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	<title>III – O Bem e o Mal - Revision history</title>
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	<updated>2026-10-24T18:24:49Z</updated>
	<subtitle>Revision history for this page on the wiki</subtitle>
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		<id>https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=III_%E2%80%93_O_Bem_e_o_Mal&amp;diff=7443&amp;oldid=prev</id>
		<title>Rfranzen: Created page with &#039;== 629. Que definição se pode dar à moral? == :A moral e a regra da boa conduta e, portanto, da distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da lei de Deus. O hom…&#039;</title>
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		<updated>2010-11-22T16:23:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;== 629. Que definição se pode dar à moral? == :A moral e a regra da boa conduta e, portanto, da distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da lei de Deus. O hom…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;== 629. Que definição se pode dar à moral? ==&lt;br /&gt;
:A moral e a regra da boa conduta e, portanto, da distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da lei de Deus. O homem se conduz bem quando faz tudo tendo em vista o bem e para o bem de todos, porque então observa a lei de Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 630. Como se pode distinguir o bem do mal? ==&lt;br /&gt;
:O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus;.fazer o mal é infringir essa lei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 631. O homem tem meios para distinguir por si mesmo o bem e o mal? ==&lt;br /&gt;
:Sim, quando ele crê em Deus e quando o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para discernir um e outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 632. O homem, que é sujeito a errar, não pode enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que faz o bem quando em realidade está fazendo o mal? ==&lt;br /&gt;
:Jesus vos disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não; tudo se resume nisso. Assim não vos encanareis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 633. A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, não pode ser aplicada à conduta pessoal do homem para consigo mesmo. Encontra ele, na lei natural, a regra desta conduta e um guia seguro? ==&lt;br /&gt;
:Quando comeis demais, isso vos faz mal. Pois bem, é Deus que vos dá a medida do que vos falta. Quando a ultrapassais, sois punidos. O mesmo se dá com tudo o mais. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades; quando ele o ultrapassa, é punido pelo sofrimento. Se o homem escutasse, em todas as coisas, essa voz que. diz: chega!, evitaria a maior parte dos males de que acusa a Natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 634. Por que o mal se encontra na natureza das coisas? Falo do mal moral. Deus não poderia criar a Humanidade em melhores condições? ==&lt;br /&gt;
:Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. (Ver item 115.) Deus deixa ao homem a escolha do caminho: tanto pior para ele se seguir o mal; sua peregrinação será mais longa. Se não existissem montanhas, não poderia o homem compreender que se pode subir e descer; e se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. E necessário que o Espírito adquira a experiência, e para isto é necessário que ele conheça o bem e o mal; eis porque existe a união do Espírito e do corpo. (Ver item 119.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 635. As diferentes condições sociais criam necessidades novas que não são as mesmas para todos os homens. A lei natural pareceria, assim, não ser uma regra uniforme? ==&lt;br /&gt;
:Essas diferentes condições existem na Natureza e estão de acordo com a lei do progresso. Isso não impede u unidade da lei natural, que se aplica a tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Comentário de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;#039;&amp;#039;As condições de existência do homem mudam segundo as épocas e os lugares, e disso resultam para ele necessidades diferentes e condições sociais correspondentes a essas necessidades. Desde que essa diversidade está na ordem das coisas é conforme à lei de Deus, e essa lei, por isso, não é menos una em seu princípio. Cabe à razão distinguir as necessidades reais das necessidades fictícias ou convencionais.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 636. O bem e o mal são absolutos para todos os homens? ==&lt;br /&gt;
