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	<title>Cap. 4 – TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS - Revision history</title>
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		<title>Pedroalex at 16:46, 8 August 2011</title>
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&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;:13. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Se bem compreendemos o que disseste, o princípio vital provém do fluido universal. O Espírito tira desse fluido o envoltório semimaterial do seu perispírito, e é por meio desse fluido que ele age sobre a matéria inerte. É isso?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;diff-marker&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f8f9fa; color: #202122; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #eaecf0; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;:13. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Se bem compreendemos o que disseste, o princípio vital provém do fluido universal. O Espírito tira desse fluido o envoltório semimaterial do seu perispírito, e é por meio desse fluido que ele age sobre a matéria inerte. É isso?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;

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		<author><name>Pedroalex</name></author>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Cap._4_%E2%80%93_TEORIA_DAS_MANIFESTA%C3%87%C3%95ES_F%C3%8DSICAS&amp;diff=11344&amp;oldid=prev</id>
		<title>Pedroalex: Created page with &#039;==Movimentos de Suspensão - Ruídos - Aumento e Diminuição de Peso dos Corpos==  &#039;&#039;&#039;72.&#039;&#039;&#039; Demonstrada a existência dos Espíritos, pelo raciocínio e pelos fatos, e a possib…&#039;</title>
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		<updated>2011-08-08T16:44:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;==Movimentos de Suspensão - Ruídos - Aumento e Diminuição de Peso dos Corpos==  &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;72.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Demonstrada a existência dos Espíritos, pelo raciocínio e pelos fatos, e a possib…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;==Movimentos de Suspensão - Ruídos - Aumento e Diminuição de Peso dos Corpos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;72.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Demonstrada a existência dos Espíritos, pelo raciocínio e pelos fatos, e a possibilidade de agirem sobre a matéria, devemos agora saber como se efetua essa operação e como eles agem para mover as mesas e outros corpos inertes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pensamento que naturalmente nos ocorre é aquele que tivemos. Como os Espíritos o contestaram e nos deram uma explicação inteiramente diversa, que não podíamos esperar, é evidente que sua teoria não provinha de nós. Ora, a idéia que tivemos, todos a podiam ter, como nós. Quanto à teoria dos Espíritos , não acreditamos que pudesse jamais ocorrer a alguém. Facilmente se reconhecerá quanto é superior a nossa, embora mais simples, porque oferece a solução de numerosos outros fatos que não tinham uma explicação satisfatória.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;73.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; O conhecimento da natureza dos Espíritos, de sua forma humana, das propriedades semimateriais do perispírito, da ação mecânica que podem exercer sobre a matéria, e o fato de nas aparições as mãos fluídicas e até mesmo tangíveis pegarem objetos e os carregarem, naturalmente nos faziam crer que o Espírito se servisse das mãos para girar a mesa e que a erguesse pelos braços. Mas, nesse caso, qual a necessidade de médiuns? O Espírito não poderia agir sozinho? Porque o médium que freqüentemente pousa as mãos na mesa em sentido contrário ao do movimento, ou mesmo nem chega a pousá-las, não pode evidentemente ajudar o Espírito por ação muscular. Ouçamos primeiro os Espíritos que interrogamos a respeito.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;74.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; As respostas seguintes nos foram dadas pelo Espírito São Luís e depois confirmadas por muitos outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:1. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;O fluido universal é uma emanação da Divindade?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::—  Não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:2. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;É uma criação da Divindade?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::—  Tudo foi criado, exceto Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:3. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;O fluido universal é o próprio elemento universal?