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	<title>Meias-verdades - Revision history</title>
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	<subtitle>Revision history for this page on the wiki</subtitle>
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		<title>Rarrais: Created page with &#039;&lt;em&gt;Artigo original do Blog Textos para Reflexão&lt;/em&gt;  Quando alguém sofre por amor não correspondido, costuma-se dizer que teve uma desilusão amorosa. Ora, e seria melho…&#039;</title>
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		<updated>2010-10-06T19:30:12Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do &lt;a href=&quot;/index.php/Blog_Textos_para_Reflex%C3%A3o&quot; title=&quot;Blog Textos para Reflexão&quot;&gt;Blog Textos para Reflexão&lt;/a&gt;&amp;lt;/em&amp;gt;  Quando alguém sofre por amor não correspondido, costuma-se dizer que teve uma desilusão amorosa. Ora, e seria melho…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do [[Blog Textos para Reflexão]]&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando alguém sofre por amor não correspondido, costuma-se dizer que teve uma desilusão amorosa. Ora, e seria melhor viver iludido por um falso amor – ao menos da outra parte –, ou se conformar com a verdade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profetas nos disseram que a verdade nos libertará, mas há que se perguntar quantos de nós desejam realmente ser libertos... Há quem postule a possibilidade da vida – toda a realidade –, ser uma ilusão, um sonho sonhado por outro alguém, um farfalhar de partículas em meio ao vácuo, que por alguma estranha razão gera esta “doce ilusão do existir”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda outros, os seguidores dos manuais de verdades absolutas, preferem deixar toda a inquietação, todo desassossego, com os místicos de eras que não mais existem. É mais simples crer num mundo criado em alguns dias, em animais sem alma a espera de serem subjugados, em pertencer à raça suprema no centro de toda a criação... Sim, é mais simples, contanto que não se pense nas conseqüências, contanto que se tape os olhos do coração e do raciocínio. Contanto que se ache confortavelmente estagnado em pensamentos que nunca foram realmente seus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dogmas e determinismos, religiosos ou científicos, que realmente são eles, senão a “doce ilusão amorosa”? – para a qual muitos de nós se encaminham, abominados com a possibilidade da desilusão, com a necessidade de termos de pensar por nós mesmos... Na vida, nos seres, no amor, na morte, na imensidão...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois há aqueles que se conformam em estacionar a visão abaixo dos “mistérios de deus”, ignorando o horizonte a frente. Estes dizem ter fé, e talvez tenham, mas não em si próprios. E ainda há aqueles outros que depositaram tamanha fé na matéria, que crêem piamente que ela é capaz de lhes explicar toda a realidade. Tal qual Tomé dizia: “Acredito no que posso ver e tocar”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas mantiveram sua crença, mesmo após sua “divina academia” ter lhes demonstrado que tudo o que vêem são fótons, tudo o que tocam é a força eletrostática. Que toda energia e toda matéria surgiram de algum ponto “em meio a lugar algum”; Que somos formados por 4% da matéria que por acaso reflete a luz; Que por alguma razão as partículas só definem sua posição quando algum de nós as observa. A matéria é então tão mística quanto tudo o mais, cheia de mistérios ainda insondáveis, cheia de nuances que nos escapam à lógica... Ainda assim, estão perfeitamente felizes e satisfeitos em afirmar que ela explica tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É mais fácil deixar que outros pensem por você, porém cedo ou tarde a existência cobrará o seu preço. O abismo entre o ser e o não-ser, entre a vida e a morte, o tudo e o nada, ainda há de lhe chacoalhar todo corpo e toda a alma, ainda há de lhe obrigar a abrir os olhos e perceber que tudo o que há é você... Você a navegar pelo mar infinito do Cosmos, sozinho ou acompanhado – pouco importa –, somente você poderá desvendar o mistério do existir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um antigo sábio disse que “todas as verdades são como meias-verdades, todos os paradoxos podem ser reconciliados”. Longe de relativizar a existência e reduzir todo conhecimento há algo tão inútil quanto à discussão se existe o quente ou o frio, a luz ou a escuridão, Hermes Trimegisto estava nos indicando um caminho...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, o caminho da busca da verdade nos liberta, mas não porque encontramos a Verdade Absoluta, e sim porque encontramos a Divina Dúvida. Eis que a verdade se revela sempre em meias-verdades, e todo conhecimento gera mais conhecimento, toda busca gera mais busca, toda dúvida resolvida gera mais dúvidas. Nada está parado no universo, nem as galáxias, nem o Sol, nem a Terra, nem nós mesmos, ou uma pedra, um galho, uma partícula... Tudo vibra, tudo se renova, tudo vive e tudo morre, tudo chega e novamente parte, tudo finda e se reinicia – não há como saber onde uma partícula está exatamente quando não lhe damos atenção, não há como saber até onde esse caminho infinito nos levará.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, ao trilhar tal caminho, ao nos desiludirmos de todos os dogmas – religiosos ou científicos –, ao aceitarmos que navegamos num mar revolto e que nem sempre se pode dizer quando vem uma nova tempestade, podemos finalmente encarar tal horizonte sagrado com os olhos e a mente de quem vive eternamente em liberdade!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Into that heaven of freedom, my Father, let my country awake&amp;lt;/em&amp;gt; (Tagore)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Links Externos==&lt;br /&gt;
* [http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/03/meias-verdades.html] - Post original no Blog Textos para Reflexão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rarrais</name></author>
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