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	<title>Cap. 3 – MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES - Revision history</title>
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	<subtitle>Revision history for this page on the wiki</subtitle>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Cap._3_%E2%80%93_MANIFESTA%C3%87%C3%95ES_INTELIGENTES&amp;diff=11343&amp;oldid=prev</id>
		<title>Pedroalex: Created page with &#039;&#039;&#039;&#039;65.&#039;&#039;&#039; Nada certamente nos revela, nesses fatos que acabamos de examinar, a intervenção de uma potência oculta. Esses efeitos poderiam ser perfeitamente explicados pela pos…&#039;</title>
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		<updated>2011-08-08T16:13:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;65.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Nada certamente nos revela, nesses fatos que acabamos de examinar, a intervenção de uma potência oculta. Esses efeitos poderiam ser perfeitamente explicados pela pos…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;65.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Nada certamente nos revela, nesses fatos que acabamos de examinar, a intervenção de uma potência oculta. Esses efeitos poderiam ser perfeitamente explicados pela possível ação de uma corrente elétrica ou magnética ou pela de um fluido qualquer. Foi essa, com efeito, a primeira solução proposta para esses fenômenos, e que realmente podia passar por muito lógica. E ele teria sem dúvida prevalecido, se outros fatos não viessem demonstrar a sua insuficiência. Esses novos fatos consistem na prova de inteligência dada pelos fenômenos. Ora, como todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente, tornou-se evidente que, mesmo admitindo-se a ação da eletricidade ou de qualquer outro fluido, havia a presença de outra causa. Qual seria? Qual era essa inteligência? Foi o que o prosseguimento das observações revelou.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;66.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Para que uma manifestação seja inteligente, não precisa ser convincente, espiritual ou sábia. Basta ser um ato livre e voluntário, revelando uma intenção ou correspondendo a um pensamento. Quando vemos um papagaio de papel agitar-se, sabemos que apenas obedece a um impulso do vento; mas se reconhecêssemos nos seus movimentos sinais intencionais, se girasse para a direita ou à esquerda, rápida ou lentamente, obedecendo às nossas ordens, teríamos de admitir, não que o papagaio tenha inteligência, mas que obedece a uma inteligência. Foi o que aconteceu com a mesa.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;67.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Vimos à mesa mover-se, elevar-se, dar pancadas sob a influência de um ou de vários médiuns. O primeiro efeito inteligente que se observou foi precisamente o de obediência às ordens dadas. Sem mudar de lugar, a mesa se erguia sobre os pés que lhes eram indicados. Depois, ao abaixar-se, dava um determinado número de pancadas para responder a uma pergunta. De outras vezes, sem o contato de ninguém, a mesa passeava sozinha pelo aposento, avançando para a direita ou à esquerda, para frente ou para trás e executando diversos movimentos que os assistentes ordenavam. É claro que afastamos qualquer suspeita de fraude, aceitando a perfeita lealdade dos assistentes, atestada por sua honorabilidade e absoluto desinteresse. Tratemos logo mais das fraudes contra as quais é prudente prevenir-se.(1)&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;68.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Por meio de pancada, e principalmente dos estalidos no interior da madeira, de que já tratamos, obtêm-se efeitos ainda mais inteligentes, como a imitação do rufar dos tambores, da fuzilaria de descarga por fila ou de pelotão, de canhoneiros, e também a do ruído de uma serra, das batidas de um martelo, dos ritmos de diversas músicas, etc. Todo um vasto campo, portanto, aberto à investigação. Observou-se que, se havia uma inteligência oculta, ela podia responder a perguntas. E realmente ela respondeu, por sim ou por não, segundo o número de pancadas convencionado. Sendo essas respostas de pouca significação, lembrou-se de estabelecer um sistema de pancadas correspondentes às letras do alfabeto, para a formação de palavras e de frases.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;69.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Repetidos à vontade por milhares de pessoas, em todos os países, esses fatos não podiam deixar dúvidas sobre a natureza inteligente das manifestações. Foi então que surgiu um novo sistema de interpretação, atribuindo a inteligência manifestante ao próprio médium, ao interrogante e mesmo aos assistentes. A dificuldade estava em explicar de que maneira essa inteligência podia refletir-se na mesa e traduzir-se por meio de pancadas. Verificando-se que os golpes não eram dados pelo médium, deviam ser dados pelo pensamento. Mas o pensamento dando pancadas seria um fenômeno ainda mais prodigioso do que todos os que se haviam observado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A experiência não tardou  demonstrar que essa opinião era inadmissível. Com efeito, as respostas se mostravam muito freqüentemente em completa oposição ao pensamento dos assistentes fora do alcance intelectual do médium e até mesmo em idiomas ignorados por ele ou relatando fatos desconhecidos de todos. São tão numerosos esses exemplos, que é quase impossível alguém se haver ocupado de comunicações espíritas sem os ter muitas vezes testemunhado. Citaremos apenas um, que nos foi relatado por uma testemunha ocular.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;70.