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Sim, é o princípio elementar de todas as coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:4. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Tem alguma relação com o fluido elétrico, cujos efeitos conhecemos?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::—  É o seu elemento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:5. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Como o fluido universal se nos apresenta na sua maior simplicidade?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Para encontrá-lo na simplicidade absoluta seria preciso remontar aos Espíritos puros. No vosso mundo ele esta sempre mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que vos rodeia. Podeis dizer, entretanto, que ele mais se aproxima dessa simplicidade no fluido que chamais fluido magnético animal(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:6. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Afirmou-se que o fluido universal é a fonte da vida; seria ao mesmo tempo a fonte da inteligência?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Não; esse fluido só anima a matéria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:7. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Sendo esse fluido que forma o perispírito, parece encontrar-se nele numa espécie de condensação que de certa maneira o aproxima da matéria propriamente dita?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— De certa maneira, dizeis bem, porque ele não possui todas as propriedades da matéria e a sua condensação é maior ou menor segundo a natureza dos mundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:8. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Como um Espírito pode mover um corpo sólido?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Combinando uma porção de fluido universal com o fluido que desprende do médium apropriado a esses efeitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:9. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Os Espíritos erguem a mesa com a ajuda dos braços, de alguma maneira solidificada?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Esta resposta não te dará ainda o que desejas. Quando uma mesa se move é porque o Espírito evocado tirou do fluido universal o que anima essa mesa de uma vida factícia. Assim preparada, o Espírito a atrai e a movimenta, sob a influência do seu próprio fluido, emitido pela sua vontade. Quando a massa que deseja mover é muito pesada para ele, pede a ajuda de outros Espíritos da sua mesma condição. Por sua natureza etérea, o Espírito da sua mesma condição. Por sua natureza etérea, o Espírito propriamente dito não pode agir sobre a matéria grosseira sem intermediário, ou seja, sem o liame que o liga à matéria. Esse liame, que chamas perispírito, oferece a chave de todos os fenômenos espíritas materiais. Creio me haver explicado com bastante clareza para fazer-me compreender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Nota de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;#039;&amp;#039;Chamamos a atenção para a primeira frase: “Esta resposta não te dará ainda o que desejas” . O Espírito compreendera perfeitamente que todas as questões anteriores só tinham por fim chegar a essa. E se refere ao nosso pensamento, que esperava, com efeito, outra resposta, que confirmasse a nossa idéia sobre a maneira por que o Espírito movimenta as mesas.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:10. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Os Espíritos que ele chama para ajudá-lo são inferiores a ele? Estão sob as suas ordens?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Quase sempre são seus iguais e acodem espontaneamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:11. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Os Espíritos que produzem esses efeitos são sempre inferiores, ainda não suficientemente livres das influencias materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:12. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Compreendemos que os Espíritos superiores não se ocupem dessas coisas, mas perguntamos se, sendo mais desmaterializados., teriam o poder de fazê-lo, se o quisessem?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Eles possuem a força moral, como os outros possuem a força física. Quando necessitam desta última, servem-se dos que a possuem. Já não dissemos que eles se servem dos Espíritos inferiores como vós dos carregadores?