:A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende, sobretudo, da vontade que se tenha de fazê-lo. O bem é sempre bem e o mal sempre mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença está no grau de responsabilidade(1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;#039;&amp;#039;(1) As pesquisas sociológicas deram motivo a uma reavaliação, em nosso tempo, do conceito tradicional de moral. Entendeu-se que a moral é variável, porque o bem de um povo pode ser mal para outro e vice-versa. Renouvier, entretanto, em “Science de Ia morale”, a compara às matemáticas: é uma ciência que deve fundar-se em puros conceitos. Os sociólogos confundiram moral e costumes, mas ultimamente já distinguiram, na confusão dos costumes, uma regra geral, que é a aspiração comum do bem Bergson, em “Lês deux sources de Ia morale et de Ia religion”, estabelece dois tipos de moral: a fechada, que decorre da coação social, e a aberta, que é individual e não se sujeita às convenções. A moral relativa é a convencional, enquanto a moral absoluta é a ditada pela aspiração universal do bem, pela Lei de Deus gravada nas consciências. (N. do T.)&amp;#039;&amp;#039;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 637. O selvagem que cede ao seu instinto, comendo carne humana, é culpado? ==&lt;br /&gt;
:Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem, o homem é tanto mais culpado quanto melhor sabe o que faz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Comentário de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &amp;#039;&amp;#039;As circunstâncias dão ao bem e ao mal uma gravidade relativa. O homem comete, freqüentemente, faltas que, sendo embora decorrentes da posição em que a sociedade o colocou, não são menos repreensíveis; mas a responsabilidade está na razão dos meios que ele tiver para compreender o bem e o mal. É assim que o homem esclarecido que comete uma simples injustiça é mais culpável aos olhos de Deus que o selvagem que se entrega aos instintos.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 638. O mal parece, algumas vezes, ser conseqüente da força das circunstâncias. Tal é, por exemplo, em certos casos, a necessidade de destruição, até mesmo do nosso semelhante. Pode-se dizer, então, que há infração à lei de Deus? ==&lt;br /&gt;
:O mal não é menos mal por ser necessário; mas essa necessidade desaparece à medida que a alma se depura passando de uma para outra existência; então se torna mais culpável quando o comete, porque melhor o compreende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 639. O mal que se comete não resulta freqüentemente da posição em que os outros nos colocaram, e nesse caso quais são os mais culpáveis? ==&lt;br /&gt;
:O mal recai sobre aquele que o causou. Assim, o homem que é levado ao mal pela posição em que os outros o colocaram é menos culpável que aqueles que o causaram, pois cada um sofrerá a pena não somente do mal que tenha feito, mas também do que houver provocado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 640. Aquele que não faz o mal, mas aproveita o mal praticado por outro, é culpável no mesmo grau? ==&lt;br /&gt;
:É como se o cometesse; ao aproveitá-lo, torna-se participante dele. Talvez tivesse recuado diante da ação; mas, se ao encontrá-la realizada, dela se serve, é porque a aprova e a teria praticado se pudesse ou se tivesse ousado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 641. O desejo do mal é tão repreensível quanto o mal? ==&lt;br /&gt;
:Conforme; há virtude em resistir voluntariamente ao mal que se sente desejo de praticar, sobretudo quando se tem a possibilidade de satisfazer esse desejo; mas se o que faltou foi apenas a ocasião, o homem é culpável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 642. Será suficiente não se fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura? ==&lt;br /&gt;
:Não; é preciso fazer o bem no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 643. Há pessoas que, por sua posição, não tenham possibilidade de fazer o bem? ==&lt;br /&gt;
:Não há ninguém que não possa fazer o bem; somente o egoísta não encontra jamais a ocasião de praticá-lo. É suficiente estar em relação com outros homens para se fazer o bem, e cada dia da vida oferece essa possibilidade a quem não estiver cego pelo egoísmo, porque fazer o bem não é apenas ser caridoso mas ser útil na medida do possível, sempre que o auxílio se faça necessário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 644. O meio em que certos homens vivem não é para eles o motivo principal de muitos vícios e crimes? ==&lt;br /&gt;
:Sim, mas ainda nisso há uma prova escolhida pelo Espírito no estado de liberdade; ele quis se expor à tentação para ter o mérito da resistência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 645. Quando o homem está mergulhado na atmosfera do vício, o mas não se torna para ele um arrastamento quase irresistível? ==&lt;br /&gt;
:Arrastamento, sim; irresistível, não; porque, no meio dessa atmosfera de vícios, podes encontrar grandes virtudes. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que tiveram, ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência sobre os seus semelhantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 646. O mérito do bem que se faz está subordinado a certas condições, ou seja, há diferentes graus no mérito do bem? ==&lt;br /&gt;
:O mérito do bem está na dificuldade; não há nenhum em fazê-lo sem penas e quando nada custa. Deus leva mais em conta o pobre que reparte o seu único pedaço de pão que o rico que só dá do seu supérfluo. Jesus já o disse, a propósito do óbolo da viúva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category: Espiritismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rfranzen</name></author>
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