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em quatro grupos principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
108. Quinta classe. Espíritos Benévolos — Sua qualidade dominante é a bondade; gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
109. Quarta classe. Espíritos Sábios — O que especialmente os distingue é a amplitude dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão; mas só encaram a Ciência pela sua utilidade, livres das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
110. Terceira classe. Espíritos Prudentes — Caracterizam-se pelas qualidades morais da ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
111. Segunda classe. Espíritos Superiores — Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada, e freqüentemente sublime. Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer. Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa fé a verdade e cujas almas estejam bastante libertas dos liames terrenos, para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade ou que, pela influência da matéria, se desviam da prática do bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
112. Caracteres Gerais. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
113. Primeira classe. Classe Única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pêlos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=VI_%E2%80%93_Escala_Esp%C3%ADrita&amp;diff=8071</id>
		<title>VI – Escala Espírita</title>
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		<updated>2010-11-25T16:25:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: /* TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;100. Observações preliminares. A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta: nenhuma categoria apresenta caráter bem definido, a não ser no conjunto: de um grau a outro, a transição é insensível, pois, nos limites, as diferenças se apagam, como nos reinos da Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo com a maneira por que se considerar o assunto. Acontece nisto como em todos os sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência; mas, seja como for, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das categorias, sem maiores conseqüências. Houve quem se apegasse a esta contradição aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo: deixam-nos os problemas da forma, da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ajuntemos ainda esta consideração que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos. Toda classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que têm conhecimentos limitados são, como os ignorantes deste mundo, incapazes de apreender um conjunto e formular um sistema; eles não conhecem ou não compreendem senão imperfeitamente qualquer classificação; para eles, todos os Espíritos que lhes sejam superiores são da primeira ordem, pois não podem apreciar as suas diferenças de saber, de capacidade e de moralidade, como entre nós faria um homem rude, em relação aos homens ilustrados. E aqueles mesmos que sejam incapazes, podem variar nos detalhes, segundo os seus pontos de vista, sobretudo quando uma divisão nada tem de absoluto. Lineu, Jussieu Tournefort tiveram cada qual o seu método, e a botânica não se alterou por isso. É que eles não inventaram nem as plantas nem os seus caracteres, mas apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos e as classes. Foi assim que procedemos. Nós também não inventamos os Espíritos nem os seus caracteres. Vimos e observamos; julgamos pelas suas palavras e os seus atos, e depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos nos dados que eles forneceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a ajuda deste quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem. Esta é de alguma maneira, a chave da Ciência espírita, pois só ela pode explicar-nos as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as irregularidades intelectuais e morais dos Espíritos. Observaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem para sempre e exclusivamente a esta ou aquela classe; o seu progresso se realiza gradualmente, e, como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro, eles podem reunir as características de varias categorias, o que é fácil apreciar por sua linguagem e seus atos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==101. Caracteres gerais.== Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo, e todas as más paixões que lhes seguem. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados, e o pouco que sabem a respeito se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem dar-nos mais do que noções falsas e incompletas daquele mundo; mas o observador atento encontra freqüentemente, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caráter desses Espíritos se revela na sua linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um pensamento mau, pode ser colocado na terceira ordem; por conseguinte, todo mau pensamento que nos for sugerido provém de um Espírito dessa ordem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vêem a felicidade dos bons, e essa visão é para eles um tormento incessante, porque lhes faz provar as angústias da inveja e do ciúme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, e essa impressão é freqüentemente mais penosa que a realidade. Sofrem, portanto, verdadeiramente, pelos males que suportaram e pêlos que acarretaram aos outros; e como sofrem por muito tempo, julgam sofrer para sempre. Deus, para os punir, quer que eles assim pensem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em cinco classes principais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==102. Décima classe. Espíritos Impuros== — São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, talando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas- outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vitimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
103. Nona classe. Espíritos Levianos - São ignorantes, malignos inconseqüentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos, tragos Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que deles se servem multas vezes, como fazemos com os criados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, muitas vezes espirituosa e alegre, mas quase sempre sem profundidade; apanham as esquisitices e os ridículos humanos, que interpretam de maneira mordaz e satírica. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
104. Oitava classe. Espíritos Pseudo-Sábios - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem Tendo realizado alguns progressos em diversos sentidos, sua linguagem tem um caráter sério, que pode iludir quanto à sua capacidade e às suas luzes Mas isso freqüentemente, não é mais do que um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas que tiveram na vida terrena. Sua linguagem é uma mistura de algumas verdades com os erros mais absurdos, entre os quais repontam a presunção, o orgulho, a inveja e a teimosia, de que não puderam despir-se&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
105. Sétima classe. Espíritos Neutros – Nem são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal; tendem tanto para um como para outro, e não se elevam sobre a condição vulgar da humanidade, quer pela moral ou pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, saudosos de suas grosseiras alegrias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
106. Sexta classe. Espíritos Batedores e Perturbadores —Estes Espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta quanto às suas qualidades pessoais, e podem pertencer a todas as classes da terceira ordem. Manifestam freqüentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc. Parece que estão mais apegados à matéria do que os outros, sendo os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer pela sua ação sobre o ar, a água, o fogo, os corpos sólidos ou nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, a cargo dos Espíritos subalternos, mais aptos para as coisas materiais que para as inteligentes. Quando julgam que as manifestações desse gênero são úteis, servem-se desses espíritos como auxiliares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==SEGUNDA ORDEM: BONS ESPÍRITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
107. Caracteres Gerais. Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim, seriam Espíritos perfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pêlos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta ordem pertencem os espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em quatro grupos principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
108. Quinta classe. Espíritos Benévolos — Sua qualidade dominante é a bondade; gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
109. Quarta classe. Espíritos Sábios — O que especialmente os distingue é a amplitude dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão; mas só encaram a Ciência pela sua utilidade, livres das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
110. Terceira classe. Espíritos Prudentes — Caracterizam-se pelas qualidades morais da ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
111. Segunda classe. Espíritos Superiores — Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada, e freqüentemente sublime. Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer. Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa fé a verdade e cujas almas estejam bastante libertas dos liames terrenos, para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade ou que, pela influência da matéria, se desviam da prática do bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
112. Caracteres Gerais. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
113. Primeira classe. Classe Única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pêlos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<title>VI – Escala Espírita</title>
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		<updated>2010-11-25T16:23:28Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;100. Observações preliminares. A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta: nenhuma categoria apresenta caráter bem definido, a não ser no conjunto: de um grau a outro, a transição é insensível, pois, nos limites, as diferenças se apagam, como nos reinos da Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo com a maneira por que se considerar o assunto. Acontece nisto como em todos os sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência; mas, seja como for, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das categorias, sem maiores conseqüências. Houve quem se apegasse a esta contradição aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo: deixam-nos os problemas da forma, da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ajuntemos ainda esta consideração que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos. Toda classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que têm conhecimentos limitados são, como os ignorantes deste mundo, incapazes de apreender um conjunto e formular um sistema; eles não conhecem ou não compreendem senão imperfeitamente qualquer classificação; para eles, todos os Espíritos que lhes sejam superiores são da primeira ordem, pois não podem apreciar as suas diferenças de saber, de capacidade e de moralidade, como entre nós faria um homem rude, em relação aos homens ilustrados. E aqueles mesmos que sejam incapazes, podem variar nos detalhes, segundo os seus pontos de vista, sobretudo quando uma divisão nada tem de absoluto. Lineu, Jussieu Tournefort tiveram cada qual o seu método, e a botânica não se alterou por isso. É que eles não inventaram nem as plantas nem os seus caracteres, mas apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos e as classes. Foi assim que procedemos. Nós também não inventamos os Espíritos nem os seus caracteres. Vimos e observamos; julgamos pelas suas palavras e os seus atos, e depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos nos dados que eles forneceram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta caracteres bem definidos; não nos resta senão destacar, por um número suficiente de subdivisões, as nuanças principais do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolentes instruções jamais nos faltaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a ajuda deste quadro, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que eles merecem. Esta é de alguma maneira, a chave da Ciência espírita, pois só ela pode explicar-nos as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos sobre as irregularidades intelectuais e morais dos Espíritos. Observaremos, entretanto, que os Espíritos não pertencem para sempre e exclusivamente a esta ou aquela classe; o seu progresso se realiza gradualmente, e, como muitas vezes se efetua mais num sentido que noutro, eles podem reunir as características de varias categorias, o que é fácil apreciar por sua linguagem e seus atos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
101. Caracteres gerais. Predominância da matéria sobre o espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo, e todas as más paixões que lhes seguem. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais leviandade. Uns não fazem o bem, nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, revelam a sua inferioridade. Outros, pelo contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e os seus sentimentos mais ou menos abjetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os seus conhecimentos sobre as coisas do mundo espírita são limitados, e o pouco que sabem a respeito se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corpórea. Não podem dar-nos mais do que noções falsas e incompletas daquele mundo; mas o observador atento encontra freqüentemente, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O caráter desses Espíritos se revela na sua linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um pensamento mau, pode ser colocado na terceira ordem; por conseguinte, todo mau pensamento que nos for sugerido provém de um Espírito dessa ordem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vêem a felicidade dos bons, e essa visão é para eles um tormento incessante, porque lhes faz provar as angústias da inveja e do ciúme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea, e essa impressão é freqüentemente mais penosa que a realidade. Sofrem, portanto, verdadeiramente, pelos males que suportaram e pêlos que acarretaram aos outros; e como sofrem por muito tempo, julgam sofrer para sempre. Deus, para os punir, quer que eles assim pensem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em cinco classes principais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
102. Décima classe. Espíritos Impuros — São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, talando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas- outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vitimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
103. Nona classe. Espíritos Levianos - São ignorantes, malignos inconseqüentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos, tragos Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que deles se servem multas vezes, como fazemos com os criados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, muitas vezes espirituosa e alegre, mas quase sempre sem profundidade; apanham as esquisitices e os ridículos humanos, que interpretam de maneira mordaz e satírica. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
104. Oitava classe. Espíritos Pseudo-Sábios - Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem Tendo realizado alguns progressos em diversos sentidos, sua linguagem tem um caráter sério, que pode iludir quanto à sua capacidade e às suas luzes Mas isso freqüentemente, não é mais do que um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas que tiveram na vida terrena. Sua linguagem é uma mistura de algumas verdades com os erros mais absurdos, entre os quais repontam a presunção, o orgulho, a inveja e a teimosia, de que não puderam despir-se&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
105. Sétima classe. Espíritos Neutros – Nem são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal; tendem tanto para um como para outro, e não se elevam sobre a condição vulgar da humanidade, quer pela moral ou pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, saudosos de suas grosseiras alegrias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
106. Sexta classe. Espíritos Batedores e Perturbadores —Estes Espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta quanto às suas qualidades pessoais, e podem pertencer a todas as classes da terceira ordem. Manifestam freqüentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc. Parece que estão mais apegados à matéria do que os outros, sendo os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer pela sua ação sobre o ar, a água, o fogo, os corpos sólidos ou nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são devidos a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, a cargo dos Espíritos subalternos, mais aptos para as coisas materiais que para as inteligentes. Quando julgam que as manifestações desse gênero são úteis, servem-se desses espíritos como auxiliares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==SEGUNDA ORDEM: BONS ESPÍRITOS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
107. Caracteres Gerais. Predomínio do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim, seriam Espíritos perfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pêlos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta ordem pertencem os espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos dividi-los em quatro grupos principais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
108. Quinta classe. Espíritos Benévolos — Sua qualidade dominante é a bondade; gostam de prestar serviços aos homens e de os proteger; mas o seu saber é limitado: seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
109. Quarta classe. Espíritos Sábios — O que especialmente os distingue é a amplitude dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão; mas só encaram a Ciência pela sua utilidade, livres das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
110. Terceira classe. Espíritos Prudentes — Caracterizam-se pelas qualidades morais da ordem mais elevada. Sem possuir conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite julgar com precisão os homens e as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
111. Segunda classe. Espíritos Superiores — Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada, e freqüentemente sublime. Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer. Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa fé a verdade e cujas almas estejam bastante libertas dos liames terrenos, para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade ou que, pela influência da matéria, se desviam da prática do bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o tipo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
112. Caracteres Gerais. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
113. Primeira classe. Classe Única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema é para eles uma ocupação agradável. São, às vezes, designados pêlos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=V_%E2%80%93_Diferentes_Ordens_de_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8069</id>
		<title>V – Diferentes Ordens de Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-25T16:20:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==96. Os Espíritos são iguais, ou existe entre eles alguma hierarquia?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São de diferentes ordens, segundo o grau de perfeição a que tenham chegado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==97. Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É ilimitado o número dessas ordens, pois não há entre elas uma linha de demarcação traçada como barreira, de maneira que se podem multiplicar ou restringir as divisões, à vontade. Não obstante, se considerarmos os caracteres gerais, poderemos reduzi-las a três ordens principais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Na primeira ordem, podemos colocar os que já chegaram à perfeição: os Espíritos puros. Na segunda, estão os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a sua preocupação. Na terceira, os que estão ainda na base da escala: os Espíritos imperfeitos, que se caracterizam pela ignorância, o desejo do mal e todas as mais paixões que lhes retardam o desenvolvimento.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==98. Os Espíritos da segunda ordem só têm o desejo do bem; terão também o poder de o fazer?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Eles têm esse poder, de acordo com o grau de sua perfeição: uns possuem a ciência; outros, a sabedoria e a bondade. Todos, entretanto, ainda têm provas a sofrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==99. Os Espíritos da terceira ordem são todos essencialmente maus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Não; uns não fazem bem nem. mal; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo. Há ainda Espíritos levianos ou estouvados, mais travessos do que malignos, que se comprazem mais na malícia do que na maldade, encontrando prazer em mistificar e causar pequenas contrariedades, das quais se riem.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=V_%E2%80%93_Diferentes_Ordens_de_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8068</id>
		<title>V – Diferentes Ordens de Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-25T16:20:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;==96. Os Espíritos são iguais, ou existe entre eles alguma hierarquia?==  — São de diferentes ordens, segundo o grau de perfeição a que tenham chegado.  ==97. Há um núme…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==96. Os Espíritos são iguais, ou existe entre eles alguma hierarquia?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São de diferentes ordens, segundo o grau de perfeição a que tenham chegado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==97. Há um número determinado de ordens ou de graus de perfeição entre os Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É ilimitado o número dessas ordens, pois não há entre elas uma linha de demarcação traçada como barreira, de maneira que se podem multiplicar ou restringir as divisões, à vontade. Não obstante, se considerarmos os caracteres gerais, poderemos reduzi-las a três ordens principais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Na primeira ordem, podemos colocar os que já chegaram à perfeição: os Espíritos puros. Na segunda, estão os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a sua preocupação. Na terceira, os que estão ainda na base da escala: os Espíritos imperfeitos, que se caracterizam pela ignorância, o desejo do mal e todas as mais paixões que lhes retardam o desenvolvimento.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==98. Os Espíritos da segunda ordem só têm o desejo do bem; terão também o poder de o fazer?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Eles têm esse poder, de acordo com o grau de sua perfeição: uns possuem a ciência; outros, a sabedoria e a bondade. Todos, entretanto, ainda têm provas a sofrer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==99. Os Espíritos da terceira ordem são todos essencialmente maus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Não; uns não fazem bem nem. mal; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram ocasião de praticá-lo. Há ainda Espíritos levianos ou estouvados, mais travessos do que malignos, que se comprazem mais na malícia do que na maldade, encontrando prazer em mistificar e causar pequenas contrariedades, das quais se riem.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=IV_%E2%80%93_Perisp%C3%ADrito&amp;diff=8067</id>
		<title>IV – Perispírito</title>
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		<updated>2010-11-25T16:19:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;==93. O Espírito propriamente dito vive a descoberto ou, como pretendem alguns, envolvidos por alguma substância?==  — O Espírito é envolvido por uma substância que é vap…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==93. O Espírito propriamente dito vive a descoberto ou, como pretendem alguns, envolvidos por alguma substância?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para ti, mas ainda bastante grosseira para nós; suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma o Espírito propriamente dito é revestido de um envoltório que, por comparação, se pode chamar períspirito.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==94. De onde tira o Espírito o seu envoltório semimaterial?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Do fluído universal de cada globo. É por isso que ele não é o mesmo em todos os mundos; passando de um mundo para outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==94. a) Dessa maneira, quando os Espíritos de mundos superiores vêm até nós, tomam um períspirito mais grosseiro?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É necessário que eles se revistam da vossa matéria, como já dissemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==95. O envoltório semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, uma forma ao arbítrio do Espírito; e é assim que ele vos aparece algumas vezes, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, podendo tomar uma forma visível e mesmo palpável.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Forma_e_Ubiquidade_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8066</id>
		<title>III – Forma e Ubiquidade dos Espíritos</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_Forma_e_Ubiquidade_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8066"/>
		<updated>2010-11-25T16:17:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;==88. Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante?==  —Aos vossos olhos, não; aos nossos, sim. Eles são, se o quiserdes, uma flama, um clarão ou uma cente…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==88. Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
—Aos vossos olhos, não; aos nossos, sim. Eles são, se o quiserdes, uma flama, um clarão ou uma centelha etérea(1).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
88. a) Esta flama ou centelha tem alguma cor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Para vós, ela varia do escuro ao brilho do rubi, de acordo com a menor ou maior pureza do Espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comentário de Kardec:  Representam-se ordinariamente os gênios com uma flama ou uma estrela na fronte. É essa uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-na no alto da cabeça, por ser ali que se encontra a sede da inteligência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==89. Os Espíritos gastam algum tempo para cruzar o espaço?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim; mas rápido como o pensamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
89. a) O pensamento não é a própria alma que se transporta?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também o está, pois é a alma que pensa. O pensamento é um atributo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==90. O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado para onde deseja ir?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Uma e outra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, dar-se conta da distância que atravessa, mas essa distância pode também desaparecer por completo; isso depende da sua vontade e também da sua natureza, se mais ou menos depurada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==91. A matéria oferece obstáculos aos Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não; eles penetram tudo; o ar, a terra, as águas, o próprio fogo lhes são igualmente acessíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==92. Os Espíritos têm o dom da ubiqüidade, ou, em outras palavras, o mesmo Espírito pode dividir-se ou estar ao mesmo tempo em vários pontos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Não pode haver divisão de um. Espírito; mas cada um deles é um centro que irradia para diferentes lados, e é por isso que parecem estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o sol, que não é mais do que um, e, não obstante, irradia por toda parte e envia os seus raios até muito longe. Apesar disso, ele não se divide.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
92. a) Todos os Espíritos irradiam com o mesmo poder?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Bem longe disso; o poder de irradiação depende do grau de pureza de cada um.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Cada Espírito é uma unidade indivisível; mas cada um deles pode estender o seu pensamento em diversas direções, sem por isso se dividir É somente nesse sentido que se deve entender o dom de ubiqüidade atribuído aos Espíritos. Como uma fagulha que projeta ao longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte. Como, ainda, um homem que, sem mudar de lugar e sem se dividir, pode transmitir ordens, sinais e produzir movimentos em diferentes lugares.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Todo este trecho se refere ao Espírito puro, desprovido do períspirito. Necessário atentar para essas variações, para não confundirmos as explicações. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Origem_e_Natureza_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8065</id>
		<title>I – Origem e Natureza dos Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-25T16:14:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==76. Como podemos definir os Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Nota. — A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra- corpóreos e não mais o elemento inteligente universal&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou não seriam mais do que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Meu Deus! São sua obra, precisamente como acontece com um homem que faz uma maquina; esta é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que o homem, quando faz uma coisa bela e útil, chama-a sua filha, sua criação Pois bem, dá-se o mesmo com Deus: nós somos seus filhos, porque somos sua obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==78. Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda a eternidade, como Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus; mas, pelo contrário, são sua criação, submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se com isso entendes que Deus, sendo eterno, deva ter criado sem cessar; mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe; isso é mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==79. Uma vez que há dois elementos gerais do Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do material?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É evidente. Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; e a maneira dessa formação é que desconhecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==80. A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— E permanente, o que quer dizer que Deus jamais cessou de criar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==81. Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==82. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kadec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque a sua essência difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. Um povo de cegos não teria palavras para exprimir a luz e os seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pelo ouvido, o olfato. o paladar e o tato; não compreende as idéias que lhe seriam dadas pelo sentido que lhe falta. Da mesma maneira, no tocante à essência dos seres super-humanos. somos como verdadeiros cegos. Não podemos defini-los, a não ser por meio de comparações sempre imperfeitas ou por um esforço da imaginação(1)&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==83. Os Espíritos terão fim?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo, e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada; mas isso não é razão para as repelirdes. O filho não compreende tudo o que o pai compreende, nem o ignorante, tudo o que o sábio compreende. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo quanto podemos dize por enquanto.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) –Os Espíritos revestidos de períspirto são o objeto desta referência. Sem o períspirito nada têm de material, como vemos na resposta ao item 79. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Origem_e_Natureza_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=8064</id>
		<title>I – Origem e Natureza dos Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-25T16:14:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==76. Como podemos definir os Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Nota. — A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra- corpóreos e não mais o elemento inteligente universal&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou não seriam mais do que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Meu Deus! São sua obra, precisamente como acontece com um homem que faz uma maquina; esta é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que o homem, quando faz uma coisa bela e útil, chama-a sua filha, sua criação Pois bem, dá-se o mesmo com Deus: nós somos seus filhos, porque somos sua obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==78. Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda a eternidade, como Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 mas, pelo contrário, são sua criação, submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se com isso entendes que Deus, sendo eterno, deva ter criado sem cessar; mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe; isso é mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==79. Uma vez que há dois elementos gerais do Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do material?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É evidente. Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; e a maneira dessa formação é que desconhecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==80. A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— E permanente, o que quer dizer que Deus jamais cessou de criar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==81. Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==82. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kadec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque a sua essência difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. Um povo de cegos não teria palavras para exprimir a luz e os seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pelo ouvido, o olfato. o paladar e o tato; não compreende as idéias que lhe seriam dadas pelo sentido que lhe falta. Da mesma maneira, no tocante à essência dos seres super-humanos. somos como verdadeiros cegos. Não podemos defini-los, a não ser por meio de comparações sempre imperfeitas ou por um esforço da imaginação(1)&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==83. Os Espíritos terão fim?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo, e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada; mas isso não é razão para as repelirdes. O filho não compreende tudo o que o pai compreende, nem o ignorante, tudo o que o sábio compreende. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo quanto podemos dize por enquanto.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) –Os Espíritos revestidos de períspirto são o objeto desta referência. Sem o períspirito nada têm de material, como vemos na resposta ao item 79. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=II_%E2%80%93_Mundo_Normal_Primitivo&amp;diff=8063</id>
		<title>II – Mundo Normal Primitivo</title>
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		<updated>2010-11-25T16:13:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, além daquele que vemos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal na ordem das coisas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O mundo espírita; ele preexiste e sobrevive a tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==86. O mundo corpóreo poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem com isso alterar a essência do mundo espírita?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim; eles são independentes, e, não obstante, a sua correlação é incessante, porque reagem incessantemente um sobre o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==87. Os Espíritos ocupam uma região circunscrita e determinada no espaço?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os Espíritos estão por toda parte; povoam ao infinito os espaços infinitos. Há os que estão sem cessar ao vosso lado, observando-vos e aluando sobre vós, sem o saberdes; porque os Espíritos são uma das forças da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para o cumprimento de seus desígnios providenciais; mas nem todos vão a toda parte, porque há regiões interditadas aos menos avançados.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<title>II – Mundo Normal Primitivo</title>
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		<updated>2010-11-25T16:12:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, além daquele que vemos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal na ordem das coisas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O mundo espírita; ele preexiste e sobrevive a tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