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Nota de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; – &amp;#039;&amp;#039;A densidade do perispírito, se assim se pode dizer, varia de acordo com a natureza dos mundos, como já foi ensinado. (O Livro dos Espíritos, nº 94 e 187). Parece variar também no mesmo mundo, segundo os indivíduos. Nos Espíritos moralmente adiantados ele é mais sutil e se aproxima do perispírito das entidades elevadas; nos Espíritos inferiores aproxima-se da matéria e é isso que determina a persistência das ilusões da vida terrena nas entidades de baixa categoria, que pensam e agem como se ainda estivessem na vida física, tendo os mesmos desejos e quase poderíamos dizer a mesma sensualidade. Essa densidade maior do perispírito, estabelecendo maior afinidade com a matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos para as manifestações físicas. È por essa razão que um homem refinado, habituado aos trabalhos intelectuais, de corpo frágil e delicado, não pode.erguer pesados fardos como um carregador. A matéria de seu corpo é de alguma maneira menos compacta, os órgãos são menos resistentes, o fluido nervoso menos intenso. O perispírito é para o Espírito o que o corpo é para o homem. Sua densidade esta na razão da inferioridade do espírito. Essa densidade, portanto, substitui nele a força muscular, dando-lhe maior poder sobre os fluidos necessários às manifestações do que o possuem os de natureza mais etérea. Se um Espírito elevado quer produzir esses efeitos, faz o que fazem entre nós os homens refinados: incumbe disso um Espírito carregador&amp;#039;&amp;#039;(2).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:13. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Se bem compreendemos o que disseste, o princípio vital provém do fluido universal. O Espírito tira desse fluido o envoltório semimaterial do seu perispírito, e é por meio desse fluido que ele age sobre a matéria inerte. É isso?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Sim, quer dizer que ele anima a matéria de uma vida factícia, artificial: a matéria se impregna de vida animal. A mesa que se move sob as vossas mãos vive como um animal e obedece por si mesma ao ser inteligente. Não é o Espírito que a empurra como se fosse um fardo. Quando ela se eleva, não é o Espírito que a ergue com os braços; é a mesa animada que obedece à impulsão dada pelo Espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:14. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Qual o papel do médium nesse fenômeno?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Eu já disse que o fluido próprio do médium se combina com o fluido universal do Espírito. É necessária a união de ambos, do fluido animalizado e do fluido universal, para dar a vida à mesa. Mas não se deve esquecer que essa vida é apenas momentânea, extinguindo-se com a mesma ação, e muitas vezes antes que a ação termine, quando a quantidade de fluido já não é mais suficiente para animar a mesa(2)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:15. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;O Espírito pode agir sem o concurso do médium?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Pode agir à revelia do médium. Isso quer dizer que muitas pessoas ajudam os Espíritos na realização de certos fenômenos, sem o saberem. O Espírito tira dessas pessoas, como de uma fonte, o fluido animal de que necessita. È dessa maneira que o concurso de um médium, como o entendes, nem sempre é necessário, o que acontece sobretudo nos fenômenos espontâneos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:16. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;A mesa animada age com inteligência? Pensa?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— É como o bastão com que fazes um sinal inteligente a alguém. Não pensa, mas a vitalidade de que esta animado lhe permite obedecer ao impulso de uma inteligência. É bom saber que a mesa em movimento não se torna Espírito e não tem pensamento nem vontade(3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Nota de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;#039;&amp;#039;Servimo-nos freqüentemente de uma expressão semelhante na linguagem usual: de uma roda que gira com velocidade dizemos que está animada de um movimento rápido.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:17. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Qual a causa preponderante na produção deste fenômeno: o Espírito ou o fluido?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— O Espírito é a causa e o fluido é o seu instrumento: ambos são necessários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:18. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Qual o papel da vontade do médium?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Chamar os Espíritos e ajudá-los a impulsionar os fluidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::18a. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;É indispensável à vontade do médium?