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	<title>I – Justiça e Direito Natural - Revision history</title>
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		<title>Victorgodoi at 01:17, 3 December 2010</title>
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		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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		<title>Victorgodoi: Created page with &#039;== 873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de idéias adquiridas?==  — É de tal modo natural que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral d…&#039;</title>
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		<updated>2010-12-03T00:19:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;== 873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de idéias adquiridas?==  — É de tal modo natural que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral d…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;== 873. O sentimento de justiça é natural ou resulta de idéias adquiridas?==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É de tal modo natural que vos revoltais ao pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve sem duvida esse sentimento, mas não o dá: Deus o pôs no coração do homem. Eis porque encontrais freqüentemente, entre os homens simples e primitivos, noções mais exatas de justiça do que entre pessoas de muito saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 874. Se a justiça é uma lei natural, como se explica que os homens a entendam de maneiras tão diferentes, que um considere justo o que a outro parece injusto? == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— É que em geral se misturam paixões ao julgamento, alterando esse sentimento, como acontece com a maioria dos outros sentimentos naturais e fazendo ver as coisas sob um falso ponto de vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 875. Como se pode definir a justiça? == &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 875. a) O que determina esses direitos? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, essas leis estabeleceram direitos que podem variar com o progresso. Vede se as vossas leis de hoje, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Esses direitos superados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito dos homens, portanto, nem sempre é conforme à justiça. Só regula algumas relações sociais, enquanto na vida privada há uma infinidade de atos que. são de competência exclusiva do tribunal da consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 876. Fora do direito consagrado pela lei humana, qual a base da justiça fundada sobre a lei natural? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O Cristo vos disse: “Querer para os outros o que quereis para vós mesmos”. Deus pôs no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo que tem cada um de ver os seus direitos respeitados. Na incerteza do que deve fazer para o semelhante, em dada circunstância, que o homem pergunte a si mesmo como desejaria que agissem com ele. Deus não poderia dar um guia mais seguro que a sua própria consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Comentário de Kardec:&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  &amp;#039;&amp;#039;O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo, e não de querer para si o que se deseja para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal por norma ou ponto de partida, podemos estar certos de jamais desejar ao próximo senão o bem. Desde todos os tempos e em todas as crenças, o homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião crista foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 877. A necessidade de viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Sim, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. No vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias e vem daí a perturbação e a confusão da vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==  878. Podendo o homem iludir-se quanto à extensão do seu direito, o que pode fazer que ele conheça os seus limites? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os limites do direito que reconhece para o seu semelhante em relação a ele, na mesma circunstância e de maneira recíproca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 878 – a) Mas se cada um se atribui a si mesmo os direitos do semelhante, em que se transforma a subordinação aos superiores? Não será isso a anarquia de todos os poderes? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde o menor até o maior. Deus não fez uns de limo mais puro que outros e todos são iguais perante ele. Esses direitos são eternos; os estabelecidos pelos homens perecem com as instituições. De resto, cada qual sente bem a sua força ou a sua fraqueza, e saberá ter sempre uma certa deferência para aquele que o merecer, por sua virtude e seu saber. E importante assinalar isto, para que os que se julgam superiores conheçam os seus deveres e possam merecer essas deferências. A subordinação não estará comprometida, quando a autoridade for conferida à sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza? ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
— O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus; porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há a verdadeira justiça.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Victorgodoi</name></author>
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