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Num navio da marinha imperial Francesa, nos mares da China, toda a equipagem, dos marinheiros até o comando, ocupava-se das mesas falantes. Resolveram evocar o Espírito de um tenente do mesmo navio, morto há dois anos. Ele atendeu, e após diversas comunicações que espantaram a todos, disse o seguinte por meio de pancadas: “Peço-vos insistentemente que paguem ao capitão a soma de (indicou a quantia) que lhe devo e que lamento não ter podido pagar antes de morrer”. Ninguém sabia do fato. O próprio capitão se havia esquecido da dívida, que aliás era mínima. Mas, verificando nas suas contas, encontrou o registro da dívida do tenente, na exata importância indicada. Perguntamos: do pensamento de quem essa indicação podia ter sido refletida.(2)&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;71.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Aperfeiçoou-se essa arte de comunicação pelo sistema alfabético de pancadas, mas o meio era sempre muito moroso. Não obstante, obtiveram-se algumas de certa extensão, assim como interessantes revelações sobre o mundo dos Espíritos. Desse meio surgiram outros, e assim se chegou ao de comunicações escritas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras comunicações desse gênero foram obtidas por meio de uma pequena e leve mesa a que se adaptava um lápis, colocando-a sobre uma folha de papel. Movimentada sob a influência do médium, essa mesinha começou traçando algumas letras, e depois escreveu palavras e fases. Esse processo foi gradualmente simplificado com a utilização de mesas ainda menores, feitas especialmente, do tamanho da mão, a seguir de cestinhas, de caixas de papelão, e por fim de simples pranchetas(3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escrita era tão fluente, rápida e fácil como a manual, mas reconheceu-se mais tarde que todos esses objetos serviam apenas de apêndices da mão, verdadeiros porta-lápis, que podiam ser dispensados. De fato, a própria mão do médium, impulsionada de maneira involuntária, escrevia sob a influência do espírita, sem o concurso da vontade ou do pensamento daquele. Desde então as comunicações de além-túmulo não têm mais dificuldades do que a correspondência habitual entre os vivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltaremos a tratar desses diferentes meios, para explicá-los com detalhes. Fizemos um rápido esboço para mostrar a sucessão dos fatos que levaram à constatação da interferência, nesses fenômenos, de inteligências ocultas, ou seja, dos espíritos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Notas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) O problema das fraudes, que tanta celeuma provoca ainda hoje, decorre apenas da falta de observação criteriosa do processo de desenvolvimento dos fenômenos. Numa sessão preparada segundo as indicações de Kardec e realizada por pessoas sérias, os próprios resultados demonstram a impossibilidade de fraudes e ilusões. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(2) O problema do inconsciente deu margem no passado, e continua a dá-la ainda hoje, a numerosas hipóteses fantásticas sobre a possibilidade de serem essas transmissões. Mas os fatos são mais complicados do que o citado acima e essas hipóteses não abrangem a todos. As pesquisas parapsicológicas atuais, longe de beneficiarem essas hipóteses fantásticas, como querem os adversários do Espiritismo, vêm confirmando progressivamente a explicação espírita. O estudante deve precaver-se contra os explicadores tendenciosos e prosseguir seriamente o estudo para obter respostas mais positivas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(3) Esse desenvolvimento gradual do processo de psicografia representa um dos episódios mais significativos da Ciência Espírita, mostrando a naturalidade do fenômeno. A prancheta, como se vê não é mais do que uma miniatura da mesa-girante, conservando-se assim a forma do instrumento primitivo através da evolução para a escrita manual. O aparecimento da cesta e da caixa de papelão assinala o momento de transição dos meios materiais para o meio psíquico. Aliás, o fenômeno da psicologia é reconhecido pela Psicologia como escrita automática, estudado principalmente por Pierre Janet. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parte 2 – MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS==&lt;br /&gt;
[[Cap. 1 – AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA|Cap. 1]], [[Cap. 2 – MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E MESAS GIRANTES|Cap. 2]], [[Cap. 3 – MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES|Cap. 3]], [[Cap. 4 – TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS|Cap. 4]], [[Cap. 5 – MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS|Cap. 5]], [[Cap. 6 – MANIFESTAÇÕES VISUAIS|Cap. 6]], [[Cap. 7 – BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO|Cap. 7]], [[Cap. 8 – LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL|Cap. 8]], [[Cap. 9 – LOCAIS ASSOMBRADOS|Cap. 9]], [[Cap. 10 – NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES|Cap. 10]], [[Cap. 11 – SEMATOLOGIA E TIPTOLOGIA|Cap. 11]], [[Cap. 12 – PNEUMATOGRAFIA OU ESCRITA DIRETA – PNEUMATOFONIA|Cap. 12]], [[Cap. 13 – PSICOGRAFIA|Cap. 13]], [[Cap. 14 – OS MÉDIUNS|Cap. 14]], [[Cap. 15 – MÉDIUNS ESCREVENTES OU PSICÓGRAFOS|Cap. 15]], [[Cap. 16 – MÉDIUNS ESPECIAIS|Cap. 16]], [[Cap. 17 – FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS|Cap. 17]], [[Cap. 18 – INCONVENIENTES E PERIGOS DA MEDIUNIDADE|Cap. 18]], [[Cap. 19 – PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES|Cap. 19]], [[Cap. 20 – INFLUÊNCIA MORAL DOS MÉDIUNS|Cap. 20]], [[Cap. 21 – INFLUÊNCIA DO MEIO|Cap. 21]], [[Cap. 22 – DA MEDIUNIDADE NOS ANIMAIS|Cap. 22]], [[Cap. 23 – DA OBSESSÃO|Cap. 23]], [[Cap. 24 – IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS|Cap. 24]], [[Cap. 25 – DAS EVOCAÇÕES|Cap. 25]], [[Cap. 26 – PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER|Cap. 26]], [[Cap. 27 – CONTRADIÇÕES E MISTIFICAÇÕES|Cap. 27]], [[Cap. 28 – CHARLATANISMO E PRESTIDIGITAÇÃO|Cap. 28]], [[Cap. 29 – REUNIÕES E SOCIEDADES|Cap. 29]], [[Cap. 30 – REGULAMENTO|Cap. 30]], [[Cap. 31 – DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS|Cap. 31]], [[Cap. 32 – VOCABULÁRIO ESPÍRITA|Cap. 32]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedroalex</name></author>
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