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::— Ela aumenta a potência, mas nem sempre é necessária, desde que pode haver o movimento, malgrado ou contra a vontade do médium, o que é uma prova da existência de uma causa independente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:::Observação – Nem sempre é necessário o contato das mãos para mover um objeto. Ele basta, quase sempre, para dar o primeiro impulso. Iniciado o movimento, o objeto pode obedecer à vontade sem contato material. Isto depende da potencia mediúnica ou da natureza dos Espíritos. Aliás, o primeiro contato nem sempre é necessário: temos a prova disso nos movimentos e deslocamentos espontâneos, que ninguém pensou em provocar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:19. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Por que motivos não podem todos produzir o mesmo efeito e todos os médiuns não tem a mesma potencia?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Isso depende do organismo e da maior ou menor facilidade na combinação dos fluidos, e ainda da maior ou menor simpatia do médium com os Espíritos que nele encontram a  potencia fluídica necessária. Esta potencia, como a dos magnetizadores, é maior ou menor. Encontramos, nesse caso, pessoas inteiramente refratárias, outras em que a combinação só se verifica pelo esforço da sua própria vontade, e outras, enfim, em que ela se dá tão natural e facilmente que nem a percebem, servindo de instrumentos sem o saberem, como já dissemos. (ver a seguir, o capítulo sobre as manifestações espontâneas)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Nota de Kardec&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: – &amp;#039;&amp;#039;O magnetismo é, não há dúvida, o princípio desses fenômenos, mas não como geralmente se pensa. Temos a prova disso na existência de poderosos magnetizadores que não movimentam uma mesinha de centro, e de pessoas que não sabem magnetizar, até mesmo crianças, que bastam pousar os dedos numa mesa pesada para que ela se agite. Logo, se a potencia mediúnica não depende da magnética, é que tem outra causa&amp;#039;&amp;#039;.(4)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:20.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; As pessoas ditas elétricas podem ser consideradas médiuns?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Essas pessoas tiram de si mesmas o fluido necessário à produção dos fenômenos e podem agir sem auxilio dos Espíritos. Não são propriamente médiuns, no sentido exato da palavra. Mas pode ser também que um Espírito as assista e aproveite as suas disposições naturais(5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Nota de Kardec&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;: &amp;#039;&amp;#039;– Essas pessoas seriam como os sonâmbulos, que podem agir com ou sem o auxilio dos Espíritos.&amp;#039;&amp;#039; (ver no capítulo XIV, Os Médiuns, a parte relativa aos sonâmbulos)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:21. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Ao mover os corpos sólidos, os Espíritos penetram na substância dos mesmos ou permanecem fora dela?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Fazem uma coisa e outra. Já dissemos que a matéria não é obstáculo para os Espíritos, que tudo penetram. Uma porção do seu perispírito se identifica, por assim dizer, com o objeto em que penetra?(6)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:22. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Como o Espírito bate? Com um objeto material?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Não, como não usa os braços para erguer a mesa. Sabes que ele não dispõe de martelos. Seu martelo é o fluido combinado que ele põe em ação, pela sua vontade, para mover ou bater. Quando move, a luz vos transmite a visão do movimento; quando bate, o ar vos transmite o som.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:23. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Concebemos isso quando se trata de um corpo duro. Mas, como pode nos fazer ouvir ruídos ou sons através do ar?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Desde que age sobre a matéria, pode agir tanto sobre o ar como sobre a mesa. Quanto aos sons articulados, pode imitá-los como a todos os demais ruídos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:24. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Dizes que o espírito não usa as mãos para mover a mesa, mas em certas manifestações apareceram mãos a dedilharem teclados, movimentando as teclas e produzindo sons. Não pareceria, nesse caso, que as teclas eram movimentadas pelos dedos? E a pressão dos dedos não é também direta e real, quando a sentimos em nós mesmos, quando essas mãos deixam marcas na pele?