86. O mundo corpóreo poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem com isso alterar a essência do mundo espírita?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim; eles são independentes, e, não obstante, a sua correlação é incessante, porque reagem incessantemente um sobre o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
87. Os Espíritos ocupam uma região circunscrita e determinada no espaço?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Os Espíritos estão por toda parte; povoam ao infinito os espaços infinitos. Há os que estão sem cessar ao vosso lado, observando-vos e aluando sobre vós, sem o saberdes; porque os Espíritos são uma das forças da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para o cumprimento de seus desígnios providenciais; mas nem todos vão a toda parte, porque há regiões interditadas aos menos avançados.&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>II – Mundo Normal Primitivo</title>
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		<updated>2010-11-25T16:12:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, além daquele que vemos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal na ordem das coisas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — O mundo espírita; ele preexiste e sobrevive a tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
86. O mundo corpóreo poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem com isso alterar a essência do mundo espírita?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Sim; eles são independentes, e, não obstante, a sua correlação é incessante, porque reagem incessantemente um sobre o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
87. Os Espíritos ocupam uma região circunscrita e determinada no espaço?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Os Espíritos estão por toda parte; povoam ao infinito os espaços infinitos. Há os que estão sem cessar ao vosso lado, observando-vos e aluando sobre vós, sem o saberdes; porque os Espíritos são uma das forças da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para o cumprimento de seus desígnios providenciais; mas nem todos vão a toda parte, porque há regiões interditadas aos menos avançados.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, além daquele que vemos?   — Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.   85. Qual dos dois, o mundo espír…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, além daquele que vemos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal na ordem das coisas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — O mundo espírita; ele preexiste e sobrevive a tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 86. O mundo corpóreo poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem com isso alterar a essência do mundo espírita?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Sim; eles são independentes, e, não obstante, a sua correlação é incessante, porque reagem incessantemente um sobre o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 87. Os Espíritos ocupam uma região circunscrita e determinada no espaço?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Os Espíritos estão por toda parte; povoam ao infinito os espaços infinitos. Há os que estão sem cessar ao vosso lado, observando-vos e aluando sobre vós, sem o saberdes; porque os Espíritos são uma das forças da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para o cumprimento de seus desígnios providenciais; mas nem todos vão a toda parte, porque há regiões interditadas aos menos avançados.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<title>Magia Sexual</title>
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		<updated>2010-11-25T15:44:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Magia Sexual, conhecida no Oriente como [[Tantra]], é a prática ritualística desenvolvida através das energias canalizadas do corpo físico, da mente e do espírito humano. O ato de criar outras vidas através de relações sexuais e instituir uma força, ou um vínculo energético entre as pessoas envolvidas, é visto como místico e sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como outras modalidades de Magia, a Magia Sexual também é um recurso usado como fonte do poder que fortalece as cerimônias ritualísticas e para obter o auto-conhecimento através da exploração do próprio corpo, psique e alma. A Magia Sexual é uma das faces mais importantes da Magia moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Utilizada tanto nas escolas ocidentais como nas orientais, sua origem nos remete às práticas das crenças pré-cristãs, sendo que os primeiros registros datam de 3000 a.C.. A Antiga Religião da Europa baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. O conceito pagão da atividade sexual era saudável e natural. Era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através dos próprios sentidos, com a manifestação afetiva de um indivíduo ou simplesmente a ação de compartilhar prazer e desejo carnal com outra pessoa. Assim, mulheres consagradas serviam aos deuses em templos, o homossexualismo e o heterossexualismo eram apenas definições das preferências sexuais, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem dois canais de energia no corpo humano que estão associados ao sistema nervoso central e à medula espinhal, conhecidos no Ocidente como Lunar e Solar ou Feminina e Masculina (receptiva/negativa e ativa/positiva). Geralmente, entre os não-praticantes da Magia Sexual, apenas uma das correntes de energia está aberta e fluindo. Entre as mulheres, apenas a corrente lunar flui desimpedida. Entre os homens, apenas o canal solar está realmente livre. No caso dos homossexuais, essa situação está invertida. Em todas as situações, este fato causa um desequilíbrio e influencia negativamente várias esferas da vida humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, segundo este raciocínio, o estado sexual natural é a bissexualidade, em que ambas as correntes fluem juntas em harmonia. A alma que habita o corpo físico não é masculina nem feminina. Desse modo, o sexo é meramente uma circunstância física. O fluxo harmonioso das correntes no corpo é simbolizado pelo antigo símbolo do Caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos maiores divulgadores da Magia Sexual contemporânea ocidental é [[Aleister Crowley]], através da doutrina do [[Thelema]]. Posteriormente, diversas escolas iniciáticas a adotaram e adaptaram de acordo com a própria filosofia. Porém, os princípios básicos permanecem inalterados. Na Índia, ainda é uma das práticas mais utilizadas no [[hinduísmo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de (teoricamente) compor vários sistemas mágicos, atualmente, a maioria das tradições não incorpora a Magia Sexual em suas atividades. Isto se deve a opção pessoal dos praticantes (inibição e preocupações com as doenças sexualmente transmissíveis) e a pressão social de uma cultura judaico-cristã, onde o sexo é visto como algo pecaminoso e polêmico. Deste modo, nos ritos sexuais modernos, são usadas representações simbólicas dos antigos elementos da fertilidade, sejam objetos que representem os genitais ou apenas uma dança ou encenação erótica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Sagrado Feminino==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas antigas crenças pagãs, os pólos femininos da criação eram reverenciados como sagrados e a mulher era vista como o principal canal gerador de vida. A Deusa era a divindade principal, responsável pela criação de todas as formas viventes. Dessa forma, os ritos que envolviam Magia Sexual, utilizavam-se de mulheres e do sangue menstrual como elementos principais do Altar Cerimonial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O altar sagrado é formado por uma mulher que se deita de costas, nua, com as pernas dobradas e afastadas (de forma que os calcanhares toquem as nádegas). Um cálice é colocado diretamente sobre seu umbigo, ligando-o ao cordão umbilical etéreo da Deusa, a qual é invocada em seu corpo. Derrama-se o vinho sobre o cálice. O Sumo Sacerdote pinga três gotas de vinho, uma no clitóris e uma em cada mamilo, traçando uma linha imaginária que forma um triângulo no corpo feminino, tendo o útero como centro. Segue-se um beijo em cada ponto, enquanto a invocação é recitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Fluidos Mágicos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os fluidos produzidos no corpo humano de forma natural ou através da estimulação sexual, também são utilizados nas cerimônias herdadas dos povos antigos que envolvem a Magia Sexual, e são empregados para um determinado objetivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O vinho ritual continha três gotas do sangue menstrual da Suma Sacerdotisa do clã, que unia magicamente os celebrantes nesta vida e nas próximas encarnações. Os caçadores e guerreiros eram ungidos com pinturas ritualísticas que continham sangue menstrual. Acreditava-se que ao unir o sangue de duas pessoas, criava-se um vínculo entre ambas. Ungir os mortos com o sangue era uma forma de assegurar o retorno à vida. O sêmen era considerado energia canalizada que vitaliza o praticante que o recebe. Ainda, o estímulo dos mamilos faz com que a glândula pituitária secrete um hormônio que ativa as contrações uterinas. Isso ativa o fluxo de certos fluidos através do canal vaginal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Criança Mágica==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A criança mágica é um termo utilizado na Magia Sexual ocidental para designar uma imagem no momento do orgasmo. Neste caso, a energia sexual não é liberada como no ato sexual tradicional, mas inibida por períodos prolongados e canalizada através da mente para que se manifeste numa forma de pensamento mágico, formando uma imagem astral durante o orgasmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esta atividade, é necessário que o praticante tenha desenvolvido a arte da concentra-ção/visualização e um controle firme sobre a própria força de vontade pessoal, de forma que no momento do orgasmo, não haja nada mais na mente que a imagem que deseja ver criada. Se estiver incompleta ou difusa, é possível que interferências negativas se manifestem e passem a consumir a energia sexual do praticante. Este conceito é uma das bases na crença dos Sucubus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Pancha Makara&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A corrente oriental da Magia Sexual, chamada [[Tantra]], é dividida em cinco categorias de aplicações distintas conhecidas como Cinco M ou Pancha Makara, que em sua maioria, são canalizados no campo físico (Caminho da Mão Esquerda) e outro simbólico (Caminho da Mão Direita). O Pancha Makara recebe interpretações diferenciadas nas cerimônias praticadas nas correntes do Ocidente, ou em algumas situações, são adaptadas ou omitidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Madya Sadhana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra Madya significa Licor e este princípio está relacionado à aplicação do Caminho da Mão Direita com uso adequado de estimulantes que ativam o sétimo chakra, [[Sahastrara]], considerado o último nível de evolução da consciência humana e responsável pela integração dos outros chakras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Mamsa Sadhana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O termo Mamsa pode ser traduzido como carne e significar que este princípio está associado ao uso ritualístico de carne. Também pode ser compreendido como fala (do verbo falar) e ser interpretado como uma invocação ou um mantra. Em quaisquer dos casos, está associado ao Caminho da Mão Esquerda (Físico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Matsya Sadhana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Matsya significa peixe. Este princípio é usado tanto no aspecto físico como no simbólico. É visto como um fluxo psíquico que corre através dos canais da espinha dorsal, ou minoritariamente, como o consumo ritual de peixe num banquete ou Eucaristia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Mudra Sadhana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Este é o mais conhecido fora dos círculos tântricos e é utilizado de maneira similar nos Caminhos Esquerdo/Direito. Representa o uso de posições específicas do corpo (especialmente da mão) para simbolizar ou encarnar certas forças, além de efetuar mudanças na consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Maithuna Sadhana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A palavra Maithuna refere-se a união sexual. Este princípio, que atua tanto no aspecto físico como simbólico, está relacionado primitivamente com a atividade sexual. Porém, pode ser interpretado também como a atividade simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Spectrum&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Magia Prática]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=8058</id>
		<title>Exercícios Práticos – 01</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=8058"/>
		<updated>2010-11-25T15:41:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Estes são os básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de [[reiki]], [[chi kung]], [[chakras]] e na imensa maioria das ordens iniciáticas. [[Aleister Crowley]] dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==1) Concentração==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Vela.jpg|300px|thumb|right|Vela]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dificuldades:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exercício 2: Imaginação e [[chakras]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser feito de preferência de pé, com as pernas afastadas na largura dos ombros. Os braços podem ficar relaxados ao lado do corpo, os dedos abertos, mas sem forçar nada (esta postura chama-se Wu Shi).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respire de maneira relaxada, pelo nariz, olhos semicerrados, sem nada prendendo seu corpo (anéis, pulseiras, soutien apertado… ). Pode deixar uma música bem leve e suave no ambiente se ajudar a relaxar, mas não walk-man/i-pod. Tenha certeza que não será perturbado.&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhuang3.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comece pelo primeiro chakra ([[Muladhara]]). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja ([[Svadisthana]]), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine agora o terceiro chakra ([[Manipura]]), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra ([[Anahata]]), verde, sobre o seu plexo solar, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra ([[Vishuda]]), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu queria que o Zatraz especificamente fizesse este exercício para ter uma noção do que eu quero dizer quando falo “concentração mental para acessar os tais computadores de cristal” e quão longe as pessoas comuns estão deste tipo de domínio de suas mentes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais [[chakra]]s estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – [[Svadisthana]]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Exercício 3: manifestação desta energia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhang2.jpg|300px|thumb|left|]]&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhan1.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…&lt;br /&gt;
Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Magia Prática]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Constante_de_Boltzman,_Chakras_e_a_F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=8057</id>
		<title>A Constante de Boltzman, Chakras e a Física Quântica</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Constante_de_Boltzman,_Chakras_e_a_F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=8057"/>
		<updated>2010-11-25T15:40:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na semana passada, aprendemos que matéria é energia e que o que chamamos de “realidade” na verdade é apenas o que conseguimos compreender em um universo de 3 dimensões físicas e 1 temporal da projeção de vibrações de múltiplas dimensões, cuja maioria nossos cientistas ainda não conseguem mesurar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste texto, vamos tentar explicar alguns destes planos. Para isto, temos de recorrer à sabedoria dos antigos hindus, que já conheciam estes planos de consciência em 5.000 AC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, os demais seres e tudo quanto existe são constituídos de uma infinidade de combinações de matéria-energia, de todos os graus de densidade e complexidade. Cada uma dessas combinações ou graus de matéria-energia representam um nível particular da “Consciência-Energia” em escala cósmica, presente em toda manifestação universal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradição oriental fornece uma visão ordenada e simplificada deste fato, apresentando os diversos níveis de consciência estratificados em camadas. Dessa forma, situa-se o plano mais denso (o físico-material-sólido) em um extremo da escala, caracterizado pela máxima diferenciação de formas, densidade e Ignorância (imersão da Consciência na Matéria) e, no outro extremo, o plano divino, o plano da unidade, caracterizado pela máxima sutilização da matéria-energia, indistinção de formas e máxima plenitude de Ser (emersão da Consciência na Matéria).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do nível mais denso, diferenciado, para o mais sutil, temos:&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-Kaballah.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano físico (sólido, líquido, gasoso, 1o. a 4o. etérico) – este é o plano mais palpável, onde vive a “ciência ortodoxa”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano astral (vital ou emocional, das energias nervosas e emocionais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano mental ou Manásico (das energias de pensamento ou mentais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano intuicional ou Búdico (das energias psíquicas ou de alma)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano espiritual ou Átmico (onde se manifestam as essências espirituais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano monádico ou Anupadaka (onde se manifestam as mônadas, redutos últimos das individualidades espirituais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano divino ou Adi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora todos os fenômenos envolvam processos simultâneos nos diversos planos ou níveis de matéria-energia, cada plano pode ser visto como possuidor de um determinado conjunto de leis ou princípios de operação envolvendo em “seu espaço” todas as realidades energéticas desse plano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok… ok… eu sei que compliquei agora. Estou pensando em como explicar isto sem simplificar demais (para não parecer que estou tirando da cartola estas informações) e ao mesmo tempo sem falar grego (ou hindu).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentando em uma linguagem mais simples… é a mesma coisa que dizer que existem 7 planos físicos dimensionais sobrepostos, como “layers” em uma imagem de photoshop, cada um mais sutil que o anterior. E quando se mexe em uma delas acaba afetando a imagem nas outras camadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o homem está imerso nestas sete dimensões. Diz-se, portanto, que o homem possui 7 corpos correspondentes aos respectivos planos de consciência/energia. A Personalidade do homem (“eu inferior” ou EGO) é constituída pelas energias dos planos físico, duplo-etérico (onde ficam os chakras, que fazem a ligação entre o físico e o astral), o vital (ou astral) e mental inferior. Em contrapartida, os planos mental superior, intuicional (ou búdico) e espiritual (ou átmico) fornecem as energias e materiais constitutivos da Tríade Espiritual (que chamaremos “eu superior” ).&lt;br /&gt;
As bonecas russas chamadas MATRIOSKA possuíam tradicionalmente 7 “corpos” e eram originalmente utilizadas para explicar este conceito nas Escolas de ocultismo, antes de se tornar um brinquedo popular na Rússia.&lt;br /&gt;
[[image:071025-matrioska.jpg|300px|thumb|right|Matrioskas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta parte é mais complicada, porque cada tradição dá nomes diferentes e divide estes corpos agrupando-os de maneira ligeiramente diferente. Para facilitar a compreensão pelos espíritas que acompanham a coluna, o “corpo físico” engloba o físico e o mental inferior (o mental objetivo); entre o físico e o astral temos os chakras fazendo a conexão entre eles e em seguida o “perispírito” (que inclui o astral, conectado ao físico pelo “cordão de prata”) e finalmente o “espírito” (que inclui o mental superior, intuicional e átmico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para não me alongar demais, deixo este LINK da teosofia que é bem completo (e complexo) para quem quiser se aprofundar mais no&lt;br /&gt;
conceito dos sete corpos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok. Até aqui eu entendi… São sete corpos sobrepostos. E daí?&lt;br /&gt;
De cara, isto explica facilmente algo “inexplicável” que o Mori mencionou na coluna dele desta semana: Quando alguém decide realizar algum movimento, o seu EU (Atmã) toma uma decisão, esta decisão é passada para seus sentidos subjetivos, depois para seus sentidos objetivos e em seguida para o corpo físico que você está pilotando. E, pelas medidas, a passagem da consciência objetiva (detectada pelos instrumentos) para o corpo físico demora entre 200 a 350 ms. É o caso de uma experiência científica comprovando algo ocultista que ainda não pode ser detectado pelos instrumentos atuais. Claro… isso não prova o que estou dizendo, mas demonstra que EXISTE algo que causa este atraso. E como eu disse anteriormente, é uma questão de tempo até os cientistas ortodoxos descobrirem o que os ocultistas conhecem há séculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Projetando seus pensamentos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma maneira que podemos interagir com o mundo físico através dos nossos sentidos objetivos (segurando uma caneta com nossas mãos), todos nós somos capazes de interagir e realizar ações nos outros planos (astral, mental, etc… ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos fazer um exercício simples de visualização: Imagine uma maçã repousando ao lado do teclado. Mas não “pense” na maçã… “visualize” uma maçã… relaxe… respire calmamente, concentre sua mente e veja todos os detalhes da textura dela, a cor, o brilho, se ela está lustrosa, vívida, imagine o cheiro dela… afaste todos os outros pensamentos e concentre-se apenas nessa maçã. Dê uma mordida imaginária nela e sinta o gosto dela na sua boca, a textura esfarelando enquanto o suco preenche sua boca e o cheiro invade suas narinas… se você fez direitinho, pode até mesmo estar com água na boca neste momento. E, durante um curto espaço de tempo, você acaba de criar uma forma-pensamento.&lt;br /&gt;
Esta maçã que você acaba de criar é tão sólida quanto qualquer objeto real, apenas existe em outra dimensão e, portanto, a princípio, não interage com o plano físico.&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-Maca.jpg|300px|thumb|right|Maçã]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma forma que se você soltar uma caneta ela cai no chão, se você parar de pensar nesta maçã, ela deixa de receber seus estímulos e, com o tempo, esta forma-pensamento se dissolverá sozinha no plano mental. Se você colocar emoção neste exercício, a maçã permanecerá por mais tempo e com maior intensidade. Fazendo uma junção do mental com o emocional, conseguiremos trazer esta projeção do plano mental para o plano astral sem grandes dificuldades. Basta colocar “sentimento” na sua visualização. Ok, o exemplo da maçã é simples, mas entender a relação entre emoção e visualização será necessário quando explicarmos qual a razão dos famosos “sacrifícios” na magia negra ou do “ectoplasma” que faz com que entidades do astral possam ser vistas no físico, poltergeists, de “círculos de proteção”, da [[THELEMA]] (vontade) e todas as coisas que envolvem passagens de matéria-energia de um plano vibratório para o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande mago [[Aleister Crowley]] dizia que “a magia é a soma da imaginação com a vontade”. Mais para a frente veremos como ele estava certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O ruído mental e a concentração==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem… quando você “pensa que está pensando”, a voz que ecoa na sua mente nada mais é do que uma projeção dos seus pensamentos reais (do seu EU superior) entrando em ressonância com o seu corpo físico (seu cérebro de carne, cheio de SINAPSES que fazem esta conexão entre o plano mental e o físico). Apesar do seu corpo mental subjetivo e do seu Atmã possuírem todo o conhecimento acumulado de todas as suas vidas passadas, a conexão entre o seu corpo superior e o EGO (corpo inferior) é falha e está rompida desde a “queda”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[não vou falar sobre isto agora, mas para vocês meditarem um pouco... nosso corpo inferior e nosso corpo superior estão atualmente separados. A origem da palavra “religião” vem do latim “Religare”, que é o ato de reconectar o nosso “eu inferior” ou mundano com o nosso “eu superior”, devolvendo ao ser humano a essência divina que todos possuímos e que perdemos um dia – como vocês podem deduzir, religiosidade não tem NADA a ver com ficar rezando e obedecendo o que o pastor/padre diz, muito pelo contrário...tem a ver com a descoberta do deus dentro de cada um de nós – “conhece a ti mesmo”].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas pessoas possuem esta conexão mais entrosada. São os tais “GÊNIOS” que compõem sinfonias com 5 anos de idade, falam 50 línguas, pintam ou tocam maravilhosamente bem. Na verdade, não há nenhum segredo “inexplicável” da ciência nisso: eles conseguem recuperar as informações que seus Atmãs já possuíam de vidas passadas. O mesmo ocorre com alguns autistas.&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-beethoven-max.jpg|300px|thumb|right|Beethoven]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa intuição, palpites ou o tal do “sexto sentido” são fagulhas desta conexão entre o superior e o mundano atuando. Oráculos como o [[Tarot]] ou [[Runas]] também fazem a “ponte” entre estes dois estados de consciência. O Beethoven também é um ótimo exemplo disso (e, para não perder o costume, Beethoven era maçom, já que teve um sujeito que afirmou que eu “dou autoridade para as pessoas que cito no meu texto só porque elas eram maçons ou rosacruzes mas isso não significa que elas sejam boas no que faziam”)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário da mente subjetiva, que é direta e inspirada pelo seu “eu superior”, a mente objetiva gosta de divagar e flutuar entre diversos pensamentos fúteis e egóicos… vamos fazer outro exercício: experimente relaxar e “não pensar em nada” e verá como isso é difícil: tente “esvaziar a sua mente” e não pensar em nada… em segundos, sua cabeça estará cheia de pensamentos caóticos e desordenados, misturando-se lembranças, imagens, sons, frases repetidas várias vezes… tudo se torna rapidamente um caos. Ainda mais se você estiver com algum problema ou algo que envolva seu emocional (como dissemos, as emoções intensificam as formas-pensamento).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você pudesse visualizar o plano Mental, nesta situação veria que, ao redor do seu ser está se formando um verdadeiro “depósito de lixo” mental. Estas imagens vão se desfazendo com o tempo, claro, mas dependendo da situação, permanecem (é de onde vem a expressão “ambiente carregado”) e, dependendo de que tipo de emoções estão associadas a estes pensamentos, estas formas começam a atrair certos seres no plano astral… falaremos mais sobre isso em outros posts.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O Plano Astral==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O plano astral é um pouco mais denso do que o plano mental. Nesta faixa de vibração sutil estão todos os chamados “fantasmas”, as projeções astrais, os succubi e Incubi (ou Anima e Animus), os corpos projetado das pessoas que estão dormindo, os Cascões Astrais, etc. Absolutamente todas as pessoas possuem a habilidade de se projetar no astral e o faz durante a noite, enquanto o corpo físico dorme. Infelizmente, a maior parte da população atual (que eu chamo carinhosamente de “gado” quando não estou perto dos ouvidos sensíveis dos politicamente corretos) está tão adormecida que geralmente mantém seus corpos astrais “repousando” ao lado do corpo físico, inertes.&lt;br /&gt;
O maior problema é justamente fazer a conexão entre o nosso plano astral e a lembrança no cérebro. Estima-se que 89% das pessoas está com a mente tão pobre e sem treinamento que não consegue sequer lembrar de suas projeções (são os que “não sonham”), cerca de 8% retém alguma lembrança (projeção sem lucidez, chamada de sonho) e finalmente 2% conseguem manter uma projeção completamente lúcida. O REM e os ciclos nada mais são do que meros reflexos no plano físico do que está acontecendo no plano astral/mental.&lt;br /&gt;
[[image:071025-astral01.jpg|300px|thumb|right|Projeção]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando as pessoas se projetam, as ligações do duplo-etérico entre o corpo físico e astral formam o que se convencionou chamar de “cordão de prata”. Este cordão conecta o seu corpo astral ao físico e só existe em pessoas que estejam vivas/encarnadas (“fantasmas” não possuem cordões de prata, pois não estão ligados a nenhum corpo físico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conhecendo os mecanismos que regem o plano astral, fica simples de explicar todo tipo de fenômeno envolvendo “fantasmas”. Eles são consciências que trafegam nestas faixas vibratórias que não detectamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os “fantasmas dos mortos” e os vivos (durante o sono) convivem no mesmo plano, podemos explicar toda a cultura dos povos antigos (orientais, celtas, astecas, maias, incas, hindus, índios… ) em relação aos “Espíritos Ancestrais” pois é literalmente isso que acontece: os ancestrais de um clã se mantém por perto no “outro mundo” auxiliando aquele grupo. Isto também explica os incontáveis relatos de pessoas que sonham com entes queridos que acabaram de falecer e dezenas de milhares de outros casos de encontros entre os vivos e os mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma documentação gigantesca sobre estes fenômenos mediúnicos. E também uma quantidade astronômica de charlatões e uma igual quantidade de mentiras forjadas de má-fé (como por exemplo, a farsa que DAVID NASSER montou no jornal “O Cruzeiro” contra [[Chico Xavier]], que até hoje alguns céticos-ignorantes tomam por verdadeira). Isso é muito triste, pois além de ter de lidar com a ignorância cética e religiosa generalizada, os médiuns ainda precisam agüentar os embusteiros (sejam por dinheiro ou por má fé das próprias Igrejas caça-níqueis que fabricam ex-pais-de-encosto, ex-bruxos e ex-macumbeiros a torto e a direito para propositadamente minar a credibilidade dos sérios).&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-chico-e-waldo.jpg|300px|thumb|right|Chico e Waldo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Influências do material no astral==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sons (música, [[mantras]]), odores, cores e alguns materiais conseguem afetar diretamente estas construções astrais. Como eu expliquei na coluna PASSADA, quando se coloca uma determinada música em um ambiente, as ondas sonoras que varrem o plano físico também possuem uma contraparte que se espalha pelo astral e mental, higienizando o ambiente em uma vibração que se deseja. Os [[MANTRAS]] e cantos gregorianos ou o atabaque da [[umbanda]]/[[candomblé]] possuem freqüências específicas para ativar certos [[chakras]] para certas atividades. Vou detalhar isso na parte III deste post semana que vem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O elemento Ar também afeta o astral. Incensos espalham suas fragrâncias pelo plano físico e possuem sua contraparte mental e astral. Claro que existem incensos e incensos… que variam desde varetas inócuas que ajudam apenas a tornar o ambiente mais agradável até os incensos preparados pelos alquimistas para seus rituais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certas drogas também atuam no desligamento do corpo astral/mental do físico, especialmente o LSD e outros ácidos relacionados, muito comuns na década de 70 nos movimentos de contra-cultura. O chá do [[Santo Daime]] também funciona, assim como o peyote e outras ervas fumadas no “cachimbo da paz” dos índios. O bafo do dragão (ópio), chá de cogumelo e o haxixe também funcionam bem. De todas as drogas, apenas a cocaína (não o chá de folhas de coca, a droga industrializada) e as anfetaminas (E, balas, doces, speed, etc.) fazem o caminho oposto (travam a conexão com o “eu superior”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cores afetam diretamente o plano mental/emocional/astral. Existem diversos estudos psicológicos e de semiótica a respeito de como as cores nos influenciam. Vocês já devem ter visto aquelas imagens onde se coloca um prato de comida sobre um fundo (azul, vermelho, amarelo, etc) e a cada fundo nossa impressão a respeito do prato muda. Fica a sugestão para o Mori fazer uma matéria sobre como as cores influenciam nosso psicológico. Há um campo muito vasto e legal para discutir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, finalmente, alguns Materiais como a prata, sal, água e a pólvora afetam diretamente o astral, de onde, por exemplo, surgiram as lendas sobre “matar lobisomens” com prata… lobisomens nada mais são do que projeções astrais zoomórficas, que podem ser rompidas com contato com a prata – nos campos, ou sob influência de [[linhas de Ley]] estas criaturas astrais podem ser avistadas no plano físico, o que deu origem a estas histórias. Bruxas voando em vassouras, bichos-papões, elementais (fadas, gnomos, ondinas e salamandras), vampiros, fantasmas, monstros do lago Ness (talvez até OVNIs) surgiram destas faíscas de contato do mundo invisível com o visível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os Egípcios==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas para retomarmos ao tema principal da coluna, que é a História das Sociedades secretas, vamos falar um pouco da relação disto tudo com os egípcios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas iniciações Egípcias, uma das primeiras etapas consistia em colocar o candidato a iniciação dentro de um sarcófago e deixá-lo “morto” durante três dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste tempo, os Mestres se reuniriam ao redor do sarcófago e, utilizando-se de mantras e rituais que, em conjunto com as estruturas geométricas das pirâmides, providenciavam uma projeção astral consciente do iniciado, de modo que ele pudesse ver seu próprio corpo deitado no sarcófago e entender que, na realidade, ele não era um “corpo vivendo uma experiência espiritual”, mas seu verdadeiro EU é um “espírito que usa as vestes de carne”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome desta parte do ritual de iniciação ficou conhecido como “Barca de Ísis” porque a sensação que você tem quando se é projetado para o astral desta forma é a de o deslizar de um barco, e os sacerdotes no astral revestiam seus corpos astrais com formas dos deuses conhecidos e os instruíam nas etapas finais do mistério, antes do batismo e renascimento pelas águas.&lt;br /&gt;
[[image:071025-barca de Isis.jpg |300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, nos mistérios Eleusis (Gregos), a barca de Ísis foi substituída pelo “Barqueiro Caronte” e nos ritos judaicos foi substituído pela “[[Arca da Aliança]]” e pela “Escada de Jacob”. O ritual de ser enterrado ou morto simbolicamente para renascer (notem a beleza da lenda da FÊNIX – origem grega, certo? hummmmm ) existe até hoje em praticamente todas as tradições ocultistas, às vezes disfarçado de “câmara das reflexões”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após este período, o Iniciado “renascia” quando um dos Mestres chegava até o sarcófago onde ele estava “morto” e dizia “Levanta-te e saia”. Na bíblia, existe até uma passagem onde um grande Mestre faz esta iniciação com o irmão de sua esposa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok… acabamos nos empolgando de novo e não falamos nem de chakras nem da [[Arca da Aliança]] (na verdade falamos sim, para quem conseguiu ler nas entrelinhas)… Ainda bem que esta é uma matéria em três (ou quatro) partes. Semana que vem: [[Chakras]], [[Mantras]] e como colocar abaixo as muralhas de Jericó tocando trombetas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Chakras]][[Category:Plano Astral]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_2_%E2%80%93_Sacerdotisa_%E2%80%93_Gimmel&amp;diff=8056</id>
		<title>Arcano 2 – Sacerdotisa – Gimmel</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_2_%E2%80%93_Sacerdotisa_%E2%80%93_Gimmel&amp;diff=8056"/>
		<updated>2010-11-25T15:37:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Uma mulher sentada, com um livro aberto sobre a saia e uma coroa tripla na cabeça.&lt;br /&gt;
