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	<title>Nigredo, Albedo e Rubedo - Revision history</title>
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		<title>Fcarneiro85: Created page with &#039;Alquimia é a arte e ciência que procura a transformação do corpo e da mente com a finalidade de converter, o indivíduo que a pratica, num canal cristalino para uma nova …&#039;</title>
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		<updated>2010-10-28T02:28:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;&lt;a href=&quot;/index.php?title=Alquimia&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot; class=&quot;new&quot; title=&quot;Alquimia (page does not exist)&quot;&gt;Alquimia&lt;/a&gt; é a arte e ciência que procura a transformação do corpo e da mente com a finalidade de converter, o indivíduo que a pratica, num canal cristalino para uma nova …&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;[[Alquimia]] é a arte e ciência que procura a transformação do corpo e da mente com a finalidade de converter, o indivíduo que a pratica, num canal cristalino para uma nova consciência. Essa consciência, diferentemente daquela que está presente no homem natural, outorga uma percepção do mundo na qual a unidade é a característica fundamental. O alquimista percebe o elo indivisível entre o [[Criador]], o [[Universo]] e a [[Natureza Humana]]. Esse novo “estado de ser” foi conhecido pelos antigos como a descoberta e desenvolvimento da [[Pedra Filosofal]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi chamado assim, pois em hebraico, pedra é EBEN, sendo que a primeira parte da palavra constituída pelas letras Aleph e Beth formam a expressão AB que se traduz como “pai”. A segunda parte da palavra está constituída pelas letras Beth e Nun, as quais formam a expressão BEN que se traduz como “filho”. Dessa maneira, os antigos alquimistas ocultaram no simbolismo da [[Pedra Filosofal]] o conceito místico da união do Pai com o Filho, várias vezes repetido na [[Bíblia]], tanto nas escrituras hebraicas do [[Antigo Testamento]] como nas grego-cristãs.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a [[Pedra Fundamental]] que na Bíblia é mencionada como “recusada pelos construtores”. Efetivamente, enquanto o ser humano comum pretende construir sua vida a partir dos efeitos do mundo sensorial, o alquimista reconhece o plano das causas, o nível espiritual profundo: a consciência. Sobre essa “rocha”, a mais sólida de todas, pois a consciência nunca muda nem se vê submetida às mudanças do mundo físico, o [[Filósofo da Arte]] trabalha sua personalidade, transformando adversidades em circunstâncias de crescimento favorável em todas as facetas de sua vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma vez atingida a Pedra Filosofal, isto é, uma vez reconhecido o foco de consciência interna ou o verdadeiro EU SOU em seu interior, o alquimista consegue transmutar o [[Chumbo]] em [[Ouro]], isto é, mudar um estado de consciência limitado e pesado, em outro resplandecente e brilhante. Nessa “transmutação metálica”, o chumbo, metal associado ao planeta [[Saturno]], representa o estado inferior, animalizado, no qual a consciência humana se vê limitada às condições de tempo e espaço. O chumbo é o estado de sofrimento produto da ignorância ao respeito de nossa natureza divina. O ouro, um metal solar, tem a conotação de integração, pois o astro central de nosso sistema planetário sempre representou a fonte de vida e regeneração da espécie humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com esse poder renovador funcionando em seu interior, conhecido como a [[Medicina Universal]], o alquimista pode, por meio da força do [[Amor Incondicional]], integrar sua personalidade. Será graças à aplicação dessa força harmônica que chegará no ponto em que atingirá a perfeita saúde física e mental. Nesse estado o alquimista descobre o [[Elixir da Longa Vida]], o reconhecimento de sua essência eterna e infinita, com o qual poderá recodificar seu próprio corpo físico, libertando-o da prisão da carne, isto é, dos resíduos da genética animal que o condena à morte e assim ao renascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo final, que é a culminação do que se chama [[Grande Obra]], tem lugar no momento em que sua integração com o [[Cosmos]] e o Criador é tal que seu corpo chega a um estado de total espiritualização. Em dito momento o alquimista se liberta e ascende, através dos planos de existência, em direção a um estado de ser onde as condições são de plena bem-aventurança em comunhão com o infinito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três são as etapas básicas no desenvolvimento alquímico. Neste ponto é importante ressaltar que existem diversas classificações, bem como diversas óticas no uso da Alquimia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe assim, para resumir, uma [[Alquimia Interna]] e outra [[Alquimia Externa]]. Neste texto estamos tratando a Alquimia Interna, isto é, aquela que transmuta a personalidade do alquimista. Uma vez realizada a Alquimia Interna se torna fácil entrar na Externa na qual o alquimista é capaz de modificar o “mundo material”. Literalmente, se for necessário, poderá transmutar chumbo físico em ouro. Mas isso nada mais é do que um símbolo da capacidade que o alquimista adquire em seu domínio do plano físico, o qual pode resultar milagroso para aqueles que não compreendem a raiz de seu poder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, voltando às etapas da Alquimia, podemos dividi-las em três: [[Nigredo]], [[Albedo]] e [[Rubedo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira fase é a de ignorância e a do crítico acordar. É pela qual todos nós, em momentos importantes de transformação biológica, passamos de maneira natural. Nesta forma vem como nascimento e morte, ou bem aparece nas transformações que o corpo sofre na transição entre menino e adolescente, ou deste a jovem e daí à clássica crise dos quarenta ou à velhice.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não obstante, o alquimista ativa por seus próprios meios o processo de transformação mais importante: a morte do ego ilusório. Durante vidas nos identificamos a uma infinidade de conceitos e intentamos faze-los rígidos, estáticos. Refugiamo-nos numa torre de apegos que em vão tentamos defender dos estragos da mudança perpétua ao que se vê submetido o mundo material.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante essa fase, de autêntica putrefação de antigos padrões habituais de comportamento, perfila-se pouco a pouco o alvorecer de um novo estado, no qual nossa verdadeira natureza se revela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este é ALBEDO, palavra que provém do termo latino “Alba”. Saindo da escuridão das nossas próprias sombras, entramos na dimensão da plena objetividade, em que o momento presente surge como a única realidade na qual vivemos. Vivendo nesse estado o corpo se transforma gradualmente até chegar a uma completa regeneração que ocorre paralela à purificação da alma que nos leva a ALBEDO, pois mente e corpo são partes de uma realidade indivisível e o que sucede em um, tem seu reflexo no outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A regeneração, em seu momento definitivo, nos leva ao estado de RUBEDO, o “vermelho”. Neste estado a iluminação se faz patente, um mundo novo se abre ante o “olho interior” e o estado de consciência cósmica se estabelece definitivamente. É a fase de contato pleno com a eternidade e a retificação total da alma. A Grande Obra se vê cumprida e o alquimista, cheio de amor por todos os seres, dedica-se a emanar luz a seus colegas, contemplando-os compassivamente desde as alturas da mais alta realização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Texto do frater Juan Carlos Romera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]], [[category:Alquimia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Fcarneiro85</name></author>
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