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Não poderias compreender a natureza dos Espíritos e sua maneira de agir por meio dessas comparações, que dão apenas uma idéia incompleta. É um erro querer sempre assemelhar às vossas, as maneiras deles procederem. Os processos dos Espíritos devem estar em relação com a sua organização. Já não dissemos que o fluido do perispírito penetra na matéria e se identifica com ela, dando-lhe uma vida factícia? Pois bem, quando o Espírito movimenta as teclas com os dedos ele o faz realmente. Mas não é pela força muscular que faz a pressão. Ele anima a tecla, como faz com a mesa, e a tecla obedece e vibra a corda. Neste caso também ocorre um fato de difícil compreensão para vós. É que certos Espíritos são ainda tão atrasados e de tal forma materiais, em comparação com os Espíritos elevados, que conservam as ilusões da vida terrena e julgam agir como quando estavam no corpo. Não percebem a verdadeira causa dos efeitos que produzem, como um pobre homem não compreende a teoria dos dons que pronuncia. Se perguntares como tocam o piano, dirão que com os dedos, pois assim crêem fazer. Produzem o efeito de maneira instintiva, sem o saberem, e não obstante pela sua vontade. Quando falam e se fazem ouvir, é a mesma coisa.     &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Nota de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;#039;&amp;#039;Compreende-se, assim, que os Espíritos podem fazer tudo quanto fazemos, mas pelos meios correspondentes ao seu organismo. Algumas forças que lhes são próprias substituem os nossos músculos, da mesma maneira que a mímica substitui, nos mudos, a palavra que lhes falta.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:25. &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Entre os fenômenos citados como provas da ação de uma potência oculta, há os que são evidentemente contrários a todas as leis conhecidas da Natureza. A dúvida, então, não parece justa?&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::— Acontece que o homem está longe de conhecer todas as leis da Natureza: se as conhecesse, seria Espírito superior. Cada dia, entretanto, oferece um desmentido aos que tudo pensam saber pretendendo impor limites à Natureza, e nem por isso eles se mostram menos orgulhosos. Desvendando incessantemente novos mistérios, Deus adverte ao homem que deve desconfiar das suas próprias luzes, pois chegará um dia em que a ciência do mais sábios será confundida. Não vê todos os dias os exemplos de corpos dotados de movimento capazes de superar a força de gravitação? À bala de um canhão não supera momentaneamente essa força? &amp;quot;Pobres homens que vos considerais tão sábios, cuja tola vaidade é a todo instante confundida, sabei que sois ainda muito pequeninos&amp;quot;!&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;75.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Essas explicações são claras, categorias, sem ambigüidades. Delas ressalta o ponto capital de que os fluidos universais, que encerra o princípio da vida, é o agente principal das manifestações e que esse agente recebe seu impulso do Espírito, quer seja encarnado ou errante. O fluido condensado constitui o perispírito ou invólucro semi-material do Espírito(7)  Na encarnação, o perispírito está ligado à matéria do corpo; na erraticidade está livre. Quando o Espírito está encarnado, a substância do perispírito está mais ou menos fundida com a matéria corpórea, mais ou menos colada a ela, se assim podemos dizer.(8) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas pessoas há uma espécie de emanação desse fluido, em conseqüência de condições especiais de sua organização, e é disso, propriamente falando,que resultam os médiuns de efeitos físicos. A emissão do fluido animalizado pode ser mais ou menos abundante e sua combinação mais ou menos fácil, e daí os médiuns mais ou menos possantes. Mas essa emissão não é permanente, o que explica a intermitência da força.(9)&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;76.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Façamos uma comparação. Quando queremos atingir alguma coisa situada à distância de nós, é pelo pensamento que o tentamos, mas o pensamento sozinho não poderia realizar o nosso intento. Precisamos de um instrumento que o pensamento dirigirá: um bastão, um projétil, um assopro, etc. Note-se ainda que o pensamento não age diretamente sobre o bastão, que precisamos pegar. A inteligência, que é o próprio Espírito encarnado em nosso corpo, está unida ao corpo pelo perispírito e não pode agir sobre o corpo sem perispírito, da mesma maneira que não pode agir sobre o bastão sem o corpo. Assim, ela age sobre o perispírito, que é a substância com que tem mais afinidade, o perispírito age sobre os músculos, estes fazem a mão pegar o bastão e o bastão atinge o alvo. Quando o Espírito não está encarnado necessita de um instrumento que não pertence ao seu organismo: esse instrumento é o fluido, com o auxílio do qual torna o objeto apropriado a realizar o impulso da sua vontade&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;77.