Olha para a esquerda e veste uma túnica vermelha sobre a qual se desdobra um manto azul (em algumas versões as cores são opostas). Duas partes da sua tiara estão ornadas de florões, mas a parte superior é uma simples abóbada. Um véu, que lhe cai sobre os ombros, cobre totalmente os seus cabelos; na mesma altura desse véu, por trás, aparece uma cortina cujos pontos de fixação não são visíveis. Tampouco se podem ver os pés da mulher, assim como a base do trono. Fato curioso, que é reencontrado somente no arcano XXI, é que a figura ultrapassa a margem superior do quadro: o extremo da tiara supera a linha negra, um pouco à direita do número II.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Significados simbólicos== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sabedoria, a Gnose, a Casa de Deus e do homem, o santuário, a lei, a Cabala, a igreja oculta, a reflexão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala também do binário, do princípio feminino, receptivo, materno.&lt;br /&gt;
Mistério. Intuição. Piedade. Paciência, influência saturnina passiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Interpretações usuais na cartomancia== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Grande riqueza de idéias. Responde a problemas concretos melhor do que a questões vagas.&lt;br /&gt;
Emocional: É amistosa, recebe bem. Mas não é afetuosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Situação garantida, poder sobre os acontecimentos, revelação de coisas ocultas, segurança de triunfo sobre o mal. Boa saúde, mas com um ritmo físico lento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Dissimulação, hipocrisia, intenções secretas. Mesquinharia, inação, preguiça. beatice. Rancor, disposição hostil ou indiferença. Misticismo absorvente, fanático. Peso, passividade, carga. As intuições que traz invertem seu sentido e se tornam falsas. Atraso, lentidão nas realizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==História e iconografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradução exata do nome que o [[Tarô]] de Marselha dá a este arcano (La Papesse) é A Papisa. Outras versões, como A Sacerdotisa ou A Alta Sacerdotisa, vêm do nome que lhe é dado em inglês (The High Priestess).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura da Papisa faz alusão a um fato histórico, ou melhor, lendário, que ocupa um lugar notável na literatura da Idade Média: a pretensa existência de um Papa do sexo feminino. A tradição popular diz que uma mulher ocupou a cadeira de São Pedro durante alguns anos sob o nome de João VIII.&lt;br /&gt;
Várias versões aparecem, mas o mais antigo testemunho que chegou até nós é bastante posterior à data de seu suposto reinado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De qualquer modo, para o estudo tradicional e iconográfico do [[Tarô]], não importa estabelecer alguma fidelidade histórica. Embelezada com o correr do tempo, uma de suas versões combina admiravelmente com o simbolismo maternal que se atribui à estampa: segundo tal versão, a papisa teria ficado grávida de um dos seus familiares e, como não se recolheu à época do parto, o acontecimento teria se dado em plena rua, durante uma procissão entre a igreja de São Clemente e o palácio de Latrão.&lt;br /&gt;
Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.&lt;br /&gt;
Enquanto o Mágico não poderia permanecer em repouso (numa unidade andrógina onde tudo é impulso e estímulo), a Sacerdotisa é o próprio repouso: sentada, majestosa, receptiva, seu reino é binário, uma etapa na distinção da polaridade do universo. Se o binário equivale a conflito, no sentido de rompimento da unidade, de abandono do caos essencial onde não existem as magnitudes nem os nomes, é também a primeira etapa dolorosa e imprescindível das vias iniciáticas, o começo da busca da identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sacerdotisa representa a submissão majestosa às exigências dessa iniciação, o equilíbrio que a repartição elementar de forcas produz no conflito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que o Arcano I era para a encarnação das energias espirituais o Arcano II o é quanto à aceitação dessa metamorfose: o reconhecimento prévio da luta entre os princípios branco-negro, dia-noite, Yang-Yin.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns autores vêem na Sacerdotisa a representação de Isis, com todas as suas conotações noturnas e ocultas. Também a associam a Cassiopéia, a rainha negra da Etiópia e mãe da constelação Andrômeda, e a Belkis, a belíssima rainha de Sabá, para quem [[Salomão]] teria composto o Cântico dos Cânticos. Essa relação da Sacerdotisa com deusas e rainhas negras (ou escuras) não parece casual e acentua a contrapartida com a carta a seguir: o simbolismo branco, luminoso e diurno do Arcano III (A Imperatriz), com quem a Sacerdotisa forma a dupla oposta e complementar da feminilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este símbolo subterrâneo, que se refere ao aspecto esotérico da revelação, teria passado para o cristianismo sob a forma das virgens negras, cujo ritual se realiza com freqüência numa cripta ou num lugar inacessível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mãe, esposa celeste, senhora do saber esotérico, a Papisa ou Sacerdotisa ocupa na estrutura do [[Tarô]] o lugar da porta, da passagem entre o exterior e o interior, do ponto imóvel e comum entre a Casa e a rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_2_%E2%80%93_Sacerdotisa_%E2%80%93_Gimmel&amp;diff=8055</id>
		<title>Arcano 2 – Sacerdotisa – Gimmel</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_2_%E2%80%93_Sacerdotisa_%E2%80%93_Gimmel&amp;diff=8055"/>
		<updated>2010-11-25T15:36:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Uma mulher sentada, com um livro aberto sobre a saia e uma coroa tripla na cabeça.&lt;br /&gt;
Olha para a esquerda e veste uma túnica vermelha sobre a qual se desdobra um manto azul (em algumas versões as cores são opostas). Duas partes da sua tiara estão ornadas de florões, mas a parte superior é uma simples abóbada. Um véu, que lhe cai sobre os ombros, cobre totalmente os seus cabelos; na mesma altura desse véu, por trás, aparece uma cortina cujos pontos de fixação não são visíveis. Tampouco se podem ver os pés da mulher, assim como a base do trono. Fato curioso, que é reencontrado somente no arcano XXI, é que a figura ultrapassa a margem superior do quadro: o extremo da tiara supera a linha negra, um pouco à direita do número II.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Significados simbólicos== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sabedoria, a Gnose, a Casa de Deus e do homem, o santuário, a lei, a Cabala, a igreja oculta, a reflexão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala também do binário, do princípio feminino, receptivo, materno.&lt;br /&gt;
Mistério. Intuição. Piedade. Paciência, influência saturnina passiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interpretações usuais na cartomancia &lt;br /&gt;
Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Grande riqueza de idéias. Responde a problemas concretos melhor do que a questões vagas.&lt;br /&gt;
Emocional: É amistosa, recebe bem. Mas não é afetuosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Situação garantida, poder sobre os acontecimentos, revelação de coisas ocultas, segurança de triunfo sobre o mal. Boa saúde, mas com um ritmo físico lento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Dissimulação, hipocrisia, intenções secretas. Mesquinharia, inação, preguiça. beatice. Rancor, disposição hostil ou indiferença. Misticismo absorvente, fanático. Peso, passividade, carga. As intuições que traz invertem seu sentido e se tornam falsas. Atraso, lentidão nas realizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==História e iconografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradução exata do nome que o [[Tarô]] de Marselha dá a este arcano (La Papesse) é A Papisa. Outras versões, como A Sacerdotisa ou A Alta Sacerdotisa, vêm do nome que lhe é dado em inglês (The High Priestess).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura da Papisa faz alusão a um fato histórico, ou melhor, lendário, que ocupa um lugar notável na literatura da Idade Média: a pretensa existência de um Papa do sexo feminino. A tradição popular diz que uma mulher ocupou a cadeira de São Pedro durante alguns anos sob o nome de João VIII.&lt;br /&gt;
Várias versões aparecem, mas o mais antigo testemunho que chegou até nós é bastante posterior à data de seu suposto reinado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De qualquer modo, para o estudo tradicional e iconográfico do [[Tarô]], não importa estabelecer alguma fidelidade histórica. Embelezada com o correr do tempo, uma de suas versões combina admiravelmente com o simbolismo maternal que se atribui à estampa: segundo tal versão, a papisa teria ficado grávida de um dos seus familiares e, como não se recolheu à época do parto, o acontecimento teria se dado em plena rua, durante uma procissão entre a igreja de São Clemente e o palácio de Latrão.&lt;br /&gt;
Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.&lt;br /&gt;
Enquanto o Mágico não poderia permanecer em repouso (numa unidade andrógina onde tudo é impulso e estímulo), a Sacerdotisa é o próprio repouso: sentada, majestosa, receptiva, seu reino é binário, uma etapa na distinção da polaridade do universo. Se o binário equivale a conflito, no sentido de rompimento da unidade, de abandono do caos essencial onde não existem as magnitudes nem os nomes, é também a primeira etapa dolorosa e imprescindível das vias iniciáticas, o começo da busca da identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sacerdotisa representa a submissão majestosa às exigências dessa iniciação, o equilíbrio que a repartição elementar de forcas produz no conflito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que o Arcano I era para a encarnação das energias espirituais o Arcano II o é quanto à aceitação dessa metamorfose: o reconhecimento prévio da luta entre os princípios branco-negro, dia-noite, Yang-Yin.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns autores vêem na Sacerdotisa a representação de Isis, com todas as suas conotações noturnas e ocultas. Também a associam a Cassiopéia, a rainha negra da Etiópia e mãe da constelação Andrômeda, e a Belkis, a belíssima rainha de Sabá, para quem [[Salomão]] teria composto o Cântico dos Cânticos. Essa relação da Sacerdotisa com deusas e rainhas negras (ou escuras) não parece casual e acentua a contrapartida com a carta a seguir: o simbolismo branco, luminoso e diurno do Arcano III (A Imperatriz), com quem a Sacerdotisa forma a dupla oposta e complementar da feminilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este símbolo subterrâneo, que se refere ao aspecto esotérico da revelação, teria passado para o cristianismo sob a forma das virgens negras, cujo ritual se realiza com freqüência numa cripta ou num lugar inacessível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mãe, esposa celeste, senhora do saber esotérico, a Papisa ou Sacerdotisa ocupa na estrutura do [[Tarô]] o lugar da porta, da passagem entre o exterior e o interior, do ponto imóvel e comum entre a Casa e a rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Igreja_Cat%C3%B3lica_e_a_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=8054</id>
		<title>A Igreja Católica e a Maçonaria</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Igreja_Cat%C3%B3lica_e_a_Ma%C3%A7onaria&amp;diff=8054"/>
		<updated>2010-11-25T15:33:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: “Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da [[maçonaria]], o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a [[maçonaria]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É dificil encontrar um tema – explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) – sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do Concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase desde a sua aparição, a [[maçonaria]] gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, “In eminenti”, havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica “Humanum genus”, de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que “aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O delito – segundo Federico R. Aznar Gil – consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (…) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar “aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil”. (…) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiática em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os pertubadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluiam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiática e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho – no caso das mulheres – de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns Episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oporutno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito Canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: “A [[maçonaria]] – diziam os bispos alemães – não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do “Grande Arquiteto do Universo” é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==No Brasil==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por volta de 1390, conforme registrado no Manuscriptus Regius, o relacionamento entre a Igreja Católica e a [[Maçonaria]] era bom. Naquela época, a [[Maçonaria]] operativa prestava serviços a Igreja, construindo catedrais. O chefe de cantaria normalmente era um clérigo, que orientava os obreiros, inclusive nos assuntos religiosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que se refere ao Brasil, no final do século XIX, os padres defendiam abertamente idéias liberais, identificando-se com os maçons da época. Em conseqüência, muitos deles foram admitidos na maçonaria, alguns com o consentimento e outros contando apenas com a tolerância de seus Bispos.&lt;br /&gt;
“A paz termina quando, numa homenagem prestada pelas Lojas maçônicas do Rio de Janeiro ao seu grão-mestre, Visconde do Rio Branco, registra-se um incidente de maior monta. O padre Almeida Martins, que também é maçom, se apresenta na cerimônia em seus trajes de sacerdote e faz um discurso de saudação, representando a Loja do Grande Oriente do Lavradio, recebendo, por isso, uma punição do bispo diocesano, D. Pedro Maria de Lacerda. Reincidente em sua atuação, é, então, suspenso das ordens sacras. Começa aqui uma guerra surda em que os maçons passam a hostilizar a Igreja, enquanto esta, por seus bispos, age duro contra os religiosos renitentes na prática da maçonaria. Ocorre, então, um incidente mais grave. O bispo de Olinda, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, jovem de vinte e poucos anos, resolveu aplicar, na área sob sua jurisdição, as recomendações da Encíclica de 1864, do papa Pio IX, proibindo o clero de participar de cerimônias patrocinadas por maçons. O bispo chama particularmente cada um dos sacerdotes envolvidos e ordena-lhes que se dediquem tão somente à vida religiosa, afastando-se de atividades estranhas aos conventos. Encontrando oposição, D. Vital acabou por suspender as irmandades recalcitrantes, impedindo-as de receber novos membros, de participar de ofícios religiosos e até de vestir os seus hábitos. Algumas dessas irmandades recorrem ao Governo e D. Vital, por sua parte, recorre ao Papa que lhe dá poderes para agir com rigor contra os rebelados. Está formado o embrulho, provocado pela espúria união entre o Estado e a Igreja. O acordo entre o Governo e o Vaticano determinava que todas as bulas papais, para serem cumpridas no país, deveriam primeiro receber o execute-se do Governo brasileiro o que não acontecera com a Encíclica cujas recomendações o bispo insistia em aplicar. A crise agrava-se mais ainda quando o bispo do Pará, D. Antônio Macedo Costa, faz um protesto formal contra a maçonaria e se solidariza com D. Vital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi a conta. O Governo apresenta ação criminal contra os dois religiosos, perante o Supremo Tribunal de Justiça, por desrespeito aos poderes do Império. Presos, os dois bispos são levados ao Rio de Janeiro, julgados e condenados a dois anos de prisão com trabalhos forçados, sendo instaurados processos também contra outros padres que lhes deram apoio. Isto ocorreu em 1º de julho de 1873 e só ao final da pena é que os dois bispos foram anistiados, por decreto do Gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Mas o desastre já acontecera e seus efeitos são irremediáveis. Já no início do século XVIII, a maçonaria trabalhava no sentido de separar a igreja do estado; instituir o casamento civil; introduzir o sistema republicano de governo; instituir a liberdade religiosa, etc. As encíclicas papais que atacaram a [[Maçonaria]] explicitam estas questões: O Papa Leão XII disse em sua encíclica de 13/03/1825, “as obras sobre religião e sobre a república que seus membros ousam dar a luz à publicidade…” A semente da república estava sendo lançada; os líderes religiosos da época começaram a se preocupar com a possibilidade de perder o poder temporal.&lt;br /&gt;
O Papa Leão XIII em sua encíclica de 20/04/1884 disse: “os maçons defendem a idéia de que os chefes do governo têm poder sobre o vínculo conjugal. Na educação dos filhos não há nada a lhes prescrever em matéria de religião. A cada um deles compete, quando estiver em idade, escolher a religião que lhe aprouver. Já em muitos países, mesmos os católicos, está estabelecido que fora do casamento civil não há união legítima”. Nesta encíclica, o papa protestava veementemente contra a maçonaria, por estar defendendo a liberdade de religião e a instituição do casamento civil. Isto poderia ser traduzido em perda de influência da igreja sobre os féis. Leão XIII também disse nesta encíclica que: “segundo os maçons, todo poder está no povo livre; os que exercem o poder só são detentores pelo mandato ou pela concessão do povo”. A mesma encíclica afirmava que o poder pertencia a DEUS, o qual transferiu à igreja a responsabilidade de governar, ou de indicar alguém que fosse capaz de fazê-lo. Esta questão é hoje traduzida pelo abuso da televisão que redundou na liberdade sexual, na degeneração da família, no poder atribuído ao dinheiro, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro fato digno de nota, é que, no final do século XIX e início do século XX os esforços para a evolução social e política eram divididos entre os católicos conservadores, os liberais e os “cientificistas”. A Igreja católica defendia o pensamento conservador e a maçonaria o liberal. A Igreja tinha nas mãos as escolas que educavam somente os ricos; a[[ maçonaria]] agiu no sentido de mudar esta situação. Criou escolas noturnas e conseguiu diminuir o custo do ensino, tornando-o mais acessível às classes menos abastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto frustrou o objetivo da igreja, que era manter o status quo da época, ou seja, impedir que o poder mudasse de mãos. Do início do século XX até os dias de hoje não se tem notícias de grandes conflitos entre a Igreja Católica e a [[Maçonaria]]. Aliás, é interessante mencionar que entre os membros da maçonaria estão inúmeros católicos praticantes e evangélicos. Em 1984 após a publicação do novo código canônico, a Loja de Pesquisa Quatro Coroados de Londres fez uma pesquisa no Vaticano no sentido de saber como era vista a [[Maçonaria]] entre os Clérigos. O resultado mostrou que a maioria achava que somente a maçonaria que tinha tirado Deus de seus Postulados Fundamentais é que era condenável, ou seja, o Grande Oriente da França; não havia nenhuma restrição quanto à maçonaria que exigia que seus membros acreditassem em Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, esta não era uma posição oficial, pois, não tinha a aprovação das autoridades religiosas do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas também existem documentos anteriores ao Regius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.&lt;br /&gt;
Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.&lt;br /&gt;
Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.&lt;br /&gt;
Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:&lt;br /&gt;
“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”&lt;br /&gt;
Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Bibliografia:==&lt;br /&gt;
*http://www.acidigital.com/controversia/catolicomacom.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Elias Mansur Neto – O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Assis carvalho – O Aprebdiz Maçom – Editora Trolha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Blog do Editor – MADRAS.&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_1_%E2%80%93_O_Mago_%E2%80%93_Beth&amp;diff=8053</id>
		<title>Arcano 1 – O Mago – Beth</title>
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		<updated>2010-11-25T15:32:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O título francês desta carta, Le Bateleur, pode ser traduzido também como Prestidigitador, Malabarista, Pelotiqueiro, Bufão, Acrobata ou Cômico. O termo Prestidigitador talvez fosse o mais adequado ao simbolismo dinâmico do personagem, mas é comum que seu nome seja traduzido do inglês Magician, Mágico ou Mago.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um prestidigitador, de pé, frente à mesa onde coloca os seus instrumentos, segura uma esfera ou um disco amarelo entre o polegar e o indicador da mão direita, enquanto com a mão esquerda aponta obliquamente para o chão uma vareta curta.&lt;br /&gt;
O personagem é representado de frente, com o rosto voltado para a esquerda. [Nas referências aos protagonistas de cada carta, será considerada sempre a esquerda e a direita do leitor]. Usa um chapéu cuja forma lembra o símbolo algébrico de infinito e seus cabelos, em cachos louros, escapam desse curioso chapéu. Veste uma túnica multicolorida, presa por um cinto amarelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a mesa, da qual se vêem apenas três pernas, há diversos objetos: copos, pequenos discos amontoados, dados, uma bolsa e uma faca com a lâmina descoberta ao lado de sua bainha.&lt;br /&gt;
O prestidigitador está só, no meio de uma campina árida com três tufos de erva; no horizonte, entre as pernas da figura, uma árvore se desenha contra o céu incolor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Significados simbólicos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arcano da relação entre o esforço pessoal e a realidade espiritual. Domínio, poder, auto-realização, capacidade, impulso criador, atenção, concentração sem esforço, espontaneidade.&lt;br /&gt;
O ser, o espírito, o homem ou Deus; o espírito que se pode compreender; a unidade geradora dos números, a substância primordial. Ponto de partida. Causa primeira. Influência mercuriana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Interpretações usuais na cartomancia== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destreza, habilidade, finura, diplomacia, eloqüência, capacidade para convencer, espírito alerta, inteligência rápida, homem inquieto nas suas atividades e negócios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Facilidade de combinar as coisas, apropriação inteligente dos elementos e dos temas que se apresentam ao espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Emocional: Psicologia materialista; tende para a busca das sensações, do vigor, da qualidade criativa. Generosidade unida a cortesia. Fecundidade em todos os sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Muita vitalidade e poder sobre as enfermidades de ordem mental ou nervosa, neuroses e obsessões. Esta Carta indica uma tendência favorável para questões de saúde, mas não assegura a cura. Para conhecer o diagnóstico é necessário considerar outras cartas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Charlatão persuasivo, sugestivo, ilusionista, intrigante, politiqueiro, impostor, mentiroso, explorador de inocentes. Agitação vã, ausência de escrúpulos. Discussões, brigas que podem se tornar violentas, dado o vigor do personagem. Mau uso do poder, orientação defeituosa na ação, operações inoportunas. Tendência à dispersão nas ações, falta de unidade nos processos e atividades. Duvida. Indecisão. Incerteza frente aos acontecimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==História e iconografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde a antiguidade clássica são bem conhecidos esses personagens que ganhavam a vida com suas habilidades. Seu ofício se combinava freqüentemente com a dança e o charlatanismo – passavam o seu tempo a vagabundear pelas feiras.&lt;br /&gt;
Não há muitas marcas literárias de sua passagem pela cultura européia, mas, em compensação, foi um personagem de prestígio nas artes gráficas desde os primeiros tempos. As gravações medievais costumam mostrá-lo no desempenho de suas mágicas frente a um grupo de espectadores absortos.&lt;br /&gt;
O Tarô suprime as testemunhas e acrescenta detalhes originais (a mesa de três pernas, a posição das pernas e dos braços do protagonista, entre outros), mas o seu parentesco com os registros sobre as feiras é evidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se acrescentar que, no mundo islâmico, o Prestidigitador foi também um personagem de vasta popularidade.&lt;br /&gt;
Num sentido mais geral, o Prestidigitador é símbolo da atividade originária e do poder criador existente no homem. Como ponto de partida do Tarô, é também o primeiro passo iniciático, a vontade básica no caminho para a sabedoria, a matéria primordial dos alquimistas, o barro paradisíaco do qual será obtido o Adão Kadmon.&lt;br /&gt;
“Se o mundo visível não passa de ilusão – pergunta-se Oswald Wirth – o seu criador não será o ilusionista por excelência?”&lt;br /&gt;
Neste plano, o Prestidigitador identifica-se com a materialidade do ser criado, até que o demiurgo e a criatura tornam-se o mesmo: certamente há aqui um sentido psicológico, para o qual a identidade é produto da experiência pessoal (o homem é o resultado das suas próprias ações). Desta maneira, pode-se interpretar a supressão da quarta perna da mesa como representativa do ternário humano no mundo (espírito-psique-corpo).&lt;br /&gt;
Uma das especulações em torno do personagem do Arcano I pode ser estabelecida a partir da sua atividade intensa, de seu dinamismo sem repouso (produto de seu caráter de intermediário entre o sensível e o virtual), atributo que o relaciona de modo estreito ao simbolismo de Mercúrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, a vareta que traz na mão esquerda seria a simplificação do caduceu, assim como seu estranho chapéu corresponde quase exatamente ao capacete alado da divindade. Seu nome grego significaria “intérprete, mediador”, o que confirmaria essa hipótese.&lt;br /&gt;
Muito já se estudou sobre o papel fundamental desempenhado por Hermes Trimegisto na história do ocultismo; os alquimistas desenvolveram boa parte de suas sutis investigações em torno do simbolismo de Mercúrio; não é absurdo, portanto, supor que o Tarô tenha sido colocado sob sua invocação.&lt;br /&gt;
O arcano do Mago é também relacionado ao Aleph, do alfabeto hebraico, e pode ser associado à idéia de princípio e também ao primeiro som articulável ( a ) que, segundo a tradição “expressa a força, a causa, a atividade, o poder” e seria o paradigma do homem em sua relação com as demais criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;@MDD – Este último parágrafo está errado. A associação entre Mago e aleph foi feita por Eliphas Levi em seu livro “Rituais e Dogmas da Alta Magia” onde ele associou o arcano à letra porque a posição dos braços do mago lembra o desenho da letra, mas ao estudarmos a [[Kabbalah]], vemos claramente que o Mago conecta [[Binah]] a [[Keter]], sendo, portanto, representado pela letra Beth.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_3_%E2%80%93_Imperatriz_%E2%80%93_Daleth&amp;diff=8052</id>
		<title>Arcano 3 – Imperatriz – Daleth</title>
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		<updated>2010-11-25T15:06:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Uma mulher coroada, sentada num trono, mantém contra si, com sua mão direita, um escudo ornado com uma águia amarela, enquanto que com a esquerda sustenta um cetro que termina por um globo encimado pela cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está representada de frente, com os joelhos separados e com os pés ocultos nas dobras da túnica. A cintura da Imperatriz está marcada por um cinto, que se une a uma gola dourada. A coroa leva florões amarelos e permite que os cabelos da figura se derramem sobre os ombros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trono está bem visível e seu espaldar sobressai à altura da cabeça da Imperatriz. No ângulo inferior esquerdo da estampa cresce uma planta. A águia desenhada no escudo olha para a direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Significados simbólicos== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O verbo, o ternário, a plenitude, a natureza, a fecundidade, a geração nos três mundos.&lt;br /&gt;
Sabedoria. Discernimento. Idealismo. Influência solar intelectual. É o arcano da Magia Sagrada, instrumento do poder divino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Interpretações usuais na cartomancia== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravidez, criatividade, sucesso. Compreensão, inteligência, instrução, encanto, amabilidade. Elegância, distinção, cortesia. Domínio do espírito, abundância, riqueza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Penetração na matéria por meio do conhecimento das coisas práticas. Os problemas vêem à tona e podem ser reconhecidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Emocional: Capacidade para penetrar na alma dos seres. Pensamento fecundo e criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Esperança, equilíbrio. Soluciona os problemas. Renova e melhora as situações. Poder continuo e irresistível nas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Desavenças, discussões em todos os planos. As coisas se embaralham e ficam confusas. Atraso na realização de um acontecimento que, no entanto, ocorrerá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afetação, pose, coqueteria. Vaidade, presunção, desdém. Futilidade, luxo, prodigalidade. Deixa-se levar pelas adulações, falta de refinamento, modos de novo-rico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==História e iconografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Imperatriz, adornada dos símbolos atribuídos à feminilidade triunfante, pode ser relacionada a um repertório interminável: a Madona cristã, a esposa do rei ou mãe do herói; a deusa primordial de todos os ritos matriarcais, as quatro damas do baralho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a figura da Imperatriz parece ser mais importante considerar a sua localização no [[Tarô]] (como a terceira da série) e à sua relação com outras figuras do que o seu simbolismo individual, já que o caráter difuso da carta torna sua amplitude inesgotável. Assim, será interessante recapitular tudo que foi escrito sobre o simbolismo do três e a ordem do ternário, bem como às variadas significações atribuídas às damas dos Arcanos Menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na versão de Wirth, a Imperatriz aparece aureolada por doze estrelas, das quais somente nove são visíveis: é evidente o duplo sentido alegórico desta representação, que se refere simultaneamente aos signos do Zodíaco e ao período da gestação. Como o 9 é também representação da inteligência, no momento da sua maturidade, é possível associar os atributos centrais do Arcano III: feminilidade-experiência-sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Relacionada em todas as cosmogonias ao simbolismo lunar e à face oculta do conhecimento (Sacerdotisa), a mulher admite também um período solar (Imperatriz), do qual há correspondências nas organizações culturais mais remotas da humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista matriarcal, a Imperatriz não é ainda a Eva protagonista do pecado e da queda, mas a que aparece em certas tradições talmúdicas: a fundadora, que reencontra Adão depois de trezentos anos de separação; a que aniquila Lilit – a rival estéril e luxuriosa – para organizar junto ao primeiro pai a família dos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns comentaristas do Islã vêem nesta Eva triunfante do adultério a representação da passagem das sociedades anárquicas ao princípio de ordem dos tempos históricos. Seu túmulo mítico se localiza em Djeda ou Djidda, às margens do mar Vermelho e próximo da montanha sagrada de Arafat, onde o teria ocorrido seu reencontro com Adão, para formar o casal primordial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Imperatriz, finalmente, é símbolo da palavra e representa o envoltório material do corpo, seus órgãos e suas funções. Ouspensky a imagina repousando sobre um trono de luz, bela e fecunda, em meio à interminável primavera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_3_%E2%80%93_Imperatriz_%E2%80%93_Daleth&amp;diff=8051</id>
		<title>Arcano 3 – Imperatriz – Daleth</title>
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		<updated>2010-11-25T14:59:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Uma mulher coroada, sentada num trono, mantém contra si, com sua mão direita, um escudo ornado com uma águia amarela, enquanto que com a esquerda sustenta um cetro que termina por um globo encimado pela cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está representada de frente, com os joelhos separados e com os pés ocultos nas dobras da túnica. A cintura da Imperatriz está marcada por um cinto, que se une a uma gola dourada. A coroa leva florões amarelos e permite que os cabelos da figura se derramem sobre os ombros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trono está bem visível e seu espaldar sobressai à altura da cabeça da Imperatriz. No ângulo inferior esquerdo da estampa cresce uma planta. A águia desenhada no escudo olha para a direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Significados simbólicos== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O verbo, o ternário, a plenitude, a natureza, a fecundidade, a geração nos três mundos.&lt;br /&gt;
Sabedoria. Discernimento. Idealismo. Influência solar intelectual. É o arcano da Magia Sagrada, instrumento do poder divino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Interpretações usuais na cartomancia== &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gravidez, criatividade, sucesso. Compreensão, inteligência, instrução, encanto, amabilidade. Elegância, distinção, cortesia. Domínio do espírito, abundância, riqueza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Penetração na matéria por meio do conhecimento das coisas práticas. Os problemas vêem à tona e podem ser reconhecidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Emocional: Capacidade para penetrar na alma dos seres. Pensamento fecundo e criador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Esperança, equilíbrio. Soluciona os problemas. Renova e melhora as situações. Poder continuo e irresistível nas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Desavenças, discussões em todos os planos. As coisas se embaralham e ficam confusas. Atraso na realização de um acontecimento que, no entanto, ocorrerá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afetação, pose, coqueteria. Vaidade, presunção, desdém. Futilidade, luxo, prodigalidade. Deixa-se levar pelas adulações, falta de refinamento, modos de novo-rico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==História e iconografia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Imperatriz, adornada dos símbolos atribuídos à feminilidade triunfante, pode ser relacionada a um repertório interminável: a Madona cristã, a esposa do rei ou mãe do herói; a deusa primordial de todos os ritos matriarcais, as quatro damas do baralho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a figura da Imperatriz parece ser mais importante considerar a sua localização no [[Tarô]] (como a terceira da série) e à sua relação com outras figuras do que o seu simbolismo individual, já que o caráter difuso da carta torna sua amplitude inesgotável. Assim, será interessante recapitular tudo que foi escrito sobre o simbolismo do três e a ordem do ternário, bem como às variadas significações atribuídas às damas dos Arcanos Menores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na versão de Wirth, a Imperatriz aparece aureolada por doze estrelas, das quais somente nove são visíveis: é evidente o duplo sentido alegórico desta representação, que se refere simultaneamente aos signos do Zodíaco e ao período da gestação. Como o 9 é também representação da inteligência, no momento da sua maturidade, é possível associar os atributos centrais do Arcano III: feminilidade-experiência-sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Relacionada em todas as cosmogonias ao simbolismo lunar e à face oculta do conhecimento (Sacerdotisa), a mulher admite também um período solar (Imperatriz), do qual há correspondências nas organizações culturais mais remotas da humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista matriarcal, a Imperatriz não é ainda a Eva protagonista do pecado e da queda, mas a que aparece em certas tradições talmúdicas: a fundadora, que reencontra Adão depois de trezentos anos de separação; a que aniquila Lilit – a rival estéril e luxuriosa – para organizar junto ao primeiro pai a família dos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns comentaristas do Islã vêem nesta Eva triunfante do adultério a representação da passagem das sociedades anárquicas ao princípio de ordem dos tempos históricos. Seu túmulo mítico se localiza em Djeda ou Djidda, às margens do mar Vermelho e próximo da montanha sagrada de Arafat, onde o teria ocorrido seu reencontro com Adão, para formar o casal primordial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Imperatriz, finalmente, é símbolo da palavra e representa o envoltório material do corpo, seus órgãos e suas funções. Ouspensky a imagina repousando sobre um trono de luz, bela e fecunda, em meio à interminável primavera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Origem_e_Natureza_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=7014</id>
