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	<title>A evolução desconhecida - Revision history</title>
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		<title>Rarrais at 18:12, 28 July 2010</title>
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		<author><name>Rarrais</name></author>
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		<title>Rarrais: Post do Blog.</title>
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		<updated>2010-07-17T21:13:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Post do Blog.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do [[Blog Textos para Reflexão]]&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste dia onde comemoramos os 200 anos do nascimento de Charles Darwin, co-criador da teoria da Evolução com Alfred Russel Wallace, gostaria de falar sobre a parte ainda &amp;quot;desconhecida&amp;quot; da evolução das espécies, e principalmente a do homo sapiens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como Drausio Varella e outros antropologistas gostam de lembrar, a evolução cultural não se deu apenas no homo sapiens, como em outras espécies capazes de conviver em sociedade, como chipanzés e bonobos, nossos parentes mais próximos (segundo os estudos do Genoma Humano comprovaram). E não paramos por aqui: muitos psicólogos evolutivos fazem alarde sobre a teoria da evolução da mente humana - &amp;quot;Homens traem mais pois na Idade da Pedra precisavam disseminar a espécie em diversas parceiras, sob o risco de condenar sua espécie a extinção caso fossem monogâmicos numa época ainda absolutamente inóspita a sobrevivência sedentária.&amp;quot; - esse tipo de afirmação é muito comum entre os defensores da PE Pop (Psicologia Evoltutiva Populacional).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em artigo recente na Scientific American, o prof. David J. Butler critica a afirmativa de que &amp;quot;o homem moderno tem a mente da Idade da Pedra&amp;quot;, e expõe diversas razões, na maioria falta de evidências, para que consideremos essa afirmação uma falácia. Entretanto, se perguntarmos a qualquer cético que crê na teoria da Evolução, o fato de que existe a evolução cultural e cognitiva humana é quase que sempre dado como verdadeiro... Interessante pois que, independente de críticas como as do prof. Butler, exista um problema muito mais importante e crucial para ser resolvido: &amp;quot;Como é possível que Genes, que transmitem apenas características físicas, possam carregar informações ou memórias de uma possível evolução cultural e cognitiva da espécie?&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até hoje, pouco se desenvolveu esse assunto na literatura científica. Podemos aqui destacar que Dawkins percebeu o problema, tanto que se preocupou em delinear uma vaga teoria acerca dos Memes, teoricamente os &amp;quot;genes que transmitiriam as características não-físicas adiante&amp;quot;... Infelizmente o célebre autor do Gene Egoísta não conseguiu encontrar essa outra espécie de &amp;quot;genes exóticos&amp;quot; em lugar algum, e nem tampouco qualquer outro pesquisador. Os memes continuam sendo alternativas místicas aos genes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também podemos citar Jung e seu Inconsciente Coletivo, segundo a Wikipedia ele &amp;quot;é a camada mais profunda da psique humana. Ele é constituído pelos materiais que foram herdados da humanidade. É nele que residem os traços funcionais, tais como imagens virtuais, que seriam comuns a todos os seres humanos.&amp;quot; - Seria então, mais ou menos, como quintilhões de bits de informação que &amp;quot;flutuam no ar&amp;quot; e, de alguma forma desconhecida, são acessados não somente por homo sapiens conscientes, como também por todas as outras espécies que obtiveram alguma forma de evolução cultural ou cognitiva - ou seja, não dependeríamos de genes para passar tais informações adiante, elas estariam simplesmente &amp;quot;em algum lugar do espaço&amp;quot;. E chamaríamos isso de ciência ou de esoterismo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É verdade que a teoria de Darwin-Wallace nunca pretendeu explicar a origem da vida, apenas trazer luz a forma com a qual essa vida evoluiu de simples bactérias para seres formidáveis e complexos, numa infinidade de espécies. A teoria da Evolução nunca casou muito bem com a noção de evolução da cultura e cognição nas espécies, e se mostrou especificamente limitada em explicar o surgimento da consciência. Poderemos imaginar que isso se explica pelo fato de que ambos os criadores de tal teoria serem cientistas e céticos, que nada compreendiam de espiritualidade. Então estaríamos errados...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é à toa que Wallace é tão pouco citado quando se fala na teoria da Evolução - primeiro, era bem mais jovem que Darwin quando a teoria lhes surgiu a ambos, mas principalmente, Wallace foi espiritualista, e um cientista espiritualista é algo que nunca soou muito bem aqueles que escrevem a história da ciência... Segundo a Wikipedia e suas fontes, Wallace &amp;quot;argumentou que a seleção natural não poderia justificar o gênio matemático, artístico ou musical, nem contemplações metafísicas, a razão ou o humor, e que algo no &amp;quot;invisível universo do Espírito&amp;quot; tinha intercedido pelo menos três vezes na história: 1. A criação da vida a partir da matéria inorgânica; 2. A introdução da consciência nos animais superiores; 3. A geração das faculdades acima-mencionadas no espírito humano.&amp;quot; - Ora, não é tão fácil desacreditar o pensamento de um espiritualista, quando este é um dos responsáveis pela teoria mór do materialismo, não é mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas poderemos pensar: será que ciência e religião estão em lados opostos? Será que materialismo e espiritualismo nunca se encontraram? Será que a Natureza se explica por noções radicais, preto no branco, como &amp;quot;tudo é matéria&amp;quot; ou &amp;quot;tudo é espiritual e ilusório&amp;quot;, ou será que Natureza antes opera em gradações de cinza?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que Wallace defendia é conhecido pela humanidade desde milhares de anos atrás, nos primórdios das religiões orientais, principalmente do Hinduismo (mesmo Sagan traça paralelos entre as teorias de criação/destruição do Universo e a cosmologia religiosa da antiga India). Consciência, alma ou espírito, chame-a como achar melhor, o que a teoria da Reencarnação defende é tão somente que existe uma lógica perfeitamente plausível por detrás da crença de que a consciência e a memória não dependem de genes para serem passadas adiante, simplesmente pelo fato de que, ao contrário do corpo dito &amp;quot;físico&amp;quot;, não são exterminadas na morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num Universo não-local, onde 96% da matéria não interage com a luz, e onde pululam teorias físicas acerca da existência de diversas dimensões, branas, ou mesmo universos palralelos - e mais, onde sabe-se a tempos pela ciência que toda matéria é invisível e intangível - será assim tão fantástico e absurdo imaginarmos que a consciência, algo que sequer detectamos no cérebro humano, e que não sabemos do que é formado, possa sobreviver ao fim das atividades cerebrais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser que no futuro a ciência descubra que realmente a consciência nada mais é do que um estado exótico do cérebro, fruto de reações químicas que possibilitaram que poeira de estrelas pudessem adquirir conhecimento do céu noturno, e do Cosmos das quais são filhas. No entanto, negar de antemão a possibilidade da evolução &amp;quot;desconhecida&amp;quot; se dar através de caminhos igualmente ocultos, e apostar todas as fichas no materialismo, me parece algo arriscado... Afinal, todos podemos estar errados, então não deveríamos apontar raivosos e dizer &amp;quot;você está louco, isso não pode estar certo!&amp;quot; - E quem disse que a Natureza obedece aquilo que &amp;quot;achamos estar certo&amp;quot;? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Links Externos==&lt;br /&gt;
* [http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/06/crenca-do-espiritualista.html] - Post original no Blog Textos para Reflexão&lt;br /&gt;
* [http://www.darwin200.org/] - Darwin 200, celebração dos 200 anos do nascimento de Darwin (em 2009) - Site em inglês&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rarrais</name></author>
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