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Quando, pois, um objeto é movido, erguido ou atirado no ar, o Espírito não o pegou, não o ergueu nem o atirou como nós o fazemos com as mãos. Ele o saturou, por assim dizer, como o seu fluido, combinado com o do médium. O objeto, assim momentaneamente vivificado, age como um ser vivo, com a diferença de não ter vontade própria e obedecer ao impulso da vontade do Espírito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, o fluido vital, dirigido pelo Espírito, dá uma vida artificial e momentânea aos corpos inertes. Sendo o perispírito formado por esse fluido, segue-se que o Espírito encarnado, por meio do seu perispírito, é quem dá vida ao corpo, mantendo-se unido a ele enquanto o organismo o permite. Quando ele se retira, o corpo morre. Então, se em lugar de uma mesa fizéssemos uma estátua de madeira, teríamos, sob a ação mediúnica, uma estátua que se moveria e daria pancadas, respondendo às nossas perguntas. Numa palavra: teríamos uma estátua animada por uma vida artificial. E como se diz mesas falantes, também se poderiam dizer estátuas falantes. Quanta luz lança esta teoria sobre uma infinidade de fenômenos até agora inexplicáveis! Quantas alegorias e efeitos misteriosos vêm explicar!(10)&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;78.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Os incrédulos objetam, apesar de tudo, que o levantamento das mesas sem apoio é impossível, por contratar a lei da gravitação. Responderemos, primeiro, que a negação não é uma prova; depois, que existindo o fato, estranhamente contrário a todas as leis conhecidas, isso apenas provaria que ele se apóia em alguma lei desconhecida, pois os negadores não podem ter a pretensão de conhecer todas as leis da Natureza. Explicamos essa lei, mas isso não basta para que eles a aceitem, pois a explicação é dada por Espíritos que deixaram as vestes terrenas, em lugar daqueles que ainda as têm e envergam o fardão da Academia. Dessa maneira, se o Espírito de Arago, em vida, lhes tivesse dado essa lei, eles a aceitariam de olhos fechados, mas dada pelo mesmo Espírito, depois da morte, é apenas uma utopia. E isso por que? Porque a morte de Arago é para eles absoluta. Não temos a pretensão de dissuadi-los disso, mas com esta objeção poderia embaraçar algumas pessoas, tentaremos respondê-las do seu mesmo ponto de vista, ou seja, fazendo abstração, por um instante, da teoria da animação factícia.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;79.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Quando se faz o vácuo na campânula da máquina pneumática é impossível erguê-la, tal a força de adesão que lhe dá a pressão do ar sobre ela. Deixando-se entrar o ar, a campânula se eleva com a maior facilidade, porque o ar debaixo contrabalança o de cima. Entretanto, abandonada a si mesma, permanecerá no prato em virtude da lei da gravitação. Comprima-se, porém, o ar interior, dando-lhe uma densidade maior que o de cima, e a campânula se levantará apesar da gravitação. Se a corrente de ar for rápida e violenta, ela poderá manter-se no espaço sem nenhum apoio visível, como os bonecos que giram sobre os jatos de um repuxo. Por que, pois, o fluido universal, que é o elemento básico de toda a matéria, acumulando-se em torno da mesa, não teria a propriedade de aumentar ou diminuir o seu peso específico relativo, como faz o ar com a campânula, o hidrogênio com os balões, sem que fique derrogada a lei da gravitação? Conheceis todas as propriedades e toda a força desse fluido? Não. E então? Como negar um fato que não podeis explicar?&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;80.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Voltemos à teoria do movimento da mesa. Se um Espírito pode erguer uma mesa pelo meio indicado, pode erguer qualquer outra coisa: uma poltrona, por exemplo. E se pode erguer esta poderá também erguê-la com uma pessoa sentada, havendo força suficiente. Eis, pois, a explicação desse fenômeno, cem vezes produzido pelo sr. Home, consigo mesmo e com outras pessoas. Ele o repetiu durante uma viagem recente a Londres, e para provar que os assistentes não eram vítimas de uma ilusão de óptica, fez no teto um sinal a lápis e deixou que passassem por baixo dele. Sabe-se que o sr. Home é um potente médium de efeitos físicos. Nesse caso, ele era a causa eficiente e o objeto(11)&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;81.