		<title>I – Origem e Natureza dos Espíritos</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Origem_e_Natureza_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=7014"/>
		<updated>2010-11-20T14:24:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: /* 76. Como podemos definir os Espíritos? */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==76. Como podemos definir os Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    — Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Nota. — A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra- corpóreos e não mais o elemento inteligente universal&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou não seriam mais do que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - Meu Deus! São sua obra, precisamente como acontece com um homem que faz uma maquina; esta é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que o homem, quando faz uma coisa bela e útil, chama-a sua filha, sua criação Pois bem, dá-se o mesmo com Deus: nós somos seus filhos, porque somos sua obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==78. Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda a eternidade, como Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 mas, pelo contrário, são sua criação, submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se com isso entendes que Deus, sendo eterno, deva ter criado sem cessar; mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe; isso é mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==79. Uma vez que há dois elementos gerais do Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do material?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — É evidente. Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; e a maneira dessa formação é que desconhecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==80. A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — E permanente, o que quer dizer que Deus jamais cessou de criar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==81. Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==82. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &#039;&#039;&#039;Comentário de Kadec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque a sua essência difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. Um povo de cegos não teria palavras para exprimir a luz e os seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pelo ouvido, o olfato. o paladar e o tato; não compreende as idéias que lhe seriam dadas pelo sentido que lhe falta. Da mesma maneira, no tocante à essência dos seres super-humanos. somos como verdadeiros cegos. Não podemos defini-los, a não ser por meio de comparações sempre imperfeitas ou por um esforço da imaginação(1)&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==83. Os Espíritos terão fim?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo, e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada; mas isso não é razão para as repelirdes. O filho não compreende tudo o que o pai compreende, nem o ignorante, tudo o que o sábio compreende. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo quanto podemos dize por enquanto.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) –Os Espíritos revestidos de períspirto são o objeto desta referência. Sem o períspirito nada têm de material, como vemos na resposta ao item 79. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=I_%E2%80%93_Origem_e_Natureza_dos_Esp%C3%ADritos&amp;diff=7013</id>
		<title>I – Origem e Natureza dos Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-20T14:20:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==76. Como podemos definir os Espíritos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    — Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Comentário de Kardec&#039;&#039;&#039;:  &#039;&#039;Nota. — A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra- corpóreos e não mais o elemento inteligente universal&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou não seriam mais do que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - Meu Deus! São sua obra, precisamente como acontece com um homem que faz uma maquina; esta é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que o homem, quando faz uma coisa bela e útil, chama-a sua filha, sua criação Pois bem, dá-se o mesmo com Deus: nós somos seus filhos, porque somos sua obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==78. Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda a eternidade, como Deus?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 mas, pelo contrário, são sua criação, submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se com isso entendes que Deus, sendo eterno, deva ter criado sem cessar; mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe; isso é mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==79. Uma vez que há dois elementos gerais do Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do material?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — É evidente. Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; e a maneira dessa formação é que desconhecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==80. A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — E permanente, o que quer dizer que Deus jamais cessou de criar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==81. Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==82. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &#039;&#039;&#039;Comentário de Kadec&#039;&#039;&#039;: &#039;&#039;Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque a sua essência difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. Um povo de cegos não teria palavras para exprimir a luz e os seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pelo ouvido, o olfato. o paladar e o tato; não compreende as idéias que lhe seriam dadas pelo sentido que lhe falta. Da mesma maneira, no tocante à essência dos seres super-humanos. somos como verdadeiros cegos. Não podemos defini-los, a não ser por meio de comparações sempre imperfeitas ou por um esforço da imaginação(1)&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ==83. Os Espíritos terão fim?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo, e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada; mas isso não é razão para as repelirdes. O filho não compreende tudo o que o pai compreende, nem o ignorante, tudo o que o sábio compreende. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo quanto podemos dize por enquanto.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) –Os Espíritos revestidos de períspirto são o objeto desta referência. Sem o períspirito nada têm de material, como vemos na resposta ao item 79. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<title>I – Origem e Natureza dos Espíritos</title>
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		<updated>2010-11-20T14:12:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: Created page with &amp;#039;76. Como podemos definir os Espíritos?      — Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.  Coment…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;76. Como podemos definir os Espíritos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    — Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comentário de Kardec:  Nota. — A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra- corpóreos e não mais o elemento inteligente universal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou não seriam mais do que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - Meu Deus! São sua obra, precisamente como acontece com um homem que faz uma maquina; esta é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que o homem, quando faz uma coisa bela e útil, chama-a sua filha, sua criação Pois bem, dá-se o mesmo com Deus: nós somos seus filhos, porque somos sua obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 78. Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda a eternidade, como Deus?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 - Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 mas, pelo contrário, são sua criação, submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se com isso entendes que Deus, sendo eterno, deva ter criado sem cessar; mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe; isso é mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 79. Uma vez que há dois elementos gerais do Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do material?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — É evidente. Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; e a maneira dessa formação é que desconhecemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 80. A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — E permanente, o que quer dizer que Deus jamais cessou de criar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 81. Os Espíritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 82. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 — Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Comentário de Kadec: Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque a sua essência difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. Um povo de cegos não teria palavras para exprimir a luz e os seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pelo ouvido, o olfato. o paladar e o tato; não compreende as idéias que lhe seriam dadas pelo sentido que lhe falta. Da mesma maneira, no tocante à essência dos seres super-humanos. somos como verdadeiros cegos. Não podemos defini-los, a não ser por meio de comparações sempre imperfeitas ou por um esforço da imaginação(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 83. Os Espíritos terão fim? Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo, e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há muitas coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada; mas isso não é razão para as repelirdes. O filho não compreende tudo o que o pai compreende, nem o ignorante, tudo o que o sábio compreende. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo quanto podemos dize por enquanto.          &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) –Os Espíritos revestidos de períspirto são o objeto desta referência. Sem o períspirito nada têm de material, como vemos na resposta ao item 79. (N. do T.)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<title>Remember, Remember, 11th of Setember…</title>
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		<updated>2010-11-15T20:52:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:081103-v-for-vendetta-movie-x1.jpg|450px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Remember, remember the fifth of November,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gunpowder, treason, and plot,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I know of no reason why the gunpowder treason&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Should ever be forgot.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Guy Fawkes, Guy Fawkes, ’twas his intent&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
To blow up the King and Parliament.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Three score barrels of powder below,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poor old England to overthrow;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
By God’s providence he was catch’d&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
With a dark lantern and burning match.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Holloa boys, holloa boys, God save the King!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hip hip hoorah!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A penny loaf to feed the Pope.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A farthing o’ cheese to choke him.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pint of beer to rinse it down.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A faggot of sticks to burn him.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Burn him in a tub of tar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Burn him like a blazing star.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Burn his body from his head.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Then we’ll say ol’ Pope is dead.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hip hip hoorah!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hip hip hoorah hoorah!&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em março de 1605, a terra abaixo da casa dos lordes foi preenchida com 36 barris de pólvora, contendo aproximadamente 1 tonelada de material explosivo. Como os conspiradores notaram que o ato poderia levar a morte de diversos inocentes e defensores da causa católica, enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, o qual ordenou uma revista no prédio do parlamento. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora. Ele foi preso e torturado, revelando o nome dos outros conspiradores. No final foi condenado a morrer na forca, por traição e tentativa de assassinato. Os outros participantes revelados por Guy Fawkes acabaram também sendo executados. Ainda nos dias de hoje o rei ou rainha vai até o parlamento apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio antes desta sessão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta semana estarei muito ocupado e infelizmente não conseguirei elaborar o próximo capítulo da Saga dos Papas da maneira que gostaria, então em homenagem a 5 de Novembro, deixo para vocês o vídeo “O Poder dos Pesadelos”, dividido em 3 partes:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*O Poder dos Pesadelos – Parte I&lt;br /&gt;
*O Poder dos Pesadelos – Parte II&lt;br /&gt;
*O Poder dos Pesadelos – Parte III&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica_e_a_Arca_da_Alian%C3%A7a_1_%C2%BD&amp;diff=6671</id>
		<title>Física Quântica e a Arca da Aliança 1 ½</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica_e_a_Arca_da_Alian%C3%A7a_1_%C2%BD&amp;diff=6671"/>
		<updated>2010-11-15T20:48:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Conforme a tradição, ficamos entre colunas para tentar responder as questões levantadas na coluna anterior e preparar o espírito de vocês para a próxima parte.&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar, queria agradecer as quase 5.000 pessoas que estão visitando esta coluna semanalmente (OBS: neste blog, as visitas estão atualmente em 12.000 visitas/semana), e também agradecer aos que estão indicando aos amigos e comentando. &lt;br /&gt;
Eu acho que descobri o por que de alguns posts ficaram sem resposta. A moderação do Sedentário às vezes demora para liberar algum comment e eles não aparecem necessariamente na ordem que foram postados, então às vezes alguém que postou antes acaba sendo liberado depois e o comentário dele fica “fora de ordem”. Como eu vou respondendo um por um no word para adiantar, acho que acabei “pulando” alguma questão. Se deixei de responder algo, basta perguntar de novo que uma hora eu acerto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Renan&#039;&#039;&#039; – hummmm… deixa ver… então eu “não entendo nada de Física” porque “não coloquei as partículas subatômicas em ordem de tamanho, confundindo partículas de meio-spin (a saber: elétron, muón, tauon e os respectivos neutrinos) com partículas de spin inteiro (a saber: fótons, gluons, w+, w- e outras)”? E que eu devo ser muito ignorante por não saber que três quarks (ou anti-quarks) perfazem um bárion…&lt;br /&gt;
Realmente… este conhecimento mudou minha vida e eu tenho de pedir milhares de desculpas para as pessoas cujas vidas eu arruinei divulgando este monte de informações errôneas… e tudo para provar no final do texto que “espíritos não existem e chakras não servem para nada”. E, segundo nosso amigo Renan, “&#039;&#039;&#039;acupuntura&#039;&#039;&#039; não funciona e certas práticas quiropráticas podem levar o indivíduo à morte”.&lt;br /&gt;
Bom… de qualquer forma, esta coluna é generosa e vai lhe dar uma migalha de visitação, que é o que você deve estar querendo desde o início, pois repetiu meu nome tantas vezes no seu texto para ver se algum “google” da vida chega a você através destes links.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Mori&#039;&#039;&#039; – agradeço os comentários e os links interessantes. O povo que vivia em Albion (Inglaterra) não era tão evoluído quanto os egípcios nem dispunham de tanta mão de obra, e principalmente não tinham uma [[Arca da Aliança]], então o mais provável é que tiveram de erguer os monolitos de pedra no braço mesmo, sem truques de cordas.&lt;br /&gt;
E não tenho dúvidas de que obviamente devem existir milhares de “pedras de Ica” falsas, assim como centenas de “crânios de cristal” falsos. Mas colegas meus que já estiveram no Peru e já visitaram o museu disseram que é muito fácil para alguém com experiência (eles são arqueólogos e restauradores, trabalham atualmente na Itália restaurando obras de arte renascentistas) diferenciar as pedras falsas das verdadeiras, pela qualidade do desenho e pelo tipo de pigmentação, traçado e estilo.&lt;br /&gt;
Já as ESTÁTUAS DE ACAMBARO eu não conhecia. Até onde vi na wikipedia, parece que há um debate sobre se são falsas ou não. É preciso tomar cuidado com afirmações do tipo “também uma fraude” pois nunca se sabe em que Tumba do Faraó elas foram encontradas, certo? Mas agradeço pela referência. Vou procurar algum livro que fale sobre elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Jean bulinckx e Mateus&#039;&#039;&#039; – Grande pergunta. O que faz uma fonte ser confiável ou não? Eu acredito que utilizo o mesmo rigor que os cientistas usam para demonstrar leis da física/química. A única diferença, como já disse, é que os ocultistas possuem mais ferramentas. Eu concordo totalmente contigo quando você diz que “acreditar não implica na existência”… Eu acredito no que pode ser testado e comprovado.&lt;br /&gt;
Vou ficar em um exemplo simples: você acredita que uma pessoa é capaz de dobrar uma lâmina de aço na garganta? Quando comecei a treinar kung-fu era comum ouvir as lendas dos guerreiros da antiguidade que quebravam espadas com os punhos e pegavam flechas com as mãos entre outras façanhas inacreditáveis. Pois bem… um dia eu perguntei a um mestre se estas coisas eram mesmo possíveis e ele disse que sim. Como cético profissional, ao invés de simplesmente acreditar ou não nele, pedi que me ensinasse a técnica de chi kung do fogo.&lt;br /&gt;
O chi-kung é a manipulação de certas energias (prana) através de certos chakras. Até dominar razoavelmente as técnicas de respiração e manipulação de energia, foram 4 anos de treinos, especialmente disciplina mental. Claro que, como magista, eu já tinha muita facilidade em visualização e concentração, mas mesmo assim o treinamento é de matar. Sem falsa modéstia, eu duvido que 0,001% da população tenha a disciplina para fazer os exercícios que estas técnicas requerem. Mas funciona. Ninguém me contou ou mostrou… EU fui lá pessoalmente e provei que era possível.&lt;br /&gt;
Já fiz mais de 50 demonstrações em público destas técnicas (quebramento de tijolos e tacos de beisebol, garganta de ferro, camisa de ferro, palma de ferro, canela de ferro e assim por diante… o único que nunca quis tentar foi aquele de agüentar chute no saco) e poderia repeti-las no laboratório de qualquer cientista que me pagasse bem.&lt;br /&gt;
Abaixo tem uns vídeos de algumas destas demonstrações:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Vídeo 1&lt;br /&gt;
*Vídeo 2&lt;br /&gt;
*Vídeo 3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma demonstração de um Sifu chamado Austin Goh (15 anos de treino de chi kung)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo aconteceu com [[Tarot]] e [[Astrologia]]. Quando eu quis saber se funcionavam ou não, não fiquei como um bunda-mole acreditando que “funcionavam” porque a cigana Joana disse que sim, ou que “não funcionavam” porque o professor Boring disse que não. Eu encontrei dentro das Ordens iniciáticas um astrólogo que tinha 30 anos de experiência e fiz um curso de um ano com ele. Para concluir o curso, ele me obrigou a fazer nada menos do que 100 mapas astrais de praticamente todo mundo que eu conhecia… e o resultado foi impressionante. O mesmo com o tarot. Eu SEI que funcionam porque eu fui lá e testei. E o mesmo vale para fenômenos psíquicos.&lt;br /&gt;
Infelizmente (ou felizmente), não tenho nenhum tipo de mediunidade de nascimento, mas tive a sorte de conviver com vários médiuns. Pessoas que, sem possuir nenhum tipo de educação formal, quando se deixavam incorporar eram capazes de falar inglês e alemão com mais fluência do que eu (e melhor sotaque também); pessoas que, sem nenhuma habilidade artística, conseguiam pintar de maneira impressionante (como o GASPARETTO, por exemplo, que tive a oportunidade de ver ao vivo uma demonstração na qual ele pintava 4 quadros diferentes ao mesmo tempo com mãos e pés utilizando 4 técnicas diferentes); uma das minhas melhores amigas (e também uma das melhores magistas que eu conheço) é médium vidente (imagine o moleque do sexto sentido e você terá uma boa idéia) e passávamos um bom tempo interrogando os “fantasmas” e anotando e comparando as respostas… depois eu descobri que um senhor chamado WALDO VIEIRA fazia a mesma coisa que eu há 40 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas e quanto a livros e relatos históricos? Bem… o fato de fazer parte da loja Maçônica Madras, que é considerada uma das mais ocultistas e tradicionais dentro do Grande Oriente do Brasil, também ajudou muito nisso. Dela fazem parte pessoas de todas as tradições que você puder imaginar (do budismo ao candomblé, do xamanismo ao satanismo, da teosofia à teurgia), além do possível contato com a maioria dos autores da editora MADRAS. Com isso, quando eu tinha dúvidas sobre onde tal autor encontrou tal informação, eu sempre poderia ir perguntar diretamente a ele. O mesmo ocorre dentro da [[Rosacruz]], da [[Ordo Templi]], das [[Ordens Templárias]] e assim por diante. E estas pessoas são extremamente acessíveis em responder às dúvidas de um pesquisador. Portanto não é tão difícil estabelecer uma “rede de autores de confiança” para pesquisar ou tirar dúvidas.&lt;br /&gt;
Claro… este é o MEU caso… eu respiro essas coisas desde que era moleque, mas tenho plena noção do quão difícil é para alguém “normal” encontrar autores ou textos confiáveis (ainda mais na internet). Por esta razão, aceitei o convite do eightbits para escrever pra esta coluna. Pra ver se conseguimos despertar em vocês a curiosidade que fará com que vocês mesmos corram atrás do conhecimento e vejam o que faz mais sentido para vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Arthur, Krebys, Felipedecoy, Miguel, Igor Pereira&#039;&#039;&#039; – porque estas verdades não são divulgadas e onde estão as provas? Bem… existem diversos problemas, mas creio que o principal é que a humanidade ainda está tão adormecida que simplesmente não tem capacidade para entender. Existe o fator religioso (nem preciso comentar que nos EUA e até recentemente no Rio de Janeiro haviam projetos para ensinar CRIACIONISMO nas escolas como se fosse algo sério). Para estas pessoas, violar o status quo e contradizer a bíblia é algo que simplesmente não pode acontecer… custe o que custar… por isso temos de conviver com “tumbas do Faraó”, “livros escritos por Deus” e “barcos carregando dois de cada animal do planeta”.&lt;br /&gt;
Outro fator é o famoso “para não cair em mãos erradas”… mas o que isto realmente significa?&lt;br /&gt;
Neste caso eu posso contar um “causo” bem interessante. Alguns anos atrás, quando uma banda veio se apresentar no Brasil, um colega inglês pediu que um grupo ligado a [[OTO]] Inglesa monitorasse as apresentações desta banda. A razão é que, sem querer, este grupo havia usado em uma música uma batida cuja combinação de freqüências fazia com que a supra-renal produzisse quantidades enormes de adrenalina em homens (para mulheres, a música era considerada “irritante” apenas). Eles já estavam fazendo estudos sobre isto há meses, registrando uma incidência de atos de vandalismo, brigas e desordem muito superior ao normal sempre que tal banda se apresentava e tocava esta música.&lt;br /&gt;
Pois bem. Há registros empíricos de estudos sobre estas freqüências, documentação farta dos shows, testes feitos por irmãos militares em treinamentos (descobrimos que ela deixa os homens que a escutam mais propensos a não sentirem dor ou cansaço durante uma briga ou exercício, e a se tornarem mais violentos e impetuosos sob o efeito destas descargas de adrenalina), etc, etc… tudo dentro dos mais rigorosos padrões científicos. Esta informação está trancada dentro de algumas ordens invisíveis. Por que? Porque supondo que eu irresponsavelmente revelasse para vocês o nome da banda ou da música para “provar” que as ordens realmente possuem este poder, em uma semana ela seria o hino oficial das torcidas organizadas de times de futebol. Isto é “cair em mãos erradas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Zaztras&#039;&#039;&#039; – A mente emite SIM determinados tipos de energia. Ela é capaz de criar, através do pensamento e das emoções, ondas e freqüências específicas que atuam no astral (que é aquela zona de freqüências que ainda não podemos detectar). As ondas eletromagnéticas que os cientistas conseguem medir são conseqüências destas emissões mentais no plano físico (cérebro). Quando os cientistas ortodoxos conseguirem aparelhos capazes de detectar estas ondas e freqüências, será apenas um passo construir aparelhos capazes de interpretar estes sinais e teremos computadores comandados por pensamentos. Procura por “brain computer interface” no google que você encontrará centenas de páginas sobre o assunto.&lt;br /&gt;
Quero ver se faço um post só falando sobre disciplina mental, egrégora, telepatia, psicocinesia e visualização para dar uma noção mais completa sobre como este tipo de fenômeno de computadores mentais funcionaria (nem que seja na teoria, para quem não acredita em nada disso).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Jean, Bananeira, Preguiça&#039;&#039;&#039; – Tesla e Tunguska. Esta é uma “teoria da conspiração” mesmo, porque não é ocultista, mas sim militar e, como tal, considerada top-secret. Está mais pro pessoal dos Arquivos X, eu sou da turma dos Templários… Em todo caso, aqui estão alguns textos a favor e contra a hipótese para vocês se divertirem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*http://www.viewzone.com/tesla.tunguska.html&lt;br /&gt;
*http://www.world-mysteries.com/sci_tesla1.htm&lt;br /&gt;
*http://www.grandunification.com/hypertext/Tunguska_Explosion.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Betopow&#039;&#039;&#039; – Teoria da Terra Oca. Existe uma explicação bastante razoável para estas lendas (tanto que até o Führer procurou pela cidade de Thule), mas é melhor falar sobre civilizações intraterrenas só lá pra frente, ai vocês vão entender melhor do que se trata. Por enquanto, isso é “viagem demais” mesmo pra esta coluna, ok?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Paulo Roberto&#039;&#039;&#039; – A Ordem [[Rosacruz]] AMORC e o [[Lectorium Rosicrucianum]] são fraternidades discretas, não secretas. Para entrar, basta entrar em contato com eles através dos sites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Chuvadenovembro&#039;&#039;&#039; – “Evidence: the case for NASA UFOS” – procurar no youtube por “sts-75” ou “sts ufo”. Anotei AQUI pra me lembrar de ver depois com calma… mas realmente, naves espaciais, ufos, greys, lagartos do espaço, Ashtar Sheron e criaturas afins são coisas que eu não entendo absolutamente nada. Nunca me interessei e nunca fui atrás para ver. Mas se for depender das otoridades, devem ser todos “balões metereológicos”.&lt;br /&gt;
Talvez ufologia seja o campo dos ateus… eles negam Deus mas usam aqueles programas bizarros como o Boinc para procurar aliens… vai entender…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Spartaggus&#039;&#039;&#039; – Eu gosto muito do [[Espiritismo]], mas depois quando você estuda pra valer o ocultismo, percebe que ele nada mais é do que uma versão “simplificada” da teosofia e rosacrucianismo, de mais fácil compreensão para as “Massas” (não usando este termo de uma maneira pejorativa – vá tentar entender rondas, raças, manvataras e pralayas e você saberá do que estou falando – heh). Se não fosse pelo trabalho do Kardec a gente teria de decorar todos aqueles nomes impronunciáveis hindus e não teríamos um décimo dos espiritualistas que temos hoje.&lt;br /&gt;
Histórias a respeito dos Exilados de Capela aparecem em várias ordens ocultistas e algumas ordens satânicas também (os exilados eram a escória de Capela… você não acha que todos eles vieram mesmo para “ajudar” a Terra, acha?)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Mi , Gustavo, Thibas&#039;&#039;&#039; – Signo de Peixes – O signo de peixes está em sincronicidade com o “contato com outras dimensões” por falta de uma terminologia melhor. Ele é complicado de se lidar porque a gama de energias que rege é muito ampla. Em uma ponta estão aqueles messias, médiuns, videntes, artistas, músicos, pintores, escultores, compositores, escritores, viajantes astrais… aquelas pessoas em contato com o “cósmico”. Conforme estas energias caem para as oitavas menores, esta conexão tende a se tornar uma fuga da realidade e temos pessoas que vivem em seus próprios mundos, daydreamers, sonhadores, aéreos… gente que se isola do mundo em sua própria realidade… nos pontos mais baixos temos viciados, esquizofrênicos, pessoas que perderam a noção de onde começa a realidade 3D e onde termina os planos astrais… nos pontos mais baixos estão os depressivos e suicidas.&lt;br /&gt;
Por isto é extremamente importante prestar atenção se vocês tem filhos com planetas neste signo, porque ele vai estar sempre em conexão com outros estados de consciência e cabe aos pais orientar para que eles se mantenham nas OITAVAS MAIS ELEVADAS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Guerini, Thahy, Rodrigo Guedes, Mauro&#039;&#039;&#039; – Drogas, Sexo e Rock&amp;amp;Roll – Sim, eles abrem (ou fecham) os chakras. Falo mais sobre isso no próximo post.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;PH, Santiago, Vimerson, Ticopunkrock, Élder, Vinicius S. Abreu, Danilo, Thahy, Victor Hugo, Ed, Chitão, Damienvalek, Gustavo, Dirk&#039;&#039;&#039; – Ok, farei um post “padre Quevedo”… provavelmente a parte III desta série sobre chakras. Acho que a partir do próximo post eu irei intercalar estas colunas com “teoria da magia” com “histórias ocultas”, fazendo pares relevantes como [[Moisés]]/[[Kabbalah]], [[Salomão]]/72 anjos cabalísticos, [[Pitágoras]]/[[Numerologia]], [[Essênio]]s/Espíritos, Hindus/[[Tantra-yoga]], rei arthur/santo graal e assim por diante, para não cansar quem quer ver logo a história dos templários e também para não deixar as explicações sem uma base mais elaborada.&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_1_%E2%80%93_O_Mago_%E2%80%93_Beth&amp;diff=6670</id>
		<title>Arcano 1 – O Mago – Beth</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_1_%E2%80%93_O_Mago_%E2%80%93_Beth&amp;diff=6670"/>
		<updated>2010-11-15T20:47:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O título francês desta carta, Le Bateleur, pode ser traduzido também como Prestidigitador, Malabarista, Pelotiqueiro, Bufão, Acrobata ou Cômico. O termo Prestidigitador talvez fosse o mais adequado ao simbolismo dinâmico do personagem, mas é comum que seu nome seja traduzido do inglês Magician, Mágico ou Mago.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um prestidigitador, de pé, frente à mesa onde coloca os seus instrumentos, segura uma esfera ou um disco amarelo entre o polegar e o indicador da mão direita, enquanto com a mão esquerda aponta obliquamente para o chão uma vareta curta.&lt;br /&gt;
O personagem é representado de frente, com o rosto voltado para a esquerda. [Nas referências aos protagonistas de cada carta, será considerada sempre a esquerda e a direita do leitor]. Usa um chapéu cuja forma lembra o símbolo algébrico de infinito e seus cabelos, em cachos louros, escapam desse curioso chapéu. Veste uma túnica multicolorida, presa por um cinto amarelo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a mesa, da qual se vêem apenas três pernas, há diversos objetos: copos, pequenos discos amontoados, dados, uma bolsa e uma faca com a lâmina descoberta ao lado de sua bainha.&lt;br /&gt;
O prestidigitador está só, no meio de uma campina árida com três tufos de erva; no horizonte, entre as pernas da figura, uma árvore se desenha contra o céu incolor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Significados simbólicos&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
Arcano da relação entre o esforço pessoal e a realidade espiritual. Domínio, poder, auto-realização, capacidade, impulso criador, atenção, concentração sem esforço, espontaneidade.&lt;br /&gt;
O ser, o espírito, o homem ou Deus; o espírito que se pode compreender; a unidade geradora dos números, a substância primordial. Ponto de partida. Causa primeira. Influência mercuriana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Interpretações usuais na cartomancia&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
Destreza, habilidade, finura, diplomacia, eloqüência, capacidade para convencer, espírito alerta, inteligência rápida, homem inquieto nas suas atividades e negócios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Facilidade de combinar as coisas, apropriação inteligente dos elementos e dos temas que se apresentam ao espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Emocional: Psicologia materialista; tende para a busca das sensações, do vigor, da qualidade criativa. Generosidade unida a cortesia. Fecundidade em todos os sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Muita vitalidade e poder sobre as enfermidades de ordem mental ou nervosa, neuroses e obsessões. Esta Carta indica uma tendência favorável para questões de saúde, mas não assegura a cura. Para conhecer o diagnóstico é necessário considerar outras cartas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Charlatão persuasivo, sugestivo, ilusionista, intrigante, politiqueiro, impostor, mentiroso, explorador de inocentes. Agitação vã, ausência de escrúpulos. Discussões, brigas que podem se tornar violentas, dado o vigor do personagem. Mau uso do poder, orientação defeituosa na ação, operações inoportunas. Tendência à dispersão nas ações, falta de unidade nos processos e atividades. Duvida. Indecisão. Incerteza frente aos acontecimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;História e iconografia&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
Desde a antiguidade clássica são bem conhecidos esses personagens que ganhavam a vida com suas habilidades. Seu ofício se combinava freqüentemente com a dança e o charlatanismo – passavam o seu tempo a vagabundear pelas feiras.&lt;br /&gt;
Não há muitas marcas literárias de sua passagem pela cultura européia, mas, em compensação, foi um personagem de prestígio nas artes gráficas desde os primeiros tempos. As gravações medievais costumam mostrá-lo no desempenho de suas mágicas frente a um grupo de espectadores absortos.&lt;br /&gt;
O Tarô suprime as testemunhas e acrescenta detalhes originais (a mesa de três pernas, a posição das pernas e dos braços do protagonista, entre outros), mas o seu parentesco com os registros sobre as feiras é evidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode-se acrescentar que, no mundo islâmico, o Prestidigitador foi também um personagem de vasta popularidade.&lt;br /&gt;
Num sentido mais geral, o Prestidigitador é símbolo da atividade originária e do poder criador existente no homem. Como ponto de partida do Tarô, é também o primeiro passo iniciático, a vontade básica no caminho para a sabedoria, a matéria primordial dos alquimistas, o barro paradisíaco do qual será obtido o Adão Kadmon.&lt;br /&gt;
“Se o mundo visível não passa de ilusão – pergunta-se Oswald Wirth – o seu criador não será o ilusionista por excelência?”&lt;br /&gt;
Neste plano, o Prestidigitador identifica-se com a materialidade do ser criado, até que o demiurgo e a criatura tornam-se o mesmo: certamente há aqui um sentido psicológico, para o qual a identidade é produto da experiência pessoal (o homem é o resultado das suas próprias ações). Desta maneira, pode-se interpretar a supressão da quarta perna da mesa como representativa do ternário humano no mundo (espírito-psique-corpo).&lt;br /&gt;
Uma das especulações em torno do personagem do Arcano I pode ser estabelecida a partir da sua atividade intensa, de seu dinamismo sem repouso (produto de seu caráter de intermediário entre o sensível e o virtual), atributo que o relaciona de modo estreito ao simbolismo de Mercúrio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, a vareta que traz na mão esquerda seria a simplificação do caduceu, assim como seu estranho chapéu corresponde quase exatamente ao capacete alado da divindade. Seu nome grego significaria “intérprete, mediador”, o que confirmaria essa hipótese.&lt;br /&gt;
Muito já se estudou sobre o papel fundamental desempenhado por Hermes Trimegisto na história do ocultismo; os alquimistas desenvolveram boa parte de suas sutis investigações em torno do simbolismo de Mercúrio; não é absurdo, portanto, supor que o Tarô tenha sido colocado sob sua invocação.&lt;br /&gt;
