Papa Silvério

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Silvério, filho do Papa Hormisdas, foi Papa de 1 de Junho de 536 a 11 de Novembro de 537. É venerado como Santo pela Igreja Católica.

O Pontificado

Foi eleito por determinação do rei dos godos, Teodato, para suceder o Papa Agapito I, que morrera em Constantinopla. Naquela cidade estava também o candidato mais forte à sucessão, Vigílio, que contava com o apoio da Imperatriz Teodora.

A ascensão de Silvério ao trono pontifício, portanto, foi fonte de ásperas relações entre o diácono Vigílio e o novo papa.

Em 536, Teodato era morto, enquanto as tropas bizantinas de Belisário entravam em Roma e Silvério viu-se só, no centro de um complô tramado pelo próprio Vigílio. Este conseguiu a deposição de Silvério, que foi exilado na Lícia, e, assim, elegeu-se Papa em 537.

Do exílio, Silvério, com a intervenção do imperador Justiniano I, conseguiu obter a revisão do processo, demonstrando a sua inocência e voltando a Roma e ao trono de São Pedro; mas Belisário, certamente instigado por Vigílio, fez com que fosse aprisionado na Ilha Ponza. Por causa da conspiração, foi martirizado em 2 de Dezembro de 537. Seu corpo foi transladado para a Catedral da Comuna de Ponza em 20 de Junho do ano seguinte.

O culto

Segundo o Liber Pontificalis, depois de sua morte, os fiéis que o visitavam na sua tumba o invocavam constantemente como Santo. A primeira prova desta veneração está documentada em um hagiológio do século XI (Mélanges d'archéologie et d'histoire, 1893, 169).

O Martyrologium di Petrus de Natalibus, do século XIV, contemplava a sua festa em 2 de dezembro.

Atualmente, São Silvério é muito venerado na Ilha de Ponza, de onde é padroeiro. A sua memória litúrgica se dá em 20 de junho.

Século VI