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	<title>Reflexões sobre a perfeição – Parte III - Revision history</title>
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		<title>Rarrais: Created page with &#039;&lt;em&gt;Artigo original do Blog Textos para Reflexão&lt;/em&gt;  ==Em busca da Teoria do Tudo== Tenho um amigo matemático – Guilherme Tomishiyo – que ousa afirmar que a matemáti…&#039;</title>
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		<updated>2010-11-09T21:04:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;#039;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do &lt;a href=&quot;/index.php/Blog_Textos_para_Reflex%C3%A3o&quot; title=&quot;Blog Textos para Reflexão&quot;&gt;Blog Textos para Reflexão&lt;/a&gt;&amp;lt;/em&amp;gt;  ==Em busca da Teoria do Tudo== Tenho um amigo matemático – Guilherme Tomishiyo – que ousa afirmar que a matemáti…&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;em&amp;gt;Artigo original do [[Blog Textos para Reflexão]]&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Em busca da Teoria do Tudo==&lt;br /&gt;
Tenho um amigo matemático – Guilherme Tomishiyo – que ousa afirmar que a matemática é mais arte do que ciência. Vejamos seu pensamento acerca do assunto:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O motivo pra mim da matemática não ser uma ciência, ao menos uma ciência natural – que estuda a natureza –, é que ela não parte de observações da mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um matemático não analisa um aspecto do mundo natural e tenta traduzir aquilo. Ele parte de axiomas e constrói daí um sistema lógico. Eu diria que ela é o estudo dos padrões. Quem estuda matemática sabe que números são apenas uma parte, a grande maioria dela não está nem um pouco relacionada com isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma coisa que eu acho estupidamente bela na matemática é o seu aspecto ontológico. Daqui a mil anos, podemos descobrir que Einstein esteve errado, e a sua teoria inteira não passava de um caso particular de uma teoria mais geral (como foi com Newton), mas daqui a 10 mil anos, o Teorema de Pitágoras continuará sendo verdadeiro, assim como todos os teoremas já demonstrados até o momento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O teor artístico da matemática é inegável. A criatividade – mesmo para conjecturar alguns fatores – é sublime.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por muitos e muitos anos a física experimental esteve sempre à frente da física teórica – primeiro a natureza era observada, experimentada, e somente após os cientistas tentavam explicar o mecanismo natural através de suas equações e teorias... Ultimamente, entretanto, isto se inverteu...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde a formulação das teorias da relatividade e da mecânica quântica, os físicos vêm tentando unir todas as forças da natureza em uma espécie de Teoria do Tudo. Assim como Maxwell conseguiu unificar a eletricidade e o magnetismo em uma elegante matemática, Einstein e muitos outros gênios científicos vêm tentando unir o eletromagnetismo as forças nucleares (forte e fraca) e a gravidade. Até agora, a única teoria que obteve sucesso considerável foi à teoria das supercordas ou Teoria-M (não me pergunte sobre o que significa o “M”).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa teoria postula que os elementos mais fundamentais da matéria não são pontos e/ou partículas, e sim cordas muito, muito pequenas, em eterna vibração... Da amplitude de suas vibrações partículas de maior ou menor massa são criadas, e o universo se trona uma elegante sinfonia cósmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande problema da Teoria-M, entretanto, é que ela não pode ser testada! Não dispomos da tecnologia necessária para chegar sequer próximo da energia necessária para detectarmos uma supercorda (ou p-brana). Entretanto, físicos de toda a parte do mundo a estudam a décadas, simplesmente porque sua matemática lhes parece bela e simétrica, com a vantagem de que a gravidade se adequou as suas equações desde os primeiros esboços da teoria. Mas, seria esse sentimento de beleza suficiente para garantir a veracidade de uma teoria?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brian Greene, um dos grandes defensores da Teoria-M, admite que a simetria da natureza atraí certos cientistas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Os cientistas descrevem duas propriedades das leis físicas - o fato de que elas não dependem da ocasião (tempo) ou do lugar (espaço) em que foram invocadas - como simetrias da natureza. Com isso eles querem referir-se ao fato de que a natureza trata todos os momentos do tempo e todos os lugares do espaço de forma idêntica - simétrica -, fazendo com que as mesmas leis estejam em operação em todas as partes. O efeito causado por essas simetrias é o mesmo que exercem na música e na arte em geral - o de uma profunda satisfação; eles revelam ordem e coerência no funcionamento da natureza. A elegância, a riqueza, a complexidade e a diversidade dos fenômenos naturais que decorrem de um conjunto simples de leis universais é parte integrante do que os cientistas querem dizer quando empregam o termo &amp;quot;beleza&amp;quot;.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já o físico brasileiro Marcelo Gleiser recentemente passou a criticar ferozmente esse tipo de “utopia estética” na ciência:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A noção de que a natureza é perfeita e pode ser decifrada pela aplicação sistemática do método reducionista precisa ser abolida. Muito mais de acordo com as descobertas da ciência moderna é que devemos adotar uma abordagem múltipla, e que junto ao reducionismo precisamos utilizar outros métodos para lidar com sistemas mais complexos. Claro, tudo ainda dentro dos parâmetros das ciências naturais, mas aceitando que a natureza é imperfeita e que a ordem que tanto procuramos é, na verdade, uma expressão da ordem que buscamos em nós mesmos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
É bom lembrar que a ciência cria modelos que descrevem a realidade; esses modelos não são a realidade, só nossas representações dela. As &amp;quot;verdades&amp;quot; que tanto admiramos são aproximações do que de fato ocorre. As simetrias jamais são exatas. O surpreendente na natureza não é a sua perfeição, mas o fato de a matéria, após bilhões de anos, ter evoluído a ponto de criar entidades capazes de se questionarem sobre a sua existência.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espinosa concluiu que o conceito de perfeição só pode ser aplicado às obras humanas, pois que essas podem já ter terminado... Como os quadros e as esculturas dos grandes artistas da Renascença. Talvez o mesmo possa ser dito dos teoremas matemáticos – que são perfeitos porque já foram terminados... Mas, e o que isso tem a ver com a natureza, com a imensidão cósmica a nossa volta?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu disse que muita ciência e/ou muita religião nos aproximam e desvelam a Deus... Mas não seria então um “deus imperfeito”? Um “deus ausente” que irradiou o Cosmos à partir de si mesmo somente para deixar-nos a mercê desse eterno baile de partículas e poeira? Existe algum sentido em todo esse infinito a nossa volta? Onde estará à perfeição prometida pelos profetas, o céu que aguardamos para descansar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Isso nós descobriremos a seguir, seguindo pelo caminho do pólen (dentre outros)...&amp;lt;/em&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Post Completo==&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição]]&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição – Parte II]]&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição – Parte III]]&lt;br /&gt;
* [[Reflexões sobre a perfeição – Parte IV]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Links Externos==&lt;br /&gt;
* [http://textosparareflexao.blogspot.com/2010/07/reflexoes-sobre-perfeicao-parte-3.html] - Post original no Blog Textos para Reflexão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:Blogs]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rarrais</name></author>
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