O arcano do Mago é também relacionado ao Aleph, do alfabeto hebraico, e pode ser associado à idéia de princípio e também ao primeiro som articulável ( a ) que, segundo a tradição “expressa a força, a causa, a atividade, o poder” e seria o paradigma do homem em sua relação com as demais criaturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;@MDD – Este último parágrafo está errado. A associação entre Mago e aleph foi feita por Eliphas Levi em seu livro “Rituais e Dogmas da Alta Magia” onde ele associou o arcano à letra porque a posição dos braços do mago lembra o desenho da letra, mas ao estudarmos a [[Kabbalah]], vemos claramente que o Mago conecta [[Binah]] a [[Keter]], sendo, portanto, representado pela letra Beth.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Matrix_%E2%80%93_Bem-vindo_ao_Deserto_do_Real&amp;diff=6669</id>
		<title>Matrix – Bem-vindo ao Deserto do Real</title>
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		<updated>2010-11-15T20:46:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;“Liberte tua mente!”&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para começarmos a entender Matrix, é fundamental que façamos a pergunta essencial do filme: O que é a Matrix? Nas telas do cinema, Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador, o qual, por meio de uma realidade virtual, simula o nosso mundo como é hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fenômeno Matrix pode ser compreendido, se considerarmos as influências dos temas que aparecem, direta ou indiretamente, no roteiro do filme. Citarei alguns exemplos: distopia, esperança, filosofia, 1984 de George Orwell, artes marciais, cybercultura, agentes secretos, conspirações, romance, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, messianismo, mitologia grega e céltica, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ficção científica e assim por diante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderia começar pelo messianismo — crença na vinda do Salvador, Jesus, Messias, Buda, Krishna, Noé, rei Artur… Mas começarei pela Filosofia, que, segundo o Aurélio: Filosofia 1. é o estudo que visa a compreensão da realidade, no sentido de aprendê-la na sua totalidade; 2. Razão; Sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos a Matrix! Morpheus tem aspectos diferentes; algumas vezes o relaciono com o “Mestre” da Grande Fraternidade Branca, que tem de ensinar o seu discípulo, Neo, a vencer a ilusão (Maya) para, desta forma, enfrentar a Matrix. Para que isso aconteça, Neo tem de transformar-se em Mestre. E é por meio dos softwares (programas) que começa seu aprendizado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, Morpheus é um deus da mitologia grega, filho da noite e do sono, deus dos sonhos, filho de Hypnos. Deus que proporciona o repouso necessário ao homem fatigado para que este possa, por meio dos sonhos, libertar o adormecido de seus pesares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em sua missão, Morpheus leva Neo para conhecer o “Oráculo”, que logo lhe mostra a frase “Conhece-te a ti mesmo”, que no [[Templo de Delfos]] assim aparece inscrito: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses.”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pítia (ou pitonisa) era um “título” muito antigo e designava a sacerdotisa de [[Apolo]] que, no Oráculo de Delfos, entrava em transe para receber as profecias e as respostas do deus. O nome, talvez relacionado ao antigo nome de Delfos, Pitô, remonta, provavelmente, à época em que o oráculo era consagrado à [[Gaia]] e guardado pela serpente Píton, morta por [[Apolo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior do santuário, a pergunta do consulente era então transmitida à Pítia que, sentada sobre a trípode sagrada e com um ramo de loureiro (um dos atributos de [[Apolo]]) nas mãos, inalava os vapores de uma fenda, entrava em êxtase e transmitia a resposta de Apolo. A profecia, sempre enigmática e ambígua, era registrada pelos demais sacerdotes, interpretada por eles entre versos hexâmetros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de Delfos fora consagrada a princípio à Terra, em seguida a Têmis (justiça), depois a Febe (a Lua mediadora), por fim a [[Apolo]], o deus solar, o verbo solar, a palavra universal, o grande mediador, o [[Vishnu]] dos hindus, o [[Mithras]] dos persas, o [[Hórus]] dos egípcios, o Logos da Teosofia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás, Logos significa “espírito”, “razão” ou “linguagem”. Na Bíblia, o Logos aparece no Evangelho de João, no qual é traduzido como “Verbo”, e é um dos atributos de Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Os gnósticos interpretavam o Logos como uma denominação do verdadeiro Deus. Durante uma visão, o líder gnóstico [[Valentino]] viu o Logos sob a forma de um menino não muito diferente do órfão que fala a Neo a respeito da colher em Matrix. No [[Gnosticismo]], o Arquiteto assemelha-se ao Demiurgo, um deus falso. Os gnósticos acreditavam que todos viviam em um mundo material e que despertaríamos para a realidade verdadeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Matrix também nos faz lembrar de [[Sócrates]], esse sábio que mudou o panorama da Filosofia e da humanidade, fundador da ética ou filosofia moral. Por sua causa, as pessoas passaram a se interessar e a estudar, não apenas a realidade exterior, mas a interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Sócrates]], em sua época, também procurou o “Oráculo”, e este vaticinou ser ele o homem mais sábio dos homens. Todas as pessoas achavam isso, menos [[Sócrates]]. No filme, todos acham que Neo é o “Escolhido”, menos ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para [[Sócrates]], a sabedoria consiste no reconhecimento da própria ignorância, o que envolve o abandono de idéias preconcebidas. Isso tem uma profundidade imensa. As pessoas não questionam, são ignorantes (não conhecem). Elas buscam um caminho um tanto controverso, sem nenhum fundamento, baseiam-se em livros sem começo e sem fim, de autoria desconhecida e com traduções duvidosas.&lt;br /&gt;
Em Matrix, algumas coincidências com as religiões são fáceis de serem percebidas. A ligação de Neo com o Messias é óbvia, tanto em sua ressureição como nas profecias da vinda do Salvador, que é preparada por Morpheus (na Bíblia, por [[João Batista]]); Nabucodonosor é a nave com o mesmo nome do rei babilônico responsável pela destruição do Templo de Jerusalém; na nave de Matrix existe a inscrição Mark III nº 11, em referência ao Evangelho de Marcos 3:11, que diz: “E quando os espíritos impuros o viam, se jogavam gritando: ‘Tu és o Filho de Deus’”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já que mencionei o número 11, voltemos ao início do filme, quando deixa gravado na tela por alguns instantes o número 506, que em sua soma tem como resultado o número 11. Este é considerado um número “mestre”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O 11 é o despertador para a consciência Divina, um portal dimensional, o fogo sagrado presente em nosso ser. Este número está associado à carta “força” do [[Tarô]], que representa a vitalidade, a força e o brilho de todos os seres. Indica energia transbordante. O 11 é o número de Nuit (Deusa da Noite).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os maçons representam esse número com o Hexagrama Pentáfico, o pentagrama inscrito no Hexagrama. Para a tradição chinesa, o 11 é o número pelo qual se constitui, na sua totalidade, o caminho do Céu e da Terra, Tcheng. É o número do [[Tao]]. No hebraico, está relacionado à letra Teth, que significa serpente. É o asilo do homem, seu escudo e proteção. No caminho cabalístico, a letra Teth une e equilibra Chesed (a misericórdia) com Gueburah (a severidade). É a ponte que integra a polaridade da construção e da destruição. Diz Robert Wang: “É o caminho em que o fogo se torna Luz”. Sua atribuição astrológica é leão, signo do fogo e regido pelo sol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Sepher Yetzirah está escrito: “O décimo-primeiro é o número da consciência desejada e procurada (Sephel Hachafutz VeHaMevukash), e é assim chamado porque recebe o influxo Divino para outorgar sua bênção a tudo o que existe”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Podemos ainda relacionar o número 11 a [[Lúcifer]], o portador da Luz, phosphóros (= do grego), [[Vênus]], a estrela matutina e vespertina, a luz mais brilhante.&lt;br /&gt;
No [[Hinduísmo]], a figura da mulher é supervalorizada e há a união entre o masculino e o feminino, o yin e o yang. Na Antiguidade, a figura feminina era ligada à Deusa. Era à mulher que os deuses faziam as revelações (como à Pítia, por exemplo). Em Matrix, temos a figura de Trinity, que representa o número 3 e que, em português, significa Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — [[Brahma]], [[Vishnu]] e [[Shiva]], e assim por diante. Existe aqui, portanto, um outro ponto, um tanto menos masculino. Trinity é uma mulher e representa a Grande Mãe-Filha e o Espírito Santo. Outra vez o filme faz menção à Grande Fraternidade Branca, na qual a mulher é representada pela Mãe-natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o pitagorismo, a essência de todas as coisas é o número, ou seja, as relações matemáticas, que afirmam poder explicar a variedade do mundo mediante o concurso dos opostos, que são: o limitado e o ilimitado, o par e o ímpar, o perfeito e o imperfeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como a filosofia da natureza, assim a astronomia pitagórica representa um progresso sobre a jônica; afirmam a esfericidade da Terra e dos demais corpos celestes, denominando o conceito de harmonia, logicamente conexo com a filosofia pitagórica, e as práticas ascéticas e abstinenciais com relação à metempsicose e à reencarnação das almas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Simbolismo dos Números Pitagóricos: um é a razão, dois a opinião, quatro a justiça, cinco o casamento, dez a perfeição, etc. Um é o ponto, dois é a linha, três é a superfície, quatro é o volume. Cosmogonia. O Universo e os Planetas esféricos. A Harmonia das Esferas.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem muitas divergências a respeito da verdadeira nacionalidade de [[Pitágoras]], pois uns afirmam ter sido ele de origem egípcia; outros, síria ou, ainda, que ele seja natural de Tiro. Porém, o mais aceito por todos que estudam sua vida é que Pitágoras nasceu em Samos, entre 520 e 570 antes de nossa era. Na mesma época de Gautama — [[Buda]], [[Zoroastro]] (Zaratustra), [[Confúcio]] e [[Lao Tse]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seus Mestres foram Hermodamas de Samos, até os 18 anos; depois, Ferécides de Siros; foi aluno de Tales, em Mileto, e ouvinte das conferências de Anaximando. Foi discípulo de Sanchi, sacerdote egípcio, tendo também conhecido o assírio Zaratustra, na Babilônia, quando de sua estada na Metrópole da Antiguidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O hierofante Adonai aconselhou-o a ir ao Egito, recomendado ao faraó Amon, onde foi iniciado nos Mistérios Egípcios, no Santuário de Mênfis, Dióspolis e Heliópolis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis o significado do nome [[Pitágoras]] (Píton = serpente; Ágora = espaço aberto onde os gregos se reuniam para conversar e mercadejar). A Serpente representa sabedoria e Ágora a “boca”. Em resumo, seu nome significa a “Voz da Sabedoria”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Pitágoras]] ostentava em sua coxa esquerda uma grande marca dourada que os céticos julgavam ter sido um sinal de nascença, mas os iniciados sabem que se trata do sinal de Apolo.&lt;br /&gt;
“A ciência dos números e a arte da vontade são as duas chaves da magia, diziam os sacerdotes de Mênfis; elas abrem todas as portas do Universo.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O sono, o sonho e o êxtase são as três portas abertas do além, de onde nos vêm a ciência da alma e da arte da adivinhação. A evolução é a lei da vida. O número é a lei do Universo. A unidade é a lei de Deus.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não poderíamos falar em Matrix sem mencionarmos a figura de Icarus, um havercrafts que, como Nabucodonosor, de Morpheus, percorre os túneis subterrâneos em busca de um local para transmitir um sinal pirata para dentro da Matrix. Na mitologia grega, Ícaro era filho de Dédalo, o artesão que construiu o Labirinto do Minotauro em Creta, aquele com corpo de homem e cabeça de touro, que devorava os prisioneiros do rei. Dédalo e seu filho foram vítimas dessa prisão e sabiam que só conseguiriam sair dali se fosse pelo alto. Dédalo, então, confeccionou asas para ambos, coladas com cera de abelha, e conseguiram fugir. Mas Ícaro se embriagou pela sensação de voar e aproximou-se demais do Sol, que derreteu a cera de suas asas fazendo com que ele se despedaçasse de encontro ao solo. Os gregos passaram a ter Ícaro como símbolo do pior pecado que um humano possa cometer, Hybris, a tentação de igualar-se aos deuses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A magnífica obra 1984, de George Orwell, escrita em 1948, fala de um mundo dominado pelo socialismo stalinista em 1984 (o inverso dos números do ano em que foi escrita). Em um mundo onde o Estado domina e nada é de ninguém, mas tudo é de todos, tudo o que resta de privado são os poucos centímetros quadrados do cérebro. E é aí que a batalha se desenvolve, entre o indivíduo e o Estado, lutando na tentativa de controlar a mente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Obediência não é o suficiente. A não ser que uma pessoa esteja sofrendo, como você pode ter certeza de que ela está obedecendo à sua vontade e não à dela? O poder está em infringir dor e humilhação. O poder está em rasgar mentes humanas em pedaços e colocá-las juntas de volta em novas formas escolhidas por você mesmo. Você começa a enxergar agora o tipo de mundo que estamos criando? (…) Não haverá lealdade, a não ser lealdade ao partido. Não haverá amor, a não ser amor ao Grande Irmão. Não haverá riso, apenas o riso de triunfo sobre um inimigo derrotado. Não haverá arte, literatura ou ciência. Quando formos onipotentes, já não haverá mais necessidade de ciência. Não haverá distinção entre a beleza e a falta dela. Não haverá mais curiosidade nem alegria no processo da vida. Todos os prazeres competitivos serão destruídos. Mas sempre – não se esqueça disso, Winston – sempre haverá a intoxicação do poder, sempre aumentando e sempre crescendo sutilmente. Sempre, a cada momento, haverá o tremor da vitória, a sensação de pisar num inimigo que já está sem esperança. Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando num rosto humano – para sempre.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembro-me, também, de Aldous Huxley e sua obra-prima, Brave New World (Admirável Mundo Novo), escrita durante quatro meses, no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte de suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento ao autoritarismo do Estado.&lt;br /&gt;
“A sobrevivência da democracia depende da capacidade de grandes maiorias de fazer escolhas de um modo realista, à luz de uma informação suficiente.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma forma diferente de criticar a substituição das pessoas por máquinas: substituindo o lado humano, os sentimentos e emoções por sensações pré-programadas. Os seres humanos são produzidos em linhas de montagem (criadas por Henry Ford, no início deste século), como os produtos genéricos, e condicionados a aceitar uma série de dogmas sociais; são padronizados e, no entanto, continuam presos a dogmas, embora estes mudem de uma sociedade para outra, sendo atribuídos de formas diferentes: por um lado, por meio da educação infantil e, por outro, pelo condicionamento hipnopédico (em outras palavras, adestramento).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Trinity beija Neo, ele revive (ressurreição) e, pelo amor, é feita a penetração do fluído sutil. Vemos que não há nada mais poderoso que o Amor. Sua ressonância dissolve toda ilusão, bem como o véu da separação; sua pureza cura todas as experiências passadas e mágoas profundas, formando um invencível campo de Luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na grande maioria, nas iniciações das Ordens Secretas (entenda-se como secreta aquilo que não é público, não tem registro físico, jurídico, etc.), o neófito morre para o mundo profano e renasce “Iniciado”. Antigamente era normal batizá-lo com nome iniciático.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na [[Maçonaria]], isso era comum também, mas os céticos, intitulados historiadores, tentam todos os dias diminuir o universo oculto e místico que estão presentes na Ordem Maçônica. Que me desculpem os Irmãos que pensam diferente, mas contra fatos não há argumentos. Nossos Templos estão lotados de alegorias e símbolos, nossos rituais não são a respeito de política, nosso livro da Lei não está ali apenas para os nossos juramentos, enfim, faço questão de lembrá-los dos Mistérios Persas e Hindus; Mistérios Egípcios; Mistérios Gregos, de Ceres ou Deméter; Mistérios Judaicos de Salomão; Mistérios Gregos de Orfeu; de Pitágoras; dos Essênios e dos Mistérios Romanos. E ainda querem argumentar…&lt;br /&gt;
Assim como os Mistérios de Ísis, os Mistérios de Elêusis, na Grécia Antiga, também exerceram uma enorme influência no surgimento do Gnosticismo. Dedicados à deusa grega Deméter, os rituais de Elêusis rememoravam a peregrinação dessa divindade pelo mundo em busca da filha Perséfone, seqüestrada por Hades, o Senhor das Almas, que a levou para o mundo subterrâneo e tomou-a por esposa. Foi da filha de Deméter que a mulher de [[Merovíngio]] emprestou seu nome, o que faz do próprio Merovíngio um equivalente do Hades grego. O mundo subterrâneo, onde se localizava o Hades, por sua vez, remete ao mundo subterrâneo onde se localiza a cidade de Zion, em Matrix. Outra coisa que nos chama a atenção no filme é Zion — Sião em português. Poderíamos ir pelo caminho do Santo Graal, pois a cidade de Zion está situada no centro da Terra, ou até mesmo citar Júlio Verne em sua obra Viagem ao Centro da Terra.&lt;br /&gt;
Há aqui outra referência a respeito do mundo subterrâneo. O mundo de Jina ou de Duat, Agartha e Shamballah, que são reflexos do seio da terra dos três mundos superiores, esquematizado no Hexágono, o seis, o vau (arcano deste número).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Hermes Trismegisto]] diz: “O que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está acima, para a realização dos mistérios da causa única”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O significado do nome de [[Hermes Trismegisto]] é: Hermes = o intérprete – Trismegisto = 3 megas = 3 vezes grande, ou o que possui os 3 reinos de sabedoria: mineral, vegetal e animal. Sua existência é atribuída no ano de 1900 a.C.; Hermes é o mesmo [[Thoth]] dos egípcios, e sua existência acompanha a vida religiosa do Egito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando à Agartha, foi para lá que [[Noé]] conduziu seu povo, a fim de salvá-lo do dilúvio. E podemos dizer ainda que seria a cidade submergida de [[Atlântida]], a mesma de [[Platão]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Saint-Yves d’Alveydre, que viveu entre 1842 e 1909 e teve contato com seres desse lugar, é um verdadeiro mundo a quatro dimensões. Chamado de Venerável Mestre do G.O. (Governo Oculto) por seus discípulos, Saint-Yves, dentre suas obras, Mission dês Souverains, Mission dês Juifs e Mission de l’Inde, deixou uma de maravilhosa magnitude, O Arqueômetro, lançamento da Madras Editora.&lt;br /&gt;
O nome “sinarquia”, pela sua etimologia grega, pressupõe a realização de uma ordem sagrada num equilíbrio perfeito, de uma harmonia completa, que seria o reflexo das leis cósmicas. Está associado a uma das mais misteriosas sociedades secretas modernas de governantes invisíveis, tendo sido introduzido pelo grande esotérico Alexandre Saint-Yves. Ele recebeu do papa o título de Marquês de Alveydre e, por isso, tornou-se conhecido como Saint-Yves d’Alveydre. Viu-se, então, escolhido pelos governantes invisíveis do mundo para executar seus planos. Saint-Yves apregoava o ideal de uma sinarquia universal, a Sinarquia do Império, e não restam dúvidas de que manteve contato direto com os mais altos governantes secretos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra Animais, Homens e Deuses, Ferdinando Ossendowsky nos fala do Rei do Mundo, chefe supremo de todas as Ordens Secretas, conhecido na Índia como Jagrat-Dwipa. Na bíblia hebraica, o rei Melkitsedek é um ser mais enigmático que o próprio Apolônio de Tiana; no Tibete, é chamado de Rigden-Jyepo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os iniciados chineses da Ordem do Dragão de Ouro faziam referências a Agartha com Salem — A cidade Luz das tradições hebraicas e de vários povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
René Guénon cita em sua obra, O Rei do Mundo, que Agartha é o centro oculto durante a Kali-Yuga (Idade Negra) de todos os movimentos filosóficos e espiritualistas na Terra. Na mitologia hindu, Kali, também conhecida como Durga, é a deusa-mãe, representada sob o duplo aspecto de nutridora (como aquela que dá a vida) e devoradora (a morte, destruidora de todas as coisas). Seu nome principal, Durga, em sânscrito significa “a que é difícil de abordar, a inacessível”, e na cosmogonia brahmânica, especialmente na filosofia de [[Sri Ramakrishna]], ela é considerada uma personificação do real que se oculta por detrás do mundo das aparências. A palavra Kali, por sua vez, deriva do sânscrito kala, que quer dizer “tempo”. Sob seu aspecto negativo, Kali é a padroeira da Kali Yuga, a quarta e última etapa pela qual o mundo deve passar antes que, de acordo com o Hinduísmo, ele seja reabsorvido em sua origem Divina. Durante a Kali Yuga, o mundo ¬ mergulha quase que completamente nas trevas da ilusão (Maya), uma descrição bastante apropriada ao universo de Matrix. Cabe também ressaltar que Kali é tida como o lado feminino de Shiva, o Senhor da destruição e da renovação; pai de Ganesh, Senhor que remove os obstáculos de nossos caminhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já nos antigos manuscritos indianos, a verdade das revelações globais estava contornada, como se vê da promessa do Espírito da Verdade quando, pela boca de [[KRISHNA]], este diz a seu discípulo Arjuna, no [[Bhagavad-Gita]], profecia que mais uma vez somos obrigados a repetir:&lt;br /&gt;
“Todas as vezes, ó filho de Bharata! que Dharma (a lei justa) declina, e Adharma (a lei injusta) se levanta, Eu me manifesto para a salvação dos bons e destruição dos maus. Para restabelecimento da lei, Eu nasço em cada Yuga (idade).”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Blavatsky confirmou que estamos passando por mudanças cíclicas, com as seguintes palavras:&lt;br /&gt;
“Em breve, chegaremos ao fim do ciclo. Os cataclismos se sucedem. Grandes forças estão sendo acumuladas, para esse fim, em diversos lugares.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com Jeoshua Ben Pandira, o Cristo, retificou-se a antiga tradição: “Eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento”, reestabelecendo o Sanctum Santorum, a Grande Assembléia Universal, como a mansão do amanhecer, Cidade de Cristal, Agartha-Shamaballah.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para conhecer mais a respeito de sociedades ocultas, sugiro a leitura da obra As Forças Secretas da Civilização, de Vitor M. Adrião, Madras Editora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre houve um elo profundo que unia, na Antiguidade, a adivinhação aos solares. O culto ao Sol é a chave de ouro de todos os mistérios ditos mágicos. Lembre-se de que, no filme, os Mamíferos (seres humanos) destruíam o Sol. Na verdade, o Sol é a fonte de Luz, de calor e de vida. Os sábios hindus viam-no como forma de Agni, o fogo universal que penetra em todas as coisas. Mitras é o fogo masculino e Mitra, a luz feminina. Para o iniciado de Mitras, o Sol é apenas um reflexo grosseiro da luz inteligível. Os egípcios iniciados procuravam o mesmo Sol sob o nome de Osíris. Hermes também reconhece, nas ondas etéreas, uma luz deliciosa. No Livro dos Mortos do Antigo Egito (Madras Editora), as almas vagam a duras penas para essa luz na barca de Ísis. Moisés também adotou essa doutrina na Gênese. “Elohim disse: ‘Que se faça a Luz, e a Luz se fez’”. Zoroastro está de acordo com Heráclito, [[Pitágoras]], São Paulo, os cabalistas e Paracelso, que definem a luz que reina em toda a parte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando Smith e seus agentes capturam Neo, colocam nele um chip. Acerca desse assunto, daria para escrever um livro, mas vou simplesmente pincelar, assim como os demais temas, para não deixar de comentá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Percebam que o chip se transforma numa espécie de crustáceo (que lembra um camarão) que faz a sua penetração pelo umbigo, que, por sua vez, está relacionado ao chacra abdominal (umbigo, plexo solar, o dom da razão). Sua cor é o amarelo, que no nível físico é uma cor quente, muito boa para entrar em contato com o seu próprio Poder. Mas o mais importante é que, segundo os espíritas, o cordão espiritual está ligado diretamente ao umbigo, ou seja, quando seu espírito sai de seu corpo (viagem astral), fica ligado ao umbigo físico por um cordão invisível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Matrix Reloaded, conhecemos o Arquiteto como o criador da Matrix (Deus dos humanos). Vestido todo de branco, menciona que os seres humanos são anomalias e que estamos numa mistura entre Matrix e Zion. Primeiro fomos colocados na Matrix, e a maioria vive nela, representando um papel a cada encarnação, trocando de “nick” para esquecer-se do que são. Outros poucos encontram-se em Zion, onde todos acreditam que tudo é uma ilusão, onde não existe bem ou mal — uma sociedade alternativa…&lt;br /&gt;
Dá para perceber que houve um grande arrependimento desse deus ter criado os seres humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vários aspectos aqui nos chamam a atenção. Nosso Arquiteto de branco, como o chefe dos anjos, não é aquele ser barbudo nem seu coração está transbordando de amor pelas suas criaturas e muito menos perdoando-as de seus “pecados”. Que horror!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Buda]], ao atingir seu estado de iluminação, Nirvana, libertou-se das ilusões do sansara, e falou: “Apanhei-te, Arquiteto. Nunca mais tornarás a construir”. De acordo com a filosofia budista, ele estava referindo-se ao ego, criador da pseudo-realidade em que vivemos.&lt;br /&gt;
Não comentei nada sobre Cypher, o traidor, o Judas. Mesmo sabendo que tudo era uma ilusão, ele quer retornar à Matrix e afirma: “A ignorância é maravilhosa”. Mas em Matrix Reloaded existe Haman, que foi um traidor do povo judeu. Na Bíblia, Haman é o grande vilão do Livro de Ester; ele odiava os judeu e tramava secretamente contra o povo, a fim de exterminá-lo. Mas seu plano foi descoberto por Ester, que o denunciou ao rei. Na festa judaica do Purim, é comemorada a derrota de Haman. Também confeccionam bonecos, como fazem os cristãos na malhação de Judas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos maiores heróis da religião hindu é o Senhor Rama, protagonista do poema épico Ramayana. Rama-Chandra é o sétimo avatar do deus Vishnu, um dos integrantes da Trindade Suprema ([[Brahma]], [[Vishnu]] e [[Shiva]]), que periodicamente descia encarnado sob forma humana à Terra para libertar os humanos da ilusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gostaria de poder escrever muito mais a respeito desta obra, na qual William Irwin compilou com maestria as diversas visões referentes a Matrix, elaboradas pelos respeitáveis acadêmicos: Barry Smith, Carolyn Korsmeyer, Charles I. Griswold, Cynthia Freeland, Daniel Barwick, David Mitsuo Nixon, David Rieder, David Weberman, Deborah Knight, George McKnight, Gerald J. Erion, Gregory Brassham, James Lawler, Jason Holt, Jennifer L. McMahon, Jonathan J. Sanford, Jorge J. E. Gracia, Martin A. Danahay, Michael Brannigan, Sarah E. Worth, Slavoj Zizek, Theodore Schick Jr. e Thomas S. Hibbis. Espero, entretanto, que com essas poucas palavras, tenha contribuído para que muitas pessoas não apenas vejam os filmes novamente, mas também “acordem” e procurem saber mais a respeito da fonte na qual os irmãos Wachowski foram saciar sua sede. Ou teria a fonte vindo até eles?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Wagner Veneziani Costa.&lt;br /&gt;
Introdução do livro “Matrix – Benvindo ao Deserto do Real”, da Editora madras.&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<title>A Igreja Católica e a Maçonaria</title>
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		<updated>2010-11-15T20:45:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: “Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da [[maçonaria]], o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a [[maçonaria]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É dificil encontrar um tema – explica Federico R. Aznar Gil, em seu ensaio La pertenencia de los católicos a las agrupaciones masónicas según la legislación canónica actual (1995) – sobre o qual as autoridades da Igreja Católica tenham se pronunciado tão reiteradamente com no caso da maçonaria: desde 1738 a 1980 conservam-se não menos de 371 documentos, aos quais deve-se acrescentar abundantes intervenções dos dicastérios da Cúria romana e, a partir sobretudo do Concílio Vaticano II, as não menos numerosas declarações das Conferencias Episcopais e dos bispos de todo o mundo. Tudo isto está indicando que nos encontramos frente a uma questão vivamente debatida, fortemente sentida e cuja discussão não pode se considerar fechadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quase desde a sua aparição, a [[maçonaria]] gerou preocupações na Igreja. Clemente XII, “In eminenti”, havia condenado a maçonaria. Mais tarde, Leão XIII, em sua encíclica “Humanum genus”, de 20 de abril de 1884, a qualificava de organização secreta, inimigo astuto e calculista, negadora dos princípios fundamentais da doutrina da Igreja. No cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917 estabelecia-se que “aqueles que dão seu nome à seita maçônica, ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra as potestades civis legítimas, incorrem ipso facto em excomunhão simplesmente reservada à Sede Apostólica”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O delito – segundo Federico R. Aznar Gil – consistia em primeiro lugar em dar o nome ou inscrever-se em determinadas associações. (…) Em segundo lugar, a inscrição devia se realizar em alguma associação que maquinasse contra a Igreja: se entendia por maquinar “aquela sociedade que, em seu próprio fim, exerce uma atividade rebelde e subversiva ou as favorecesse, quer pela própria ação dos membros, quer pela propagação da doutrina subversiva; que de forma oral ou por escrito, atua para destruir a Igreja, isto é, sua doutrina, autoridades em quanto tais, direitos, ou a legítima potestade civil”. (…) Em terceiro lugar, as sociedades penalizadas eram a maçonaria e outras do mesmo gênero, com o qual o Código de Direito Canônico estabelecia uma clara distinção: enquanto o ingresso na maçonaria era castigado automaticamente com a pena de excomunhão, a pertença a outras associações tinha que ser explicitamente declarada como delitiva pela autoridade eclesiática em cada caso. Os motivos que argumentava a Igreja católica para sua condenação à maçonaria eram fundamentalmente: o caráter secreto da organização, o juramento que garantia esse caráter oculto de suas atividades e os pertubadores complôs que a maçonaria empreendia contra a Igreja e os legítimos poderes civis. A pena estabelecia diretamente a excomunhão, estabelecendo-se também uma pena especial para os clérigos e os religiosos no cânon 2336.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também recordavam as condições estabelecidas para proceder à absolvição desta excomunhão, que consistiam no afastamento e a separação da maçonaria, reparação do escândalo do melhor modo possível, e cumprimento da penitência imposta. As conseqüências da excomunhão incluiam, por exemplo, a privação de sepultura eclesiática e de qualquer missa exequial, de ser padrinho de batismo, de confirmação, de não ser admitidos no noviciado, e o conselho – no caso das mulheres – de não contrair matrimônio com maçons, assim como a proibição ao pároco de assistir núpcias sem consultar o Ordinário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir da celebração do Concílio Vaticano II, um incipiente diálogo entre maçons e católicos fez com que a situação começasse a mudar. Alguns Episcopados (França, Países Escandinavos, Inglaterra, Brasil ou Estados Unidos) começaram a revisar a atitude frente a maçonaria; por um lado revendo na história os motivos que levaram a Igreja a adotar essa atitude condenadora, tais como sua moral racionalista maçônica, o sincretismo, as medidas anticlericais promovidas e defendidas pelos maçons; e por outro lado, foi questionado que se pudesse entender a maçonaria como um bloco único, sem levar em conta a cisão entre a maçonaria regular, ortodoxa e tradicional, religiosa e aparentemente apolítica, e a segunda, a irregular, irreligiosa, política, heterodoxa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes motivos e as mais ou menos constantes petições chegadas de várias partes do mundo a Roma, diálogos e debates, fizeram com que, entre 1974 e 1983, a Congregação para a Doutrina da Fé retomasse os estudos sobre a maçonaria e publicasse três documentos que supuseram uma nova interpretação do cânon 2335. Neste ambiente de mudanças, não é de se estranhar que o cardeal J. Krol, arcebispo de Filadélfia, perguntasse à Congregação para a Doutrina da Fé se a excomunhão para os católicos que se afiliavam à maçonaria seguia estando em vigor. A resposta a sua pergunta foi dada por seu Prefeito, em uma carta de 19 de julho de 1974. Nela é explicado que, durante um amplo exame da situação, tinha-se dado uma grande divergência nas opiniões, segundo os países. A Sede Apostólica acreditava oporutno, conseqüentemente, elaborar uma modificação da legislação vigente até que se promulgasse o novo Código de Direito Canônico. Advertia-se, entretanto, na carta, que existiam casos particulares, mas que continuava a mesma pena para aqueles católicos que dessem seu nome a associações que realmente maquinassem contra a Igreja. Enquanto que para os clérigos, religiosos e membros de institutos seculares a proibição seguia sendo expressa para a sua afiliação em qualquer associação maçônica. A novidade nesta carta residia na admissão, por parte da Igreja católica, de que poderiam existir associações maçônicas que não conspirassem em nenhum sentido contra a Igreja nem contra a fé de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dúvidas não tardaram em surgir: qual era o critério para verificar se uma associação maçônica conspirava ou não contra a Igreja?; e que sentido e extensão devia se dar a expressão conspirar contra a Igreja?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O clima generalizado de aproximação entre as teses de alguns católicos e maçons foi quebrado pela declaração de 28 de abril de 1980 Conferência Episcopal Alemã sobre a pertença dos católicos à maçonaria. Como aponta Federico R. Aznar Gil, a declaração explicava que, durante os anos de 1974 e 1980, foram se mantendo numerosos colóquios oficiais entre católicos e maçons; que por parte católica tinham sido examinados os rituais maçônicos dos três primeiros graus; e que os bispos católicos tinham chegado à conclusão de que havia oposições fundamentais e insuperáveis entre ambas as partes: “A [[maçonaria]] – diziam os bispos alemães – não mudou em sua essência. A pertença à mesmas questiona os fundamentos da existência cristã. (…) As principais razões alegadas para isso foram as seguintes: a cosmologia ou visão de mundo dos maçons não é unitária, mas relativa, subjetiva, e não pode se armonizar com a fé cristã; o conceito de verdade é, também, relativista, negando a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade, o que não é compatível com o conceito católico;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também o conceito de religião é relativista (…) e não coincide com a convicção fundamental do cristão, o conceito de Deus simbolizado através do “Grande Arquiteto do Universo” é de tipo deístico e não há nenhum conhecimento objetivo de Deus no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo, e está impregnado de relativismo, o qual mina os fundamentos da concepção de Deus dos católicos (…).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No Brasil&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por volta de 1390, conforme registrado no Manuscriptus Regius, o relacionamento entre a Igreja Católica e a [[Maçonaria]] era bom. Naquela época, a [[Maçonaria]] operativa prestava serviços a Igreja, construindo catedrais. O chefe de cantaria normalmente era um clérigo, que orientava os obreiros, inclusive nos assuntos religiosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No que se refere ao Brasil, no final do século XIX, os padres defendiam abertamente idéias liberais, identificando-se com os maçons da época. Em conseqüência, muitos deles foram admitidos na maçonaria, alguns com o consentimento e outros contando apenas com a tolerância de seus Bispos.&lt;br /&gt;