&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; Tratamos há pouco do possível aumento de peso. É um fenômeno que às vezes se produz e não tem nada de mais anormal do que a prodigiosa resistência da campânula sob a pressão da coluna atmosférica. Sob a influência de certos médiuns, objetos muito leves oferecido à mesma resistência, cedendo de repente ao menor esforço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na experiência da campânula, ela realmente não pesa mais nem menos que o seu peso normal, mas parece mais pesada por efeito da causa exterior que a pressiona. O mesmo provavelmente, acontece com a mesa. Ela tem sempre o seu peso natural, pois a sua massa não foi aumentada, mas uma força exterior se opõe ao seu movimento, e essa causa pode estar nos fluidos ambientes que a penetram, como a da campânula está na pressão atmosférica. Faça-se a experiência da campânula diante de um homem ignorante: não compreendendo que o agente é o ar, que ele não vê, será fácil persuadi-lo que se trata do Diabo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez se diga que o fluido, sendo imponderável, sua acumulação não poderá aumentar o peso de um objeto. De acordo. Mas é preciso notar que só nos servimos da palavra acumulação com finalidade  comparativa e não para identificação do fluido com o ar. Ele é imponderável, seja; mas a verdade é que nada o prova, sua natureza íntima nos é desconhecida e estamos longe de conhecer todas as suas propriedades. Antes de conhecer o peso do ar, ninguém podia suspeitar dos efeitos desse peso. A eletricidade é também classificada entre os fluidos imponderáveis. No entanto, um corpo pode ser fixado por uma corrente elétrica e resistir fortemente a quem pretender erguê-lo. Aparentemente, portanto, torna-se mais pesado. Do fato de não se ver o suporte, seria ilógico concluir que ele não existe. O Espírito pode, pois, ter alavancas que desconhecemos. A Natureza nos prova diariamente que o seu poder não se limita ao testemunho dos nossos sentidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se pode explicar senão por uma causa semelhante o estranho fenômeno, de que há tantos exemplos, de um jovem débil e delicado erguer com dois dedos, sem esforço e como uma pena, um homem forte e robusto com a cadeira em que se assenta. E as intermitências da faculdade provam que a sua causa é estranha à pessoa que a possui.(12)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Notas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) As teorias científicas atuais, no campo da Fisiologia e da Psicologia, tentam negar a existência do fluido magnético. A palavra fluido tornou-se uma heresia científica. Mas o Espiritismo a conserva e já agora estamos vendo a sua volta ao campo científico sob outras formas, como na teoria física de campo, nos elétrons livres e assim por diante. (N. do T.)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(2) Isto explica as interrupções inesperadas de comunicações. A falta de fluido faz a mesa cessar de mover-se, como se o Espírito comunicante se houvesse ausentado. (N. do T.)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
(3) O bastão, como apêndice da mão, é animado facticiamente por esta. Lançado ao chão, não tem vida, não dá mais qualquer sinal inteligente. No mundo espiritual os objetos são de outra natureza. A mão pode pegar um bastão e movimentá-lo, mas o pensamento não pode fazer assim. Misturando o fluido animal do médium com o fluido universal do Espírito, temos um pouco da natureza humana e um pouco da espiritual, formando um elemento intermediário. Impregnada a mesa com esse elemento, o fluido material se liga à madeira e o fluido espiritual fica ligado ao pensamento do Espírito. Essa, ao que parece, a mecânica da levitação e essa a natureza do ectoplasma. Os parapsicólogos Wathely Carington e G. S. Soal, em sessão realizada na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, obtiveram o fenômeno de voz-direta, com levitação do megafone. A comunicação foi interrompida em meio, sem que eles pudessem explicar o motivo. Como vemos nestas explicações, deve ter sido a falta de fluido ectoplásmico. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(4) Ver o nº 131, cap. VIII da II Parte, e o substituto Médiuns Curadores, do cap. XIV, sobre Os Médiuns. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(5) Ainda hoje se tenta negar a mediunidade alegando a existência dessas pessoas. Como se vê o Espiritismo distingue perfeitamente a ação pessoal ou anímica dessas criaturas da ação impessoal dos médiuns. A sra. Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, era uma dessas pessoas e quis negar a ação mediúnica nos fenômenos físicos, em virtude da sua capacidade de produzi-los. O animismo, como demonstrou Ernesto Bozzano (ver Animismo ou Espiritismo), e como hoje admite o parapsicólogo Rhine (ver O Novo Mundo da Mente) prova a existência do Espírito no homem ou de um elemento não físico, que supera as condições orgânicas. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(6)  Da mesma maneira que nossa mão penetra num tubo para erguê-lo ou pega numa vara para sacudi-la. Não esquecer que o perispírito é o corpo espiritual. O Espírito faz aí uma comparação para dar-nos a explicação possível. