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	<title>Reflexões sobre a perfeição - Revision history</title>
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	<updated>2026-10-24T14:06:56Z</updated>
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		<title>Rarrais at 20:57, 9 November 2010</title>
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		<updated>2010-11-09T20:57:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a href=&quot;https://wiki.deldebbio.com.br/index.php?title=Reflex%C3%B5es_sobre_a_perfei%C3%A7%C3%A3o&amp;amp;diff=6500&amp;amp;oldid=6499&quot;&gt;Show changes&lt;/a&gt;</summary>
		<author><name>Rarrais</name></author>
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		<title>Rarrais: Created page with &#039;&lt;em&gt;Artigo original do Blog Textos para Reflexão&lt;/em&gt;  &lt;em&gt;A perfeição é um estado de completude e ausência de falhas. Normalmente atribuímos a perfeição a um Criador…&#039;</title>
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		<updated>2010-11-09T20:56:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do &lt;a href=&quot;/index.php/Blog_Textos_para_Reflex%C3%A3o&quot; title=&quot;Blog Textos para Reflexão&quot;&gt;Blog Textos para Reflexão&lt;/a&gt;&amp;lt;/em&amp;gt;  &amp;lt;em&amp;gt;A perfeição é um estado de completude e ausência de falhas. Normalmente atribuímos a perfeição a um Criador…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do [[Blog Textos para Reflexão]]&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;A perfeição é um estado de completude e ausência de falhas. Normalmente atribuímos a perfeição a um Criador, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um Ser Perfeito ou as Leis da Natureza.&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Natureza imperfeita==&lt;br /&gt;
Ante a grandiosa perplexidade que a observação profunda da natureza nos imprime a alma, somos inexoravelmente &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
levados a crer que o Cosmos – tudo o que há, que foi ou que será – é perfeito. Apesar se ser muitas vezes complexo &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
para nós definir tal perfeição, quase sempre a associamos com a beleza, a simetria, a homogeneidade das formas &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
naturais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na geometria a perfeição parece estar associada ao círculo: um espaço onde todos os pontos estão à mesma distância &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do centro, e conseqüentemente não temos nenhum ponto em posição privilegiada em relação aos demais. Essa igualdade &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nos parece sublime, e muitas vezes a tentamos traduzir para a realidade, tanto que muitos símbolos e signos da &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
geometria sagrada se baseiam ou contém o círculo... Entretanto, ainda temos o ponto central do círculo – este está &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
em posição privilegiada, na medida em que está a mesma distância de todos os demais. O centro é necessário para &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que os outros pontos se sintam em igualdade. Retire o centro e teremos novamente uma guerra em busca do ponto de &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
superioridade. É mais simples supor que Deus está no centro. A mente de Deus, o motor inicial do Cosmos, a &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
essência da natureza – aí está a perfeição!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, quando aplicamos essa noção ao espaço-tempo, não temos o resultado que esperaríamos. Segundo a cosmologia, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é impossível definir um “centro espacial” do universo. Certamente segundo a teoria do Big Bang, toda a matéria e &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
energia cósmica foi catapultada de um mesmo “ponto inicial”, mas o espaço-tempo cresceu por igual em todas as &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
direções. É como se o próprio centro crescesse ele mesmo, e não os pontos que estavam a sua volta... Nenhum ponto &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do universo está “em torno de algum centro”, pois que todo o espaço-tempo é ele mesmo um único ponto original que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
simplesmente cresceu rumo ao infinito. Não há nada fora nem além do universo – e, se é que há, haverá de ser o que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o criou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Costuma-se imaginar que a natureza é perfeita. Perfeita, simplesmente porque é o que havia já aqui muito antes de &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nós chegarmos (ou pelo menos, muito antes de nossa lembrança de estarmos conscientes da chegada). Como imaginar &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
uma natureza imperfeita? Como imaginar falhas no projeto da criação? A ciência tem descoberto algumas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo: a grama é verde por causa do pigmento clorofila, que absorve as regiões azuis e vermelhas do espectro &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eletromagnético da luz solar. Por causa dessas absorções a luz que a grama reflete nos parece verde. Entretanto, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as regiões verdes e amarelas do espectro da luz solar são as mais energéticas. Portanto, se formos pensar em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
perfeição no sentido de funcionalidade, a fotossíntese das plantas traria muito mais energia química caso a &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
clorofila absorve-se as regiões verdes e amarelas do espectro, ao invés de absorver as regiões azuis e vermelhas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria isso um “erro de design” da natureza?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não paremos por aqui. Se a grama parece ter “escolhido a cor errada”, mesmo o tão aclamado “projeto homo sapiens” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
parece ter os seus erros... Soluços, por exemplo, que variam de um aborrecimento passageiro a uma doença que pode &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durar meses ou, em raríssimos casos, anos. O soluço é provocado por um espasmo de músculos na garganta e no peito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O som característico é produzido quando inspiramos ar repentinamente enquanto a epiglote, uma aba de tecido macio &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
localizada no fundo da garganta, se fecha. Todos esses movimentos são involuntários; soluçamos sem nem pensar no &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
assunto. Os soluços revelam pelo menos duas camadas da nossa história evolutiva: uma parte compartilhada com os &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
peixes e outra com os anfíbios, de acordo com uma teoria bem fundamentada [1].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Herdamos dos peixes os nervos principais usados na respiração. Um desses conjuntos de nervos (frênico) estende-se &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da base do crânio ao tórax e ao diafragma. Esse caminho sinuoso cria alguns problemas; qualquer coisa que &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
interrompa o trajeto desses nervos pode interferir na respiração. Uma simples irritação pode deflagrar os soluços. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um projeto arquitetônico mais radical do homo sapiens teria colocado o início dos nervos frênicos em local mais &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
próximo do diafragma e não do pescoço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o soluço em si parece ter vindo do passado em comum com os anfíbios. Quando usam a respiração braquial, eles &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
enfrentam um grande problema – precisam bombear água para a boca e garganta e depois para as brânquias, mas essa &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
água não pode entrar nos pulmões. Como conseguem isso? Enquanto inspiram, eles fecham a glote, impedindo que a &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
água escoe pelas vias respiratórias. Pode-se dizer que eles respiram com as brânquias usando uma forma estendida &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de soluço. Remexendo em nossa história evolutiva, vemos que uma boa parte dela se deu em oceanos, córregos e &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
savanas – e não em cidades, igrejas ou academias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para muitos religiosos, essa “ousadia” em se criticar a natureza suscita um senso de ingratidão, de falta de &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
respeito... Provavelmente são os mesmos que criticam qualquer tentativa dos biólogos e geneticistas de “intervir” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
na natureza – clonando, modificando, até mesmo adicionando informações a obra divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Louis Pasteur dizia que “uma pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima”. Eu gostaria de estender &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
essa citação a religião: “um pouco de religião nos esconde a Deus. Muito, nos mostra-O em todo o Seu esplendor”... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para tentar lhes demonstrar o que eu quero dizer com isso, é preciso primeiro falar sobre o paradoxo da &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
perfeição...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Na continuação, as imperfeições que geraram o Cosmos, e uma visão mais aprofundada do que é realmente a &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
perfeição.&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
***&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[1] Para saber mais consultar “A história de quando éramos peixes”, de Neil Shubin (Ed. Campus).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Post Completo==&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição]]&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição – Parte II]]&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição – Parte III]]&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição – Parte IV]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Links Externos==&lt;br /&gt;
* [http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/07/reflexoes-sobre-perfeicao-parte-1.html] - Post original no Blog &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Textos para Reflexão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rarrais</name></author>
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