“A paz termina quando, numa homenagem prestada pelas Lojas maçônicas do Rio de Janeiro ao seu grão-mestre, Visconde do Rio Branco, registra-se um incidente de maior monta. O padre Almeida Martins, que também é maçom, se apresenta na cerimônia em seus trajes de sacerdote e faz um discurso de saudação, representando a Loja do Grande Oriente do Lavradio, recebendo, por isso, uma punição do bispo diocesano, D. Pedro Maria de Lacerda. Reincidente em sua atuação, é, então, suspenso das ordens sacras. Começa aqui uma guerra surda em que os maçons passam a hostilizar a Igreja, enquanto esta, por seus bispos, age duro contra os religiosos renitentes na prática da maçonaria. Ocorre, então, um incidente mais grave. O bispo de Olinda, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, jovem de vinte e poucos anos, resolveu aplicar, na área sob sua jurisdição, as recomendações da Encíclica de 1864, do papa Pio IX, proibindo o clero de participar de cerimônias patrocinadas por maçons. O bispo chama particularmente cada um dos sacerdotes envolvidos e ordena-lhes que se dediquem tão somente à vida religiosa, afastando-se de atividades estranhas aos conventos. Encontrando oposição, D. Vital acabou por suspender as irmandades recalcitrantes, impedindo-as de receber novos membros, de participar de ofícios religiosos e até de vestir os seus hábitos. Algumas dessas irmandades recorrem ao Governo e D. Vital, por sua parte, recorre ao Papa que lhe dá poderes para agir com rigor contra os rebelados. Está formado o embrulho, provocado pela espúria união entre o Estado e a Igreja. O acordo entre o Governo e o Vaticano determinava que todas as bulas papais, para serem cumpridas no país, deveriam primeiro receber o execute-se do Governo brasileiro o que não acontecera com a Encíclica cujas recomendações o bispo insistia em aplicar. A crise agrava-se mais ainda quando o bispo do Pará, D. Antônio Macedo Costa, faz um protesto formal contra a maçonaria e se solidariza com D. Vital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi a conta. O Governo apresenta ação criminal contra os dois religiosos, perante o Supremo Tribunal de Justiça, por desrespeito aos poderes do Império. Presos, os dois bispos são levados ao Rio de Janeiro, julgados e condenados a dois anos de prisão com trabalhos forçados, sendo instaurados processos também contra outros padres que lhes deram apoio. Isto ocorreu em 1º de julho de 1873 e só ao final da pena é que os dois bispos foram anistiados, por decreto do Gabinete presidido pelo Duque de Caxias. Mas o desastre já acontecera e seus efeitos são irremediáveis. Já no início do século XVIII, a maçonaria trabalhava no sentido de separar a igreja do estado; instituir o casamento civil; introduzir o sistema republicano de governo; instituir a liberdade religiosa, etc. As encíclicas papais que atacaram a [[Maçonaria]] explicitam estas questões: O Papa Leão XII disse em sua encíclica de 13/03/1825, “as obras sobre religião e sobre a república que seus membros ousam dar a luz à publicidade…” A semente da república estava sendo lançada; os líderes religiosos da época começaram a se preocupar com a possibilidade de perder o poder temporal.&lt;br /&gt;
O Papa Leão XIII em sua encíclica de 20/04/1884 disse: “os maçons defendem a idéia de que os chefes do governo têm poder sobre o vínculo conjugal. Na educação dos filhos não há nada a lhes prescrever em matéria de religião. A cada um deles compete, quando estiver em idade, escolher a religião que lhe aprouver. Já em muitos países, mesmos os católicos, está estabelecido que fora do casamento civil não há união legítima”. Nesta encíclica, o papa protestava veementemente contra a maçonaria, por estar defendendo a liberdade de religião e a instituição do casamento civil. Isto poderia ser traduzido em perda de influência da igreja sobre os féis. Leão XIII também disse nesta encíclica que: “segundo os maçons, todo poder está no povo livre; os que exercem o poder só são detentores pelo mandato ou pela concessão do povo”. A mesma encíclica afirmava que o poder pertencia a DEUS, o qual transferiu à igreja a responsabilidade de governar, ou de indicar alguém que fosse capaz de fazê-lo. Esta questão é hoje traduzida pelo abuso da televisão que redundou na liberdade sexual, na degeneração da família, no poder atribuído ao dinheiro, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro fato digno de nota, é que, no final do século XIX e início do século XX os esforços para a evolução social e política eram divididos entre os católicos conservadores, os liberais e os “cientificistas”. A Igreja católica defendia o pensamento conservador e a maçonaria o liberal. A Igreja tinha nas mãos as escolas que educavam somente os ricos; a[[ maçonaria]] agiu no sentido de mudar esta situação. Criou escolas noturnas e conseguiu diminuir o custo do ensino, tornando-o mais acessível às classes menos abastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto frustrou o objetivo da igreja, que era manter o status quo da época, ou seja, impedir que o poder mudasse de mãos. Do início do século XX até os dias de hoje não se tem notícias de grandes conflitos entre a Igreja Católica e a [[Maçonaria]]. Aliás, é interessante mencionar que entre os membros da maçonaria estão inúmeros católicos praticantes e evangélicos. Em 1984 após a publicação do novo código canônico, a Loja de Pesquisa Quatro Coroados de Londres fez uma pesquisa no Vaticano no sentido de saber como era vista a [[Maçonaria]] entre os Clérigos. O resultado mostrou que a maioria achava que somente a maçonaria que tinha tirado Deus de seus Postulados Fundamentais é que era condenável, ou seja, o Grande Oriente da França; não havia nenhuma restrição quanto à maçonaria que exigia que seus membros acreditassem em Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, esta não era uma posição oficial, pois, não tinha a aprovação das autoridades religiosas do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas também existem documentos anteriores ao Regius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.&lt;br /&gt;
Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.&lt;br /&gt;
Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.&lt;br /&gt;
Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:&lt;br /&gt;
“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”&lt;br /&gt;
Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
Bibliografia:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*http://www.acidigital.com/controversia/catolicomacom.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Elias Mansur Neto – O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Assis carvalho – O Aprebdiz Maçom – Editora Trolha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Blog do Editor – MADRAS.&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Maçonaria]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Autopsicografia&amp;diff=6667</id>
		<title>Autopsicografia</title>
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		<updated>2010-11-15T20:44:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:13-11-2008-Pessoa.gif|450px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
Quem acompanhou os últimos textos no Sedentário foi desafiado a encontrar uma mensagem secreta&lt;br /&gt;
escondida no texto “O Céu, o Inferno e Teodora”. Se você quer tentar encontrar a mensagem, pode olhar o texto original AQUI. Mas se quiser saber a resposta para este enigma, basta continuar a leitura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto serve para mostrar a vocês como os antigos membros de ordens secretas escondiam as informações relevantes de seu aprendizado dentro de poemas, músicas, textos e principalmente imagens e quadros, que apenas aqueles que possuíam acesso às chaves conseguiam decifrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu havia dito anteriormente, o papa Marcos I, que também foi considerado um poeta, começou a compilar a lista de bispos e mártires que se ajustassem aos interesses da Igreja Roma. Ele permaneceu no cargo apenas nove meses até seu falecimento (é o que chamamos de “papa de transição”), sendo substituído pelo 35º papa, Júlio I.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Júlio I, assim como os primeiros “papas” oficializados por Constantino, era um tremendo fingidor. Finge que comemora o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro apenas para agradar às massas, pois a festa do Solis Invictus já era comemorada há pelo menos 500 anos nesta data (mas, através da “fé” acaba convencendo tão completamente as pessoas que até os dias de hoje tem gente acreditando mesmo que Jesus nasceu neste dia). Ele provavelmente gostou da idéia, pois é em seu comando que o primeiro calendário com as festas católicas começa a ser elaborado (e adivinhem se cada data “coincidentemente” não chega a cair exatamente sobre as festas pagãs?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo papa chama-se Libério. Depois de fingir que fazia parte de uma seita ariana durante alguns anos ([[Arianismo]] é considerado mais uma heresia, pode adicionar na nossa lista), Libério retorna a Roma e vira a casaca, passando a perseguí-los. Neste meio tempo, instauram um antipapa chamado Félix II (um antipapa é como um vilão dos quadrinhos… é alguém que também se intitula papa ao mesmo tempo que o outro cardeal e surge uma cisma. O vencedor da disputa acaba virando o papa e o perdedor conhece a dor dos hereges e excomungados).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Damaso I assume o cargo em 366 DC. Neste ponto, Constantino estava no auge de seu poder, coordenando a “Reestruturação do cristianismo segundo as doutrinas de Roma” (leia-se causar muita dor em qualquer seguidor de [[Yeshua]] que não concorde em seguir o Jesus-Apolo de Constantino). Damaso é conhecido por coordenar a “tradução” da bíblia e compilação dos capítulos e trechos que interessavam deveras ao Pontifex Maximus (líder da religião pagã em Roma). Em 376, o Imperador Graziano recusa este título, entregando-o para o papa, que sente o acumular do poder sobre os cristãos e sobre os pagões ao mesmo tempo!!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 384 entra São Sirício, que instituiu o celibato para padres, bispos e para os cardeais. A razão para isto é que quando um padre falecia, a Igreja precisava tomar conta de sua esposa e filhos e o papado não desejava abrir os cofres sagrados pagando pensões a viúvas e filhos. É importante lembrar que naquele período não existia “salário” para padres e pastores; todas as suas contas eram pagas pela igreja (mais ou menos como os pastores evangélicos fazem hoje em dia). Também foi responsável pela equipe de tradução que lêem e traduzem para o clero os textos que chegam das seitas devastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastásio I ficou no poder de 399 DC a 401 DC e escreve uma bula exigindo que os sacerdotes ficassem de pé na missa durante a leitura dos evangelhos (exceto se isto lhes causasse dor ou desconforto durante a lida); Inocêncio I assume o papado em 401 DC para logo em seguida Roma ser saqueada pelos Visigodos. Zózimo I assume o papado após sua morte, em 417, continuando a guerra contra a heresia do Pelagianismo (o Pelagianismo é a doutrina que diz que as pessoas vão para o céu se forem boas pessoas, independentes de “aceitarem Jesus” ou não). Esta briga entre os que pregavam a “salvação pelos atos” versus os que pregavam a “salvação apenas através da Igreja católica” ainda duraria muitos e muitos anos. Bonifácio I, Celestino I e Sisto III sentem bem as discussões com os antipapas e com outros heréticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leão I, o 45º papa, conhecido como “Magno”, não teve um papado fácil. Assumiu o trono entre 440 e 461 e neste período, Roma foi saqueada pelos hunos e pelos vândalos. Mas este foi um papa macho, mesmo com as duasinvasões que ele teve de passar. Há relatos que, quando Átila o huno estava causando no ocidente, o papa montou um exército e foi até Mântua para negociar um acordo de paz com o velho Átila… todos achavam que o papa seria trucidado, mas ele conseguiu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 461 assume o papa Hilário I. Ele só estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Hilarus era o deus pagão da alegria. Achei curioso o papa adotar um nome pagão, se todos os pagões são satanistas pelos próprios critérios da Igreja… o que nos demonstra que até aquele momento há uma tolerância em relação aos deuses romanos, que como veremos daqui a pouco, ficará cada vez menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante seu pontifado ocorre a Queda do Império Romano. Definitivamente a Igreja de Roma não achou isso muito hilariante. Em 483 assume Félix III (ou Félix II, dependendo se você vai contar o anti-papa Félix II ou não). Para quem ficou curioso, ao todo existiram 39 anti-papas reconhecidos.&lt;br /&gt;
Além de Felix II, aparecem outros cardeais desafiando o papado. Felix alega que eles não têm direito sobre a cadeira de Pedro. E assim, excomunhões de ambos os lados e muitos envenenamentos depois, Gelásio I assume a cadeira de Roma. No meio de anti-papas e hereges (em seu papado enfrentou o[[ Maniqueísmo]], [[Arianismo]] e[[ pelagianismo]]), como primeiro ato, declara que a figura do papa não poderia mais ser julgada por ninguém. Isto estabelece as bases da famigerada “Infabilidade papal” ou em outras palavras: “eu estou certo e vocês vão parar nas calhas de roda” (o costume da fogueira ainda estava sendo absorvido dos celtas, que queimavam seus inimigos em grandes bonecos de palha chamados Wicker Man). Gelásio também absorveu a “Gira (festa) de São Valentin”, transformando os bacanais pagãos em algo mais palatável à moral e aos bons costumes, que chamamos hoje de “dia dos namorados” (comemorado dia 14 de fevereiro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastácio I tentou converter os francos e aquele povo pacífico que morava no sul da França e cultuava a Madonna Negra. Foi o primeiro a considerar a imagem blasfema. [[Dante Aliguieri]] (um iniciado) o coloca no Inferno em seu poema “Divina Comédia” por isso.&lt;br /&gt;
Em 498, com o falecimento de Anastácio, dois papas começam a disputar o papado. Símaco e Lourenço possuíam igual poder político e as guerras escalaram para um estado tal de violência que decidiram chamar o rei Teodorico (que era [[pagão]]) para decidir quem deveria ser o papa. Isso é tão absurdo quanto hoje em dia chamar o Richard Dawkins para decidir quem deveria ser o papa em caso de empate.&lt;br /&gt;
Os dois papas foram chamados a entreter o rei com promessas e, no final do concílio, Teodorico decide que quem tinha o maior número de votos deveria ser o papa (ah… a razão!).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos seguintes, esse comboio de papas formados por Símaco (498-514), Hormisdas (514-523) e João I (523-526) enfrentou todo tipo de problemas com hereges, antipapas e cismas, especialmente a de Acácio, Patriarca de Constantinopla, que estava causando com a corda toda no Oriente.&lt;br /&gt;
A decisão mais importante que tiveram foi a de proibir a compra do cargo de bispo com donativos e favores, pelo fim da simonia e para tentar colocar um pouco de ordem na bagunça política do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felix IV (ou III, dependendo da lista) durou pouco no papado. O 54º papa tinha uma vida mais promíscua que o Clube 54 e o rei Ostrogodo o manteve completamente isolado politicamente. Quando ele morreu, Bonifácio II (que “coincidentemente” foi o primeiro papa de origem Germânica) assumiu, sob as bênçãos do rei germânico. É o que se chama “papa do coração”! Por alguma estranha razão, o novo papa estava totalmente alinhado com os gostos do Imperador e, talvez por esta estranha coincidência, tenha durado bastante no trono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;AUTOPSICOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finge tão completamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comboio de corda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se chama coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fernando Pessoa&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_2_%E2%80%93_Sacerdotisa_%E2%80%93_Gimmel&amp;diff=6666</id>
		<title>Arcano 2 – Sacerdotisa – Gimmel</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Arcano_2_%E2%80%93_Sacerdotisa_%E2%80%93_Gimmel&amp;diff=6666"/>
		<updated>2010-11-15T20:43:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Uma mulher sentada, com um livro aberto sobre a saia e uma coroa tripla na cabeça.&lt;br /&gt;
Olha para a esquerda e veste uma túnica vermelha sobre a qual se desdobra um manto azul (em algumas versões as cores são opostas). Duas partes da sua tiara estão ornadas de florões, mas a parte superior é uma simples abóbada. Um véu, que lhe cai sobre os ombros, cobre totalmente os seus cabelos; na mesma altura desse véu, por trás, aparece uma cortina cujos pontos de fixação não são visíveis. Tampouco se podem ver os pés da mulher, assim como a base do trono. Fato curioso, que é reencontrado somente no arcano XXI, é que a figura ultrapassa a margem superior do quadro: o extremo da tiara supera a linha negra, um pouco à direita do número II.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Significados simbólicos&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sabedoria, a Gnose, a Casa de Deus e do homem, o santuário, a lei, a Cabala, a igreja oculta, a reflexão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fala também do binário, do princípio feminino, receptivo, materno.&lt;br /&gt;
Mistério. Intuição. Piedade. Paciência, influência saturnina passiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Interpretações usuais na cartomancia &lt;br /&gt;
Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Mental: Grande riqueza de idéias. Responde a problemas concretos melhor do que a questões vagas.&lt;br /&gt;
Emocional: É amistosa, recebe bem. Mas não é afetuosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Físico: Situação garantida, poder sobre os acontecimentos, revelação de coisas ocultas, segurança de triunfo sobre o mal. Boa saúde, mas com um ritmo físico lento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Sentido negativo: Dissimulação, hipocrisia, intenções secretas. Mesquinharia, inação, preguiça. beatice. Rancor, disposição hostil ou indiferença. Misticismo absorvente, fanático. Peso, passividade, carga. As intuições que traz invertem seu sentido e se tornam falsas. Atraso, lentidão nas realizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;História e iconografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradução exata do nome que o [[Tarô]] de Marselha dá a este arcano (La Papesse) é A Papisa. Outras versões, como A Sacerdotisa ou A Alta Sacerdotisa, vêm do nome que lhe é dado em inglês (The High Priestess).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura da Papisa faz alusão a um fato histórico, ou melhor, lendário, que ocupa um lugar notável na literatura da Idade Média: a pretensa existência de um Papa do sexo feminino. A tradição popular diz que uma mulher ocupou a cadeira de São Pedro durante alguns anos sob o nome de João VIII.&lt;br /&gt;
Várias versões aparecem, mas o mais antigo testemunho que chegou até nós é bastante posterior à data de seu suposto reinado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De qualquer modo, para o estudo tradicional e iconográfico do [[Tarô]], não importa estabelecer alguma fidelidade histórica. Embelezada com o correr do tempo, uma de suas versões combina admiravelmente com o simbolismo maternal que se atribui à estampa: segundo tal versão, a papisa teria ficado grávida de um dos seus familiares e, como não se recolheu à época do parto, o acontecimento teria se dado em plena rua, durante uma procissão entre a igreja de São Clemente e o palácio de Latrão.&lt;br /&gt;
Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.&lt;br /&gt;
Enquanto o Mágico não poderia permanecer em repouso (numa unidade andrógina onde tudo é impulso e estímulo), a Sacerdotisa é o próprio repouso: sentada, majestosa, receptiva, seu reino é binário, uma etapa na distinção da polaridade do universo. Se o binário equivale a conflito, no sentido de rompimento da unidade, de abandono do caos essencial onde não existem as magnitudes nem os nomes, é também a primeira etapa dolorosa e imprescindível das vias iniciáticas, o começo da busca da identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Sacerdotisa representa a submissão majestosa às exigências dessa iniciação, o equilíbrio que a repartição elementar de forcas produz no conflito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que o Arcano I era para a encarnação das energias espirituais o Arcano II o é quanto à aceitação dessa metamorfose: o reconhecimento prévio da luta entre os princípios branco-negro, dia-noite, Yang-Yin.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns autores vêem na Sacerdotisa a representação de Isis, com todas as suas conotações noturnas e ocultas. Também a associam a Cassiopéia, a rainha negra da Etiópia e mãe da constelação Andrômeda, e a Belkis, a belíssima rainha de Sabá, para quem [[Salomão]] teria composto o Cântico dos Cânticos. Essa relação da Sacerdotisa com deusas e rainhas negras (ou escuras) não parece casual e acentua a contrapartida com a carta a seguir: o simbolismo branco, luminoso e diurno do Arcano III (A Imperatriz), com quem a Sacerdotisa forma a dupla oposta e complementar da feminilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este símbolo subterrâneo, que se refere ao aspecto esotérico da revelação, teria passado para o cristianismo sob a forma das virgens negras, cujo ritual se realiza com freqüência numa cripta ou num lugar inacessível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mãe, esposa celeste, senhora do saber esotérico, a Papisa ou Sacerdotisa ocupa na estrutura do [[Tarô]] o lugar da porta, da passagem entre o exterior e o interior, do ponto imóvel e comum entre a Casa e a rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Constantino K. Riemma&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.clubedotaro.com.br/&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Tarot]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Autopsicografia&amp;diff=6665</id>
		<title>Autopsicografia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Autopsicografia&amp;diff=6665"/>
		<updated>2010-11-15T20:42:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:13-11-2008-Pessoa.gif|450px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
Quem acompanhou os últimos textos no Sedentário foi desafiado a encontrar uma mensagem secreta&lt;br /&gt;
escondida no texto “O Céu, o Inferno e Teodora”. Se você quer tentar encontrar a mensagem, pode olhar o texto original AQUI. Mas se quiser saber a resposta para este enigma, basta continuar a leitura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto serve para mostrar a vocês como os antigos membros de ordens secretas escondiam as informações relevantes de seu aprendizado dentro de poemas, músicas, textos e principalmente imagens e quadros, que apenas aqueles que possuíam acesso às chaves conseguiam decifrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu havia dito anteriormente, o papa Marcos I, que também foi considerado um poeta, começou a compilar a lista de bispos e mártires que se ajustassem aos interesses da Igreja Roma. Ele permaneceu no cargo apenas nove meses até seu falecimento (é o que chamamos de “papa de transição”), sendo substituído pelo 35º papa, Júlio I.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Júlio I, assim como os primeiros “papas” oficializados por Constantino, era um tremendo fingidor. Finge que comemora o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro apenas para agradar às massas, pois a festa do Solis Invictus já era comemorada há pelo menos 500 anos nesta data (mas, através da “fé” acaba convencendo tão completamente as pessoas que até os dias de hoje tem gente acreditando mesmo que Jesus nasceu neste dia). Ele provavelmente gostou da idéia, pois é em seu comando que o primeiro calendário com as festas católicas começa a ser elaborado (e adivinhem se cada data “coincidentemente” não chega a cair exatamente sobre as festas pagãs?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo papa chama-se Libério. Depois de fingir que fazia parte de uma seita ariana durante alguns anos ([[Arianismo]] é considerado mais uma heresia, pode adicionar na nossa lista), Libério retorna a Roma e vira a casaca, passando a perseguí-los. Neste meio tempo, instauram um antipapa chamado Félix II (um antipapa é como um vilão dos quadrinhos… é alguém que também se intitula papa ao mesmo tempo que o outro cardeal e surge uma cisma. O vencedor da disputa acaba virando o papa e o perdedor conhece a dor dos hereges e excomungados).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Damaso I assume o cargo em 366 DC. Neste ponto, Constantino estava no auge de seu poder, coordenando a “Reestruturação do cristianismo segundo as doutrinas de Roma” (leia-se causar muita dor em qualquer seguidor de [[Yeshua]] que não concorde em seguir o Jesus-Apolo de Constantino). Damaso é conhecido por coordenar a “tradução” da bíblia e compilação dos capítulos e trechos que interessavam deveras ao Pontifex Maximus (líder da religião pagã em Roma). Em 376, o Imperador Graziano recusa este título, entregando-o para o papa, que sente o acumular do poder sobre os cristãos e sobre os pagões ao mesmo tempo!!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 384 entra São Sirício, que instituiu o celibato para padres, bispos e para os cardeais. A razão para isto é que quando um padre falecia, a Igreja precisava tomar conta de sua esposa e filhos e o papado não desejava abrir os cofres sagrados pagando pensões a viúvas e filhos. É importante lembrar que naquele período não existia “salário” para padres e pastores; todas as suas contas eram pagas pela igreja (mais ou menos como os pastores evangélicos fazem hoje em dia). Também foi responsável pela equipe de tradução que lêem e traduzem para o clero os textos que chegam das seitas devastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastásio I ficou no poder de 399 DC a 401 DC e escreve uma bula exigindo que os sacerdotes ficassem de pé na missa durante a leitura dos evangelhos (exceto se isto lhes causasse dor ou desconforto durante a lida); Inocêncio I assume o papado em 401 DC para logo em seguida Roma ser saqueada pelos Visigodos. Zózimo I assume o papado após sua morte, em 417, continuando a guerra contra a heresia do Pelagianismo (o Pelagianismo é a doutrina que diz que as pessoas vão para o céu se forem boas pessoas, independentes de “aceitarem Jesus” ou não). Esta briga entre os que pregavam a “salvação pelos atos” versus os que pregavam a “salvação apenas através da Igreja católica” ainda duraria muitos e muitos anos. Bonifácio I, Celestino I e Sisto III sentem bem as discussões com os antipapas e com outros heréticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leão I, o 45º papa, conhecido como “Magno”, não teve um papado fácil. Assumiu o trono entre 440 e 461 e neste período, Roma foi saqueada pelos hunos e pelos vândalos. Mas este foi um papa macho, mesmo com as duasinvasões que ele teve de passar. Há relatos que, quando Átila o huno estava causando no ocidente, o papa montou um exército e foi até Mântua para negociar um acordo de paz com o velho Átila… todos achavam que o papa seria trucidado, mas ele conseguiu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 461 assume o papa Hilário I. Ele só estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Hilarus era o deus pagão da alegria. Achei curioso o papa adotar um nome pagão, se todos os pagões são satanistas pelos próprios critérios da Igreja… o que nos demonstra que até aquele momento há uma tolerância em relação aos deuses romanos, que como veremos daqui a pouco, ficará cada vez menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante seu pontifado ocorre a Queda do Império Romano. Definitivamente a Igreja de Roma não achou isso muito hilariante. Em 483 assume Félix III (ou Félix II, dependendo se você vai contar o anti-papa Félix II ou não). Para quem ficou curioso, ao todo existiram 39 anti-papas reconhecidos.&lt;br /&gt;
Além de Felix II, aparecem outros cardeais desafiando o papado. Felix alega que eles não têm direito sobre a cadeira de Pedro. E assim, excomunhões de ambos os lados e muitos envenenamentos depois, Gelásio I assume a cadeira de Roma. No meio de anti-papas e hereges (em seu papado enfrentou o[[ Maniqueísmo]], [[Arianismo]] e[[ pelagianismo]]), como primeiro ato, declara que a figura do papa não poderia mais ser julgada por ninguém. Isto estabelece as bases da famigerada “Infabilidade papal” ou em outras palavras: “eu estou certo e vocês vão parar nas calhas de roda” (o costume da fogueira ainda estava sendo absorvido dos celtas, que queimavam seus inimigos em grandes bonecos de palha chamados Wicker Man). Gelásio também absorveu a “Gira (festa) de São Valentin”, transformando os bacanais pagãos em algo mais palatável à moral e aos bons costumes, que chamamos hoje de “dia dos namorados” (comemorado dia 14 de fevereiro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastácio I tentou converter os francos e aquele povo pacífico que morava no sul da França e cultuava a Madonna Negra. Foi o primeiro a considerar a imagem blasfema. [[Dante Aliguieri]] (um iniciado) o coloca no Inferno em seu poema “Divina Comédia” por isso.&lt;br /&gt;
Em 498, com o falecimento de Anastácio, dois papas começam a disputar o papado. Símaco e Lourenço possuíam igual poder político e as guerras escalaram para um estado tal de violência que decidiram chamar o rei Teodorico (que era [[pagão]]) para decidir quem deveria ser o papa. Isso é tão absurdo quanto hoje em dia chamar o Richard Dawkins para decidir quem deveria ser o papa em caso de empate.&lt;br /&gt;
Os dois papas foram chamados a entreter o rei com promessas e, no final do concílio, Teodorico decide que quem tinha o maior número de votos deveria ser o papa (ah… a razão!).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos seguintes, esse comboio de papas formados por Símaco (498-514), Hormisdas (514-523) e João I (523-526) enfrentou todo tipo de problemas com hereges, antipapas e cismas, especialmente a de Acácio, Patriarca de Constantinopla, que estava causando com a corda toda no Oriente.&lt;br /&gt;
A decisão mais importante que tiveram foi a de proibir a compra do cargo de bispo com donativos e favores, pelo fim da simonia e para tentar colocar um pouco de ordem na bagunça política do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felix IV (ou III, dependendo da lista) durou pouco no papado. O 54º papa tinha uma vida mais promíscua que o Clube 54 e o rei Ostrogodo o manteve completamente isolado politicamente. Quando ele morreu, Bonifácio II (que “coincidentemente” foi o primeiro papa de origem Germânica) assumiu, sob as bênçãos do rei germânico. É o que se chama “papa do coração”! Por alguma estranha razão, o novo papa estava totalmente alinhado com os gostos do Imperador e, talvez por esta estranha coincidência, tenha durado bastante no trono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;AUTOPSICOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finge tão completamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comboio de corda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se chama coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fernando Pessoa&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Category:Blog]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Autopsicografia&amp;diff=6664</id>
		<title>Autopsicografia</title>
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		<updated>2010-11-15T20:40:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:13-11-2008-Pessoa.gif|450px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
Quem acompanhou os últimos textos no Sedentário foi desafiado a encontrar uma mensagem secreta&lt;br /&gt;
escondida no texto “O Céu, o Inferno e Teodora”. Se você quer tentar encontrar a mensagem, pode olhar o texto original AQUI. Mas se quiser saber a resposta para este enigma, basta continuar a leitura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto serve para mostrar a vocês como os antigos membros de ordens secretas escondiam as informações relevantes de seu aprendizado dentro de poemas, músicas, textos e principalmente imagens e quadros, que apenas aqueles que possuíam acesso às chaves conseguiam decifrar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu havia dito anteriormente, o papa Marcos I, que também foi considerado um poeta, começou a compilar a lista de bispos e mártires que se ajustassem aos interesses da Igreja Roma. Ele permaneceu no cargo apenas nove meses até seu falecimento (é o que chamamos de “papa de transição”), sendo substituído pelo 35º papa, Júlio I.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Júlio I, assim como os primeiros “papas” oficializados por Constantino, era um tremendo fingidor. Finge que comemora o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro apenas para agradar às massas, pois a festa do Solis Invictus já era comemorada há pelo menos 500 anos nesta data (mas, através da “fé” acaba convencendo tão completamente as pessoas que até os dias de hoje tem gente acreditando mesmo que Jesus nasceu neste dia). Ele provavelmente gostou da idéia, pois é em seu comando que o primeiro calendário com as festas católicas começa a ser elaborado (e adivinhem se cada data “coincidentemente” não chega a cair exatamente sobre as festas pagãs?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo papa chama-se Libério. Depois de fingir que fazia parte de uma seita ariana durante alguns anos ([[Arianismo]] é considerado mais uma heresia, pode adicionar na nossa lista), Libério retorna a Roma e vira a casaca, passando a perseguí-los. Neste meio tempo, instauram um antipapa chamado Félix II (um antipapa é como um vilão dos quadrinhos… é alguém que também se intitula papa ao mesmo tempo que o outro cardeal e surge uma cisma. O vencedor da disputa acaba virando o papa e o perdedor conhece a dor dos hereges e excomungados).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Damaso I assume o cargo em 366 DC. Neste ponto, Constantino estava no auge de seu poder, coordenando a “Reestruturação do cristianismo segundo as doutrinas de Roma” (leia-se causar muita dor em qualquer seguidor de [[Yeshua]] que não concorde em seguir o Jesus-Apolo de Constantino). Damaso é conhecido por coordenar a “tradução” da bíblia e compilação dos capítulos e trechos que interessavam deveras ao Pontifex Maximus (líder da religião pagã em Roma). Em 376, o Imperador Graziano recusa este título, entregando-o para o papa, que sente o acumular do poder sobre os cristãos e sobre os pagões ao mesmo tempo!!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 384 entra São Sirício, que instituiu o celibato para padres, bispos e para os cardeais. A razão para isto é que quando um padre falecia, a Igreja precisava tomar conta de sua esposa e filhos e o papado não desejava abrir os cofres sagrados pagando pensões a viúvas e filhos. É importante lembrar que naquele período não existia “salário” para padres e pastores; todas as suas contas eram pagas pela igreja (mais ou menos como os pastores evangélicos fazem hoje em dia). Também foi responsável pela equipe de tradução que lêem e traduzem para o clero os textos que chegam das seitas devastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastásio I ficou no poder de 399 DC a 401 DC e escreve uma bula exigindo que os sacerdotes ficassem de pé na missa durante a leitura dos evangelhos (exceto se isto lhes causasse dor ou desconforto durante a lida); Inocêncio I assume o papado em 401 DC para logo em seguida Roma ser saqueada pelos Visigodos. Zózimo I assume o papado após sua morte, em 417, continuando a guerra contra a heresia do Pelagianismo (o Pelagianismo é a doutrina que diz que as pessoas vão para o céu se forem boas pessoas, independentes de “aceitarem Jesus” ou não). Esta briga entre os que pregavam a “salvação pelos atos” versus os que pregavam a “salvação apenas através da Igreja católica” ainda duraria muitos e muitos anos. Bonifácio I, Celestino I e Sisto III sentem bem as discussões com os antipapas e com outros heréticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leão I, o 45º papa, conhecido como “Magno”, não teve um papado fácil. Assumiu o trono entre 440 e 461 e neste período, Roma foi saqueada pelos hunos e pelos vândalos. Mas este foi um papa macho, mesmo com as duasinvasões que ele teve de passar. Há relatos que, quando Átila o huno estava causando no ocidente, o papa montou um exército e foi até Mântua para negociar um acordo de paz com o velho Átila… todos achavam que o papa seria trucidado, mas ele conseguiu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 461 assume o papa Hilário I. Ele só estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Hilarus era o deus pagão da alegria. Achei curioso o papa adotar um nome pagão, se todos os pagões são satanistas pelos próprios critérios da Igreja… o que nos demonstra que até aquele momento há uma tolerância em relação aos deuses romanos, que como veremos daqui a pouco, ficará cada vez menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante seu pontifado ocorre a Queda do Império Romano. Definitivamente a Igreja de Roma não achou isso muito hilariante. Em 483 assume Félix III (ou Félix II, dependendo se você vai contar o anti-papa Félix II ou não). Para quem ficou curioso, ao todo existiram 39 anti-papas reconhecidos.&lt;br /&gt;