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(7) A teoria da condensação do fluido foi posta em ridículo por muitas pessoas, e ainda hoje o é. Mas convém assinalar que essa teoria é precisamente a da física atômica de hoje, para explicar a formação da matéria, que se dá pela condensação da energia. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(8) Preferimos as palavras fundida e colada, em substituição às palavras ligada e ardente, usadas literalmente em várias traduções, porque aquelas nos parecem corresponder melhor, em nossa língua, ao sentido real do texto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(9) Esta teoria da emanação e da emissão do fluido animalizado ou fluido perispirítico do médium, e de sua combinação mais ou menos fácil com o fluido universal do Espírito, para a produção dos fenômenos de efeitos e conseqüentemente de materializações, exige atenção do leitor, para bem compreender o desenvolvimento dos fenômenos. A última é de grande importância para explicar as intermitências das funções mediúnicas, cuja causa é muitas vezes orgânica e se costuma atribuir a motivos morais. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(10) As estátuas falantes de Kardec não são uma hipótese fantástica, bastando lembra-se às materializações em miniatura, os megafones das experiências de voz direta, as ideoplastias falantes das experiências de Imola, na Itália, além do fenômeno clássico das mesas. O sr. AP. Sinnet, teósofo de renome, relata em seu livro Incidente da Vida da Sra. Blavatsky o fato curioso de um lustre de cristal, em forma de aranha, do Palácio do Metropolita de Moscou, que se desprendeu do teto e andou no ar, como se fosse vivo, numa visita de Blavatsky ao prelado. (N. do T.)        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(11) Daniel Douglas Home, famoso médium inglês que realizava especialmente fenômenos de levitação e foi estudado pelo físico sir William Crookes. A causa eficiente é uma das causas da classificação de Aristóteles e corresponde à que se relaciona diretamente com o efeito, produzindo-o. No caso, Home era a causa eficiente, porque produzia o fenômeno, e era o objeto porque estava levitado. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(12)  A faculdade mediúnica está sujeita a intermitências e variações que mostram a sua independência da vontade pessoal do médium. Essa independência poderia ser determinada por condições orgânicas ou psíquicas, como Kardec já acentuou, mas acusam também, em muitas ocasiões, a participação ou não de inteligência estranhas ao médium, sem as quais ele não consegue a produção dos fenômenos de maneira satisfatória. É o que se verá na seqüência deste livro. (N. do T.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parte 2 – MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS==&lt;br /&gt;
[[Cap. 1 – AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA|Cap. 1]], [[Cap. 2 – MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E MESAS GIRANTES|Cap. 2]], [[Cap. 3 – MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES|Cap. 3]], [[Cap. 4 – TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS|Cap. 4]], [[Cap. 5 – MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS|Cap. 5]], [[Cap. 6 – MANIFESTAÇÕES VISUAIS|Cap. 6]], [[Cap. 7 – BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO|Cap. 7]], [[Cap. 8 – LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL|Cap. 8]], [[Cap. 9 – LOCAIS ASSOMBRADOS|Cap. 9]], [[Cap. 10 – NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES|Cap. 10]], [[Cap. 11 – SEMATOLOGIA E TIPTOLOGIA|Cap. 11]], [[Cap. 12 – PNEUMATOGRAFIA OU ESCRITA DIRETA – PNEUMATOFONIA|Cap. 12]], [[Cap. 13 – PSICOGRAFIA|Cap. 13]], [[Cap. 14 – OS MÉDIUNS|Cap. 14]], [[Cap. 15 – MÉDIUNS ESCREVENTES OU PSICÓGRAFOS|Cap. 15]], [[Cap. 16 – MÉDIUNS ESPECIAIS|Cap. 16]], [[Cap. 17 – FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS|Cap. 17]], [[Cap. 18 – INCONVENIENTES E PERIGOS DA MEDIUNIDADE|Cap. 18]], [[Cap. 19 – PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES|Cap. 19]], [[Cap. 20 – INFLUÊNCIA MORAL DOS MÉDIUNS|Cap. 20]], [[Cap. 21 – INFLUÊNCIA DO MEIO|Cap. 21]], [[Cap. 22 – DA MEDIUNIDADE NOS ANIMAIS|Cap. 22]], [[Cap. 23 – DA OBSESSÃO|Cap. 23]], [[Cap. 24 – IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS|Cap. 24]], [[Cap. 25 – DAS EVOCAÇÕES|Cap. 25]], [[Cap. 26 – PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER|Cap. 26]], [[Cap. 27 – CONTRADIÇÕES E MISTIFICAÇÕES|Cap. 27]], [[Cap. 28 – CHARLATANISMO E PRESTIDIGITAÇÃO|Cap. 28]], [[Cap. 29 – REUNIÕES E SOCIEDADES|Cap. 29]], [[Cap. 30 – REGULAMENTO|Cap. 30]], [[Cap. 31 – DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS|Cap. 31]], [[Cap. 32 – VOCABULÁRIO ESPÍRITA|Cap. 32]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedroalex</name></author>
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