Hexagrama 111000

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(Redirected from Hexagrama 111000 - A Paz)
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O Receptivo, cujo movimento tende a descer, está acima; o Criativo, cujo movimento eleva-se, está abaixo. Assim, suas influências encontram-se, estão em harmonia, e todos os seres florescem e prosperam. O hexagrama está relacionado ao primeiro mês 14 (fevereiro-março), no qual as forças da natureza preparam uma nova primavera.

características

  • Número na Classificação de Rei-Wei: 11
  • Número na Classificação Mayhem: 56 (32+16+8+0+0+0)
  • Trigramas: Terra sobre Céu

julgamento

  • PAZ.
  • O pequeno parte, o grande se aproxima.
  • Boa fortuna.
  • Sucesso.

O hexagrama indica uma época em que o céu parece estar na terra. O céu colocou-se sob a terra, e assim os dois princípios unem seus poderes em profunda harmonia. Essa união traz paz e bênção a todos os seres. No âmbito humano isto representa uma época de harmonia social. Os poderosos voltam-se para os humildes, enquanto esses se mostram amistosos em relação àqueles, terminando assim toda hostilidade. O princípio luminoso está no interior, no centro, em posição decisiva. O princípio da escuridão encontra-se do lado de fora. Assim, o princípio luminoso exerce uma poderosa influência, e o princípio obscuro submete-se. Deste modo ambos recebem o que lhes corresponde. Quando, numa sociedade, os bons elementos detêm o comando em suas mãos, exercem uma influência sobre os maus elementos que, então, mudam para melhor. Quando, no homem, o espírito dos céus governa, sua natureza corpórea sofre essa influência, encontrando o seu lugar apropriado. As linhas chegam ao hexagrama embaixo, abandonando-o em cima. Aqui são, portanto, os elementos pequenos, fracos e maus que estão partindo, enquanto os elementos grandes, fortes e bons ascendem. Isso traz boa fortuna e sucesso.

imagem

  • Céu e terra unem-se:

8 a imagem da PAZ.

  • Assim o governante divide e completa o curso do céu e da terra, favorece e regula os dons do céu e da terra e desta forma ajuda ao povo.

O céu e a terra estão em contato e combinam suas influências, propiciando uma época de florescimento e prosperidade geral. O governante dos homens deve regular essa corrente de energia. Isso se faz através da divisão. Assim, os homens dividem o fluxo uniforme do tempo em estações, de acordo com a seqüência dos fenômenos naturais, e dividem também em pontos cardeais o espaço que envolve todas as coisas. Desse modo, a natureza, em sua pujante profusão de fenômenos, é delimitada e controlada. Por outro lado, é necessário estimular a natureza em sua produtividade. Isso se consegue ajustando os produtos ao momento e lugar adequados, o que aumenta o rendimento natural. Assim, a natureza recompensa o homem que a controlou e estimulou.

Linhas móveis

linha móvel na primeira posição

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  • Quando se arranca uma folha de grama,
  • junto vem o torrão.
  • Cada qual de acordo com sua espécie.
  • Empreendimentos trazem boa fortuna.

Em épocas de prosperidade, cada homem capaz chamado a ocupar um cargo traz consigo companheiros igualmente aptos, assim como ao se puxar uma folha de grama arrancam-se sempre várias outras, pois os caules se entrelaçam nas raízes. Em tais épocas, em que é possível se exercer uma ampla influência, o propósito do homem capaz é lançar-se à vida e realizar algo.

linha móvel na segunda posição

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  • Suportar gentilmente os incultos,
  • atravessar o rio com decisão,
  • não negligenciar o longínquo,
  • não privilegiar os companheiros.
  • Assim se poderá trilhar o caminho do meio.

Em épocas de prosperidade é acima de tudo importante possuir a grandeza interior que permite suportar pessoas imperfeitas. Nas mãos de um grande mestre nenhum material é improdutivo, para tudo ele encontra utilidade. Porém essa generosidade não deve ser confundida de modo algum com negligência ou fraqueza. É justamente em épocas de prosperidade que se deve estar sempre pronto para arriscar até empreendimentos perigosos, como a travessia de um rio, se for necessário. Do mesmo modo não se deve neglicenciar o que está distante, mas atender, escrupulosamente, a tudo. Deve-se evitar, em especial, cair em partidarismos ou sob o domínio de facções. Mesmo quando homens que pensam de maneira semelhante chegam, juntos, a uma certa proeminência, não devem por isso formar facção, mas cada qual deve cumprir o seu dever. São esses quatro fatores que permitem superar o perigo de um gradual relaxamento, ameaça que se oculta em todo período de paz. Deste modo se encontra o caminho do meio para a ação.

linha móvel na terceira posição

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  • Não há planície que não seja seguida por uma escarpa.
  • Não há partida que não seja seguida por um retorno.
  • Aquele que se mantém perseverante quando em perigo
  • permanece sem culpa.
  • Não lamenta essa verdade:
  • usufrua a boa fortuna que ainda possui.

Tudo na terra está sujeito à mutação. À prosperidade segue-se a decadência. Esta é a eterna lei da terra. O mal pode ser controlado, mas não permanentemente eliminado. Sempre voltará. Esta convicção poderia provocar melancolia, porém isso não deve acontecer. Ela deve servir, apenas, para que o homem não se deixe iludir quando a boa fortuna chega. Se permanecer atento ao perigo, poderá prosseguir com perseverança e sem cometer erros. Enquanto a natureza interior do homem permanecer mais forte e mais rica que a fortuna externa, enquanto ele permanecer interiormente superior à sua sorte, a felicidade não o abandonará.

linha móvel na quarta posição

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  • Ele deve voando sem se vangloriar de sua riqueza.
  • Junto a seu próximo, sincero e sem malícia.

Nas épocas em que há confiança mútua, os grandes vêm ao encontro dos humildes com simplicidade, sem se vangloriar de suas riquezas. Isso não se deve à força das circunstâncias, mas corresponde a seus sentimentos mais profundos. A aproximação se dá com espontaneidade, pois está fundamentada numa convicção interior.

linha móvel na quinta posição

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  • O soberano I concede sua filha em casamento.
  • Isso traz bênçãos e suprema boa fortuna.

O soberano I é Tang. O QUE COMPLETA. Por um decreto seu, as princesas imperiais, apesar da posição hierárquica superior à dos maridos, lhes deviam obediência, como todas as outras esposas. Aqui também se indica uma união realmente modesta entre o alto e o baixo, que traz bênçãos e boa fortuna.

linha móvel na sexta posição

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  • A muralha cai novamente no fosso.
  • Não use o exército agora.
  • Proclame suas ordens em sua própria cidade.
  • A perseverança traz humilhação.

Começou a ocorrer a mudança mencionada no meio do hexagrama. A muralha da cidade cai novamente no fosso do qual tinha sido erguida. Sobrevêm o desastre. Agora o homem deve se submeter ao destino, e não pretender detê-lo através de uma resistência violenta. O único recurso restante é resguardar-se em seu círculo mais íntimo. Se quisesse, como de costume, perseverar na resistência ao mal, o colapso seria ainda mais completo, levando à humilhação.