Além de Felix II, aparecem outros cardeais desafiando o papado. Felix alega que eles não têm direito sobre a cadeira de Pedro. E assim, excomunhões de ambos os lados e muitos envenenamentos depois, Gelásio I assume a cadeira de Roma. No meio de anti-papas e hereges (em seu papado enfrentou o[[ Maniqueísmo]], [[Arianismo]] e[[ pelagianismo]]), como primeiro ato, declara que a figura do papa não poderia mais ser julgada por ninguém. Isto estabelece as bases da famigerada “Infabilidade papal” ou em outras palavras: “eu estou certo e vocês vão parar nas calhas de roda” (o costume da fogueira ainda estava sendo absorvido dos celtas, que queimavam seus inimigos em grandes bonecos de palha chamados Wicker Man). Gelásio também absorveu a “Gira (festa) de São Valentin”, transformando os bacanais pagãos em algo mais palatável à moral e aos bons costumes, que chamamos hoje de “dia dos namorados” (comemorado dia 14 de fevereiro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastácio I tentou converter os francos e aquele povo pacífico que morava no sul da França e cultuava a Madonna Negra. Foi o primeiro a considerar a imagem blasfema. [[Dante Aliguieri]] (um iniciado) o coloca no Inferno em seu poema “Divina Comédia” por isso.&lt;br /&gt;
Em 498, com o falecimento de Anastácio, dois papas começam a disputar o papado. Símaco e Lourenço possuíam igual poder político e as guerras escalaram para um estado tal de violência que decidiram chamar o rei Teodorico (que era [[pagão]]) para decidir quem deveria ser o papa. Isso é tão absurdo quanto hoje em dia chamar o Richard Dawkins para decidir quem deveria ser o papa em caso de empate.&lt;br /&gt;
Os dois papas foram chamados a entreter o rei com promessas e, no final do concílio, Teodorico decide que quem tinha o maior número de votos deveria ser o papa (ah… a razão!).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos seguintes, esse comboio de papas formados por Símaco (498-514), Hormisdas (514-523) e João I (523-526) enfrentou todo tipo de problemas com hereges, antipapas e cismas, especialmente a de Acácio, Patriarca de Constantinopla, que estava causando com a corda toda no Oriente.&lt;br /&gt;
A decisão mais importante que tiveram foi a de proibir a compra do cargo de bispo com donativos e favores, pelo fim da simonia e para tentar colocar um pouco de ordem na bagunça política do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felix IV (ou III, dependendo da lista) durou pouco no papado. O 54º papa tinha uma vida mais promíscua que o Clube 54 e o rei Ostrogodo o manteve completamente isolado politicamente. Quando ele morreu, Bonifácio II (que “coincidentemente” foi o primeiro papa de origem Germânica) assumiu, sob as bênçãos do rei germânico. É o que se chama “papa do coração”! Por alguma estranha razão, o novo papa estava totalmente alinhado com os gostos do Imperador e, talvez por esta estranha coincidência, tenha durado bastante no trono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;AUTOPSICOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finge tão completamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;
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Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comboio de corda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se chama coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fernando Pessoa&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Autopsicografia&amp;diff=6663</id>
		<title>Autopsicografia</title>
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		<updated>2010-11-15T20:38:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Quem acompanhou os últimos textos no Sedentário foi desafiado a encontrar uma mensagem secreta escondida no texto “O Céu, o Inferno e Teodora”. Se você quer tentar encontrar a mensagem, pode olhar o texto original AQUI. Mas se quiser saber a resposta para este enigma, basta continuar a leitura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto serve para mostrar a vocês como os antigos membros de ordens secretas escondiam as informações relevantes de seu aprendizado dentro de poemas, músicas, textos e principalmente imagens e quadros, que apenas aqueles que possuíam acesso às chaves conseguiam decifrar.&lt;br /&gt;
[[image:13-11-2008-Pessoa.gif|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu havia dito anteriormente, o papa Marcos I, que também foi considerado um poeta, começou a compilar a lista de bispos e mártires que se ajustassem aos interesses da Igreja Roma. Ele permaneceu no cargo apenas nove meses até seu falecimento (é o que chamamos de “papa de transição”), sendo substituído pelo 35º papa, Júlio I.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Júlio I, assim como os primeiros “papas” oficializados por Constantino, era um tremendo fingidor. Finge que comemora o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro apenas para agradar às massas, pois a festa do Solis Invictus já era comemorada há pelo menos 500 anos nesta data (mas, através da “fé” acaba convencendo tão completamente as pessoas que até os dias de hoje tem gente acreditando mesmo que Jesus nasceu neste dia). Ele provavelmente gostou da idéia, pois é em seu comando que o primeiro calendário com as festas católicas começa a ser elaborado (e adivinhem se cada data “coincidentemente” não chega a cair exatamente sobre as festas pagãs?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo papa chama-se Libério. Depois de fingir que fazia parte de uma seita ariana durante alguns anos ([[Arianismo]] é considerado mais uma heresia, pode adicionar na nossa lista), Libério retorna a Roma e vira a casaca, passando a perseguí-los. Neste meio tempo, instauram um antipapa chamado Félix II (um antipapa é como um vilão dos quadrinhos… é alguém que também se intitula papa ao mesmo tempo que o outro cardeal e surge uma cisma. O vencedor da disputa acaba virando o papa e o perdedor conhece a dor dos hereges e excomungados).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Damaso I assume o cargo em 366 DC. Neste ponto, Constantino estava no auge de seu poder, coordenando a “Reestruturação do cristianismo segundo as doutrinas de Roma” (leia-se causar muita dor em qualquer seguidor de [[Yeshua]] que não concorde em seguir o Jesus-Apolo de Constantino). Damaso é conhecido por coordenar a “tradução” da bíblia e compilação dos capítulos e trechos que interessavam deveras ao Pontifex Maximus (líder da religião pagã em Roma). Em 376, o Imperador Graziano recusa este título, entregando-o para o papa, que sente o acumular do poder sobre os cristãos e sobre os pagões ao mesmo tempo!!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 384 entra São Sirício, que instituiu o celibato para padres, bispos e para os cardeais. A razão para isto é que quando um padre falecia, a Igreja precisava tomar conta de sua esposa e filhos e o papado não desejava abrir os cofres sagrados pagando pensões a viúvas e filhos. É importante lembrar que naquele período não existia “salário” para padres e pastores; todas as suas contas eram pagas pela igreja (mais ou menos como os pastores evangélicos fazem hoje em dia). Também foi responsável pela equipe de tradução que lêem e traduzem para o clero os textos que chegam das seitas devastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastásio I ficou no poder de 399 DC a 401 DC e escreve uma bula exigindo que os sacerdotes ficassem de pé na missa durante a leitura dos evangelhos (exceto se isto lhes causasse dor ou desconforto durante a lida); Inocêncio I assume o papado em 401 DC para logo em seguida Roma ser saqueada pelos Visigodos. Zózimo I assume o papado após sua morte, em 417, continuando a guerra contra a heresia do Pelagianismo (o Pelagianismo é a doutrina que diz que as pessoas vão para o céu se forem boas pessoas, independentes de “aceitarem Jesus” ou não). Esta briga entre os que pregavam a “salvação pelos atos” versus os que pregavam a “salvação apenas através da Igreja católica” ainda duraria muitos e muitos anos. Bonifácio I, Celestino I e Sisto III sentem bem as discussões com os antipapas e com outros heréticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leão I, o 45º papa, conhecido como “Magno”, não teve um papado fácil. Assumiu o trono entre 440 e 461 e neste período, Roma foi saqueada pelos hunos e pelos vândalos. Mas este foi um papa macho, mesmo com as duasinvasões que ele teve de passar. Há relatos que, quando Átila o huno estava causando no ocidente, o papa montou um exército e foi até Mântua para negociar um acordo de paz com o velho Átila… todos achavam que o papa seria trucidado, mas ele conseguiu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 461 assume o papa Hilário I. Ele só estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Hilarus era o deus pagão da alegria. Achei curioso o papa adotar um nome pagão, se todos os pagões são satanistas pelos próprios critérios da Igreja… o que nos demonstra que até aquele momento há uma tolerância em relação aos deuses romanos, que como veremos daqui a pouco, ficará cada vez menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante seu pontifado ocorre a Queda do Império Romano. Definitivamente a Igreja de Roma não achou isso muito hilariante. Em 483 assume Félix III (ou Félix II, dependendo se você vai contar o anti-papa Félix II ou não). Para quem ficou curioso, ao todo existiram 39 anti-papas reconhecidos.&lt;br /&gt;
Além de Felix II, aparecem outros cardeais desafiando o papado. Felix alega que eles não têm direito sobre a cadeira de Pedro. E assim, excomunhões de ambos os lados e muitos envenenamentos depois, Gelásio I assume a cadeira de Roma. No meio de anti-papas e hereges (em seu papado enfrentou o[[ Maniqueísmo]], [[Arianismo]] e[[ pelagianismo]]), como primeiro ato, declara que a figura do papa não poderia mais ser julgada por ninguém. Isto estabelece as bases da famigerada “Infabilidade papal” ou em outras palavras: “eu estou certo e vocês vão parar nas calhas de roda” (o costume da fogueira ainda estava sendo absorvido dos celtas, que queimavam seus inimigos em grandes bonecos de palha chamados Wicker Man). Gelásio também absorveu a “Gira (festa) de São Valentin”, transformando os bacanais pagãos em algo mais palatável à moral e aos bons costumes, que chamamos hoje de “dia dos namorados” (comemorado dia 14 de fevereiro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastácio I tentou converter os francos e aquele povo pacífico que morava no sul da França e cultuava a Madonna Negra. Foi o primeiro a considerar a imagem blasfema. [[Dante Aliguieri]] (um iniciado) o coloca no Inferno em seu poema “Divina Comédia” por isso.&lt;br /&gt;
Em 498, com o falecimento de Anastácio, dois papas começam a disputar o papado. Símaco e Lourenço possuíam igual poder político e as guerras escalaram para um estado tal de violência que decidiram chamar o rei Teodorico (que era [[pagão]]) para decidir quem deveria ser o papa. Isso é tão absurdo quanto hoje em dia chamar o Richard Dawkins para decidir quem deveria ser o papa em caso de empate.&lt;br /&gt;
Os dois papas foram chamados a entreter o rei com promessas e, no final do concílio, Teodorico decide que quem tinha o maior número de votos deveria ser o papa (ah… a razão!).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos seguintes, esse comboio de papas formados por Símaco (498-514), Hormisdas (514-523) e João I (523-526) enfrentou todo tipo de problemas com hereges, antipapas e cismas, especialmente a de Acácio, Patriarca de Constantinopla, que estava causando com a corda toda no Oriente.&lt;br /&gt;
A decisão mais importante que tiveram foi a de proibir a compra do cargo de bispo com donativos e favores, pelo fim da simonia e para tentar colocar um pouco de ordem na bagunça política do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felix IV (ou III, dependendo da lista) durou pouco no papado. O 54º papa tinha uma vida mais promíscua que o Clube 54 e o rei Ostrogodo o manteve completamente isolado politicamente. Quando ele morreu, Bonifácio II (que “coincidentemente” foi o primeiro papa de origem Germânica) assumiu, sob as bênçãos do rei germânico. É o que se chama “papa do coração”! Por alguma estranha razão, o novo papa estava totalmente alinhado com os gostos do Imperador e, talvez por esta estranha coincidência, tenha durado bastante no trono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
——————————————————-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;AUTOPSICOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finge tão completamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comboio de corda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se chama coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fernando Pessoa&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Autopsicografia&amp;diff=6662</id>
		<title>Autopsicografia</title>
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		<updated>2010-11-15T20:38:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Quem acompanhou os últimos textos no Sedentário foi desafiado a encontrar uma mensagem secreta escondida no texto “O Céu, o Inferno e Teodora”. Se você quer tentar encontrar a mensagem, pode olhar o texto original AQUI. Mas se quiser saber a resposta para este enigma, basta continuar a leitura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto serve para mostrar a vocês como os antigos membros de ordens secretas escondiam as informações relevantes de seu aprendizado dentro de poemas, músicas, textos e principalmente imagens e quadros, que apenas aqueles que possuíam acesso às chaves conseguiam decifrar.&lt;br /&gt;
[[image:13-11-2008-Pessoa.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu havia dito anteriormente, o papa Marcos I, que também foi considerado um poeta, começou a compilar a lista de bispos e mártires que se ajustassem aos interesses da Igreja Roma. Ele permaneceu no cargo apenas nove meses até seu falecimento (é o que chamamos de “papa de transição”), sendo substituído pelo 35º papa, Júlio I.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Júlio I, assim como os primeiros “papas” oficializados por Constantino, era um tremendo fingidor. Finge que comemora o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro apenas para agradar às massas, pois a festa do Solis Invictus já era comemorada há pelo menos 500 anos nesta data (mas, através da “fé” acaba convencendo tão completamente as pessoas que até os dias de hoje tem gente acreditando mesmo que Jesus nasceu neste dia). Ele provavelmente gostou da idéia, pois é em seu comando que o primeiro calendário com as festas católicas começa a ser elaborado (e adivinhem se cada data “coincidentemente” não chega a cair exatamente sobre as festas pagãs?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo papa chama-se Libério. Depois de fingir que fazia parte de uma seita ariana durante alguns anos ([[Arianismo]] é considerado mais uma heresia, pode adicionar na nossa lista), Libério retorna a Roma e vira a casaca, passando a perseguí-los. Neste meio tempo, instauram um antipapa chamado Félix II (um antipapa é como um vilão dos quadrinhos… é alguém que também se intitula papa ao mesmo tempo que o outro cardeal e surge uma cisma. O vencedor da disputa acaba virando o papa e o perdedor conhece a dor dos hereges e excomungados).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São Damaso I assume o cargo em 366 DC. Neste ponto, Constantino estava no auge de seu poder, coordenando a “Reestruturação do cristianismo segundo as doutrinas de Roma” (leia-se causar muita dor em qualquer seguidor de [[Yeshua]] que não concorde em seguir o Jesus-Apolo de Constantino). Damaso é conhecido por coordenar a “tradução” da bíblia e compilação dos capítulos e trechos que interessavam deveras ao Pontifex Maximus (líder da religião pagã em Roma). Em 376, o Imperador Graziano recusa este título, entregando-o para o papa, que sente o acumular do poder sobre os cristãos e sobre os pagões ao mesmo tempo!!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 384 entra São Sirício, que instituiu o celibato para padres, bispos e para os cardeais. A razão para isto é que quando um padre falecia, a Igreja precisava tomar conta de sua esposa e filhos e o papado não desejava abrir os cofres sagrados pagando pensões a viúvas e filhos. É importante lembrar que naquele período não existia “salário” para padres e pastores; todas as suas contas eram pagas pela igreja (mais ou menos como os pastores evangélicos fazem hoje em dia). Também foi responsável pela equipe de tradução que lêem e traduzem para o clero os textos que chegam das seitas devastadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastásio I ficou no poder de 399 DC a 401 DC e escreve uma bula exigindo que os sacerdotes ficassem de pé na missa durante a leitura dos evangelhos (exceto se isto lhes causasse dor ou desconforto durante a lida); Inocêncio I assume o papado em 401 DC para logo em seguida Roma ser saqueada pelos Visigodos. Zózimo I assume o papado após sua morte, em 417, continuando a guerra contra a heresia do Pelagianismo (o Pelagianismo é a doutrina que diz que as pessoas vão para o céu se forem boas pessoas, independentes de “aceitarem Jesus” ou não). Esta briga entre os que pregavam a “salvação pelos atos” versus os que pregavam a “salvação apenas através da Igreja católica” ainda duraria muitos e muitos anos. Bonifácio I, Celestino I e Sisto III sentem bem as discussões com os antipapas e com outros heréticos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leão I, o 45º papa, conhecido como “Magno”, não teve um papado fácil. Assumiu o trono entre 440 e 461 e neste período, Roma foi saqueada pelos hunos e pelos vândalos. Mas este foi um papa macho, mesmo com as duasinvasões que ele teve de passar. Há relatos que, quando Átila o huno estava causando no ocidente, o papa montou um exército e foi até Mântua para negociar um acordo de paz com o velho Átila… todos achavam que o papa seria trucidado, mas ele conseguiu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 461 assume o papa Hilário I. Ele só estabeleceu que para ser sacerdote era necessário possuir uma profunda cultura e que pontífices e bispos não podiam designar seus sucessores. Hilarus era o deus pagão da alegria. Achei curioso o papa adotar um nome pagão, se todos os pagões são satanistas pelos próprios critérios da Igreja… o que nos demonstra que até aquele momento há uma tolerância em relação aos deuses romanos, que como veremos daqui a pouco, ficará cada vez menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante seu pontifado ocorre a Queda do Império Romano. Definitivamente a Igreja de Roma não achou isso muito hilariante. Em 483 assume Félix III (ou Félix II, dependendo se você vai contar o anti-papa Félix II ou não). Para quem ficou curioso, ao todo existiram 39 anti-papas reconhecidos.&lt;br /&gt;
Além de Felix II, aparecem outros cardeais desafiando o papado. Felix alega que eles não têm direito sobre a cadeira de Pedro. E assim, excomunhões de ambos os lados e muitos envenenamentos depois, Gelásio I assume a cadeira de Roma. No meio de anti-papas e hereges (em seu papado enfrentou o[[ Maniqueísmo]], [[Arianismo]] e[[ pelagianismo]]), como primeiro ato, declara que a figura do papa não poderia mais ser julgada por ninguém. Isto estabelece as bases da famigerada “Infabilidade papal” ou em outras palavras: “eu estou certo e vocês vão parar nas calhas de roda” (o costume da fogueira ainda estava sendo absorvido dos celtas, que queimavam seus inimigos em grandes bonecos de palha chamados Wicker Man). Gelásio também absorveu a “Gira (festa) de São Valentin”, transformando os bacanais pagãos em algo mais palatável à moral e aos bons costumes, que chamamos hoje de “dia dos namorados” (comemorado dia 14 de fevereiro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anastácio I tentou converter os francos e aquele povo pacífico que morava no sul da França e cultuava a Madonna Negra. Foi o primeiro a considerar a imagem blasfema. [[Dante Aliguieri]] (um iniciado) o coloca no Inferno em seu poema “Divina Comédia” por isso.&lt;br /&gt;
Em 498, com o falecimento de Anastácio, dois papas começam a disputar o papado. Símaco e Lourenço possuíam igual poder político e as guerras escalaram para um estado tal de violência que decidiram chamar o rei Teodorico (que era [[pagão]]) para decidir quem deveria ser o papa. Isso é tão absurdo quanto hoje em dia chamar o Richard Dawkins para decidir quem deveria ser o papa em caso de empate.&lt;br /&gt;
Os dois papas foram chamados a entreter o rei com promessas e, no final do concílio, Teodorico decide que quem tinha o maior número de votos deveria ser o papa (ah… a razão!).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos seguintes, esse comboio de papas formados por Símaco (498-514), Hormisdas (514-523) e João I (523-526) enfrentou todo tipo de problemas com hereges, antipapas e cismas, especialmente a de Acácio, Patriarca de Constantinopla, que estava causando com a corda toda no Oriente.&lt;br /&gt;
A decisão mais importante que tiveram foi a de proibir a compra do cargo de bispo com donativos e favores, pelo fim da simonia e para tentar colocar um pouco de ordem na bagunça política do Vaticano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felix IV (ou III, dependendo da lista) durou pouco no papado. O 54º papa tinha uma vida mais promíscua que o Clube 54 e o rei Ostrogodo o manteve completamente isolado politicamente. Quando ele morreu, Bonifácio II (que “coincidentemente” foi o primeiro papa de origem Germânica) assumiu, sob as bênçãos do rei germânico. É o que se chama “papa do coração”! Por alguma estranha razão, o novo papa estava totalmente alinhado com os gostos do Imperador e, talvez por esta estranha coincidência, tenha durado bastante no trono.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;AUTOPSICOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finge tão completamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse comboio de corda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que se chama coração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fernando Pessoa&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=6661</id>
		<title>Exercícios Práticos – 01</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=6661"/>
		<updated>2010-11-15T20:37:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Estes são os básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de [[reiki]], [[chi kung]], [[chakras]] e na imensa maioria das ordens iniciáticas. [[Aleister Crowley]] dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1) Concentração&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Vela.jpg|300px|thumb|right|Vela]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dificuldades:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Exercício 2: Imaginação e [[chakras]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser feito de preferência de pé, com as pernas afastadas na largura dos ombros. Os braços podem ficar relaxados ao lado do corpo, os dedos abertos, mas sem forçar nada (esta postura chama-se Wu Shi).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respire de maneira relaxada, pelo nariz, olhos semicerrados, sem nada prendendo seu corpo (anéis, pulseiras, soutien apertado… ). Pode deixar uma música bem leve e suave no ambiente se ajudar a relaxar, mas não walk-man/i-pod. Tenha certeza que não será perturbado.&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhuang3.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comece pelo primeiro chakra ([[Muladhara]]). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja ([[Svadisthana]]), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine agora o terceiro chakra ([[Manipura]]), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra ([[Anahata]]), verde, sobre o seu plexo solar, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra ([[Vishuda]]), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu queria que o Zatraz especificamente fizesse este exercício para ter uma noção do que eu quero dizer quando falo “concentração mental para acessar os tais computadores de cristal” e quão longe as pessoas comuns estão deste tipo de domínio de suas mentes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais [[chakra]]s estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – [[Svadisthana]]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Exercício 3: manifestação desta energia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhang2.jpg|300px|thumb|left|]]&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhan1.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…&lt;br /&gt;
Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Magia Prática]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:13-11-2008-Pessoa.gif&amp;diff=6660</id>
		<title>File:13-11-2008-Pessoa.gif</title>
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		<updated>2010-11-15T20:35:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Constante_de_Boltzman,_Chakras_e_a_F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=6659</id>
		<title>A Constante de Boltzman, Chakras e a Física Quântica</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Constante_de_Boltzman,_Chakras_e_a_F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=6659"/>
		<updated>2010-11-15T20:33:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na semana passada, aprendemos que matéria é energia e que o que chamamos de “realidade” na verdade é apenas o que conseguimos compreender em um universo de 3 dimensões físicas e 1 temporal da projeção de vibrações de múltiplas dimensões, cuja maioria nossos cientistas ainda não conseguem mesurar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste texto, vamos tentar explicar alguns destes planos. Para isto, temos de recorrer à sabedoria dos antigos hindus, que já conheciam estes planos de consciência em 5.000 AC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, os demais seres e tudo quanto existe são constituídos de uma infinidade de combinações de matéria-energia, de todos os graus de densidade e complexidade. Cada uma dessas combinações ou graus de matéria-energia representam um nível particular da “Consciência-Energia” em escala cósmica, presente em toda manifestação universal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradição oriental fornece uma visão ordenada e simplificada deste fato, apresentando os diversos níveis de consciência estratificados em camadas. Dessa forma, situa-se o plano mais denso (o físico-material-sólido) em um extremo da escala, caracterizado pela máxima diferenciação de formas, densidade e Ignorância (imersão da Consciência na Matéria) e, no outro extremo, o plano divino, o plano da unidade, caracterizado pela máxima sutilização da matéria-energia, indistinção de formas e máxima plenitude de Ser (emersão da Consciência na Matéria).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do nível mais denso, diferenciado, para o mais sutil, temos:&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-Kaballah.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano físico (sólido, líquido, gasoso, 1o. a 4o. etérico) – este é o plano mais palpável, onde vive a “ciência ortodoxa”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano astral (vital ou emocional, das energias nervosas e emocionais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano mental ou Manásico (das energias de pensamento ou mentais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano intuicional ou Búdico (das energias psíquicas ou de alma)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano espiritual ou Átmico (onde se manifestam as essências espirituais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano monádico ou Anupadaka (onde se manifestam as mônadas, redutos últimos das individualidades espirituais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano divino ou Adi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora todos os fenômenos envolvam processos simultâneos nos diversos planos ou níveis de matéria-energia, cada plano pode ser visto como possuidor de um determinado conjunto de leis ou princípios de operação envolvendo em “seu espaço” todas as realidades energéticas desse plano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok… ok… eu sei que compliquei agora. Estou pensando em como explicar isto sem simplificar demais (para não parecer que estou tirando da cartola estas informações) e ao mesmo tempo sem falar grego (ou hindu).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentando em uma linguagem mais simples… é a mesma coisa que dizer que existem 7 planos físicos dimensionais sobrepostos, como “layers” em uma imagem de photoshop, cada um mais sutil que o anterior. E quando se mexe em uma delas acaba afetando a imagem nas outras camadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o homem está imerso nestas sete dimensões. Diz-se, portanto, que o homem possui 7 corpos correspondentes aos respectivos planos de consciência/energia. A Personalidade do homem (“eu inferior” ou EGO) é constituída pelas energias dos planos físico, duplo-etérico (onde ficam os chakras, que fazem a ligação entre o físico e o astral), o vital (ou astral) e mental inferior. Em contrapartida, os planos mental superior, intuicional (ou búdico) e espiritual (ou átmico) fornecem as energias e materiais constitutivos da Tríade Espiritual (que chamaremos “eu superior” ).&lt;br /&gt;
As bonecas russas chamadas MATRIOSKA possuíam tradicionalmente 7 “corpos” e eram originalmente utilizadas para explicar este conceito nas Escolas de ocultismo, antes de se tornar um brinquedo popular na Rússia.&lt;br /&gt;
[[image:071025-matrioska.jpg|300px|thumb|right|Matrioskas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta parte é mais complicada, porque cada tradição dá nomes diferentes e divide estes corpos agrupando-os de maneira ligeiramente diferente. Para facilitar a compreensão pelos espíritas que acompanham a coluna, o “corpo físico” engloba o físico e o mental inferior (o mental objetivo); entre o físico e o astral temos os chakras fazendo a conexão entre eles e em seguida o “perispírito” (que inclui o astral, conectado ao físico pelo “cordão de prata”) e finalmente o “espírito” (que inclui o mental superior, intuicional e átmico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para não me alongar demais, deixo este LINK da teosofia que é bem completo (e complexo) para quem quiser se aprofundar mais no&lt;br /&gt;
conceito dos sete corpos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok. Até aqui eu entendi… São sete corpos sobrepostos. E daí?&lt;br /&gt;
De cara, isto explica facilmente algo “inexplicável” que o Mori mencionou na coluna dele desta semana: Quando alguém decide realizar algum movimento, o seu EU (Atmã) toma uma decisão, esta decisão é passada para seus sentidos subjetivos, depois para seus sentidos objetivos e em seguida para o corpo físico que você está pilotando. E, pelas medidas, a passagem da consciência objetiva (detectada pelos instrumentos) para o corpo físico demora entre 200 a 350 ms. É o caso de uma experiência científica comprovando algo ocultista que ainda não pode ser detectado pelos instrumentos atuais. Claro… isso não prova o que estou dizendo, mas demonstra que EXISTE algo que causa este atraso. E como eu disse anteriormente, é uma questão de tempo até os cientistas ortodoxos descobrirem o que os ocultistas conhecem há séculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Projetando seus pensamentos&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma maneira que podemos interagir com o mundo físico através dos nossos sentidos objetivos (segurando uma caneta com nossas mãos), todos nós somos capazes de interagir e realizar ações nos outros planos (astral, mental, etc… ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos fazer um exercício simples de visualização: Imagine uma maçã repousando ao lado do teclado. Mas não “pense” na maçã… “visualize” uma maçã… relaxe… respire calmamente, concentre sua mente e veja todos os detalhes da textura dela, a cor, o brilho, se ela está lustrosa, vívida, imagine o cheiro dela… afaste todos os outros pensamentos e concentre-se apenas nessa maçã. Dê uma mordida imaginária nela e sinta o gosto dela na sua boca, a textura esfarelando enquanto o suco preenche sua boca e o cheiro invade suas narinas… se você fez direitinho, pode até mesmo estar com água na boca neste momento. E, durante um curto espaço de tempo, você acaba de criar uma forma-pensamento.&lt;br /&gt;
Esta maçã que você acaba de criar é tão sólida quanto qualquer objeto real, apenas existe em outra dimensão e, portanto, a princípio, não interage com o plano físico.&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-Maca.jpg|300px|thumb|right|Maçã]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma forma que se você soltar uma caneta ela cai no chão, se você parar de pensar nesta maçã, ela deixa de receber seus estímulos e, com o tempo, esta forma-pensamento se dissolverá sozinha no plano mental. Se você colocar emoção neste exercício, a maçã permanecerá por mais tempo e com maior intensidade. Fazendo uma junção do mental com o emocional, conseguiremos trazer esta projeção do plano mental para o plano astral sem grandes dificuldades. Basta colocar “sentimento” na sua visualização. Ok, o exemplo da maçã é simples, mas entender a relação entre emoção e visualização será necessário quando explicarmos qual a razão dos famosos “sacrifícios” na magia negra ou do “ectoplasma” que faz com que entidades do astral possam ser vistas no físico, poltergeists, de “círculos de proteção”, da [[THELEMA]] (vontade) e todas as coisas que envolvem passagens de matéria-energia de um plano vibratório para o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande mago [[Aleister Crowley]] dizia que “a magia é a soma da imaginação com a vontade”. Mais para a frente veremos como ele estava certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O ruído mental e a concentração&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem… quando você “pensa que está pensando”, a voz que ecoa na sua mente nada mais é do que uma projeção dos seus pensamentos reais (do seu EU superior) entrando em ressonância com o seu corpo físico (seu cérebro de carne, cheio de SINAPSES que fazem esta conexão entre o plano mental e o físico). Apesar do seu corpo mental subjetivo e do seu Atmã possuírem todo o conhecimento acumulado de todas as suas vidas passadas, a conexão entre o seu corpo superior e o EGO (corpo inferior) é falha e está rompida desde a “queda”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[não vou falar sobre isto agora, mas para vocês meditarem um pouco... nosso corpo inferior e nosso corpo superior estão atualmente separados. A origem da palavra “religião” vem do latim “Religare”, que é o ato de reconectar o nosso “eu inferior” ou mundano com o nosso “eu superior”, devolvendo ao ser humano a essência divina que todos possuímos e que perdemos um dia – como vocês podem deduzir, religiosidade não tem NADA a ver com ficar rezando e obedecendo o que o pastor/padre diz, muito pelo contrário...tem a ver com a descoberta do deus dentro de cada um de nós – “conhece a ti mesmo”].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas pessoas possuem esta conexão mais entrosada. São os tais “GÊNIOS” que compõem sinfonias com 5 anos de idade, falam 50 línguas, pintam ou tocam maravilhosamente bem. Na verdade, não há nenhum segredo “inexplicável” da ciência nisso: eles conseguem recuperar as informações que seus Atmãs já possuíam de vidas passadas. O mesmo ocorre com alguns autistas.&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-beethoven-max.jpg|300px|thumb|right|Beethoven]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa intuição, palpites ou o tal do “sexto sentido” são fagulhas desta conexão entre o superior e o mundano atuando. Oráculos como o [[Tarot]] ou [[Runas]] também fazem a “ponte” entre estes dois estados de consciência. O Beethoven também é um ótimo exemplo disso (e, para não perder o costume, Beethoven era maçom, já que teve um sujeito que afirmou que eu “dou autoridade para as pessoas que cito no meu texto só porque elas eram maçons ou rosacruzes mas isso não significa que elas sejam boas no que faziam”)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário da mente subjetiva, que é direta e inspirada pelo seu “eu superior”, a mente objetiva gosta de divagar e flutuar entre diversos pensamentos fúteis e egóicos… vamos fazer outro exercício: experimente relaxar e “não pensar em nada” e verá como isso é difícil: tente “esvaziar a sua mente” e não pensar em nada… em segundos, sua cabeça estará cheia de pensamentos caóticos e desordenados, misturando-se lembranças, imagens, sons, frases repetidas várias vezes… tudo se torna rapidamente um caos. Ainda mais se você estiver com algum problema ou algo que envolva seu emocional (como dissemos, as emoções intensificam as formas-pensamento).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você pudesse visualizar o plano Mental, nesta situação veria que, ao redor do seu ser está se formando um verdadeiro “depósito de lixo” mental. Estas imagens vão se desfazendo com o tempo, claro, mas dependendo da situação, permanecem (é de onde vem a expressão “ambiente carregado”) e, dependendo de que tipo de emoções estão associadas a estes pensamentos, estas formas começam a atrair certos seres no plano astral… falaremos mais sobre isso em outros posts.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O Plano Astral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O plano astral é um pouco mais denso do que o plano mental. Nesta faixa de vibração sutil estão todos os chamados “fantasmas”, as projeções astrais, os succubi e Incubi (ou Anima e Animus), os corpos projetado das pessoas que estão dormindo, os Cascões Astrais, etc. Absolutamente todas as pessoas possuem a habilidade de se projetar no astral e o faz durante a noite, enquanto o corpo físico dorme. Infelizmente, a maior parte da população atual (que eu chamo carinhosamente de “gado” quando não estou perto dos ouvidos sensíveis dos politicamente corretos) está tão adormecida que geralmente mantém seus corpos astrais “repousando” ao lado do corpo físico, inertes.&lt;br /&gt;
O maior problema é justamente fazer a conexão entre o nosso plano astral e a lembrança no cérebro. Estima-se que 89% das pessoas está com a mente tão pobre e sem treinamento que não consegue sequer lembrar de suas projeções (são os que “não sonham”), cerca de 8% retém alguma lembrança (projeção sem lucidez, chamada de sonho) e finalmente 2% conseguem manter uma projeção completamente lúcida. O REM e os ciclos nada mais são do que meros reflexos no plano físico do que está acontecendo no plano astral/mental.&lt;br /&gt;
[[image:071025-astral01.jpg|300px|thumb|right|Projeção]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando as pessoas se projetam, as ligações do duplo-etérico entre o corpo físico e astral formam o que se convencionou chamar de “cordão de prata”. Este cordão conecta o seu corpo astral ao físico e só existe em pessoas que estejam vivas/encarnadas (“fantasmas” não possuem cordões de prata, pois não estão ligados a nenhum corpo físico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conhecendo os mecanismos que regem o plano astral, fica simples de explicar todo tipo de fenômeno envolvendo “fantasmas”. Eles são consciências que trafegam nestas faixas vibratórias que não detectamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os “fantasmas dos mortos” e os vivos (durante o sono) convivem no mesmo plano, podemos explicar toda a cultura dos povos antigos (orientais, celtas, astecas, maias, incas, hindus, índios… ) em relação aos “Espíritos Ancestrais” pois é literalmente isso que acontece: os ancestrais de um clã se mantém por perto no “outro mundo” auxiliando aquele grupo. Isto também explica os incontáveis relatos de pessoas que sonham com entes queridos que acabaram de falecer e dezenas de milhares de outros casos de encontros entre os vivos e os mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma documentação gigantesca sobre estes fenômenos mediúnicos. E também uma quantidade astronômica de charlatões e uma igual quantidade de mentiras forjadas de má-fé (como por exemplo, a farsa que DAVID NASSER montou no jornal “O Cruzeiro” contra [[Chico Xavier]], que até hoje alguns céticos-ignorantes tomam por verdadeira). Isso é muito triste, pois além de ter de lidar com a ignorância cética e religiosa generalizada, os médiuns ainda precisam agüentar os embusteiros (sejam por dinheiro ou por má fé das próprias Igrejas caça-níqueis que fabricam ex-pais-de-encosto, ex-bruxos e ex-macumbeiros a torto e a direito para propositadamente minar a credibilidade dos sérios).&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-chico-e-waldo.jpg|300px|thumb|right|Chico e Waldo]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Influências do material no astral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sons (música, [[mantras]]), odores, cores e alguns materiais conseguem afetar diretamente estas construções astrais. Como eu expliquei na coluna PASSADA, quando se coloca uma determinada música em um ambiente, as ondas sonoras que varrem o plano físico também possuem uma contraparte que se espalha pelo astral e mental, higienizando o ambiente em uma vibração que se deseja. Os [[MANTRAS]] e cantos gregorianos ou o atabaque da [[umbanda]]/[[candomblé]] possuem freqüências específicas para ativar certos [[chakras]] para certas atividades. Vou detalhar isso na parte III deste post semana que vem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O elemento Ar também afeta o astral. Incensos espalham suas fragrâncias pelo plano físico e possuem sua contraparte mental e astral. Claro que existem incensos e incensos… que variam desde varetas inócuas que ajudam apenas a tornar o ambiente mais agradável até os incensos preparados pelos alquimistas para seus rituais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certas drogas também atuam no desligamento do corpo astral/mental do físico, especialmente o LSD e outros ácidos relacionados, muito comuns na década de 70 nos movimentos de contra-cultura. O chá do [[Santo Daime]] também funciona, assim como o peyote e outras ervas fumadas no “cachimbo da paz” dos índios. O bafo do dragão (ópio), chá de cogumelo e o haxixe também funcionam bem. De todas as drogas, apenas a cocaína (não o chá de folhas de coca, a droga industrializada) e as anfetaminas (E, balas, doces, speed, etc.) fazem o caminho oposto (travam a conexão com o “eu superior”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cores afetam diretamente o plano mental/emocional/astral. Existem diversos estudos psicológicos e de semiótica a respeito de como as cores nos influenciam. Vocês já devem ter visto aquelas imagens onde se coloca um prato de comida sobre um fundo (azul, vermelho, amarelo, etc) e a cada fundo nossa impressão a respeito do prato muda. Fica a sugestão para o Mori fazer uma matéria sobre como as cores influenciam nosso psicológico. Há um campo muito vasto e legal para discutir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, finalmente, alguns Materiais como a prata, sal, água e a pólvora afetam diretamente o astral, de onde, por exemplo, surgiram as lendas sobre “matar lobisomens” com prata… lobisomens nada mais são do que projeções astrais zoomórficas, que podem ser rompidas com contato com a prata – nos campos, ou sob influência de [[linhas de Ley]] estas criaturas astrais podem ser avistadas no plano físico, o que deu origem a estas histórias. Bruxas voando em vassouras, bichos-papões, elementais (fadas, gnomos, ondinas e salamandras), vampiros, fantasmas, monstros do lago Ness (talvez até OVNIs) surgiram destas faíscas de contato do mundo invisível com o visível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Os Egípcios&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas para retomarmos ao tema principal da coluna, que é a História das Sociedades secretas, vamos falar um pouco da relação disto tudo com os egípcios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas iniciações Egípcias, uma das primeiras etapas consistia em colocar o candidato a iniciação dentro de um sarcófago e deixá-lo “morto” durante três dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste tempo, os Mestres se reuniriam ao redor do sarcófago e, utilizando-se de mantras e rituais que, em conjunto com as estruturas geométricas das pirâmides, providenciavam uma projeção astral consciente do iniciado, de modo que ele pudesse ver seu próprio corpo deitado no sarcófago e entender que, na realidade, ele não era um “corpo vivendo uma experiência espiritual”, mas seu verdadeiro EU é um “espírito que usa as vestes de carne”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome desta parte do ritual de iniciação ficou conhecido como “Barca de Ísis” porque a sensação que você tem quando se é projetado para o astral desta forma é a de o deslizar de um barco, e os sacerdotes no astral revestiam seus corpos astrais com formas dos deuses conhecidos e os instruíam nas etapas finais do mistério, antes do batismo e renascimento pelas águas.&lt;br /&gt;
[[image:071025-barca de Isis.jpg |300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, nos mistérios Eleusis (Gregos), a barca de Ísis foi substituída pelo “Barqueiro Caronte” e nos ritos judaicos foi substituído pela “[[Arca da Aliança]]” e pela “Escada de Jacob”. O ritual de ser enterrado ou morto simbolicamente para renascer (notem a beleza da lenda da FÊNIX – origem grega, certo? hummmmm ) existe até hoje em praticamente todas as tradições ocultistas, às vezes disfarçado de “câmara das reflexões”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após este período, o Iniciado “renascia” quando um dos Mestres chegava até o sarcófago onde ele estava “morto” e dizia “Levanta-te e saia”. Na bíblia, existe até uma passagem onde um grande Mestre faz esta iniciação com o irmão de sua esposa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok… acabamos nos empolgando de novo e não falamos nem de chakras nem da [[Arca da Aliança]] (na verdade falamos sim, para quem conseguiu ler nas entrelinhas)… Ainda bem que esta é uma matéria em três (ou quatro) partes. Semana que vem: [[Chakras]], [[Mantras]] e como colocar abaixo as muralhas de Jericó tocando trombetas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Chakras]][[Category:Plano Astral]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Constante_de_Boltzman,_Chakras_e_a_F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=6610</id>
		<title>A Constante de Boltzman, Chakras e a Física Quântica</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=A_Constante_de_Boltzman,_Chakras_e_a_F%C3%ADsica_Qu%C3%A2ntica&amp;diff=6610"/>
		<updated>2010-11-11T21:08:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na semana passada, aprendemos que matéria é energia e que o que chamamos de “realidade” na verdade é apenas o que conseguimos compreender em um universo de 3 dimensões físicas e 1 temporal da projeção de vibrações de múltiplas dimensões, cuja maioria nossos cientistas ainda não conseguem mesurar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste texto, vamos tentar explicar alguns destes planos. Para isto, temos de recorrer à sabedoria dos antigos hindus, que já conheciam estes planos de consciência em 5.000 AC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, os demais seres e tudo quanto existe são constituídos de uma infinidade de combinações de matéria-energia, de todos os graus de densidade e complexidade. Cada uma dessas combinações ou graus de matéria-energia representam um nível particular da “Consciência-Energia” em escala cósmica, presente em toda manifestação universal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tradição oriental fornece uma visão ordenada e simplificada deste fato, apresentando os diversos níveis de consciência estratificados em camadas. Dessa forma, situa-se o plano mais denso (o físico-material-sólido) em um extremo da escala, caracterizado pela máxima diferenciação de formas, densidade e Ignorância (imersão da Consciência na Matéria) e, no outro extremo, o plano divino, o plano da unidade, caracterizado pela máxima sutilização da matéria-energia, indistinção de formas e máxima plenitude de Ser (emersão da Consciência na Matéria).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do nível mais denso, diferenciado, para o mais sutil, temos:&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-Kaballah.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano físico (sólido, líquido, gasoso, 1o. a 4o. etérico) – este é o plano mais palpável, onde vive a “ciência ortodoxa”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano astral (vital ou emocional, das energias nervosas e emocionais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano mental ou Manásico (das energias de pensamento ou mentais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano intuicional ou Búdico (das energias psíquicas ou de alma)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano espiritual ou Átmico (onde se manifestam as essências espirituais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano monádico ou Anupadaka (onde se manifestam as mônadas, redutos últimos das individualidades espirituais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* plano divino ou Adi&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora todos os fenômenos envolvam processos simultâneos nos diversos planos ou níveis de matéria-energia, cada plano pode ser visto como possuidor de um determinado conjunto de leis ou princípios de operação envolvendo em “seu espaço” todas as realidades energéticas desse plano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok… ok… eu sei que compliquei agora. Estou pensando em como explicar isto sem simplificar demais (para não parecer que estou tirando da cartola estas informações) e ao mesmo tempo sem falar grego (ou hindu).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentando em uma linguagem mais simples… é a mesma coisa que dizer que existem 7 planos físicos dimensionais sobrepostos, como “layers” em uma imagem de photoshop, cada um mais sutil que o anterior. E quando se mexe em uma delas acaba afetando a imagem nas outras camadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o homem está imerso nestas sete dimensões. Diz-se, portanto, que o homem possui 7 corpos correspondentes aos respectivos planos de consciência/energia. A Personalidade do homem (“eu inferior” ou EGO) é constituída pelas energias dos planos físico, duplo-etérico (onde ficam os chakras, que fazem a ligação entre o físico e o astral), o vital (ou astral) e mental inferior. Em contrapartida, os planos mental superior, intuicional (ou búdico) e espiritual (ou átmico) fornecem as energias e materiais constitutivos da Tríade Espiritual (que chamaremos “eu superior” ).&lt;br /&gt;
As bonecas russas chamadas MATRIOSKA possuíam tradicionalmente 7 “corpos” e eram originalmente utilizadas para explicar este conceito nas Escolas de ocultismo, antes de se tornar um brinquedo popular na Rússia.&lt;br /&gt;
[[image:071025-matrioska.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta parte é mais complicada, porque cada tradição dá nomes diferentes e divide estes corpos agrupando-os de maneira ligeiramente diferente. Para facilitar a compreensão pelos espíritas que acompanham a coluna, o “corpo físico” engloba o físico e o mental inferior (o mental objetivo); entre o físico e o astral temos os chakras fazendo a conexão entre eles e em seguida o “perispírito” (que inclui o astral, conectado ao físico pelo “cordão de prata”) e finalmente o “espírito” (que inclui o mental superior, intuicional e átmico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para não me alongar demais, deixo este LINK da teosofia que é bem completo (e complexo) para quem quiser se aprofundar mais no&lt;br /&gt;
conceito dos sete corpos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok. Até aqui eu entendi… São sete corpos sobrepostos. E daí?&lt;br /&gt;
De cara, isto explica facilmente algo “inexplicável” que o Mori mencionou na coluna dele desta semana: Quando alguém decide realizar algum movimento, o seu EU (Atmã) toma uma decisão, esta decisão é passada para seus sentidos subjetivos, depois para seus sentidos objetivos e em seguida para o corpo físico que você está pilotando. E, pelas medidas, a passagem da consciência objetiva (detectada pelos instrumentos) para o corpo físico demora entre 200 a 350 ms. É o caso de uma experiência científica comprovando algo ocultista que ainda não pode ser detectado pelos instrumentos atuais. Claro… isso não prova o que estou dizendo, mas demonstra que EXISTE algo que causa este atraso. E como eu disse anteriormente, é uma questão de tempo até os cientistas ortodoxos descobrirem o que os ocultistas conhecem há séculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Projetando seus pensamentos&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma maneira que podemos interagir com o mundo físico através dos nossos sentidos objetivos (segurando uma caneta com nossas mãos), todos nós somos capazes de interagir e realizar ações nos outros planos (astral, mental, etc… ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos fazer um exercício simples de visualização: Imagine uma maçã repousando ao lado do teclado. Mas não “pense” na maçã… “visualize” uma maçã… relaxe… respire calmamente, concentre sua mente e veja todos os detalhes da textura dela, a cor, o brilho, se ela está lustrosa, vívida, imagine o cheiro dela… afaste todos os outros pensamentos e concentre-se apenas nessa maçã. Dê uma mordida imaginária nela e sinta o gosto dela na sua boca, a textura esfarelando enquanto o suco preenche sua boca e o cheiro invade suas narinas… se você fez direitinho, pode até mesmo estar com água na boca neste momento. E, durante um curto espaço de tempo, você acaba de criar uma forma-pensamento.&lt;br /&gt;
Esta maçã que você acaba de criar é tão sólida quanto qualquer objeto real, apenas existe em outra dimensão e, portanto, a princípio, não interage com o plano físico.&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-Maca.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma forma que se você soltar uma caneta ela cai no chão, se você parar de pensar nesta maçã, ela deixa de receber seus estímulos e, com o tempo, esta forma-pensamento se dissolverá sozinha no plano mental. Se você colocar emoção neste exercício, a maçã permanecerá por mais tempo e com maior intensidade. Fazendo uma junção do mental com o emocional, conseguiremos trazer esta projeção do plano mental para o plano astral sem grandes dificuldades. Basta colocar “sentimento” na sua visualização. Ok, o exemplo da maçã é simples, mas entender a relação entre emoção e visualização será necessário quando explicarmos qual a razão dos famosos “sacrifícios” na magia negra ou do “ectoplasma” que faz com que entidades do astral possam ser vistas no físico, poltergeists, de “círculos de proteção”, da [[THELEMA]] (vontade) e todas as coisas que envolvem passagens de matéria-energia de um plano vibratório para o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande mago [[Aleister Crowley]] dizia que “a magia é a soma da imaginação com a vontade”. Mais para a frente veremos como ele estava certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O ruído mental e a concentração&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois bem… quando você “pensa que está pensando”, a voz que ecoa na sua mente nada mais é do que uma projeção dos seus pensamentos reais (do seu EU superior) entrando em ressonância com o seu corpo físico (seu cérebro de carne, cheio de SINAPSES que fazem esta conexão entre o plano mental e o físico). Apesar do seu corpo mental subjetivo e do seu Atmã possuírem todo o conhecimento acumulado de todas as suas vidas passadas, a conexão entre o seu corpo superior e o EGO (corpo inferior) é falha e está rompida desde a “queda”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[não vou falar sobre isto agora, mas para vocês meditarem um pouco... nosso corpo inferior e nosso corpo superior estão atualmente separados. A origem da palavra “religião” vem do latim “Religare”, que é o ato de reconectar o nosso “eu inferior” ou mundano com o nosso “eu superior”, devolvendo ao ser humano a essência divina que todos possuímos e que perdemos um dia – como vocês podem deduzir, religiosidade não tem NADA a ver com ficar rezando e obedecendo o que o pastor/padre diz, muito pelo contrário...tem a ver com a descoberta do deus dentro de cada um de nós – “conhece a ti mesmo”].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas pessoas possuem esta conexão mais entrosada. São os tais “GÊNIOS” que compõem sinfonias com 5 anos de idade, falam 50 línguas, pintam ou tocam maravilhosamente bem. Na verdade, não há nenhum segredo “inexplicável” da ciência nisso: eles conseguem recuperar as informações que seus Atmãs já possuíam de vidas passadas. O mesmo ocorre com alguns autistas.&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-beethoven-max.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nossa intuição, palpites ou o tal do “sexto sentido” são fagulhas desta conexão entre o superior e o mundano atuando. Oráculos como o [[Tarot]] ou [[Runas]] também fazem a “ponte” entre estes dois estados de consciência. O Beethoven também é um ótimo exemplo disso (e, para não perder o costume, Beethoven era maçom, já que teve um sujeito que afirmou que eu “dou autoridade para as pessoas que cito no meu texto só porque elas eram maçons ou rosacruzes mas isso não significa que elas sejam boas no que faziam”)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao contrário da mente subjetiva, que é direta e inspirada pelo seu “eu superior”, a mente objetiva gosta de divagar e flutuar entre diversos pensamentos fúteis e egóicos… vamos fazer outro exercício: experimente relaxar e “não pensar em nada” e verá como isso é difícil: tente “esvaziar a sua mente” e não pensar em nada… em segundos, sua cabeça estará cheia de pensamentos caóticos e desordenados, misturando-se lembranças, imagens, sons, frases repetidas várias vezes… tudo se torna rapidamente um caos. Ainda mais se você estiver com algum problema ou algo que envolva seu emocional (como dissemos, as emoções intensificam as formas-pensamento).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você pudesse visualizar o plano Mental, nesta situação veria que, ao redor do seu ser está se formando um verdadeiro “depósito de lixo” mental. Estas imagens vão se desfazendo com o tempo, claro, mas dependendo da situação, permanecem (é de onde vem a expressão “ambiente carregado”) e, dependendo de que tipo de emoções estão associadas a estes pensamentos, estas formas começam a atrair certos seres no plano astral… falaremos mais sobre isso em outros posts.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O Plano Astral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O plano astral é um pouco mais denso do que o plano mental. Nesta faixa de vibração sutil estão todos os chamados “fantasmas”, as projeções astrais, os succubi e Incubi (ou Anima e Animus), os corpos projetado das pessoas que estão dormindo, os Cascões Astrais, etc. Absolutamente todas as pessoas possuem a habilidade de se projetar no astral e o faz durante a noite, enquanto o corpo físico dorme. Infelizmente, a maior parte da população atual (que eu chamo carinhosamente de “gado” quando não estou perto dos ouvidos sensíveis dos politicamente corretos) está tão adormecida que geralmente mantém seus corpos astrais “repousando” ao lado do corpo físico, inertes.&lt;br /&gt;
O maior problema é justamente fazer a conexão entre o nosso plano astral e a lembrança no cérebro. Estima-se que 89% das pessoas está com a mente tão pobre e sem treinamento que não consegue sequer lembrar de suas projeções (são os que “não sonham”), cerca de 8% retém alguma lembrança (projeção sem lucidez, chamada de sonho) e finalmente 2% conseguem manter uma projeção completamente lúcida. O REM e os ciclos nada mais são do que meros reflexos no plano físico do que está acontecendo no plano astral/mental.&lt;br /&gt;
[[image:071025-astral01.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando as pessoas se projetam, as ligações do duplo-etérico entre o corpo físico e astral formam o que se convencionou chamar de “cordão de prata”. Este cordão conecta o seu corpo astral ao físico e só existe em pessoas que estejam vivas/encarnadas (“fantasmas” não possuem cordões de prata, pois não estão ligados a nenhum corpo físico).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conhecendo os mecanismos que regem o plano astral, fica simples de explicar todo tipo de fenômeno envolvendo “fantasmas”. Eles são consciências que trafegam nestas faixas vibratórias que não detectamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os “fantasmas dos mortos” e os vivos (durante o sono) convivem no mesmo plano, podemos explicar toda a cultura dos povos antigos (orientais, celtas, astecas, maias, incas, hindus, índios… ) em relação aos “Espíritos Ancestrais” pois é literalmente isso que acontece: os ancestrais de um clã se mantém por perto no “outro mundo” auxiliando aquele grupo. Isto também explica os incontáveis relatos de pessoas que sonham com entes queridos que acabaram de falecer e dezenas de milhares de outros casos de encontros entre os vivos e os mortos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma documentação gigantesca sobre estes fenômenos mediúnicos. E também uma quantidade astronômica de charlatões e uma igual quantidade de mentiras forjadas de má-fé (como por exemplo, a farsa que DAVID NASSER montou no jornal “O Cruzeiro” contra [[Chico Xavier]], que até hoje alguns céticos-ignorantes tomam por verdadeira). Isso é muito triste, pois além de ter de lidar com a ignorância cética e religiosa generalizada, os médiuns ainda precisam agüentar os embusteiros (sejam por dinheiro ou por má fé das próprias Igrejas caça-níqueis que fabricam ex-pais-de-encosto, ex-bruxos e ex-macumbeiros a torto e a direito para propositadamente minar a credibilidade dos sérios).&lt;br /&gt;
[[image:18-11-2008-chico-e-waldo.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Influências do material no astral&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sons (música, [[mantras]]), odores, cores e alguns materiais conseguem afetar diretamente estas construções astrais. Como eu expliquei na coluna PASSADA, quando se coloca uma determinada música em um ambiente, as ondas sonoras que varrem o plano físico também possuem uma contraparte que se espalha pelo astral e mental, higienizando o ambiente em uma vibração que se deseja. Os [[MANTRAS]] e cantos gregorianos ou o atabaque da [[umbanda]]/[[candomblé]] possuem freqüências específicas para ativar certos [[chakras]] para certas atividades. Vou detalhar isso na parte III deste post semana que vem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O elemento Ar também afeta o astral. Incensos espalham suas fragrâncias pelo plano físico e possuem sua contraparte mental e astral. Claro que existem incensos e incensos… que variam desde varetas inócuas que ajudam apenas a tornar o ambiente mais agradável até os incensos preparados pelos alquimistas para seus rituais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Certas drogas também atuam no desligamento do corpo astral/mental do físico, especialmente o LSD e outros ácidos relacionados, muito comuns na década de 70 nos movimentos de contra-cultura. O chá do [[Santo Daime]] também funciona, assim como o peyote e outras ervas fumadas no “cachimbo da paz” dos índios. O bafo do dragão (ópio), chá de cogumelo e o haxixe também funcionam bem. De todas as drogas, apenas a cocaína (não o chá de folhas de coca, a droga industrializada) e as anfetaminas (E, balas, doces, speed, etc.) fazem o caminho oposto (travam a conexão com o “eu superior”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cores afetam diretamente o plano mental/emocional/astral. Existem diversos estudos psicológicos e de semiótica a respeito de como as cores nos influenciam. Vocês já devem ter visto aquelas imagens onde se coloca um prato de comida sobre um fundo (azul, vermelho, amarelo, etc) e a cada fundo nossa impressão a respeito do prato muda. Fica a sugestão para o Mori fazer uma matéria sobre como as cores influenciam nosso psicológico. Há um campo muito vasto e legal para discutir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, finalmente, alguns Materiais como a prata, sal, água e a pólvora afetam diretamente o astral, de onde, por exemplo, surgiram as lendas sobre “matar lobisomens” com prata… lobisomens nada mais são do que projeções astrais zoomórficas, que podem ser rompidas com contato com a prata – nos campos, ou sob influência de [[linhas de Ley]] estas criaturas astrais podem ser avistadas no plano físico, o que deu origem a estas histórias. Bruxas voando em vassouras, bichos-papões, elementais (fadas, gnomos, ondinas e salamandras), vampiros, fantasmas, monstros do lago Ness (talvez até OVNIs) surgiram destas faíscas de contato do mundo invisível com o visível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Os Egípcios&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apenas para retomarmos ao tema principal da coluna, que é a História das Sociedades secretas, vamos falar um pouco da relação disto tudo com os egípcios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas iniciações Egípcias, uma das primeiras etapas consistia em colocar o candidato a iniciação dentro de um sarcófago e deixá-lo “morto” durante três dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste tempo, os Mestres se reuniriam ao redor do sarcófago e, utilizando-se de mantras e rituais que, em conjunto com as estruturas geométricas das pirâmides, providenciavam uma projeção astral consciente do iniciado, de modo que ele pudesse ver seu próprio corpo deitado no sarcófago e entender que, na realidade, ele não era um “corpo vivendo uma experiência espiritual”, mas seu verdadeiro EU é um “espírito que usa as vestes de carne”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nome desta parte do ritual de iniciação ficou conhecido como “Barca de Ísis” porque a sensação que você tem quando se é projetado para o astral desta forma é a de o deslizar de um barco, e os sacerdotes no astral revestiam seus corpos astrais com formas dos deuses conhecidos e os instruíam nas etapas finais do mistério, antes do batismo e renascimento pelas águas.&lt;br /&gt;
[[image:071025-barca de Isis.jpg |300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde, nos mistérios Eleusis (Gregos), a barca de Ísis foi substituída pelo “Barqueiro Caronte” e nos ritos judaicos foi substituído pela “[[Arca da Aliança]]” e pela “Escada de Jacob”. O ritual de ser enterrado ou morto simbolicamente para renascer (notem a beleza da lenda da FÊNIX – origem grega, certo? hummmmm ) existe até hoje em praticamente todas as tradições ocultistas, às vezes disfarçado de “câmara das reflexões”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após este período, o Iniciado “renascia” quando um dos Mestres chegava até o sarcófago onde ele estava “morto” e dizia “Levanta-te e saia”. Na bíblia, existe até uma passagem onde um grande Mestre faz esta iniciação com o irmão de sua esposa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok… acabamos nos empolgando de novo e não falamos nem de chakras nem da [[Arca da Aliança]] (na verdade falamos sim, para quem conseguiu ler nas entrelinhas)… Ainda bem que esta é uma matéria em três (ou quatro) partes. Semana que vem: [[Chakras]], [[Mantras]] e como colocar abaixo as muralhas de Jericó tocando trombetas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Blogs]][[Category:Chakras]][[Category:Plano Astral]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
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		<updated>2010-11-11T20:59:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<updated>2010-11-11T20:58:32Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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		<updated>2010-11-11T20:51:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=File:18-11-2008-Kaballah.jpg&amp;diff=6606</id>
		<title>File:18-11-2008-Kaballah.jpg</title>
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		<updated>2010-11-11T20:49:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=6605</id>
		<title>Exercícios Práticos – 01</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=6605"/>
		<updated>2010-11-11T20:43:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Estes são os básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de [[reiki]], [[chi kung]], [[chakras]] e na imensa maioria das ordens iniciáticas. [[Aleister Crowley]] dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1) Concentração&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Vela.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dificuldades:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Exercício 2: Imaginação e [[chakras]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser feito de preferência de pé, com as pernas afastadas na largura dos ombros. Os braços podem ficar relaxados ao lado do corpo, os dedos abertos, mas sem forçar nada (esta postura chama-se Wu Shi).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respire de maneira relaxada, pelo nariz, olhos semicerrados, sem nada prendendo seu corpo (anéis, pulseiras, soutien apertado… ). Pode deixar uma música bem leve e suave no ambiente se ajudar a relaxar, mas não walk-man/i-pod. Tenha certeza que não será perturbado.&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhuang3.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comece pelo primeiro chakra ([[Muladhara]]). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja ([[Svadisthana]]), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine agora o terceiro chakra ([[Manipura]]), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra ([[Anahata]]), verde, sobre o seu plexo solar, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra ([[Vishuda]]), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu queria que o Zatraz especificamente fizesse este exercício para ter uma noção do que eu quero dizer quando falo “concentração mental para acessar os tais computadores de cristal” e quão longe as pessoas comuns estão deste tipo de domínio de suas mentes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais [[chakra]]s estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – [[Svadisthana]]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Exercício 3: manifestação desta energia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhang2.jpg|300px|thumb|left|]]&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhan1.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…&lt;br /&gt;
Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Magia Prática]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=6604</id>
		<title>Exercícios Práticos – 01</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Exerc%C3%ADcios_Pr%C3%A1ticos_%E2%80%93_01&amp;diff=6604"/>
		<updated>2010-11-11T20:42:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vinimusica: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Estes são os básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em qualquer curso de [[reiki]], [[chi kung]], [[chakras]] e na imensa maioria das ordens iniciáticas. [[Aleister Crowley]] dizia que as bases da magia são a Vontade e a Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para preparar algo mais elaborado no futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1) Concentração&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração a um outro nível de consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que existam no universo sejam você e a chama da vela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na parede, ou focar em um ponto fixo distante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Vela.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir. A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar” para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste estágio equivale a uma soneca de duas horas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dificuldades:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente, não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar a até 20 minutos neste estágio zen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa isto bem evidente).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Exercício 2: Imaginação e [[chakras]]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser feito de preferência de pé, com as pernas afastadas na largura dos ombros. Os braços podem ficar relaxados ao lado do corpo, os dedos abertos, mas sem forçar nada (esta postura chama-se Wu Shi).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respire de maneira relaxada, pelo nariz, olhos semicerrados, sem nada prendendo seu corpo (anéis, pulseiras, soutien apertado… ). Pode deixar uma música bem leve e suave no ambiente se ajudar a relaxar, mas não walk-man/i-pod. Tenha certeza que não será perturbado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comece pelo primeiro chakra ([[Muladhara]]). Visualize um disco de luz vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário sobre a região do cócix.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e fazendo este disco de luz girar…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja ([[Svadisthana]]), do mesmo tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez respirações relaxadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagine agora o terceiro chakra ([[Manipura]]), amarelo, com o mesmo tamanho que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto chakra ([[Anahata]]), verde, sobre o seu plexo solar, unido aos 3 outros chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto chakra ([[Vishuda]]), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta corrente de luz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações… a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos… mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma “fonte” de energia branca se espalhando pela sala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra… sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso, com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou um jogo de futebol… enfim…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu queria que o Zatraz especificamente fizesse este exercício para ter uma noção do que eu quero dizer quando falo “concentração mental para acessar os tais computadores de cristal” e quão longe as pessoas comuns estão deste tipo de domínio de suas mentes…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”… Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais [[chakra]]s estavam mais ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios, aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste caso, dar atenção especial ao segundo chakra – [[Svadisthana]]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os seus sonhos…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés descalços, o efeito será muito maior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Exercício 3: manifestação desta energia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhang2.jpg|300px|thumb|left|]]&lt;br /&gt;
[[image:19-11-2008-Zhan1.jpg|300px|thumb|right|]]&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se encontrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer com ela… da onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta ainda vão seis anos de treino…&lt;br /&gt;
Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser detectada pelo ser humano.&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]] [[category:Magia Prática]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vinimusica</name></author>
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